
Imagem roubada ao At-Tambur
Num mundo ideal, todos deveriamos ser como as músicas de Carlos Paredes. Ele definiu-nos, a nós portugueses, a nós humanos, como ninguém mais soube definir – só que em mais perfeito do que realmente somos. Aconteceu-me sempre que ouvi a música dele, em Portugal e fora: ver nascer as casas, o rio, árvores, emergir as coisas todas como se estivessem guardadas no sotão da mente e só aquela precisa sequência de notas tivesse o poder de desencadear as memórias reais e inventadas, com um carinho e uma saudade impensáveis por tudo.
Aviso desde já que não sinto exagero nisto que vou dizer a seguir. Pensei-o muitas vezes e só o diria sobre Carlos Paredes: nós fomos honrados por ter este génio entre nós. Para mim, está entre os grandes criadores, só comparável, nos portugueses, a Pessoa ou Camões.
Publicado por ruitavares em | TrackBackExpressa o que, também, sinto.
Sinto-me honrada com a música de Paredes.
Quem tanto amou a música e nos deu tanta Esperança.
Há mortes que pesam tanto...
Por favor, parem, de novo, as máquinas.
Afixado por: Maria Helena em julho 23, 2004 01:59 PMUma oliveira, o granito, uma calçada, o Tejo passando. São imagens de Portugal que cada acorde, cada entonação de Paredes cria em nós. Cada vez que presenteio um amigo brasileiro é com um cd do Paredes, um livro de Herberto ou Sophia e ficam «tocados» para sempre
Já é hora da despedida, de arrumar a mala como dizia o engenheiro pessoano, e enfrentar o vento do regresso, embalado por uma variação de Paredes.
JHB
é verdadeiramente o fim de um ciclo... a morte de figuras de vulto da nossa Cultura, apesar de nos entristecer, lança-nos um desafio, porque coloca a fasquia alta:
Só se honra a memória dos heróis, se se pretender superá-los.
Um cravo de saudade"
Assim com estas lacónicas palavras se anúncia:
morreu Carlos Paredesvítima de doença prolongada aos 79 anos.
Este homem era mais que um homem, era o Homem!
Correm dias em que o panorâma político nos faz ter vergonha de sermos portugueses. Carlos Paredes é daquelas Pessoas que me dá um imenso orgulho por falar a mesma língua que eu... Honra lhe seja feita.
Afixado por: magnânimo em julho 23, 2004 02:51 PMMorreu um génio. Disso ninguém tem dúvidas.
Afixado por: cachucho em julho 23, 2004 03:20 PMConcordo em absoluto. E porque o toque da música é mais imediato (do que o toque da literatura) ele foi sempre o génio que nos teve mais próximos.
Afixado por: miguel em julho 23, 2004 03:39 PMBacoradas pseudo-intelectuais:
"Ele definiu-nos, a nós portugueses, a nós humanos, como ninguém mais soube definir só que em mais perfeito do que realmente somos."
Sim? E qual era essa definição? Na música?
Um génio musical como ele, ainda bem, não precisa de epitáfios balofos, pseudo-intelectuais.
E não falta quem abane a cauda em anuência.
Será falta de massa cerebral? Oh! Oh! Oh! Oh! Oh! Oh! Oh! Oh!
Afixado por: anti-comuna em julho 23, 2004 03:42 PMConcordo com este post. Paredes é um dos grandes, um dos nossos maiores.
Bondade e génio. Combinação (muito) rara.
Afixado por: Bruno Rocha em julho 23, 2004 03:44 PMatenção, nada de baixar o nível.
Afixado por: rui tavares em julho 23, 2004 03:45 PMAh! Esqueci-me de te dizer, ó Tavares.
Chama-se a isto aproveitar a morte de um génio para se alcancorar com um feito inexistente. Que é passar por crítico musical e humano, do politicamente correcto.
Pronto. É uma forma de ascender socialmente. Uns vão a festas do Jet-Set, outros escrevem palavras bonitas mas sem conteúdo nenhum. Em ambos algumas coisas em comum: falta de ideias e muita maquilhagem.
Eh! Eh! Eh! Eh! Eh! Eh! Eh!
Afixado por: anti-comuna em julho 23, 2004 03:48 PMEste anti-comuna é mesmo idiota, é o típico ignorante que só diz baboseiras,e nem respeita a morte de grandes ícones da nossa cultura. Anti-comuna, dizes que se escrevem palavras bonitas mas sem conteúdo, e tu consegues cometer a proeza de as escreveres sem conteúdo com a agravante de nem bonitas serem.Mas adiante para assuntos mais sérios.
Concordo absolutamente contigo Rui, Carlos Paredes será recordado durante a eternidade por ter elevado a guitarra portuguesa a niveis internacionais. E numa altura em que a merda dos futebolistas são considerados heróis, devemos honrar a memória deste Homem como um dos grandes heróis lusitanos, a par de Camões e Pessoa.
Sou admirador confesso de Carlos Paredes, e será com devoção que lembrarei o génio dos nossos tempos.
Saúde
P.s- Camões e Pessoas foram vultos de peso na nossa história, mas não nos podemos esquecer de outros grandes homens que dignificaram o nosso país e o nosso povo. Falo por exemplo de: Viriato, Afonso Henriques, Afonso Costa, Aristides de Sousa Mendes, etc.
Definição de Carlos Paredes numa palavra: Génio!
Afixado por: Leonel Vicente em julho 23, 2004 04:25 PMÓ anti-comuna, eu não acredito que sejas idiota de nasceça. Parta chegares a esse grau de burrice só andando na escola com o Bush.
Essa da falta de ideias assenta-te como uma luva,
mata-te que andas por cá a gastar o nosso O2 inutilmente.
Ó Raskolnikoff, de facto sou um perfeito idiota.
Sabes porquê? Porque a minha inteligência não consegue entender esta frase:
"Ele definiu-nos, a nós portugueses, a nós humanos, como ninguém mais soube definir só que em mais perfeito do que realmente somos."
Qual foi essa definição? Sim. Tu, concerteza, entendeste. Mas aposto, como entendido que és nestas coisas, que me irás explicar. Ou não serás capaz? Oh! Oh! Oh! Oh! Oh! Oh! Oh!
Quanto a isto, ó nininho:
",e nem respeita a morte de grandes ícones da nossa cultura."
Demonstra lá, ó salta-pocinhos.
Eu para respeitar o génio musical basta-me deliciar com a audição de uma das suas músicas. Não venho para aqui elogiar o homem,com palavras ocas, só porque é bonito e me promove socialmente.
PS Ah! Sou anti-comuna mas separo a Obra do Homem. Ao contrário dos comunas proto-fascistas. Porque nunca vi elogio nenhum, de algum comuna, a algum tipo de direita com Obra firmada.
Sou anti-comuna, mas não fascista. ;-)
Capisce, ó Rascov? Eh! Eh! Eh! Eh! Eh! Eh! Eh! Eh!
Carlos Paredes
Nunca vi ninguém fazer vibrar as cordas com tanta intensidade e transmitindo tanta doçura e tanta carga emotiva... para além de ter um som único e português...
A melhor homenagem que lhe podiam fazer era criarem uma Escola de Guitarra Portuguesa, para que esta arte fora do tempo não se perca.
A minha homenagem e condolências à família.
É, não sou burro de nascença. Foi a educação de esquerda que me fez. Que se há-de fazer? Eh! Eh! Eh! Eh! Eh! Eh!
Quanto ao Bush, não andei nas escola com ele. Mas antes com ele que com comunas proto-fascistas. Ah! Ah! Ah! Ah! Ah! Ah! Ah! Ah!
É que ele, daqui a umas dezenas de anos, será lembrado pelo que fez. Os seus críticos nem sequer farão parte de uma mera no de rodapé. Ah! Ah! Ah! Ah! Ah! Ah! Ah!
Por isso, se eu tivesse andado na escola com ele, não seria o idiota que sou. Quem com ele andou na escola vive melhor que eu. Eu sou um pobre idiota... Oh! Oh! Oh! Oh! Oh! Oh! Oh! Oh!
PS Pois é. Eu tenho inveja dos ricos. Mas não sou mesquinho. Ao contrário de muitos comunas proto-fascistas. Eh! Eh! Eh! Eh! Eh! Eh! Eh!
Afixado por: anti-comuna em julho 23, 2004 04:35 PMAnti-comuna, de certeza que não foste à tropa.
Afixado por: Raskolnikoff em julho 23, 2004 04:37 PM"condolências à família."
Lê-se cada coisa neste blogue... Oh! Oh! Oh! Oh! Oh! Oh! Oh!
Ficava-te melhor pegares nas páginas amarelas, procurares o número de casa e telefonares. Ou enviares um cartão.
Mas escrever isto, num comentário de um blogue?
Faz-me lembrar as carpideiras que foram ao enterro do prof. Sousa Franco. Porque ficava bem e dava votos.
30 dias depois... Ninguém se lembrava dele.
Que populismo mórbido... Safa!
Afixado por: anti-comuna em julho 23, 2004 04:38 PMÓ Rascov, entendi perfeitamente as tuas explicações.
Mas eu, no teu lugar, tinha vergonha que um idiota como eu demonstrasse a tua perfeita vacuidade intelectual. Nem tu, nem o Tavares responderam ao meu comentário certeiro. Palvras ocas de cabeças ocas.
E o resto é conversa de caserna. Oh! Oh! Oh! Oh! Oh! Oh! Oh! Oh!
Afixado por: anti-comuna em julho 23, 2004 04:43 PMDe facto ocupa um lugar à parte. Músico de valor universal embora com raízes portuguesas. Pena que tivesse sido atingido pela doença que o impediu de tocar nos últimos onze anos da sua vida. Que a sua obra seja lembrada sempre. Adeus.
Afixado por: A Costa em julho 23, 2004 04:44 PMDe facto ocupa um lugar à parte. Músico de valor universal embora com raízes portuguesas. Pena que tivesse sido atingido pela doença que o impediu de tocar nos últimos onze anos da sua vida. Que a sua obra seja lembrada sempre. Adeus.
Afixado por: A Costa em julho 23, 2004 04:44 PMDe facto ocupa um lugar à parte. Músico de valor universal embora com raízes portuguesas. Pena que tivesse sido atingido pela doença que o impediu de tocar nos últimos onze anos da sua vida. Que a sua obra seja lembrada sempre. Adeus.
Afixado por: A Costa em julho 23, 2004 04:44 PMDe facto ocupa um lugar à parte. Músico de valor universal embora com raízes portuguesas. Pena que tivesse sido atingido pela doença que o impediu de tocar nos últimos onze anos da sua vida. Que a sua obra seja lembrada sempre. Adeus.
Afixado por: A Costa em julho 23, 2004 04:45 PMDe facto ocupa um lugar à parte. Músico de valor universal embora com raízes portuguesas. Pena que tivesse sido atingido pela doença que o impediu de tocar nos últimos onze anos da sua vida. Que a sua obra seja lembrada sempre. Adeus.
Afixado por: A Costa em julho 23, 2004 04:45 PMPeço desculpa pela repetição não intencional.
Afixado por: A Costa em julho 23, 2004 04:48 PMAnti-comuna:
Se todos os anti-comunistas fizessem comentários tão descabidos e inócuos como os teus o partido nada teria a temer, pois não havia quem os atacesse com convicção e lógica.
Ao ofenderes com tanto desrespeito as pessoas e os seus comentários, só dás prova de uma total anti-democracia, e pelo que sei, a anti-democracia é uma das alíneas primordiais dos "comunas proto-fascistas", que defendem que quem não é pelo governo, é contra o governo. Dizes que não é comuna proto-fascista, no entanto as tuas atitudes confundem-te com um deles.
Esses ataques aos comunistas não me atingem nem um pouco, pois eu sou profundamente anti-partidário, ficas a saber isso.
Se odeias tanto as pessoas que frequentam este site, bem como os seus comentários, tens bom remédio, não venhas aqui. Se és tão importante, não sei como és capaz de dar tanta atenção aos comentários de gente proto-fascistas, julgo que deverias estar acima disso. Julgo eu...
Desculpa lá, achas que vir aqui a este blog homenagear o Carlos Paredes promove alguém socialmente?AH AH AH AH AH AH AH, que ideia tão estúpida!! Mas deves ter razão, acho que vou subir socialmente, não tarda devo receber um telefonema para ir ao "Olá Portugal" falar do Carlos Paredes. OH OH OH OH OH OH
Trata-te pá!!!
Anti-comuna
Estou curioso. Disseste que provaste a minha "perfeita vacuidade intelectual", no entanto limitaste-te a mandar uma frases foleiras sem conteúdo, e alguns isultos à mistura.
Explica-te melhor.
Afixado por: Raskolnikoff em julho 23, 2004 04:58 PMBarnabé(s): a foto é da autoria de Serge Cohen. Fonte: booklet de "movimentos perpétuos: música para carlos paredes".
Cumprimentos do Helder F. Raimundo
''Compreende-se, assim, que em confronto com a governacao retrogada, os artistas corram, tradicionalmente, em Portugal, o risco de serem isolados, exilados, debilitados pelo fome ou queimados na fogueira.''
Carlos Paredes, Jornal de Letras, Ano I, nr. 15, de 15 de Setembro de 1981, p. 24
Eterna Saudade
Francisca
Anti-Comuna,
Já te passou pela cabeça deixares de escrever neste blog??
Se ainda não, penso que devias ponderar seriamente. Dás cabo da paciência!!
Até concordo contigo hm, mas por um lado é interessante ter gente desta fraca estirpe aqui no blog. De certo modo até que é estimulante reponder ás "bocas" deste individuo, é pena é que ele se limite a lançar ofensas inócuas no lugar de tentar refutar com argumentos válidos, a nossa "vacuidade intelectual".
Afixado por: Raskolnikoff em julho 23, 2004 05:16 PMDesapareceu o "Astor Piazzola (1921-1992)" da guitarra de Coimbra .
Talvez seja mais correcto dizer-se que o argentino é que é o Carlos Paredes do bandoneon.
Ou que Jimi Hendrix é o Carlos Paredes da guitarra eléctrica.
Porque se Piazzola e Paredes revolucionaram a forma de tratar o instrumento, descobrindo novas atmosferas e harmonias até aí insuspeitadas, Hendrix e Paredes ainda conseguiram modificar a própria sonoridade do instrumento.
Podemos, a partir da década de 60, fazer uma nítida distinção, até em termos de sonoridade, entre a tradicional guitarra portuguesa e a guitarra de Carlos Paredes.
Tal como entre a guitarra eléctrica até Jimi (Chuck Berry, Beatles, Rolling Stones, Shadows, etc) e a guitarra de Hendrix.
Depois destes 3 mega instrumentistas, até o percurso histórico dos próprios instrumentos mudou.
Tambem podemos estabelecer um semelhante paralelo entre 2 cantores étnicos com quem se passou o mesmo: Gardel e Amália.
Gardel, tal como Piazzola, seu contemporâneo e colaborador pontual, modificou o tango tradicional, quebrando muitas das suas regras de ouro, algumas das quais até físicas ("comendo" compassos, "atravessando-se" a meio de um discurso, obrigando os músicos a seguirem atrás de si), acabou por modificar - comentendo erros técnicos até - o próprio género musical.
Amália não desrespeitou nunca a estrutura rítmica do fado (não tinha conhecimentos musicais nem à-vontade para o fazer), mas alterou-a, introduzindo pausas, mais ou menos prolongadas, durante o desenvolvimento, em que a sua voz assumia, a solo, cambiantes e cores que só assim (sem ruído) seria possível apreciar.
E introduziu, também ela, uma forma diferente de cantar, se a compararmos com o faduncho até aí tradicional de Marceneiro ou Hermínia Silva, por exemplo. Uma forma de interpretar mais limpa, mais potente, mais cristalina, com muito menos ruído, arrastamentos e indefinições.
Piazzola e Hendrix estão para Paredes assim como Carlos Gardel está para Amália Rodrigues.
"Daqui a uns anos, já ninguém poderá ouvir esta música de guitarras. Isto vai passar", garantia ele, em entrevista ao Jornal de Letras, em 1981.
Felizmente Paredes era bem melhor a trabalhar o seu instrumento do que a fazer previsões.
Falta saber onde será o funeral porque não se encontra o seu cartão de eleitor, confessou à SIC, Luisa Amaro, sua mulher.
Uma vida riquissima e recheada de genialidade manteve a sua modesta ironia até no final.
Oh! Oh! Oh! Oh! Oh! Oh! Oh!
Ora vejamos lá essas pérolas pseudo-intelectuais.
"Ao ofenderes com tanto desrespeito as pessoas e os seus comentários, só dás prova de uma total anti-democracia, e pelo que sei, a anti-democracia é uma das alíneas primordiais dos "comunas proto-fascistas", que defendem que quem não é pelo governo, é contra o governo."
Mas ó queridinho, quem insulta quem? Idiota? Besta? Estúpido? Ah! Ah! Ah! Ah! Ah! Ah! Quem usas estas palavras?
Eu chamei-te à atenção de uma bacorada pseudo-intelectual. Uma vacuidade íntrinseca ao vosso proselitismo élitista. E vens dizer que eu é que sou estúpido? Ou idiota? Ou besta? Eh! Eh! Eh! Eh! Eh! Eh!
Mais. Quem é pelo governo? Sendo assim, a retórica vira-se contra o feiticeiro. Neste blogue nunca vi um elogio, por muito ténue que seja, a personalidades da direita, a intelectuais da direita, ou, pasme-se, já os vejo a zombar de um governo que ainda mal começou a governar. Tal como qualquer populismo fascista. É de direita, é mau! Ah! Ah! Ah! Ah! Ah! Ah!
Mas isso não quer dizer nada. Isso seria usar a vossa lógica de raciocínio. Porque, palavras como "ódio" não fazem parte de uma actividade política sã. Mas como cidadão demonstro, em casa deles, a sua profunda boçalidade intelectual, por trás de palavras bonitas mas de ocas ideias.
Poderia não cá vir? Podia. Mas também posso cá dmeonstrar que estes senhoritos não passam de uns balelas com intuitos propagandísticos. A favor de uma "certa ideia de esquerda", mas antes da esquerda bloquista. Por isso é que dizem que a esquerda, verdadeira esquerda, é a deles. A comuna proto-fascista. Ou estalinista! Oh! Oh! Oh! Oh! Oh! Oh! Oh!
Mas há uma ideia por ti exprimida que revela bem a tua maneira, e de muitos que cá escrevem e lêm, sobretudo na tentativa de me calarem tentando ignorar-me, que profundamente fascista. Que é:
"Se és tão importante, não sei como és capaz de dar tanta atenção aos comentários de gente proto-fascistas, julgo que deverias estar acima disso. Julgo eu..."
Pois é. A "gente importante", élitista, fascista, qual nazismo imerso nessas cabecinhas ocas e pseudo-intelectuais é que julgam que estão acima de determinadas críticas. De determinadas apreciações. De determinados julgamentos. Os "senhoritos" estão acima disso, não é? Oh! Oh! Oh! Oh! Oh! Oh! Oh! Oh!
Não. A vossa incomidade é outra. A vossa incomidade é que, por trás da minha linguagem de sarjeta, linguagem à UDP Eh! Eh! Eh! Eh! Eh! Eh! Eh! Eh!, revela-se uma demonstração gritante da forma como esta "esquerda" pensa, age e utiliza os chamados "novos meios de propaganda".
E incomoda alguma voz que vos chame fascistas, porque na realidade o sois. Essa é que é essa. Basta analisar as caracerísticas destes "senhoritos", da sua linguagem, da sua pretensa sabedoria pseudo-intelectual e, pasme-se, nos epitáfios a homens que tombam perante a lei da vida, ou da morte, se preferires.
Esse é o vosso incómodo. Mais incómodo é, é que no fundo, bem lá no fundo, esta é a linguagem da "canalha popular", aquela que fala mal, diz caralhadas mas é franco e directo, em pôr o nome aos bois.
É que eu sou o subproduto da sarjeta, das casas de alterne, das tascas bolorentas, mas que vos chama à atençao para a vossa ideologia fascista. Não é por caso, quando se discte algumas coisas aqui trazidas por mim, como as teses políticas bloquistas, onde mostrei claramente que não passam de teses fascistas. Uma espécie de neo-fascismo-comuna.
Ou quando acusei o BE de estar comprado por um grupo financeiro, que lhe interessava que a Carlyle fosse afastada de um negócio estatal. E o que responderam? Nada. Porque a verdade doi.
Incomóda? Ah! Pois incomóda. Os nazis também se sentiam incomodados com as "matilhas liberais e burguesas". Tal como aqui. Eh! Eh! Eh! Eh! Eh!
Dedicado a ti, e à restante pandilha.
E que me perdoe o Pacheco Pereira.
"UM PARTIDO DE SENHORITOS (Algures no Éter, Julho de 2004)
(Fragmentos)
Estamos hoje a debater o pedido de eleições antecipadas apresentado pelo Bloco de Esquerda que deu, com essa requisição, uma tardia mas justa razão à política da direita. De facto, o BE ao apresentar um pedido de eleições antecipadas deu razão aos argumentos políticos da coligação. A saber: que é a Assembleia da República a sede para o debate e o confronto político plural entre os partidos, e que o tipo de críticas globais e sistemáticas que a oposição de esquerda fazia ao Governo e à coligação implicava a consequência de uma actuação presidencial perigosa, instrumento potencial para provocar a queda do Governo.
Verdade seja dita que só com relutância o fez por se ter colocado no seu flirt com o Presidente da República num beco sem saída, a si e ao Presidente da República, depois da coligação o ter desafiado a trazer o debate político para a sede parlamentar o que punha em causa a tese que o BE queria alimentar de que a Assembleia estava bloqueada.
As bravatas recentes do Dr. Louçã, para quem todo o mundo a começar pelo Presidente da República e a acabar pela Assembleia, estão rojados a seus pés, quase a pedir desculpa por existirem, destinam se exactamente a esconder isto mesmo: o BE pediu eleições antecipadas porque não tinha outra alternativa e porque não podia continuar mais o perigoso conúbio que mantinha com a actuação oposicionista do Secretário-Geral do PS, sem pôr em causa a imagem de ambos.
As peripécias que rodearam a apresentação desta requisição e o conteúdo da mesma são por tudo isto uma oportunidade ideal para se compreender o que faz e o que quer o BE, ou melhor, a parte do nome da coisa BE que é acrescento da coisa, o PSR, e que nada quer ou tem a ver com a coisa em si a UDP. Aliás, muito significativamente, nos papéis recentes do BE, a parte do nome que é esquerda fica-se apenas pelas iniciais da sigla, enquanto que Bloco de Esquerda aparece sempre por extenso, quando escondem o PSR e a UDP. O BE tem vergonha da UDP.
De facto, chamar a uma parte do BE, "esquerda democrática", é um daqueles usos dos adjectivos de que falava G. Orwell para designar exactamente o contrário daquilo que se é, (como a República Democrática Alemã, que não era nem "república", nem "democrática", e muito menos "alemã").
Do mesmo modo, o "bloco" é bem pouco democrático, a meio caminho entre um arremedo de uma cópia tardia do nome da UDP e a vontade de se rever naquilo que na Espanha de Garcia Lorca se chamaria um "partido de señoritos". É um partido "democrático" entre aspas, a que falta o povo e, a que falta acima de tudo, a expressão dos interesses, aspirações e necessidades, do povo, o mesmo povo que a gente suspeita que, em privado, no BE se considera a "canalha", a velha "canalha" assustadora da Revolução Francesa com que este tipo de esquerda radical e ultraurbana sempre conviveu muito mal.
O BE é hoje um partido sem história, sem memória, sem referências e gaba-se disso. Os seus dirigentes pensam que há nisto mérito porque lhes dá uma liberdade de acção que é conveniente à ligeireza das suas posições mas tem o péssimo resultado de pensarem que estão livres para dizerem tudo o que lhes vem à cabeça e para não aceitarem responsabilidades por nada. Têm o complexo de Adão: pensam que o mundo começou com eles e, embora não o digam, pensam também que, como se diz no Apocalipse, quando no lugar de Armagedão, a taça cheia da ira de Deus se quebrar e surgir uma nova maioria parlamentar, o mundo também acabará em simultâneo com eles. Encolherão os ombros e olharão para a "canalha" com desdém porque acham que esta não os merece e desaparecerão para o seu mundo de interesses privados a que chamam abusivamente "sociedade civil".
De facto, uma das coisas que caracteriza a actuação do BE é um consistente ataque e desvalorização da Assembleia da República, usando todos os clichés clássicos do anti parlamentarismo, muito em voga na velha esquerda do "Homem Novo" dos anos 20 e na "nova esquerda" dos anos 60. E esse ataque é feito porque é esta Assembleia, nas suas qualidades e defeitos, que melhor representa a soberania popular: precária, desigual, pouco elitista para o "fino" gosto do BE, contraditória e plural, como é feito o tecido do país, o Portugal dos portugueses.
No meio disto tudo, o pedido de eleições antecipadas parece um breve hiato numa lamentável prática anti parlamentar em que o BE se tem especializado. Parece mas não é.
Após a sua apresentação, logo o governo é atacada pela sistemática memorização que é feita do próprio Grupo Parlamentar do BE. Tratados eles também de "interesses rotativos" na acusação genérica do Dr. Louçã, atacados também por estarem a representar interesses e não trabalharem em prol do todo nacional, sujeitos a todas as invectivas contra aquilo que se chama a "classe política" por parte desse típico membro da "classe política" que é o Dr. Louçã.
À margem de qualquer papel significativo no "novo" BE, os deputados do BE, concerteza para se demarcarem dos excessos anti parlamentares da actual direcção do partido, são rebaixados na sua condição de interesseiros e de homens acantonados a interesses, e assistiram primeiro à subalternização do parlamento através do desnecessário apelo intervencionista ao Presidente e depois: aceitando que fosse fora do Parlamento e à revelia dos seus deputados, que fossem conduzidos todos os actos relevantes de um processo que é intrinsecamente parlamentar e "pertença" deles mesmos deputados do BE.
(…)
Começa por ser uma política disfarçada, escondida, ocultada nos seus fins e objectivos. Do mesmo modo que o PCP não pode nomear a sua política verdadeira, que consiste na tomada revolucionária do poder político , também o BE não o pode fazer porque detrás de todas aquelas grandes palavras está uma realidade comezinha e pouco brilhante: o BE quer que a coligação perca a maioria parlamentar que hoje tem, para, na convulsão dessa perda, afastar da vida política o dr. Santana Lopes e ter a oportunidade de impor uma aliança com um PS enfraquecido que se tornaria refém de um pequeníssimo BE. Quer ver acabar o governo maioritário, quer ver afastado Santana Lopes que elegeu como inimigo principal, quer um PS para aliado porque sabe que precisa dos seus votos que o BE sabe nunca ir ter, mas quer subordinado a uma frágil coligação em que o partido mais pequeno mande. O PS traria os votos, o BE exerceria o poder.
Todas as grandes palavras do BE servem só para esconder isto e é contra isto que a direita tem que combater, porque a estabilidade política do país não pode ser hipotecada ao de um pequeno partido no extremo da esquerda e a um grupo de dirigentes políticos exaltados, que faz política subordinada aos editoriais do director de um jornal, que não conhece o país e que está obcecado por uma vontade de poder sem grandeza nem dimensão.
O que dissemos atrás revela uma das características mais negativas da actual política do BE e que consiste precisamente em esconder e disfarçar as suas verdadeiras posições políticas por detrás de arrogantes proclamações morais. Este teatro da indignação moral a que o Dr. Louçã dá a voz e o corpo todos os dias, tem o duplo efeito de degradar a acção e o debate político, e de abastardar o papel dos valores quer na acção política colectiva, quer no ethos individual, onde estes têm outro lugar e outra fala.
Esconder a política por detrás de proclamações morais é sempre uma má política e uma péssima ética. Ao conduzir uma política com uma linguagem feita de proclamações morais, o BE impede que as suas posições políticas sejam debatidas no mesmo plano de todas as outras, instituindo assim uma dicotomia entre "nós", os puros, os da "fortaleza das convicções" como, sem o senso de ridículo, se auto classifica o Dr. Louçã e os "outros" os incompetentes, os inaptos, os corruptos, os traidores, os vende pátrias, etc, etc. Esta é uma linguagem que, na simplicidade do seu preto e branco, é estruturalmente repressiva.
Este tipo de linguagem pretensamente moral assume assim um carácter totalitário, próximo da "língua de madeira" que os comunistas falam, tornando absolutas e inquestionáveis posições que são de um partido, que como as de todo e qualquer partido, são parciais e representam escolhas, e opções tão legítimas como quaisquer outras, mas de nenhum modo eticamente superiores, como quase sempre se apresentam. Esconder que este é o carácter da linguagem política em democracia e substitui-la por invectivas morais sobre os bons e os maus é destruir o espaço do debate público, a igualdade da escolha que se coloca ao último julgador: o povo e o primado das leis.
A enorme arrogância do BE, patente nas mais pequenas declarações, patente nos tiques e nos truques da linguagem, na falsa e estudada indignação dos seus dirigentes, é pois um mecanismo de ocultação, no fundo uma pequena táctica politiqueira ao serviço de posições tão precárias, circunstanciais, dependentes de interesses e idiossincrasias, egoísmos e ideais como quaisquer outras.
(…)
A arrogância do BE não tem apenas como alvo Santana Lopes e o Governo, mas tudo o que é actividade política e todos os partidos. Na apresentação daquilo e que chamou a "verdadeira" moção de censura do povo, o Dr. Louçã dirigiu-se aos órgãos de soberania em perfeito estilo incriminatório, quer aos da "oposição traidora" como ele chama ao Presidente da República quer aos “agitadores de salão" como ele chama aos dirigentes do PS. Disse-lhes que o BE já tivera com as eleições europeias, "significativas vitórias", entre as quais ter obrigado os partidos da oposição a pedirem eleições antecipadas a reboque do BE. E ameaçou-o: "parece que já se resignou (o Presidente da República) a continuar a política da direita. O país já sabe que existe uma maioria e um governo: mas só faltava que tivessem um Presidente do lado do governo" (...) "escolhendo a continuação da maioria, reconhecem que o BE lidera a oposição". Reparem bem no tom das palavras: "só faltava que..."
Tenho a convicção de que muito do que nesta intervenção se afirmou corresponde àquilo que muitos deputados da oposição gostariam de ter dito ao BE.
Esperamos pois que os partidos da oposição ainda tenham algum sentido de dignidade e sejam capazes de manter a autonomia da sua acção política sob pena de se tornarem cúmplices do Dr. Louçã. Espero que não aceitem ser assim tratados, porque da nossa parte não o aceitamos. Connosco não falam assim.
Por nossa parte recusamos a iniciativa do BE. Somos um partido com experiência de Estado e de governo, com experiência de acção política, com um programa claro e objectivos definidos. Acima de tudo somos um partido a quem o povo português deu a confiança para governar e a quem nos apresentamos em 2006 para ser avaliados, não nos confundimos com um partido que usa e abusa de um tom de exaltação tribunícia, de arrogância e intolerância, e que transporta consigo a marca inconfundível das margens da vida política.
Deixemo-lo continuar a lá estar."
Afixado por: anti-comuna em julho 23, 2004 05:51 PMComo guitarrista profissional e terapeuta acho que Carlos Paredes morreu há muito, morreu no seu último concerto. Hoje é apenas mais um dia em que pego na minha guitarra e interpreto "Verdes anos". O casulo onde habitava esse génio esvaziou-se depois de se ter tornado numa cadeia opressiva. Acho que Paredes nos lembrava de tudo de bom o que pode acontecer quando algúem é livre, assim como muitos comments a este post trataram-nos de lembrar tudo de mau.
Afixado por: noiseformind em julho 23, 2004 06:00 PMContinua assim anti-comuna. Não basta termos as palhaçadas do Portas e do Santana ainda temos a tua imbecilidade para nos rirmos.
És o perfeito exemplo da direita. O Portas por baixo, o Santana por cima e tu no meio...
«É que eu sou o subproduto da sarjeta, das casas de alterne, das tascas bolorentas» enfim... se ainda fosse filho, agora sub-produto!
Não há maneira de limitar o espaço para escrever? é que fiquei cansada de ter que passar à frente tantas palavras.
Afixado por: viva o vivó anti-comuna em julho 23, 2004 06:26 PManti-comuna
há momentos em que devemos saber estar calados
Eis os senhoritos em acção:
"És o perfeito exemplo da direita. O Portas por baixo, o Santana por cima e tu no meio..."
"é que fiquei cansada de ter que passar à frente tantas palavras."
"há momentos em que devemos saber estar calados"
Os senhoritos não precisam de ler, para julgar ou contra-argumentar.
Os senhoritos não precisam de questionar, para colocarem rótulos taxativos.
Os senhoritos não precisam de meditar.
Os senhoritos já sabem o que é a direita e todo o arco-íris da direita.
Os senhoritos já sabem que toda a direita se revêm Portas e Santana Lopes.
Os senhoritos é que sabem escrever e pensar. São exímios a escrever epitáfios! Oh! Oh! Oh! Oh! Oh! Oh!
Os senhoritos são os verdadeiros defensores da verdade.
Mas o Carlos Paredes, e quem o conhece sabe o quanto é assim, nunca se reviria nestes senhoritos nem tão pouco neste tipo de epitáfios.
Mas o senhoritos, que não puderam nem souber lhes acantonar a alma e as ideias, tentam, agora, se apropriar da sua memória.
São comunas proto-fascistas, que se há-de fazer? Oh! Oh! Oh! Oh! Oh! Oh! Oh! Oh! Oh!
Afixado por: anti-comuna em julho 23, 2004 06:44 PMAnti-comuna
é que não se aproveita mesmo nada do que tu dizes!!
É impressionante!
Sabem o que é que me espanta verdadeiramente? é que alguém perca um segundo que seja a responder ao anti-comuna e a outros que tais. Parece que lhe estão a dar corda.
Afixado por: eu em julho 23, 2004 07:06 PMNo fundo se calhar os blogues de direita é que fazem bem, nao há espaço para comentários porque conhecem bem o nível dos apoiantes que têm. Nem num post sobre o Carlos Paredes evita destilar ódio sobre a esquerda/BE/Louçã, enfim, a cassete do costume. Seria facilmente ignorável se nao fosse moderadamente repugnante. Ao menos o Reaça teve mais presença de espírito e não pôs cá os pés.
Afixado por: Rui em julho 23, 2004 07:47 PMA sua música tem algo de triste, algo de tão sincero e honesto; alguns comentários que aqui se vão fazendo são também tristes, mas desonestos até à espinha, eis o abismo que nos separa dele! Já nem estes momentos são respeitados e por favor, à falta de melhor, silêncio, silêncio... lembrem-se que ele esteve assim durante 12 anos, em silêncio, sem tocar. Uma palavra para aqueles que vêm na política um divertimento infantil e vazio: razão.
Quanto a ti, e à tua arte ecuménica, não deixes de tocar com as melopeias divinas.
Que este senhor, que surge como anti-comunista, de facto é irreverente e provocador no seu comentário inicial, concordo, pois veio estragar a intenção deste post com uma critica ao autor do post e ás suas razões, dando uma ou mais razões(desculpas) a alguns de vós intervirem.
Infelizmente, uma secção de comentários a um post tão rapidamente se torna numa secção de comentários a um comentário de alguem que tem uma ideia pouco harmoniosa com o resto do grupo.
Pessoalmente acho que seria beneficial se de algum modo fosse possivel na construção da pagina, a separação de comentarios a um post, e dos comentarios a um comentario. Ou talvez não.
"é que não se aproveita mesmo nada do que tu dizes!!
É impressionante!
Afixado por hm em julho 23, 2004 06:49 PM "
discordo, este senhor tem ideias, e opiniões, e expõe-as muito bem, tanto na argumentação como na coerência de ideias. Se o motivo para a vinda deste senhor aqui seja causar disturbio e "sarrabulho", pena. Mas que se divirta, pelo menos enquanto lhe forem dadas palavras ("lenha para queimar"). Não me incomoda, pois tambem me diverti a le-lo e quem sabe se não aprendi tambem mais alguma coisa.
Afixado por: visitante em julho 23, 2004 08:14 PM:)
Afixado por: Pecola em julho 23, 2004 08:20 PMCarlos Paredes é orgulho nacional, não o outro.
Afixado por: jd em julho 23, 2004 08:56 PMGrande Peditório Nacional:
Objectivos: - Comprar um cérbero ao comentador "anti-comuna". Peio menos umas células que lhe permitam comprender os fundamentos das ideologias comunista e fascista, já que ele passa a vida a falar de "comunas proto-fascistas" (mas depois diz que os outros é que não tem capacidade de argumentação...).
- Comprar um cérbero aos webmasters do blog, que por inacção permitem que tal lixo continue a poluir a área.
Depois de ter lido o artigo percebi o que profundamente me desgosta no facto de termos também um durao Barroso - dum lado o génio que nos honra e do outro a representaçao viva de tudo o que nos tira a dignidade
Afixado por: Mário em julho 23, 2004 09:08 PM...e aqueles que por obras valorosas
se vão da lei da morte libertando
Carlos paredes, nunca morrerá!
Viva Carlos Paredes
...e aqueles que por obras valorosas
se vão da lei da morte libertando
Carlos Paredes, nunca morrerá!
Viva Carlos Paredes
...e aqueles que por obras valorosas
se vão da lei da morte libertando
Carlos Paredes, nunca morrerá!
Viva Carlos Paredes
..essa treta de dar respostas a anicomunas e a outros filhos de puta já cheira mal...ignorem a besta!
Carlos Paredes não merece nem gostaria que dessemos tanta importancia a fdp como esse anticomuna...
Afixado por: Safadote em julho 23, 2004 10:26 PM Os Génios não morrem, vai-se o físico e fica o seu espírito, sua arte que nos ilumina com a sua Música e arte.
Foi-se no dia em que Amália fazia anos, que coincidência!
Anti-comuna ou não sei o quê diz"(...) não falta quem abane a cauda(...)", que eu saiba aqui e na sociedade humana ninguém tem caudas...se o anti-comuna a tem eu prefiro o REX cão polícia que pelo menos é uma estrela e o seu descernimento ultrapassa a "bitola"...
Mas que seca...
Safadote parece que roubei um pouco do seu pensamento mas, por um acaso só agora li! Foi coincidência. :)
Apareceu o Anti-comuna e deu-me uma alergia que fui responder ao post e dar uma indirecta ao anti-comuna ou lá o que ele é... que precisa de um psicólogo...!
Desapareceu mais um dos que nos traziam a voz de Deus
Afixado por: lucrecia em julho 24, 2004 01:50 AMMeus senhores, e se fossem destilar os vossos ódios de estimação para outro lado...é que já falta a paciência para ler tanta imbecilidade..ainda por cima num post em que não estão em causa nem a esquerda, nem a direita, mas unicamente o elogio de uma Obra e o respeito pela memória de um Homem que fisicamente morreu hoje.
Afixado por: monalisa em julho 24, 2004 02:13 AMobrigado helder raimundo
Afixado por: rui tavares em julho 24, 2004 02:39 AMLeio a afirmação final do Rui Tavares e penso: Aquele Rui Tavares não percebe nada de literatura ou então não percebe nada de música.
Num movimento sempre perpétuo,
Dostlichevlichiv
Ps: Adeus Carlos Paredes. Fica a obra. Para sempre.
Afixado por: Dostlichevlichiv em julho 24, 2004 04:02 AM"«A música que faço é um produto das circunstâncias imediatas do tempo em que eu vivo, e passará a ser encarada de outra forma quando essas circunstâncias desaparecerem. É uma coisa que, se perdurar graças aos discos, ficará apenas com o valor de documento, como acontece com toda a pequena música, desde os Beatles ao Manuel Freire. E já ficarei muito orgulhoso se, daqui a muitos anos, puder ser entendido como um compositor que se integrava bem nos acontecimentos desta época...»
(Carlos Paredes in Se7e, 5.10.83.
Além de excepcional músico, Carlos Paredes era um homem com uma vida exemplar.
Sem dúvida que Carlos Paredes nos definiu (enquanto humanos) como poucos nos souberam definir, só que em mais perfeito do que realmente somos, através da sua extraordinária capacidade artística e humana.
PAREDES, não é um génio Português-é um Génio da Humanidade. Conseguiu, duma só assentada ser um grande ser humano, duma pureza transbordante, um eximio instrumentista, um compositor de excepção, um inovador por excelência, de tal modo que a sua musica é logo identificável às primeiras duas ou três notas.
Sinto-me honrada por um dia, ter sido recebida pelo GÉNIO. Foi uma das tardes mais fulgurantes da minha vida. E guardarei para sempre a sua memória. Agora, há que escutá-lo.Há que divulgá-lo às gerações vindouras...
Xi!!!! Tantos senhoritos. Tantas sumidades!
Estes senhoritos, talvez frequentadores de esquinas, quiçá meus pais, anónimos como o meu, escarnecem da mulher que lhes alombou com o corpo.
Estes senhoritos, tal como com a minha mãe, não se preocuparam em tagarelar antes de esbotarem pelos seus escopos.
Estes senhoritos, que foram comer prato rançoso, escarnecem agora os seus próprios filhos?
Há mulheres mais putas que a puta da minha mãe, mas não tão rascas como as das alguns senhoritos.
A minha mãe vendia-se às claras para pagar as escondidas; ao passo que alguns dos senhoritos tinham mães de peles claras mas que se vendiam às escondidas.
Estes senhoritos, sejam safadotes ou arianns, se calhar são os meus pais e meus pais não os escarneço. Mas sei que são fracos pais, de fracas rezes paridas. De fracas rezes benzidas. Porque são fracos pais, estes senhoritos, que cospem nos seus próprios filhos.
Não porque o filho tenha nascido. Mas por causa da mãe. Não porque o filho saia aos pais, mas porque sai à mãe.
Se calhar sou filho dum dos senhoritos acusadores. De fraca verbe, inteligência e duros de rins, à moda das tribos da futebolância. Mas não os escarneço. Porque deles não sei qual é o meu pai.
Mas a minha mãe sei quem foi, por muito puta que o tenha sido. Mas dos outros filhos destes senhoritos não o sei, porque um em cada cinco fogem ao prato casamenteiro natural, e não serão meus irmãos biológicos. Mas aminha mãe era puta, às claras para pagar as escondidas. Mas as senhoras destes senhoritos, quem sabe, se não pagam as misérias dentro de telhas, com fodas às escondidas?
"Pai. Porque me abandonas?"
Afixado por: anti-comuna em julho 24, 2004 09:51 AMDostlichevlichiv:
pelos vistos não sou só eu que não percebo nada nem de literatura nem de música. o texto do fernando magalhães, do público, termina hoje assim:
"Carlos Paredes, como Amália, como Camões, como Pessoa, foi, é português, e desse ser português se ofereceu em arte, se esvaziou de vida por amor a quem lhe retribuiu durante anos com palmadinhas nas costas. Sobre a sua própria música, Paredes foi lapidar: "Comove sem fazer chorar."
para mim a comparação com pessoa e camões é evidente. o mesmo tipo de alegria melancólica aparece nos três.
Afixado por: rui tavares em julho 24, 2004 12:58 PMO anti-comuna monopolizou estes comntários, o que é uma proeza. Eu também abomino as ideias do anti-comuna e sobretudo alguma da sua linguagem, mas a verdde é que o homem vai à luta e, mal ou bem, ARGUMENTA, o que significa respeito pelos seus adversários ideológicos, mas o inverso já não se verifica nestes comentários. E é verdade: ninguém lhe explicou aquela frase que nem para atacadores: «Ele definiu-nos...». É uma filha de uma puta de uma frase que nenhum artista, mesmo morto, gosta de ouvir - se o artista definisse era um manual escolar... Quanto ao anti-comuna, pode ser tudo mas é honesto, é pena o sentido crítico dele dar só para um lado; e de certeza que gosta mais de Carlos Paredes do que muitos caga-sentimentos deste blogue.
Afixado por: jm em julho 24, 2004 07:23 PMSubscrevo na totalidade as palavras do JM.
Afixado por: Coronel Kurtz em julho 24, 2004 09:51 PMPois é, ó JM.
Estes tipos são uma verdadeira desgraça. São exímios nas piruetas das ideias e das palavras.
Leia-se novamente isto:
"Ele definiu-nos, a nós portugueses, a nós humanos, como ninguém mais soube definir só que em mais perfeito do que realmente somos."
Isto, o que é? Um aborto elogioso saído das palavras daqueles livrinhos de ler e deitar fora. Do politicamente correcto. Do elogio sem sentido. Das palavras ocas mas com intuitos óbvios.
Parece aquelas festas, onde por vezes caímos, onde aparece aquelas abéculas, com óculos fundo-de-garrafa, que são capazes de falar de tudo e mais alguma coisa, sem dizerem praticamente nada.
Mas não se revela só nos epitáfios. Revela-se nas suas constantes mensagens políticas, umas subliminares, outras nem tanto, onde procuram surfar a onda do momento. Num kitsh politico-social, com objectivos claros, mas com pouca substância de ideias. É o populismo típico desta "esquerda", sem eira nem beira, com um programa político escondido, mas de bandeiras disfaradoras das suas pretensões totalitárias.
Independentemente dos critérios sob que se regem, eles só têm uma visão para dar. Palavrinhas que agradam ao souvidos de determinados sectores populacionais, sobretudo na onda de protesto, tão do agrado do activista juvenil, que até criou moda com o uso ao pescoço do "lenço à Arafat", sem compreender das razões do uso desse mesmo "lenço, por parte do dito cujo.
Aliás. Veja-se o que é o BE. Uma espécie de activismo juvenil retardado. Com expoente máximo no Francisco Louçã, na sua recusa de aderir ao "establishment" maduro, na forma como usa as suas roupas, seja na AR, seja num qualquer palco político.
É uma magem cuidada. Pensada. Dirigida especialmente aos imaturos activistas juvenis, que adoram esta rebeldia anti-sistema, como faziam alguns durante a década de 60 e 70. Ou até, os hippies, os beatnicks e demais contra-culturas anti-sistema.
Nada é feito ao acaso. Tudo é pensado e revirado. Tudo implica mensagem e embalagem política, nem sempre pelas melhores razões. Usam técnicas de propaganda, como qualquer político. O Jorge Coelho não imitou o António Guterres, rapando a barba, metodicamente e e no tempo, quando compreendeu que Guterres iria fugir?
Estes novos políticos, mesmo quando não se dizem políticos, como se isso fosse possível a quem pratica actividade cívica de interesse comum, usam estas técnicas de camaleão, ao bom estilo político tradicional. Apenas inovam na embalagem. Porque no conteúdo é que perdem tudo. Porque usam bandeiras políticas "chiques" e na moda, tantas vezes incoerentes e incongruentes entre si; como o desenvolvimento económico dos países pobres e o seu ódio à "globalização" e à liberalização do comércio inernacional; ou a defesa do Protocolo de Quioto e a luta contra a competição e concorrência económica, único método de criar e sustentar económicamnete uma aternativa aos hidrocarbonetos. Ou mais ainda. Uma oposição ao uso da força nas Relações Internacionais e ao mesmo tempo dizerem que defendem o Direito Internacional, quando este só será eficaz precisamente com o uso sa dorça. Como qualquer puto que frequenta o primeiro ano de Direito logo assimila, para entender a diferença entre Normas Jurídicas e Ética.
Mas estes são os políticos do "chique" e do politicamnete correcto. Dos ódios escondidos ao amor pelo comunismo. Seja encapotado, seja às abertas, embora menos.
Este epitáfio balofo tem a sua razão de ser. É uma mensagem que se destina aos comunistas ainda no activo. Uma espécie de piscar-de-olho aos ainda marxistas que se revêm no PCP. E, também, a alguns que militam na CGTP, mas que pretendem mudanças na "correia-de-transmissão".
Porque se este epitáfio fosse feito a pensar no génio que nos deixou, as palavras teriam de ser outras, com outra roupagem, mais simples e sobretudo com mais conteudo. Não nos esqueçamos que Paredes morreu a militar, ainda, no velhinho PCP, causa e porto-seguro, das suas batalhas contra o obscurantismo político, social e ideológico.
E Paredes não gostava dos "palavrosos" de fraco conteúdo. Dos "estetas" sem substância". Ele gostava mais do barro disforme, sem ter sido, ainda, moldado ao sabor das conveniências.
Mas este epitáfio foi tudo, menos isso. Foi uma tentativa de grangear mais umas admirações, sobretudo entre alguns activistas, a maioria juvenis, outros nem tanto.
Antigamente os políticos da província, sobretudo italianos, dos democrata-cristãos, eram exímios em aparecerem aos enterros dos que se iam, para com palavras bonitas, mas quase sempre ocas, "pregarem o seu sermão político" aos que cá ficavam. O seu interesse não residia em homenegera o morto. Mas antes os vivos, que gratificavam tais "palavras honrosas" na respecitiva urna. A eleitoral.
Estes imitam. Só é pena que não exista quem tenha coragem de lhos dizer directamente.
É necessário um anti-comuna! Oh! Oh! Oh! Oh! Oh! Oh! Oh! Oh! Oh! Oh!
Afixado por: anti-comuna em julho 25, 2004 03:19 PMMais ainda, sobre o epitáfio bacoco pseudo-intelectual.
Passando pelo Bloguito,o gajo indica artigos com algum interesse, e outros nem tanto.
Mas há um artigo especial do Santos Silva, publicado hoje no Público e uma mensagem antiga do gajo da Bloguita.
Primeiro, o que diz Santos Silva:
"O novo primeiro-ministro iniciou o trabalho, segunda-feira, visitando a campa do fundador do seu partido. Não avisou a comunicação social, mas fez-se acompanhar pela Lusa, que gravou e difundiu imagens e declarações. Assegurou a publicidade, sem passar pelo incómodo de responder a perguntas de jornalistas mais independentes. Há gente a quem isto deu vontade de rir. A mim, causa-me nojo. Causa-me nojo que se aproveite tão despudoradamente a memória de um homem morto, causa-me nojo que alguém se permita fazer discursos políticos à entrada de um cemitério, causa-me nojo que se manipule tão impunemente os modos e instrumentos de comunicação pública."
Provavelmente, este nojo do Santos Silva será, como o costume, apreciado pela esquerda acéfala. Alguma, concerteza, esreveu cá.
Mas será apreciada porquê? Pelo conteúdo? Ou pelo alvo da crítica?
Sejamos honestos. A esquerda está perdida nas suas ideias e horizontes. Sobretudo esta equerda populista, surgida sobretudo sob a pena do Paulo Portas, quando este fazia de Palhaço Anacleto, nos editoriais d'O Indepente, ou nas escandaleiras mostradas.
Foi esta esquerda que alimentou O Independente, quando a estratégia da "bigorna" era apreciada em Belém e no Rato, para atacar o cavaquismo e os seus governos.
Esta esquerda, a partir de então, passou a orientar a sua actividade política e o seu discurso, não pela sua agenda política, mas pelas "head lines" e pelos editoriais da imprensa escrita. Sobretudo esta. E assim a esquerda na pior asneirola de que há memória. Tornou-se populista, olvidando que este populismo mediático se vira contra quem a surfa. Basta estar no alvo. Leia-se. No poder.
O populismo nasceu com O Independente. E foi a esquerda quem alimentou este monstro.
A esquerda quando ascende ao poder, passou de glosadora a alvo do sistema populista-mediático. O governo de Guterres passou a ser alvo predilecto do populismo mediático da imprensa e parte da esquerda passou a conhecer na carne o que é o populismo, sob a forma de opinião escrita e sob a forma das head lines. A saída de António Vitorino é disso perfeito exemplo.
Entretanto surge o BE, hábil a explorar esta imprensa e seu circo mediático. A UDP, o PSR e o jovem Nunes pretendaram ocupar o espaço cedido pelos socialistas adeptos d'O Independente.
E é assim que também surge o Barnabé, correia-de-transmissão do BE, ou dos seus activistas blogueiros.
Voltando ao que dizia o Santos Silva. Este enoja-se pelos epitáfios políticos à saída de cemitérios. Tem razão. Mas a sua cegueira política não faz ver que este populismo foi inaugurado pela esquerda. Que a que exise em Portugal é mais estúpida da europa. Eh! Eh! Eh! Eh! Eh! Eh! E a mais populista.
Porque o Santos Silva enoja-se, não pelo facto em si. Um epitáfio político. Mas pelo seu autor. Ou seja. O crime tem cor. Só é crime pela cor do autor e não propriamente pelo facto em si. O pior populismo que existe. O crime depende do seu autor e não do facto que o sustenta.
Porque se Santos Silva se enoja-se a sério, teria que ter criticado duramente o seu partido e seus companheiros políticos, os quais se sentam todos os duas com ele no Parlamento. Os eptitáfios políticos ao prof. Sousa Franco foram o nojo mais populista que Portugal conheceu nos últimos anos.
Pasme-se. Até tivemos o "Papa Doc" Mário Soares a apelar ao voto no PS, em memória funebre ao candidato recém falecido.
Enojou-se Santos Silva? Se calhar foi à missa de corpo presente do prof. Sousa Franco. Mas trinta dias depois...
Esta é a esquerda populista. E o epitáfio bacoco do Tavares é cópia disto tudo. Populismo político, no seu mais belo esplendor.
E isso leva-nos ao BE. Leia-se o que diz o gajo que escreve no Bloguita:
"O BLOCO DE ESQUERDA...
...pretende alterar a lei das incompatibilidades e impedimentos dos titulares de cargos políticos.
Em termos gerais, parece-me uma sugestão válida e a ter em conta. É óbvio que a actual lei permite ainda situações indesejáveis e que faz todo o sentido em apertar ainda mais as incompatibilidades.
Como tem ocorrido por diversas vezes no passado recente, o BE apresenta propostas legislativas que são válidas e que devem merecer a nossa reflexão. Porém, e como também tem acontecido no passado, as propostas legislativas do BE aparecem quase sempre envolvidas numa lamentável manta populista, o que lhes retira parte da credibilidade e da seriedade a que deveriam estar associadas.
Por que motivo o BE não propôs precisamente a alteração da lei das incompatibilidades antes deste Governo ter tomado posse?
Se a actual lei é insuficiente hoje, então também o era no mês passado, certo?
Obviamente, o que determinou o timing foi o já muito conhecido oportunismo político do Bloco de Esquerda. Infelizmente, para o BE, mais importante do que o conteúdo em discussão é a cobertura mediática que essa questão gera. Assim se compreende, aliás, por que motivo o BE é um dos grupos parlamentares que mais leis propôs nos últimos anos.
A isso o obriga a busca incessante de cobertura mediática..."
E os epitáfios cá aparecidos, alguns, servem precisamente para isso. Oportunismo político. Não sentido. Pois a mensagem era tão oca, tão oca, que parece que a frase "assassina" (para o seu autor, é claro! Oh! Oh! Oh! Oh! Oh! Oh! Oh! Oh! Oh! ) foi titaaa de alguma fotonovela, daquelas a preto-e- branco, que há trinta anos faziam as delícias das adolescentes.
É assim a esquerda populista. O que conta é surfar a onda do momennto. E a esquerda portuguesa, a maior parte dela, está entregue e vendida ao populismo, desde há pelo menos 10 anos, altura em que O Independente preenchia a agenda política da esquerda.
E é por isso, que por exemplo, aqui nos barnabé, consgeuem dizer, pasme-se, coisas de tal ordem ininteligiveis, e ao mesmo tempo, toda uma horda de cãezinhos de fila a anuir, com o abano da sua cauda. Sem pensar e meditar no verdadeiro significado das palavras de das ideias. Mas é bonito. Ou criticam a direita.
Até já vimos ua discussão éterea, com outro blogue, sobre a importâncoa da escola linguísta para aprimorar a opinião política. O anglosaxonismo ou o francesismo. Como se hoje, nos pudessemos rever em escolas linguistas ou até escolares, para nos certificarmos como pensadoras e actores cívicos e políticos.
É a política espectáculo sob a capa do pseudo-intelectualismo. Na minha terra diz-se: um burro carregado de livros é doutor.
E isto está para piorar. O pseudo-elitismo que campeia o nosso circo político-mediático, com expoente máximo em Eduardo Prado Coelho, o papa das citações sem sentido, já se revela no candidato Sócrates e as suas citações de algibeira, como se viu na entrevista do "animal".
Tudo isto é fado. Tudo isto é triste.
E assim vão as glórias deste nosso pobre país. À Pacheco Pereira! Oh! Oh! Oh! Oh! Oh! Oh! Oh! Oh! Oh!
Afixado por: anti-comuna em julho 25, 2004 04:40 PMVPV,
À solta
O público recebeu este Governo como não tinha recebido nenhum outro: com espanto, com assombro, com irrisão, com censura. As trapalhadas não param. Há as trocas e baldrocas de última hora; 38 secretários de Estado, 38!, distribuídos sem lógica nem senso; o secretário de Estado que não toma posse porque foi a Bruxelas com Barroso; a secretária de Estado que fazia mais falta na Cultura do que na Defesa; ministros à procura de ministério ou mesmo no meio da rua à procura de casa; declarações delirantes de Santana e Portas. Numa palavra, a irresponsabilidade chegou ao poder: uma irresponsabilidade nova e nunca vista. Mas não surpreendente para quem conhece os gloriosos chefes da balbúrdia, a que o dr. Sampaio com a sua prudência entregou o País. Santana e Portas vêm da escola da intriga, do boato, do segredo e do truque. Dantes não se notava tanto, porque estavam limitados a uma pequena esfera (o PSD, o CDS, a Defesa e a Câmara) e até certo ponto sob a supervisão de adultos (e mesmo assim arranjaram sarilhos sobre sarilhos). Agora, sem supervisão e com Portugal inteiro para brincar, não existe limite ao que dali eventualmente sairá. Entrámos no universo do imprevisível. Pensar pela cabeça desta espécie política não é coisa fácil. Santana e Portas vivem do exibicionismo, do melodrama, da demagogia. Dizem isto e dizem aquilo e depois desdizem e depois tornam a dizer. Não interessa. Avançam sempre com certeza da inconsciência. Só pensar, ao fim de uma semana, que a ideia do Presidente era garantir a «estabilidade», mostra o erro sem desculpa em que ele caiu. Santana e Portas são, por natureza, o princípio da instabilidade. Sempre a provocaram e se alimentaram dela. Um espectáculo - e eles não passam de um espectáculo - precisa de mudar. De qualquer maneira, o começo promete.
Vocês ainda não perceberam que este tipo (anticomuna) não percebe nada de nada. Arranjou umas bandeiras inventadas por ele (a história da Carlyle, esta de O Independente ter sido sustentado pela esquerda, etc etc) e como tem facilidade (e tempo, muito tempo...) em escrever (embora escreva pior que um puto com a 4ª classe) parece que fazem sentido as coisas que ele escreve. Mas, reparem, não sustenta nenhuma das suas afirmações com prova factual. Ele diz que é assim e é assim que tem de passar a ser porque ele diz.
Além disso, o ódio visceral que ele tem à esquerda e, especificamente, ao Bloco (e às causas que este defende) só se explica na sua filiação partidária, o PNR. E o medo, o eterno medo que as consciências pesadas e culpadas têm de terminar o tempo em que fizeram sempre o que quiseram e lhes deu na real gana e de terem de responder pelos actos que se descobrirem estarem sob a alçada da justiça...
O melhor a fazer é ignorá-lo. Responder-lhe, entrar em discussão com ele é dar-lhe mais importância do que ele realmente tem, e, verdadeiramente, não merece.
E pronto. Lá tivemos a resposta típica de quem não tem ideias e capacidade para contra-argumentar aquilo que se escreve por aqui. Oh! Oh! Oh! Oh! Oh! Oh! Oh!
Analisemos, por um bocado, o que diz este Curioso. Vejamos:
Antes de mais este tipo diz que eu não percebo nada de nada. E para o fundamentar diz que eu escrevo como um puto com a 4ª classe, e que “inventei” umas bandeiras chamadas Carlyle e o Independente sustentado pela Esquerda. Mas que não factualizo nada. Eh! Eh! Eh! Eh! Eh! Eh! Eh!
Comecemos pela Carlyle. (Nem respondo à sua apreciação da minha escrita. Porque ele promoveu-me. Pois só tenho a 3ª classe e mesmo assim foi preciso alambuzar o professor com um presunto, senão saía da escola sem sequer ter terminado a 3ª classe. :-) )
É verdade, ou não, que o BE fez uma campanha política contra a Carlyle, contra o consórcio Lusoil e contra o governo de então?
Pois bem. É verdade, ou não, que corre o rumor, fundado, que o BE financiou a sua campanha eleitoral para as europeias através de um grupo bancário, concorrente do Lusoil?
Talvez seja por isso que este Curioso diga a dada altura: “parece que fazem sentido as coisas que ele escreve”.
Mas eu digo. Não parece. Fazem sentido. E por isso é que o BE, nem ninguém a ele, ligado desmente que a sua campanha foi financiada por um banco, concorrente do Grupo Carlyle e da CGD. Para mais, sabendo-se que o Tribunal de Contas anunciou publicamente que o BE tinha várias irregularidades na sua contabilidade.
Nunca ninguém do BE clarificou estas suspeitas vergonhosas. Eles lá sabem o porquê!
Quanto ao Independente, nem seria preciso relembrar. Mas quem se lembra do pedido de demissão do Ministro da Defesa, coisa rara em Portugal, porque a oposição acusava o governo de então de negócios menos claros com a Indonésia? Que políticos e sectores ideológicos mandaram às malvas o Interesse Nacional e tradicional reserva sobre as questões vitais da nossa política interna? Como a Defesa e até a Política Externa?
Do resto… cada qual que puxe pelas suas memórias.
Continuemos a analisar o fascismo ideológico, deste Curioso, e as suas contradições gritantes.
Diz a dada altura: “Mas, reparem, não sustenta nenhuma das suas afirmações com prova factual.” No entanto, dizendo que tenho “um ódio visceral à esquerda e ao Bloco”, acusa-me de ser militante do PNR. Curiosamente o partido gémeo do BE. Ah! Ah! Ah! Ah! Ah! Ah!
É caso para dizer. E as provas factuais que sou militante do PNR? Então este Curioso acusa-me de não fundamentar as acusações e acaba por fazer isso mesmo? Só isto diz muito do carácter deste Curioso.
Mas porque teria ódio visceral ao BE? Por o atacar? Ou atacar as suas causas? Isto é o pior que pode vir de uma mentalidade fascista e totalitária. Que é não aceitarem as críticas ao seu partido e às suas ideias ou causas. Como se o BE e as suas causas fossem sagradas e intocáveis. Como se em Democracia (que este Curioso não deve saber o que é isso! Oh! Oh! Oh! Oh! Oh! Oh! Oh! Oh!) não houvesse lugar ao debate e à disputa ideológica. Como qualquer nazi ou comuna, este Curioso gostava de me calar. E, talvez, para um campo de concentração. Talvez para me reeducar, como no comunismo chinês- Ah! Ah! Ah! Ah! Ah! Ah! Ah!
Mas esta mentalidade fascista não se fica por aqui. Diz esta frase, para completar o porquê do tal ódio visceral à esquerda e ao BE: “E o medo, o eterno medo que as consciências pesadas e culpadas têm de terminar o tempo em que fizeram sempre o que quiseram e lhes deu na real gana e de terem de responder pelos actos que se descobrirem estarem sob a alçada da justiça...”
Mas isto quer dizer o quê? Quer dizer que sou um criminoso, de consciência pesada, que tem medo que finalmente a Justiça descubra os meus crimes? E só quando terminar o tempo? Que tempo? O do BE chegar ao poder? Às carrachuchas do PS ou sozinho, em que esta esquerda fará Justiça sobre este criminoso, que cá escreve? Ou seja, só quando o BE chegar ao poder é que a Justiça funcionará e terminará o tempo do criminoso anti-comuna?
Mas isto é o fascismo pior que se pode encontrar, nos dias de hoje. É, por um lado, acusar-me de ser criminoso, mas não o provar. Por outro, está ímplicito que a Justiça não funciona e que, portanto, esta democracia portuguesa é política. E que não funciona e só funcionará com o BE no poder.
Mas não estamos em Democracia? Se estamos, este Curioso, se diz que eu sou criminoso, que faça queixa às autoridades competentes, para que a pesada mão da Justiça caia sobre este criminoso anti-comuna!
Não. É pior. É admitir que o BE no poder tudo fará para que os críticos do BE e da esquerda, os tais que têm um “ódio visceral”, serão punidos pelas suas ideias e pelas suas opiniões. É o nazismo e o comunismo no seu pior retrato. É a crença que a Justiça pode e deve ser utilizada para punir os criminosos que têm a audácia, ou o crime, nestas cabecinhas fascistas, de criticar e atacar o BE e as suas causas. Ma isto é o pior do fascismo, senhores. É o totalitarismo mais obscurantista e fascista que pode haver. É, ainda, pior que o salazarismo bafiento.
Mas não se admirem. Porque isto é a ideologia bloquista, senhores.
Este Curioso não é um curioso qualquer. É um totalitário com ares de democrata, senhores. Pior. É um “democrata” ao bom estilo nazi.
Deixo este testamento, finalizando com um bocado de História.
Com a ascensão ao poder do nazismo, o Hitler pôr em prática a coisa mais horrível que há. Que foi premiar os bufos que acusassem os seus familiares e amigos de práticas contra o Estado e contra a ideologia totalitára: o nacional-socialismo.
Muitos dos adoscelentes que militavam na juventude hitleriana, esperando ser recompensados, sobretudo com o ingresso nas SS, atraiçoaram os seus amigos, vizinhos e, pasme-se, os seus próprios familiares, pais incluídos, com falsas acusações, levando à morte e à prisão, muitos inocentes. Foram acusados de serem criminosos, comunistas, marxistas, liberais, burgueses, judeus e muitos pacatos alemães, só para que os nojentos bufos subissem na escala do poder nazi.
Entretanto, estas práticas nazis não foram caso único. Quase todos os regimes fascistas e totalitários utilizaram estas técnicas nojentas. Isto é típico do fascismo.
Termino o testamento com uma nota pessoal a este Curioso. “Não há mais cozido à portuguesa.” Oh! Oh! Oh! Oh! Oh! Oh! Oh! Oh!
Afixado por: anti-comuna em julho 26, 2004 01:45 AMOnde está:
"Mas isto é o fascismo pior que se pode encontrar, nos dias de hoje. É, por um lado, acusar-me de ser criminoso, mas não o provar. Por outro, está ímplicito que a Justiça não funciona e que, portanto, esta democracia portuguesa é política. E que não funciona e só funcionará com o BE no poder."
Deve ler-se:
Mas isto é o fascismo pior que se pode encontrar, nos dias de hoje. É, por um lado, acusar-me de ser criminoso, mas não o provar. POR OUTRO LADO, ESTÁ IMPLÍCITO QUE A JUSTIÇA NÃO FUNCIONA E QUE, PORTANTO, ESTA JUSTIÇA PORTUGUESA É POLÍTICA. E QUE NÃO FUNCIONA E SÓ FUNCIONARÁ COM O BE NO PODER.
Nada mais a dizer. Oh! Oh! Oh! Oh! Oh! Oh! Oh! Oh!
Afixado por: anti-comuna em julho 26, 2004 01:59 AMCaro anti-comuna,
Quando eu lhe disse que:
"há momentos em que devemos saber estar calados", não era para o ofender. Por isso tenha lá calma. Julgo que este post era para ser de luto, uma espécie de velório ao Grande Paredes, nada tinha a ver com política, direita ou esquerda todos podíamos estar juntos neste post. Por isso não traga à baila outros assuntos que lhe estão encravados na garganta, tinha (e tem) outros posts onde poderia ter feito isso. Um conselho para a próxima meça melhor as palavras ou então fique calado. E não se chateie isto é apenas uma sugestão, só segue se quiser.
Deve ser nestas alturas que o Rui Tavares se questiona se valerá a pena escrever bons textos para serem comentados por idiotas.
Foda-se!
Li hoje o post depois de um fim de semana sem ir à net. Fiquei espantado com a quantidade de comentários. imaginei que fossem uma espécie de assinatura de um livro de condolências e um pouco de discussão filosófica ou musical sobre o Carlos Paredes. Fiquei admirado quando descobri que eram, em 90%, motivados por comentários do anti-comuna e reacções ao mesmo.
Não os li por serem muitos e me parecerem que pouco tinham a ver com o post em causa. Apenas lembro que o anti-comuna ataca tudo o que for dito pelos barnabés. Se for contra as suas ideias será esse o motivo dos seus ataques. Se o que for dito for de encontro ao que ele acredita, advogará que é hipocrisia ou que "só agora é que lá chegaram".
Como tal, mais vale ignorá-lo. É o que eu farei se ele decidir responder a este comentário. Argumentar com o anti-comuna é como argumentar com um inquisidor na Idade Média. Por um lado tem uma retórica muito boa (reconheça-se). por outro lado, se lhe for demonstrado que está errado, refugiar-se-à em acusações de heresias, de não termos demonstrado absolutamente nada e de sermos acéfalos por não sabermos perceber que o ponto de vista dele é o correcto. Falta-lhe a huildade para admitir que poderá, por vezes, estar errado.
e com isto perdeu-se a intenção do Rui: homenagear pessoalmente o Carlos Paredes e afirmar a importância que a obra deste tem para o Rui. concorde-se ou discorde-se da opinião dele, mas pelo menos aceite-se e respeite-se a mesma.
Afixado por: João André em julho 26, 2004 11:27 AManti comuna
para dizer a verdade tens uma forma de colocar as questões que há muito me fez deixar de ler os teus comentários. Verdade é, também, que as respostas que tens tido são em tudo semelhantes.
Como não sou "maria vai com as outras", forma como defines quem aqui posta comentários de acordo a posts do Barnabé, gostaria de dizer alguma coisa sobre este post em concreto.
Muitas pessoas desconhecem a vida de Homens/Mulheres significativos em diversas áreas da nossa vida. Quando estas figuras morrem, a sua vida aparece publicamente dando-lhe a visibilidade que para muitos de nós não teve em vida. Podemos até conhecer o nome, parte da sua obra e pouco mais.
Explica-se assim esta tomada de consciência colectiva da perca de pessoas que fazem parte do nosso património cultural, tenha ela a cor que tenha tido.
"Ele definiu-nos, a nós portugueses, a nós humanos, como ninguém mais soube definir só que em mais perfeito do que realmente somos" ... não é "Um aborto elogioso saído das palavras daqueles livrinhos de ler e deitar fora. Do politicamente correcto. Do elogio sem sentido. Das palavras ocas mas com intuitos óbvios."
O meu entendimento do que Rui Tavares disse com isto, e que concordo, é que Paredes atingiu um nível de perfeição superior que todos nós humanos desejaríamos atingir nas nossas áreas. Mais do que isso, Paredes atingiu essa perfeição na guitarra portuguesa, o que o o individualiza como português (o instrumento) e, ao mesmo tempo, o universaliza (a perfeição) como humano.
Eu acrescentaria, ainda, porque para mim é fundamental, que a sua vida pessoal foi marcada pela coerência que muitos de nós não conseguimos manter. Foi marcada pela simplicidade, pela ausência de protagonismo folclórico e, isso, sob o ponto de vista humano nos tempos de hoje faz dele um grande homem.
Como disse aí em cima um comentrista, este post era sobre Carlos Paredes. Aqui neste Blog (que considero 1 dos melhores da blogosfera, mesmo que discordando com muitas coisas) qualquer post colocado leva ao desvario de alguns (como tu) e vai sempre bater à mesma tecla, muitas das vezes sem argumentos sérios.
Gosto de um bom debate de ideias mas não de bujardas sem sentido ...
Foi preciso uma montanha de palavras para os fazer sair das tocas! Eh! Eh! Eh! Eh! Eh! Eh! Eh! Eh!
Antes de mais, o meu respeito pelo Gin. Foi o único que tentou explicar a tal frase bacoca.
A frase assassina:
"Ele definiu-nos, a nós portugueses, a nós humanos, como ninguém mais soube definir só que em mais perfeito do que realmente somos."
A interpretação do Gin:
"O meu entendimento do que Rui Tavares disse com isto, e que concordo, é que Paredes atingiu um nível de perfeição superior que todos nós humanos desejaríamos atingir nas nossas áreas. Mais do que isso, Paredes atingiu essa perfeição na guitarra portuguesa, o que o o individualiza como português (o instrumento) e, ao mesmo tempo, o universaliza (a perfeição) como humano."
Entre uma coisa e outra... Ó Gin, é muita boa vontade interpretares aquela frase dessa maneira.
Pelo contrário. É que o nível de perfeição superior foi de tal ordem, e por isso um génio que foi o Paredes, que nunca, mas nunca, se pode definir os portugueses e a sua humanidade com esse nível perfeccionista.
Se o Tavares fosse nacionalista e desejasse que os portugueses e a humanidade tivessem este nível perfeccionista, ainda se interpretava com boa vontade.
Mas isso é impossível. Senão, nunca Paredes seria um Génio e seria mais um, vulgar, vulto da música.
Pior. Paredes tinha essas qualidades todas que dizes, inclusivé a sua vida privada, em muitos aspectos era um exemplo para o "barro disforme". Mas a sua música se é uma definição de nós portugueses, e nós humanidade, com a sua música... Isso é pretensiosimo de quem escreve o epitáfio. Porque o autor, esse, sabia que nunca o conseguiria, por muito que o tentasse. E ele sabía-o. Por isso, ainda, maior o valor do autor.
Quanto à pretensão do epitáfio, como bacoco que é, repito, concordo com o Santos Silva:
"Causa-me nojo que se aproveite tão despudoradamente a memória de um homem morto, causa-me nojo que alguém se permita fazer discursos políticos à entrada de um cemitério, causa-me nojo que se manipule tão impunemente os modos e instrumentos de comunicação pública."
E causa-me nojo quem se aproveita da memória alheia para se pôr em bicos de pés.
Quanto aos meus argumentos pouco sérios... Só debatendo as ideias. Senão... Não passa de um desejo pessoal, teu, e não um argumento sério. Teu tambem. Mas é mais fácil chamar idota a alguém que o desmistificar, não é? Eh! Eh! Eh! Eh! Eh! Eh! Eh!
Afixado por: anti-comuna em julho 26, 2004 01:07 PManti comuna
és uma besta .... sair da toca? mais uma vez tens um saquinho onde arrumas tudo o que não gostas, tudo o que discorda de ti?
Diz-me onde dás a cara, onde expões as tuas ideias, como aqui fazem os barnabés, para eu ir ler a tua coerência ...
Chegados ao André.
Aqui o André comporta-se como o vulgar senhorito. Aquele deus, ou ente superior, que não se dá ao trabalho de ler e responder ao que cá é dito. Principalmente pelo comum. Pela canalha. Pelo vulgar.
Ele próprio o admite: "Não os li por serem muitos e me parecerem que pouco tinham a ver com o post em causa."
E como é que um gajo admite que não leu os comentários e é capaz de sentenciar?
Lê-se isto e até dá vontade para rir:
"apenas lembro que o anti-comuna ataca tudo o que for dito pelos barnabés."
Ora bem. Este André não leu. Mas já sabe que ataco tudo o que é dito pelos Barnabés.
Mais uma vez, aquela atitude de senhorito. Aquela atitude de quem se julga superior.
Mas analisemos. Das centenas de mensagens cá metidas, quantas é que eu ataco?
Poderia ter falado do machismo encapotado. Mas não falei!
Podia ter analisado as críticas dos Barnabés à formação do governo. Mas não o fiz.
Ou seja. Há milhentos de assuntos por cá discutidos que nem sequer meti o pé em seara alheia.
Mas na simplicidade de argumentos e sentenças deste senhorito, o anti-comuna ataca tudo o que os barnabés dizem.
Pior. Este André julga-se um predestinado, acima das críticas. Mas a sua atitude de senhorito, ou senhorial Ah! Ah! Ah! Ah! Ah! Ah! Ah!, leva-o a ignorar a canalha, pois esta não pode, nem deve, ter a veleidade de criticar as sumidades pseudo-intelectuais.
Isto é o quê? Quem não se lembra do nazismo e a sua ideia que estão acima dos comuns mortais? De pertencerem à Raça Eleita?
Para quem escreve e critica muito os outros, fica muito mal que não se sujeite ao escrutínio alheio e não se preste a debater com quem lhes faz algumas acusações.
Mas isto não é nada que os senhoritos não estejam habituados a fazer.
Mas há mais. E se as palavras têm valor...
Este André não lê, e já o admitiu. Mas até já sentencia, não pelos factos passados, mas pelo que ele, na sua genial cabecinha, já sabe o que irá acontecer. Leia-se isto:
"Se o que for dito for de encontro ao que ele acredita, advogará que é hipocrisia ou que "só agora é que lá chegaram"."
Isto quer dizer o quê? Que faz sentença preventiva, porque ele já sabe como me irei comportar, perante o que ele dirá. Fantástico. O Juiz já lavrou sentença, pois já sabe como se irá comportar o reú, que irá certamente violar a lei.
Cadeia com o tipo. Se não violou a lei foi porque ainda não teve oportunidade para isso. Mas lá chegaria a altura, se lhe dessem motivos e oportunidade para tal...
Oh! Oh! Oh! Oh! Oh! Oh! Oh! Oh! Oh!
As coisas que estes senhoritos escrevem. São uns génios, não tenhamos dúvidas. Eh! Eh! Eh! Eh! Eh! Eh! Eh! Eh!
É por isso que isto é um monumento ao fascismo:
"Como tal, mais vale ignorá-lo. É o que eu farei se ele decidir responder a este comentário.
Argumentar com o anti-comuna é como argumentar com um inquisidor na Idade Média. Por um lado tem uma retórica muito boa (reconheça-se). por outro lado, se lhe for demonstrado que está errado, refugiar-se-à em acusações de heresias, de não termos demonstrado absolutamente nada e de sermos acéfalos por não sabermos perceber que o ponto de vista dele é o correcto. Falta-lhe a huildade para admitir que poderá, por vezes, estar errado."
Isto é. Este André, como bom psicólogo que é, nem precisa de demosntrar que estou errado. Basta-lhe pensar esse desejo para que tal aconteça.
Ou seja. Este senhorito, prefere passar ao lado do debate de ideias. Prefere passar ao lado da argumentação séria. Da explicação justificada e justificativa. Porquê? Porque já sabe que sou um arrogante hipócrita, uma espécie de Torquemada do século XXI e que não aceitará argumentos e visões do mundo para além daquelas que os meus olhos e cérebro apreendem. Oh! Oh! Oh! Oh! Oh! Oh! Oh!
Nááááá! Nada disso. A minha interpretação é a de quem estes snhoritos estão habituados a arrostar postas de pesacada, do alto dos seus altares divinos, ou das suas cátedras de marfim, sem que ninguém lhes contradiga. E como tal, têm medo que apareça um nabo qualquer, ainda por cima anti-comuna, com " uma retórica muito boa (reconheça-se)", que lhes contra-argumente as suas bacoradas pseudo-intelectuais.
Onde já se viu, um vulgar comum, um miúdo, no sentido do termo da idade-média, vir para aqui escrutinar e contra-argumentar a sapiência destes senhoritos? Náááá´! Eles até já sabem que este anti-comuna não aceitará os seus argumentos!
Ou seja. Estes senhoritos o que pretenderão são os cãezinhos de fila de cauda a abanar em anuência. E se aparecer um tipo que no meio do grupo lhes diga que não. Que lhes enfrente. Que lhes diga que poderão estar errados... Que dizem eles? Ignorem-no!
Oh! Oh! Oh! Oh! Oh! Oh! Oh!
E eu é que sou a nova versão do Torquemada actual. Eh! Eh! Eh! Eh! Eh! Eh! Eh! Eh!
E por aqui me fico. Mas rio-me com as piruetas que cá se escrevem. Rio-me da incapacidade destes senhoritos em encaixarem críticas. Outras visões alheias. Outras formas de ler o que escrevem. Não gostam que quam cá venha contrarie as suas ideias. Não desejam que apareça uma ovelha ranhosa.
O que estes senhoritos desejam é arrostar postas de pescada e que haja uma legião de fãs que abane a cauda, em sinal de anuência.
O que estes senhoritos pretendem é que apareçam cá as palavrinhas bonitas, a bater nas costas, do género: "-Força, Barnabé. Estamos convosco. Ide em frente!" Oh! Oh! Oh! Oh! Oh! Oh! Oh! Oh! Oh!
Que fracos argumentos, os destes senhoritos. Só revela, mais uma vez, que não passam de embustes psedo-intelectuais.
O resto... Oh! Oh! Oh! Oh! Oh! Oh! Oh! Oh! Oh!
Termino com um velhinho aforismo popular: "todo o burro come palha, o segredo está em a saber dar". Ah! Ah! Ah! Ah! Ah! Ah! Ah! Ah!
Afixado por: anti-comuna em julho 26, 2004 01:49 PMEstes tipos são tão tenrinhos...
Ó Gin, aqui a besta disse e repete-te: "Quanto aos meus argumentos pouco sérios... Só debatendo as ideias. Senão... Não passa de um desejo pessoal, teu, e não um argumento sério. Teu tambem. Mas é mais fácil chamar idota a alguém que o desmistificar, não é? Eh! Eh! Eh! Eh! Eh! Eh! Eh!"
"Diz-me onde dás a cara, onde expões as tuas ideias, como aqui fazem os barnabés, para eu ir ler a tua coerência ..."
Não te metas nisto. Senão até te fica ainda mais mal. Eh! Eh! Eh! Eh! Eh! Eh! Eh!
Mas se quiseres um texto onde critico este governo, sobre um asunto por cá debatido e compara com as vacuidades cá escritas, diz. Pode ser que mostre um texto sobre como se deve fazerem críticas sérias e sem populismo. Queres? Eh! Eh! Eh! Eh! Eh! Eh! Eh! Eh!
Afixado por: anti-comuna em julho 26, 2004 01:57 PMPara o Gin e restantes meus admiradores... Ah! Ah! Ah! Ah! Ah! Ah! Ah! Ah!
Publicado no sábado:
Frenesim, frenesim...
“Se queres matar uma boa ideia pede a Santana Lopes que a defenda!”
Na verdade, esta mensagem foi lida num blogue. E de facto as recentes notícias confirmam-na. E qual seria a boa ideia? A descentralização e a deslocalização das competências da Administração Central, uma grande ideia para o nosso país e para os nossos cidadãos. Que vai ser morta à nascença pelo frenesim esquizofrénico do novo Primeiro-Ministro.
Senão vejamos. Portugal tem uma Administração Pública ineficiente, pouco produtiva, burocrática, pesada e que é um grande empecilho aos cidadãos, em que seria suposto existir para os servir. O que se pediria a um governo responsável? Uma actuação na Administração Pública no sentido de a mudar e a tornar mais moderna, eficaz e produtiva. Sob duas vias. Ou uma mudança radical. Ou a uma melhoria contínua. Mas sob as duas, temos subjacente a ideia que existe uma metodologia prévia sob um estudo prévio sobre o que mudar na Administração Pública. Mas aparentemente, isso não irá acontecer.
O anterior governo previa descentralizar as suas funções e competências, começando com o processo da criação das novas Áreas Metropolitanas e Associações de Municípios. E estas, duramente negociadas entre as várias autarquias concelhias, e entre autarquias e governo, foram um rotundo sucesso reorganizativo do espaço organizativo do território político.
A seguir, viria a segunda fase. Que é atribuir novas competências e novas fontes de financiamento para essas novas organizações do poder intermédio do Estado. Através da cessação de competências por parte da Administração Central, sob uma gradativa reforma da administração pública. E desta forma baixar o peso da administração pública e sua burocracia e processos de tomada de decisão política na nossa sociedade.
Durante este processo todo, o governo anterior, num processo gradativo e global, ia preparando o Estado para estas profundas mudanças. Desde a gestão de Recursos Humanos até à sua avaliação; desde a informatização dos diversos serviços públicos até à formação e entrosamento dos recursos humanos às novas metodologias preconizadas para o funcionamento da máquina burocrática.
Nesta segunda fase, muito importante, era necessário ter uma informatização dos serviços públicos. E só a partir daqui é que seria possível implementar novos processos e metodologias no funcionamento da máquina burocrática, reduzindo-a, mas a tornando mais eficaz, produtiva e moderna. Ao mesmo tempo, as chamadas competências “excessivas” da administração central é que seriam transferidas e descentralizadas, para os novos poderes de decisão intermédios.
Neste projecto gradativo e de melhoria contínua, fórmula escolhida pelo anterior governo, havia um projecto global presente: mudar a administração pública de forma gradativa. Mas mudando o Primeiro-Ministro e formado novo governo, um frenesim se instalou. O nóvel PM, que terá escrito a meias o programa de governo anterior, numa espécie de meditação com boca aberta, um novo estilo de yoga político, afirmou que veria com bons olhos a deslocalização dos diversos Ministérios para fora de Lisboa. Ficou-se com a ideia que pretendia acelerar o processo de descentralização política, a par com uma deslocalização geográfica dos diversos ministérios. Ou seja, ao contrário de uma melhoria contínua, pretendia reestruturar o Estado. E geraram-se expectativas grandes e positivas sobre aqueles que há anos pretendem mudar o Estado e a forma como este se relaciona com a sociedade.
Todavia, foi sol de pouca dura. Afinal o que irá ser deslocalizado não serão os ministérios. Mas Secretarias de Estado. A montanha pariu um rato. Confirmando o frenesim que caracteriza este novo governo, que ficou bem patente na entrevista do Ministro de Estado, Paulo Portas, na entrevista à RTP1.
Ontem foi afinal anunciado que o que irá mudar é a localização de algumas Secretarias-de-Estado e seus diversos gabinetes de apoio. A Secretaria de Estado da Administração Local para Coimbra; a dos Bens Culturais em Évora; a Educação em Aveiro; o Turismo em Faro e a da Agricultura em Santarém. Mas, e os diversos Ministérios? Pois. Continuarão, previsivelmente, em Lisboa. Ou seja, quando muito, é apenas uma medida simbólica. Porque no verdadeiro sentido da palavra, isto é uma deslocalização menor, com um sentido político inábil, fruto de um yoga político, que serve só e apenas para propaganda, para além de alimentar os diversos lobbyes autárquicos, que foram grandes apoiantes na ascensão ao poder deste novo PM.
Mais claras ficaram estas decisões em cima do joelho quando se lê, por um lado, o programa do novo governo, que mantém praticamente a mesma política do governo anterior; e por outro lado, quando o Ministro da Presidência afirma, sem pudor, “não é necessário que a deslocalização de membros do governo seja acompanhada pelas Direcções-Gerais”. Ou seja, a máquina pesada e burocrática continuará a ser localizada em Lisboa. O grosso da pesada máquina burocrática.
Quem acreditava que a deslocalizaçao dos Ministérios para fora de Lisboa iria provocar uma “reengenharia” e um novo desenho, mais leve, mais eficiente e produtivo, da Administração Central, sente um pesado travo amargo na boca. Quem acreditava que a nossa Administração Central, criada e desenhada pelo salazarismo retrógrado, alimentada depois de forma exponencial depois do 25 de Abril, iria mudar e ser reduzida… Ficou esclarecido que esta ideia está morta à nascença. Afinal tudo fica na mesma, à excepção de uns membros do governo, saltimbancos, que passarão a vida a saltitar entre a sua Secretaria de Estado e o seu Ministério, calcorreando o país em campanha permanente. Ou seja, um guterrismo, versão santanista.
Mas não se ficam por aqui as desilusões. É que, ao contrário do esperado, em que a Administração Central iria ser mudada e redesenhada, mais própria de um século XXI, mais leve e transparente, mais pequena e virada para as novas realidade política e sociais, tudo indica que o anterior processo governamental irá ser desvirtuado. Como? Com o anúncio de que a Administração Pública irá ter uma política de emprego mais activa, leia-se, novas admissões para os serviços de Estado, previsivelmente para campear e enxamear as novas organizações intermédias do Estado. Ou seja, o guterrismo despesista está de volta, mas sob uma outra roupagem.
Ao contrário do anterior governo, que congelou a admissão de novos funcionários públicos, que tinha asfixiado de vez a nossa economia, com o monstro estatal, este novo PM prepara-se para continuar a engorda do Estado. E em vez de transferir competências e serviços para as novas Áreas Metropolitanas, como o previsto pelo anterior governo, provavelmente, pelos sinais dados, serão apenas distribuídas competências e seu envelope financeiro, sem a respectiva factura, ou seja, receberem serviços públicos existentes. Ou seja, é uma regionalização encapotada, bem à moda socialista, a tal que foi chumbada pelos portugueses, em Referendo.
Para cúmulo deste frenesim descabelado, os Conselhos de Ministros reunir-se-ão, à vez, pelo país fora. No Porto, para a semana, na outra semana noutro lado qualquer e por aí fora. Ou seja, simples propaganda política, uma campanha eleitoral permanente. Simples fachada. Simples política espectáculo. Porque no substancial, tudo continua na mesma. Na mesma não. Porque havia um projecto global e com sentido claro, de uma descentralização efectiva, por parte do governo anterior. Mas que será desvirtuado por este frenesim político, de substância reduzida, com sinais claros de inversão de políticas descentralizadoras e reformadoras. Ou seja, tudo vai mudar, em prol da política espectáculo.
Estamos perante um rato, acabadinho de ser parido pela montanha. Afinal a deslocalização dos Ministérios não passa de uma deslocalização dos “ajudantes de Ministro”. A descentralização até pode inverter o seu anterior sentido de marcha. O Estado, tudo o indica, em vez de minguar prepara-se para engordar mais, com as tais “políticas activas de emprego”, na admissão da função pública. Uma cópia vergonhosa e indecente das políticas desastrosas socialistas, o tal famoso “mercado social de emprego” de António Guterres. Que levou Portugal à falência.
Será diferente, a actuação governamental do aqui está explicitado? Tenho sérias dúvidas. Este novo PM tem frenesim de aparecer nas bocas do mundo. Como tal, as suas ideias não são para ser levadas a sério. Afinal a deslocalização dos diversos Ministérios foram apenas leves impulsos gradativos, de uma verdadeira afeição pelo desastre e ligeireza de posições políticas, tomadas em cima do joelho, sem meditar e pensar da sua aplicação prática. Ou seja, o que seria uma grande ideia, está morta pelo seu maior protagonista. O novo PM podia fazer história. Mas não o fará. Ou melhor. Fazer história até o fará. Mas pelas piores razões. A política espectáculo sem substância.
Ou alguns Ministros, alguns bons, tomam mão no homem, ou temos o caldo entornado. É que o gajo até pode ganhar eleições e, até, vencer com uma maioria absoluta. Mas não é uma boa notícia para os portugueses, concerteza. E não tenhamos dúvidas que o populismo ganha votos, mesmo que caminhemos para o desastre. E temos António Guterres como exemplo.
E, ou alguém toma mão e dá juízo no novo PM, ou até nos riremos da ideia base, das intenções deste novo governo, explícitas no Programa de Governo: Um Estado com Autoridade, Moderno e Eficaz. E não sabemos se isto é mesmo para rir ou para chorar.
A ver vamos!"
PS Uma oposição a sério, primeiro espera pelos factos. E só depois faz as suas críticas. Sustentadas e factuais. Porque não se combate populismo com populismo.
Afixado por: anti-comuna em julho 26, 2004 02:02 PMNuma altura em que nos fazem cada vez mais falta pessoas de qualidade, lá desaparece uma das poucas, um português a velha guarda, dos que já poucos se fazem.
Agora lá temos que levar com mais "cafés instantâneos" coisas sem açúcar...
anti-comuna, como avisei, não vou discutir este assunto, poderei fazê-lo noutros posts, mas não neste, já ensaiei a discussão séria contigo noutros posts, mas tiveste a tal atitude de inquisição (atitude, não mentalidade) de que falei.
Faço este comentário apenas por um motivo: não me conheces, não sabes quem sou e não sabes o meu percurso pessoal. Também não te conheço nem sei quais as experiências pessoais que tiveste ao longo da tua vida. Por isso não tento tirar conclusões acerca de ti enquanto pessoa, apenas poderei fazer comentários com os quais concordas ou discordas (tal como qualquer pessoa que frequenta este blogue).
Isto serve para te dizer que não te admito, de maneira nenhuma, que tentes traçar paralelismos entre mim e os nazis. Eu não o faço em relação a quase ninguém neste blogue (excepção ao que já disse um par de vezes sobre o euroliberal, posição que penso que partilhas) e não o farei contigo. Por isso mesmo agradeço que não o faças comigo.
Se quiseres insultar-me chama-me porco, palhaço, cabrão ou mesmo filho da puta (peço desculpa, caros barnabés, pelas palavras). Não me ofendem. Mas pior que tudo isso é chamares-me nazi. É o pior insulto que me podes fazer e é feito sem me conheceres minimamente.
Uma vez fiz uma descrição, num mail ao barnabé, deste blogue como sendo uma espécie de café virtual. Se fosse físico, ao me chamares nazi, estarias a arriscar-te a levares um murro bem assente no focinho (independentemente de eu ser cobrido de porrada por ti, por outros ou mesmo de ser expulso para sempre deste espaço). Se usasses os tipos de insultos "marialvas" (como gostas tanto de te intitular), nem pestanejaria. Não me incomodam. Mas o outro implica um insulto mais profundo, um insulto que não podes começar sequer a imaginar como me toca (e não, não sou judeu).
Disse que eras como um inquisidor? Bom, isso foi para tentar explicar um ponto de vista, não te queria comparar ao Torquemada. Se isso te insulta profundamente peço desculpa. Eu queria usar mais o ponto de vista de alguém que se fecha aos argumentos dos outros, mesmo que se apresente de peito aberto ao debate de ideias. Como já disse, se essa afirmação te insultou tão profundamente como a do nazismo a mim, peço desculpas. E públicas. Mas peço (exigir, neste espaço virtual, seria ridículo) também que faças o mesmo, independentemente do que achas sobre as minhas opiniões.
PS - para tua informação: sou das pessoas que até vai lendo os teus comentários. Não os li (como aos de quase ninguém) em relação a este post por uma questão de tempo - tenho outras coisas a fazer - mas também porque comecei a ver que a discussão ia para outro lado que não aquele que o post que a motivou. Em relação a outros comentários, noutros posts, dou-me ao trabalho de te ler. Não concordo com praticamente nada do que dizes, mas, como disse acima, tens o dom da retórica muito apurado.
PPS - quando digo que escreves sempre contra, não quero dizer que escrevas em todos os posts. Quero dizer que, quando escreves, é para dizer mal. Ainda estou para ver um comentário teu em que dissesses algo simples do género «tem razáo, apoiado». Mas fico a saber que, quando não dizes nada, estás de acordo. É sempre bom saber isso.
Afixado por: João André em julho 26, 2004 03:37 PMMeu caro André, odeias que estabeleçam paralelismos entre o nazismo e as tuas ideias?
Esse é o drama de muitos que escrevem por aí. Talvez por desconhecerem o que é nazismo (e se o conheces, sabes bem o Mal que é) e também por não meditarem naquilo que escrevem e acreditam.
Mas se esta frase te insultou "Isto é o quê? Quem não se lembra do nazismo e a sua ideia que estão acima dos comuns mortais? De pertencerem à Raça Eleita?" e, até te peço desculpas públicas, se isso te satisfaz, também não invalida a premência dos meus argumentos. Como reconheces a dada altura e o teu pedido de desculpas públicas.
Não. Não é isso que me preocupa. O que me preocupa foi a tua defesa dos pontos de vista. E isso ficou bem explícito. E se alguma vez contra-argumentaste contra nazis, sabes bem onde quer chegar.
E se te sentiste insultado, devias antes meditar nas tuas atitudes e na tua forma de raciocínio, ou talvez só na argumentação.
Mas tu próprio o disseste, que nem sequer te davas ao trabalhar de me responder. Revelando sobranceria sobre opiniões alheias.
Meu amigo. Pior insulto não é me chamarem nazi, fascista, comuna, darwinista social ou outro qualquer rótulo. Mas é a lógica que está por trás desse discurso.
Repara. Quantos aqui contrariam as minhas ideias? E quantos se limitam aos insultos?
A mim preocupa-me mais mais a mentalidade fascista que um insulto preferido. E há insultos, tão bem construídos, que até dá gosto ler.
Nop. O que me envergonha, desculpa, mas é verdade, é saber que por trás de muitas atitudes "chiques" esconde-se uma mentalidade totalitária fascista.
Tu pediste desculpas por me comparares a um Inquisidor. Mas o maior insulto foi teres anunciado sentença prévia, sem antes argumentares e contrariares as minhas ideias.
Muitos confundem a força da convicção com a convicção da arrogância. Mas a pior arrogância é subalternizar opiniões contrárias e personalidades alheias. Ou ignorá-las.
Repara nisto. Não me limito a apreciar-vos com rótulos. Colo-os e explico o porquê. Dirás que é excessivo. Talvez. Mas há-de convir que o vosso exemplo não é gratificante.
Mas esta é a vossa casa. E este é o vosso palco. E se quereis demonstrar que estou errado, dai exemplos, debatei, contra-argumentai e façam uma exposição mais coerente e clara das vossas ideias. Só assim modificais a opinião contrária. E se não mudais a opinião contrária, normalmente isso não acontece, pelo menos estais a dar valor ao debate. Que é para isso que serve a democracia e a liberdade. E a dar exemplo pedagógico.
O problema é simples. É que não procurais nas palavras e nas ideias expostas o verdadeiro significado do debate. Olhais demasiado à forma, e tentais, primeiro, avaliar quem está por trás das palavras. E só depois, talvez, é que passais a olhar com olhos de ver, para o que significam as palvras e as ideias postas. E isso é mau sinal.
Se eu chegasse aqui e expusesse o meu nome verdadeiro e vos soasse a conhecido, talvez as vossas reacções fossem diferentes. Talvez meditasseis mais naquilo que está escrito e, talvez, soubesseis demonstrar que estou errado.
Mas o que se viu por aqui? Normalmente insultos, muitos pseudónimos e desprezo. Porquê? Porque a linguagem, os esgares cínicos, o próprio nome vos causou repulsa. E não houve uma avaliação ao que foi escrito mas antes à personagem.
Mas se eu chegasse aqui e me intitulasse anti-nazi, de certeza que em vez de insultos haveria palmas e, talvez, um olhar diferente sobre aquilo que fui expondo.
O problema está na cor de quem escreve e não do que escreve propriamente.
E se sentes insultado por estabelecer paralelismos entre a tua atitude, as tuas palavras e as tuas ideias expostas, com o nazismo, devias antes meditar se não terás ideias próximas do nazismo e do totalitarismo. Porque, será culpa do emissor ou do receptor?
Se alguma ves debateste com nazis, com os poucos fanáticos que campeiam os fóruns, e são cada vez menos, felizmente, e comparares com as tuas respostas (algumas outras respostas) verás que é díficil não estabelecer paralelos.
Os tipos, primeiro tentam argumentar. Quando não "dobram" seus adversários, insultam. E quando conseguem vencer pelo insulto, ameaçam. E quando não metem medo, ignoram, ou tentam ignorar.
Agora vai pelos arquivos fora do Barnabé e repara como o anti-comuna foi recebido, tratado, insultado, ameaçado e, por fim, ignorado.
Desde facho a homossexual; desde militante no PNR a idiota. Desde ignorar, pura simplesmente, até à técnica habitual dos nazis: discriminar. Tentando dessa forma retirar credibilidade às minhas palavras, ideias e pessoa.
Agora diz-me. Conheces as técnicas "apuradas" dos nazis? Se as conheces, logo reconheces o padrão.
Já agora. Se não gostas que se estabeleça um paralelismo entre o totalitarismo nazi e o que escreves (e muito do que aqui se escreve), devias demosntrar que estou errado. Que a culpa é de quem te lê.(Ou vos lê!) E não te fazeres de vítima, indignada, dizendo a culpa é de quem te lê. E que se me conhecesses pessoalmente eras capaz de me bater. (Fraco argumento, como bem sabes... A violência gratuita e os "duelos ao sol" só ficam bem a quem lhes faltam argumentos racionais!)
Mas se não gostas que se estabeleçam paralelismos estre o que escreves e as ideias expostas... E queres que te peça desculpas públicas por isso... Tens o meu pedido de desculpas público. Não sei é se adianta alguma coisa para a discussão. Porque, as ideias, essas, não mudam com pedidos de desculpas. Mas com a exposição clara e coerente das ideias...
Mas quanto a isso... Eh! Eh! Eh! Eh! Eh! Eh! Eh! Eh!
Mas tu lá sabes.
Afixado por: anti-comuna em julho 26, 2004 05:41 PMCerto, agradecido pela atitude. Tiveste aqui um comentário que gostei de ler. Porque não tentas ridicularizar. É isso que faz com que te tenham recebido (eu incluído) com a reacção virulenta que viste. Não é tanto a argumentação ou eventual falta dela que incomoda as pessoas. É a atitude. Criticaste a minha e concedo-te alguns pontos. Agora permite-me que aponte o problema na tua.
O problema da tua atitude é o tal marialvismo de que falas. É o gozares com as pessoas. Lembras à maioria dos frequentadores deste blogue um daqueles tontinhos que pululam na sociedade que surgem para mandarem umas bocas e incomodar os outros com o seu riso com tons onanísticos. Não te chamo tonto, pelo contrário, só dou exemplo do que as pessoas (e, como disse, eu incluo-me no grupo) sentiram que poderias ser no início.
Repara, o Reaça e outros também têm opiniões bastante diferentes de muitos outros frequentadores do blogue. Não são, no entanto, ostracizados como acontece contigo. E porquê? Para o explicar deixa-me fazer uma pequena alegoria que já aflorei.
Imagina o Barnabé como sendo o café onde vais tomar a tua dose matinal de café (quer o bebas ou não, isso está fora de questão) e onde também gostas de te sentar uns minutos durante a hora de almoço. As pessoas entram e sentam-se. Alguém lança um assunto para o ar. E começa a discussão. Como é óbvio em qualquer café, este acaba por ser frequentado preferencialmente pelas pessoas que têm gostos ou opiniões semelhantes. Isso não impede que outros também surjam. Agora imagina que surge alguém que, independentemente da razão que tem, goza (mesmo que apenas pessoalmente) com todos os que têm opiniões diferentes.
Certo, estarás a pensar que ninguém tem nada que tirar conclusões precipitadas. Mas é isso que acontece, toda a gente tira conclusões imediatas sobre o que vê, faz parte da natureza humana. E se rejeitas a filosofia comunista, creio que o farás também por achares que esta não leva em conta a natureza humana de querer mais, da ambição. Como tal tens de considerar a natureza humana naquilo que dizes. Ou melhor, na forma como dizes. É que, convenhamos, é irritante ler um texto polvilhado de "Oh! Oh! Oh!"'s. E tu sabes isso, de burro nada tens, é aliás esse o motivo exacto porque o fazes. Talvez fosse bom reflectires sobre se provocares a irritação dos outros seja o melhor método. É que, ao o fazeres, estarás a incomodar as pessoas de tal forma que poderão nem ler para lá das risadas, o que tornará o teu objectivo de discussão vazio.
Também tu não leste totalmente o meu primeiro comentário e, aparentemente, também não leste bem o segundo. O meu pedido de desculpas pela acusação de pareceres um inquisidor surgiu com uma contextualização, tal como aconteceu com o teu. Eu enquadrei a acusação, que posso reformular, no sentido de querer dar a entender que ignoras certas argumentações. Ao não tentares sequer rebater esse assunto neste último comentário, ao não te referires sequer a isso, estás, de alguma forma, a dar-me razão e a entrar em contradição com aquilo que me acusas a mim e aos outros neste blogue: de acusar sem rebater. Estou a afirmar que ignoras argumentações em vez de as rebater e tu fazes precisamente isso. Acredito que este pormenor vai receber agora um tratamento especial da tua parte, mas penso que te farei desde já reflectir sobre o assunto.
E volto a passar sobre um ponto: eu costumo ler os teus comentários. Não o fiz nesta caixa de comentários simplesmente porque não tinha tempo e porque o assunto resvalou para conversas a dois que eram polvilhadas por insultos de um lado e respostas do outro. Num café - repito, é assim que encaro o Barnabé - eu deixarei o assunto de lado. Eu sabia que poderia ser um erro escrever sobre o assunto, mas fi-lo na mesma. Agora sei que não foi um erro. E porquê? Simplesmente porque escreveste o comentário mais "normal" que te li desde que surgiste. Foi normal, civilizado e bastante elucidativo do teu ponto de vista da minha argumentação. Tens uma opinião diferente da minha e isso leva a que cometas aquilo que considero um erro nas tuas argumentações, mas esse é um assunto a que já voltarei.
Quanto à tua opinião, penso que poderás confundir opiniões pessoais e falta de vontade de ouvir com nazismo. Certo, a falta de respeito pela opinião dos outros é uma característica nazi (isto para o escrever de forma suave). Mas isso não significa que alguém que tenha a mesma falta de respeito por uma ou outra opinião o seja. E porquê? Porque falta a característica fundamental: a censura. Admito, não faltará quem o quisesse fazer em relação a ti. Eu próprio sucumbi a essa tentação num ou noutro dia de pior humor. E mesmo sem te ler, apenas pela irritação que me provocaste. Foi um erro, claro, felizmente que não o posso fazer e mesmo que o pudesse não o faria. Se surgires no meu blogue a fazer o mesmo não te banirei, é uma questão de princípio, mas por vezes enervas a ponto de dar vontade de o fazer. Mas é essa a diferença entre o nazismo e a democracia: é a mesma entre censurar e ignorar. Só porque alguém fala não serás obrigado a ouvir. O mesmo se passa, por vezes, por aqui.
O tal erro em que incorres tem a ver com uma certa tendência em quereres reduzir tudo a uma questão argumentativa. Há questões que não foram demonstradas e não o poderão ser por nenhum modelo. São reduzidas, em última análise, a uma questão que se aproxima da fé. Um exemplo simples tem a ver com o liberalismo económico comparado com a social-democracia. Se quiseres poderemos dizer a comparação entre os EUA e a Finlândia, por exemplo. Não vou citar números, este não é o espaço indicado para isso neste momento. Mas ambos são exemplos de sucessos de ambos os sistemas. Claro que existirão problemas em ambos os casos, mas de uma forma geral correrão bem. Como decidir então qual dos dois (se algum de todo) aplicar em Portugal, na UE ou em qualquer outro local? Poderemos aplicar modelos e estudos mas, no fim, a decisão reduzir-se-à a uma questão de opiniões. E às vezes pareces querer ignorar este ponto (não voluntariamente, tenho a certeza), como se não houvesse assunto que não se pudesse decidir definitivamente através da discussão (nem quero entrar na questão da religião). Um pouco mais de compreensão neste assunto poderia ser benéfico.
De uma forma geral, penso que poderias beneficiar se tivesses uma atitude menos gozona. É isso que afasta um pouco as pessoas. E poderás estar errado quando dizes que se te chamasses anti-nazi serias aplaudido. Eu não o faria tanto. Por uma razão simples: o "anti-" no nome dá azo a que sejas visto como um opositor, um destruidor, não tanto como um construtor. Também o facto de usares o "anti-comuna" é exemplar: sabes que isso provoca as pessoas. Penso que bastaria seres "anti-comunista" para seres enquadrado de outra forma. O "comuna" dá imediatamente uma ideia de desprezo pela ideologia. E, como tenho a certeza que compreenderás a diferença entre o comunismo e o estalinismo ou maoismo (ou castrismo ou outros que tais que se dizem comunistas), penso que compreenderás o que quero dizer. Diminui um pouco a carga negativa, muda um pouco a atitude. Isso só beneficiaria a discussão que pretendes fomentar.
PS - o murro que diria que mandaria tem a ver com o contexto em que o coloquei. Seria numa situação de me insultares com o pior insulto que consigo imaginar. Perante qualquer outra situação nem me incomodaria, como (também) já disse. A única vez que me vi envolvido em pancada foi precisamente com um nazi (e bem que o tentei evitar), de resto isso nunca se passou comigo à excepção daqueles empurrões dos 8 anos por causa de uns berlindes).
PPS - seria mais fácil ler a tua argumentação se fosse mais curta. Eu não sou exemplo, este é um caso de "Faz o que eu digo não o que eu faço". Tentarei ser, no futuro, mais resumido. Tenho consciência que este comentário será lido provavelmente apenas por ti. A quem mais o ler, peço desculpa pela extensão. Torna-o mais difícil de ler.
Afixado por: João André em julho 26, 2004 06:39 PMA frasezinha que escandalizou o anti-comuna («Ele definiu-nos...») não tem gabarito, mesmo negativo, para escandalizr seja quem for - é pobre e um lugar-comum sentimental, mas, por isso mesmo, não deixa de ofender a memória de Paredes se a ligarmos a outras circunstâncias (foi isso que viu bem o anti-comuna, apesar da sua verborreia demagógica). Um artista não «define» nada, muito menos um povo, e a sua obra não poder «mais perfeita» do que o povo que definiria, porque o que caracteriza o artista é a dúvida e a imperfeição. Carlos Paredes é um artista d génio (não gosto desta palavra) porque se considerava imperfeito, procurava sempre, duvidava da sua arte, não se considerava um génio e, sobretudo, SABIA qu ser considerado assim seria uma fuga e um embelezamento da verdade artística (a única coisa que ele procurava). E foi sempre assim, perpetuamente, enquanto tocou guitarra - o tal movimento perpétuo. No meio das dúvidas e da inquietação que a sua arte criou, só podemos dizer, na hora da sua morte física e natural: ouçam esta, ouçam aquela, gosto desta, gosto daquela, não esqueçam Paredes. O resto é panegírio, mais para promoção pessoal, ou social, ou política (bem visto anti-comuna) do que para honrar a memória de Paredes. Quanto à «grande perda», ao «nosso enorme pesar», etc., etc. - É MENTIRA... Façamos um exame de consciência (católico ou ateu, d esquerda ou de direita): o homem morreu na idade em que morrem os homens, há dez anos que não tocava guitarra, mal o conhecíamos como homem (era censurado e discriminado subtilmente, ou pela indiferença, dos media burgueses), a nossa tristeza é relativa, sejamos verdadeiros. Gostei daquela parte do Barnabé, aquando da morte de Sophia, em que o comentário perfeito e a homenagem perfeita era pegar num poema dela e espetá-lo no blogue ou nos comentários... Não aconteceu o mesmo com Paredes.
Afixado por: jm em julho 26, 2004 06:57 PME bom. Tiveste uma resposta melhor do que esperava, ó André.
Mas tenha tempo e paciência e verás como sou "a espada" que divide as águas.
No entretanto, vou dormir sobre o que aqui se passou. Gostava que tu e quem seguiu isto também o faça.
Pode ser que aprendamos alguma coisa.
Mas relembro-vos, com tudo o que de mau tem e de bom, este continua a ser o anti-comuna.
Uma coisa para todos nós meditarmos.
Afixado por: anti-comuna em julho 26, 2004 09:01 PMApesar de saber que pelo menos uma pessoa vai olhar este comentário com um desprezo superior vou coloca-lo na mesma.
A discussão que se gerou no Barnabé a propósito de uma opinião pessoal do autor era digna que o homenageado ou celebrado,(do post) como preferirem fizesse uma musica que demonstrasse toda a patetice que por aqui se gerou. Seria certamente uma melodia genial pois Carlos Paredes mais do que sons transmitia mennsagens e com esta fonte de (des)inspiração faria um hino ao escarnio e ao mal dizer.
PS:Ó Titta, Carlos Paredes merecia mais consideração nesta hora.( o visado sabe de quem estou a falar, não é)
Afixado por: Daniel Arruda em julho 27, 2004 03:22 AMjm:
eu sei as voltas que já deu aquela frase. mas daí a dizer que ela "ofende" a memória do carlos paredes é que não lembra ao diabo, nomeadamente por parte de quem, se estivesse preocupado com a memória do carlos paredes, não polemizava com aspectos laterais e de pouca importância duma homenagem.
apesar da pouca importância que a frase tem, e sabendo perfeitamente que alguns dos "comentadores" (alguns dos quais, sob assinaturas diferentes, são a mesma pessoa) que aqui escreveram agressivamente sobre ela só o fizeram porque tinham de pegar por alguma coisa, aproveito para a esclarecer como se acreditasse que a crítica tivesse sido feita de boa fé. fingindo então que a crítica foi feita de boa fé, digo o seguinte: é evidente que um artista não "define" um povo à mesma maneira de um manual escolar, como foi dito aí acima já não me lembro por quem. precisamente por isso é de esperar que quando vemos esta palavra aplicada à obra de um artista devamos intuir que é de outro "definir" que se trata, um "definir" de uma ordem diferente. objecta-se aqui que um artista não "define", que é até ofensivo (além de idiota e bacoco e pseudointelectual) dizer que ele o faça. mas quem vos diz a vocês que, tratando-se da notoriamente impossível definição de um povo, da definição de uma noção de humanidade, não seja até o artista a fazê-lo da forma melhor e mais aproximada? quantas vezes nos não sentimos mais definidos enquanto portugueses por um poema do que por todas as estatísticas do INE? e se o sentimos com um poema, porque não senti-lo com a música tão evocativa de paredes (como aliás foi abundantemente dito e redito pela maioria das pessoas que se pronunciaram sobre a sua obra)?
é só isto, meus amigos. fica a consolação de saber que a agressividade com que são recebidos os posts do barnabé não tem relação alguma com o conteúdo do que escrevemos. se até um post de homenagem a carlos paredes, por casual que seja, tem direito a esta recepção, o capital destes comentadores fica completamente desbaratado para quando quiserem comentar as nossas posições políticas mais afirmativas. porque se nota que maior do que a discordância que têm é a fúria de atacar o barnabé.
isto, claro, fazendo de conta que alguns destes "comentadores" acima estão de boa fé. eu não parto desse princípio. parto da verificação de que, tal como em outros blogues, existem pessoas que assinam sob diversos nomes para sabotar o barnabé no único lugar onde podem fazê-lo, a caixa de comentários, e com isso tornar desagradável a vida dos restantes comentadores e leitores do nosso blogue. a nossa paciência e generosidade para com estes sabotadores está à vista de todos, de forma que não teremos o mínimo problema de consciência em tratá-los como sabotadores que são, quando e como quisermos.
Afixado por: rui tavares em julho 27, 2004 03:49 AMRui Tavares:
Eu só assino JM e o meu nome está contido no e-mail a que com certeza tem acesso, mas se quiser o meu BI e o meu registo criminal, onde conste que não sou sabotador nem «comentador», também lhos mando. Dizer que a arte de Paredes não se define como em manual escolar, que não cabe em panegíricos,e que ninguém É DONO DELA (muito menos com esconsos fins políticos e neste vergonhoso aproveitamento mediático da sua morte) foi a minha principal intenção. A sua frasezinha foi o pretexto, já que, em si, não vale nada.
O Barnabé, ou uma parte do Barnabé, está a revelar-se: está a custar-lhes a engolir que haja quem os conteste, qu se acabaram as conversinhas em família e entre amigos, os recadinhos de cá para lá, e começa a mostrar um notável desejo de censura (que é pior do que a censura real) apelidando de «comentadores» e de sabotadores os comentadores e os «sabotadores» (ainda não lhes passou pela cabeça que os «sabotadores» podem apenas querer aprofundar o debate e estar desiludidos com a miséria em que está cair o projecto de esquerda que é este blogue?). Enquanto existir esta caixa de comentários, que é um espaço público e democrático, eu serei comentador desassombrado e não «comentador», e serei «sabotador» sempre que for necessário. Há uma coisa positiva ao longo dos quase 90 comentários deste post: a argumentação dos barnabés já não se limita (como para com o anti-comuna) ao «és idiota», «vai-te embora», «não sabes o que dizes, nós é que sabemos»... Portanto, enquanto não instalarm oficialmente a censura, vou screver aqui.
a argumentação dos barnabés, e tem mais de 2000 posts para o comprovar, nunca foi essa. mas aqui qualquer comentador está em casa do barnabé, e deve portar-se com o mínimo de civismo.
Afixado por: rui tavares em julho 28, 2004 02:46 AMPeço desculpa. Quando falei em «barnabés» não estava a pensar nos autores dos 2000 posts, mas mais nos leitores-comentadores claramente concordantes com a linha editorial do blogue, o que aliás não significa que os discordantes também não usem essa argumentação infantil. Quanto ao civismo: se eu, em Roma, optar por não ser romano (que não sou), não se pode chamar a isso falta de civismo.
Afixado por: jm em julho 28, 2004 10:12 AMPor Zeus Rui Tavares!
Pior a emenda que o soneto!
Foi logo citar o Fernando Magalhães, que vive enclausurado na década de 70, sonhando com uma qualquer banda prog rock masturbatória. Vampiriza agora o jazz no Público, tendando afogar as mágoas POP.
De música o Fernando Magalhões percebe menos que o caro Rui Tavares. Quanto a literatura, digamos que conheço tubérculos mais entendidos que ele.
Num movimento sempre perpétuo,
Dostlichevlichiv
Ps: Não manipule os escritos dos outros. O Magalhães não cria um regime de exclusividade quanto a génios portugueses, como o Rui fez.
Pps: Paredes foi um músico excelso. Criou alguns trechos geniais. Mas nunca foi um génio. Percebes a diferença?
Afixado por: Dostlichevlichiv em julho 29, 2004 03:54 AMO que eu escrevi foi que, para mim, paredes estava entre os grandes criadores numa divisão em que eu, em portugal, só me lembro de pessoa e camões. Posso achar isto, ou será que me devo coibir por medo de indispor o caro Dostlichevlichiv? Eu não tenho que "perceber" ou deixar de perceber a evidência com que tu, Dostlichevlichiv, me decretas que Carlos Paredes foi um músíco excelso que nunca foi um génio. Vivo bem com o facto de tu achares isso, e contra-argumentarei quando começares a argumentar. Mas eu, que até sou comedido na aplicação do termo "génio" não acho o mesmo e pelos vistos não estou sozinho. E tanto pior se o Dostlichevlichiv acha que eu não entendo nada de música ou literatura. O certo é que, bem ou mal, tanto eu como Fernando Magalhães e outros dissemos porque achávamos o homem genial (no meu caso telegraficamente, mas posso fazê-lo mais extensamente), assinámo-lo com os nossos nomes, e estamos dispostos ao contraditório. Você Dostlichevlichiv não explicou o que diz, não esclareceu sobre que outros compositores ou interpretes (ou poetas, ou cineastas, ou o que quiser) tem em mente para comparar, chama tuberculos e ignorantes ao outros achando que isso lhe dá razão e se limita a um taxativo foi/não foi, percebes/não percebes. É muito pouco conteúdo para tanta agressividade.
Afixado por: rui tavares em julho 29, 2004 04:18 AMHá pessoas com génio, mas também se lhes tira. Há o génio da lâmpada esfregada. Há dois génios quase gémeos indiscutíveis: Camões e Pessoa. No fundo, o génio c'est moi. Há mais génios mortos do que vivos, o que, mortos, não lhes serve de nada, além de não se poderem defender da acusação. No fundo, se se fala tanto do Paredes é porque o sacana não nos larga o ouvido, é porque vamos descobrindo sempr coisas novas no som que criou (mais do que na composição). É génio, não é génio? Depnde da religião de cada um.
Afixado por: jm em julho 29, 2004 08:14 AMGénios na música, tirando os da clássico/erudita, existem cinco ou seis. E nenhum deles é português.
Génios na literatura nacional existem pelo menos mais três ou quatro. E nenhum deles é o camarada Saramago.
Não pretendo ocupar a caixa de comentários com explicações exaustivas. Deixo-lhe um nome para consideração: Charles Mingus. (é esta a bitola)
The Black Saint,
Dostlichevlichiv
Ps: Nem o caro Rui nem o caro Magalhães justificam o epiteto de génio. Chorrilho lamechas serviu para sustentar tal opinião.(no texto do Magalhães)
O Nacional Porreirismo também já chegou à música.
Há génios indiscutíveis: Sócrates, o grego orador, amigalhaço do Platão (outro génio), pena dar-lhe para a pedofilia e para as bebidas fortes. O herói Ricardo, o tal que iria a Fátima a pé se... é um génio no seu género de apoucamento mental (entre futebolistas, é obra!)Há um senhor americano, velho comerciante judeu, que tem um escritório de concessão de certificados de génio. Chama-se Bloom. Fico contente: acho que agora, tendo meios para pagar, qualquer um pode ser génio. Em Portugal há muitos desses, mas todos amadores. O Dostivelichvili (tenho dificuldade com os sotaques estrangeiros) é um deles, mas dizer que o Saramago não é génio nenhum é tão óbvio, já toda a gente o sabe tão bem que o D... não nos dá novidade nenhuma. Ao D... é que eu nunca recorreria para ser génio (ou alguém da minha família): deve ter um esccritório manhoso num vão d escada da Baixa, se tiver, e depois ainda nos passa uns certificados que, vai-se a ver, não têm validade...
Afixado por: jm em julho 29, 2004 02:10 PMJM, utilizando as sábias palavra de Cícero:
Te ut ulla res frangat?
Tu ut umquam te corrigas?
Ói, Dost:
[...] arrazoi zutela klasikoek
denboraren ihesari buruz,
haien topiko ederrez [...]
Rikardo Arregi
Afixado por: jm em julho 29, 2004 05:31 PMNâo sou erudito,nâo tenho algum diploma catedratico,os meus estudos redusem-se quase ao minimo, a minha caligrafia aproxima-se quase da indecencia,mas a sêde de sabêr..ou de conhecêr é gigantesca.A estadia em Portugal depois minha nascênsia foi ponctuada de bons e maus momentos e sempre pensei que os humanos a medida que a tecnologia avançava iam sêr mais (humanos).Blof,enganei-me:hoje depois de mais uma promenade sobre este sitio de sabêr que se chama o www,eu gostava mais antes.. depois de vinte anos que eu me paseio nêle (graças ao meu filho)que encontro um sitio que se chama.A grande loja do queijo Limiano que é escrito em Britanico,porquê??A varios anos que soube que havia no planeta 6000 linguas e que se perdia a volta de 80 por ano,so para vos dar um exemplo trabalhei nos Camerôes durante dois anos,e havia 270 dialectos,uma regiâo no tchad que engloba mais paises que se fala uma lingua,na dita regiâo mais vasta que a França que o Basco é falado como lingua principal por 400000 pessoas.O Celtico na Irlanda éra banido das escolas e que os profs castigavam os alunos que o falasem entre si.Um senhor que nâo tive paciência para tirar o seu nome,porque vou la mais vêzes ao seu sito.Ficou fascinado por um erudito livro......L'aventure des langues en Occident..By Henriette Walter.PS o senhor chama-se Martin Wooding:agora perguntam-me,mas porquê este trala? Exatamente e com razâo..se o senhor Manuel tem um blogue em Portugues porquê escreve êle em Britanico? A mênos que queira impresionar a galeria?? O senhor Anti-comuna escreve muito bem,o seu direito a uma opiniâo adversa creio eu que foi a melhor coisa quando restabeleçêram a famosa (meu olho)democracia em Portugal,mas fazêndo parte d'um partido.....nha,nha,ja tem uma ideia pré-concevida o que tira o valor d'uma discussâo complétamente sâ. Foi um Americano de 47 anos que ganhou a famosa corrida a nado no Lago-Saint-Jean,no Québec o que me fês lembrar o nadador Portugues que atravessou a Mancha nos anos 50.Fini um abraço para todos BYE
Afixado por: calhordus em agosto 1, 2004 12:27 AMSó mesmo para cumprir o centésimo comentário. Duvido que seja o único post com tal número de comentários, mas gosto de números redondos. Aos barnabés as minhas desculpas pela picuinhice.
Afixado por: João André em agosto 18, 2004 02:49 PMNao percebo nada de politica.Carlos Paredes tem Grande som e som bonito. :)
Afixado por: Gaudi em novembro 21, 2004 03:21 AM