Rawan tinha 3 anos. Vivia no Brasil, um bairro no campo de refugiados de Rafah, em Gaza. Foi atingida mortalmente pelos homens de Sharon, perto de sua casa. Depois, a casa foi demolida pelos soldados. O massacre tem o cândido nome de operação Arco-Íris. Já fez 43 mortos. Mas não faz mal, porque Israel é uma democracia e os palestinianos são terroristas. O funeral foi ontem e ouviram-se gritos de vigança. E assim continuará a ser, enquanto um criminoso de guerra estiver à frente dos destinos de Israel.
Publicado por danieloliveira em | TrackBackNão me digas que estas mortes só acontecem por causa do criminoso de guerra que está à frente de Israel.
Dantes não haviam mortes, era?
(Não tarda nada está aí um tal de euroliberal a chamar-me de porco ssharonista, ou lá o que é.)
Afixado por: Heroi do Silêncio em maio 23, 2004 05:10 AMDaniel, o mundo a preto e branco é tão simples, não é?
Afixado por: onça em maio 23, 2004 10:08 AMParece que o Daniel se esquece que se Sharon está à frente dos destinos de Israel (e não só) é porque foi eleito por um número suficiente de israelitas para, com outros pequenos partidos, formar um governo de maioria.
Parece também que deixa de lado o facto de a política de Sharon ser aprovada pela imensa maioria dos israelitas (mais do que os votantes dos partidos no governo).
Se me vem dizer que a maioria dos israelitas quer a retirada de Gaza e que também essa mesma maioria quer a paz, isso é verdade.
Agora, parece que o problema de lógica que aqui aparece é conciliar as duas posições.
Se calhar os israelitas querem a paz, mas à maneira deeles.
onça, explica lá a tua versão de relativismo moral.
Afixado por: Daniel Oliveira em maio 23, 2004 11:44 AMRelativismo moral, o refúgio da escumalha judeo-nazi...
Como não podem (por acaso alguns nazos até isso fazem...) defender abertamente os "feitos" de guerra (agora até abateu uma terrorista de 3 anos ! Bravo !) do carniceiro SSharon, a escumalha judeo-nazi, aposta no niilismo moral e num pessimismo antropológico extremo. Como saber quem tem razão ? Afinal todos os homens são maus... Resistentes ? Mas não passam de terroristas... Mandela ? Um terrorista que manipula as boas consciências do mundo. Tal com Xanana, Cabral, Mondlane. Não há intenções impolutas nem heróis. Tudo é cinismo, cálculo, pulhice...
É claro que gentalha destas, sem cultura nem valores (a não ser a do seu egoísmo desenfreado... muitas vezes mascarado pela pertença a uma esquerda bem pensante, mesmo berloquista, mas que só se interessa verdadeiramente pela legalização da passa e dos casamentos gays...) nunca compreenderá que pessoas morram pela pátria combatendo, mesmo com o sacrifício necessário da vida, tropas ocupantes... Nada há esperar de tal gentinha ! A não ser talvez, abusando do optimismo, esperar que fumem as suas passas e que baixem as calças a quem quiserem, mas não se metam em assuntos sérios, como a política...
Afixado por: euroliberal em maio 23, 2004 05:15 PMComeço ficar farto desta tua conversa sobre os "judeus-nazis". Bolas, que já enjoa
Afixado por: Daniel Oliveira em maio 23, 2004 05:22 PME o que é que nós (todos e cada 1) podemos e ESTAMOS a fazer contra estas insanidades?
E porque me inquieto eu com esta pergunta?
Maria da Boa fé: Você parece querer justificar as "façanhas" do carniceiro SSharon com o facto de ele ter sido democraticamente eleito pelos israelitas !!! Você ignora a essência da democracia! De acordo com o seu argumento, então as vastíssimas anexações de Hitler em toda a Europa também seriam legais, porque Hitler foi eleito...
Meta isto na sua cabecinha: a legitimidade democrática emergente das urnas APENAS LEGITIMA DECISÕES POLÍTICAS INTERNAS do estado em causa, decisões que apenas afectam a vida dos seua eleitores. NÃO DECISÕES QUE AFECTAM CIDADÃOS DE OUTROS ESTADOS OU TERRITÓRIOS QUE NÃO FORAM CONSULTADOS SOBRE ESSAS MEDIDAS. Percebeu ?
E sobre a Palestina, quer os palestinianos, quer todos os Estados do mundo (à excepção dos EEUU) exigem a retirada dos ocupantes judeo-nazis. Mainada !
Afixado por: euroliberal em maio 23, 2004 05:43 PMCaro Daniel Oliveira:
Surpreende-me a sua obervação. Já devia ter percebido, através da leitura dos meus comentários, que está perante alguém medianamente inteligente que só afirma aquilo que está em condições de demonstrar racionalmente, mas que afirma TUDO aquilo que considera ser racional e éticamente correcto. Não faço "fretes" a ninguém (é a minha concepção de política), mas também não recorro a insultos gratuitos, antes qualifico pessoas e atitudes como objectivamente acho que devem ser qualificados.
Logo, saber se a (minha) qualificação dos ssharonescos e de todos os que os apoiam como judeo-nazis é ou não correcta, não é questão que se possa "resolver" com um "estou farto" ou um "já enjoa"... mas apenas com contra-argumentos sólidos, se existirem, é claro...
Ora, se os ssharonescos se consideram a si mesmos um "povo eleito" (os nazis consideravam-se uma "raça de senhores" - Herrenvolk), com direitos "divinos" à terra dos outros e a um Grande (Eretz) Israel (Hitler queria uma Grande Alemanha ou Reich de Mil anos no seu "espaço vital" - Lebensraum ). Se os ssharonescos consideram manifestamente os palestinianos como subhomens (Untermenschen), tal como os nazis assim consideravam os judeus e eslavos (e passo muitos outros argumentos na mesma linha de raciocínio), então parece que a melhor qualificação do actual sionismo militarista é o de neo-nazismo ? Não lhe parece ? Se para si não é assim, diga porquê, e eu cá estarei para lhe responder...
Mas o tom e o "argumento" utilizados não são habituais no Barnabé, nem são
compatíveis com a qualidade da maioria dos seus comentários... :-)
Ministro do Governo SSharon dá razão ao euroliberal: considera nazi a actuação israelita em Rafah !!!!!!!
"Ministro israelita compara Rafah a atrocidades nazis
O governo de Ariel Sharon está chocado com as declarações feitas pelo ministro da Justiça israelita, Yosef Lapid, que comparou a situação que se vive no campo de refugiados de Rafah com as atrocidades nazis na Segunda Guerra Mundial.
Yosef Lapid, sobrevivente do holocausto, apelou ao fim das demolições em Rafah, que descreveu como desumanas e que disse recordarem-lhe os tempos vividos durante o regime nazi na Húngria.
«Vi na televisão uma idosa remexendo nos destroços da sua casa em Rafah à procura dos seus medicamentos, e ela lembrou-me da minha avó que foi expulsa da sua casa durante o holocausto», afirmou o ministro numa reunião."
Euroliberal. Os nazis não são comparáveis a nada, porque o Holocausto não teve paralelo na história. Mais, o povo judeu é um povo, não é uma ideologia, por isso essas generalizações inaceitáveis e elas próprias racistas. Assim como acho inaceitável que se diga que os árabes são isto ou aquilo.
Afixado por: Daniel Oliveira em maio 24, 2004 05:17 AMRacismos...
Daniel, há vârios sofismas na sua resposta. Primeiro, eu não falei de holocausto. Comparei as actuações ssharonescas e a ideologia sionista ao nazismo, nomeadamente em três aspectos: as noções de povo eleito/raça superior, de suhomens gentios/Untermenschen e a de Grande Israel como espaço vital do povo eleito/Grande Alemanha e Lebensraum nazi. Não falei em holocausto... tal como o ministro da Justiça israelita comparou a actuação em Rafah à dos nazis nos guettos judeus, e não ao holocausto ! É que os crimes e a ideologia nazis não se limitam ao holocausto...
Depois, eu não faço generalizações. Não falo de judeus em geral. Falo de judeo-nazis. Isto é (será preciso esclarecer ?), dos judeus que têm uma ideologia e comportamentos nazis: os sionistas ssharonescos e ortodoxos. É óbvio que a expressão qualifica apenas uma categoria de judeus. E sou paradoxalmente acusado por utilizar essa expressão (judeo-nazis) que visa expressamente evitar generalizações judeofóbicas (o termo antisemita é incorrecto, porque semitas são quase exclusivamente os árabes...). Sou preso por ter cão e por não ter...
Logo, não sou eu que sou racista... Racistas são aqueles que utilizam incorrectamente a expressão "antisemitismo". Além da razão já apontada (expropriação da identidade alheia: só os sefarditas, e não todos os judeus, são etnicamente semitas, sendo ainda os árabes 95% dos semitas), há uma outra verdadeiramente racista e discriminatória: porquê falar em antiracismo e antisemitismo e não apenas em antiracismo (o que engloba todas as raças e credos) ? Não será racista individualizar um só credo atribuindo-lhe um designação autónoma ? Será o "antisemitismo" mais grave que o antiracismo tout court ? Porquê ? Por se tratar de um "povo eleito" ? Ora, ora, e a noção de povo eleito não é ela própria a quintessência do racismo ?
De que se prova que é você, meu caro Daniel, sem dúvida inconscientemente, que é racista... Vá, venha de lá essa autocrítica...
Afixado por: euroliberal em maio 24, 2004 10:18 AMPara o Euroliberal, que diz que eu quero justificar, etc., etc.:
LEIA BEM O MEU COMENTÁRIO.
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