Antes e depois de 25 de Abril de 1974 a história portuguesa não tem sido sempre fantástica, mas esse dia foi perfeito. Às 00h00 tínhamos um país com censura, polícia política, presos de opinião e uma população habituada ao medo. Vinte e quatro horas depois os jornais eram publicados sem "exame prévio", a polícia política agonizava, os presos estavam em vias de sair das cadeias e o povo começava a perceber que não havia razões para o medo. Para um só dia, não se pode arranjar melhor. É talvez o mais belo da nossa história e um dos mais belos da história do século XX, porque antes dele ninguém dava dez tostões por revoluções pacíficas em países periféricos e esquecidos. Entretanto, vários povos puderam gozar revoluções pacíficas, dos polacos aos checos, dos ucranianos aos brasileiros das "diretas já". E podem ter a certeza que entre os líderes desses movimentos, a revolução dos cravos é conhecida e admirada.
Tenho uma certa pena de não ter escrito nada no Barnabé durante este dia. Mas isso foi só porque das 00h00 às 24h00 vivi plenamente o Dia da Liberdade enquanto tal. E se ao chegar a casa vejo nos blogues que há gente que ainda não conseguiu engolir nem admitir o 25 de Abril, isso só me dá um certo gozo suplementar. Como bom ateu, não lamento a falta de crença nos outros. Que vivam uma boa vida, tendo apenas que abrir alas para a alegria daqueles para quem o 25 de Abril é o Natal dos portugueses que amam a liberdade – o dia mais bonito do ano.
Publicado por ruitavares emCreio que houve uma gralha neste post.
Das duas uma:
ou se referiam ao "dia perfeito" e nesse caso é o 28 de Maio, ou se referiam de facto ao famigerado 25-A e nesse caso o adjectivo "perfeito" foi muito mal colocado. deveria ser algo como "desgraçado", "maldito", etc.
Ou então trata-se de... pura ironia.
Antes de mais, mental note: «ignorar o reacio-comentário anterior, antes que me chateie».
É a primeira vez que comemoro o 25 de Abril fora do país. Mas a escolha, Berkeley, não podia ser mais adequada. Aqui os murais continuam bem vivos.
Afixado por: jmmr em abril 26, 2005 02:36 AMEu, que não tenho nada contra o prazer que lhe dá este dia, preferia que argumentasse contra os argumentos que o senhor do blasfémias fez, ao invés de simplesmente nos dizer o que sente por eles.
É que assim, parece não saber bem o que contra-argumentar, e posto isto mandaria a boa educação que não fizesse referência ao dito. A não ser que julgue que temos fé incondicional nas suas "impressões", que as suas "impressões" são dogmas, o que seria curioso visto a gente de pouca fé que maioritariamente atrai este blog.
Afixado por: Alfredo Vieira em abril 26, 2005 04:13 AMSr. Alfredo Vieira: os argumentos estão na primeira parte do texto. Abolição imediata da censura, polícia política e prisões por delito de opinião, a que se poderia acrescentar um compromisso imediato com a realização de eleições, legalização de partidos, pluralismo democrático, fim de uma guerra injusta, etc. Nos dias e semanas estava tudo em marcha. Não foi tudo fácil ou evidente a partir daí, mas pode dizer-se que são conquistas enormes. De resto, discutir isto – que é perfeitamente factual e incontroverso – é apenas dar espaço a que o ressabiamento anti-25 de Abril se manifeste. E esse ressabiamento, apesar das declarações tronitruantes, pareceu preocupar-se muito pouco com a democratização durante os 48 anos da ditadura de forma que, sinceramente, não me merece o mesmo respeito que noutros temas e ocasiões eu ainda vou tendo pelo senhor do blasfémias.
Afixado por: rui tavares em abril 26, 2005 04:38 AMRui, é de facto, o dia mais bonito do ano!!
Afixado por: vanessa em abril 26, 2005 06:49 AMViva o pensamento único sobre o 25 de Abril: mas o da extrema esquerda ou o da extrema direita?
Afixado por: Fernando Martins em abril 26, 2005 07:17 AMMuitos de brasileiros não temos a dimensão exata da importância e da beleza da Revolução dos Cravos. Mas eu vi um documentário lindíssimo, cujo nome infelizmente não recordo, que me fez amar esse dia e tudo o que ele representou.
Quando Chico Buarque quis, em seu "Fado Tropical", dizer o que queria para o nosso país (então uma medonha ditadura), fez um refrão clássico:
"Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal
Ainda vai tornar-se um imenso Portugal"
Já chorei ouvindo essa música. Muito obrigado por me lembrar essa emoção, Rui.
Afixado por: Marcus Pessoa em abril 26, 2005 09:34 AMUm abraço aos barnabéus!
Uma dose de fósforo e aminoácidos para os cavalheiros do antigamente. Bem precisam que andam desmemoriados
Já nasci em liberdade, mas brindo ao 25 de Abril desde que me conheço. Deixo um cravo vermelho ao Barnabé!
Afixado por: p em abril 26, 2005 11:22 AMDesmemoriados, Luís Moutinho?
Desmemoriados de uma grande Nação?
Ou não estarão vocês "desmemoriados" ou cegos diante... da droga, da criminalidade, da imigração, da corrupção, do capitalismo selvagem, da escravatura a Bruxelas, dos lóbis, da censura (camuflada e arbitrária), da (in)justiça só para os poderosos, do fosso crescente entre os ricos e a classe média cada vez mais pobre, da invasão cultural yankee, etc, etc, etc.
Por tudo isso:
Abaixo o 25-A da traição!
Viva Portugal!
O Planeta Barnabé deve ser uma coisa muito cor-de-rosa, a puzar para o creme... a Liberdade vai-se conquistando, e esteve longe der ser um facto adquirido no dia 25 de Abril de 1974...
Afixado por: Kaiser em abril 26, 2005 11:42 AMVIVA O 25 DE ABRIL! VIVA SEMPRE!
Afixado por: Pedro Lima em abril 26, 2005 12:23 PMCom o devido respeito, defendo o fim das comemorações do 25 de Abril. Portugal não estava ocupado por nenhum país estrangeiro, o contexto histórico era outro e ninguém morreu, foi umja sublevação militar e não popular, na verdade foi uma mudança de regime, que de uma forma ou de outra, aconteceria. Nem os governates nem os pides foram a julgamento, não houve nada contra o regime anterior!! Isso me lembra a situação ridícula de se mudar o nome da ponte. É uma forma de negar um período da história, bom, José Gil já disse tido, não vou repetir. E mais: já há outras datas nacionais: Dia de Portugal, Independência (outra data esdrúxula, que não se percebe)...
Afixado por: Edie Falco em abril 26, 2005 02:09 PM25 de Abril Sempre! Pela Construção de um Socialismo Democrático.
Afixado por: José Manuel Faria. em abril 26, 2005 02:20 PMA nossa casa é antiga de 800 anos. Só que vê a Pátria á escala do tempo da sua própia vida, não entende a importãncia do 25 de Abril. Foi um acerto com o Tempo.
Afixado por: C.Indico em abril 26, 2005 03:35 PMEdie Falco agora o José Gil é um guru que dá para tudo?
Primeiro passamos de uma ditadura a 24 de Abril para a DEMOCRACIA A 25 de ABRIL, para mim isso já é razão suficiente para comemorar, para si já vi que não.
Segundo os dias não se inventam o 10 de Junho foi uma invenção da ditadura , que comemorava o dia da RAÇA, possivelmente para si é esta Raça que se deve comemorar, para racista não está mal.
Terceiro as ditaduras e infelizmente alguns democratas gostam muito de dar o seu nome a todos os chafarizes, esgotos e outras obras feitas durante a sua estada no poder, é aí que surge o nome do ditador na Ponte sobre o Tejo, se seguisse-mos o sua maneira de pensar a ponte Vasco da Gama chamar-se-ia António Guterres, tinha piada se o ridiculo mata-se...
Os lisboetas sempre chamaram e continuam a chamar á ponte PONTE SOBRE O TEJO, só lhe dava o nome do ditador a caneirada,
Afixado por: a.pacheco em abril 26, 2005 03:56 PMIsso é simples de resolver, basta fazer uma lei que impeça que pessoas vivas tenham monumentos com o seu nome. Isso é uma vergonha que, apesar do 25 de Abril, não acabou em Portugal, como um estádio de futebol com o nome de Avelino Ferreira Torres. Neste caso o 25 de Abril não serviu de muito. Mas A.Pacheco, não fique a achar que, essa minha posição é resultado por eu ser contra o 25 de Abril ou racista, nada disso. Amplia os teus horizontes, nem toda a gente de esquerda tem de comungar da mesma cartilha. Só acho que era melhor assumir que Salazar existiu do que o acto covarde de mudar o nome da ponte e alterar a história. Se mudaram o nome da ponte, PORQUE NÃO MUDAM A LEI, JÁ AGORA? Em tempo: saiba que eu me considero de esquerda e pretendo nas presidenciais votar em Manuel Alegre. mas tenho o meu ponto de vista.
Afixado por: Edie Falco em abril 26, 2005 05:00 PMIsso é simples de resolver, basta fazer uma lei que impeça que pessoas vivas tenham monumentos com o seu nome. Isso é uma vergonha que, apesar do 25 de Abril, não acabou em Portugal, como um estádio de futebol com o nome de Avelino Ferreira Torres. Neste caso o 25 de Abril não serviu de muito. Mas A.Pacheco, não fique a achar que, essa minha posição é resultado por eu ser contra o 25 de Abril ou racista, nada disso. Amplia os teus horizontes, nem toda a gente de esquerda tem de comungar da mesma cartilha. Só acho que era melhor assumir que Salazar existiu do que o acto covarde de mudar o nome da ponte e alterar a história. Se mudaram o nome da ponte, PORQUE NÃO MUDAM A LEI, JÁ AGORA? Em tempo: saiba que eu me considero de esquerda e pretendo nas presidenciais votar em Manuel Alegre. mas tenho o meu ponto de vista.
Afixado por: Edie Falco em abril 26, 2005 05:00 PMPara Edie Falco e outros:
Vai já sendo tempo de avançar um pouco mais. O 25 de Abril não foi "em Paz". Nos meses seguintes MILHARES de pessoas morreram nas ex-colónias. E isto um dia tem de ser contado.
PONTE SOBRE O TEJO
Óh abrilista!!!
1º Esclarecimento
Dizia Salazar: Ponte sobre o Tejo, não que desde Vila Velha de Ródão até Lisboa há muitas pontes sobre o Tejo; Ponte Salazar não para evitar que mais tarde alguém se lembre de mudar o nome.
E concluia:
Na minha opinião deverá chamar-se PONTE DE LISBOA
2º Esclarecimento
Um pouco de prudência nas tuas afirmações sobre a Ponte Vasco da Gama. Já esqueceste que a iniciativa e o projecto coube ao governo de Cavaco Silva? Esqueceste que logo à partida CS propôs o nome de Vasco da Gama para a ponte.
Esqueceste que Guterres se limitou a inaugurá-la?
Realmente se o rídiculo matasse caírias fulminado.
Comentário:
Agora tens (temos) liberdade para dizer asneiras, mas olha como cresceu o crime, os roubos, as vigarices, as corrupções, os medos, as injustiças, a droga, o desemprego, hoje rouba-se, impunemente, aos milhões e censura-se tanto ou mais que antigamente. O próprio Estado não cumpre com as suas obrigações.
No 25 A, em termos de bem estar, estávamos à frente de muitos países europeus, mesmo a vizinha Espanha levava leve avanço, e hoje ... compare a nossa situação com a Europa e diga-me onde estão esses benefícios.
O dia perfeito!
Que mais dizer que a expressão perfeita?
O dia mais bonito do ano, deveras, quase sempre de sol, mas ainda se chove, quando mais faz falta.
E dizer que nem foi preciso virem cá os estrangeiros coligados arrasar tudo e matar gente a eito!
Grandes, nós somos grandes e dados ao respeito.
Como alguém dizia hoje ou ontem, a propósito não sei já de que coisa outra, que somos um povo de sorte, talvez por não termos mais que exportar que emigrantes, trabalhadores e cordatos.
Gente de Abril, de 25, que já viveu ou sabe de ouvir o 24!
Mas afinal o rui não é ateu de todo. Parabéns! Tem os seus dias bonitos.
Podemos então concluir que a Ponte Salazar era um obstáculo a libertadora democracia do socialismo, que não precisam da ponte para nada...
Afixado por: Kaiser em abril 26, 2005 07:49 PMA Ponte foi inaugurada em 98 o Guterres foi primeiro ministro em 96 o que quer dizer que um trabalho começado num governo foi acabado noutro.
Mas o ridiculo seria tanto o nome de Cavaco como de Guterres esse é que é o ponto.
Volto a dizer só a carneirada chamava aquela ponte Salazar, e por aqui continuam a pulular alguns.
Quantos ás consequências do 25 de Abril uma das mais importantes está aqui todos os dias, LIBERDADE PARA CADA UM DIZER O QUE PENSA.
Afixado por: a.pacheco em abril 26, 2005 09:10 PMSr. Rui Tavares
Como bem sabe, não respondeu, não discutiu nem rebateu as "teses" do Sr. do Blasfémias.
Afixado por: Alfredo Vieira em abril 26, 2005 11:11 PMEssa de estares sempre a afirmar que és ateu começa a ser paranónia.
Já agora,ateu em relação ao quem?
Vamos ao 25 de Abril...não te passa pela cabeça que o que aconteceu foi um golpe militar em vez de uma revolução?
que teve como protagonistas um grupo de militares que
analfabetos politicos( excepto Melo Antunes);
chateados da guerra(começaram a morrer oficiais e não só soldados);
com reinvindicações de classe -carreira militar;
abriram(graças a Deus!)uma caixa de Pandora?
E para que não haja dúvidas, porque para alguns é preciso explicar tudo, festejemos, isso sim:
a- o 16 de Março das Caldas
b - o 25 de Novembro, esta, sim a data libertadora do povo português.
Senhor rui tavares
Também tu `perdes pouco tempo com as comemorações de Abril.
Realmente ir para a farra das 0H00 até às 24H00 é mesmo tempo insignificante.
Nem tempo tiveste para beber um copo.
Sorte a tua q desta vez não apanhaste o pifo