
Em Espanha, foi o PSOE que legalizou o casamento entre homossexuais. Em Portugal, parece que o tema é ultra-minoritário, fracturante e folclórico. Perguntem ao Lello.
Publicado por danieloliveira em | TrackBackCom uma questão que vale a pena realçar, Espanha é o dos países com mais fervorosos católicos da da europa, mesmo assim, achou por bem tornar legal casamentos homossexuais. Por aqui é o que se vê, digam o que digam, espanha está a milhas de Portugal e, ainda bem, para eles claro.
Afixado por: cachucho em julho 12, 2004 08:09 PM Extremamente infeliz esse comentário acerca do Lello. Só se compreende pelo facto dos gays fazerem parte do target eleitoral do BE.
Se bem me lembro, ele limitou-se a dizer que um partido como o PS, um partido de poder e com uma larga implantação no eleitorado, não tinha que se rebaixar ao ponto de entrar em Fóruns Sociais Portugueses, que mais não são que comícios divididos entre o PCP e o BE, onde 99% das outras organizações representadas não são mais que sucursais desse dois partidos. O que ele disse, embora não seja politicamente correcto, salta à vista de qualquer pessoa com dois dedos de testa.
Claro que as brigadas do politicamente correcto, lideradas por Ana Sá Lopes (a Tomás de Torquemada, em versão feminina, dos tempos modernos) vieram logo chamar o Lello de "homofóbico" (deve ser a 397ª pessoa apelidada pelos movimentos gay de "homofóbica", mas enfim...).
Para mim, não aquece nem arrefece que o Zapatero legalize os casamentos homossexuais. Mas essa conversa da "homofobia" é que já enjoa, nomeadamente na crucificação do Lello. Porque raio é que nunca se fala de heterofobia? A discriminação só existe para um lado? Há sectores, como por exemplo a moda, onde os heterossexuais são violentamente discriminados pelos homossexuais. Mas disso ninguém fala. Não é politicamente correcto.
E o mais curioso é que os "anti-homofóbicos" de pacotilha do costume não se pronunciaram sobre a abertura do primeiro liceu gay da história, em Nova Iorque. Olha se abrissem um liceu onde fosse proibido a admissão de gays...
pronto, perderam a guerra das antecipadas, voltaram a um dos temas mais queridos...
ainda bem que nisso somos diferentes de Espanha...
oh Daniel, depois desse comentário sobre o Lello é caso para te perguntar se demoras muito a casar... amor com amor se paga!
Afixado por: armando em julho 12, 2004 08:27 PMJustino pelos vistos não sabes da realidade espanhola, ainda bem, para eles claro...
Afixado por: cachucho em julho 12, 2004 09:21 PMCachucho,eles fazem pena,vem agora de descobrire que um padre na Austria destribuia fotos pornograficas.Amen,nâo ,eu nâo sou um Homoséxual,mas nâo me da o direito de ostraciser,aquele que o é.E que hiprocricia,aquéla igreja nojenta,onde se encontra o maior numero.ALELUIA. Mas tanbem nâo me da o direito de generalisar!j'ai hate de mourir
Afixado por: calhordus em julho 12, 2004 09:21 PMPedro Pelichos, que eu saiba nesse liceu, tal como em qualquer bar gay, NUNCA foi proibida a entrada a heterossexuais. E o tema não tem que lhe aquecer ou arrefecer, é casamento para homossexuais, depreendo que o senhor não o seja, pelo que já pode casar à vontade.
Afixado por: Boss em julho 12, 2004 11:10 PMAh, e grande Zapatero! Prometeu e cumpre!
Afixado por: Boss em julho 12, 2004 11:25 PMDesculpa Boss, mas eu acho que o Pedro Pelichos têm razão.
Foi inaugurado há um tempo um liceu para gays nos EUA.
Até aí nada de mal.
O problema é que, nesse mesmo liceu não é permitida a entrada de heterossexuais!!!
Imagina se fosse ao contrário!!!
E não é só esse o problema, o problema é que são os próprios gays que se clausuram, que estão a criar guetos para eles e que depois se vem fazer de vitimas dizendo que são rejeitados pela sociedade.
Afixado por: Heroi do Silêncio em julho 12, 2004 11:40 PMCaro Boss:
Acho que é importante clarificar a minha opinião acerca dos casamentos entre homossexuais: como liberal que sou, acho bem que os homossexuais se possam casar. Agora, o que não aceito é aquele discurso de culpar sempre os heterossexuais pelo "isolamento" de muitos homossexuais, quando muitas vezes esse "isolamento" é da responsabilidade não só dos heterossexuais, mas também dos homossexuais, que muitas vezes se auto-excluem. E suporto menos ainda que toda a pessoa que tem um pensamento divergente do politicamente correcto seja de imediato rotulado de "homofóbico", como foi o caso do Lello.
Uma parte dos homossexuais não tem um discurso de integração, mas sim de auto-segregação. E a este propósito, as marchas LGBT contribuem mais para a auto-segregação do que para a integração, fazendo passar a imagem de que os homossexuais se enquadram todos naquele estereótipo.
E quanto ao referido liceu: corrija-se se tiver a certeza do contrário, mas não é permitida a inscrição de heterossexuais no referido liceu. E já agora: então porque não liceus destinados a negros? Ou a judeus? Ou a ciganos? Aceitaria isso? E já agora: quem decide se um adolescente é homo ou heterossexual? Os pais? O próprio? Acho que é uma questão que é importante colocar.
E quanto à heterofobia que existe em diversos sectores da sociedade, volto a bater na mesma tecla. Acha que é tudo invenção da minha cabeça? Não existe tal coisa? Os homossexuais são sem dúvida uma minoria na sociedade portuguesa, mas sectores há (como por exemplo a moda) em que são uma maioria. E aí a discriminação acontece em sentido inverso. Aí, quando, por exemplo, surge um estilista que não é homossexual, é logo alvo de comentários devido à sua orientação sexual. Por isso, a discriminação não tem apenas um sentido. Da mesma maneira que não há apenas racismo de brancos contra negros; também há racismo de negros contra brancos.
É ao contrário, pá, a Espanha é que passou a ser o culo da Europa.
Afixado por: haja pachorra em julho 12, 2004 11:56 PME o soldado peixoto, dando um passo em frente, balbuciou:
-- Meu cabo meliciano, a mina sou eu!!!
Bom, por partes:
1) estou completamente por fora do "caso Lello", logo não comento.
2) não estou devidamente informado sobre o "liceu gay", e ápartida discordo do mesmo. Mas continuo a duvidar da proibição da entrada de heterossexuais. Em todo caso é bom lembrar que existem de facto, e há vários séculos, liceus geridos por comunidades religiosas por exemplo, e em alguns deles existe a obrigatoriedade dos alunos seguirem a religião em causa... Em Portugal são às dezenas as escolas católicas, e tb as há muçulmanas etc.
3)Há adolescentes que já estão perfeitamente conscientes da sua sexualidade. Tenho amigos que aos 12/13 já tinham a certeza da sua homossexualidade. Não foi o meu caso, mas cada caso é um caso.. mas este ponto acaba por não ter muito que ver com o post.
4) se a ideia de um liceu gay me causa alguma confusão, a de um bar gay por exemplo não me causa nenhuma. Um bar gay é um bar onde gays e lésbicas sabem que podem ir à vontade, onde podem trocar carinhos sem serem assediados etc. Tal qual heterossexuais. Já levei amigos meus heteros a bares gay, e sentiram-se sempre bem. O mesmo não se passa em relação a qualquer outro bar, onde um beijo entre pessoas do mesmo sexo pode resultar em cenas de pancadaria..
5) estou completamente por fora, mais uma, do mundo da moda. Admito que possa haver casos desses, de heterofobia, assim como sei de casos de racismo de negros contra brancos. Agora, haja um mínimo de seriedade, por cada caso em que alguém é prejudicado por ser hetero ou por ser branco há milhares de casos mais graves em que pessoas são prejudicadas por serem negras ou gays. É que não há comparação possível. Tentar colocar os dois problemas no mesmo nível é de uma profunda injustiça.
Afixado por: Boss em julho 13, 2004 12:01 AM6) a Marcha, não acredite em tudo o que vê na TV caro Pedro. Das 3500 pessoas que participaram da última marcha em Lisboa (1 milhão em Madrid), só se vêem na TV os 6 travestis e drag-queens. Atenção, travestis e drags tem todo o direito de ir à Marcha, a Marcha está aberta a tod@s, heterossexuais incluídos. Mas são os jornalistas que de forma incompetente dão uma visão muitíssimo parcial da marcha. Mas se dúvida da eficácia da marcha eu repito o número, 1 milhão em Madrid, 3500 em Lisboa, agora comparem-se legislações num e noutro lado da fronteira... Ainda temos muito que marchar por cá.
Uma vez mais, parabéns ao Zapatero pela coragem e honestidade reveladas!
Afixado por: Boss em julho 13, 2004 12:08 AM
Casamento entre homossexuais ? Um grandessíssimo equívoco, para não dizer disparate, que todos os arautos do policamente correcto se apressam a propagar...
Uma coisa são os contratos de parceria (pacs, ou outra designação equivalente) que acautelam legitimamente certos direitos dos parceiros homossexuais (arrendamento, pensões, sucessões, etc.) e que devem ser previstos e regulados legalmente.
Outra coisa é macaquear os heterossexuais e a instituição do casamento, que tem uma função social única (assegurar a reprodução da espécie e a educação das crianças e adolescentes) que pela natureza das coisas só pode dizer respeito a casais (homem-mulher, precise-se...).
Os homossexuais conquistaram legitimamente uma liberdade e direitos de que deveriam há muito gozar. Mas arriscam-se a um backlash indesejável se continuarem com palhaçadas como as "gay pride" e as macacadas a que chamam "casamentos gay". E há muitos gays que pensam o mesmo que eu sobre a matéria...
Casamento, família e educação de jovens são questões sérias demais para serem objecto de grotescas "engenharias sexuais ou de género" que, como as engenharias sociais sdo defunto marxismo, esquecem a natureza das coisas e procuram (em vão) fazer tábua rasa do passado sacrificando-o no altar de uma utopia irrealizável e perigosa para a coesão familiar e para os próprios direiros adquiridos da comunidade gay.
Saber onde se deve parar, distinguir reivindicações legítimas de delirios utópicos e igualitaristas à outrance é uma qualidade essencial em política...
Afixado por: euroliberal em julho 13, 2004 12:26 AM«Outra coisa é macaquear os heterossexuais e a instituição do casamento, que tem uma função social única (assegurar a reprodução da espécie e a educação das crianças e adolescentes) que pela natureza das coisas só pode dizer respeito a casais (homem-mulher, precise-se...).»
Portanto pessoas inferteis e mulheres que já tenham passado pela menopausa não devem poder casar, certo? E os casais que casam e optam por não ter filhos, que tipo de sanções devem sofrer?
«distinguir reivindicações legítimas de delirios utópicos» se calhar surpreendia-se se lhe dissesse o número de países onde o casamento para homossexuais já existe, e também o direito à adopção..
Curiosamente são países no topo dos índices de desenvolvimento humano, não consta que o casamento gay tenha arruinado o desenvolvimento e bem estar do mesmo..
Mas se bem recordo o seu nick, nem devia estar a perder tempo a responder-lhe.. ora recorde-me lá, além de homofóbico é o "senhor" que é profundamnete anti-semita não é? Os judeus tb podem casar já agora? E ter filhos?
E que fazer dos judeus homossexuais? Hmmmm
Afixado por: Boss em julho 13, 2004 12:51 AM«Os homossexuais conquistaram legitimamente uma liberdade e direitos de que deveriam há muito gozar.» - já agora, está a falar de quê exactamente? Do direito a não se ser preso por se ser gay, é isso? É que além desse, da discriminalização da homossexualidade, a única medida legislativa em Portugal pró-LGBT foi a inclusão no art 13º da Constituição da proibição da discriminação com base na orientação sexual..
Afixado por: Boss em julho 13, 2004 12:59 AMcomo diz Boss, o casamento dos gays é-me indiferente pq não sou. mas quem faz muita questão de casar e de fazer a festinha da prache porque não há-de poder? desde que não haja filhos-crianças submetidos a vivências que lhes sejam alheias, nada mais pode obstar.
o casamento é só um ritual, cujo valor difere entre as pessoas - há quem o veja como sagrado e carregado de muitas e boas intenções, há quem o veja como um papel-contrato, usado para unir oficialmente duas pessoas.
para quê proibir tais vontades? casmurrice cultural.
Uma pergunta para aqueles que identificam as marchas de "orgulho gay" com auto-segregação: as manifestações de “orgulho nacional” que percorreram as ruas do país, no último mês de Junho, serão, também, um sintoma de auto-segregação (em relação à União Europeia, ao mundo, aos homossexuais, o que quiserem...)?
Afixado por: CMF em julho 13, 2004 01:19 AMTotalmente a favor dos casamentos de gays, no entanto contra o desvio sexual das meninas. Quantos mais rapazinhos aos beijinhos com rapazinhos, mais meninas sobram. Logo aqueles desavergonhados dos heterossexuaias vão reinar por entre tanta "xixa à boa vida". "Venham mais cinco de uma assentada q'eu pago já ...."
Afixado por: Reaça em julho 13, 2004 04:26 AMO Boss é paneleirão, ou simplesmente gay de parada ?
Afixado por: Reaça em julho 13, 2004 04:28 AMSerá que ainda há dúvidas que todas as sociedades ocidentais e livres caminham no sentido da igualdade de direitos entre homo e heterossexuais? É só uma questão de tempo, gente...
E aqui se vê onde estão as mentalidades retrógadas, demasiado apegadas ao tradicionalismo para tentar compreender o que é só um pouco diferente. Com o tempo, tornar-se-ão minorias, mas por enquanto ainda dominam a sociedade portuguesa. Parabéns a Espanha, um país de iniciativa.
Afixado por: Agostinho em julho 13, 2004 05:09 AMPedro Pelichos,
Completamente acessório e quase off-topic:
Na moda, quando "surge um estilista que não é homossexual, é logo alvo de comentários devido à sua orientação sexual."
Parece-me um exemplo infeliz. Conhece algum caso que possamos confirmar, ou trata-se apenas do propagar de mais uma lenda urbana?
Afixado por: Agostinho em julho 13, 2004 06:04 AMAgostinho, não faço ideia do que se passará no mundo da moda, mas já vi casos semelhantes a esse a passarem-se no mundo do cinema e do teatro (portugês, bem entendido).
o casamento e adopção por parte da comunidade gay/lésbica não é assunto que me incomode. Acho que deveriam ter esses direitos. As crianças filhas de casais homossexuais deveriam ser um pouco mais acompanhadas que as outras, mas apenas porque pode haver, realmente, a ausência de uma das referências. Não é por isso que elas serão infleizes ou anormais, obviamente. Percebo, no entanto, as objecções/dúvidas (racionais) que este assunto causará a algumas pessoas.
A parada do orgulho gay, ou a marcha são como o Boss diz. Estão cheias de pessoas normais (no sentido em que não estão vestidas de forma estranha) que apenas têm prazer em mostrar livremente pela cidade aquilo que defendem. Assisti uma vez à marcha e não resisti a fazer uma parte do percurso com a mesma, isto apesar de ser heterossexual.
O liceu gay é algo que acho mau. Não sei, tal como o Boss, se é vedado a heterossexuais ou não, mas se for parece-me mal. Aliás, a existência do mesmo já me parece má. O que deveria ser contemplado era a existência de liceus (todos, à excepção de colégios privados, claro está, aí façam o que entender) onde fosse proibida qualquer descriminação. Um liceu gay faz-me lembrar os liceus para negros no sul dos EUA que, até aos anos 50, serviam para colocar a população negra em guetos.
PS - pessoalmente, parece-me que os bares gay são os mais divertidos, especialmente porque as pessoas estão lá precisamente para se divertir, estão à vontade e não se preocupam em manter uma etiqueta específica. E o assédio é igual a outros bares. Se uma mulher em quem não esteja interessado vier ter comigo, também rejeitarei os avanços, tal como com qualquer homem.
Afixado por: João André em julho 13, 2004 09:28 AMO lamentável comunitarismo gay...
Digo comunitarismo para não utilizar o termo "mafia"... É de facto esse aspecto o mais prejudicial à imagem dos gays. É que que funcionam como comunidade fechada, com uma forte rede de influências e solidariedades de grupo. Contradizem assim a abertura que (bem) exigiam e conquistaram na sociedade. Eles não devem ser discriminados, estamos de acordo. Mas o inverso não parece ser verdadeiro. Onde têm poder discriminam positivamente os membros do grupo. Por que é que em certos sectores é mais fácil a um gay do que a um straight fazer carreira (moda, dança, diplomacia, CDS-PP..). Porque a mafia gay funciona mesmo !
Outro exemplo: O Boss, gay assumido, tem uma postura abertamente antisemita (semitas são os árabes) e pró-ssharonesca porquê ? Ele já explicou: porque em Israel, os gays têm mais liberdade do que na Palestina ! Logo, o direito internacional e humanitário não interessa para nada ! Um gay é sempre "género-cêntrico" ! Boss seria nazi se lhe provassem que no Reich havia muitos mais gays do que no Uncle Sam ! E no conflito do Médio Oriente, mudaria de campo no dia em que a Gay Pride de Gaza fosse maior e mais animada do que a de Telavive !!! É a concepção "anuscêntrica" do mundo: o centro deste e critério decisivo de todas as valorações é sempre a peidola do observador-gay... Bof !
Afixado por: euroliberal em julho 13, 2004 09:51 AMSempre que a conversa é sobre panascagem há sempre defensores, comentadores e outros experientes interventores, às dúzias, neste blog...Porque será?...
É fartar vilanagem...
"Onde têm poder discriminam positivamente os membros do grupo. Por que é que em certos sectores é mais fácil a um gay do que a um straight fazer carreira (moda, dança, diplomacia, CDS-PP..). Porque a mafia gay funciona mesmo !"
Euroliberal, tens algma história que queiras contar? Tentas ingressar como militnte e fazer carreira no PP e foi-te negada a ascensão pela orientação sexual? Tiraste um curso de design de moda e não te deixam trabalhar por não seres gay? És bailarino, bom profissional e não entras nos quadros de nenhuma Companhia de Dança por não ires para a cama com outros homens? Acho particular piada à convicção com que o afirmas, deduzindo que és heterossexual e que te sentes perfeitamente descriminado nessa posição. O facto de haver tendencialmente muits gays nas áreas de vertente artistica não é sinónimo de "mafia" e obstrução de carreira profissional a quem quer que seja. Podia relatar-te milhares de outras situações de descriminaçã homofóbica, mas deixo apenas esta muito comum e que já presenciei várias vezes: quantas cumplicidades e decisões não se tomam nos "copos" pós-laborais entre grupos de homens cujo mote central das conversas e atitudes são "as gajas" em que todos fazem questão de alinhar pela bitola machista do luso-garanhão. Experimenta assumir-te como gay num meio profissional destes comum a tantas garndes empresas.
Afixado por: BP em julho 13, 2004 10:26 AMMuito sinceramente, mesmo com as atoardas e o simplismo com que o anti-comuna vai deixando opiniões, sempre o prefiro ao euro-liberal. O euro-liberal, já o sabia, é anti-americano e anti-judeu (ele até pode dizer que é anti-bussh ou anti-ssharon que não muda o que ele realmente é, o KKK também dizia que não era contra a população negra, só queria era que fossem apenas os brancos a habitar os EUA). Fiquei agora a saber que o euro-liberal também é homofóbico.
E ele que não venha dizer que não, que é tudo uma conspiração gay, que ele até nem se importa com os gays e que só acha que eles têm poder a mais.
Se ele está tão preocupado com a descriminação porque não falar na descriminação que os gays sofrem? A mim parece-me que, se há áreas em que são maioritários, isso poderá ter a ver com muitas razões, mas poucas delas associadas a lobbies. Pode haver, quando muito, pressão sobre as pessoas que entram para essas áreas o que, sendo condenável, é diferente de descriminação. Ou será que ele acha que as mulheres estão a descriminar os homens na profissão de professores primários?
O primarismo ideológico e argumentativo do euro-liberal poderia ser preocupante, mas apenas se ele fosse levado a sério. Se tivesse nascido há 80 anos imagino-o a alistar-se nas tropas do Capo de Lleina ou a deixar-se embevecer pelo Roehm. Como é agora temos nós de o aturar. Ainda bem, provoca menos estragos.
Afixado por: João André em julho 13, 2004 11:10 AMReaça, não está na caserna e por isso tente comportar-se com alguma civilidade, se faz favor.
Afixado por: Daniel Oliveira em julho 13, 2004 11:41 AM
Por falar em comunitarismos... mais poderoso que o lobby gay só o lobby judaico ("o povo eleito" !), e maior que este só o lobby gay judaico ! O André persiste em simplificações... se para ele ser anti-bush e ser anti-americano (ou ser anti-sionista ou anti-judeu) é a mesma coisa, então.. tá bem... tá tudo dito ! Quanto ao Capo de Lleina (não será antes Queipo de Llano, general franquista célebre pelas suas charlas na rádio de Sevilla ?) não consta que ele fosse propriamente um liberal... e o Ernest Roehm, chefe das SA e da ala esquerdista e anti-capitalista do nazismo, era também e sobretudo uma "bichona" compulsiva (logo, do seu clube, caro André, e não do meu...). Na noite das facas longas, em que foi morto, estava com seu estado-maior num frenético bacanal com rapazinhos das Hitler Jugend num chalé dos arredores de Munique... Vá, reabilite lá esse nazi prá-frentex, vítima da homofobia hitleriana e SS...
Eyroliberal, esqueceste-te dos ciganos e dos pretos.
Afixado por: Daniel Oliveira em julho 13, 2004 12:25 PMObrigado pela correcção em relação ao Queipo de Llano, soou-me mal o nome, mas não me lembrava do nome certo.
Quanto a chamar-me SS, agradeço que controle esse comentário. Para mim, chamar-me SS seria pior que me insultar com um qualquer nome primário. Agradeço que se contenha nisso, eu náo tenho tendência de enforcar ou estropiar ninguém só porque acho alguém um criminoso. Se você não é capaz de ver a contradição nos seus termos é um problema seu, mas agradeço que não me confunda com afinidades suas ideológicas.
Já agora, se não sabe, fica a saber: o lobby judaico e o lobby homossexual foram duas das maiores armas de arremesso de Hitler. Roehm era homossexual e Hitler manteve-o perto? Talvez pela mesma razão que usou empréstimos judeus inicialmente, porque lhe convinha. Quando Himmler tomou conta das SS as SA já não eram precisas para nada.
e agora faço eu uma correcção: Roehm foi capturado, se não me engano nem sequer na noite das facas longas. Mas tenho quase a certeza que foi morto mais tarde, depois de lhe ter sido dada uma oportunidade de se suicidar.
E gostei dessa de ele ser do meu clube porque era uma «"bichona" compulsiva». Do seu não era, pois não? Uma vez que eu sou heterossexual, penso que ele é tanto do meu clube como do seu.
já agora, pegue lá no seu livro de cabeceira e veja, talvez pela primeira vez na sua vida, o nome do livro e o autor. Penso que lá estará escrito "A Minha Luta", por Adolf Hitler.
Afixado por: João André em julho 13, 2004 01:25 PMAposto que a maioria dos heterosexuais que aqui vem "postar" a favor dos casamentos entre homosexuais, já disseram, pelo menos uma vez na sua vida: "Eu não tenho nada contra os maricas, desde que não se atirem a mim!"
Podem acusar-me de ser homofóbico, intolerante e o "diabo a quatro", mas, na minha opinião, ser homosexual é contra a natureza humana. Se assim não fosse, seria a extinção da raça. Claro que hoje em dia existe a inseminação artificial, só que nem sequer aqui teríamos chegado se os nossos antepassados fossem maioritáriamente homosexuais.
Posto isto, porque deverei eu tolerar os homosexuais se me metem nojo. Deverão eles ter os mesmos direitos que eu? Óbviamente que o facto só por si não os limita na sua cidadania, mas tem-se que traçar a linha em algum lado. Se começarem pelos casamentos, a seguir vem o direito à adopção e com isso eu nunca estarei de acordo. Mais vale travar aqui já o processo, antes que fique fora de controlo.
Afixado por: Rui Firmino em julho 13, 2004 02:19 PMCaro Boss, não sei onde viu 3500 pessoas na Marcha GLBT. Eu estive lá e quando menciono 500 pessoas já estou a dizê-lo por cima.
Afixado por: André Castro em julho 13, 2004 02:21 PMDaniel: por que é que eu deveria falar neste contexto de negros e ciganos ? Falei de homossexuais porque é o tópico e de sionistas porque o Boss os trouxe à baila...
Quem não esquece essas categorias é o pensamento politicamente correcto pós-modernista... Na sua obsessão de encontrar a minoria oprimida quimicamente mais oprimida e mais desgraçadinha de todas (pelos mauzões racionais-normativistas, é claro) investigou, investigou... e descobriu que o ícone dos oprimidos, o suprasumo da transgressão das grandes narrativas racionais (não é para perceber...é jargão pós-moderno...) era a LÉSBICA NEGRA, porque acumulava logo TRÊS eminentes condições anti-normativas: ser mulher, negra e sapatão(perdão, homossexual) !!!
Sugiro que os Barnabés teçam loas e panegíricos em futuros comentários a esse símbolo vivo e imorredouro da luta revolucionária: a lésbica negra ! E nomeiem uma para presidente do Bloco ! Há que ser coerente, bolas !
Afixado por: euroliberal em julho 13, 2004 02:36 PMAndré Castro 3500 são os números da polícia, uma das associações falava em 4000. Devem ter-lhe escapado alguns..
euroliberal, você é simplesmente louco nem merece grande resposta.. Mas já agora acrescento-lhe que milhares de palestinianos homossexuais, que são oprimidos, perseguidos etc na Palestina, se refugiam em Israel precisamente.. sabe que o Mundo não é preto e branco, feito de bons e maus.. aliás, não sabe mas devia saber.
Rui Firmino, de uma enorme ingenuidade o seu comentário.. Num país com tantos homossexuais e lésbicas a viverem em casamentos de fachada e com resmas de filhos.. achar que dependemos da inseminação artificial para nos reproduzirmos.. LOL não sei se sabe, mas informo-o, um homossexual masculino, eu por exemplo, tb tem pila e esperma, está a ver a ideia?
Ir contra a minha natureza seria rejeitar ou negar a minha homossexualidade.
Finalmente, o seu comentário tb me meteu nojo e nem por isso defendo que o Rui deva ver os seus direitos cívidos reduzidos..
(o mais curioso é que quando vemos a cara dos heterossexuais que se mostram sempre muito preocupados com a hipótese de um dia serem assediados por um gay, se percebe de imediato que isso nunca seria um remota possibilidade.. há muita frustração sexual por trás da homofobizinhas..)
Afixado por: Boss em julho 13, 2004 03:23 PMJá agora Rui Firmino, faço mea culpa. Também eu digo «nada tenho contra os maricas [claro que uso termos mais politicamente correctos como gays] desde que não se atirem a mim». Tenho mesmo que admitir que também sou, no fundo, mulheres-feias-e-chatas-cumá-potassa-fóbico. Sou um verdadeiro descriminador, nem imagina a quantidade de gente que eu descrimino no sentido de nada ter contra eles desde que não se atirem a mim.
Imagine lá que eu vou ao ponto de dizer «nada tenho contra os heterossexuais desde que não se atirem a mim». Isto é que é mesmo ser um descriminador camuflado, não é verdade?
Traçar linha no casamento? Para quê? Traça-se já uma linha na adolescência. Já que há larilas (sejamos frontais, usemos os termos que está desertinho de usar) que o são antes de começarem a barbear-se, podemos é logo capá-los. Afinal de contas, você e eu sabemos que, apesar do que disse o Boss, se eles estão juntos não pode haver criançada e, se não pode haver criançadas não precisam da pilinha para nada. Nisto é que a Natália Correia tinha razão (o assunto era outro mas pode ser respescado).
Afixado por: João André em julho 13, 2004 03:37 PMLi com muita atenção todos os comentários anteriormente colocados. Este é um tema que é muitas vezes abordado em diversos jantares a que vou, talvez por garantir polémica e tem pano para mangas.
Como sabem, assumo-me como conservador e democrata-cristão, sem pruridos de qualquer espécie. Não me envergonho, sei que alguns amigos ficam atónitos, mas sou-o, convictamente. Mas como procuro pensar por mim próprio e não seguir à risca uma qualquer cartilha que me seja ditada, garanto-vos que não tenho nada a ver com aquela imagem estereotipada que alguns fazem da Direita ou que, muitas vezes, a Direita faz por ter. Neste campo, e quem me conhece sabe que sempre isto defendi, faço meu o delicioso slogan do Daniel Oliveira: "nenhum Estado na cama".
As falsas morais incomodam-me, venham elas de Esquerda ou de Direita. Ninguém tem o direito de se arrogar a decidir com quem é legal ou ilegal ter-se uma relação, uma one night stand, uma vida a dois até que a morte os separe, whatever. Cada um deve ser livre de buscar a sua felicidade, sem impedimentos, desde que não coloque em causa a de ninguém (embora, às vezes, para procurarmos a nossa tenhamos de magoar alguém, mas isso são outras histórias).
No entanto, pessoalmente, considero que antes de se avançar para determinadas reivindicações, que são legítimas, como será o caso do casamento ente homossexuais, há que tratar de ver outras satisfeitas, nomeadamente o fim da descriminação no local de trabalho ou na candidatura a um, o atingir de igualdade de direitos e garantias, o procurar sensibilizar aqueles que, por falta de acesso a informação ou por transmissão de preconceituosa informação ao longo do seu processo educativo, são mais hostis a aceitar a diferença. O preconceito pode ser forte e estar bem alicerçado, mas ao contrário da minha aversão pela instituição que é o casamento, não é indestrutivel. É por aí que julgo que terão de começar e de lutar e, só então, avançar para as que devem ser as últimas reivindicações: o casamento, o qual aceito (que diabo, se gostam tanto de cerimónias matrimoniais porque não as hão-de poder ter?) e a adopção de crianças, com a qual discordo. Se começam já por pedir o direito ao casamento e à adopção, parece estarem a tentar construir uma casa pelo telhado. Vai-se já pedir isto quando ainda está tanta outra coisa por alcançar? Não acham que, para já, este tipo de reivindicações apenas iriam interessar a uma elite afortunada que vive nas grandes cidades? Aqueles que vivem em meios mais pequenos e que nem sequer têm alguém como eles com quem falar ou sequer que os aceite como são, ou aqueles que, assumindo corajosamente a sua condição, são comentados e ridicularizados por toda a comunidade, iriam beneficiar com a legalização de casamentos entre homossexuais? Se a maioria da sociedade, não tenhamos ilusões sobre isso, ainda não os considera sequer normais, vamos já avançar para coisas sem antes serem sequer aceites como iguais? Não acham que avançar com propostas destas, antes de tempo, cria hostilidades e maior resistência por quem ainda não está sensibilizado para sequer aceitar a homossexualidade com naturalidade? Não acham que as marchas de orgulho gay são contraproducentes devido à imagem que é transmitida para a sociedade através dos canais de informação? Dizem que não são só as drags e os mais carnavalescos que desfilam. Correcto. Mas são esses que passam nas TV’s e são fotografados. Não contribui para dar uma imagem positiva a uma sociedade, já de si, dominada pelo preconceito. Não quero com isto dizer que tenho preconceito em relação a travestis, transsexuais, etc. Não tenho. Simplesmente, acho que não devem ser eles os cabeças de cartaz se se pretende sensibilizar e chamar a atenção da sociedade para a justeza das suas reivindicações.
Num comentário mais à frente, falarei sobre a guetização dos homossexuais. Perdoem-me o enorme comentário.
Nenhum Estado na cama ? Claro, por supuesto ! Mas então por que é que alguns querem que o Estado se meta na cama (legislando sobre o seu "casamento") dos homossexuais ? Os afectos são da esfera privada e não têm que ser regulamentados pelo Estado. A excepção é o casamento (o verdadeiro e único, é claro), porque aí há muito mais que afectos entre duas pessoas. Há a constituição de uma célula familiar, base nuclear da Sociedade e à qual estão cometidas importantíssimas funções de socialização das novas gerações, que o Estado tem forçosamente de apoiar e suprir, quando necessário. E do ponto de vista religioso, o casamento é um sacramento, através do qual o Homem cumpre a palavra divina ("Crescei e multiplicai-vos").
Tudo o resto, repito, é da esfera privada, ou da cama, onde o Estado não se deve imiscuir (nem proibindo, nem consagrando oficialmente).
Se um cidadão, por exemplo, tiver uma relação afectiva com a sua vaca (pourquoi pas ?), será que o Estado tem que legalizar tal relação através de um casamento entre os "noivos" ? E um/uma onanista "apaixonado/a" pela sua picha/crica ? Deverão casar-se "os dois" no registo civil ? E um mormon com a sua dúzia de mulheres não poderá viver com elas livremente ? Mas deverá casar-se também com as 12 ? E um ménage à trois ? Por que não aparecerem também no conservador com 3 alianças?
Disparates! O Estado não deve entrar na cama dos cidadãos e deve apenas regular o casamento (o verdadeiro), porque este, social, religiosa e simbolicamente, é muito mais que cama ! E nada impede os parceiros homossexuais, se o apreciam tanto, de macaquearem entre si o verdadeiro casamento, mas apenas ENTRE SI ! Não metam o Estado nessas molhadas !
Afixado por: euroliberal em julho 13, 2004 05:09 PMDireitinho, não pode a lei ajudar a combater o preconceito? Não poderá uma lei do casamento beneficiar precisamente a luta contra o preconceito e contra a invisibilidade da população lgbt, que só serve para alimentar esse mesmo preconceito?
A sociedades espanhola é assim tão diferente da nossa? Não, não é. Por exemplo a sociedade galega é bem mais conservadora que a sociedade lisboeta.
Bem sei que tão cedo não verei em Portugal leis que já existem em alguns países nórdicos há vários anos, mas isso não é razão para não me debater por elas. Pelo contrário, tenho que lutar mais e mais pelas mesmas.
No caso concreto do casamento, parece-me tão básico e elementar que não é necessária nenhuma grande mudança de mentalidades na sociedade. Como disse, os casamentos é que poderão ajudar a mexer com isso. Mas uma lei neste sentido seria uma lei cujo único impacto directo seria na população homossexual, é uma lei que beneficia gays e lésbicas, mas não os priveligia de forma alguma, "nem menos nem mais, direitos iguais". Pelo que ninguém se pode queixar de ser prejudicado ou ofendido por esta lei.
Espanha é aqui ao lado, é um país que tem tudo a ver com o nosso. Se Espanha avança e Portugal não, é porque lá há um político corajoso e cumpridor das suas promessas, e cá não. Eu nem consigo imaginar um dirigente do PS a dizer "homossexual" sem se engasgar..
Sobre a marcha, e o facto da meia dúzia de trans presentes terem mais visibilidade que todos os outros milhares de participantes, deve-se à fraca qualidade dos nossos jornalistas que preferem causar sensaçãoa informar. Mas sobre esse assunto já estou algo farto de falar nos últimos dias, se quiseres saber a minha opinião mais a fundo convido-te a leres este post e já agora também este.
E fico muito satisfeito de ver que há gente na direita capaz de defender algumas medidas pró-LGBT.
Afixado por: Boss em julho 13, 2004 05:21 PMAinda sobre o liceu gay de Nova Iorque:
Procurei informação na net, e em lado nenhum li que a entrada a heterossexuais estava vedada. Não acredito que esteja, assim como tb não me parece que haja muitos adolescentes heterossexuais interessados em irem para lá.
Como disse antes, esta é uma medida que ápartida tem a minha discordância, muito embora reconheça que muito gostaria eu de ter andado num liceu onde os homossexuais estivessem em maioria. Mas a vida e o mundo não são assim, e por isso não me parece que seja uma boa medida. Em todo o caso não podemos esquecer o contexto onde este liceu surge, Nova Iorque. Cidade onde sempre existiram bairros chineses, italianos, judeus, gays, irlandeses etc.. Nos EUA o conceito de integração e comunidade é diferente daquele que temos cá. Não consideram auto-segregação as diferentes minorias juntarem-se em bairros, escolas etc.. Veja-se a comunidade portuguesa de Newark etc.
Mas não posso deixar de salientar que num post sobre o casamento homossexual em Espanha, de imediato tenham surgido comentários sobre a discriminação (por comprovar) de heterossexuais num liceu em NY..
Em todo o mundo há milhões e milhões de liceus, em muitos muitos deles já ocorrerão centenas de milhões de incidentes homófobos, alguns com grande violência, incluindo assassinatos. Mas aqueles que nunca se preocuparam com isso são os primeiros a erguerem-se violentamente contra o único liceu gay à face da Terra.
Coitadinhos dos teens hetero americanos mortinhos por irem para um liceu de gays e não podem.. Reafirmo, não li que podem ou deixam de poder, mas estou certo que se fosse esse o seu desejo entrariam na boa!
Heil euroliberal, heil!
Este é o caso típico, o primeiro a levantar-se contra o casamento gay, e o único que nunca fala dos 9 países muçulmanos onde um homem ter sexo com outro dá direito a pena de morte por lapidação.. Heil euroliberal, heil!
Afixado por: Boss em julho 13, 2004 05:34 PMCá estou de novo para prosseguir com o que havia prometido comentar. Amigo Daniel Oliveira, desculpe lá esta minha incontinência, mas a culpa é sua e de alguns comentadores. Coloca posts que nos apelam a fazer comentários e há comentários que nos levam a ter de responder...embora veja algums que..enfim...são assustadores. Mas, claro, não se inibam de o dizer se também considerarem os meus como tal.
Quanto à guetização dos homossexuais. Quem acusa os homossexuais disso, acho que não faz lá muito bem a ideia do que é sê-lo. Os heterossexuais podem dar um beijo onde muito bem lhes aprouver, podem trocar carícias na via pública, podem passear de mão dada num jardim, podem assumir-se como casal em qualquer lugar e perante quem quiserem. Os homossexuais, não. Sabem que há uns dias atrás, tomei conhecimento através do Público, de uma espécie de acto solidário no Parque Eduardo VII, motivado pela denúncia feita por um rapaz que foi ameaçado físicamente pela polícia municipal por não ter acatado a ordem de se separar do namorado ao qual estava abraçado? Sabem que nem nos jardins da Gulbenkian eles podem trocar um abraço mais caloroso que não corram logo o risco de serem molestados verbalmente pelos guardas privados do parque? É fácil falarmos de guetização e de a censurar se não somos hostilizados, impedidos, incomodados, molestados por dar expressão aos mais bonitos dos sentimentos. Têm estes sentimentos que serem expressos obrigatoriamente na via pública? Claro que não. Mas também devem poder ser exprimidos em tais locais, desde que não se pratique nenhum atentado ao pudor. Os homossexuais, principalmente em Portugal, não criam propriamente guettos. Acho até que a palavra “guetização” será demasiado forte para o que se passará por cá. Tenho por ideia de gueto, que pode estar errada, um local ligado geograficamente e no qual não são bem vindas pessoas estranhas ao meio ou ao qual nem será permitido o acesso ou ainda, um local, onde todos quanto lá estão se identificam por uma raça, um credo, uma condição, uma classe social, etc. Há zonas, principalmente em Lisboa, ou para ser mais correcto, quase exclusivamente em Lisboa, onde se sabe o ambiente ser gay friendly, nas quais os homossexuais podem ser aquilo que verdadeiramente são enquanto individuos, despidos das máscaras que o quotidiano os possa obrigar a usar. Mas não impuseram nada. Foram visitando, foram ficando. E, em todos esses locais, são bem vindos os heterossexuais. Nunca assisti a um discriminação negativa a heterossexuais em bares classificados com gays ou gay friendly, bem pelo contrário. Além de que ninguém trata melhor uma menina que um gay. Essa é que é essa e com quem andam sempre as meninas mais lindas? Com os grupos de gays. Mas, pronto, avancemos...não concordo com a acusação de guetização, apenas concordo e compreendo que haja a necessidade de terem locais onde possam socializar (...por aí, irreal social) e serem aquilo que são, sem medos, sem receios, sem máscaras, sem tabus.
Peço é aqueles que têm coragem de dar a cara pela reivindicação dos seus direitos, para que se recordem também daqueles que vivem em meios pequenos e que, por serem menos jovens ou por dificuldades económicas, não têm acesso a internet e aos famosos chats que contribuem, certamente, para os fazer sentir menos sós e menos incompreendidos. Pensem em começar por sensibilizar a sociedade a despir-se deste preconceito. Por pequenos passos...
...é que nem todos têm profissões em que ser-se homossexual é aceite ou até cai bem no curriculum, nem todos têm estofo suficiente para assumir perante todos aquilo que são, tendo a coragem e a força interior e, quiçá, financeira, para aguentar as consequências de diversa espécie. Para muitos desses, o que interessa que seja legalizado o casamento entre eles, se o tiverem de omitir no posto de trabalho?
Quanto aos comentários, perfeitamente absurdos, daqueles que demonstram uma homofobia primária, leiam, vejam filmes, limpem as teias de aranhas e lutem contra os medos que a diferença ainda cause, abram os vossos horizontes. Não tenham a mania de que os homossexuais atacam tudo quanto usa calças e tem pila ou que as lésbicas atacam tudo quanto tem uma punani. E se algum/a vos assediar, educadamente rejeitem e sintam-se lisonjeados/as. É porque são interessantes. Respeitem-se, aceitem-se. Pow!
Amigo Boss, concordamos com o fundamental: a legalização do casamento entre casais do mesmo sexo. Só diferimos na pertinência da questão, neste momento ou da prioridade desta reivindicação. Sinceramente, acho que antes de chegarem ao casamento, há várias etapas a serem ganhas, nomeadamente, a não discrimanação no posto de trabalho e a aceitação pela sociedade. De que vale um casamento, legal por lei, mas que muito poucos poderão levar em diante, exactamente por não estarem preparados para enfrentar consequências nefastas infligidas por uma sociedade hostil?
Claro que na direita há gente que não tem uma visão tão inflexivel e, lá está, de uma moral bafienta como a esquerda às vezes gosta de imaginar e como a direita gosta que se imagine. Sou de direita, mas não tenho a cabeça com teias de aranha (acho eu).
P.S - obrigado pelo convite para ver os posts. Vou vê-los.
Um abraço
A constituição de uma célula familiar não tem de passar pelo casamento, EuroLiberal.
Eu não acredito no casamento, tenho mesmo um horror intransponivel a esse contrato, mas não me estou a ver impedido de constituir uma família se isso me aprouver, um dia, lá por não querer casar. Uma família não se faz por contrato ou decreto, mas pelos laços que se criam e constroem.
Não deixe de ser curioso que, com alguns casais homossexuais, quando vivem em meios pequenos, acabem por ser aceites mais facilmente que alguns que vivem nas grandes cidades. Há mais o espírito de convívio e de deixar cada um fazer o que bem entender. Claro que isto se tem passado mais com casais de lésbicas que com gays e que não é uma generalização, mas não deixa de ser sintomático que algumas populações teoricamente mais conservadores (como o Direitinho, por exemplo) acabem por ser mais abertas a esta diferença. E porquê? Simplesmente porque o espaço (aldeia, por exemplo) é menor e permite um convívio que demonstra às pessoas, individualmente, que os homossexuais não são diferentes dos outros.
Afixado por: João André em julho 13, 2004 06:12 PMJá o Euroliberal deve estar com umas sinapses avariadas, afinal de contas não acredite que alguém que seja são mentalmente faça comparações entre um homem ou mulher, gay ou lésbica, com vacas, com um pénis ou com uma situação de bacanal ou de sexo em geral. Não é por nada, em relação às vacas nada posso dizer, mas em relação ao pénis, penso que é capaz de ser essa a única companhia do Euroliberal (golpe baixo, eu sei, mas fui apelidado de SS e ainda não vi um pedido de desculpas).
Já agora meu caro, já que está tão preocupado com o casamento e o "sacramento da igreja". O casamento não foi invenção da ICAR nem esta é detentora da mesma. Se essa instituição, do mais retrógrado que há em termos de direitos, quer recusar o casamento é um problema para o Vaticano e para os católicos. Já a República Portuguesa é laica, como tal não traga para esta conversa a igreja que nada tem a ver com o assunto.
Afixado por: João André em julho 13, 2004 06:19 PMBoss,
eu não conheço o Pedro Pelichos de lado nenhum, assim como ele também não me conhece.
Não escrevi para o defender, assim como ele não está aqui para me defender.
Não combinamos escrever sobre o tal liceu gay porque, como já disse, não nos conhecemos.
Ele deve ter lido a mesma notícia que eu li sobre esse tal liceu.
Eu não inventei nada e ele também não porque essa notícia existiu.
Não sei há quanto tempo nem onde, mas o jornalista(?) que escreveu sobre esse liceu, referia precisamente o facto de os homessexuais estarem a criar guetos próprios.
Se eu nunca tivesse lido essa notícia, garanto-te que não estava aqui a fazer este comentário.
Só tenho pena de não me lembrar onde a li para poder provar, porque na altura nunca pensei que a tivesse que usar como prova.
De facto, eu li essa notícia já faz algum tempo.
Se foste pesquisar na net e não encontraste nada foi porque, ou pesquisaste mal, ou eles refletiram no erro que estavam a cometer e hoje qualquer um pode entrar nesse liceu.
Espero que a segunda opção seja a certa.
Afixado por: Heroi do Silencio em julho 13, 2004 07:48 PMExacto João André!
Sublinho os dois comentários anteriores. E sim, conheço um caso de duas lésbicas que sempre viveram em "harmonia" com os vizinhos numa aldeia minhota, sem grandes dramas nem escândalos. Já faleceram, e na verdade nem sei se algum dia ouviram a palavra lésbica, que muito provavelmente desconheciam..
Quanto ao comentário do Direitinho, uma coisa não invalida a outra, a luta pela plena cidadania para os LGBT pode ser feita em várias frentes. É claro que é muito mais complicado para um miúdo ou miúda do campo, sobretudo se não tem acesso à internet, lidar com a sua homossexualidade. As TV's poderiam ter aqui um papel muito importante, não têm..
Mas algumas coisas se fazem neste campo, a ex aequo por exemplo, é uma associação de jovens LGBT com um trabalho notável. Claro que uma vez mais, a internet é uma excelente forma de pôr estes jovens dispersos pela província em contacto uns com os outros, o que é absolutamente vital para uma mais fácil aceitação/compreençao ect, da sua sexualidade. Por mim falo, que só tenho 23 anos, e bem me lembro do papel importantíssimo que a net teve para mim.
Mas de novo, pode-se actuar em várias frentes, não são incompatíveis. Aceitação legal e real d@s LGBT influenciam-se mutuamente.
E convém reafirmar o que já referiu o João, aqui discute-se o CASAMENTO CIVIL! Pelo que as noções e crenças religiosas não são chamadas ao caso..
Afixado por: Boss em julho 13, 2004 07:57 PMOu, Herói do Silêncio, a primeira notícia que viu estava errada..
Eu vi o site da CNN e no The Guardian.. e não havia nenhuma referência a essa proibição.
Afixado por: Boss em julho 13, 2004 07:59 PMBoss,
Já te disse que essa notícia não é actual. Terá, se calhar, cerca de um ano talvez, e não a vi na internet nem na TV, mas li-a num jornal português.
Mas como já te disse, espero que entretanto os responsáveis tenham retirado essa proibição.
Afixado por: Heroi do Silêncio em julho 13, 2004 09:44 PMOk, prefere acreditar no que lhe diz um jornal português, está no seu direito. Mas dado que a notícia se passa nos EUA, e se calhar o jornal português baseou-se nos média americanos, talvez não fosse mau dar-lhes algum crédito. Procure no google por "gay highschool new york" e surgem várias notícias de média americanos, notícias da altura, e veja se encontra alguma referência a proibição.. até porque seria ilegal dado ser um liceu público, coisa que fiquei a saber ao ler essas notícias.
Os jornais portugueses são pródigos em falhas + ou - graves em qualquer tipo de assunto, mas em particular no que toca a assuntos LGBT. Um exemplo, em quase toda a imprensa surgiram entrevistas a dirigentes da Opus Gay a propósito da última Marcha de Lisboa, nomeadamente sobre os obstáculos criados por Santana Lopes etc.
Mas há um pequeno pormenor, a Opus não fez parte da organização da marcha, e mesmo assim foram apresentados como organizadores em jornais tão respeitáveis como Público ou JN. E para descobrir os organizadores da mesma bastaria ver o cartaz da marcha q estava espalhado pela cidade...
mas se mesmo assim prefere confiar nesse tal jornal, é consigo.
Afixado por: Boss em julho 14, 2004 01:19 AMCaro Boss,
vamos lá ver se terminamos isto porque senão ficámos aqui a noite toda a discutir isto.
Eu não disse que acreditava ou deixava de acreditar. Eu limitei-me a confirmar uma noticia/comentário que saíu nessa altura num jornal e pelos vistos não fui o único a lê-la.
Se ela era falsa, ou pecava por excesso, não sei porque não fui eu que a escrevi. Nem te estou a dizer que tens que acreditar no jornal português, só estou a dizer que de facto essa notícia/comentário saíu.
Já me dei ao trabalho de pesquisar no google e vi lá várias notícias da altura a referirem-se a esse liceu e realmente nenhum deles fala em qualquer tipo de proibição.
Se é assim, ainda bem.
E ainda bem que alguém naquele tal jornal se enganou também.
Herói, isso não invalida o que o Boss já tinha referido anteriormente. É curioso que seja invocado o exemplo do único liceu gay no mundo,onde alegadamente os heterossexuais seriam alegadamente descriminados, como forma de argumento para a omissão política do PS em relação às uniões civis entre homossexuais. É curioso e é sintomático. Rebatem-se princípios de igualdade entre cidadãos com argumentos de tal forma desajustados e desproporcionados, que dificilmente se pode ter outro entendimento deles senão a de uma homofobia mal disfarçada. De outra forma, numa análise minimamente sensata e razoável, ninguém poderá achar que alguns cidadãos não devem dispor da possibilidade de união civil com os privilégios e deveres intrínsecos, porque nos EUA há um liceu gay que proíbe a entrada de heterossexuais, ou porque haverá mais estilistas ou bailarinos gays que não permitem a carreira de um heterossexual nestas áreas.
E enquanto argumentos desonestos deste calibre tiverem o peso suficiente para não dar voz política a um assunto difícil e impopular, não creio, infelizmente, que tão cedo algum líder do PS tenha a coragem e a convicção de Zapatero.
BP,
eu não li os argumentos todos do Boss ou dos outros comentadores, não por falta de respeito mas porque, francamente, é um assunto que não têm muito interesse para mim e sobre o qual eu nem tenho opinião formada.
Se reparares, eu só comentei uma notícia que li há uns tempos sobre esse liceu e a minha "discussão" com o Boss foi única e exclusivamente sobre a veracidade dela ou não.
Eu não comentei nunca se estava de acordo ou contra o casamento entre homossexuais porque, como já disse, não tenho opinião formada, é só.
A gente também não é obrigada a ter opiniões sobre tudo, pois não?
"Imagina se fosse ao contrário!!!
E não é só esse o problema, o problema é que são os próprios gays que se clausuram, que estão a criar guetos para eles e que depois se vem fazer de vitimas dizendo que são rejeitados pela sociedade."
Pois Herói mas para quem não tem opinião formada sobre o assunto e para quem "não tem muito interesse", estás demasiado convicto e seguro das tuas palavras em relação a alguns "problemas" dos gays. Os gays não se clausuram. Não invoques novamente o liceu que é uma excepção no mundo inteiro e é uma daquelas ideias pereregrinas americanas, com a qual eu também não concordo (mas como ficou visto dificilmente a entrada dos heteros é proibida). O que tu chamas de clausura e guetos, só pode resumir-se na nossa realidade, aos bares e a um outro hotel ou espaço turístico gay. Quem usa ese argumento do "gueto" regra geral nunca foi a um bar gay. Naturalmente que podes entrar num acompanhado de quem quiseres e fazer rigorosamente aquilo que farias num qualquer outro bar, que nenhum gay se vai chegar ao pé de ti e dizer "neste bar existem normas de conduta e o senhor não pode estar de mão dada nem dar um beijo a essa senhora porque há clientes desagradados com essa vossa atitude". Esta é a ligeira diferença. Ninguém te exclui dos "guetos". Esse é um mito homofóbico (sim para mim este é o termo). O contrário já não acontece. Eu não posso expressar livremente os meus afectos inerentes à minha orientação sexual num espaço público sob pena de ter um polícia a indicar-me que é um atentado ao pudor. E se queres debater usa por favor os mesmos argumentos, porque normalmente são os que dizem que "não tem nada contra desde que façam isso em casa deles" que consideram um beijo na boca entre dois homens mais "chocante" que entre um homem e uma mulher, ou que não aceitam bem os gays porque eles se auto-excluem.
Só para rematar e com base no meu próprio caso, acho que estás a precisar de conhecer mais homossexuais. Conhecerás certamente, mas com esse tipo de discurso, torna-se mais difícil que algum te revele a sua orientação sexual. 90% dos meus amigos são heterossexuais e é curioso ver a forma como a nossa amizade permitiu desmistificar muitas das ideias esteriotipadas que tinham em relação à homossexualidade.
Este Boss não é gay é mesmo mas é um grande PANELEIRO.
Afixado por: hetro em julho 14, 2004 12:05 PMhetro, estás mesmo por dentro das subtilezas e das variantes linguísticas...nem eu estou tão bem informado...
Afixado por: BP em julho 14, 2004 12:15 PM
Se o Boss faz panelas, como diz o hetro, não sei, agora que ele é o líder do colectivo "Portuguese gays for Sharon", lá isso é...
A propósito: em Israel não há casamento gay, nem sequer casamento civil. O casamento é exclusivamente religioso (judaico, é claro, ou não fosse Israel um estado fundamentalista e teocrático), só podendo ser celebrado pelas autoridades rabínicas (o Boss deve ter confundido com rabetas...). E só é celebrado se a "judaídade" de ambos os nubentes fôr reconhecida pelos tribunais rabínicos, que são também os únicos competentes para decretarem, em casos muito excepcionais, a dissolução do mesmo. Ora, as regras da judaídade são muito rigorosas: há por isso inúmeros judeus que vivem maritalmente sem se poderem casar, nem no religioso, nem no civil (que não existe em Israel). Para concluir o ramalhete, é impossível em Israel, o casamento de um judeu com uma não judia, ou de uma judia com um não judeu !!! Isto nem no Afeganistão dos talibans !!! Heil SSharon ! Heil BoSS !
Afixado por: euroliberal em julho 14, 2004 12:57 PMEm resposta ao João André e ao Boss (que chega a dar um exemplo de um casal de lésbicas numa aldeia minhota aceite pela comunidade...), tenho-vos a dizer que me parece terem uma ideia um pouco romantizada dos meios pequenos. Eu não sou de um meio pequeno, vivo em Lisboa, mas nasci num e ainda lá vou amiude ver os pais e amigos, e esse meio nem é tão pequeno assim, é uma cidade. No entanto, garanto-vos que não seria fácil e não é fácil para ninguém assumir publicamente uma relação quanto mais a sua opção sexual. Quer se queira quer não, há sempre discriminação. Quer se queira quer não, há sempre o risinho trocista, que mesmo camuflado acaba por ser exibido, há sempre o corte na casaca e há até quem não queira sair com alguém que sequer se suspeite ser gay, por recear ser conotado com tais opões tão "perigosas". Isto também é verdade e, infelizmente, acho que se verificará mais do que o feliz exemplo do Boss.
Quanto à luta pela cidadania para os LGBT poder ser feita em várias frentes, é inquestionável que o pode. A questão é, como eu já tinha referido, poder ser contraproducente a abertura de umas quantas, antes de outras estarem resolvidas. Isto porquê? Porque pode criar maiores bolsas de resistência na sociedade e assim, em vez de se vencerem 2 ou 3 batalhas, pode acabar-se por adiar a vitória (que acabará por vir) na guerra por muitos e longos anos. Nem sempre a dispersão da frente de batalha dá resultados positivos.
Referes também o papel importante que as TV's poderiam ter na abordagem e sensibilização para estas questões. Correcto. Acho que sim, que as TV's podem e deveriam ter um papel importante nessas como noutras questões.
Agora se é para passarem programas sobre a homossexualidade, em que é entrevistado um homem no meio das dunas da praia 19, a dizer como costuma ir lá para o engate, ou outros a falar que costumam frequentar o "quarto escuro" e a descrever o que lá se faz, ou os travestis ou, sei lá, mais vale absterem-se de exibirem os programas. Porque são prejudiciais. Não estou a dizer, com isto, que não hajam pessoas assim, que é tudo uma ficção ou que elas nem tenham o direito de fazer o que dizem na TV. Mas, a sociedade reage mal. Fica na defensiva. Generaliza, estereotipa e acha que todos os homossexuais são assim ou do género. Logo, nada fiáveis, nada recomendáveis.
Há que exibir programas que sejam realmente educativos e não ir apenas evidenciar as situações, digamos, menos "normais" para a sociedade.
Já agora, porque não faz esta gente da TV que segue esta conduta, um programa sobre a heterossexualidade onde se exiba apenas aqueles que procuram as prostitutas na estrada, os bordéis selectos onde há também espécies de "quarto escuro", um alucinado por chuva dourada e coisas que tais, uma ninfomaniaca? Quem sabe assim, a sociedade percebia que há de tudo em todas as opções sexuais e que este tudo, desde que não choque com as nossas liberdades, deverá ser vivido sem que ninguém tenha nada que meter o bedelho?
O EuroLiberal tem uma qualquer fixação com Israel e com os judeus que ainda não entendi bem porquê? Olhe lá, fala aí tanta coisa sobre as aparentes "intolerâncias" de Israel...acha que os palestinianos são mais tolerantes? Sim? A cultura muçulmana é muito mais tolerante, então em relação à homossexualidade, nem se fala, não é? Fique a saber que Israel, apesar de tudo, é o único Estado democrático do Médio Oriente. É por isso que me assustam os grupos formados exactamente nessa zona do globo que têm por objectivo último a destruição do nosso modo de vida ocidental. Eu não quero abdicar nem da minha liberdade, nem do meu modo de vida, por haver quem considere que esta é uma forma ímpia e satânica de estar no mundo.
Deixe lá os judeus sossegados, que não são eles, seguramente, a maior ameaça para nós. Aliás, um dos erros históricos de Portugal, foi expulsá-los de cá há muitos anos atrás. E, por favor, poupe-me a insinuações de que até os talibãs seriam mais tolerantes, com o "isto nem no Afeganistão dos talibãs", porque é anedótico. No Afeganistão dos talibãs não se verificavam coisas bem mais graves, muito mais.
Direitinho: a sua ignorância é grande e o meu tempo limitado... Mas aí vai uma: Israel, estado mais democrático do Médio Oriente ? Só contaram prá você, né ? Nem mais, nem sequer democrático. Israel é um estado racista e apartheidesco que tal como a "democrática" Africa do Sul pré-Mandela não reconhece o direito de voto a 60% dos residentes de jure (incluindo refugiados). Pior, ao contrário dos racistas afrikaans, nem sequer reconhece aos bantustizados a nacionalidade, excepto a uma minoria de 1,2 milhões (num total de 7 milhões de palestinianos). Só haverá democracia na Palestina/Israel quando houver eleições livres, um homem-um voto, com formação de um governo de maioria (muçulmana, dada a demografia).
Sobre os talibans: eram muito obscurantistas, mas nunca li que chegassem a proibir casamentos entre pessoas de religião diferente... Aliás, na Palestina (como em todos os países árabes, no Egipto são 10% e no Líbano 40%))há milhares de árabes cristãos que se podem casar com muçulmanos (de sexo deferente). Mas em Israel (como em qualquer sinagoga no mundo), não... com a agravante de que aí não há casamento civil... Isto são factos...
Ah, e um cristão pode ser ministro ou presidente mum país muçulmano (Tareq Aziz, Boutros Gali, Leopold Senghor, etc.), ao passo que em Israel, não... Chega ?
Afixado por: euroliberal em julho 14, 2004 01:58 PMCaro Boss,
Eu quero lá saber se tem "pilinha", ou não, com esperma ou sem esperma. Mas, já que o menciona, torne-se útil para a sociedade e vá doar esperma. Só espero é que isso da homosexualidade não seja genético... eheheheheheheheheh
PS1- Paneleiros, gays, bichas, veados, larilas homosexuais, é tudo o mesmo. Todos sofrem de uma disfunção hormonal, ou sexual, ou são simplesmente, esses sim, hetero-frustrados.
PS2- Sabem qual a origem de "veado"? Segundo parece, não existem assim tantas fêmeas veados pelo que os machos, que querem manter a sua parceira só para si, vêem-se obrigados a dar o cu ao manifesto, ou seja, a serem enrabados para os outros machos libertarem os seus desejos "animais". LoL não?
EuroLiberal...desculpe lá a minha ignorância, e aproveitando a sua imensa sabedoria e já que é detentor de todo o saber, peço-lhe só que perca mais uns minutos comigo e me clarifique se, na sua perspectiva, há algum Estado no Médio Oriente mais democrático que Israel. Se sim, qual? E já agora, porquê? Só quem não aceita a existência do Estado de Israel é que pode defender que todos aqueles que habitam no território tenha direito a um voto. Exactamente devido à existência de uma maioria muçulmana. Seria o fim de Israel. Pode ser directo e dizer que Israel não tem direito a existir, pronto.
Será a sua opinião, com a qual discordo. Sem ressentimentos. As eleições organizadas pela Autoridade Palestiniana são livres e justas? As de Israel para quem tem o direito de voto, são-no.
Agora, Euroliberal, você aponta determinadas situações que não são permitidas por Israel, com as quais também eu não poderei concordar. Mas esses impedimentos, digamos assim, são bem menos graves que muitas "intolerâncias" ainda em vigor nos países muçulmanos que lhe são vizinhos. Mas se não posso permitir que me destruam o modo de vida ocidental em que vivo, como disse atrás, também não me posso arrogar a mudar-lhes o modo de vida deles. Terão de ser eles a manifestar essa vontade.
Afixado por: Direitinho em julho 14, 2004 03:10 PM
É inacreditável o nível do debate quando o tema é homossexualidade...verdadeiramente inacreditável. Deve ser duro ter um blog com debate aberto a todos e a todos os assuntos e depois ter de ler estas enormidades.
Afixado por: BP em julho 14, 2004 03:12 PMOh Firmino tens que dar o cu ao Paneleiro do BOSS se queres comer alguma coisa
Lolão
Direitinho:
Se há estados mais democráticos que Israel no Médio Oriente ? Há, TODOS são mais democráticos que Israel, mesmo os que são apenas semi-democracias (no Egipto quando há "eleições", votam todos, coptas cristãos (10%) incluídos, e não foram excluídos milhões da nacionalidade e do voto...). Mas há democracias a sério: o Líbano, onde os cristãos são 40% e têm constitucionalmente sempre o lugar de Presidente da República, é uma perfeita democracia, onde TODOS têm direito de voto (muçulmanos sunitas ou chiitas, cristãos maronitas ou ortodoxos e mesmo alguns judeus). O Líbano, como todos os países árabes (excepto a Arábia Saudita) é um país laico e não constitucionalmente muçulmano (enquanto Israel é um estado fundamentalista, confessional e teocrático judeu). E há muito mais democracias islâmicas. A 3º democracia do mundo é islâmica (Indonésia) e há ainda a Malásia, Bangla Desh, etc.
Quem é que lhe disse que Israel deixaria de existr com o one man-one vote ? A Africa do Sul deixou de existir com Mandela e a maioria negra ? O que deixaria de existir era o estado FUNDAMENTALISTA israelita, que passaria a ser laico, e onde muçulmanos, judeus e cristãos seriam cidadãos de pleno direito ! Os nazi-sionistas têm tanto direito a um estado judeu (puro, Heil SSharon !), como os racistas sul-africanos tinham direito a um estado BRANCO (puro)na Africa do Sul. Você sabe mesmo o que é a democracia ? E defende limpezas étnicas e roubos de terras, como ontem os nazis e hoje os judeo-nazis ?
Claro que a escumalha judeo-nazi (fora a que seria pendurada por crimes de guerra...)que não quisesse viver numa Palestina laica juntamente om outros crentes do Livro, só teria que emigrar. Quem está mal, muda-se ! Os judeus civilizados ficariam, concerteza, tal como a maioria dos brancos sul-africanos permaneceu...
A aceitar o precedente iSSraelita, então por que não amanhã um estado Gay puro, onde só os gays e fufas tivessem a cidadania e onde todos os heterossexuais fossem expulsos de suas casas e terras e bantustizados em guettos sempre sujeitos ao fogo das FFAA Gays ? Deve ser esse o sonho inconfessado do BoSS...
Afixado por: Euroliberal em julho 14, 2004 03:34 PMHetro, obrigado mas dispenso!
BP, nível do debate? Se há coisa que não admito é que tentem tratar-me como um atrasado mental. Não sou homofóbico. Confessei que ver homosexuais na rua a beijarem-se e noutras cenas me mete nojo. E qual será o problema? Não sou obrigado a gostar. Vivemos numa sociedade livre, ou não?
Afixado por: Rui Firmino em julho 14, 2004 03:46 PMComo ser inteligente, não alinho em polémicas com heteroestúpidos, um grupo social cuja dimensão costuma ser directamente proporcional ao grau de atraso económico, político e social de um país. O meu conselho para esses é sempre o mesmo: mais viagens e mais leituras. Mas, alguém me poderá esclarecer, não é o José Lello um homossexual no armário?
Afixado por: Vontade Indómita em julho 14, 2004 04:15 PM"Se há coisa que não admito é que tentem tratar-me como um atrasado mental. Não sou homofóbico. Confessei que ver homosexuais na rua a beijarem-se e noutras cenas me mete nojo."
"Todos sofrem de uma disfunção hormonal, ou sexual, ou são simplesmente, esses sim, hetero-frustrados"
Rui Firmino, eu sei que vou deixar-te em estado de choque. Eu sei que tu não suportas que te tratem como um atrasado mental, mas eu tenho de te dizer: o teu discurso mete-me nojo e estou convencido que sofres de uma disfunção hormonal ou és um homossexual frustrado. Suspeitas, enfim, nada mais que suspeitas...
Afixado por: BP em julho 14, 2004 04:15 PMPronto, chegamos ao comentário 69...Oops !
Afixado por: euroliberal em julho 14, 2004 04:21 PMEuroLiberal, para não nos alongarmos mto mais, porque nem é tema que deva fazer parte deste post. Até podemos falar mais sobre isto num outro post em que o assunto seja puxado, eu tenho a opinião, e permita-me que discorde de si, que Israel é o único Estado que mais se aproxima de uma democracia no Médio Oriente. O Líbano é um satélite da Síria, não é um país com autonomia. E não me parece correcta uma comparação entre África do Sul e Israel, num ponto. A África do Sul não corria o risco de a maioria negra querer acabar com a existência da África do Sul. A maioria muçulmana que vive em Israel e na vizinhança não reconhece Israel.
A Indonésia não está situada no Médio Oriente, nem a Malásia e nem o Bangla Desh. As eleições no Egipto são justas e livres? Mubarak a perpetuar-se no poder? "Eleições" destas também o Sr.Salazar as promovia. Dispensemo-las.
Também achp que usa o Heil e o SS a despropósito. A sua aversão aos judeus é tanta que até os associa a algo que lhes causa, ainda hoje, um sofrimento horrível. Talvez porque saiba que isto os choca mais que tudo.
Pelo teor dos comentários do Boss nada me leva a deduzir que ele queira ou sonhe com um Estado Gay. Apenas me parece que ele quer, e com toda a razão, ver o Estado do qual faz parte a aceitá-lo como é e a dar-lhe os mesmos direitos, liberdades e garantias que aos outros cidadãos (menos a adopção. Boss desculpa lá, mas em relação à adopção ainda tenho as minhas reservas).
Direitinho: pois é, você só pode afirmar que israel é democrático depois de provar que nas minhas afirmações que demonstram logicamente o contrário, há um erro de facto ou lógico...o que você não fez... Um apartheid (sul-africano ou sionista) NUNCA é democrático. Sem one man-one vote, NÃO há necessariamente democracia. E negros sul-africanos e palestinianos só são subhomens sem direito a voto para nazis. PONTO. Ou então a lógica é uma batata. E quem defende o roubo de terras e casas dos palestinianos, a sua privação total de de direitos cívicos, a sua guettização e bantustização É NAZI OU JUDEO-NAZI. Ponto. E ser gay não é desculpa, também há nazis gays, como o BoSS... Mainada !
Afixado por: euroliberal em julho 14, 2004 04:36 PMBP,
Frustrada fica a tua tentativa de ofender...
Frustrada deve ser a vida que tu levas...
Mas para quem se queixava do nível do debate, parece-me que conseguiste encontrar um novo fundo...
Já agora, já que és tão homosexualmente orgulhoso, porque não assinas com o teu nome.
Suspeitas...
PS- A troca de galhardetes fica por aqui. O barnabé não merece discussões deste nível!
BP,
As palavras que eu escrevi no meu primeiro comentário não eram minhas, mas sim do jornalista que publicou a notícia.
É certo que eu não mencionei isso e da maneira que escrevi parece que são palavras minhas.
As minhas desculpas pela minha má expressão.
Mas se leres o meu segundo comentário, aí eu já digo que foi o jornalista que as mencionou.
De resto, porque é que achas que eu memorizei uma notícia com quase um ano? Não foi pelo facto de ter lido só que tinha aberto um liceu para homossexuais, mas sim por causa do resto dos comentários que lá estavam, nomeadamente a tal suposta proibição.
Isso sim, foi o que fez com que eu tivesse memorizado a notícia.
Em relação aos bares gays, ao casamento, à adopção, etc, lamento, mas realmente não vou entrar na vossa discussão porque não sei.
Ou serei obrigado a tomar partido numa discussão sobre a qual não estou dentro do assunto?
"É preferivel ficar calado e parecer um ignorante do que abrir a boca e confirmá-lo."
(Prov. Árabe)
O Barnabé não merece é atrasados como o firmino, que depois ainda vem dizer uns posts acima que são de esquerda etc e tal, comprovando uma vez mais que até a esquerda portuguesa, e não só a direita, continua a ter laivos salazarentos do pior..
independentemente de o tratarem ou não como atrasado mental, é bom que saiba que o é, e se não o tratam, procure tratamento, urge!
Afixado por: Vítor em julho 14, 2004 05:46 PMPara encerrar a discussão, antes que venha para aí outro tentar insultar a minha inteligência, faço já aqui o meu "mea culpa" e faço minhas as palavras do Heroi do Silêncio:
"É preferivel ficar calado e parecer um ignorante do que abrir a boca e confirmá-lo."
(Prov. Árabe)"
Fico-me pela minha ignorância...
Agora podemos seguir em frente.
Afixado por: Rui Firmino em julho 14, 2004 06:42 PMEuroliberal: és doente, trata-te, a sério! E já agora era bom evitares atribuir-me opiniões que não são minhas. HOSPITAL JÁ!
Rui Firmino: os insultos foram começados pelo senhor, não se vitimize ok?
E seja mais homenzinho, menos cobarde e medroso, tenha noção do rídiculo de frases como: «Mais vale travar aqui já o processo, antes que fique fora de controlo.» Tem medo de "ficar" gay é?
Não se auto-vitimize, não fale de liceus onde nunca pôs os pés porque não quis e não porque tenha sido impedido. Não seja tão medroso, sociabilize mais, saia de casa.. Tenha noção!
Ainda bem que os chuchas não estão no poder para não termos que andar a discutir m.rdas que não servem para nada ...
Aliás, com estadecisão nem precisamos discutir, proponho que os gays que se queiram casar, passem a fronteira e fiquem a viver lá ...
Boss,
Agora mais a sério:
1. Eu não começei por ofender ninguém, ou, pelo menos, não foi essa a minha intenção. Expremi a minha opinião e se ela o ofendeu, então, peço desculpa pelos meus exageros. Pode crer que, de futuro, terei mais cuidado com este tema;
2. Liceu? Que liceu? Nunca toquei nesse assunto porque o desconheço de todo;
3. Não me conhece, não sabe que formação é que tenho, se socializo, ou não, portanto, abstenha-se de considerações pessoais. Eu expremi a minha opinião na generalidade, sem estereótipos. Não tente enfiar-me carapuças que, posso assegurar-lhe, não me servem de todo.
4. Que fique bem claro, não tenho nada contra a orientação sexual de cada um. Cada um é livre de seguir o caminho que quiser na sua vida.
Afixado por: Rui Firmino em julho 15, 2004 08:27 AM
Direitinho: mais vale ignorar o euroliberal. O problema dele é ainda não se ter apercebido da ignorância do que diz, das contadições do discurso e de estar cheio de uma qualquer raiva inexplicável aos judeus. Estou em crer que, se alguma vez o estado de Israel desaparecesse, o euroliberal virava para os muçulmanos o ódio dele, acusando-os de terem tentado conquistar a europa e de terem ódio aos cristãos.
Ele não tem problemas de argumentação, tem problemas com a argmentação. Com a dele e com a dos outros. Se amanhã o Sharon disser que 1+1=2, ele vai imediatamente dizer que isso é uma conspiração sionista e que o resultado nunca pode ser esse porque Sharon é um nazi (bem, aqui devo esclarecer que, mesmo não sendo bem um nazi, considero o Sharon um dos maiores criminosos de guerra da actualidade).
Afixado por: João André em julho 15, 2004 01:57 PMJoão André, concordo contigo: o Sharon não é flor que se cheire...e o pior, para aquela zona do globo, é que Arafat tb o não é. Só poderá haver um plano credivel de paz, quando nenhum dos 2 estiver ao leme das negociações. O entendimento entre judeus e palestinianos é possível. Se calhar, o Euroliberal não vai gostar se eles algum dia se entenderem.
Agora, para um post sobre o casamento entre homossexuais, foram os comentários resvalar para o conflito israelo-palestiniano. Peço desculpa a todos pelo desvio. Se calhar, a culpa até foi minha.
O que importa é: casamento entre homossexuais? Sim, eu apoio...porque quem é contra não me conseguiu dar uma justificação cabal para que o mesmo não possa ser legal.
Um abraço para o João André
Ou não será o euroliberal, ele próprio, uma invenção pró-sharonesca com o intuito de descredibilizar os apoiantes da independência palestiniana?
quanto ao Rui Firmino, de facto não falou no liceu, quanto ao resto, releia os seus comentários..
Afixado por: Boss em julho 16, 2004 04:21 AM