Uma dúvida tem-me dilacerado nas últimas horas:
1) Já eliminámos a Espanha,
2) Se ganharmos o próximo jogo, eliminamos a Inglaterra e continuamos nós na competição;
3) Não vi estatísticas, mas parece-me que a Espanha e a Inglaterra, talvez com a França, serão os países que mais adeptos trouxeram a Portugal e que, com eles, mais dinheiro fizeram entrar na nossa economia;
4) Os portugueses estão fadados a viver aqui e aqui gastarem o seu pouco dinheiro. Por isso, tirando o aumento exponencial do consumo tremoços, não só não têm qualquer influência no crescimento económico, como, enquanto Portugal estiver a jogar, estará mais do que garantida a redução dos índices de produtividade para níveis alarmantes.
Deverei continuar a torcer por Portugal, sabendo que este meu comportamento é, do ponto de vista económico, completamente irracional?
Espero ajuda urgente de João Miranda, do Blasfémia, que tem uma resposta impecavelmente liberal para quase tudo.
Publicado por danieloliveira em | TrackBackclaro, pá.
as pessoas não vêm a Portugal por causa do Euro SÓ PARA VER O EURO.
há akelas pessoas k voltam depois. e há akelas k, estando já em Portugal (com a sua ekipa eliminada), passam mais tempo a gastar dinheiro (pelo menos, mais 2 horas por dia) no nosso rico Portugal.
E se ganharmos o Euro... ganhámos o Euro!
Calha bem aos racionais e aos 'irracionais', lol.
Daniel,
Num estado liberal tu é que sabes o que deves fazer. Tu é que tens que fazer o julgamento e decidir por ti em função dos teus valores. O conceito de racionalidade é uma tautologia. Tudo o que fizeres é racional.
Afixado por: JoaoMiranda em junho 22, 2004 01:22 AMcaro daniel,
é necessário não esquecer as externalidades negativas provocadas pelos adeptos ingleses, que contabilizadas provavelmente fazem um matching entre custos e proveitos c aquela malta. é por isso não só um desígnio nacional, mas também da mais elementar racionalidade económica correr daqui para fora com aqueles cabrões, perdão, com aqueles senhores.
quanto aos outros, há que não esquecer os efeitos multiplicadores na nossa economia da produção de bandeirinhas e cachecóis (benéficos para a indústria têxtil, Carlos Tavares irá fazer o embargo a Taiwan), os videos e todo o merchandising inerente à vitória final. Isto a ser consumido por 10 milhões de tugas c o subsidio de férias, e pelas gerações futuras, qual mundial de 66.
do outro lado da balança temos o k? umas bejekas, bitoques e pensões para os fanáticos da bola dos outros países.
que acabam por cá vir na mesma por causa do sol e da cerveja barata.
a diferença seria mesmo um Portugal campeão europeu. torcer pela vitória lusa, isso sim, é racionalidade económica!!!
cheers
ginger
Afixado por: ginger em junho 22, 2004 01:32 AMDepois da festa da bola, a realidade! Nua e crua...
“30 por cento dos portugueses que trabalham em actividades não agrícolas estão em empresas que operam em actividades legais mas que não cumprem as suas obrigações fiscais, de segurança social ou as regras de regulação estabelecidas no mercado”. Ou seja, trabalham à margem da lei.
Apesar de tudo, em comparação com a África subsariana, a Índia, a Indonésia, o Paquistão, as Filipinas, o Brasil, a Tailândia, a Turquia, o México e o Chile conseguimos ser os “melhores”!
http://margem-esquerda.blogspot.com/
Afixado por: Maio em junho 22, 2004 01:42 AMDecididamente, só nos resta o futebol!
As empresas portuguesas demoram, em média, 86 dias e meio a pagar as suas facturas, ou seja, mais 38 dias para além do prazo contratualizado, atirando Portugal para o último lugar entre os 22 países europeus avaliados, cujas empresas registam um atraso médio de 16 dias.
A seguir a Portugal nesta infeliz “liderança” vem a República Checa. Curiosamente, tal como nós, um país muito habilidoso para... o pontapé na bola!
http://margem-esquerda.blogspot.com/
Cague lá nisso, homem! Ninguém até hoje contabilizou o que se ganha quando se ganha uma coisa destas (campeonato de futebol), mas você duvida que, em termos de imagem comercial, é melhor que 100 campanhas do ICEP?
Afixado por: clark59 em junho 22, 2004 04:06 AMOk, já caguei. Com o exemplo das campanhas do ICEP, fico esmagado.
Afixado por: Daniel Oliveira em junho 22, 2004 05:12 AMPor acaso acho que estás enganado.
A espanha teve cá muitos adeptos mas vinham e iam, pouco consumiam.
Os ingleses instalaram-se no algarve de armas e bagagens (em férias) e viajam para ver os jogos. quando perderem regressam quase todos ao Algarve até ao final das férias.
Do ponto de vista económico os melhores países penso que têm sido a Holanda (muitos adeptos e que gastam em outras coisas que não apenas em cerveja e que aproveitam para excursões... apesar dos autocarros por vezes se incendiarem) e os suecos.
Afixado por: Pedro Farinha em junho 22, 2004 03:26 PMTambém ia dizer isso. Vejo mais holandeses do que de qualquer outro país... e no que toca aos espanhóis...ainda bem que não vejo mais...
Afixado por: Inixnender em junho 22, 2004 07:17 PMa mesma opinião que os de cima; holandeses são mais que as mães, e suecos também se encontram muitos, quanto aos alemães, parece que aumentaram em número nos últimos dias. Os espanhois entravam muitas vezes vindos da Galiza e da Andaluzia de farnel ás costas. O que vale é que os nórdicos asseguraram hoje a passagem, em detrimento da Itália.
Afixado por: João Pedro em junho 23, 2004 12:04 AMdaniel, os visitantes não são apenas os espanhóis e os súbditos de Sua Majestade, nem são só gente que bebe cerveja sem parar. Pensa, também, no aspecto social e vai ao gerês e a leiria, por exemplo, e pergunta aos residentes o que eles acham da presença dos estranjas.
joão pedro ser mais do que as mães é fácil, mãe há só uma.