abril 29, 2005

Móvel a crédito para a prisão do Dubai

Segundo o pai de Ivo Ferreira, jovem detido no Emirados Árabes Unidos, o embaixador de Portugal na Arábia Saudita terá, quando chegou a Dubai, telefonado para o jovem, preso, para saber se alguém o podia ir buscar ao Aeroporto. Em que Mundo vivem estes embaixadores? Não terá o rapaz coisas mais importantes em que pensar? Custa assim tanto apanhar um taxi?

PS: Conheço há muitos anos o Ivo. Espero que seja libertado rapidamente. Porque é um excelente cineasta. Porque gosto dele. Mas, acima de tudo, porque o que fez, em qualquer país civilizado, não pode dar pena de prisão. Que o Ministério dos Negócios Estrangeiros faça alguma coisa. E depressa.

Publicado por danieloliveira em
Comentários

O MNE deve unicamente garantir que o tal "cineasta" tenha um julgamento justo.
Já agora se lhe quiser fazer companhia, nem sequer necessita de se charrar, basta rezar um pai nosso em público e em 5 minutos está a discutir com ele, as ultimas novidades cinematográficas numa cela do Dubai.

Afixado por: Luís Bonifácio em abril 29, 2005 06:52 PM

Completamente de acordo, como é óbvio. A minha pergunta é: mas por que raio é que o Ivo Ferreira, conhecendo as leis (como por certo conhecia), fumou a merda do charro à mesma? Faz-me lembrar aqueles jogadores de futebol que, já tendo um amarelo, tiram a camisola para festejar um golo e depois são expulsos. A lei é estúpida? Com certeza que é, mas o tipo que a transgride não é menos.

Afixado por: Ricardo em abril 29, 2005 07:01 PM

Luis Bonifacio espero que seja um cidadão DIGNO.

Pense no que escreveu e TENHA VERGONHA

Afixado por: a.pacheco em abril 29, 2005 07:40 PM

Um julgamento justo. No Dubai. Devem estar a brincar, não estão? No mesmo país em que as pessoas são apresentadas a julgamento dentro de uma gaiola, com os pés e as mãos atadas?

Afixado por: pedro sales em abril 29, 2005 08:03 PM

Liberta-no ó pais de grandes embaxadores e descobridores, só por fumar um charro?
Um abraço de amizade
paulo+FÚ

Afixado por: paulo em abril 29, 2005 08:07 PM

Em briga de branco, negro não se mete.

Em briga de branco, preto não entra.

Em briga de branco, preto não se meta.

Em briga de cachorro grande, quem mete a mão acaba mordido.

Em briga de irmão, não se dá opinião.

Em briga de irmãos, não metas a mão.

Em briga de marido e mulher ninguém deve meter a colher.

Em briga de marido e mulher ninguém mete a colher.

Em briga de Argentino e Jogador da Argentina também ninguém mete a colher.

Afixado por: Celine em abril 29, 2005 08:34 PM

Realmente deve haver coisas bem meis inteligentes para se fazer do que fumar um charro num país em que isso dá pena de prisão.

Afixado por: Saúl Pereira em abril 29, 2005 08:54 PM

Aprecio muito o que o Daniel Oliveira escreve. Mas, neste caso, diga-me com franqueza: acredita mesmo, que o embaixador tenha telefonado ao preso a solicitar que alguém o fosse buscar ao aeroporto?
Por outro lado, fazem-se asneiras e o governo e as embaixadas são sempre o pião das nicas dos jornalistas

Afixado por: sakura em abril 29, 2005 09:30 PM

Olhai os amigos deste nosso confrade.
Tens que começar a seleccionar as companhias ou mudar de discurso.
Essa de não dar prisão é de partir o coco a rir.
Pode ser que dê direito a medalha. Propõe isso mesmo pata o 10 de Junho.

Afixado por: viramilho em abril 29, 2005 10:43 PM

Países civilizados??? Epá, isso soa-me a etnocentrismo! Ser do BE não exclui acreditar em valores absolutos? Tipo, não eram vocês que eram contra a invasão do Iraque porque não existe isso de civilizações superiores? Ups...

Afixado por: Luís em abril 29, 2005 11:12 PM

se fosse eu, que ninguém conhece, a fumar umas ganzas, era uma drogada de merda. Sendo o Ivinho, coitado, é artista, pá, tem de ter ispiração, é tratado nas palminhas. Ou é para todos ou não é para nenhum.

http://www.icicom.up.pt/blog/muitaletra/

Afixado por: andreia c. faria em abril 29, 2005 11:36 PM

Tantas causas a defender pelo mundo fora, como as das resistências palestiniana e iraquiana, e eis do que se ocupam os revolucionários do Berloque: um ganzado preso no Dubai (para quem não conhece, um paraíso turístico, o único hotel de seis estrelas do mundo, praias de sonho, os melhores shoppings do mundo, uma Singapura árabe...).

E entre tantos conselhos, não haveria lugar a um muito simples dirigido ao pessoal cacetado: se fores para um país de costumes muito diferentes, respeita esse país e adapta-te. Se és ganzado, aguenta. Fumas depois, quando saires do país. Nalguns, o castigo é a forca... Não custa nada ter juízo. E o aparelho diplomatico de um país não tem por principal prioridade resolver os problemas de drogados irresponsáveis e provocadores...

A esquerda radical de hoje só se ocupa de ganzados, de rabetas, de marias sapatão e de animaizinhos... triste sinal dos tempos... sic transit gloria sinistrae

Afixado por: Saladino em abril 29, 2005 11:54 PM

Estou com o Sakura ! Ó Daniel acredita mesmo nessa treta do telefonema do embaixador ?
E também com o Ricardo e neste caso com conhecimento de causa , pois trabalhei 2 anos num dos países da região e até bebi álcool ( sabendo que era proibido por lei ) assumindo os riscos que corria ( prisão mais expatriação imediata ) será que o Ivo não o sabia ?
Cumprimentos.

Afixado por: António P. em abril 30, 2005 12:13 AM

António,

Mesmo sabendo que esteve lá, toda a gente sabe que, com a excepção da Arábia Saudita, qualquer hotel internacional da região serve alcool e os estrangeiros bebem sem risco. Conheço muitas pessoas que tiveram em vários dos países da península e não conheço nenhuma que não tenha bebido.

Afixado por: danieloliveira em abril 30, 2005 02:49 AM

É deprimente o desfile da escumalha que por aqui passa! Perante o drama de alguém que está a passar por uma extrema humilhação e que vive momentos de enorme angustia ao se ver privado de direitos que deveriam ser absolutamente universais, não conseguem esconder a sua maledicência que não são mais que tristes preconceitos suburbanos sobre os “artistas”.

Afixado por: b em abril 30, 2005 03:56 AM

Segundo o jornal do Belmiro, um embaixador da nação pediu à mãe do acusado que interceda junto do governo pátrio para que a a embaixada no reino saudí tenha mais meios!!
É preciso ter lata! Atão a mãe do moço, que está a ser torturado e a (sobre)viver numa cela de 9 metros quadrados com mais 18 desgraçados, é que deve ser a porta-voz das reinvindicações do corpo diplomático luso-saudí?!!
Haja vergonha!

Afixado por: João Guerra em abril 30, 2005 04:14 AM

E se não for um estrangeiro, num hotel internacional?
Se for um simples ateu nacional?
Um gajo árabe que se esteja borrifando para o corão e lhe apeteça uma mini?
O que é que lhe acontece?
Ou será que lá não há disso...
Quer dizer, lá no meio do deserto, por lei não pode haver ateus com sede?...
Leizinhas do cacete...

Afixado por: Budapeste em abril 30, 2005 04:15 AM

eu bem dizia. o gajo tem amigos. assim tá certo e já se percebe o destaque no BARNABÉ. no dubai em férias a fumar ganzas é assunto de estado de certeza...no dubai o serviço de táxis é mesmo estranho mas já não digo nada. até o ivo é o assunto mais importante deste país...que regresse depressa para podermos pensar nos assuntos insignificantes. a economia, por exemplo, 'estúpido'...

Afixado por: pinto ribeiro em abril 30, 2005 08:29 AM

Aprecio muito este "a pacheco" pois desde que apunhalou a Inês ficou completamente marado.
O boticário bem lhe recomenda a toma de comprimidos a horas certas, mas ele não faz caso nenhum e depois vareia da tola.
Leis para não cumprir só no reino do senhor pacheco e como está mal habituado, é o que se vê.
Não perdeu a vergonha porque ninguém pode perder o que não tem.

Afixado por: fazdeconta em abril 30, 2005 10:24 AM

Se o nosso Estado não tenta libertar um cidadão preso por cometer uma acção que no nosso país não é crime, então pouco sentido faz o sentido de Nação.
Se para mais se trata de um jovem produtivo, cineasta e actor e não de um inutil que vive à conta, nada fazendo para a sua evolução ou do país apenas pensado nos euros que roubará nos impostos ou num esquema financeiro qualquer, então é uma obrigação de todos exigir rapidez!

Afixado por: peter em abril 30, 2005 10:31 AM

Cara A. Pacheco, eu sou um cidadão digno que vê com preocupação um um ganzado a gastar milhares ao erário público. Que apodreça numa éla do Dubai com mais 18 gajos atados de pés e mão e ... com umtelemóvel a falar para o telejornal.

NÃO ME ARREPENDO DO QUE ESCREVO.

Afixado por: Luis Bonifácio em abril 30, 2005 01:58 PM

Isto de um gajo se dar ao trabalho e à despesa de ir para o Dubai fumar charros deixa-me ficar um bocado mal a mim que, por motivos económicos, tive que deixar de fumar 3 maços de SG Gigante por dia. O sucesso económico de alguns só lhes traz chatices. É claro que se eu voltar a fumar sem ter dinheiro para o fazer, roubar para o SG Gigante e depois for preso, sei que posso contar com a solidadriedade do pessoal do Barnabé e comentadores...

Afixado por: O Vermelho Da Esperança em abril 30, 2005 03:17 PM

em portugal não dá direito a cadeia se uma pessoa for apanhada com uma certa quantidade de droga, só a partir dessa quantidade já é considerado trafico.

meus amigos,

vamos deixar de preconceitos, conheço muita gente que fuma drogas e não se tornam dependentes, restringindo-se aos momentos de laser.
eu proprio fumo uma vez por mês e não sou dependente da erva.

se quiserem saber mais sobre o assunto da dependencia leiam: http://www.unifesp.br/dpsicobio/cebrid/quest_drogas/dependencia.htm

se acham justo uma pessoa ser presa pelo facto de consumir drogas deviam rever as vossas prioridades, pois a dependencia é uma patologia.

Afixado por: oscar pinto em abril 30, 2005 03:38 PM

Caro Luis Bonifácio, não se trata de ser um “ganzado” ou não. Trata-se de ser um cidadão nacional que está em apuros num pais estranho. Concordo que foi bastante pateta ao colocar-se naquela situação. No entanto é um cidadão nacional, contribuinte, porque enquanto cineasta e actor tem andado a contribuir para o erário público. Portanto que o Estado gaste algum do dinheiro que ele tem contribuído, pelos impostos, não me parece assim grande drama.

Afixado por: MBento em abril 30, 2005 05:19 PM

Luís Bonifácio, tomara que tenhas uma diarreia tão grande que quando te levantares da sanita te arrependas de não ter ficado sentado, palhaço !

Afixado por: Manuel Pedro em abril 30, 2005 06:02 PM

O problema é que o Dubai não é um país civilizado. E o nosso cineasta tinha a obrigação de saber disso. Ou não? Agora vamos todos ajudar-lhe e esperar que o seu próximo filme seja, no mínimo, de livre acesso a todos os portugueses. É o mínimo que pedimos a quem nos arranja problemas destes...

Afixado por: Nuno Marques em abril 30, 2005 06:28 PM

Manuel Pedro
Tomara que tivesses ouvido apurado e que não ouvisses o cuco a cantar quando poisado num dos teus galhos.

Afixado por: viramilho em maio 1, 2005 10:31 AM

Sobre os malefícios do Emb. em Riad,aconselho o Barnabé a ver "WWW.notasverbais.blogspot.com".
Ivo Ferreira é um privilegiado. Aproveitem e pergutem ao MNE quantos cidadãos portugueses estão presos em países estrangeiros por infringirem leis locais (estúpidas e iníquas, muitas delas)mas não têm acesso às "bocas do Mundo" e recebem a assistência possível por parte das embaixadas e consulados!
Tudo isto que se passa à volta de um "meninó" é pura demagogia.

Afixado por: Luís em maio 1, 2005 12:26 PM

A malta que anda a comentar este blogue é leviana, mas leviana. Então, digam-me lá quando viajam com certeza levam, com o roteiro de viagem, um exemplar do código penal do país para onde vão, não é verdade? O rapaz, de certeza, não sabia, ou acham, por ventura, que ele gosta de estar preso? Depois em quase todos os países fronteiros não existe esta punição (totalmente descabida, diga-se de passagem) para o consumo de drogas leves. Tenham mas é juízo e vão descarregar o vosso fel para outro lado. Ou pelo menos escolham adversários que vos possam responder - caso contrário, é cobardia de quem pode por uma vez, e à conta do infortúnio de terceiros, cantar de galo.

Afixado por: ZeroAesquerda em maio 1, 2005 05:15 PM

A Patria não tem qualquer prestigio internacional, e não é conhecida por resolver os problemas de portugueses no estrangeiro. Vejam o caso do tsunami. O pobre Ivo é melhor esperar sentado. E para a proxima não ser anjinho e saber que há paises que são repressores a seria. Mas quem acha que neste mundo não há nada pior que os USA ás vezes sofre as consequencias da miopia.
Ana Vasconcelos

Afixado por: Ana Vasconcelos em maio 1, 2005 05:29 PM

Também simpatizo com o Ivo, até tenho um primo com o mesmo nome. Mas, caramba, porque é que o Ivo não fuma os charros dele cá no burgo?
Ou melhor, porque não faz como eu e devora apenas cigarros?
Então o Ivo não conhece a cultura árabe?
Agora está metido num molho de brocas, mas vai-se safar, oxalá!

Afixado por: canzoada em maio 1, 2005 06:35 PM

Se calhar conhece a "cultura árabe" de Marrocos, Iémen ...

Afixado por: João em maio 2, 2005 01:55 AM

Tem-se falado de "ser ou não ser" um país civilizado.
A opinião generalizada da troupe é que o fulano que fumou uns charros num país onde tal é proibido é que provém do país civilizado, e o outro é bárbaro, por dedução.
Isto porque, suprema superioridade a nossa, fumar charros, em nossa opinião, é civilizado. Não deixar fumar é bárbaro. E não interessa nada que eles, no seu país, pensem de maneira diferente. Que se lixem, mais a auto-determinação, mais a cultura vigente, o que interessa é que o nosso fulano, que não soube cumprir uma lei, que não respeitou o que os senhores do país que o acolheu como visitante, seja libertado incondicionalmente.

Não interessa nada, para esta história, que achemos que fumar charros é inofensivo. Assim como não interessa nada, aqui em Portugal, que um estrangeiro qualquer ache que pode mutilar uma fêmea, que possa decapitar um paneleiro, ou que as mulheres não deveriam conduzir.

O que irrita é essa duplicidade de critérios dos barnabitas e seus fãs. Fosse o fulano de uma nacionalidade que eu cá sei, e essa questiúncula seria reduzida à qualidade de prepotência globalizante e de tique neo-colonialista.

Afixado por: Alfredo Vieira em maio 2, 2005 02:31 AM

Alfredo, olha a resposta acertada do Peter, ali mais acima: "Se o nosso Estado não tenta libertar um cidadão preso por cometer uma acção que no nosso país não é crime, então pouco sentido faz o sentido de Nação." Entendes? É disso que se trata, o resto é pó para a cara, ou palavreado vazio.

Afixado por: ZeroAesquerda em maio 2, 2005 03:59 AM

Então e os caramelos que estão presos em Guantanamo? Sem acusação, sem advogado, népia.


Esse rapaz devia era ter tido juízo. Cinco anos de choldra até nem é mau de todo. Em outros países seria a decapitação.


Mas o gajo é estúpido? Um intelectual! Um homem do mundo! E não sabe o que é a cultura árabe? E não se informou do que poderia ou não fazer? E foi chagar a namorada? desculpem lá, mas o gajo é mesmo estúpido.


Não vi este tipo de sururu em várias outras ocasiões em que portugueses ficam lixados nesse mundo fora. Nem embaixadores a seguir com guia de marcha. Isto é uma palhaçada.


Se o rapaz fosse um emigrante semi-analfabeto, ainda vá que não vá. Agora um gajo instruído.


Se o rapaz fosse pobre ainda vá que não vá que se gastasse dinheiro do erário público com a sua defesa, agora um cineasta que vai para o Dubai e ainda se dá ao desplante de ter dinheiro para ganzas. Estamos a gozar com quem é pobre neste país, não? Ele que pague o advogado... ou então os amigos que se quotizem para isso.


Eu tenho um amigo que no tempo em que o Saddam era nosso amigo foi para o Iraque ajudar a construir uns palácios e outras obras. Pois não é que ele não sabia que - há época - olhar para uma mulher na rua mais que cinco minutos dava choldra? Nem estava no país há meia hora e já estava na esquadra. O que lhe valeu foi o empreiteiro que conseguiu safá-lo. E pá! Uma olhadé-la nem rouba pedaço... mas Lei é lei.


Esta coisa de que nós por cá sermos mais laxistas e querer impôr a nossa aos outros é neo-colonialista do caraças. É que é um discurso mais Bushista que até mete nojo.


Caros barnabés, impôe-se uma revisão do dicionário revisionista de esquerda que estão a usar e incluir "nos amigos não se toca".


Sem palavras.

Afixado por: Ammir Kalim em maio 2, 2005 05:11 PM

O esquema é simplesmente o seguinte: Foi uma parvoice completa, uma irresponsabilidade fringir a lei. E é só isto, não se de um país desenvolvido ou não se trata, se no resto do mundo as populações encaram ou não tal atitude com naturalidade. Simplesmente o rapaz cometeu uma idiotice de todo o tamanho.
Agora, numa situação como esta, por ser cidadão português, dadas as circunstâncias legais do Dubai, o estado nacional deverá intervir de modo a garantir o "tal julgamento justo".

Afixado por: Porca em maio 2, 2005 07:01 PM

Já agora por uma mera questão de honestidade intelectual (sem a qual não há diálogo) seria bom que lesse com mais atenção o que eu escrevo em vez de deturpar e depois fazer perguntas demagógicas.

Eu não disse que havia problema em existirem protestantes em Timor. Como nunca disse que existe qualquer problema em haver liberdade. E muito menos disse que havia problemas em existir prática islâmica. A mesquita foi construída com a ajuda dos padres católicos o que só por si mostra um bom espírito de convívio pacífico e tolerante.
Os muçulmanos foram corridos dali para fora pela FRETILIN. A igreja católica não tem qualquer responsabilidade nisso- o que se nota até no apoio que os muçulmanos também lhe estão a dar neste momento. O que eu falei foi noutra coisa: dividir para reinar. Dar apoios monetários por baixo da mesa a uns e enfraquecer outros. E os protestantes não fazem parte da tradição religiosa naquelas bandas mas, como todos sabemos, têm lobbies extremamente poderosos por trás. Ver isto não é julgar moralmente é tentar entender o que está em jogo.

E uma coisa lhe garanto: o que está em jogo é muito mais forte do que as tais aulinhas de religião... E seria bem mais pertinente perguntar-se porque é que também existe uma espécie de pacto de silêncio entre a nossa embaixada lá e o governo. E porque motivo tudo isto tem sido silenciado.

Fora isto, o Rui fundamenta a sua indignação exclusivamente religiosa numa falácia- o suposto laicismo do Estado Timorense.
E eu pergunto-lhe: mas quem é que tornou a Religião Católica uma disciplina obrigatória no currículo de ensino estatal?
E porque estranho motivo se preocupam agora em se contradizer em nome de uma coisa que nunca praticaram- liberdade, democracia e laicidade?

De igual modo seria melhor que também se informasse do acordo de esponja sobre o passado no caso dos massacres na igreja perpetuados pelas milícias indonésias e cujo aniversário (curiosamente) foi recentemente comemorado.

Afixado por: Zazie em maio 4, 2005 04:41 PM