junho 14, 2004

Política sado-maso

Durão Barroso: "Entendi o sinal que os portugueses me enviaram como um estímulo".

Publicado por ruitavares em | TrackBack
Comentários

Gostei da entoação que o Barroso colocou nas palavras do seu discurso. Parecia que estava a vender a banha da cobra. Ou estava mesmo?

Afixado por: D. Remédios em junho 14, 2004 01:19 AM

Vocês não perceberam o homem. Ele queria dizer que os portugueses lhe deram o estimulo necessário para ser oposição :)

Afixado por: cachucho em junho 14, 2004 01:27 AM

era exactamente isto a que eu me referi no post acima: simplesmente inabaláveis;
eu, aqui no interior serrano, no cavaquistão estou radiante! Pode ser por pouco tempo mas enquanto durar dá para gozar. O meu presidente da Cãmara , nestas alturas não falha uma missa, para se mostrar aos velhinhos, oferece-lhes viagens de camioneta para irem ver Fátima, não falha um casamento , um baptizado ou um velório: o homem está em todas: espantoso! mas "quilhou-se"...porque o PS ficou a cerca de 1% da coligação a nível do concelho! e isso... vai-lhe tirar o sono ...por muitos dias.
Abraço, WB

Afixado por: whiteball em junho 14, 2004 01:45 AM


Nunca vi tanta esquerda no PE, até pensei que se tinham enganado... :)

Fiquei feliz por Dr. Miguel Portas, ele vale ouro, Bloco Esquerda ter subido, e o PCP ter 4 deputados eleitos, se não me engano, mas o PS ultrapassar tanto a coligação,estou feliz por uns meses largos :)
Depois logo se vê...

Afixado por: Ariann em junho 14, 2004 02:16 AM

Até me esqueci do tema do post!

Qual será o estímulo? Ouvi-o, penso que foi o Dr. Pires de Lima dizer que a coligação seria até 2012!!!
Será esse o estímulo ,da morte anunciada...preparar-se?

Afixado por: Ariann em junho 14, 2004 02:22 AM

Já tão os gatos-pingados marcando datas para o enterro da coligação.
Ainda não repararam que a votação foi para o parlamento europeu? e que estes resultados não tem nada a ver com a continuação de um governo ou não. Nesse caso o governo da Alemanha seria o primeiro a demitir-se por os resultados terem sido catastróficos para ele (mesmo não tendo apoiado os americanos).
Mesmo que estas eleições europeias tivessem mostrado 100% de oposição mesmo assim elas só representavam 36% do povo incrito nos cadernos eleitorais, que foram os que votaram.
Tenham lá juízo e vão lá ver o futebol e apoiar as selecções todas que jogarem contra Portugal já que não gostam da bandeirinha.
Hááá, só mais uma coisinha.... Não precisam apoiar a Rússia com muito fervor porque já não é comunista.

Afixado por: Reaça em junho 14, 2004 03:08 AM

Já começa a parecer mania, mas no fundo não é defeito, é mesmo só feitio de alguma esquerda folclórica.
Estamos cansados de ver. Aznar não se candidata, mas perde - logo, apesar de não ser candidato conforme tinha prometido 4 anos antes (já ninguém liga a promessas, bem se vê), perde em função da sua política externa iraquiana (e por ser de direita, claro). Uns meses depois, na mesma linha esquizóide de raciocínio, "Chirac" perde, mas aí já não tem a ver com política externa e Iraque, tem a ver com "ser de direita" apenas.
Shroeder, que é mais ou menos de esquerda e alinha de mãos dadas com os franceses na questão de política externa, em baixa de popularidade, já não merece grandes delírios analíticos. Vá-se lá perceber...
E ontem, perde a "direita", sobretudo "o Portas", a política externa iraquiana ("cartão vermelho" a atestar da sensibilidade mundial/universal do BE, apesar dos seus enganadores 6% de 40% de votantes - isso dá o quê... 3%?), o que quiserem. Interessa que tenham sido eleições europeias? Claro que não. Isso é uma seca, eleições europeias, vamos tornar as coisas interessantes e fingir que as pessoas votaram em legislativas! Vamos até fingir que não houve "voto de pêsames".
Eu cá aturo o que for preciso para dar mais uma pseudo-vitória travestida a quem tanto a deseja.
Não peçam é que um governo, vagamente identificado com a direita, e apenas isso (só em certas cabecinhas é que esta gente que nos governa aspira a mais do que centro-direita, e a tender para o centro), siga a tradição de se demitir das suas responsabilidades tendo por base um escrutínio... qualquer. Isso é apanágio de certa esquerda (valha-nos isso para distinguir noções díspares de governação, e poupar alguma paciência).
Esta pseudo-direita foi eleita por 4 anos. Será avaliada no final. E só em certas cabeças singularmente democratas é que as coisas são vistas de uma forma diferente. Mas é tudo provavelmente, no fundo, uma questão de fé de quem procura compensar um certo agnosticismo ainda mal digerido.

Afixado por: Alfredo Vieira em junho 14, 2004 09:20 AM

Bom dia :D

Queria mandar daqui, um grande estímulo para Durão Barroso pedindo-lhe que não se esforçe muito por trabalhar melhor e fazer melhor... já todos conhecemos o melhor dele. Basta apenas que se mantenha por lá até novas eleições, pode demitir um ministro ou outro que nós não nos importamos....

Quanto ao outro 1.º ministro, sem comentários, acho mesmo que se devia ausentar, é absolutamente (in)acreditável, mas não lhe reconheço nenhum trabalho e mais não digo pq não valerá a pena.

Deixando as tristezas de lado, celebremos então a eleição do Miguel Portas. Iupi!!!! Força miguel na Europa e manda-nos notícias do parlamento europeu :)

1 eleitor

Afixado por: cristina em junho 14, 2004 10:05 AM

1)A massa votante não foi de 36% mas sim de 39%.
2)Os cadernos eleitorais não estão actualizados e há muita gente que não pode votar por se encontrar no estrangeiro ou outros motivos o que torna a percentagem votante superior em proporção.
3)Uma análise política imparcial (Reaça out) chegará à conclusão de que uma maior participação eleitoral conduziria a uma maior penalização da coligação do governo.
4)As pessoas estão mesmo descontentes com a governação.

E quem não perceber mesmo nada de contas que jogue no totobola do euro, pode ser que tenha mais jeito do que a analisar a situação política do país (Reaça in).

Afixado por: Annie em junho 14, 2004 11:53 AM

Durão Barroso e o “sinal dos portugueses”

Comentando o desfecho das eleições europeias, Durão Barroso afirmou que percebeu o “sinal dos portugueses”, para de imediato acrescentar que interpreta os resultados eleitorais como “um sinal de exigência que [o] estimula para fazer ainda mais”.
Se vai fazer mais do mesmo, é caso para concluirmos que o “primeiro-ministro”, contrariamente ao que afirmou, não percebeu absolutamente nada da “mensagem que os portugueses lhe transmitiram”. Mas pode ficar “descansado” que nós continuaremos a enviar-lhe “sinais” até que ele perceba que o seu “governo” e a sua política lesam a imensa maioria dos portugueses e entenda, de uma vez por todas, que só lhe resta uma "saída": a que dá para o olho da rua!

http://margem-esquerda.blogspot.com/


Afixado por: Maio em junho 14, 2004 03:22 PM

demagogia... tanta demagogia...
No entanto, chega a um ponto em que deixa de resultar como se pode ver. É um estímulo?! Mas estes "gajos pensam que as eleições para o parlamento europeu são o quê? Isto não é uma sondagem, não foi um estímulo, foi uma reprimenda! Irra! Nunca pensei que chegássemos ao ponto em que o Durão considerasse uma derrota como um estímulo!
Estímulo para quê? Para continuar o bom trabalho?! Para continuar a dar cabo da vida dos portugueses?!

Haja paciência senhores!

Afixado por: _achtung_ em junho 14, 2004 11:36 PM
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