maio 20, 2005

Nunca mais sai um PREC para a mesa da direita!?

Depois do PREC dos pequeninos que foi o governo do Santana Lopes, ainda que os tempos não estejam fáceis, temos governo, para variar. Da seca até aos incêndios, da colocação de professores até às farmácias, vários são os problemas que se arrastavam e que Sócrates resolveu com acerto. Só falta o deficit, um probleminha nacional com alguns séculos, e o crescimento económico, que tem uns anitos.

Em todo o caso a direita anda já tão alarmada com a comparação entre Santana e Sócrates, e com tão poucas munições, que primeiro o Vasco Pulido Valente (Pública sexta-feira passada sem linque) e agora , parece, o João Miranda vêm acusar o PS de não fazer um novo PREC!!! Lamento (nada), mas parece que mesmo as expropriações vão ser com conta, peso e medida.


E por voltar a falar em expropriações...

Em todos os Estados bem ordenados existem mecanismos LEGAIS de expropriação em nome do interesse público. Na Europa do Norte elas são frequentemente usadas como mecanismos de um melhor ordenamento urbano. É verdade que como diz o Luís Lavoura, as expropriações têm custos. Mas não seria escandaloso andar a pagar durante anos a manutenção dos nossos comboios à Bombardier que acabou com a nossa capacidade para os produzir?

Claro que uma empresa pode investir e desinvestir onde entender. Como um Estado pode entender que certos investimentos ou investidores lhe convêm mais ou menos. A Malásia, a China, ou Singapura há muito que o sabem, a Argentina achou que não precisava de se preocupar com isso, e vê-se o estado em que estão uns e outros.

O que o João Miranda insiste em não percebe é que uma empresa pode, mas não deve acabar com a concorrência de forma desleal. A Bombardier não veio cá criar nenhuma empresa que depois decidiu encerrar. Veio cá acabar em poucos anos com uma empresa que existia há décadas, era uma referência no campo da engenharia pesada a nível internacional, e que com melhor gestão poderia ter melhor fim. Claro que houve erros do lado português, e graves, mas isso não quer dizer que se tenha de entregar o resto do ouro ao bandido. Expropriar por sistema é mau sinal, nisso estou de acordo com Miranda e Lavoura. Mas quando se justificar e dentro da lei, porque não?

Publicado por bruno cardoso reis em
Comentários

ENGRAÇADO...nãO fosses tu e eu pensava que ainda não tínhamos governo...sócrates?...

Afixado por: pinto ribeiro em maio 20, 2005 05:10 PM

camarada bruno até para a mentira existe um limite.
o camarada engenheiro sousa ainda não resolveu nada apenas traçou objectivos.

Afixado por: fidel em maio 20, 2005 05:32 PM

Estás a esquecer a gestão do silêncio. Onde o Guterres dialogava e depois não fazia nada, o Sócrates gere o silêncio e depois ... logo veremos. Lá que o homem é bom a gerir o silêncio não há dúvida. Vamos ver como é que se sai com a gestão do OE. Não é que tenha grandes esperanças, principalmente depois de ouvir os elogios que PSL lhe fez, mas enfim...

Afixado por: Pedro Oliveira em maio 20, 2005 06:35 PM

Apenas uma correcção: Sócrates não resolveu nenhum problema de colocação de professores. O processo ainda não acabou. E se, quando acabar, se verificar que foi um sucesso, então o mérito é do outro governo, em particular da ministra que teve coragem de rasgar toda a borrada dos seus colegas de partido e interesses afins e de avançar com uma solução viável. Esperemos que tal sucesso se verifique.

Afixado por: Rui em maio 20, 2005 11:44 PM