maio 03, 2005

Lições da “Terceira Via”

Daqui a dois dias, o Reino Unido vai a eleições.
Espera-se uma nova vitória de Tony Blair. E assim o espero.
Quem lê o Público, o que a Teresa de Sousa diz hoje não podia estar mais correcto.
Aqui em Portugal, uma certa esquerda gosta muito de dizer mal do governo de Tony Blair mas parece-me que conhece mal, muito mal mesmo, a realidade inglesa.
Em breves palavras este é o diagnóstico: oito anos de crescimento económico, inflação baixa, taxas de juro baixas, redução drástica do desemprego, posição fiscal estável, forte crescimento do investimento público na Saúde e Educação, criação do salário mínimo e redução em um milhão do número de crianças pobres. Querem mais?

Mas eu destacaria duas áreas de que se fala pouco, mas que não deixam de ser também muito importantes. Uma doméstica e outra internacional. Em termos domésticos, e em grande parte graças à intervençaõ de Gordon Brown, o Ministro das Finanças local, o Reino Unido tem vindo a desenvolver uma dinâmica impressionante em termos de economia social, promovendo a criação de instituições financeiras para o desenvolvimento das comunidades mais desfavorecidas e de empresas sociais. Ao mesmo tempo, o governo tem fomentado a responsabilidade social das empresas e a filantropia. Tudo em busca de uma sociedade mais justa e solidária. E em termos internacionais, o governo de Tony Blair assumiu claramente que quer fazer mais pela cooperação, principalmente com a África. Foi de Tony Blair que partiu a ideia de criar a Comissão para a África e que produziu um admirável relatório no princípio deste ano. E não é só retórica. Basta olhar para os dados da ajuda pública para o desenvolvimento dos últimos anos e o papel pró-activo do Dfid, a secretaria de Estado para a Cooperação do país.

E Blair errou com o Iraque....

Publicado por luísmah em
Comentários

Luís, não sendo inglês, tenho uma certa dificuldade em tratar a última linha como um pormenor, uma pequena falha de Tony Blair. A guerra do Iraque não é só a guerra do Iraque. É também a aprovação de leis "anti-terroristas" que atentam contra as mais elementares regras do Estado de Direito - e que levou um histórico do Partido trabalhista a abandonar o barco. É uma estratégia internacional, não um episódio. Será pela guera do Iraque que Blair será recordado e não por alguma das coisas que referiste. E é justo que assim seja.

Afixado por: danieloliveira em maio 3, 2005 09:51 PM

Importas-te de explicar o erro?

Afixado por: loureiro em maio 3, 2005 09:55 PM

na verdade, quem em portugal diz mal de blair é tão só pelo seu erro e mais do que isso pelo seu ar de mentiroso saxão

no mais passe bem e você

Afixado por: naboa em maio 3, 2005 10:13 PM

A situação económica inglesa não me parece tão rósea como é sugerido pelo Luís. O crescimento é em grande parte sustentado por procura interna e por dívida: o deficit comercial é enorme, semelhante ao português. A economia inglesa tem alguma semelhança com a economia portuguesa do tempo de Guterres: procura interna excessiva, e deficit.

Afixado por: Luís Lavoura em maio 4, 2005 09:39 AM

Esse histórico do Labour será por acaso George Galloway que, ao que parece, tem uns problemazitos com a sua esposa muçulmana.

Afixado por: Pedro Oliveira em maio 4, 2005 10:00 AM