
Tal como prometido, o Barnabé, hoje, é só dos leitores. Todos os (muitos) textos que pode ler aqui em baixo são deles. Depois de nós próprios o termos feito, é a vez de outros contarem o seu dia 25 de Abril de 1974. Os textos não foram editados e estão aqui como nos chegaram. As imagens são da nossa responsabilidade. Nem todos cumpriram o espaço pedido, nem todos puseram títulos - alguns foram acrescentados por nós. Mas todos compreenderam o espírito desta ideia: o dia 25 de Abril de 1974 visto por muitos olhos, sentido de forma diferente. Obrigado a todos. Bom 25 de Abril, o dia mais feliz que este país fez. Foi há 30 anos.
Publicado por danieloliveira em | TrackBackO meu avô no 25 de Abril estava com certeza a dormir, mas quando acordou a primeira coisa que ele foi dizer aos filhos foi para não sairem de casa, e rapidamente correu para uma merceeiria comprar latas de conserva (sardinha, atum, feijão) e outros enlatados vários porqu estava com medo do que poderia acontecer. No 11 de março fez exactamente a mesma coisa, à exepção agora de alvitar os comunistas com todas as asneiras que conseguiu encadear. No 25 de Novembro respirou de alívio e agora vive numa bela moradia em Cascais.
Foi a minha mamã que me contou isto. Como já repararam não tenho uma árvore genealógica de que me possa orgulhar. O meu avô também era amigo do Américo tomás (ou Thomaz como está escrito no quadro assinado por ele mesmo, que o meu avô guarda no escritório), e chegou a falar umas vezes com o Marcello caetano.
O meu avô não é o Jorge Jardim!
Afixado por: toni em abril 25, 2004 03:07 AMUma vez numa "quente" discussão política que tivemos, eu e meu avô, eu jovem Ateu abnegado, fã de MPB e MPP e de gajas boas. Ele Facho-Saudosista, velho e fã de vinho bom. Diz-me ele, "Os comunistas queriam era por toda a gente no Campo Pequeno" eu respondo: "isso são mitos avô, são formas fáceis de propaganda da direita, daqui a bocado estás também a dizer-me que acreditas que os comunistas comiam criancinhas ao pequeno-almoço" resposta do meu avô: "Pois comiam, pois comiam"
Afixado por: toni em abril 25, 2004 03:17 AMMas esta é a história do meu avô paterno, porque o meu avô materno é um fervoroso socialista. A minha avó é admiradora de Àlvaro Cunhal. O meu tio, o meu tio era marxista-leninista-estalinista-maoísta durante a revolução, agora tem um Café no centro de Cascais perto da estação de Cascais pago com o dinheiro do meu avô Facho Saudosista.
Afixado por: toni em abril 25, 2004 03:22 AMQualquer dia escrevo um livro sobre estas merdas todas. Se a Isabel Allende o faz, porque não o posso também fazer eu?
Afixado por: toni em abril 25, 2004 03:23 AMOs meus parabéns ao exemplo de cidadania em liberdade que o Barnabé deu a todos nós durante o mês de Abril. Devemos debater e discutir o acessório e unirmo-nos no essencial. As vossas iniciativas são história. Um abraço de camarada.
Afixado por: paulo em abril 25, 2004 06:02 AMCaros Barnabés acabei agora de ler todos os textos deste dia 25 de Abril... venham mais cinco.
Gostei de os ler, gostei do que li, fragmentos, farrapos, rebuscados nos alçapões da memória de cada um sobre um tempo mágico... uma revolução faz-se de quanto em quanto tempo? Simplesmente acontece! Tenho saudades desse tempo de "legitimidade revolucionária" só pelo simples facto de que vivia num país com menos carneiros, as pessoas assumiam-se, fosse de um lado ou do outro. Numa escala de 1 a 10 defina-se políticamente? Naqueles tempos encontraríamos duas populações? Uma em torno do 3/4 e outra em torno do 6/7. Hoje as pessoas pediriam para a escala ser de 1 a 5 e responderiam de caras, sem hesitação 3!
Um abraço e viva a revolução do 25 de Abril!
Só mais uma coisa, para completar a imagem do 25 de Abril para mim falta a canção de Paulo de Carvalho, "E depois do adeus", essa é a canção... 30 anos depois ainda me faz parar o zapping de estações de rádio... há canções de que gostamos mas que à força de tanto as ouvir começam a entediar-nos e perdem o brilho. Esta nunca!
Afixado por: diogenes em abril 25, 2004 10:06 AMNós é que agradecemos ao Barnabé a iniciativa.
Hoje acordei e fui espreitar a blogoesfera - Encontrei-a vestida de cravos vermelhos.
Afixado por: Pedro Farinha em abril 25, 2004 10:43 AMOBRIGADA!!!!!
Obrigada pelo vosso blogue, obrigada por me terem deixado escrever, obrigada pelo que me fizeram sentir hoje. É impossível não deixar correr as lágrimas pela cara abaixo ao ler os textos que ai chegaram. Lágrimas de alegria por ter vivido o que vivi, por ter vivido e participado na Festa e de tristeza, também, por ver onde chegamos e por sentir que o 25 de Abril, começa a estar tão longe.
Graça
Afixado por: Graça em abril 25, 2004 12:11 PMAbril de 1974 floriu em cravos, nas pontas das espingardas.
Abril de 1974 foi a flor nova num jardim murcho,
Estéril,
Coberto de ervas daninhas.
Abril de 1974 foi, é e será uma revolução.
Foi a revolução que o Povo fez,
Que o Povo tomou em mãos.
Tanto faz que o Povo estivesse ou não fardado,
Tivesse ou não armas,
Estivesse ou não no Continente,
Nas “ilhas”,
Nas “províncias ultramarinas”,
Esse Povo que queriam silencioso,
Tornou-se ruidoso,
Ficou feliz.
Veio para a rua,
Transformou o silêncio das armas,
Que quais chaves abriram o futuro,
Em alegria.
A revolução foi para a rua,
Fez-se Povo,
Fez o Povo mais português.
Não retirem ao Povo,
Que fez a revolução,
Que acreditou na revolução,
Que vibrou com a revolução,
Esse momento único na sua história.
Nem tentem.
A revolução faz-se com o Povo.
Esta, a de 25 de Abril de 1974,
É sua,
Só sua,
De mais ninguém.
A revolução existiu,
Está datada e tem nome,
Tem conteúdo.
Com consideração
Rui Silva
Obrigada, Barnabé! Uma iniciativa muito feliz. Viva 25 de Abril, viva a Vida !
Afixado por: Inês em abril 25, 2004 01:34 PMsaluto a vossa posição, assim como saluto a posição do http://www.falatura.blogspot.com bastante mais simples e singela, mas tb n era preciso mais! VIVA O 25 DE ABRIL
Afixado por: joao em abril 25, 2004 01:41 PMA LUTA CONTINUA.
Afixado por: Paulo Santos em abril 25, 2004 03:00 PM Toni, se o teu avô fosse o Jorge Jardim, tinhas umas tias bem boas....
"o meu avô materno é um fervoroso socialista. A minha avó é admiradora de Àlvaro Cunhal. O meu tio, o meu tio era marxista-leninista-estalinista-maoísta durante a revolução".
Com tantas taras na família como é que o genes poderiam bater bem? Tinha que dar no que deu :((( Suicida-te !
Prendas de 25 de abril. Pega lá o "Barnabé" em código morse-... .- .-. -. .- -...
Afixado por: comgelo em abril 25, 2004 07:30 PMAprendam, idiotas:
«O «25 de Abril» foi uma revolução? Não foi. O pronunciamento militar liquidou o antigo regime e dali em diante tudo o resto sucedeu com a protecção e com frequência o incitamento do MFA ou parte dele. Os «revolucionários» (do PS ou de qualquer grupúsculo) agiram sempre em liberdade e completa segurança, pessoal e colectiva. Em '74 e '75 nunca tiveram de enfrentar uma oposição séria e, quando encontraram a mais leve resistência (um fenómeno raro) o Exército resolveu o problema. A sua acção não passou em geral de um exercício de pura prepotência. Nenhum morreu, nenhum esteve na cadeia (durante o PREC, claro), nenhum perdeu o seu emprego. Não por acaso os mais fanáticos continuam a falar da «festa de Abril». Só que não há revoluções sob o alto patrocínio do poder político.
Mas, tirando isto, e não é tirar pouco, transformou a «revolução», como alguns pretendem, a sociedade portuguesa? Não transformou. Não se muda uma sociedade com ocupações seja do que for ou «saneamentos» seja de quem for. Um dos grandes mitos da Esquerda radical a ocupação (de terra ou de uma empresa) é um exercício absurdo que se derrota a si próprio (eliminando o patrão, o capital e o crédito leva fatalmente à falência e ao desemprego). Quanto aos «saneamentos», para durarem, exigem a instauração e consolidação de um novo regime e que esse regime exclua sistematicamente a elite da véspera (uma coisa impossível que nem Estaline tentou). Não admira que em cinco anos restasse vestígio de qualquer ocupação e que os «saneados» voltassem tranquilamente aos seus lugares, quando não ao governo. A agitação «revolucionária» produziu ruído e conseguiu incomodar muito gente. De importante e de permanente não trouxe nada.
Falta falar da «reforma agrária» e das nacionalizações. Se não existem, como não existiam movimentos de massa que as reclamem e defendam, cedo ou tarde, quem a título de «reforma agrária» se apropria de terra alheia, devolve a terra; e as nacionalizações são invertidas por privatizações (tanto mais que, no caso da indústria e da banca, o pessoal dirigente trabalhou para o «socialismo» como trabalhara e depressa tornaria a trabalhar para o capitalismo). Até o PC que observou que a «reforma agrária» e as nacionalizações não eram por si a revolução. De facto. Foram, isso sim, a ruína da economia portuguesa e presumo que irritaram muito, sem consequência de maior, algumas famílias. Como resultado, não se recomenda.
Ainda se diz que Portugal deve agradecer a sua presente «liberdade» aos «capitães de Abril». Não se vê por que razão. A liberdade nunca ocupou o primeiro lugar no seu «pensamento» ou na sua política. E, se hoje há um regime democrático, o responsável é Mário Soares, que precisamente o impôs contra a vontade dos militares. A verdadeira revolução foi a dele.»
Vasco Pulido Valente, DN, 25.4.2004
Albertina, agora diga lá por palavras suas.
E já agora, está em nossa casa e não tem de chamar idiota a ninguém, já que ninguém a insultou. Um bocadinho de chá não lhe fazia mal.
Afixado por: Daniel Oliveira em abril 25, 2004 09:00 PMNenhum morreu? Então e o Padre Max, o que é que lhe aconteceu? Quanto ao resto, a indigência política e a superficialidade deste texto não é merecedora de quem o assina.
Afixado por: Daniel Oliveira em abril 25, 2004 09:06 PMEu não gosto do Pulido Valente. Não gosto e ponto final. Portanto não li a sua crónica do DN. Nem me daria ao trabalho. Há gajos para os quais não mexo um dedo, nem para alcançar um jornal.Mas, pela amostra, a sindroma de esquizofrenia paranóide já deve estar muito avançada.
Afixado por: dsousa em abril 25, 2004 10:10 PMParabens ao barnabe pela iniciativa e no meu caso particular por me ter dado a oportunidade de homenagear uma pessoa muito especial.
Parabens aqueles que partilharam as suas estorias.
O 25 de Abril, mesmo para quem, como eu, nao gosta nada de "politiquices", fica como a data historica mais marcante na minha vida e na dos que me rodeiam.
Nao foi (e creio que nao era a intencao) a solucao milagrosa para a resolucao dos problemas do pais, mas teve a importancia fundamental de permitir a todos (e reforco o TODOS) viver em liberdade e poder decidir pela sua cabeca.
Depois o que os portugueses (da dta a esq) optaram por fazer com essa liberdade ja e outra questao.
Para mim, 25 de Abril SEMPRE !!
Afixado por: rui em abril 25, 2004 10:57 PMA Liberdade começou verdadeiramente a... 26 de Abril. Quando os presos políticos começaram a sair em Liberdade.
Esta sim, para mim, a verdadeira data marcante que marca a Liberdade.
Apesar do PREC e dos novos prisioneiros políticos, que também os houve.
E, claro está, o 25 de Novembro e, esse homem muitas vezes injustamente esquecido, Ramalho Eanes!
Liberdade Sempre!
Afixado por: anti-comuna em abril 26, 2004 03:07 AMquem é o Ramalho Eanes?!? ;-)
os prós foram muitos mais que os contras. por isso, sem hesitações: Viva o 25 de Abril!!! :-)
Afixado por: J.Pateta em abril 26, 2004 10:06 AMSerá possivel? Será o 25 de abril uma data tão importanmte que eu até concordo com o que o anti-comuna disse?
Quanto ao 25 de Novembro, é preciso que se note que ele foi feito pelos mesmos militares que fizeram o 25 de Abril(exceptuando o Otelo) e que por isso eu, e acho que mais ninguém, não devo nada nem a esuqerdas nem a direitas mas sim tudo aos capitães de Abril e de Novembro.
Ó Pereira, em que mundo é que vives?
Se consideras os mesmos militares que fizeram o 25 de Novembro, então quem fez a ditadura salazarista?
Não foram os militares no 28 de Maio?
É o que faz o nosso sistema educativo: cria jovens com metade da visão das coisas. Eh! Eh! Eh! Eh! Eh!
Deves ser estudante da Univesidade dos três Ps. Universidade PPP, que tem demasiadas delegações por este nosso jardim fora. Ah! Ah! Ah! Ah! Ah! Ah!
Afixado por: anti-comuna em abril 26, 2004 01:41 PMObrigada ao Barnabé pela iniciativa!
O País afinal ainda é de escritores. Boa.
anti-comuna, tenho feito uma análise profunda dos seus textos. Tiro o que é irrelevante ou mera retórica. Tiro ainda a provocação sem conteúdo ou a pura indigência política, e, ficará surpreendido e satisfeito, ainda me resta alguma coisa merecedora de debate e esclarecimento. Quantos autores de posts, comentários ou artigos de jornal podem dizer o mesmo?
Por isso, era sobre esse remanescente – o que é relevante e fica, o que merece ser lido –, que lhe quero colocar uma só questão, que dará uma nova perspectiva aos seus textos:
Que é feito do natalício "Oh! Oh! Oh! Oh! Oh! Oh!"? Responda-me, por favor.
"ainda me resta alguma coisa merecedora de debate e esclarecimento. Quantos autores de posts, comentários ou artigos de jornal podem dizer o mesmo?"
Oh! Oh! Oh! Oh! Oh! Oh!
"Deus não fala com qualquer um. Só com os profetas!" Ah! Ah! Ah! Ah! Ah! Ah! Ah!
Enfim... O meu QI é de 76. Paciência... Prosto-me perante tamanha sabedoria... Oh! Oh! Oh! Oh! Oh! Oh! Oh!
Afixado por: anti-comuna em abril 26, 2004 03:07 PMÓ anti-comuna, podia ter dito logo. Assim está tudo explicado! Olhe que para 76 não está nada ma... Bem... Ó anti-comuna, podia ter dito logo.
Afixado por: Daniel Oliveira em abril 26, 2004 03:31 PMÓ Oliveira, não comentas a redução da pobreza nos 20 anos, de 81 a 2001?
Ou falta-te a verbe?
Para um "génio intelectual" como tu pensava que tinhas pedalada para embrulhares um gajo com um Qi de 76, pá.
Ou essa redução da pobreza arrasa com a vossa lenga-lenga contra a globalização? Oh! Oh! Oh! Oh! Oh! Oh! Oh!
(Sou como o pai natal, sempre a trazer-te prendas para compreenderes melhor o mundo em que vives. Quem é amig? Quem é? Ah! Ah! Ah! Ah! Ah!)
Afixado por: anti-comuna em abril 26, 2004 04:08 PM