março 29, 2005

Para um programa de culinária?

DN Online: «Maçonaria acerta parceria com a 2:»

Publicado por ruitavares em
Comentários

eh pa assim perde a piada toda.
eram secretas e estavam envoltas em misterio, mas agora até a programas de tv vão... que pouca vergonha...

já agora essa loja vende o quÊ? (eu sei eu sei a piada é seca,mas não resisti...)

Afixado por: oscar pinto em março 29, 2005 03:58 AM

Com canecas, aventais e um banquinho de veludo para as iniciações...

Afixado por: João Gundersen em março 29, 2005 10:46 AM


Faz a 2 muito bem porque assim tem pedreiros de borla os para cenários mais duros.

Afixado por: povd em março 29, 2005 11:12 AM

para quando uma "quinta das celebridades maçónicas"?

Afixado por: fumbler_me em março 29, 2005 12:13 PM

Em vez de falarem de coisas sérias, como o atentado à privacidade que Afonso Costa propôs, não, falam de um programa sobre uma sociedade 'secreta'. Acordem, o totalitarismo tanto vem da esquerda como da direita.

Afixado por: Pedro Oliveira em março 29, 2005 12:53 PM

É claro que já cá faltava alguém nervosinho por causa do Afonso Costa... E essa de insinuar totalitarismos para cima de Afonso Costa... Oh Pedro, também deve ser da opinião que o Sidónio Pais foi um democrata que teve de impor uma ditadura a contragosto, não?

Afixado por: João Macdonald em março 29, 2005 02:12 PM

como escreveu o bom do Céline, 'está-se a acabar a impostura, vai-se ao ar a abominação'...

Afixado por: pinto ribeiro em março 29, 2005 02:46 PM

Não, João, não é essa a minha opinião. O Sidónio Pais foi mais um caudilho de pacotilha no regime de pacotilha de entreteve os portugueses (os 100,000 ou nem tantos que votavam) durante uns 16 tresloucados anos de utupia de pacotilha.

Como era mais ou menos inevitável, no contexto histórico-cultural da época sucedeu-lhe outro regime, de início comico-militar, evoluindo depois para a clássica ditadura populista latina, que nem foi um exclusivo de Portugal. O mesmo tipo de regime foi aplicado com algum sucesso a curto prazo noutros países da Europa do Sul e também na América do Sul (AKA República das Bananas), embora com executantes sem a categoria de Salazar.

Afixado por: Pedro Oliveira em março 29, 2005 03:35 PM

essa da categoria do Salazar é conversa de paróquia, não? ...até dói ser de direita.

Afixado por: pinto ribeiro em março 29, 2005 03:44 PM

Afonso Costa? Desculpa lá, queria dizer Alberto Costa. Afonso Costa era o mata frades da 1ª república, e um demagogo de primeira àgua...

Afixado por: Pedro Oliveira em março 29, 2005 04:48 PM

Sociedades secretas e segredo de justiça, tudo na TV e nos jornais. estrelinha ajuizada

Afixado por: vermelhofaial em março 29, 2005 06:06 PM

«essa da categoria do Salazar é conversa de paróquia, não? ...até dói ser de direita»

Nem por isso, Pinto Ribeiro, nem por isso. Imagina que como ditador, o Salazar, ao pé, sei lá, do Staline, faz figura de aprendiz... Isto faz-te doer ser de esquerda?

Afixado por: Pedro Oliveira em março 29, 2005 07:01 PM

Ah, pois, o Afonso Costa, essa simpática personagem, que não mandou pessoas para o exílio, nem perseguia os adversários políticos, nem tinha polícia política, nem nada, ao contrário do mauzão do Salazar. Era uma jóia de pessoa, está visto.

Afixado por: João Pedro em março 29, 2005 10:13 PM

Pedro, é-me dificil contabilizar essa do melhor ditador. Agora sei que o Salazar não tinha categoria mesmo nenhuma e ainda estamos todos a pagar a factura. Em especial uma direita que não se revê no pré 25 de Abril nem no pós dos cavacos, psd, pp e herdeiros bafientos. Já agora o facínora do pinochet tinha categoria? Explique lá sffavor essa da categoria.

Afixado por: pinto ribeiro em março 30, 2005 09:06 AM

Pinto Ribeiro,

Existem muitas formas de avaliar e comparar ditadores. Podemos avaliar a sua coêrencia interna, a sua honestidade, e, evidentemente, os resultados das suas politicas (sendo que estes últimos, numa análise final, são quase sempre negativos).

O Pinochet, categoria? Pouca, muito pouca. Mais ou menos ao nível de Francisco Franco.

Quanto à factura, estou de acordo. O corporativismo consensual da 2ª república adormeceu muito bem as forças vivas de Portugal numa teia de privilégios e mordomias irrevogáveis. Tanto e tão bem que ainda não acordaram - nem sequer tenho esperanças que acordem tão cedo.

Afixado por: Pedro Oliveira em março 30, 2005 12:08 PM

Afonso Costa passou meses na prisão antes de 1910, anos no exílio depois de 1926, e quando morreu nem o cadáver o Salazar deixou trasladar.
Deveria haver mais respeito por um homem que fez o que pôde para lançar os fundamentos de um Estado moderno (Registo Civil, Lei do Divórcio, Separação da Igreja do Estado, abolição dos juramentos religiosos, equilíbrio das contas, etc.)
Quem o critica geralmente acha que foi «perseguição» retirar aos padres o estatuto de funcionários públicos de que gozavam. E esquece que as minorias religiosas aplaudiram a Lei da Separação.

Afixado por: Ricardo Alves em março 30, 2005 02:58 PM

o salazar além do mais caro Pedro ainda impregnou o país de uma enorme hipocrisia beata e uma moral de sacristia... temos uma direita que continua a viver à sombra tutelar da santa madre igreja com os custos de modernidade que tal acarreta. quanto ao resto, naturalmente, estamos ambos de acordo.

Afixado por: pinto ribeiro em março 30, 2005 05:05 PM

A parte mais engraçada, Pinto Ribeiro, é que até essa hipocrisia beata e essa moral de sacristia também é consensual na maioria do espectro politico português: quando se ouve o Paulo Portas ou o Francisco Louçã, as diferenças são poucas. Claro que os valores do politicamente correcto de um e outro são substancialmente diferentes.

Afixado por: Pedro Oliveira em março 30, 2005 06:39 PM

Sim, e Afonso Costa impregnou o país de um sentimento de "mata-padres" (no seu sentido literal) que em nada ficou a dever às perseguições anti-comunistas de Salazar. Não passava de um ditadorzinho de opereta, embora o seu partido se chamasse Democrático (se isto não é hipocrisia...). Das duas uma: ou são os dois figuras históricas, ou são os dois uns ditadorzinhos de segunda. Não me venham é com tratas de "sim , mas". Oliveira Salazar e Costa tinham exactamente a mesma visão, mas com idieas religiosas opostas.

Afixado por: João Pedro em março 30, 2005 11:51 PM

absolutaamente de acordo Pedro. a hipocrisia de um é que será diferente do outro. o que também pouco interessa.o Louçã é um grande chato mas sempre é mais autêntico e sempre consegue fazer-me rir. mas é a opereta que temos. 1 abraço.

Afixado por: pinto ribeiro em março 31, 2005 08:34 AM

Afonso Costa era tão ditador que se submeteu a eleições multi-partidárias, para não falar das eleições no interior do seu partido. Quem o considera um ditador está a confundir tudo.

Afixado por: Ricardo Alves em março 31, 2005 09:33 AM

Olha, Ricardo, a lei eleitoral da «democrática» 1ª república era tão restritiva que garantia antecipadamente o resultado dessas «eleições» multi-partidárias. Até a lei eleitoral da monarquia liberal pré-república era menos restritiva, embora as eleições também fossem substancialmente manipuladas.

Quando referi os 100,000 portugueses que votavam na 1ª república, se houve algum erro foi por excesso - e isto numa população de uns 2 ou 3 milhões. Os nossos «democratas» republicanos, bem ao estilo vanguardista tão em voga alguns anos mais tarde na ainda Russia, cozinharam uma lei eleitoral que lhes garantia a vitória. Aliás, era simples: invocando o argumento do costume, que a massa, à época rural, do povo era facilmente manipulável pela igreja, caciques, e por ai fora, limitaram o sufrágio a cidadãos escolarizados - e só aqui já eliminavam quase toda a gente - e com rendimentos superiores a um determinado valor - eliminando quase todos os restantes, já que a economia era ainda fracamente monetarizada, pelo menos fora dos centros urbanos. Ditador, Afonso Costa? Não! Um democrata à altura de Salazar, então não se está mesmo a ver?

Afixado por: Pedro Oliveira em março 31, 2005 04:31 PM

«Afonso Costa passou meses na prisão antes de 1910»

Curioso, também o Hitler passou alguns meses na prisão, durante a república de Weimar, após o putsch de Munique, já para não falar de Stalinm que juntou a tempo de prisão uns belos meses de exílio no circulo polar ártico: são essas as qualidades (meses na prisão) que fazem um bom democrata. Aliás, também o Hitler venceu eleições democráticas - bem mais democráticas que as da 1ª república - portanto só pode ter sido um democrata.

E pronto, lá vai mais uma vaca sagrada... Mas que falta de jeito a minha. Mas enfim, são tantas que é difícil evitar tropeçar em todas...

Afixado por: Pedro Oliveira em março 31, 2005 06:25 PM