abril 24, 2004

Nick Má-fé contra o blogue Barnabé (VIII)

Precisava natureza
pra assistir àquela briga
não sofrer do coração
não ter verme nem fadiga
porque só em ver de longe
desarranjava a barriga

O desfecho deste caso
começou na madrugada
quando o mau aparecia
pela forma costumada
dizendo que era alguém
logo ouvia: “não és nada!”

Esta foi a condição
de acabar com a peçonha
cada nova falsidade
o enchia de vergonha
encontrava um espelho
via a própria carantonha

Porque a nova personagem
tinha poder especial
por trás do anonimato
duma forma original
o carácter se encontrava
duma pessoa real

Pela boca morre o peixe
diz o povo e tem razão
a sua curiosidade
ficou Má-fé a roer
por saber quem era aquele
que o fazia assim sofrer

Já pedia e implorava
diz quem és, dá-me um sinal!
mas o blogue Barnabé
fez-se nick universal
por cada um que postava
assinava um maralhal

Debaixo do nick novo
viu-se algo de diferente
ele não representava
um ou outro propriamente
mas sim a sinceridade
e uma certa urbanidade
que pode ter toda a gente

Má-fé foi-se ao meio-dia
com o rabinho entre as pernas
nunca mais por cá foi visto
voltou prás terras eternas
onde vive o esquecimento
das nossas coisas modernas

E o sangue prometido?
pergunta vossa excelência
que chegou até ao fim
tudo leu com paciência
eu respondo foi um truque
pra aumentar a audiência

[Inspirado em folheto de Erotildes Miranda dos Santos, o Trovador Nordestino]

Publicado por andrebelo em | TrackBack
Comentários

olé :)

Afixado por: GOLFINHU em julho 6, 2004 01:29 PM
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