abril 11, 2005

São João Paulo Magno, aquele do preservativo

Em verdade, em verdade, vos digo: na semana que terminou foi mais fácil um camelo passar pelo pixel de um écran de plasma do que um texto verdadeiramente equilibrado sobre o papa passar pela mesa de um editor de jornal. Claro que todos estavam escritos com uma antecedência que por vezes se media em décadas. No caso do The Guardian, até o autor do obituário morreu antes do obituário ser publicado. Noutros jornais, o correspondente que estava em Roma continuava em simultâneo a debitar ensaios em varios números pejados de notas de rodapé.

Quando chegou a hora, a imprensa despejou as toneladas de papel que já tinha preparado com todo o vagar nos últimos anos e a televisão os milhares de horas de documentários e notícias prontos desde o tempo do último chefe de redacção. Sobre isso se acumularam ainda as horas de transmissão ao vivo, as entrevistas, os repórteres no local. Algures numa redacção, alguém terá dito: "se não agora, quando?"

Em todas estas entrevistas, em todos estes obituários, em todas estas colunas de opinião se notava que os autores estavam conscientes de quão fino era o gelo que pisavam. Por isso tivemos Mário Soares a concordar com Timothy Garton Ash a concordar com José Manuel Fernandes a concordar com Luís Osório a concordar, a concordar, a concordar. Mesmo nos blogues, qualquer espertinho que esticasse a cabeça da toca era tratado como se fosse o culpado pela morte do próprio Karol Wojtila.

Não que não tenham saído coisas boas desse concordar todo. Por exemplo: durante uns tempos vamos poder descansar da ladaínha segundo a qual Reagan acabou com o comunismo. Durante uns tempos tera sido afinal o papa. Depois chegará o dia de Thatcher. Só mais tarde se lembrarão de Havel, Walesa e Gorbatchev e talvez, com sorte, dos próprios povos dos países do Leste da Europa. Mas isso só quando não houver mais obituários pré-redigidos.

Houve quem, todavia, fizesse mais do que apenas concordar. Houve quem entrasse em roda livre. Esses são aqueles que, de forma macabra, se sentem vitoriosos com esta morte. Hoje, em simultâneo, em dois jornais diferentes, o DN e o Público, João César das Neves e Mário Pinto decidiram canonizar o papa recém-falecido. Os títulos dos seus textos são

"A Intercessão de São João Paulo Magno"
e
"São João Paulo Magno, o Papa do terceiro milénio" [sem link]

Santo! E não só santo, mas magno, como Gregório Magno e Alberto Magno. Esta nem para Agostinho de Hipona, Tomás de Aquino, Francisco de Assis ou António de Lisboa – a mais rápida canonização de sempre – se lembraram. Mas não é certamente por ignorância que estes dois ilustres membros da Opus Dei e professores da Católica tratam uma canonização como se fosse favas contadas. Eles sabem muito bem que a canonização tem os seus prazos e as suas hierarquias e que um fiel que se substitua ao espírito santo e à igreja nessa tarefa está, objectivamente, a incorrer num pecado muito grave. Também não é certamente pela mesma razão que nós aqui no Barnabé canonizámos São Rafael Bordalo Pinheiro, ou seja: porque nos apeteceu.

Mário Pinto e João César das Neves fazem-no porque a Opus Dei, a Comunhão e Libertação e, em geral, a extrema-direita católica, sente que chegou a hora de reclamar aquilo que é seu [mais sobre a questão da denominação aqui e aqui]. E do seu ponto de vista João Paulo II é seu e deu-lhes a igreja. João Paulo II será para eles o que Reagan é para a extrema-direita americana: uma alavanca sobre o resto da sua comunidade. Daí que tenham decidido esta canonização e "magnificação" sem nenhum valor canónico para entrar já de camartelo em riste sobre os seus adversários internos. Os católicos progressistas e mesmo as congregações mais clássicas, por muito devotas que sejam, que se cuidem. Vejam como o inquisidor César das Neves os trata:

Hoje ninguém pode negar a enorme transformação do Vaticano II, semelhante à  de Trento. Mas, por muito que se mude, ainda há quem queira mais. A História repete-se [e] os críticos do Papa pretendem alterações que transformariam a Igreja Católica numa seita protestante.

Ou seja: metam a viola no saco, o Vaticano II já era. E mais: César das Neves tem razão. Com as nomeações de cardeais do último pontificado existe uma altíssima probabilidade de o próximo papa ser ainda mais conservador. Apesar de todo o entusiasmo, mesmo dos não-crentes, com a possibilidade de se nomear um papa não-europeu, brevemente poderemos vir a descobrir que a única qualidade que o futuro papa negro ou asiático ou latino-americano terá será precisamente a de ser negro ou asiático ou latino-americano. Não contem com muito mais do que isso para não terem que vir a desiludir-se.

Mas isto são problemas entre católicos, e portanto não me preocupam. Pessoalmente, vou apenas confessar a perplexidade que até um ateu ou agnóstico sente perante personagens da indigência religiosa e ignorância teológica de um Mário Pinto ou um João César das Neves. Eu sei que, neste último caso, não se pode esperar grande coisa de alguém que ao mesmo tempo acredita na graça divina e passa a vida a repetir que "não há almoços grátis", o que lhe deve dar um exíguo espaço mental para digerir a última ceia. E também sei que não podemos exigir um Pascal em cada geração. Mas é difícil guardar respeito por gente que troca o rigor de uma filosofia cristã com momentos altíssimos pela propagandeta e que usa a morte do "seu" papa como uma ocasião de megamarketing sectário.

Para o resto do mundo e para o resto da história, – enquanto os Mários Pintos apanham as canas – as favas ainda não se começaram sequer a contar. E João Paulo II corre o risco – talvez injusto – de vir a ser conhecido principalmente por apenas um aspecto do seu pontificado. Embora tenha sido um papa infinitamente melhor do que Pio XII, não foi, tal como este, capaz de ver de onde vinha o seu maior desafio.

João Paulo II foi, do ponto de vista interno, um papa conservador. Mas embora não se possa exactamente dizer que só é católico quem quer, é questão menor para um não-católico saber se as mulheres podem ou não rezar missa e os homossexuais serem ordenados padres. Do ponto de vista inter-religioso, foi certamente um bom papa, embora o seu ecumenismo fosse bem mais hegemónico do que normalmente se crê, e muitos protestantes ou judeus tenham ressentido uma certa subalternização por parte de João Paulo II (as palavras de ocasião da última semana são somente, diplomaticamente, isso). Mas ainda assim, e considerando que muitas outras religiões se acham também as únicas detentoras da verdade revelada, João Paulo II foi neste aspecto bem melhor do que seria de esperar à partida – e mais longe do que a maior parte dos seus homólogos.

Do ponto de vista extra-religioso, João Paulo II estava preparado para enfrentar novos campos de concentração. Estava preparado para enfrentar novos gulag, e parecia disposto a enfrentar fábricas com condições de trabalho desumanas. Já não estava tão preparado para enfrentar ditaduras paternalistas que protegessem ou tolerassem as suas comunidades católicas – veja-se Pinochet e Suharto – e mesmo algumas daquelas que as atacassem. Que João Paulo II tenha canonizado tanta gente e se tenha "esquecido" de beatificar o Arcebispo Romero e os jesuitas assassinados por militares, em El salvador, no ano de 1979 – no caso de Romero, enquanto rezava a missa – é simplesmente repugnante.

Mas aquilo que João Paulo II não estava de todo preparado para enfrentar era uma das piores epidemias, talvez mesmo a pior, da história da humanidade. E aí cometeu o seu erro trágico.

A epidemia de HIV/SIDA tinha infectado, até Julho de 2004, cerca de 38 milhões de pessoas. Destas, 25 milhões vivem na África Subsariana e mais de 15 milhões são mulheres, ao passo que mais de dois milhões dos infectados são crianças. Só até 2001, morreram mais de vinte milhões de pessoas, das quais nove milhões eram mulheres e quatro milhões e meio eram crianças. Há mais de nove milhões de crianças orfãs em resultado da pandemia.

Para quem quiser confirmar os factos, o relatório da ONU sobre o assunto está aqui.

João Paulo II não só não ajudou a fazer frente a esta epidemia, como atrapalhou o trabalho dos outros com a sua oposição à utilização do preservativo. Ainda por cima, trata-se de uma oposição que não tem um fundamento teológico tão sólido como outras da igreja católica (ao aborto, por exemplo). É tristemente irónico que os descrentes usem preservativo e sobrevivam quando os bons católicos não o usam e desobedecem a um mandamento – não matarás – colocando em risco a sua vida e a dos outros. Claro, pode ser-se casto. Mas só há contradição entre ser casto e ser fornicador, e nenhuma entre ser casto e usar preservativo. E seja como for, ser casto não é um mandamento, ao passo que não matar é.

É incompreensível que a mesma Igreja que exige que um tubo não seja retirado do esófago de Terri Schiavo ou que um tubo seja inserido na traqueia do seu sumo pontífice não consiga admitir que milhões de homens possam cobrir o seu pénis com um pedaço de latex para evitar morrer ou matar o seu próximo. A igreja já mudou de posição muitas vezes tarde demais – já foi contra a vacinação, a anestesia e o prolongamento artificial da vida – quantos milhões de mortes teremos de esperar até que mude neste particular?

Numa instituição altamente centralizada como é a Igreja Católica Romana, uma só palavra do papa bastaria. Muitas pessoas esperaram em vão por essa palavra, pois ela teria feito uma enorme diferença. Mas a atitude de João Paulo II foi em primeiro lugar inconsciente, depois teimosa e finalmente de uma irresponsabilidade criminosa.

Não li um único obituário de João Paulo II que fizesse justiça a este aspecto central do seu pontificado. Alguns parecem mesmo minimizar a influência que João Paulo II poderia ter tido sobre a pandemia. Como é possível, contudo, repetir ad nauseam que a sua influência era enorme, que milhões de pessoas foram até Roma só para o ver uma última vez, etc. – e depois dizer que a sua influência sobre a epidemia de HIV/SIDA seria pouca ou nenhuma?

Não teria sido possível que uma mudança de atitude de João Paulo II tivesse alterado o comportamento de um só entre cada mil humanos – 0,1% apenas da humanidade? Cerca de vinte mil vidas teriam sido salvas. Mas, segundo nos dizem, a influência do catolicismo é bem maior...

Que o vigário de Cristo não tenha dado ordens aos seus pastores para distribuírem baldes de preservativos (parece estranho? mas talvez Cristo o tivesse feito...) quando milhões de pessoas morriam em todo o mundo – esta vai ser a principal pergunta sobre João Paulo II dentro de uma geração. E talvez seja até a primeira pergunta a ser-lhe feita pelo seu deus, se ele existir, quando se encontrarem. Pense o leitor: se você tivesse esta história para defender, contaria com uma canonização?

Publicado por ruitavares em
Comentários

Dasse, Rui! Dá jeito pegar em textos de dois fundamentalistas para supostamente colar o Papa aos ditos. Curiosamente não pegas nos textos de mil e um católicos que têm e fazem discursos diferentes - esses serão mais difíceis de rebater. E, já agora, sobre correspondentes e jornalistas (e puxo a brasa à minha sardinha): o trabalho do António Marujo, no Público, foi excelente... Mesmo sem link, lê lá, caro amigo!

Afixado por: Marujo em abril 11, 2005 08:31 PM

Não é verdade que esse unanimismo existisse. Vocês é que não leram o Limiano Às Fatias da semana passada, a 6.ª Edição (www.limianoasfatias.blogspot.com). Eu li.

Afixado por: CCcc em abril 11, 2005 08:36 PM

É precisamente o mal das religiões: pretendem construir um homem perfeito à custa do sofrimento dos homens reais.

Não hesitam em provocar a dor e a morte em nome de um qualquer princípio espiritual.

De todas, o budismo é talvez aquela onde este fenómeno é menos forte, e o islamismo aquele onde o desprezo pelo Eu e pelo corpo é maior. O cristianismo de João Paulo II está a meio termo dos dois.

Afixado por: Rui Martins em abril 11, 2005 08:42 PM

Sinceramente não percebo porque é que estes Ateus e Agnósticos passam a vida a falar da Igreja. Pensei que tivessem outras coisas com que se preocupar. Quanto ao Papa ser responsável em parte pela pandemia de SIDA tenho dois comentários a fazer: O primeiro é não há nenhuma incoerência na posição da Igreja. A Igreja defende o "não uso" do preservativo mas também defende a fidelidade e é contra as promiscuidades. Assim, alguém quem seguir cegamente a posição da Igreja não correrá riscos.
Por fim, a Igreja não é a OMS. Qualquer pessoa percebe que a posição da Igreja em relação a temas como o preservativo e o aborto não poderá variar muito. A Igreja limita-se a tomar posições em consonância com os seus princípios, não é à Igreja que compete tomar medidas para combater a SIDA.


Afixado por: The Studio em abril 11, 2005 09:46 PM

Ouve,ruitavares, gostava que me explicasses essa dos católicos progressistas! e ...já agora acho "piada" aos comentários que não católicos e não cristãos ( para ser simpático)fazem da figura de João Paulo II.
É assim tão difícil para ti aceitar que alguém viva e morra segundo os seus príncipios?

Afixado por: loureiro em abril 11, 2005 09:51 PM

Não sou católico, mas não posso deixar de protestar contra este tipo de artigos. A intolerência constante de pessoas como voçê, que se acham de espírito moderno e aberto, contrasta muito com o discurso que faz em defesa das minorias e das causas "intelectualmente evoluídos". É pena que tenha dois pesos e duas medidas para questões semelhantes. Voçê é livre de pertencer ou não à Igreja Católica, e por isso livre de comungar dos seus príncipios. Mas se acha que Igreja extravassa o seu domínio espiritual perturbando-lhe a visão que tem do mundo, devo dizer que ajuda e cooperação para a paz e para muitos males deste tempo, também vai muito para além do que seriam as suas responsabilidades.
A dimensão espiritual do ser humano, também é sinal da sua riqueza interior, e não perceber o valor e contributo de João Paulo II, é ter uma visão míope da vida em toda a sua acepção.

Afixado por: Roberto Reis em abril 11, 2005 10:16 PM

Então os católicos têm de morrer, pois sim senhor, assim vão para o céu mais depressa
(toda a gente sabe que a vida no Planeta é só sofrimento e que no céu é que é bom)logo....
tá-se mesmo a ver não é, João Paulo II merece o reconhecimento e a canonização, pois foi um dos que contribuiu com mais almas para o Reino do Senhor (onde não devem existir congressos para eleger o líder - o que só por si já é optimo)

Afixado por: carlos arinto em abril 11, 2005 10:33 PM

Concordo com a crítica efectuada ao Prof. César das Neves, personagem que aliás consegue "auto-contradizer-se", ou seja se nem ele concorda com os seus (dele)argumentos (basta ouvir o programa Sal & Pimenta na Renascença)não vale a pena estarmos aqui a perder tempo com opiniões, que nem o próprio leva a sério.No entanto se o Papa é tratado em vida por "Sua Santidade", fará sentido santificar-se após a morte aquilo que já era santo em vida?...fica a questão.
No que diz respeito à questão do preservativo concordo com alguns comentários anteriores - é uma questão que não tem a ver com teologia, tem a ver com política, com opções políticas (cf. com a posição do Estado sul-africano). Aliás, porque não criticar as opiniões de outros líderes religiosos, os muçulmanos defendem o uso do preservativo? os hindús?
Outros organismos deveriam assumir esta luta como prioridade no âmbito das Nações Unidas, também, os movimentos folclóricos ecologistas muito eficazes a atirar pedras ao "Mc Donald's" mas pouco disponíveis para efectuarem campanhas em África e noutros locais (sem cobertura mediática)onde a presença e a profilaxia é, realmente, importante.

Afixado por: afonso salgueiro em abril 11, 2005 10:53 PM

A Nausea
Mário Pinto e Cesar das Neves estão para a religião, como Luis Delgado para a política

Afixado por: sakura em abril 11, 2005 10:59 PM

Excelente e lúcido artigo. Não sei se concordo com algumas das suas conclusões, mas as suas críticas são bem fundamentadas. Pode-se dizer que sou um "fã" de João Paulo II, mas a questão do preservativo foi realmente um dos seus calcanhares de aquiles, ou então foi muito mal explicado pelos media. Não sei é se esta posição da Igreja tem assim tanta importância na forma como as pessoas agem. Espanha e Portugal são países marioritáriamente católicos, e a população tem vindo a decrescer, o que significa que os católicos (eu incluído) fazem ouvidos moucos às regras anticoncepcionais da Igreja.
Os estudantes universitários portugueses, apesar de todo o trabalho feito, marimbam-se para o preservativo. O que é que a posição do Papa iria alterar no seu uso em África?
Existem organizações ligadas à Igreja (freiras), de apoio a prostitutas em Lisboa, que não hesitam em distribuir preservativos!
Se o Papa for canonizado não aumentará a minha admiração por ele. É um pormenor que não me interessa. Os seus críticos é que o quiseram canonizar e ficaram irritados por descobrirem que ele afinal era humano, que tinha convicções e lutava por elas, e por isso também se enganava e errava! Outros com responsabilidade mentiram descaradamente e receberam a benção dos seus eleitores!

Afixado por: TA em abril 11, 2005 11:01 PM

Devo dizer que nunca consegui perceber esta fixação de toda a gente na questão do preservativo...

Se a doutrina da Igreja recomenda castidade ou fidelidade, conforme as situações, é evidente que não vai aconselhar o uso de preservativo.

Mas será realmente que alguém deixa de usar preservativo por causa do que o Papa diz, mas ao mesmo tempo não se inibe de ter sexo fora do contexto em que a Igreja o aconselha?

É evidente que, para a Igreja, concretizando-se o acto numa situação "menos recomendável", o "mal menor" nessas circunstâncias será usar preservativo. Isso é diferente de passar a fazer campanha a favor do preservativo.

Afixado por: Tiago Azevedo Fernandes em abril 11, 2005 11:06 PM

primeiro, muito mais de metade dos catolicos não são praticantes, isto é, tem uma vida sexual activa.

segundo, o papa disse que o uso de preservativo era proibido, mesmo em zonas africanas em que a ignorancia existe e a sida é considerado como um castigo de deus.

terceiro, o papa nega o sexo como parte integrante da felicidade e expressão humanas, o sexo é um pecado. ainda me hão de explicar porquÊ.

quarto, o papa não consegue controlar as pessoas por isso mesmo devia dar uma alternativa viavel a pessoas que, segundo a sua cultura, o sexo não é um pecado.

quinto, não vejo qual a contradição entre preservativo e o discurso de castidade.

quem consegue e tem "fé" é casto, aqueles que não controlam os seus impulsos (a carne é fraca, segundo os cristãos) deviam tolerar esses "pecadores" pois deus é misericordioso, logo tenham uma vida sexual activa mas não se matem. amem o proximo.

sexto, a igreja tem um grande peso nessas sociedades, aqui já não tanto felizmente.

setimo, lembram-se da campanha de descredebilização do preservativo? uma mentira pegada que defendia que o preservativo em boas condições deixava passar o virus.

o papa fala de liberdade e de respeito, no entanto não respeita as opiniões de catolicos que não veem o sexo como pecado, alias não há explicação teologica, e torna o uso do preservativo proibido. em vez de dar aulas de educação sexual e tornar as pessoas sexualmente responsaveis (a "promiscuidade" é resultado de uma sociedade machista, do garanhão e da falta de autoestima de muitos jovens) e a não terem comportamentos de risco, nega o que de ha de mais humano a sexualidade.

a posição intransigente e monolitica deste e outros assuntos mostra a falta de tolerancia e a inconsciencia do papa.

Afixado por: oscar pinto em abril 11, 2005 11:12 PM

Los Parlamentos no cesan de hacer leyes para la protección de los trabajadores; los socialistas se esfuerzan por conseguir que los tribunales inclinen su jurisprudencia en un sentido favorable a los obreros; la prensa socialista trata en todo momento de conmover a la opinión burguesa, apelando a los sentimientos de bondad, de humanidad, de solidaridad; es decir, a la moral burguesa. Los antiguos utopistas que esperaban una reforma social de la benevolencia o de las luces de los capitalistas mejor informados, han sido motivo de befa; y hoy parece que el socialismo recobra la vieja rutina y que solicita la protección de la clase que, con arreglo a su teoría, es la enemiga irreconciliable del proletariado. Los radicales hacen avances en el sentido de la legislación social, con la esperanza de que desaparezcan ciertos estados agudos que constituyen, en su opinión, la única razón de ser del socialismo. Los católicos sociales siguen el mismo camino, porque exigen de los ricos el cumplimiento del deber social.
Los socialistas no se han dado aún exacta cuenta de lo que produce esta política : no parece dudoso que haya tenido por consecuencia desarrollar el espíritu pequeño-burgués en muchos hombres elevados a puestos de responsabilidad por la confianza de sus compañeros.

Afixado por: Jorge Sorel em abril 11, 2005 11:15 PM

Do que o caceteiro "das neves" gostava mesmo, ele não diz porque não lhe convém, apesar de fazer uma pequena e fugidia resenha das dificuldades da Igreja desde o Século XVII.
Do que ele e outros que tais gostavam mesmo era do regresso da Inquisição, essa tenebrosa invenção de gente como eles, que nem com milhões de vidas ceifadas a pesarem-lhes na consciência deixam de defender princípios que, nos tempos que correm, podem ser comparados aos que "justificaram" as barbaridades então praticadas!
Só lhes falta perfilarem-se como voluntários para serem incorporados em modernos corpos de inquisidores.

Afixado por: olho vivo em abril 11, 2005 11:16 PM

Essa da Igreja ter sido contra a vacinação, tem a sua piada, quando confrontamos com este site delicioso. Realmente a Igreja tem as costas largas e tem de carregar aos ombros todos os males do mundo!!!
www.reformation.org/vaccine.html

Afixado por: TA em abril 11, 2005 11:26 PM

Ao Sr. Oscar Pinto
Sou católico praticante e tenho vida sexual activa! Nunca pedi a nenhum padre nem a ninguém a não ser à minha companheira, para ter sexo as vezes que quisesse e apetecesse. Nunca ouvi a ninguém responsável pela Igreja, nem ao Papa, e li alguns dos seus artigos, dizer que o sexo era pecado.
Se tem críticas a fazer, ao menos faça-as com conhecimento do que está a dizer. Leio ao menos S. Paulo sobre a forma como os casais se devem entregar um ao outro.
A Igreja não é a única organização a defender a castidade como forma alternativa de vida. Os budistas, e os yoguis tão na moda, também a defendem, para atingir o Nirvana...
O problema da contracepção é um assunto em aberto na Igreja e estou certo que a Igreja acabará por a aceitar!

Afixado por: TA em abril 11, 2005 11:37 PM

Eh pá, isto parecia o Código da Vinci! Pelo menos, polémico, foi!!! Saudações Nómadas...
http://nomadasperdidos.blogspot.com

Afixado por: ricardomteixeira em abril 11, 2005 11:59 PM

Oscar Pinto, essa da Igreja considerar que o sexo é um pecado e não uma expressão de amor é nova. Para a Igreja, a sexualidade tem três componentes: Reprodução, veículo de amor entre dois seres e , em menor parte, prazer. Sim, a Igreja também acha que o prazer é um elemento normal do sexo. Supresa, hã?
Mas também diz que tem de ser fruido de forma responsável, e daí apelar à estabilidade e fidelidade nas relações. Será isso um sentimento reaccionário e hipócrita? Se alguém acha que sim, então é porque concorda que o adultério, por exemplo, é algo de positivo. Seria bom que as associções de prevenção à SIDA, para além do preservativo, apelassem também à estabilidade e fidelidade (e já houve tímidas campanhas nesse sentido).Uma coisa não funciona sem a outra. Devo além disso acrescentar que concordo com D. José Policarpo, quando há tempos disse que não era contra tal método, mas achava que era antes um complemento, e nã apenas a solução principal. Se também esta opinião é retrógrada...
Também não sou a favor da canonização a correr de João Paulo II. Os ãnimos e as memórias estão ainda muito presentes, e convém deixar passar um tempo, até para compreender melhor o legado do Papa.
Mas também acho que Mário Pinto e César das Neves têm direito à sua opinião como católicos, apesar de muitas vezes nem estar de acordo com eles, sobretudo com o segundo. E se beatificação 8prévia à santidade) tiver lugar, não será por causa dos sois colunistas, mas sim por decisão da Cúria Romana.
Por último, refira-se que também acho que Reagan e Tatcher não tiveram o papel dos nomes que aí cita, em particular gorbatchov, ao contrário do que um neo-revisonismo parece fazer crer.Mas Karol wojtyla viveu atrás da coritna de ferro, sofreu o jugo do totalitarismo soviético (e nazi, já agora), era alguém que ao contrário do americano e da britânica jmais tinha vivido em democracia. E foi ele o grande inspirador do Solidarnosc e do sentimento de revolta em boa parte dos católicos á sombra do Pacto de Varsóvia. Negar isto é negar o óbvio. e é uma inverdade tão grande como dizer que "Reagan é que foi o responsável pela queda do Bloco de Leste"

Afixado por: João Pedro em abril 12, 2005 12:07 AM

caro TA,
desculpe se o ofendi, mas se perguntar a um padre ele diz lhe que isso não é ser praticante.
não fui eu que fiz as regras.
se o sexo não era pecado então porque não aprovou o uso de preservativo e dizia que o sexo devia ser só para fins reprodutivos.
não fui eu que disse isto, lendo estas afirmações o que se retira daqui?

eu sei muito bem que outras defendem a castidade, mas estamos aqui a falar de um caso em concreto e não a fazer um relatorio sobre outras religiões ou a minha visão dessas religiões. alias conheço bem outras religiões, antes de ser ateu eu informei-me.

Afixado por: oscar pinto em abril 12, 2005 12:09 AM

Volto a insistir, agora com mais calma, Rui, no aspecto central do teu texto. O do preservativo. Sabes bem - e nos meus textos sempre o disse, sem rodeios - que nunca concordei com as posições na moral sexual, apregoadas por este Papa e por alguma Cúria romana. Mas, ao ler-te, nestes últimos tempos, também anoto uma contradição no teu discurso: sempre disseste (e é verdade) que há um afastamento no discurso e na prática da Igreja de Roma (para simplificar termos) e dos seus fiéis. Em muitas matérias, incluindo o aborto, a eutanásia, o preservativo - e noutros, que para mim são "atentados à vida" bem maiores (para usar uma expressão cara a Mário Pinto e César das Neves): o desemprego, o racismo, o sexismo, a violação dos direitos básicos dos trabalhadores, no apoio à guerra - nestes aspectos, muitos católicos violavam o que vinha de Roma e do seu "santo", mas na moral sexual é que se importavam.

Apontava eu, a tua contradição: da distância entre fiéis e o Papa, e agora reclamas que para muitos «uma só palavra do papa bastaria. Muitas pessoas esperaram em vão por essa palavra, pois ela teria feito uma enorme diferença». Duvido: o preservativo já é de uso comum. E mesmo nos países subdesenvolvidos que citas, muitas comunidades católicas missionárias distribuem preservativos, fazem campanhas de esclarecimento sanitárias (uso do preservativo, parceiros múltiplos)... Se calhar, como pedes, até já distribuem baldes!

Há uma realidade que é demasiadas vezes esquecida: o centralismo de Roma é (re)conhecido, mas as comunidades locais e missionárias têm uma autonomia no trabalho social enorme. Por exemplo, no Brasil, onde apesar de os bispos de quando em vez "lutarem" contra a "dissolução dos costumes", especialmente no Carnaval, muitas comunidades de base actuam na prevenção e na luta contra a sida.

E acho que valia a pena «fazer a diferença», como pedias ao Papa, noutro campo: nos países onde os números de sida são mais assustadores prevalecem comportamentos de risco, muitas vezes incentivado por tradições tribais, religiosas (que não católicas, longe da "alçada" do Papa) ou fraudulentas, como a do Presidente Mbeki, da África do Sul, ou como o excêntrico rei da Suazilândia, rodeado de fausto, ninfetas e sida.

O comportamento do Papa neste aspecto foi obstinado. Sim. Mas julgo que é leviano assinar o seu nome por baixo de milhares ou milhões de certidões de óbito.

PS - este debate é muito mais interessante que aquele com que inicias o texto. Sobre isso, três notas:
1. Não precisávamos de tantos santos e beatas; nem deste Papa ser já santo, como escrevem os outros dois. Beatificar Romero e os outros padres jesuítas teria sido importante, se a beatificação não fosse algo tão "místico-miraculoso" (ainda assim, foram beatificados "mártires" que morreram nos campos nazis ou na China). Quem diz isto é um católico que preferia ver reconhecidos outros caminhos para a santidade (mas sobre isto, não me antecipo; é tema de crónica, esta quarta-feira, no blog terradaalegria.blogspot.com);
2. O Papa não acabou sozinho com o muro. Mas a sua acção diplomática foi importante, como foi a actuação de Gorbatchov, Havel, e sim - mais importante ainda - dos povos de Leste (que terão ouvido os apelos de alguns destes homens, certo?).
3. A história do Chile explica-a o Bruno do Barnabé, num post de resposta ao Daniel, e comentei eu também, nesse post da fotografia do Pinochet. Põe-se a foto, esquece-se o que ele disse. Sobre Timor, houve ambiguidades, recuos, mas também três passos decisivos: os discursos ao corpo diplomático no Vaticano, em anos sucessivos ao massacre de Santa Cruz; a nomeação de um segundo bispo, o de Baucau; o apoio ao referendo e à intervenção contra as milícias.

Afixado por: Marujo em abril 12, 2005 12:10 AM

a questão,Carlos Arinto, é que todos morrremos e depois? o vazio marxista-leninista?
Quem te disse,Óscar Pinto,que ser católico é sinónimo de castrado? e o que é isso de católicos não praticantes? ( ou se é ou não).
O afirmares que em África a ignorância existe(onde?) é uma demonstração de egocentrismo cultural (típico da esquerda)e por último sabes o significado teológico da castidade?

Afixado por: loureiro em abril 12, 2005 12:12 AM

Atão e o Carlos Magno:)?

Afixado por: lucrecia em abril 12, 2005 12:45 AM

tenham calma,

eu nunca disse, nem no meu comentario diz que a religião crista vê o sexo como um pecado em si, mas antes certa visão que se parece demonstrar as pessoas por parte de alguns membros do clero.(incluo o papa)
eu sei que o sexo dentro do casamento não é pecado e sei tambem que o sexo tem todas essas dimensões. alias isto é comum a varias religiões incluindo a budista e a hindu.

eu conheço a religião cristã, só me estou a basear em afirmações de certos membros do clero.
em que o sexo deve ser apenas para fins reprodutivos. é mentira que alguns (incluindo o papa) disseram isto?

meu amigo eu restrinjo-me a factos, a ignorancia existe aqui, somos um pais com a mais elevada taxa de doentes seropositivos, não é só um problema africano e não meta isto no discurso de direitas e esquerdas.
é um facto que muitos africanos ainda consideram um castigo divino.

outro ponto é da educação sexual, não a educação sexual não ensina só a colocar o preservativo ou ter relações sexuais, é muito mais do que isso é algo que nos ensina a compreender e a viver com a nossa sexualidade de forma responsavel respeitando os sentimentos das pessoas e aconselham tambem diferentes formas de relacionamento, falo de masturbação simples, mutua e incluindo a castidade.

eu não acusei nem apontei o dedo á religião em si, apenas a alguns membros incluindo o padre da minha freguesia que vê o sexo como um fim simplesmente reprodutivo.

usei a palavra pecado para denotar certos pensamentos dentro da igreja, talvez tenha sido muito forte e peço desculpa por isso.

em relação ao adulterio, isso é uma questão do casal em si, há muitos casais que praticam o chamado swing, se é por mutuo acordo não vejo problema.

esta noticia é retirada dum jornal o diario do para

As Jornadas Mundiais da Juventude receberam incentivo de João Paulo II a partir de 1986. Reuniu mais de 2 milhões de jovens para um “Woodstock católico” em Roma, em agosto de 2000 - um dos maiores encontros realizados em Roma desde o fim da Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
AO FINAL, RECORDOU QUE A IGREJA NÃO APROVA RELAÇÕES PRÉ MATRIMONIAIS NEM MEDIDAS CONTRACECPTIVAS, POIS O SEXO DEVE TER FIM REPRODUTIVO.
Apelidados de “papa boys” e “papa girls” pela imprensa italiana, os jovens participaram de uma vigília no campus Tor Vergata da Universidade de Roma, normalmente usado para concertos de rock.
As audiências papais, às quartas-feiras, demonstravam de forma inequívoca a facilidade de comunicação do papa. João Paulo 2º discursava em diversos idiomas, incluindo russo, alemão e português, com uma fluência e pronúncia admiráveis para fiéis do mundo inteiro. Essa distinção era reconhecida e citada como exemplo da mensagem católica de união.
Quando diversos grupos homenageavam o papa com cantos nacionais ou hinos religiosos, durante a cerimônia, ele costumava acompanhar com o corpo - e muitas vezes com a voz.

meus amigos isto é claro como a agua e este jornal que eu saiba não é tendencioso.

leiam o que o cardeal alfonso lopez trujilo, autor do lexicon catolico diz.

o Lexicon condena o sexo sem fim reprodutivo e também o uso de preservativos com finalidade de evitar doenças, dizendo que "não existe sexo seguro". Além disso ele encara o homossexualismo como doença e condena o uso do termo "homofobia".

Afixado por: oscar pinto em abril 12, 2005 01:34 AM

perfeito. mas continuo a achar que se está a dar demasiada importância ao sr. Wojtyla, o qual, para deleite da troupe habitual, mantem-se na primeira linha deste blogue. além do mais está-se também a dar relevância a bostas de 'referência' como o dn e o público. há coisas bem mais importantes, acho.

Afixado por: pinto ribeiro em abril 12, 2005 09:05 AM

Tanta palha, tanta treta só podiam acabar nesta manifestação de estupidez e ignorância...

Afixado por: Miguel Nascimento em abril 12, 2005 09:21 AM

Interessante comentário. Eu acho pessoalmente que existirá sempre este debate em torno do sexo, já que o plebiscito da ordem dos padres há de sempre iluminar-lhes esse tipo de visão sobre a vida, enquanto que ao comum dos mortais ou cristãos resta-lhes uma consciência intermitente entre o pesada (pecadora), frustrada (cumpridora) ou cheia de dúvidas sobre o caso (homem esticado por dois cavalos para cada lado).

Independentemente de a versão mais "liberal" ser mais verdadeira ou não do que a actual da Igreja, vejo que este foi um Papa que combateu a noção pós-modernista da "moda", e que não foi em conversas só porque existiam alguns movimentos efémeros que diziam que isto e aquilo. Aqui reconheço antes de tudo o valor do tempo, se a luta continuar e persistir, se ela ganhar valor teológico e filosófico por dentro da própria Igreja, então teremos que tais assuntos hão de logicamente mudar.

Senão, considero que esses assuntos não são suficientemente verdadeiros e não contêm em si a génese de coisas melhores do que as hoje defendidas, pois não seguiram o seu caminho. Acredito nisto e chamem-me ingénuo.

Por outro lado penso que o senhor César das Neves exagera no seu élan "messiânico" especialmente quando diz que o sexo deve conter sempre em si a "possibilidade" de conceber, enquanto ao mesmo tempo advoga a estratégia de controlar os tempos cíclicos da mulher como método contra-ceptivo (que contradição! Qual a diferença conceptual perante o preservativo?!?).

Enquanto a cristandade não resolver este contra-senso o mundo não lhe há de perdoar, e haverá sempre de a culpar pelo espalhar da SIDA (quando foi precisamente o descambar da cultura sexual e orgiástica do modernismo o seu grande motor - alguém o nega?). Aqui a Igreja é mais uma vez bode expiatório, e ela não fez o suficiente para lutar contra isso mesmo.

Afixado por: Luis Dias em abril 12, 2005 09:35 AM

Muitos criticaram este Papa, e continuam a dizê-lo, por não ter avançado com a igreja para o próximo milénio. E sobre isso quero escrever umas linhas.

A igreja não é uma democracia. Depende da participação dos fieis mas não das suas opiniões pessoais. A igreja defende a sua moral, a sua doutrina, os seus próprios ensinamentos. Quem não os partilha pois que se ajuste, pois mude, pois funde o seu próprio culto como outros o fizeram. Mas o facto de ser a religião mais aberta, disponivel e cujo culto se funde com a cultura ocidental leva a quem muitos julguem que é um desporto criticar as suas posições.

Pois este Papa fez o que devia. Na liguagem empresarial dir-se-ia: virou-se para o seu "core business"! Reafirmou a sua doutrina e manteve-se fiel ao que sempre defendeu. Mudar a religião de acordo com modas levaria à sua destruição em menos de uma década pois os valores que defende são intemporais - Aquilo que hoje é verdade tal como o era à centenas de anos.

Na verdade ele levou a igreja para o próximo milénio - Manteve a sua imagem, melhorou e aumentou as suas bases e manteve-se fiel ao cliente (mesmo que julgues não seres cliente). Quanto ás exigências dos tempos que correm, simplesmente apresenta-se como alternativa e está disponivel para quem dela necessitar - Se escolheres outro caminho, sabes onde serás aceite caso as coisas não corram como queres...

Afixado por: rui em abril 12, 2005 09:41 AM

Camaradas, mais uma vez a esquerda inteligente mostra a sua canalhice ao tentar ligar a igreja aos falhanços da luta contra a sida. Na sua tradicional intolerância tudo vale para angariar mais uns quantos incautos para as suas causas, é até engraçado verificar como se tornam iguais aos padres mais fundamentalistas quando estes acenam com a figura do demo para atemorizar as mentes menos prevenidas.
Na verdade o que faz falta a esta gente inteligente é mais trabalho (se é que sabem o significado da palavra trabalho) e menos conversa, o camarada Poll Pot é que sabia lidar com este tipo de gente.
.

Afixado por: fidel em abril 12, 2005 09:55 AM

só mais uma coisa,
grande parte das pessoas que se dizem catolicas tem relações pre matrimoniais e não compreendem porque razão assim não pode ser, quando são namorados.

tenho aqui uma amiga que é catecista esta comigo na universidade:

Eu sou catequista e posso dizer-te que relações só uma vez por ano caso se queira ter filhos pois não é permito o uso de preservativo...e só se for casado! Caso contrário nem sonhes com mulheres ou homens!!!!!

catequista marcia, da paroquia de matosinhos.

Afixado por: oscar pinto em abril 12, 2005 10:32 AM

Fabuloso post.
Julgo que o ambiente que se viverá na "corte" será uma contenda entre aqueles que julgam que "a Igreja somos nós" e aqueles que pensam "nós somos Igreja"...

Afixado por: Nuno SS em abril 12, 2005 10:42 AM

Já há graves doenças sexualmente transmissíveis há muitos séculos, e a Igreja tem convivido bem com elas. As doenças persistem, a Igreja também.

(Pode o Rui argumentar que a SIDA é mortal. Mas a sífilis também o foi durante muito tempo...)

Quero eu dizer que a Igreja pode bem com estas críticas que o Rui lhe dirige, e também pode bem com a SIDA.

Afixado por: Luís Lavoura em abril 12, 2005 12:21 PM

não deixa de ser curioso constatar a posição de muitos católicos (ou simplesmente 'simpatizantes'..) face à incontornável questão do preservativo (bem como de outros métodos contraceptivos não-abortivos artificiais): segundo eles, o papa não é responsável pelas consequências da sua posição porque..não há consequências!! de acordo com muitos comentários, nem os próprios católicos seguem as instruções do sumo pontífice nessa matéria, e os que o fazem é porque são parvos, tornando-se assim os únicos responsáveis por uma eventual contaminação..nesta linha de raciocínio detecta-se mais do que uma incongruência:

1) é profundamente irrealista pensar que não há no mundo (nem mesmo no 3º mundo!!) pessoas que sigam à risca os preceitos da igreja católica, e que, portanto, não haverá consequências decorrentes da posição radical do papa (não esquecer que se trata do mais alto representante da igreja e daquele que, supostamente, faz a ponte com o divino)..pode afirmar-se que quem, hoje em dia, não se precave devidamente é inconsciente e/ou ignorante - posição com a qual concordo inteiramente, de resto -, mas convenhamos que é estranho ver católicos a incentivar (ou, mais não seja, a desculpar) a desobediência ao papa por outros fiéis..se se afirmam católicos, sejam-no, sob pena de perderem toda e qualquer legitimidade para se pronunciarem sobre estes temas (e deixem-se de tretas, não há 'católicos não-praticantes', isso é um conceito aberrante que tem apenas fins estatísticos)..mas, acrescente-se, a responsabilidade do papa não se fica pelos dramas humanos concretos que ajuda (ou ajudou) a gerar - o problema assume também uma dimensão filosófica! kant defendia que cada atitude que tomamos, cada comportamento que adoptamos e, por conseguinte, cada ideia que propalamos, nos torna parcialmente responsáveis por tudo o que de negativo possa provocar - isto porque todas as nossas acções são passíveis de serem tomadas como exemplo por outra pessoa! assim, pouco interessa que na prática ninguém dê ouvidos ao papa - isso não o torna menos responsável pela disseminação do vírus da sida e pela propagação de outras doenças, ou, levado ao extremo, pela miséria de certas famílias que, por o casal não ter recorrido à contracepção (à artificial, dado que a 'natural' é ineficaz), se vêem na necessidade de sustentar uma prole ou, pior, a realizar abortos ilegalmente e a entregar as crianças para adopção..enfim, sobre isto estamos conversados..

2) sexo com fins exclusivamente reprodutivos? que conceito mais bizarro!! primeiro, porque nunca foi visto assim pela humanidade, ao longo da história, com a possível excepção das classes aristocratas (com óptimos resultados, diga-se..); segundo, porque o sexo não passa de um truque da natureza para assegurar a perpetuação da espécie, truque esse que só funciona se os indivíduos extraírem dele prazer (o prazer sexual não é, de resto, apanágio do homem)..ou seja, não é por o sexo ser feito desta ou daquela maneira, à 'missionário' ou à 'canzana', uma vez por ano ou três vezes por dia, nu ou mascarado de gorila, que isso nos torna melhores ou piores pessoas!! a vida sexual concerne apenas ao próprio, e, conquanto não se faça sofrer ninguém (que não queira sofrer, aliás, para não ofender os masoquistas) e seja consensual, não deve sair do domínio da intimidade de cada um - muito menos para ser usada como barómetro de virtudes a outros níveis! resumindo,o sexo é mais animal do que racional ou espiritual (o que não impede que se seja fiel à pessoa de quem se gosta), e não é condicionando-o que se torna as pessoas melhores..parece-me razoável pensar desta forma..

é preciso ter cuidado com a condescendência, já o dizia o sérgio godinho em 'as armas do amor' (álbum 'domingo no mundo')..

Afixado por: apolo em abril 12, 2005 12:31 PM

Canonize-se e vendam-se os postais a 1€. Fará mais dinheiro com isso o Banco Ambrosiano do que com a exploração das casas de putas que detém há décadas em Soho.
E já que sua Santidade nunca fez a ponta de um corno pelas 4.000 crianças que continuam a morrer diariamente de fome e sub-nutrição, que a terra lhe seja leve como o chumbo e que leve consigo o obscurantismo que a Santa Madre Igreja Católica Apostólica Romana Mafiosa despeja ininterruptamente, há 17 séculos, sobre este desgraçado Planeta.

Afixado por: Joao Tilly em abril 12, 2005 12:47 PM

Fidel, outro frustrado.

Afixado por: Random em abril 12, 2005 01:09 PM

Proponho igualmente para santo o bispo de Boston que foi cúmplice da rede pedófila dos padres católicos americanos.E rezou ele a missa em nome do santo Papa!O Incrível Super Papa!!
Coitados dos crentes !

Afixado por: rosa em abril 12, 2005 02:06 PM

Para o camarada random.
Camarada não se ofenda porque nem todos podem ser inteligentes como os camaradas do Barnabé. O camarada pelos vistos não foi muito abonado o que de qualquer maneira não é razão para ofender as pessoas. Onde é que está o direito à diferença, o direito à livre expressão, a tão famosa tolerância,.....?
Como sabe (ou devia saber) o trabalho enobrece, experimente e vai ver que não se arrepende.

Afixado por: fidel em abril 12, 2005 02:40 PM

http://www.lemonde.fr/web/article/0,1-0@2-3218,36-638094@51-638222,0.html

Afixado por: Alfredo Vieira em abril 12, 2005 02:52 PM

Oscar Pinto: não coneço, realmente, essa declaração de Torvergata.Muito menos o padre da sua freguesia (Matosinhos?)Mas garanto-lhe que as dimensões da sexualidade que referi estão presentes na doutrina da Igreja. Não duvido é que muitos clérigos renham pudor em respeitá-las, realçando apenas a dimensão "reprodutora".
João Tilly, para você é tudo uma corja de mafiosos e de hipócritas, nã é? Só você é que escapa. Embora eu gostasse de saber quem é que faz mais do que a Igreja pelas 4000 crianças diárias que referiu. Será que se está a candidatar para ser o próximo Papa?

Afixado por: João Pedro em abril 12, 2005 03:02 PM

Porque é que o Barnabé não fala da noticia de ontem:

A Maçonaria tem na sua posse um livro da Legião onde estão indicados 3600 agentes e informadores da Pide, alguns eram padres católicos.

Exige-se a sua divulgação JÁ

Afixado por: a.pacheco em abril 12, 2005 03:50 PM

aí está qualquer coisa A.PACHECO. mas pelos vistos o mal pega-se. agora é só Wojtyla. e ainda falam dos 'outros'.... o Sócrates também agradece. esperemos.

Afixado por: pinto ribeiro em abril 12, 2005 05:31 PM

tudo na mesma na rtp, sócrates segura almerindo até ao fim. pois...

Afixado por: pinto ribeiro em abril 12, 2005 06:34 PM

caro joão pedro,

a minha freguesia é paranhos. a minha amiga catecista é que é de matosinhos.

eu sei que existe dentro da igreja isso tudo, o problema é que há fações muito conservadoras.
e ao ler o que certos membros do clero dizem, incessantemente, leva-me a concluir algo.

de resto, concordo com o rui tavares.

não se pode fechar os olhos a um problema gravissimo que muito dificilmente se controla a não ser inicialmente com prevenção e educação sexual.

e não há contradição entre preservativo e a ideia de vida sexual cristã. alias e como já vi aqui comentado complementam-se, então muito bem, nisso estamos de acordo. agora tem de se por em pratica e a ajuda de todos os sectores, incluindo a igreja, é valiosa.

Afixado por: oscar pinto em abril 12, 2005 06:46 PM

O que será uma catecista, carago! "No meu tempo" havia a catequista (pessoa que "dava" a catequese; "catequizava" os/as meninos/as) e o catecismo (livro onde se "aprendia" a catequese)o que é isso agora de catecista (lê-se "catessista") camarada oscar pinto?

Afixado por: afonso salgueiro em abril 12, 2005 09:24 PM

POIS POIS o Almerindo fica na RTP com toda a pandilha que o Morais Sarmento lá pôs, a Zézinha Nogueira Pinto continua na Santa Casa, o Nogueira de Brito ,depois da vergonhosa e achincalhante demissão de Maria Barroso pelo Paulo Portas, continua na Cruz Vermelha em suma do que é que o P.S. está á espera, OU SERÀ QUE JÁ COMEÇARAM AS NEGOCIATAS.

Afixado por: a.pacheco em abril 13, 2005 01:16 AM

O papel admite e tudo aceita.
Até a intolerância, a mesquinhês e a imbecilidade de escribas como este rui tavares que não foi ensinado a respeitar nem as ideias nem as crenças dos outros.

Debalde andas tu, pobre pateta

Afixado por: maneldomoinho em abril 13, 2005 09:43 AM

Mas afinal o que são as igrejas? As igrejas não somos todos nós? DEUS NÃO SOMOS TODOS NÓS??Por conseguinte façamos aquilo que vai na nossa consciência "que não prejudique outros" e deixemo-nos de teorias e preconceitos mais que bacocos e retrogados. Cada um deve seguir e fazer o que acha melhor para si e bem estar dos seus.
João Paulo II, fez o que achou bem ou o obrigaram a achar. Nós façamos o que achemos melhor para o nosso bem estar.

Afixado por: ms em abril 13, 2005 02:33 PM

eh pa enganei-me é catequista mesmo.

Afixado por: oscar pinto em abril 13, 2005 04:15 PM

"Numa instituição altamente centralizada como a Igreja, uma palavra do Papa bastaria" - Já reparou bem no tremendo disparate aqui dito???? Pensa que a Igreja é o PCUS? Frases destas revelam uma enorme ignorância sobre a estrutura e o modo de funcionamento da Igreja.

Afixado por: Filipe Alves em abril 13, 2005 04:31 PM

meus amigos,

quem nomeia o papa são cardeais. quem nomeia cardeais é o papa.

querem algo mais centralizado?

Afixado por: oscar pinto em abril 13, 2005 08:07 PM

Enquanto pensarmos que o sexo é "mais animal que racional" estamos todos perdidos. Bem me podem bombardear com a treta de que todos os animais o fazem, mas hão de me perdoar se eu pensar que o sexo humano pode ser infinitamente mais... transcendental!

(ergo .... religioso!)

(E qual é o sexo mais transcendental?) É aquele precisamente que temos com a nossa mulher que amamos e queremos amar para toda a nossa vida (e além disso) e que contenha em si a semente de nova vida (e temos consciência disso). ESSE é o momento mais transcendental das relações sexuais que alguma vez havemos de ter (o CONCEBER!), não tenho dúvidas algumas (nota, quando se lê transcendental não se lê excitante, tirem as vossas ideias mais malucas da vossa cabeça, não tou a pensar com adrenalina no sangue...).

Daí se percebe a obsessão com o sexo para concepção... mas sinceramente, nem eu que sou católico percebo muito bem todas essas proibições. E no entanto elas dão-me muito jeito. São-me uma espécie de baliza que me guiam para a minha vida sexual não descambar numa orgia (que é para onde todos tendemos no fundo), ou para uma dessacralização do sexo em si.

Prezo muito isso, e tou-me a despejar depósitos castanhos para quem não o faça.

Em relação à SIDA e ao Papa, a História há-de julgá-lo tanto para o bem como para o mal, erros há-los sempre (somos humanos), é preciso é haver (algumas) referências. E se fôssemo-nos guiar pelos esquerdas há muito estaríamos em 1984. Ou talvez num mundo admirável novo... (vómitos)

Afixado por: Luis Dias em abril 14, 2005 03:43 AM

luís dias:

pessoalmente, acho óptimo que haja quem consiga 'sacralizar' as relações sexuais, e acredito que seria benéfico para a humanidade que todos fôssemos capazes de o fazer ao longo da vida..no entanto, a realidade é bem diferente: para a maioria das pessoas, o sexo não é um meio, mas sim um fim (bem, tecnicamente o fim é a obtenção de prazer, mas pronto..), e, mesmo quando presidem fortes afectos às relações sexuais (casos em que se diz que as pessoas 'fazem amor'), as componentes sensoriais e pulsionais (animais, portanto) tendem a dominar o acto..de resto, não vejo qual é o problema em reconhecermos que somos em grande medida animais - autoconscientes, morais e particularmente inteligentes, sem dúvida, mas ainda assim animais..enquanto não aceitarmos pacificamente esta condição inelutável, vamos deixar sempre uma porta aberta à intolerância e discriminação..e, de resto, parecemos estar todos de acordo em como naturalmente tendemos para uma sexualidade, não diria orgíaca, mas talvez errática..a questão é: é razoável julgar seja quem for em função daquilo que seja a sua legítima intimidade? não me parece..

Afixado por: apolo em abril 14, 2005 10:54 AM

esta questão do sexo é complicada não se fica só pelo animal ou racional é um complemento, vejam "dificeis amores" na TV. pode ser que o profissional em sexologia vos esclareçam.

isto passa alem do moral, racional, sentimental e do animal é o conjunto como um todo que influencia a forma e a vida sexual de cada um.

e claro que ninguem deve ser julgado por aquilo que é a sua legitima intimidade.

Afixado por: oscar pinto em abril 14, 2005 11:35 PM

Apollo:

"..no entanto, a realidade é bem diferente"

A tua linha de pensamento é esta: simplesmente não acreditas que a felicidade é possível, e já que não é possível, bora fazer todos aquilo que pelo menos nos dá algum prazer entre cinco segundos e uma hora (ou mais, para maratonistas).

A realidade é bem diferente para quem não acredita nela. A realidade só é possível sacralizar-se se acreditarmos na Verdade em si como algo que se esconde por detrás da vida quotidiana que levamos.

A tendência, na tua concepção é uma noção de vida como uma entropia alienada e inevitável. Sinal de falta de espanto perante as coisas? Sinal de descrença, de depressão! Meu caro, não gostaria de estar na pele do adulto de 60 anos que se reveze na tua teoria. Velho acabado, cansado, fito, morto, estéril. Prefiro acreditar que não só é possível como é verdade todos os momentos da nossa vida. E sou feliz quando penso assim, quando sou assim (independentemente da minha idade).

Outra coisa: não é nunca um julgar. Não tenho nenhum direito de julgar moralmente a pessoa por ela, obrigá-la a ouvir o meu juízo, mas eu tenho direito ao meu próprio juízo e à minha liberdade de expressão (conquanto não ofenda o próximo). Neste sentido, sigam quem quiserem e a mais nunca serão obrigados. Se o Papa condena o preservativo tal é para ser levado a sério para quem acredita. Para quem não tem fé, acho ridículo sequer tecerem a questão de um modo pessoal (embora compreenda até certo ponto o porquê de se exprimirem de um ponto político ou social, mas não concordo), não ouçam, é chinês para vocês.

Seria um exercício engraçado esse: ouvir alguém a falar chinês e gozar continuamente esse alguém por acharmos que é um idiota que não sabe falar português... é no fundo um problema de comunicação.

Afixado por: Luís Dias em abril 16, 2005 02:49 AM

que extremismos...

que giro, depois de tudo isto acaba-se com a mesma pergunta. porque não contraceptivos (preservativo, etc)?

Afixado por: oscar pinto em abril 16, 2005 02:50 PM

Concordo com o comentário do Rui Tavares no que concerne ao uso do preservativo, e da estreita relação do "não uso" deste com a propagação de TODAS as doenças sexualmente transmissíveis.

Sim, a Igreja Católica tem um enorme peso na sociedade, como pudémos constatar pelos - a maioria - comentários tendenciosos acima publicados.
a sociedade está em evolução. de geração para geração há mudanças de mentalidade, e se a igreja católica não evolui a par desta, cai no risco de muitos jovens - e falo principalemte por mim - não se identificarem com esta! nenhum jovem, hoje em dia, casa com o primeiro namorado; no entanto, inicia a sua vida sexual. é normal que use preservativo, já que o amor - ou o que quer que seja - pode acabar, e o jovem inicia outro relacionamento com outra pessoa. se estiver infectado, e se não usar preservativo, contaminará outra pessoa. não se trata de infedelidade!!!!!!! a relação anterior acabou!!! ele não foi infiel, mas apenas namorou com duas pessoas diferentes, em tempos diferentes! e pode ter contaminado alguém, se não tiver usado preservativo...Acham mesmo normal dizerem que quem fôr fiel e não promiscuo não corre riscos?!ontinuam a achar coerente o que dizem?! repensem... mudar de opinião pode ser sinal de inteligência, e não de retrocesso!


Um pequeno à parte: sim, existem católicos praticantes e não praticantes... eu pertenço à segunda "categoria", e explico porquê: fiz o crisma - o máximo a que as mulheres são permitidas fazer!!!!!!!!! - e no entanto, quando entrei na fase da adolescência, e iniciei a minha vida sexual, deixei de me identificar com a igreja e as suas convicções, e a partir desse momento não mais fui à missa, nem me confessei, etc - coisas que à partida um católico praticante faz - mas não deixei de me considerar católica...!!! não tecam comentários estupidos quanto a isso, por favor! não vos dignifica!)

Afixado por: damn_girl em abril 22, 2005 05:38 PM