Dois linques novos no Barnabé Rebelo de Sousa. Em primeiro lugar, um excelente texto de Robert Fisk em que este resume o recado dos responsáveis pela guerra aos seus críticos: calem-se. E depois, um texto de John Pilger sobre Timor-Leste em que este exprime o seu receio de que a Austrália abocanhe um quinhão demasiado grande do petróleo do Mar de Timor.
Aproveitei também para colocar na coluna de referência linques aos sites de onde retirei estes textos, e nos quais se recolhem sistematicamente artigos destes dois bravos repórteres. No caso de John Pilger trata-se de um site oficial, no de Robert Fisk um outro gerido por admiradores. Já agora, devo chamar a atenção para o blogue de Noam Chomsky, que já ali estava desde que apareceu, e que agora mudei de lugar por uma razão de facilidade, da letra T (de Turning the Tide, o nome do blogue) para a letra N do nome do autor.
A direita não pode com nenhum destes três gajos, de forma que me vou deitar com a sensação do dever cumprido.
Publicado por ruitavares em | TrackBackNo mais(creio) actualizado dicionário de lingua portuguesa(porto Editora, 2003) o termo "link" não é aportuguesado ao contrário, por exemplo, de "stresse". Porquê "linque"?
Afixado por: thirdbacus em abril 13, 2004 02:42 PMporque sim.
Afixado por: rui tavares em abril 13, 2004 03:11 PMTudo bem, mas não te esqueças que nessas coisas tens responsabilidades acrescidas.E "porque sim" nunca deve ser resposta de um professor.
Afixado por: thirdbacus em abril 13, 2004 03:36 PMFalta o Michael Moore.
Afixado por: a em abril 13, 2004 05:09 PMthirdbacus
A evolução da língua é a que for decidida pelos seus utilizadores, ou seja, todos nós e não a Porto Editora. Por isso mesmo é que o Rui tem razão. Porque sim.
Afixado por: pedro sales em abril 13, 2004 07:03 PMPêdro Çals(espero não estar a abusar do meu direito de utilizador...)
Primeiro, ninguém falou em ter ou não ter razão.
Segundo, perguntar porque se escreve "linque" em vez de "link", não é o mesmo que perguntar porque se é do Benfica e não Sporting.
Terceiro, é óbvio que a língua evolui. Deste lado não se encontra nenhum purista da gramática. Por isso mesmo tive o cuidado de fazer uma pergunta,e de explicar o que me levou a colocá-la. E nem o "porque sim" do Rui me satisfez, nem tão pouco a tua versão da "prerrogativa do utilizador". Nesse aspecto os brasileiros são mais convincentes.
Quarto, quando "invento" palavras num texto, tenho o cuidado de fazer uma pequena nota de rodapé,ou entre()s, dizendo que eu escrevo assim apesar de..., se necessário explicando porquê, desde que esse uso não seja já corrente.
Quinto,é ate provável que daqui a uns anos se venha a aportuguesar o termo link, o fenómeno não é novo, longe disso. Mas não é com "porque sins" que se resolvem questões.And so on...
Afixado por: thirdbacus em abril 13, 2004 07:24 PM...como se tu chateasses a direita! Ela sabe que tu existes?... Cresce e aparece!
Afixado por: clip em abril 13, 2004 07:46 PMthirdbacus: claro que sou professor. curiosamente até parte da minha especialidade tem a ver com a demanda de uma norma ortográfica no séc. XVIII, entre bluteau, verney e a real mesa censória. isso permitiu-me perceber que em sete séculos de língua portuguesa escrita não houve norma nenhuma e toda a gente se entendeu muito bem. ela é necessária para alguns usos oficiais e comerciais (aí até defendo uma ortografia lusófona comum), mas não tem de ser estritamente seguida nos usos pessoais ou criativos (aí defendo uma ortografia para cada um, se quiserem).
ou seja, a responsabilidade que ser professor me dá não me obriga a escrever sempre de acordo com o dicionário da academia. também não me obriga a esperar até que a ortografia se altere pela pressão social para depois a acompanhar. que diabo, eu também faço parte da sociedade! parece-me que a minha obrigação é escrever de acordo com critérios inteligíveis e adaptados ao registo discursivo em que me insiro. que evitem equívocos (não escrever "à" como "há") mas salvo essa excepção com toda a liberdade que me der na gana. também sinto vontade de, enquanto blogger, criar uma voz reconhecível, com que os leitores possam empatizar – e isso passa também pela sra. orthographia (vês?). aqui no blogue tenho aportuguesado: escrevo linque, blogue, até ismael. gosto do efeito, parece-me bem. apetece-me.
ou seja, é porque sim.
Afixado por: rui tavares em abril 14, 2004 04:35 AM