Confirmo que não há palavras. O Canto do Rio de Carlos Paredes é a música mais esperançosamente triste e alegre que existe.
Publicado por ruitavares em | TrackBack"Cantai cardumes de guerra e da agonia
Neste arial onde não nasce o dia
Cantai cantai melancolia serena..."
José Afonso e Carlos Paredes, "Coro dos Caídos"
Afixado por: Ivo Monteiro em julho 24, 2004 03:03 PM"Verdes anos" será sempre a melhor...
Afixado por: 100Norte em julho 24, 2004 04:13 PM Fica-vos bem homenagear o Carlos Paredes. É preciso não esquecer as vanguardas culturais da pátria. Carlos Paredes foi um grande músico e um grande lutador pela democracia e pela liberdade.
Muitos serão os que o vão homenagear agora depois de morto quando em vida lhe não reconheceram devido mérito. Não falo de vocês barnabés, falo dos camafeus que nos desgovernam e despudoradamente se associam aos artistas que os desprezaram em vida quer pela acção no dia a dia quer pela sua arte.
O desaparecimento de Carlos Paredes escaldava as mãos do escrevinhador do Abrupto, até que, algures numa prateleira da Marmeleira descobriu uma referência ao "escriturário", existente nos arquivos da pide.
Paredes será sempre "Um Movimento Perpétuo". Um dos maiores vultos da nossa cultura.
O outro não passa de um manipulador de ambiguidades existênciais, que conserva agarrada à pele a "maladie infantile" dos tempos do "uivo do povo" e vai continuando a destilar fermentações retardadas para quem aprecia o género.
Afixado por: david&golias em julho 24, 2004 10:28 PMEspanta-me tanta gente a comentar, a lamentar, a homanagear o Carlos Paredes.
Era uma pessoa de que nunca se falava. Raramente o seu nome era citado a propósito de alguma coisa.
Talvez, lá no fundo do conhecimento, todos os Portugueses tivessem alguma espécie de reminiscência daquela guitarra, talvez quase todos tivessem uma certa memória.
Nunca comprei música dele. Agora vou faze-lo, certamente.
Mas assisti a um concerto de Carlos Paredes e de Paulo Vaz de Carvalho. No Alentejo, há um bom par de anos.
Tenho pena que ele tenha morrido.
Incomoda-me a perda de tantos valores em tão curto espaço de tempo. Parece que só morrem as pessoas com algum talento para apaziguar as nossas inquietações.
E também me incomoda este cinismo todo de outras tanta pessoas, a quem não sou capaz de reconhecer uma réstea de sensibidade.
...não me levem a mal mas... acho que a palavra "esperançosamente" não existe.
Afixado por: Jack em julho 24, 2004 11:09 PMExiste Jack... contígua -à definição de amor de Vinícius: "o amor é eterno enquanto dura". Abraços a todos,
Afixado por: miguel em julho 24, 2004 11:56 PMIndubitavelmente um movimento perpétuo,a perenidade da sua alma na guitarra de certo que irá perdurar por séculos como Camões e Pessoa.A canção do Mar com o Zeca também é um verdadeiro Hino,assim como a seranata e outras ligadas a Coimbra como não podia deixar de ser.Mais um dos bons que nos deixou em tão curto tempo,Sophia com a sua poesia,Lurdes Pintassilgo com a sua ética e cultura humana e o Carlos com toda a sua genialidade da guitarra portuguesa.Bem-hajam!
Afixado por: Joao em julho 25, 2004 02:08 AMTambém eu tinha verdes anos quando ouvi aquela guitarra a chorar e a rir.
Realmente não há palavras...
Alguem disse por aqui, que mal se falava de Paredes em Portugal. Até não é verdade, mas Portugal deve-lhe imenso, deve-lhe muito mais do que todos njós, lhe demos. O mesmo não se passa, na imprensa estrangeira, até em paises onde a emigração portuguesa é nula ou práticamente inexistente. É o caso de Italia, que conhecia bem Paredes, e sabia muita coisa do seu percurso, coisas que muitos Portugueses desconhecerão. Que por exemplo foi, juntamente com Amalia, as primeiras figuras a actuarem no Olympia de Paris, que foi figura presente várias vezes na Opera de Frankfurt, sítios onde a Musica é assunto sério. No meu blog ( e não quero que isto parecça publicidade, que não o é!) incluí um texto duma publicação italiana, que evoca Paredes, muito sentidamente...Uma pequena (grande) achega, para aqueles que minimizam a obra e o valor do grande génio da Guitarra Portuguesa.
Afixado por: Valeria Mendez em julho 25, 2004 03:25 AMVPV,
À solta
O público recebeu este Governo como não tinha recebido nenhum outro: com espanto, com assombro, com irrisão, com censura. As trapalhadas não param. Há as trocas e baldrocas de última hora; 38 secretários de Estado, 38!, distribuídos sem lógica nem senso; o secretário de Estado que não toma posse porque foi a Bruxelas com Barroso; a secretária de Estado que fazia mais falta na Cultura do que na Defesa; ministros à procura de ministério ou mesmo no meio da rua à procura de casa; declarações delirantes de Santana e Portas. Numa palavra, a irresponsabilidade chegou ao poder: uma irresponsabilidade nova e nunca vista. Mas não surpreendente para quem conhece os gloriosos chefes da balbúrdia, a que o dr. Sampaio com a sua prudência entregou o País. Santana e Portas vêm da escola da intriga, do boato, do segredo e do truque. Dantes não se notava tanto, porque estavam limitados a uma pequena esfera (o PSD, o CDS, a Defesa e a Câmara) e até certo ponto sob a supervisão de adultos (e mesmo assim arranjaram sarilhos sobre sarilhos). Agora, sem supervisão e com Portugal inteiro para brincar, não existe limite ao que dali eventualmente sairá. Entrámos no universo do imprevisível. Pensar pela cabeça desta espécie política não é coisa fácil. Santana e Portas vivem do exibicionismo, do melodrama, da demagogia. Dizem isto e dizem aquilo e depois desdizem e depois tornam a dizer. Não interessa. Avançam sempre com certeza da inconsciência. Só pensar, ao fim de uma semana, que a ideia do Presidente era garantir a «estabilidade», mostra o erro sem desculpa em que ele caiu. Santana e Portas são, por natureza, o princípio da instabilidade. Sempre a provocaram e se alimentaram dela. Um espectáculo - e eles não passam de um espectáculo - precisa de mudar. De qualquer maneira, o começo promete.
Vocês ainda não perceberam que este tipo (anticomuna) não percebe nada de nada. Arranjou umas bandeiras inventadas por ele (a história da Carlyle, esta de O Independente ter sido sustentado pela esquerda, etc etc) e como tem facilidade (e tempo, muito tempo...) em escrever (embora escreva pior que um puto com a 4ª classe) parece que fazem sentido as coisas que ele escreve. Mas, reparem, não sustenta nenhuma das suas afirmações com prova factual. Ele diz que é assim e é assim que tem de passar a ser porque ele diz.
Além disso, o ódio visceral que ele tem à esquerda e, especificamente, ao Bloco (e às causas que este defende) só se explica na sua filiação partidária, o PNR. E o medo, o eterno medo que as consciências pesadas e culpadas têm de terminar o tempo em que fizeram sempre o que quiseram e lhes deu na real gana e de terem de responder pelos actos que se descobrirem estarem sob a alçada da justiça...
O melhor a fazer é ignorá-lo. Responder-lhe, entrar em discussão com ele é dar-lhe mais importância do que ele realmente tem, e, verdadeiramente, não merece.
Registo aqui, com tristeza, que mais de um ano após o nascimento do Barnabé, houve um dia que ninguém fez um post.
É um dia triste para a blogosfera. Seus santanetes...
Alberto João Jardim acaba de chamar as massas à revolução, para acabar com "a classe política de Lisboa" e apelou à vinda dos capitalistas estrangeiros que os portugueses "pagam ao PCP para não chatear".
Traduzindo: Jardim quer acabar com a coligação Santana/Portas e correligionários mas também quer que o PCP passe a chatear.
Ou, então, a lógica é uma batata...ou uma garrafa.
Estes barnabés devem estar muito mal.
Já estamos a 26 e ainda não pariram nada.
Vejam a temperatura. Não usem termómetro de mercúrio que dá volta à mioleira.
Grande canção! http://urbano.blogs.sapo.pt/
Afixado por: jhfd em julho 26, 2004 11:00 AMVai-se de Férias enão se diz nada.
Tá mali, muito mali.
Mas êle nâo morreu,espéra por nos ali a esquina..para que possamos continuar a ouvilo
Afixado por: Madragoa em julho 27, 2004 06:50 PM