Agora que chegou a minha vez de me despedir, gostaria que a minha colaboração no Barnabé não terminasse de forma azeda e ressentida. Escrever neste blogue foi uma experiência magnífica a vários títulos. Os laços de camaradagem que fomos mantendo entre nós, e a cumplicidade estabelecida com uma muito razoável comunidade de leitores, compensam largamente os pequenos dissabores que as polémicas da blogosfera trazem consigo, ou o tempo precioso roubado à família e a outros afazeres mais sérios.
Quando o Barnabé celebrou o seu primeiro ano de vida, aproveitei o ensejo para expor as razões que me levaram a aceitar o convite do Daniel e apontar alguns dos motivos que me pareciam ter sido determinantes para o impacto alcançado pelo blogue. Entre esses motivos, seria impossível não destacar os contributos do Daniel e do Rui. A imagem, o estilo e a respiração do Barnabé foram eles que a criaram. O Daniel com os seus posts curtos, violentos mas imensamente divertidos. O Rui por ter encontrado aqui o veículo perfeito para o exercício de uma crítica informada, inteligente e iconoclasta. Mas o Celso, com o seu humor gentil, e o André, num registo mais literário, trouxeram para o Barnabé um conjunto de leitores menos interessados na guerrilha política diária.
Com a publicação do livro, a mudança de ciclo político e a conjugação de vários factores pessoais, o cenário do alargamento do Barnabé, que tínhamos na calha há vários meses, tornou-se inevitável.
As coisas não correram bem, reconheço. Basicamente, a dinâmica e o entrosamento que caracterizaram o Barnabé a 5 deixaram de existir a 13 (isto já parece a história da União Europeia, como me dizia o Celso hoje ao almoço). Assumo aqui a minha quota-parte de responsabilidade. Por razões pessoais e profissionais, optei por fazer um corte drástico com os blogues e a internet. Fi-lo quase sem pensar no assunto e, mais tarde, apercebi-me o quão injusto isso deverá ter sido para os novos membros (alguns confessaram-me que se sentiam quase culpados por não alimentarem diariamente o blogue!). À Alice, ao Bruno e ao Luís Mah (as três pessoas que convidei), quero deixar-lhes aqui o meu sincero pedido de desculpas por essa espécie de presente envenenado.
É claro que outros factores mais “estruturais” terão também pesado na minha opção. Desde logo, um certo cansaço em relação ao “modelo Barnabé” – o comentário compulsivo de temas da actualidade política, muitas vezes num registo de sátira violenta.
Não é segredo para ninguém onde é que eu me situo politicamente, e também nunca aqui escondi o meu apoio à actual solução governativa. Portanto, num blogue que nasceu com a vocação de “contra-poder”, e que fez da guerrilha diária a sua imagem de marca, era inevitável que me começasse a sentir um pouco deslocado. É claro que o Barnabé nunca foi só feito de posts de duas linhas a cascar nos governos Barroso/Santana (e agora Sócrates). Conseguimos sempre intercalar esse frenesi com textos mais reflexivos, muitas vezes versando assuntos que não estavam directamente relacionados com a política na sua dimensão mais “événementielle”. O meu problema é que eu agora nem para isso tenho tempo. E assim será até me desembaraçar de outros compromissos mais sérios.
Mas houve também uma causa precipitante que não posso deixar de referir com alguma mágoa. E essa foi, como devem calcular, a conduta feia do Daniel em relação ao Bruno Reis. Não quero estar aqui a mover um processo de intenções contra o Daniel, mas parece-me razoavelmente óbvio que a sua decisão de abandonar o Barnabé já estava tomada há algum tempo.
A chegada do Bruno, e a sua disponibilidade para escrever quase diariamente, mexeu muito com os equilíbrios internos do Barnabé. Enquanto eu e o Celso fomos as vozes mais “centristas” do blogue, o Daniel estava em casa. Duma forma geral, os nossos posts acabavam sempre soterrados pelo caudal opinativo do blogue. Ao fim de pouco tempo, caíam no esquecimento. Isto não significa que alguma vez me tenha sentido como o “idiota útil” deste clube: nunca fui pressionado para amaciar o tom contundente que por vezes usei contra o BE e gozei sempre de total liberdade para expressar os meus pontos de vista. Mas também não deixa de ser sintomático que os momentos de maior tensão entre mim e o Daniel tenham sido aqueles em que decidi dizer duas ou três coisas acerca da cultura política do Bloco.
Com a entrada do Bruno, a relação de forças mudou. De repente, aparece aqui alguém politicamente mais moderado e – escândalo! – com uma formação católica. Confesso que durante alguns meses ainda me diverti com os comentários e réplicas que os posts do Bruno iam suscitando. Depois, a coisa começou a irritar-me. Se por acaso o Bruno se atrevia a destoar do refrão entoado pela “verdadeira esquerda”, havia sempre duas ou três pessoas que o vinham censurar (o que, estou seguro, nunca obedeceu a qualquer estratégia combinada). Como é óbvio, ao fim de algum tempo uma pessoa começa a sentir-se condicionada. A última vez que isso sucedeu foi logo após a vitória do “Não” no referendo francês e o incidente até motivou uma pequena discussão nos nossos bastidores. A coisa compôs-se e ficou combinado que, futuramente, tentaríamos resolver qualquer mal-entendido entre nós através da mailing-list. O Daniel ou não reparou nessa discussão, ou resolveu agir de forma… unilateral. O que se dispensava era o achincalhamento gratuito do post do “mel e da mosca” e, já agora, o derradeiro exercício de auto-vitimização. Muito triste.
E pronto, lá fiz eu o que não queria: chegar ao fim com um desabafo em jeito de recriminação. Peço que não me levem muito a mal, mas a minha amizade pelo Bruno – que é das coisas boas que a vida me trouxe nos últimos anos – assim o exigia.
Um abraço a todos
è giro com o último pode ser um dos melhores pots. E explica muita coisa!
Até sempre...
O Daniel Oliveira, há uns meses atrás, passou a "escrever" como se os leitores deste blog fossem "convertidos" do BE, ou idiotas, ou ambas as coisas.
O melhor exemplo disso foi um post que não dizia nada sobre nada, e que só prenunciava o fastio que ele passaria a demostrar cada vez que se dava ao trabalho de "postar" qualquer coisita, enfim, um estado de espírito que culminou no post da mosca.
Refiro-mo ao post com a imagem do Papa com o Pinochet, que representou o grau zero da argumentação, o grau máximo da demagogia (ou da preguiça), e julgo que até é intelectualmente indigno do próprio Daniel Oliveira.
Quanto ao Pedro Oliveira, se bem me recordo, foram dele alguns dos melhores textos do Barnabé, principalmente os que tinham como tema a política e as relações internacionais.
Felicidades e boa sorte para todos.
Afixado por: caznocrat em julho 1, 2005 02:10 AMTudo tem um fim, será que tem?
É com pena minha que vou ver desaparecer o barnabé, foi um blogue que me fez interessar por estas andanças, eu que até nem pesco nada destas cenas de pcs e companhia, sou quase um infoexcluído, mas não deixei de contribuír para a formação de um blogue, mas mais localizado, a nivel de concelho.
Se por mais não fosse, o meu muito obrigado pelos bocadinhos que aqui passei.
Habituei-me a vir aqui para ter conhecimento da realidade ,em cima da hora, vista com outros olhos.
Com os devidos agradecimentos a todos os que contribuíram para este espaço inteligente e um obrigado especial ao daniel (dáva-me um gozo do caraças ver posts comentados por mais de 100 bloguistas)que nem sempre eu achava que tinha razão.
Um adeus e até breve (espero eu)
Pedro Oliveira desculpe mas no seu comentário vejo mais rancor mesquinho em relação ao Daniel, do que o reconhecimento do papel determinante que ele teve neste blogue e mesmo na Blogosfera portuguesa.
Eu sei que sectarismo e vistas curta não são apanágio só de uma determinada area política, mas para quem acusou tudo e todos do Bloco de Esquerda, o seu exercicio de estilo de hoje é puro cinismo.
Mas sempre lhe digo, não me surpreendeu este seu comentário.......
Afixado por: condor em julho 1, 2005 09:44 AMPedro,
Gostei do teu post mas tenho um comentário a fazer.
Este blog foi sempre, objectivamente, um blog do Bloco de Esquerda. Foi assim que o Daniel o projectou, era assim que ele o comenadava e muito ,mais importante, era desta maneira que os leitores olhavam para ele.
Aliás, tu demonstras um bom entendimento desta realidade quando dizes que deixaste de aqui escrever porque, entre outras razões, achavas que o teu apoio ao governo não encaixava na lógica do blog.
O Bruno, na minha opinião, tentou (consciente ou inconscientemente) alterar a linha do blog no sentido de o tornar mais moderado politicamente.
Ora o Daniel não podia deixar isso acontecer. Dai o seu post de despedida, um post brilhante em que ele alem de explicar as suas razões (perfeitamente razoaveis, diga-se) faz o seguinte desafio aos outros barnabeus: "Têm coragem para continuar sem mim?".
O Daniel acabou por provar ser mais forte porque era na prática a coluna vertebral por trás do blog. O post do Daniel é que foi, na prática, a sentença de morte do Barnabe.
Afixado por: Rui Silva em julho 1, 2005 10:28 AMAos poucos os camaradas do bloco da passa vão deixando cair as mascaras de bons rapazes, tolerantes, democratas e por ai adiante.
Tal como o camarada daniel parece que os camaradas condor e rui silva não se dão bem com a diferença de opiniões. É compreensível pois quando temos todos a mesma opinião e não somos postos em causa as nossas limitações não aparecem.
São todos feitos à imagem do criador (o camarada xico), embora quando com ele comparados não passem de imitações de pouca categoria.
Fidel,
Se conhecesses minimamente as minhas posições politicas não dizias que eu era um bloquista da linha do camarada xico.
Eu defendo o Daniel porque este era o blog dele, uma criação dele que alcançou projecção devido às ideias dele. É óbvio que ele (nem ninguém!) ia deixar um novato desvirtuar o sentido e a orientação do seu blog.
Por isso, usou o seu poder e acabou com o blog. Foi tão simples quanto isto. Tu, fidel, com todo o teu espirito democrata terias feito exactmente o mesmo que ele nestas circunstancias.
Afixado por: Rui Silva em julho 1, 2005 11:42 AMPode mesmo dizer-se que o Daniel terminou ao seu melhor estilo, um final em beleza. Aquele post da sopa é perfeitamente surrealista. Enfim, tenho muita pena que o Barnabé acabe. Eu gostava de passar por aqui para me rir dos posts do Daniel (e não era pelo seu sentido de humor), mas temos que reconhecer que o Barnabé ficou ferido de morte quando o PS ganhou as eleições e entre os bloguistas havia "social-fascistas". A luta interna era inevitável, com alguns a manter a demagogia habitual e os outros a defender o governo. A intolerância que é imagem de marca do BE fez o resto.
Espero que o Daniel não abandone a blogosfera. Que se junte à Ana Drago, ao Mamadu ba e à Helena carmo e que criem um blog isento das nefastas influências da esquerda moderada, a esquerda que não é esquerda.
Pois Pois os grandes democratas de extrema-direita tipo the studio ou o dito fidelzinho, acusam agora o Barnabé e especialmente o Daniel de anti-democratico.
Só que o Daniel contribuiu para erguer um Blogue Plural, com comentários livres dentro do bom senso, e isso não havera comentador, por mais reaccionário ou obtuso, que lhe tire o mérito.
Vajam o que polula por aí nos acidentais, blasfemias e companhia, só uma posição politica, e se possivel sem comentários ..
Mas esses sim são o exemplo de um blogue democratico...
Realmente os senhores só merecem uma gargalhada de desprezo.....
Afixado por: condor em julho 1, 2005 02:05 PMCamarada condor,
Estive tentado a dizer que o camarada "fala" sem saber, o que como todos sabemos não é verdade. Como é normal na maneira de fazer politica no bloco o camarada tem uma postura de má fé (por exemplo ao citar o blasfémias) face a ideias diferentes da sua que apelida de “grandes democratas de extrema-direita” (só nós no bloco é que somos verdadeiramente democratas, verdadeiramente tolerantes, verdadeiramente inteligentes,....).
Tem razão quando diz que o daniel "contribuiu para erguer um blog plural, com comentários livres dentro do bom senso" mas o problema esteve e estará sempre na sua definição muito particular do que é o "bom senso".
Eu, talvez por alguma estranha coincidência fui algumas vezes censurado por criticar o bloco da passa em geral e o camarada xico em particular no mesmo tom que o camarada xico usa quando critica a classe politica sua adversária. Curiosamente deixei de ser censurado (ou de ter problemas com a publicação dos posts) quando fiz o registo.
Camarada Rui,
Aceite as minhas desculpas no entanto não concordo consigo quando diz que este era o blog do Daniel pois se assim fosse teria feito uma treta do género do abrupto. O problema do Daniel não foi a contestação dos comentários que eram feitos pela comunidade bloguistica (camarada condor não confundir com bloquistica) em geral mas sim pela contestação interna. O fim do governo do camarada Santana levou a criticas directas entre as comadres do Barnabé coisa que a democracia e a tolerância do camarada Daniel não aguentaram.
fidel: por favor, nada de falsidades. NUNCA HOUVE UM ÚNICO comentário censurado por criticar qualquer partido ou dirigente político (incluindo o Bloco e Louçã). aliás os únicos comentários censurados que tinham por alvo líderes políticos respeitavam a sócrates e a paulo portas, mas não eram críticas políticas.
se você teve problemas em inserir comentários antes da fase do registo não passa disso: ter tido problemas a inserir comentários. o sistema anterior dava imensos problemas, como foi na altura explicado.
Afixado por: rui tavares em julho 1, 2005 02:39 PMcamarada rui,
Quando fala em falsidades parte do princípio que estou por dentro do funcionamento do blog o que como sabe não é verdade. Assim das duas uma (ou ambas as duas como disse um grande filosofo do nosso futebol) ou foram de facto coincidências (estranhas coincidências) ou então alguém dentro do Barnabé não estava a cumprir as regras do jogo, pois como deve saber várias pessoas se queixaram de censura e, mais uma vez, por coincidência normalmente eram tentativas que colocar posts pouco simpáticos para a linha dura do Barnabé.
Quanto à “questão” dos Camaradas sócrates e Portas olhe que por vezes a malha foi demasiado larga.
Cheguei tarde a este blogue. Pelo que vejo não perdi grande coisa e a fama não se justificava. É pena. Vozes dissonantes credíveis fazem falta como de pão para a boca nos dias que correm. São bloquistas, com o que tudo o que isso implica de intolerância e sobranceria intelectual, desprovidos das boas ideias (ou ideias originais), pensadas e coerentes (dentro do estilo) que têm os "lideres". Aqui não há Migueis Portas, Louçãs ou Jorges Costas. Apenas Danieis e Sales. Obviamente incapazes de aceitar que não são os donos da razão e desconsiderando, num misto de “caceteirismo” e arrogância intelectual, claramente injustificada, quem pensa por uma cabeça que não a deles. É difícil esquecer as cenas “democráticas” protagonizadas pelo Sales na FCSH sempre que alguém não lhe dizia amén. A nós não nos engana ele. Pode escrever bem, é pena é não ter nada de jeito para dizer. É evidente que é destes que o Rui e o Daniel gostam, os Brunos e Pedros Oliveiras estão tramados, como o mexilhão...
Afixado por: Radagast em julho 1, 2005 03:59 PMNão assisti à lenta agonia do Barnabé porque tive o cuidado de me afastar há uns meses atrás, quando percebi que ele já não tinha futuro.
Lamento, no entanto, vê-lo desaparecer. É pena que os barnabés não tenham sabido sanear as suas divergências e ultrapassar a sua falta de motivação.
O desaparecimento do Barnabé, e as suas causas, mostram que a esquerda continua a ter grandes problemas em assumir uma postura de genuína tolerância, e em saber construir alianças positivas e viradas para o futuro. Na hora da verdade, muitos esquerdistas revelam-se incapazes de aceitar a crítica, de a tomar como construtiva, de ultrapassar as divergências, de procurar uma síntese hegeliana.
Deixo os meus parabens ao Rui Tavares, em minha opinião o melhor blogger português. Espero que ele consiga resolver os seus problemas financeiros pessoais e que, um dia mais tarde, possa ter disponibilidade para fazer um segundo Barnabé.
Afixado por: Luis Lavoura em julho 1, 2005 04:31 PMPois é Fidel a nossa grande diferença está aí , o senhor para achincalhar o Bloco de Esquerda utilizou e várias vezes a palavra passa...
Eu apesar do Alberto João e da sua poncha, seria para mim impensável criticar o PSD por aí.
Tal como nunca utilizaria, gostos sexuais desviantes, de dirigentes do PP para atacar o partido da extrema direita ,por esses angulo.
Para mim o importante sempre foram as ideias, já o senhor e os seus comentários provam-no, gosta da calunia para atacar adversários, a cada um os seus métodos.
Quanto a censura eu falo pela minha experiência, o único blogue em que comentários foram cortados foi no AFIXE, daqueles que eu visitava, se o Fidel teve problemas no Barnabé, e o Rui nega isso será algo a esclarecer com ele.
Afixado por: condor em julho 1, 2005 05:45 PMJá agora citei e cito o Blasfèmias como um bloco de direita e de extrema-direita, em que não existem substanciais divergências de opinião.
O bloco nos seus colaboradores NÂO É UM BLOCO PLURAL.
Nos comentários aí sim têm abertura, que isto fique claro.
Afixado por: condor em julho 1, 2005 05:51 PMQuis dizer blogue, desculpem o erro
Afixado por: condor em julho 1, 2005 05:52 PMNão é plural?! Olhe que o Pedro Oliveira é relativamente diferente, em termos de profundidade, tolerancia e pensamento político, do Daniel Oliveira! Este sim é bastante semelhante consigo mas isso é outra coisa.
Afixado por: Radagast em julho 1, 2005 06:04 PMAfinal, entre os fundadores do Barnabé sempre há quem perceba a gravidade do que se passou e tenha a decência elementar de se despedir sem se pôr a assobiar para o ar. Não vale a pena vir falar de carnavais para fingir que o blogue acabou bem. Acabou muito mal e se a intolerância e os maus modos do Daniel não envergonham quem cá escrevia com ele, alguma coisa está mal.
Afixado por: Andre Murteira em julho 1, 2005 06:44 PMO Bruno Reis, um moderado de esquerda, saiu do Barnabé devido ao comportamento inclassificável do Daniel Oliveira e também - convém lembrá-lo - por causa de um comentário brutalmente deselegante do Rui Tavares. O Daniel e o Rui sempre foram os dois radicais do blogue e deram aqui razão (sobretudo o Daniel) aos que acham os radicais intratáveis. O Pedro Oliveira, pelo contrário, sempre foi o barnabé mais moderado. Até agora, foi também o único que teve a decência mínima de dizer alguma coisa contra o Daniel. Apetece maldosamente dizer que, pelos vistos, a esquerda pura e dura tem muita coisa a aprender com o centro-esquerda. Podia-se começar com umas lições de tolerância.
Afixado por: Andre Murteira em julho 1, 2005 06:54 PMAndre Murteira quem leu os comentários agressivos , para ser elegante, do Pedro Oliveira sobre o Bloco de Esquerda, percebe onde começa e acaba a sua tolerância dele.
O centro mais para a direita que convive muito bem ,numa parte do PS com a direita , tem enorme dificuldade em lidar com as forças á sua esquerda.
Talvez porque ao apresentar, como partido de Esquerda, soluções para o país, pouco diferentes das que propõe o PSD, e como tal serem denunciadas, isso deve causar alguns engulhos em certas mentes do P.S.
Mas quem tenta vender gato por lebre sujeita-se.....
Radagast o que eu quis dizer e foi mal escrito é que o Blogue Blasfémias, na composição dos seus colaboradores não é plural, e que o Barnabé o tentou ser. As minhas desculpas pela forma como escrevi esse comentário.
Afixado por: condor em julho 2, 2005 12:08 AMA estratégia dos extremistas de esquerda funciona durante algum tempo se se rodearem de pessoas mais moderadas para que as suas mensagens sejam melhore digeridas e tenham um contraditório potencial, mas nunca efectivo, que lhes dê consistência.
Neste Blogue o Celso, André e Paulo eram os moderadores que faziam do blogue um lugar plural e democrático, mas que não conseguiam compensar a carga ideológica alinhada ao Bloco de Esquerda que era preciso passar. Assim como Pedro Mexia e José Júdice fazem esse papel de contraditório ausente no Eixo do Mal.
Ser moderado de esquerda implica apoiar os socialistas e nesta altura de contestação, em que PCP e BE atacam ferozmente Sócrates, não é possível ser socialista no Barnabé sem ter sempre um sorriso amarelo ou uma piadinha dos revolucionários.
Deste modo o Barnabé teria futuro só com o Rui e o Daniel, convidando mais alguém da mesma linha (Condor talvez...). Talvez o Bloco o adoptasse como Blogue do Partido.
Ficamos a perder não poder ler posições de esquerda democrática dos restantes colaboradores, sem as precauções de não poder destoar da linha editorial marcada pelo Rui e anteriormente pelo Daniel. O Bruno novado fez isso e deu-se mal.
Afixado por: Carlos em julho 2, 2005 07:16 PMCarlos o Problema do Barnabé não é nem nunca foi a sua falta de democracia.
Se o fosse o Pedro Oliveira nunca teria a permissão de ter publicado alguns comentários nada politicos e bem soezes sobre o Bloco de Esquerda.
Percebo que seja incómodo, para pessoas que se dizem de esquerda ,a politica seguida por Socrates ,para mim não é.
Quando da discussão bastante viva nas ultimas directas para secretário geral do PS ,o Pedro Oliveira e alguns amigos, publicaram aqui ,comentários altamente negativos sobre Manuel Alegre e João Soares.
Socrates venceu ,e o PS, que acabou por se unir estratégicamente para vencer as legislativas,mas começa a dar sinais de desacordo com certas medidas do Governo.
Se até dentro do próprio PS se discorda , quereriam os senhores que o PCP e o Bloco de Esquerda fossem muletas dessa politica, que pouco difere da seguida por Manuela Ferreira Leite, e com os resultados catastróficos que se conhecem.
Infelizmente o Barnabé acaba da pior maneira não porque os apoiantes do Bloco sejam sectários, ou que não aceitem outras opiniões,
agora não esperem que sejamos hipócritas e por ser o PS não denunciemos os erros e a politica errada de Socrates.
Sobre o Barnabé e toda a blogosfera em geral, meu caro Carlos, infelizmente pluralismo é coisa que não existe, aqui pelo menos houve essa tentativa, falhou, mas se quisermos podemos todos aprender com os erros que aqui se cometeram.....
Afixado por: condor em julho 2, 2005 08:02 PM