abril 19, 2004

As dos eleitores espanhóis

«José Luiz Zapatero, o novo Presidente do Governo espanhol, confirmou as piores expectativas». José Manuel Fernandes

Publicado por danieloliveira em | TrackBack
Comentários

É honrar um compromisso eleitoral, coisa que por aqui se tem esquecido muito, mas o que era preferivel era não ouvir logo a seguir o Moqtar Al Sadr dizer: os castelhanos são nossos amigos, deixai-os passar!

Afixado por: Real em abril 19, 2004 01:24 PM

Já o PS português diz que concorda com a decisão de Zapatero mas tem a posição contrária: defende que a GNR lá fique.

Afixado por: Daniel Oliveira em abril 19, 2004 01:26 PM

É uma posição responsável !
Aliás, tu próprio, um pouco à revelia da esquerda festiva conceda-se, também aqui afirmaste que não se pode abandonar o Iraque e deixá-lo entregue aquela barbárie medieval. Estás aborrecido por ser essa também a posição do PS ?

Afixado por: Real em abril 19, 2004 01:43 PM

É óbvio que tudo se deve ao mau desempenho do embaixador de Madrid em Lisboa. Não sabe ele quem é JMF? Não sabe que telemóvel usa? Não sabe onde passa os fins de semana? Não tem ele o elementar sentido político de o pôr em contacto com o PM Zapatero? JMF, em coerência, deve exigir a respectiva cabeça. O país há-de comemorar nas ruas!

Afixado por: Placard em abril 19, 2004 01:48 PM

Certo que ele prometeu a saída do Iraque, mas apenas se a ONU assumir funções até ao fim de Junho. É certo que o Tio George e o Primo Tony não parecem estar muito virados para isso, mas a verdade é que o Zé Luís parece muito acelerado nessa saída.

Por muito que me custe (e custa, acreditem) tenho que concordar com o JMF, anunciar a retirada antes mesmo de discutir seja o que for, oficialmente, com os outros países, indicia pouca tendência para o multilateralismo.

Afixado por: João André em abril 19, 2004 02:16 PM

Esta cena lembra-me outra idêntica do Guterres, quando prometeu e aboliu as portagens da CREL. Ainda voltaremos a ver os espanhois no Iraque. Lá para 2008!

Afixado por: Agualusa em abril 19, 2004 02:48 PM

A saída dos espanhóis é de facto mais apressada do q Zapatero inicialmente dissera, mas espanta-me que ainda ninguém tenha relacionado esta "pressa" com o facto dos militares espanhóis terem, no dia anterior ao anúncio de Zapatero, participado numa dura ofensiva contra as milícias de Al Sadr, que resultou num elevado número de mortos iraquianos...
Sinceramente, não sei precisar um link com esta informação, mas ouvia-a claramente na tv - obviamente separada de qualquer análise com a retirada espanhola.
É bom não esquecer que o agrupamento espanhol não é a GNR lusa que lá está só para patrulhar e ajudar os italianos em tarefas logísticas. Eles estão bem na frente de combate.
Não será de admitir que Zapatero apenas não quer ser governante de um país cujas FArmadas matam numa guerra sem motivação válida??

Afixado por: Olé em abril 19, 2004 03:36 PM

A questão do Zapatero é muito simples: ele está a cumprir uma promessa eleitoral e está a representar o povo espanhol, cuja imensa maioria (nas sondagens fala-se em 90%) defende o regresso das tropas espanholas.

E o povo português o que defende? Quem o representa? E alguém se interessa?

Não será que afinal, no nosso país, a democracia é mesmo só votar de 4 em 4 anos???

Afixado por: JGuerra em abril 19, 2004 04:03 PM

JMF para o Iraque,já!

Afixado por: ezer em abril 19, 2004 04:13 PM

Como todos sabem a diplomacia faz-se à porta fechada, e não têm faltado notícias sobre os contactos entre o novo governo espanhol e a administração americana. Aliás, esta não pareceu de todo supreendida com o anúncio da retirada imediata das tropas espanholas. Porque já o sabia. Muito provavelmente aos espanhóis foi mostrado o novo projecto de resolução que (diz-se) vai ser proposto ao Conselho de Segurança das Nações Unidas para legitimar a transferência de "soberania" no Iraque a 30 de Junho. Como se verá, nesse projecto de resolução os EUA não atribuirão às NU a condução clara do processo político no Iraque. Iria contra tudo o que os neo-cons acreditam. Zapatero decidiu que não ia ficar à espera de mais concessões de Bush. Porquê? Leiam aqui, em "Najaf: Muqtada, Myers, and Zapatero". As tropas espanholas estão neste momento numa das regiões mais explosivas do Iraque, em Najaf. Zapatero não quer ficar nas mãos com o sangue dos muitos espanhóis e iraquianos que morreriam se os alucinados comandantes americanos decidirem invadir Najaf resultando numa "Fallujah II".

Por último, para todos aqueles que duvidaram que as "inocentes" e "bem treinadas" tropas americanas nunca atirariam de propósito, através de snipers, contra ambulâncias: leiam, post April 18, 1:35 pm EST, é que o próprio Ministro da Saúde Iraquiano confirmou tal. Bom, os mais esclarecidos nestas coisas da guerra também podem ler... até porque aí (e aqui) também é mencionado que as tropas espanholas resolveram fechar desde há uma semana um dos maiores hospitais de Najaf. Como disse, Zapatero começou a sentir o sangue iraquiano a manchar-lhe as mãos e disse BASTA!

Afixado por: viana em abril 19, 2004 04:17 PM

Real, eu defendi a saída das forças ocupantes e a sua substituição por forças de paz. Ainda assim, e como escreveu, e bem, o Olé, Zapatero sabe o que se prepara na ofensiva contra Al Sadr. Eu não, mas desconfio.

Afixado por: Daniel Oliveira em abril 19, 2004 04:55 PM

Então estás de acordo com a posição do PS, a presença da GNR não é uma ocupação, mas uma força de paz. Faz patrulhamento de segurança, formação de activos locais e não participa em ofensivas militares.
Então, não peço para explicares porque sei que não explicas, o que é que isto tem de diferente daquilo que preconizas ?
Arriscas a que num próximo debate no parlamento, por oposição ao pedido de retirada dos polícias rapidamente e em força por parte da esquerda festiva, o Durão responda assim:
" A nossa posição é até corroborada por v. exªs, senão vejam as declarações do Daniel Oliveira no Barnabé".

Afixado por: Real em abril 19, 2004 05:51 PM

A presença da GNR, sendo comandada pelos ocupantes, só pode ser uma força de ocupação. Não vamos brincar com as palavras, Real. Uma força de paz tem de ser dirigida pelas Nações Unidas e ser equidistante em relação às forças beligerantes. Não é o caso.

Afixado por: Daniel Oliveira em abril 19, 2004 06:03 PM

A GNR só faz "patrulhamento de segurança" e não ofensivas militares?... No entanto, a GNR faz regularmente buscas a casas. Isso é "patrulhamento de segurança"? Numa insurreição popular, como a que se vive no Iraque, toda a invasão de uma casa é uma ofensiva militar. Quanto à presença da GNR não ser uma ocupação, todos a reconhecem como tal: EUA; Nações Unidas e Iraquianos. Afinal se a GNR está sob a autoridade das forças de ocupação, foi convidada por estas, e faz o que estas fazem, porque é que não são forças de ocupação? Algum governo iraquiano legítimo e soberano as convidou? Se calhar foi uma petição popular... No PS há gente notável, mas também falta muita espinha dorsal. Felizmente existe o BE. Só espero que nas próximas eleições legislativas, quando riscarmos mais um da fotografia dos Açores, o PS necessite do BE para governar, senão vão ficar como estes.

Afixado por: viana em abril 19, 2004 06:09 PM

JMF foi nomeado o novo dirigente do Hamas. Divulguem a notícia e digam-lhe adeus.

Afixado por: Victor Lazlo em abril 19, 2004 07:35 PM

Eu confirmei foi todas as minhas expectativas quanto a JMF.
PS: o que é que JMF sabe de multilateralismo ?

Afixado por: dsousa em abril 19, 2004 11:02 PM

Nem mais, a Viana disse tudo (cito) "felizmente existe o BE". Só não sei porque é que o Miguel Portas quer que o PS exija a retirada das forças da GNR do Iraque, deve ser para ajudar e para credibilizar o PS na opinião pública, ou seja, porque é nosso amigo e quer o nosso bem.

Daniel, agora o problema é do comando ? a GNR em Portugal é comandada por um General e nem por isso´se transforma num pelotão, esquadra, regimento ou qualquer unidade militar. A GNR foi para lá a pedido da ONU (seja lá o que isso for, actualmente, no futuro pode ser uma coisa de jeito) e tem funções de assegurar a segurança, a tranquilidade pública e a formação dos iraquianos. Sejam quais forem as razões que lhe deram origem, isso não interessa agora, a sua missão é do interesse de todos, dos iraquianos e de toda a comunidade internacional. A sua retirada agora, para além de ser patética (retirar agora porquê ?) a quem é que aproveitaria ?

Afixado por: Real em abril 20, 2004 12:41 AM

Real,

A retirada da GNR seria tão patética como a retirada das forças espanholas. Não tem sentido elogiar Zapatero, no plano externo, e depois fazer o oposto na política caseira. Mais do que patético é tentar dar grandes lições aos espanhóis sobre o combate ao terrorismo (logo a eles, estão a ver...) porque temos 180 membros no Iraque de uma força paramilitar sob o comando do exército italiano.

"A GNR tem funções de assegurar a segurança, a tranquilidade pública e a formação dos iraquianos".

Desculpa lá, mas acabaste de dar a melhor razão para que a GNR abandone o Iraque. No actual momento, nada do que admites ser a missão desta força está em condições de ser cumprido. Nem é expectável que alguma vez venha a ser.

Afixado por: Pedro Sales em abril 20, 2004 01:35 AM

Deixem lá a GNR no Iraque e já agora explico porquê. Os tipos foram para lá voluntários, e estão a ganhar lá muito mais do que ganhariam aqui (mesmo contabilizando o que poderiam sacar por baixo da mesa). Se se fizer pressão para eles virem, os tipos chegam ressaivados, e as multas e as vinganças vão chover nos do costume.
Deixem-nos estar lá descansados...pôrra.

Afixado por: Reaça em abril 20, 2004 02:01 AM

De acordo com Reaça. Uma vez sem exmplo :)

Afixado por: Paulo em abril 20, 2004 03:00 AM
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