A democracia, como diz a canção de Sérgio Godinho, pode mesmo ser “o pior de todos os sistemas com excepção de todos os outros”. Mas, como nenhum outro sistema, tem vantagens inegáveis e uma delas é precisamente o debate de alternativas. Discutem-se, vota-se e “que ganhe o melhor”. É isso mesmo que parece escapar ao Bruno.
A arrogância intelectual deste post é um bom exemplo do tipo de chantagem que os franceses acabaram, precisamente, de rejeitar. Para o Bruno não existe alternativa. Ou o “sim” ou o vazio. Mais a mais quando quem votou “não”, ou é racista, reaccionário ou ultrafederalista. Pelo meio, ainda conseguiu arranjar algum espaço para o Pacheco Pereira e para o Pedro Mexia.
O argumento é fulminante: quem votou “Não” votou ao lado do Le Pen. É pena é ter as pernas curtas, ou então sou forçado a concluir que o Bruno se encontra orgulhoso de estar ao lado de um corrupto como o Berlusconi, de Durão Barroso ou de alguém, como o autor do projecto de Constituição, Giscard D'Estaing, que ainda há três dia dizia que se o “não” ganhar lá terá que se realizar um novo referendo.
E fico ainda ansioso por perceber como é que o Bruno caracterizará o sentido de voto dos Holandeses, Polacos ou Checos que, segundo as sondagens, também se inclinam para dizer “não”. Porque o que é mais estranho no post do Bruno, que só entendo por ter sido escrito a “quente”, é que ele não se detenha, por um segundo que seja, para se questionar porque razão a maioria dos povos a quem a pergunta está a ser feita se inclina para dizer “não”. Se a Constituição é o único caminho, e não há outra solução possível, parece que o melhor mesmo parece ser mudar de cidadãos...
Foi esse o caminho argumentativo seguido pela maioria da imprensa portuguesa. O “não” ganhou porque as pessoas decidiram misturar tudo e, num referendo sobre a Constituição Europeia, discutiram questões internas e quiseram penalizar os políticos nacionais. O tom é pejorativo, mas foi precisamente isso que aconteceu - e é correcto que assim seja. Em primeiro lugar porque, no actual processo de integração europeia, não há nenhuma discussão politica relevante que não tenha que ser discutida à escala europeia. Do défice ao ensino superior, ou da politica fiscal à ambiental, tudo é Europa. Querer discutir a Constituição Europeia sem discutir a Europa, isso sim, é que seria uma farsa.
Penalizar os políticos nacionais, e a sua arrogância e chantagem, parece-me também do mais sensato que se pode fazer em democracia, principalmente quando entre eles podemos encontrar personagens como Giscard D'Estaing. O último argumento é mesmo o mais estúpido. A votação não teve nada a ver com a Europa, dizem os comentadores televisivos: foi um “voto francês”, entendível à luz das dificuldades da economia nacional. Espero que estejam dispostos a dizer, já daqui a 3 dias, que este é um “voto holandês”, e checo, e inglês, e...
Os franceses votaram, esmagadoramente, na rejeição deste projecto para a Constituição Europeia. Fizeram bem. Recusaram um processo que subverte as regras da democracia, tornando uns mais iguais que os outros, ao aceitar que nenhuma decisão se toma contra os interesses dos quatro maiores países (entre eles, curiosamente, a França).
Recusaram um processo que começou mal, com a nomeação de uma “Comissão de Sábios” e não, como devia ser, com a eleição democrática de uma Assembleia Constituinte. A questão parece formal, mas é um sinal preocupante do défice democrático existente num processo de construção europeia que tem sido feito, no seu essencial, longe da discussão pública e de costas voltadas para os cidadãos europeus.
Onde há democracia na União Europeia, como no Parlamento Europeu, não há poder. E onde está o poder, como é o caso da Comissão ou do Banco Central Europeu, não há democracia. Ou seja, não há debate de alternativas, reduzindo o espaço da participação cidadã e democrática.
Face à inexorável delegação de competências dos governos nacionais na União, e a consequente diminuição do espaço de manobra dos governos nacionais, a solução não é gritar que queremos a “nossa” soberania, como o fazem os nacionalistas, é exigir espaços de participação e democracia à escala europeia.
Votar “não”, ao contrário do que o Bruno se recusa a admitir, pode muito bem ter sido o voto mais europeu.
Publicado por pedro sales emdiscutir a europa? os checos e os polacos deviam ter feito isso antes de aderirem e de virem sabotar e dinamitar o projecto europeu. referendo? claro que vem tarde. devia ter sido feito antes das adesões a leste. as economias de leste são uma das primeiras causas da vitória do NÃO. que é uma vitória dos bonzos e radicais de esquerda, da xenofobia, do racismo, da extrema direita, dos nacionalismos serôdios, do populismo, da demagogia, dos pacheco pereira ( no que de asqueroso isso significa ) e de bush... vêm aí dias negros. mas respeite-se a vontade popular. afinal, hitler também ganhou democraticamente as eleições e assinou um pacto com o paizinho estaline. a esquerda que se assuma. ganhou o referendo com LE PEN...
Afixado por: pinto ribeiro em maio 30, 2005 09:04 AMTodos os traidores, xenófobos, isolacionistas, assistidos, despeitados, mesquinhos, falhados e ignorantes estão hoje esfuziantes e abrem garrafas de champanhe. Bush e Blair também...
Mas os europatriotas, a grande maioria, avançarão, largando o lastro da traição, rumo à Grande Europa. E quem ri no fim, ri melhor...
Camarada euroliberal não entre em depressão caso não tenhamos uma grande europa (na realidade será a grande Germânia) podemos criar a grande ibéria ou ibérica, se os espanhóis nos aceitarem é claro.
Parece-me que a frase sobre a democracia, antes da canção do Sérgio Godinho foi dita pelo Churchill...
Afixado por: João Gundersen em maio 30, 2005 10:18 AMkamarada Fidel. grande Germânia ainda vai. agora uma província miserável na ibéria...com rei e tudo...argh....vai o país todo para a apanha do morango. e sem o dinheiro alemão, valha-nos o bush, os polacos, pacheco pereira e le pen. mais a virgem do paulo portas...
Afixado por: pinto ribeiro em maio 30, 2005 10:32 AMParece-me que a frase sobre a democracia, antes da canção do Sérgio Godinho foi dita pelo Churchill...
João, com certeza que não querias que um camarada de esquerda como o Pedro Sales fosse citar um imperialista colonialista reaccionário como Churchill... Fica muito mais simples expropriar essa frase e atribuír a sua autoria a um homem de esquerda - portanto um Homem (assim com maiúscula e tudo) verdadeiro - por forma a repôr a 'verdade' do politicamente correcto.
Afixado por: Pedro Oliveira em maio 30, 2005 10:46 AMEscreve a quente, dizem, demasiadas vezes, mas desta vez pelo menos tem razão. Me refiro a crítica totalmente acertada à posição de quase metade do partido socialista françês neste referendo, feita por Ana Gomes no Causa Nossa.
(...)Escrevo a quente e provavelmente não devia. Mas, confesso, o que mais me enoja é a rapaziada fabiusista, que seguiu carneiramente o chefe esfomeado de projecção presidenciável e para isso violou as mais elementares regras do jogo democrático, ao ir contra o resultado do referendo interno do PSF. Alguns deles/delas, meus colegas no Grupo socialista no PE, que até votaram a favor da Constituição na Convenção! (...)
A irresponsabilidade e o arrivismo político na esquerda sempre foram muito boas para dar um toque ilusório de seriedade para a extrema direita, e quando os discursos de uns e outros se aproximam de forma oportunista o caldo está entornado. Se verá? Espero que não mas acho que sim.
Por mais que os apoiantes deste Não na blogosfera portuguesa levantem agora a bandeira do valor absoluto da democracia para atacar quem aponta o dedo à ferida que se abriu com o Não françês, mais tarde, como que desmemoriados, criticarão, se escandalizarão, inclusive, com a deriva para a extrema direita do eleitorado françês. Voltarão então todos os antigermes contra tudo o que cheire a francófono. Antigermes agora bem escondidos na geleira...
(post publicado no leileteia.blogspot.com)
O comentário de 'euroliberal' é, a todos os níveis, absolutamente deplorável.
Diz a supracitada aventesma que " ...quem ri no fim, ri melhor..."
Então vá-se preparando para chorar bastante.
Pelos vistos, para palermas como o 'euroliberal', a democracia só é bonita se for de encontro ao que os seus egos inflacionados (em proporção inversa ao intelecto) acharem correcto. Acham-se iluminados e superiores, coitados...
Ó 'iluminadinho': a Europa NÃO É UM PAÍS, logo, só é 'europatriota' quem é ignorante.
"Traição"
Querem ver que agora uma votação democrática é....uma 'traição?!?!?
Ao ver comentários como os do 'euroliberal' chegamos à conclusão de que, afinal, não há limites para a imbecilidade, para a estupidez e para a ignorância.
Imagino que, caso os franceses tivessem seguido o modelo alemão, estaríamos agora a discutir o "sim" em vez do "não". Terá a votação no parlamento menos legitimidade que num referendo? A resposta a esta pergunta não é fácil, reconheço, e obriga a repensar os critérios sobre o que se deve ou não referendar.
Foi o voto da ralé, dominada por um onda avassaladora de xenofobia, de medo ao progresso, de perda de "privilégios" num mundo mais global, que uniu fascistas, comunistas, soberanistas, socialistas anti-mercado e toda a classe de despeitados, incompetentes, falhados e ignorantes. Um regabofe de populismo, de islolacionismo, de egoísmo e de colaboracionismo (com Bush e Blair, os grandes ganhadores de ontem).
O resultado será o isolamento da França e de todos os estados do Não (Holanda, GB ?)através de um cordão sanitário. Os outros votarão "sim" (10 já o fizeram) e a Europa seguirá em frente. Os que mantiverem o não terão apenas um caminho a seguir: a porta de saída. E é claro que não haverá renegociações de um compromisso a 25 tão difícil de obter. E se houvesse, seria inevitavelmente mais liberal, dado que a maioria dos europeus o é. Os franceses voltarão decerto à lealdade à Europa, quando virem que a chantagem populista não resulta e que a persistência na traição implica a sua expulsão definitiva da UE...
Afixado por: euroliberal em maio 30, 2005 11:57 AMA escumalha que pretende uma europa "socialista" e sem mercado livre pode tirar o cavalinho da chuva. A Europa vai mesmo unir-se e terá uma economia social de mercado...
A maior asneira foi de Chirac, ao convocar um referendo para a ralé escoucear por razões estranhas à questão objecto do referendo. A democracia é representativa, não directa. E o povão só tem que escolher representantes. São estes, e não a ralé, quem deve tomar decisões...
Afixado por: euroliberal em maio 30, 2005 12:04 PMExcerto do editorial de Serge July, director do "Líbération" (esquerda):
"(...) Référendum sur le libéralisme. Que des dirigeants de gauche, et à peu près toute la classe politique, aient accepté de délayer à longueur d'argumentaires les tracts d'Attac, à la manière de François Mitterrand plaidant pour la rupture avec le capitalisme dans les années 70, on est en plein délire, plus de trente ans après et après les succès que l'on sait. Cette année, on ne parlait plus de capitalisme mais d'un mot qui s'en voulait le synonyme absolu : le libéralisme. Cette fois, il fallait se prononcer pour ou contre la concurrence, pour ou contre la mondialisation.
Référendum sur la France. La France existe puisqu'elle est capable toute seule de renverser la table européenne ! A genoux les Européens devant notre non! Ce mensonge sur la renégociation à laquelle toute l'Europe devrait se prêter, il y a eu des responsables politiques pour le faire croire. Ou la France revotera ou l'Europe politique, c'est fini, parce que le risque au renoncement de l'ambition politique européenne est en plein essor.
Référendum sur le social. Le socialisme dans un seul pays est pour bientôt ! L'Europe est pourtant le seul espace social de la planète que la charte des droits sociaux devait renforcer. Foutaises ! A en croire certains, c'était en réalité le quartier général de l'ultralibéralisme, et il est démasqué. Il fallait pour faire ce chef-d'oeuvre masochiste, outre les habituels souverainistes, une classe politique élevée par des autruches, portée aux mensonges depuis de nombreuses années, des incompétents notoires à la manoeuvre dont un Président en exercice, et des cyniques en acier trempé dont un ancien Premier ministre socialiste.
Les Français savent d'expérience que notre pays va mal. Malheureusement, il va encore plus mal ce matin."
Ó EUROLIBERAL. Como não tenho pachorra para lhe responder nada de novo, aqui vai o que já escrevi antes e serve muito bem.
Pode partilhar com vários comentadores que não por serem adeptos do sim porque isso é perfeitamente legítimo, mas por usarem argumentos tão atrazados mentais como os seus, tambem cabem neste texto.
O EUROLIBERAL está no seu melhor! A França tem 55% de ralé.
A escumalha ou povão ou ralé, como lhe chama, só tem direito a escolher representantes e depois calar o bico, por que a democracia é representativa "e acabou a conversa!!!".
Por verdadeiro milagre, esses representantes, escolhidos por essa ecumalha desclassificada, depois são bons e "representativos...
Portanto, e resumindo, o Euroliberal é mesmo débil mental, só que é tão delirante que tem uma graça do caraças. Escreva muito, diga coisas, divirta o pessoal! Você é o máximo...
Imagino que, se os franceses tivessem seguido o modelo de votação adoptado pelos alemães, espanhóis, gregos, italianos e belgas, votando no parlamento em vez de fazer um referendo, estaríamos agora a discutir o "sim" em vez do "não". Terá a votação no parlamento menos legitimidade que a resultante dum referendo? Será o referendo a melhor solução para tomar decisões deste género em democracias representativas? Respostas precisam-se.
Agora um pouco de auto-promoção, com as minhas desculpas (post publicado em http://www.fotografiaexadres.blogspot.com)
Afixado por: Nimzovitch em maio 30, 2005 01:00 PMO camarada cantigueiro é obtuso e não percebe nada. Aliás, o mal, é geral lá no PC... ou será no Berloque ?
A essência da democracia é a escolha de representantes do povo, para que exerçam o poder em nome deste. O povoléu escolhe os políticos que devem ocupar o poder, com base em programas gerais de acção, e depois avalia a actuação destes nas eleições seguintes. Entretanto, quem manda são os representantes eleitos (porque nem todos têm os mesmo conhecimentos e capacidades para tal...).
Não se pergunta directamente ao "povo unido" por referendo se quer taxas de juro altas ou baixas (já se sabe que as quer baixas, mesmo que a economia rebente...), se quer a pena de morte (já se sabe que 80% a quer, mesmo para roubos de carteiras...), se devem ou não congelar-se oa salários em caso de crise orçamental(já se sabe qual a resposta...), quem deve ganhar o campeonato (já se sabe que há 6 milhões que...adiante), etc.
Se assim não fosse, para que é que serviria ter políticos altamente preparados, se estes se demitissem de decidir e delegassem nas populaças ululantes ao sabor das paixões e dos medos de cada momento ?
Este referendo é o melhor exemplo disso. Na Holanda o "não" até subiu 6 pontos nas sondagens quando a Holanda foi eliminada do festival da Eurovisão e este foi dominado pelos "novos Membros da UE"... o que obviamente nada tem a ver com a Constituição... Todo o populista gosta de ver a populaça "decidir"... Só que isso é uma caricatura da democracia, são contos (cantigas) do vigário... des pièges à cons...
Afixado por: euroliberal em maio 30, 2005 01:18 PMAgonia-me essa do cordão sanitário. Se é esse pensamento profundo que distingue o sim do não, relamente, creio que Le Pen se enganou, e deve estar com o eurolberal. Pobre democrata aquele que, defendendo o sim ou o não, não consegur parar para pensar que umka votação indica um sentir, e que a demagogia é um dos custos da democracia. Difícil é lutar sem cordões sanitários! Há muitos nãos e muitos sins, e há populismo em ambos os campos. Democracia sem respeito pelas votações (livres,comno foi o caso) é que não conheço. Europa corderosa, afinal, não há: que tal continuar o debate a profundar as ideias e as soluções, a um ritmo acessível ao povo? Sempre que os gabinetes "iluminados" desprezaram este princípio, as coisas correram muito pior.
Afixado por: Bicho em maio 30, 2005 01:19 PMPosta de Vital Moreira no Causa Nossa:
Menos Europa
Não vale a pena eludir o significado do não francês nem fazer de conta de que tudo seguirá como está. A rejeição francesa mata provavelmente o tratado constitucional, desacredita as instituições europeias (todas fortemente empenhadas na elaboração e na aprovação da constituição), e instala uma período de instabilidade e insegurança na União Europeia cuja saída não se vislumbra.
A crise europeia que o falhanço da Constituição anuncia só pode ser celebrada em Londres, Washington, Pequim ou Nova Deli, e por todos os que não desejam uma Europa mais forte na cena económica e política mundial. O falhanço francês é também o falhanço da UE.
Sem surpresa, face às sondagens de opinião, na França venceu folgadamente a rejeição do tratado constitucional europeu. Uma heteróclita coligação negativa de nacionalistas de direita e de esquerda, incluindo a direita xenófoba e a extrema esquerda, mais os adversários do alegado compromisso neoliberal da constituição, incluindo uma parte importante do eleitorado socialista, levou a melhor, sem margem para dúvida.
Os primeiros a celebrar a vitória foram os partidos da direita anti-europeia, com Le Pen à cabeça. Finalmente obtêm uma expressiva vitória contra a integração europeia. Merecem celebrar o triunfo que a esquerda lhes proporcionou.
e já agora leiam o apelo do director do PUBLICO a que se ouçam as vozes de bom senso a favor de uma paragem para reflexão....tal e qual blair, pois, o caniche de bush...eles saiem todos da toca...viva a esquerda, viva LE PEN, não é kamaradas?
Afixado por: pinto ribeiro em maio 30, 2005 02:16 PM"...políticos altamente preparados..." onde ? em portugal ?
mas que bela piada esta do camarada euroliberal.
lol
ó Fidel!... claro que não. o EUROLIBERAL estava a falar do novo líder da esquerda revolucionária. o kamarada LE PEN. porque raio não votaram logo nele nas presidenciais...
Afixado por: pinto ribeiro em maio 30, 2005 02:31 PMCamarada Pedro Sales: as minhas sentidas condolências pelo infortúnio. De facto, você disse muitos mais disparates nessa sua catilinária contra a Europa, mas, que quer, os leitores do barnabé são cruéis, e tão cedo não vão esquecer essa de o camarada ter atribuido a celebérrima frase de Churchill ao camarada S. Godinho ! Não lembrava ao diabo ! Além de que é capaz de ser insultuosa para o camarada Godinho, que pelo menos há algum tempo era um revolucionário maoista que não capitulava perante o canto das sereias dos defensores da democracia (um "piège à cons", aprendeu ele em França quando andou por lá a baladar...). Fazer de um baladeiro maoista um ideólogo da democracia burguesa, é obra, homem... E depois você chamava (já corrigiu)qualquer coisa de esquisito a Giscard d'Estaing... o nome estava irreconhecível...
Acho que é o meu amigo que precisa de uma "pausa para reflexão" antes de escrever mais disparates, não acha ?
Afixado por: euroliberal em maio 30, 2005 04:02 PMNas sondagens à boca das urnas, a TF1 fez também uma série de outras perguntas que ajudam a mostrar quem ganhou efectivamente e quais as razões. São sondagens, e valem o que valem, mas tem interesse consultar:
http://news.tf1.fr/news/europe/rresultats/
Afixado por: Helena Romao em maio 30, 2005 04:08 PMkamarada EUROLIBERAL. eu, leitor do barnabé, não me considero cruel. eu sou um leitor amável. depois. seja brando, homem. não se pode exigir demasiado, intelectualmente falando, dos copains de LE PEN...por algum motivo eles votam NON...
Afixado por: pinto ribeiro em maio 30, 2005 04:10 PMOs neocons bushistas dos EEUU exultam de alegria com a traição de Fabius, Le Pen & C.ª:
"Vive la France !" : les néoconservateurs américains expriment leur joie
LE MONDE | 30.05.05 |
Les Français font, pour une fois, les délices des néoconservateurs américains. "Vive la France !" , s'écrie l'un des chefs de file du mouvement, Bill Kristol, dans un éditorial du magazine Weekly Standard, écrit avant même l'annonce des résultats du dimanche 29 mai.
Merci Fabius, Le Pen e De Villiers !
Votre pote
G. W. Bush
Um dos argumentos que eu considero mais interessantes nesta coligação negativa, que tem como principal adepto Le Pen e como principal ganhador George Bush, é bradar-se, como aqui, que para haver verdadeira constituição era preciso ter havido uma Assembleia Constituinte.
Para quem está sempre contra a Europa e contra o federalismo, vir agora usar esse argumento, que é do mais federalista que há, é jogar com a pouca inteligência dos outros.
Assembleia Constituinte como? Um homem, um voto? 250 deputados, como na nossa? Aprova-se com 2/3 dos votos dos deputados constituintes? Com círculos eleitorais? Eleição pelo método de Hondt?
Se assim fosse não poderia haver círculo eleitoral de Chipre, Luxemburgo e Malta, pois não teriam peso suficiente para eleger, sequer, 1 deputado.
Se assim fosse os deputados eleitos pelos círculos eleitorais da Alemanha, Espanha, França, Itália, Polónia e Reino Unido (apenas 6 em 25) teriam a representatividade suficiente (os tais 2/3) para impor a Constituição aos outros.
Que diriam então estes democratas se a 19 países fosse imposta uma Constituição por apenas 6?
Quanto ao argumento de que quem defende o “sim” é arrogante e diz que não há outra alternativa... Claro que há! É o unilateralismo americano, que mais?
Portanto, segundo euro'liberais' e o Nuno Ferreira, devemos votar a favor do Tratado Constitucional Europeu porque o Bush - ou melhor, os neoconservadores norte-americanos - é contra. Grande argumento. O inimigo do meu inimigo é meu amigo, ou qualquer coisa assim... É melhor não levar esse tipo de aforismos demasiado longe. Até porque os inimigos dos Estados Unidos, são, geralmente também inimigos das potências europeias.
Pela mesma ordem de ideias, eu devia votar a favor, porque o Louçã e o Jerónimo são contra, e contra porque o Sócrates e o Freitas do Amaral são a favor. Haja bom-senso, pessoal... Cada um deve votar de acordo com a sua consciência.
Afixado por: Pedro Oliveira em maio 30, 2005 05:30 PMSE OS INIMIGOS DAS POTÊNCIAS EUROPEIAS são, geralmente, os inimigos dos USA...aí está um bom motivo para eu votar SIM...em especial quando os próamericanos que por aí tentam sabotar o projecto europeu são claramente a favor do NÃO.
Afixado por: pinto ribeiro em maio 30, 2005 05:39 PM"...Como o autor do projecto de Constituição, Giscard D'Estaing, que ainda há três dia dizia que se o “não” ganhar lá terá que se realizar um novo referendo."
Então um novo referendo em França é um atentado à democracia mas um novo referendo ao Aborto já está bem? Isto é democracia "a la carte", só quando dá jeito....
Afixado por: Zeca em maio 30, 2005 05:43 PMPedro:
Serei tudo o que disserem
por inveja ou negação:
cabeçudo dromedário
fogueira de exibição
teorema corolário
poema de mão em mão
lãzudo publicitário
malabarista cabrão.
Serei tudo o que disserem:
Euro Liberal não!
Mas acho que leste mal o que escrevi... não disse que se devia votar assim ou assado por causa do que pensa Bush. O que disse foi que é ele o principal vencedor.
Infelizmente há variedade de motivos para se votar “sim” ou “não” mas os resultados têm consequências unas
Não sei quantas vezes é necessário sublinhar que não sou contra uma Federação Europeia (ou uns Estados Unidos da Europa, se preferirem): antes pelo contrário. Mas não posso ser a favor da caldeirada de nacionalismo e federalismo não democrático que Giscard d'Estaing cozinhou.
Isso, não. Copiem antes o sistema americano, que é simples, democrático e tem provas dadas: mais de 200 anos sem derivas totalitárias internas. Façam as adaptações necessárias para a realidade europeia e para tempos modernos (por exemplo não existe necessidade de ter um sistema indirecto de eleição presidencial), mas façam um sistema republicano (podem ficar os monarcas como apendices folclóricos decorativos, mas sem poderes políticos) com equilíbrio e repartição de poderes.
Claro que para os anti-americanos da ordem, isto seria uma solução demasiado humilhante... Como se isso fosse importante! Ao contrário do que é politicamente correcto no discurso político europeu, infelizmente não temos lições de democracia para dar. Apenas na Europa aconteceu regimes democráticos resvalarem para totalitarismos por via democrática. Outros poderão ver as forças tenebrosas do capital ou do bolchevisto por detrás desta triste história: eu apenas vejo falta de cultura democrática. E nada mais.
Afixado por: Pedro Oliveira em maio 30, 2005 06:46 PMOra aí está uma consequência que o voto "não" nunca terá !
Afixado por: Nuno Ferreira em maio 30, 2005 07:27 PMComo as bacoradas do euroliberal (ajudado pelo pinto ribeiro) já estavam a ficar sem graça, ele está com alguma dificuldade em alinhar uns insultos novos e tem que insistir na idiotice do LePen, na traição a não sei o quê e por aí fora... decidiu fazer uma habilidade nova: FALAR FRANCÊS. Agora se o amigo tocar um bocadinho de piano, a coisa fica perfeita. É um belo número! Espere certamente por um telefonema de alguém da família Caldinalli. Grande número!!!
Afixado por: cantigueiro em maio 30, 2005 09:34 PMA ingratidão dos "nões", ou melhor, dos "anões" em relação ao seu (deles, claro) camarada Le Pen é um escândalo ! Então não é verdade que 18%/20% dos 55% vieram do Front National, que foram decisivos na vitória e são agora enjeitados pelos nossos anões ? Onde já se viu tanta ingratidão ? Deitaram-se com o facholas, puseram-se a jeito, geraram um monstro aNÂO ? Então agora assumam-se, seus traidores à Europa ! E já agora convidem para uma festinha de confraternização o vosso amigo Bush. Olhem que ele sofreu e torceu a sério pela vossa vitória... Vá, não sejam ingratos, afinal vocês estão todos no mesmo barco com o mesmo objectivo, o de torpedear a grande Europa...
Bush, Blair, Fabius, Le Pen, De Villiers, Chévènement, Besancenot & restantes Anões, unidos contra a Europa !
aNÕES unidos jamais serão vencidos !
por mais voltas que VOCÊS inventem. vocês VOTARAM COM LE PEN, A VITÓRIA DO NÃO É TBÉM E ESSENCIALMENTE UMA VITÓRIA DE LE PEN...para aí 20%...FACTOS SÃO FACTOS. DESMINTAM ISTO.
Afixado por: pinto ribeiro em maio 31, 2005 09:01 AMVoçês, Pinto Ribeiro? Mas alguém aqui votou no referendo françês? Está-me a parecer que não...
Afixado por: Pedro Oliveira em maio 31, 2005 10:18 AMEu, Lucrécia, assumo ser parte integrante da "ralé" de "despeitados, incompetentes, falhados e ignorantes" , das "populaças ululantes" e ainda, quiçá, dos "encornados por um picheleiro polaco" e cujo "marido fugiu com uma turca", extractos sociais estes aos quais sem dúvida pertence também a maioria da população votante francesa e holandesa. (Com a devida vénia ao euroliberal). Sentindo-me bem acompanhada, rezo no entanto para nunca ser governada por alguém que saiba referenciar tão bem o extracto social ao qual pertenço.
Afixado por: lucrecia em junho 3, 2005 01:30 AM