No dossiê do Público de hoje sobre o Benaventegate há uma pequena notícia com o seguinte título:
«Santana solidário com Nobre Guedes, Telmo Correia e Costa Neves»
Quando a gente lê o texto vê o que já foi dito ontem pela generalidade da comunicação social, ou seja, que Santana fez questão de dizer que "a solidariedade com os meus ministros mantém-se", mas também que "agora, se tivesse sido uma decisão na qual eu tivesse participado, estaria lá (no despacho) a assinatura do primeiro-ministro". Ou seja, Santana declara solidariedade. Mas a solidariedade não é uma coisa que simplesmente se declara mas que se pratica. Mesmo quando a solidariedade se limita à linguagem, ela é performativa. E quando se acrescenta à linguagem um acto de sinal contrário, a solidariedade caduca.
O que fazer? Muito simples. Em vez do título que foi utilizado, mudar para o seguinte:
«Santana "solidário" com Nobre Guedes, Telmo Correia e Costa Neves»Publicado por ruitavares em
O interessante das declarações do Santana foi a farpa enviada a Cavaco Silva , foi em 95 que esta história começou, foi um governo de Cavaco Silva que aprovou o projecto, como quem diz se querem procurar culpados têm de ir mais longe.
Afixado por: condor em maio 12, 2005 10:44 PM