abril 28, 2005

Comentários

Infelizmente o Bloco não quis marcar diferença. A esquerda que me cria ilusões também é rápida a estragar o pouco que consegue. Se o PCP teve essa atitude é de facto uma atitude no mínimo infeliz, mas se o PCP não conseguiu chegar a um acordo o Bloco não se podia entender com o PS?

Ando eu a votar na esquerda e a tentar reavivar a esquerda com o meu voto e o que é que a esquerda faz...enforca-se. Assim não dá...é mesmo benefeciar o infractor.

"uma clarificação de alternativas"
Eu admiro e muito o Chiquinho, mas foda-se há alturas em que um gajo tem de se saber posicionar de forma a combater um mal maior: a direita.

Tiro no pé, benefeciar o infractor, suícidio, autismo, destruição de património...tantas palavras que me ocorrem e tão pouca satisfação me dá esta verborreia.

Afixado por: João Dias em abril 28, 2005 04:01 AM

por uma vez o pcp tirou iniciativa ao bloco e reduziu espaço de manobra ao bloco. pior, esteve bem. fez o que tinha de ser feito, não se colocou de gatas à espera das migalhas e dos favores do centrão socrático. mas já se tinha passado o mesmo na votação sobre o 'referendo' do aborto. pois é. até xateia. pelo andar das coisas...

Afixado por: pinto ribeiro em abril 28, 2005 08:25 AM

http://ajferrao.blogspot.com/

Depois o BE entra em demagogias e popularismos baratuxos na escolha do candidato a Lisboa...

O bem intencionado.
BE deverá apostar em Sá Fernandes

O homem do túnel. Fica assim esclarecido quais as motivações que o moviam aquando o levantamento de toda a polémica do túnel do Marquês.
Está visto, que mais não foram que motivações, politicas. Quem apagou por pagar, foram mais uma vez os cidadãos que por motivos óbvios viram uma obra que poderia já estar em fase de conclusão ser atrasada com tudo aquilo que isso traz de prejuízos.
É caso para dizer, fora com o Sá, já!

http://ajferrao.blogspot.com/

Afixado por: AJFerrão em abril 28, 2005 08:43 AM

Não percebo esta posição do BE. O que acontece se alguma estrutura local desse partido entender que, no seu concelho ou freguesia, pode e deve concorrer em coligação (com o PS ou seja quem fôr)? Será que é proibido de o fazer pelas estruturas centrais do BE?

Não deveriam as coligações ser decididas pelas estruturas locais dos partidos? Se estamos numa democracia, o povo é que manda, e não os "comités centrais" dos partidos. E o povo de esquerda de um qualquer concelho pode achar que, nesse concelho, e possível e desejável apresentar-se em coligação.

Afixado por: Luis Lavoura em abril 28, 2005 09:25 AM

Um erro político grave do camarada Louça. Este deveria esperar pela Convenção do BE para tomar esta posição.Estamos perante um centralismo democrático à PCP.

Afixado por: Silva em abril 28, 2005 09:30 AM

Desta vez o BE não terá o meu voto!

Afixado por: Francis Seleck em abril 28, 2005 09:53 AM

Este desenlace só mostra o quanto é o BE está interessado em que os seus programas sejam consequentes...

Já não chegou terem entregue a Câmara a Santana?

Afixado por: BGL em abril 28, 2005 10:51 AM

Ora tomem lá o novo modo de fazer política do Anacleto Louçã! Só quem não quer ver é que não vê a demagogia rasteira à Paulo Portas que campeia nos santos seculares do Bloco de Esquerda.

No entanto não dou razão aos que dizem que a política em Portugal já atinjiu o grau zero. Não, amigos, camaradas, palhaços, é possível descer ainda mais baixo...

Afixado por: Pedro Oliveira em abril 28, 2005 10:51 AM

Pedro Oliveira, mude a sua assinatura aqui. Só ficamos a saber que não é o nosso Pedro graças ao seu nível de argumentação

Afixado por: danieloliveira em abril 28, 2005 10:57 AM

Não mudo, Daniel. É o meu nome, e não o vou mudar por vossa causa. Se não gostas dos argumentos, usa censura. É possível fazer isso com o TypeKey.

Afixado por: Pedro Oliveira em abril 28, 2005 11:02 AM

Assino por baixo os posts do João Dias(*) e do Luís Lavoura.
Sugiro, entretanto, que se discuta outras câmaras (se não constituir demasiado incómodo aí pelas Lisboas, evidentemente)

(*) com o "foda-se" incluído.

Afixado por: Eric Blair em abril 28, 2005 12:12 PM

Clarificação de alternativas do eleitor: será que hei-de ser "solidário de esquerda" e oferecer a CML de bandeja ao PSD?

Afixado por: Luísa Franco em abril 28, 2005 01:41 PM

Se assim for será pelas piores razões, a saber, medo de meter os pés no poder, coisa que mais tarde ou mais cedo, por muito que sejam as resistências iniciais, vai acabar por acontecer. Ainda se fosse pela candidatura mimetizada de Santana Lopes, mas isso não preocupa nada o BE, a imagem sim e o medo de perder votos também. Pobre doutrina de esquerda que apregoam

Afixado por: Real em abril 28, 2005 02:01 PM

entrar para o poder pela mão do p.s., mesmo para o bloco, é assustador e pouco recomendável...ou não?

Afixado por: pinto ribeiro em abril 28, 2005 02:33 PM

Eu sou do Bloco de Esquerda.
No Bloco de Esquerda há liberdade opinião

Eu darei o meu voto em Lisboa para derrotar a dupla Santana-Carmona.

E votarei se eu estiver consciente que isso é necessário em Manuel Maria Carrilho.

Afixado por: a.pacheco em abril 28, 2005 02:54 PM

Parece-me redutora esta discussão que Portugal é Lisboa e o resto paisagem. Existem "n" câmaras onde a "esquerda" pode e deve ser interveniente, com o sentido claro de, por um lado, derrubar a direita e por outro de dar um novo "empurrão" social.
Infelizmente, estamos numa altura em que não se percebe que esta pode ser uma oportunidade única. Não sei se as eleicões de Fevereiro foram mesmo uma viragem à esqª ou fruto de situacões conhecidas.
O que julgo saber é que estas "guerras" de poleiro não vão trazer nada de bom...
Seria mt mais importante discutir projectos do que lugares... e ainda há Viana, Braganca, Vila Real, Viseu, Coimbra, Figueira, Leiria, Guarda, Castelo Branco, Setubal...

Afixado por: Rui Pedro Lima em abril 28, 2005 03:23 PM

Não inclui o Porto no último comentário, porque também aí foi "abortada" qq coligacão...

Afixado por: Rui Pedro Lima em abril 28, 2005 03:30 PM

Parece-me uma infeliz decisão dos dirigentes do BE. Há quatro anos apoiei o Miguel Portas, porque, ao contrário do que muitos disseram, o executivo de João Soares tranformou-se numa espécie de populismo de esquerda, com gestão casuística e demagógica.
Ora o Manuel Maria Carrilho parece-me dar outro tipo de garantias. Foi um bom minsitro da cultura e sempre demonstrou abertura para dialogar com a esquerda.
Que o PCP não queira coligar-se é um problema dele e em nada obriga o Bloco. O argumento de Louçã é, nessa medida, fraco e pouco compreensível.
Fracas não serão as consequências desta decisão para o BE. A votação vai ser muito baixa e aquilo que se conseguiu inteligentemente noutras eleições, vai ser agora levianamente atirado para a rua.

Que te parece, Daniel?

Afixado por: jorge saraiva em abril 28, 2005 04:07 PM

Parece-me muito boa essa decisão. É um assumir da idade adulta por parte do BE e uma clarificação do seu posicionamento face ao PS.

Espero que esta atitude não comprometa eventuais acordos com o... PCP. Porque não?

Afixado por: CC em abril 28, 2005 04:24 PM

Eu sou de Aveiro, mas reconheço a importância estratégica das duas principas camâras: Porto e Lisboa. E sei que se forem ganhas pela direita, vão ser usadas como bandeira de uma viragem, ou como bandeira política de outra coisa qualquer. Logo, principalmente nessas cidades, era necessário unir esforços para evitar leituras políticas demagógicas dos resultados e ao mesmo tempo é apresentar projectos para as respectivas cidades.

Em Aveiro nem vale a pena ter ilusões, o Alberto Souto fazer uma coligação com o PCP ou BE, tá bem tá. E vou ter de pensar bem, porque embora tenha críticas a fazer ao Alberto Souto, vem me à memória os tempos do CDS-PP (ui o Girão Pereira...era cada empreitada) e fico logo esclarecido. E como muito provavelmente ao votar no Bloco estou a contribuir para ter uma câmara de direita, se calhar vou votar no PS, para assim fazer um mal menor, muito menor diga-se. Além disso a cidade de Aveiro tem tido uma dinâmica interessante (muito graças à UA) e tem tido um planeamento urbano razoável, portanto fazendo uma leitura geral tem sido boa. Se calhar com uma coligação de esquerda seria bem melhor, mas não há, por isso devo optar por um mal menor.

Afixado por: João Dias em abril 28, 2005 04:25 PM

Não percebo
"uma coligação com os socialistas resultaria uma divisão da esquerda"
Concluindo se o BE não juntar os trapinhos com os xuxialistas significa que a esquerda está unida.
Bom raciocínio
A esquerda só é boa no bota abaixo porque a construir estamos conversados

Afixado por: fazdeconta em abril 28, 2005 04:29 PM

Se me permitem, acho a maioria dos comentários acima perfeitamente infantis. E explico porquê.

É uma pena que não haja coligação de esquerda em Lisboa, e é altamente provável que isso signifique que Lisboa vai ser ganha por Carmona Rodrigues e pelo PSD. Mas há aqui vários "mas".

Se se quer fazer uma coligação de esquerda, é preciso tratar os partidos da coligação com respeito. É preciso, nomeadamente, consultá-los antes de apresentar um candidato em vez de dizer "olhem, rapazinhos, o candidato é o Carrilho, e se não gostam, gostassem". É evidente de depois da arrogância de apresentar um candidato sem dar cavaco a ninguém, o PS iria ter de ceder em alguma coisa se quisesse manter a coligação. Não cedeu. E obviamente, a coligação desfez-se.

Quanto ao PCP, é compreensível que recuse transpor para percentagem de vereadores a percentagem obtida nas legislativas. Toda a gente sabe que os resultados das legislativas não são iguais aos das autárquicas. Agora, daí até exigir paridade vai alguma distância, e essa exigência do PCP demonstra que este partido estava tão interessado na coligação como o PS: nada.

Finalmente, o BE. Coligações com quem não demonstra querê-las, seja o PS ou o PCP? Para quê? É evidente que o BE só podia ir sozinho depois de os outros dois terem agido da forma destrutiva como agiram. Esperavam o quê? O PS e o PC destroem a coligação e tornam quase certa a vitória da direita, e o Bloco ia aliar-se a um deles? Claro que não! Agora, daí até recusar coligações no país todo, vai uma grande distância. O maior sinal de infantilidade do Bloco e dos seus dirigentes, que é, aliás, recorrente, é agiram como quem ainda não compreendeu que Portugal NÃO é Lisboa.

É que qualquer dia, a gente aqui pela periferia da capital do império deixa de votar Bloco, simplesmente. E o deputado algarvio, que desta vez esteve próximo, nunca será eleito.

Afixado por: Jorge em abril 28, 2005 05:13 PM

eu não percebo os vossos argumentos. como é que a direita vai ganhar a c. de lisboa se ela vai parar de certeza às mãos do psd ou do ps?. sendo isso o centro quem raio é a esquerda? e a direita é a 'democraciacrissstã' do ribeiro e castro? vocês são engraçados. já agora. o santana não está já fora da corrida? e será que o bloco tem medo de ir a votos?...

Afixado por: pinto ribeiro em abril 28, 2005 05:22 PM

Havia um gajo que tinha um baralho de cartas, convidou outros dois para jogarem a bisca de três. Mas tinha que ser com o seu baralho. Não se entenderam.
Todos são culpados menos o dono do baralho?...
Atão, e o P.S. passa, por isto, como virgem ofendida?
Não me F#"@»!

Afixado por: Ansioso em abril 28, 2005 06:04 PM

Cada vez percebo menos. O Louçã diz, por um lado, que "uma coligação com os socialistas resultaria numa divisão da esquerda" e por outro acusa o PCP de "negociar numa base de "construção sectária" ao querer impor a exclusão do BE e ao exigir uma relação paritária com o PS". Ou seja, o PCP não quer o BE, mas o BE não se alia ao PS sem o PCP. Qual é a lógica disto? Não estou a ver. Parece-me uma desculpa esfarrapada para o BE não se coligar com o PS porque está convencido que sozinho terá mais força.
Não estou nada a ver por que raio a vitória do PSD é certa. Parece-me um atestado de infantilismo pasado ao eleitorado, coisa infelizmente frequente nos partidos de esquerda. Veremos.
Ver-se-à a força do PC em Lisboa nas autárquicas. Muitos dos velhos operários dos bairros populares que outrora votavam PCP terão morrido entretanto, e não me parece que a desertificação da cidade vá jogar a favor do PCP.
Entretanto, fico à espera do tal 'programa para a cidade' do BE.

Afixado por: Pedro em abril 28, 2005 06:11 PM

O meu voto o BE certamente não leva....o Ps era isto que queria ter Lisboa só para ele... podem agradecer ao Louçã a prenda!

Afixado por: rosa em abril 28, 2005 07:01 PM

Isto é de ir às lágrimas: O BE arma-se em consciência crítica bem-pensante da esquerda e zás, corta com o PS por causa do PCP e com este por causa da esquerda que representa! Parece mesmo uma representação só que de mau teatro.Assim é que fica mesmo tudo ligado ! E como nas últimas eleições vá de dar a CML de bandeja a um qualquer Santana Lopes. De facto estes partidos da treta que querem fazer a revolução pura e dura de um dia para o outro e por via do voto nas eleições da pequena burguesia ( para usar um dos seus "motifs") é muito atrasada e já tem na história exemplos suficientes da sua profunda arrogância. De facto estão-se nas tintas para todos os que dizem defender ou representar ! O eleitor que julgue e vote com utilidade. Neles é inútil!!!!

Afixado por: MF em abril 28, 2005 07:29 PM

Também para mim não me parece muito consistente o argumento do Louçã. Desta posição do Bloco que, repito, para mim não é clara, pode muito bem resultar o voto útil. Se não quer que a Direita ganhe, reforçe o PS.Lembram-se do caso Mário Soares? Fomos votar a assobiar para o lado, alguns sentiram-se muito mal, mas a direita foi derrotada. A história existe, não para que se tenha de repeti-la, mas para que sirva de experiência. Porém, neste caso, talvez tenhamos uma repetição.

Afixado por: Luis Martins em abril 28, 2005 09:59 PM

Por um lado: "Aqui está o Carrilho e, se vocês se querem derrotar a direita, acompanhem-nos".

Se se pretendesse fazer uma coligação em Lisboa tinha-se avançado com propostas programáticas para o município, primeiro; tinha-se, na base dessas propostas, discutido com as outras organizações; ter-se-ia lançado o candidato, da coligação, depois.

Já se esqueceram da forma como apareceu a candidatura de Carrilho? De como, no PS, se queimou a terra à passagem de Ferro Rodrigues?
O mais mediático é melhor para fazer a unidade da esquerda? Pelos lados do PS continua tudo na mesma: ideias não se discutem.
A SIC deve esfregar as mãos de contente com mais um candidato para os programas da socialite - coisa que seria menos provável com Ferro Rodrigues.

A Unidade.
Parece-me pouco apenas a divergência sobre o número de lugares como argumento para a ruptura da coligação PS/PCP. Falta qualquer coisa...
Do BE, os argumentos para não aceitar uma coligação deviam ser: não concordamos com programa e preferimos ter menos votos a contribuir para uma má governação; os candidatos que nos propõem não têm credibilidade - e, já agora, explicar porquê.

É preferível cada um apresentar a sua candidatura a ter uma "salada" política sem qualquer coesão programática e que só tem por objectivo o poder pelo poder.

Para concluir: acho bem que o BE não permita que as listas autárquicas não sejam apenas decididas pelas regionais - já estava a ver aparecer uma série de candidatos, em lugares onde o BE não está organizado, que descobriram recentemente a sua vocação de esquerda, idêntica àquela que tiveram pela "renovação" há anos. Trata-se de autodefesa, é justo que o façam, mas a democracia implica que as escolhas dos candidatos sejam feitas, também, de acordo com a vontade dos activistas de base.

Afixado por: espectro em abril 29, 2005 01:46 AM

Aparentemente estas tomadas de posição parecem ser esquizofrénicas, mas na realidade não são. Há uma grande dúvida que é preciso resolver agora: qual é a correlação de forças dos 3 partidos em autárquicas? Isto não se pode avaliar pelos resultados das legislativas. Quando isto estiver resolvido poderá negociar-se uma nova coligação. Mesmo que seja necessário esperar mais quatro anos.

Afixado por: josé manuel em maio 1, 2005 05:14 PM

Daqui a quatro anos a relação de forças já será diferente. Uma certeza se pode sempre ter, em democracia, a única constante é a mudança. O fim da história ou a resolução permanente das relações dialécticas deve ser deixado a totalitários.

Afixado por: Pedro Oliveira em maio 2, 2005 09:21 AM