O João Miranda publicou no Blasfémias este post com o título «Cidades que não gostam de pessoas: Brasília». E debaixo de uma fotografia do sector hoteleiro-bancário de Brasília, e de um trevo num dos eixos rodoviários da cidade, acrescentou "As cidades artificiais não gostam de pessoas. Preferem os carros. "
Sempre me intrigou muito a forma como as pessoas reagem mal à ideia de artificialidade, e esta nota publicada no Blasfémias permite-me introduzir esse assunto. Na minha área de estudos humanísticos, então, essa desconfiança chega a ser agressiva. Considerem-se por exemplo os mitos sobre o esperanto. Já ouvi gente de Letras, que deveriam informar-se um pouco melhor, dar voz às histórias de que o esperanto se tornou incompreensível devido às diferenças de sotaque [falso], que a sua estrutura é rígida e não permite inovação [falso] e que a sua oralidade é mecânica e inexpressiva [só para quem achar o italiano falado, com que o esperanto facilmente se confunde, mecânico e inexpressivo].
Será que é um problema com "artificial"? O próprio termo "artificial" tem má recepção, ao contrário de "inventado" ou "criativo". Por exemplo, nunca vi um liberal como João Miranda falar mal do dinheiro, embora não haja coisa mais artificial do que o dinheiro. Por outro lado, mal se diz "artificial", as pessoas reagem a medo, como se lhes tivesse disparado o instinto de sobrevivência. Veja-se as acusações passadas (e mesmo actuais) à inteligência artificial, – como se a inteligência artificial ou os idiomas artificiais ou as cidades "artificiais" não fossem, afinal, invenções nossas.
Sobre Brasília ouvem-se mitos análogos aos que circulam sobre o esperanto. Diz-se por exemplo, que não existem árvores em Brasília porque Niemeyer achava as árvores "burguesas". Nada poderia ser mais errado. Pelo contrário, Brasília só pode ser uma das cidades mais arborizadas do mundo. Em Brasília não é preciso ir a nenhum parque para ver árvores; elas estão por todo o lado. Entre cada dois prédios existe um mini-parque com duas ou três dezenas delas. A seguir às chuvas, a cidade fica tão cheia de cigarras que achamos que vamos enlouquecer com o barulho. Chega a ser natureza a mais.
A foto da cidade que o João Miranda publica é pois muito enganadora: qualquer nó rodoviário nas nossas cidades naturais é igual àquilo. Ao invés, nas zonas habitacionais (nas "asas" Sul e Norte) Brasília é uma cidade de prédios baixos, plana, óptima para se andar de bicicleta ou patins em linha. Eu adoro Lisboa, mas...
Preferirá Brasília os carros às pessoas, como diz o João Miranda? Bem, o que eu posso dizer é que desconfio que em 44 anos de história nunca ninguém em cadeira de rodas ou carrinho de bébé terá ficado encurralado por um carro no passeio, como acontece nas nossas cidades "naturais". É que em Brasília os carros não estacionam em cima dos passeios, nem sequer ao lado dos passeios, prejudicando a visibilidade. Estacionam em pracetas discretas no meio das "super-quadras".
Num comentário ao mesmo post o João Miranda desenvolve um pouco o que queria dizer: o problema está na falta de espontaneidade destes sistemas. A objecção insere-se na tradição de desconfiança dos liberais de direita em relação à "planificação socialista". Dá para entender. Como libertário, também tendo a desconfiar das utopias e a preferir-lhes a espontaneidade. Mas devo dizer que se há algum problema com Brasília é de falta e não de excesso de socialismo. Uma parte das habitações reservadas para os rendimentos mais baixos foi liberalizada, o que expulsou muita classe média-baixa e baixa do "plano piloto". A parte "artificial" de Brasília é uma das mais caras do Brasil; pelos vistos o "mercado" gosta dela.
Não esqueçamos sobretudo que o plano de Brasília foi brutalmente interrompido pelo golpe militar de 64, tinha a cidade quatro anos. Mesmo em democracia, a cena política em Brasília tem sido dominada há quase vinte anos (com uma breve interrupção) por um governador corrupto e ultra-direitista, Joaquim Roriz. É, que eu saiba, a única cidade onde uma linha de metro foi construída e logo encerrada. Ninguém se lembra sob que pretexto ao certo, mas todos sabem que é para dificultar o acesso dos suburbanos das cidades-satélite ao plano piloto – para trabalhar, eles que venham nos autocarros (dispendiosos); para se divertirem no fim-de-semana, eles que fiquem lá bem longe.
João Miranda diz que Brasília "não gosta das pessoas". Mas olhe que já as pessoas que lá vivem não querem outra coisa. Nunca vi nenhum brasiliense – ou candango, como são chamados – a dizer que não gosta e se quer vir embora.
***
Este tema do artificial e do natural é muito interessante para discutir aqui na blogosfera. Mete cultura, política e ciência. Mete cidades, linguagens e (naturalmente) blogues. Spinoza, talvez por trabalhar com lentes, que afinal de contas são "visão artificial", tentava desarmar os preconceitos afirmando que "tudo o que existe pertence à natureza". A nós do tempo da poluição talvez não nos seja permitido tal optimismo. Pessoalmente, se X for politicamente justo, socialmente confortável para o maior número e respeitar a inviolabilidade da liberdade individual, pouco me interessa se é natural ou artificial.
Publicado por ruitavares em | TrackBackContinuo a achar que uma das maiores ironias dos nossos tempos é que um desses locais onde se "preferem" as pessoas aos carros seja completamente artificial e um dos melhores exemplos de um nível de vigilância tal como descrito por Orwell: os parques de diversões da Disney.
Esses parques são também a razão do meu desconforto que me levam sempre a duvidar se a nossa sociedade seria mesmo capaz de evitar um cenário tipo 1984. Vai restando a esperança que a maior parte das pessoas só lá passa temporariamente...
Afixado por: jneves em agosto 9, 2004 10:04 AM"Tudo o que existe pertence à natureza" - nem mais. De facto a artificialidade é um mito, enquanto entendida como algo oposto à "naturalidade". Quanto muito podemos distinguir "coisas de natureza premeditada", como Brasília ou o Esperanto, de "coisas de natureza pré-programada", como qualquer expressão do genoma p ex, e ainda "coisas de natureza do acaso", tudo o que não encaixe nas duas primeiras.
Afixado por: Boss em agosto 9, 2004 03:04 PME claro que em muitas coisas as "diferentes naturezas" dividem responsabilidades.. Uma cidade como Lisboa ou Porto, existe devido a acasos e premeditações várias.. É essa confusão e espaço temporal de construção que lhe dão um ar supostamente mais natural que Brasília..
O caos parece sempre mais natural do que a ordem, porque o equilíbrio é algo muito raro na Natureza, e sempre efémero..
Mas artificial, artificial só a "perfeição", mas esse é um falso conceito, tal como "deus", logo a artificialidade não existe.
Afixado por: Boss em agosto 9, 2004 03:14 PMOlha que muitos urbanistas diferenciam entre as cidades "naturais" e as "planificadas", encontrando nas segundas uma deficiente mimetização das subtilezas estruturais das primeiras...
Afixado por: Luis Rainha em agosto 9, 2004 03:43 PMAnda por aqui um texto clássico - e bastante acessível- sobre este tema. A teoria do autor, Christopher Alexander, é que "It is more and more widely recognized today that there is some essential ingredient missing from artificial cities. When compared with ancient cities that have acquired the patina of life, our modern attempts to create cities artificially are, from a human point of view, entirely unsuccessful. "
Afixado por: Luis Rainha em agosto 9, 2004 03:53 PMBoss, por acaso prefiro optar por uma descrição do tipo "Tudo o que existe deriva da Natureza". Lamento mas custa-me imaginar que um conjunto de objectos/substâncias possam ser consideradas como pertencendo à Natureza. Percebi o teu objectivo na tua declaração, mas penso que haverá limitações.
No caso do pensamento, creio que a dicotomia natural/artificial poderá ser um pouco mais vincada, uma vez que estamos desde o início no domínio do abstracto e a Natureza é concreta.
Afixado por: João André em agosto 9, 2004 04:15 PMBoss, creio que o "artificial" existe... se não for mais o tecnécio (como aparace na descrição no abrupto) e digo mais...esse elemento 43 da TP faz algumas pequenas maravilhas em termos de Medicina Nuclear. Nem tudo o que é artificial é "mau"... (isto alargando o tema...)
Afixado por: Becas em agosto 9, 2004 04:56 PMBecas mas isso derivaria sempre da Natureza, como diz o João André..
Mas o que é a Natureza? Um conceito humano e abstracto ou uma realidade palpável? Se aceitamos que à ideia de Natureza corresponde uma realidade palpável parece-me que temos que encarar tudo o que é palpável como natural. Pois tudo derivará de algo palpável que já existia previamente.. Nada de palpável pode ser criado..
Parece-me que o único conceito verdadeiramente novo que a humanidade criou foi o da "perfeição", que não existe, logo não é palpável. Os tais artificialismos serão quanto muito tentativas frustradas de alcançar a perfeição.. Ou seja, são tentativas de artificialismos e não verdadeiros artificialismos.. ou não?
Afixado por: Boss em agosto 9, 2004 05:08 PMPessoalmente vejo a Natureza como a realidade palpável original, num conceito que até poderá ser entendido como próximo do de Jardim do Éden (no qual, como ateu, não acredito, Deus me livre e guarde). Fora da brincadeira, poderemos considerar que a Natureza será aquilo que se poder encontrar nela ou aquilo que dela resulta por acção modificadora ao nível não elementar.
Consideremos que os seres vivos pertencentes ao domínio da zoologia modificam a Natureza. Mesmo assim, estamos a falar de agentes naturais, do tipo de uma minhoca que escava o solo tornando-o mais adequado ao crescimento de uma planta; ou a falar de um pássaro que cria um ninho a partir de ramos, lama e palha. Ou de um homem que constrói uma faca usando o sílex.
Já no caso de uma modificação da Natureza de nível elemental não entendo que o produto resultante seja natural. Explicando, modificar dois ou mais componentes da Natureza para criar um terceiro que não se encontra na mesma. É o caso do cimento ou do aço, por exemplo. O ninho de um pássaro será sempre feito de palha, lama e ramos. A terra que a minhoca remexe não muda de "elementaridade" (os ortodoxos da língua que me perdoem a ousadia). O cimento e o aço não são passíveis de encontrar na Natureza. O mesmo se poderá dizer de elementos radioactivos que foram criados pelo homem.
Claro que as leis da Natureza permitem estas mutações. Antes de serem criados, já muitos dos elementos químicos da TP estavam previstos. Mas foi precisa uma força não óbvia para os criar.
Claro que esta argumentação tem falhas. Eu admito que as leis da Natureza fazem parte da mesma. Como tal deveriam ser Naturais. Também sei que certos elementos até poderão ser encontrados, mesmo que apenas por umas fracções de segundo, no centro das estrelas. Num espaço que é natural, porque faz parte da Criação (mais uma referência tipicamente religiosa mas não invocada dessa forma).
Por isso penso no natural como sendo a realidade palpável terrena. Aquilo que temos no dia a dia e com o que poderemos interagir. Desta forma considero que, tudo o que criemos, mesmo seguindo regras naturais e usando elementos pré-existentes na Natureza, será artificial.
O domínio do pensamento é algo de diferente. Penso que apenas o ser humano (e creio que alguns primatas) é capaz de pensamento abstracto. Nesse conceito entrará o de perfeição, de equilíbrio total, de harmonia. Nesse aspecto concordo contigo Boss, esse é um conceito absolutamente humano, artificial. Mas que nasce da natural noção de imperfeição. São as ironias deste assunto.
Afixado por: João André em agosto 9, 2004 06:22 PMFinalmente, um post de excelente qualidade! (Desculpem-me lá a impertinência). Já andava a desesperar com o Barnabé (em particular com o Daniel que gosta de provocar a malta mas depois cala-se muito bem caladinho e não reage às contra-argumentações dos comentadores...).
Em primeiro lugar, falarmos em "cidades artificiais" - entendendo artificial como o que é produzido, transformado pelo homem - é um absurdo,uma tautologia, porque TODAS as cidades, nesse sentido, o são.
Depois, creio que o João Miranda caí no disparate de fazer uma distinção MORAL entre natural e artificial...basta perguntar-lhe se, ainda dentro do mesmo ponto de vista, uma obra de arte (produção humana, portanto também artificial) também é digna de estigma pelo facto se ser "artificial". O joão andré aproxima-se e afasta-se (!) desta argumentação quando diz que :
"Eu admito que as leis da Natureza fazem parte da mesma." Mas penso que precisamente, como tal SÃO Naturais.
Em suma, e como defendia Espinosa, tudo o que há são modos da mesma substância, e essa substância é a natureza.
Gostei.
abraço bloguístico (ou blogueiro?)
o uno e o multiplo
Afixado por: o uno e o multiplo em agosto 9, 2004 10:43 PMO Texto do Christhopher Alexander (Uma cidade não é uma árvore) foi traduzido e publicado em Portugal em 1967, na "Arquitectura. Revista de Arte e Construção", nº 95, pp. 22-29. É pequeno, pode ser lido com muito proveito, independentemente dos posicionamentos pessoais, e com outra vantagem: é seguido de outro interessante artigo de José-Augusto França sobre o debate de princípio de novecentos em torno da "casa portuguesa".
Afixado por: Mário G. Fernandes em agosto 9, 2004 11:12 PMObrigado, cara, por defender essa "língua artifical" que é o esperanto (afinal, que língua é natural? ou se alguma o é, são-no todas).
Aplaudo com as 4 patas. Um grande abraço.
Nota: não sendo esperantista no sentido de que não o sei falar, ainda, penso que é uma excelente ideia. E que a maior parte das pessoas tem uma ideia errada do que ele é.
Afixado por: manel em agosto 9, 2004 11:35 PMObrigado, cara, por defender essa "língua artifical" que é o esperanto (afinal, que língua é natural? ou se alguma o é, são-no todas).
Aplaudo com as 4 patas. Um grande abraço.
Nota: não sendo esperantista no sentido de que não o sei falar, ainda, penso que é uma excelente ideia. E que a maior parte das pessoas tem uma ideia errada do que ele é.
Afixado por: manel em agosto 9, 2004 11:35 PMObrigado, cara, por defender essa "língua artifical" que é o esperanto (afinal, que língua é natural? ou se alguma o é, são-no todas).
Aplaudo com as 4 patas. Um grande abraço.
Nota: não sendo esperantista no sentido de que não o sei falar, ainda, penso que é uma excelente ideia. E que a maior parte das pessoas tem uma ideia errada do que ele é.
Afixado por: manel em agosto 9, 2004 11:36 PMSe vocês se deixassem de dizer disparates , parece que estão enamorados por brasilia , o que é que Brasilia tem a ver com o que quer que seja!!, Palha senhores , palha de toda a qualidade para todos os gostos.Amarela , vermelha , azul , isto parece a TV portuguesa , é só lixo, palha e entulho.
Se voces querem falar de urbanismo , então dêm ideias. Por exemplo eu dou uma já de seguida!!
Porque estamos no sec xx1 ( hic, vai mais um vodka ??) e ainda temos semáforos do tempo da maria cachucha?
Será que não dava para o pragmático Santana mandar por umas camaras nos ditos e abri-los consante há povo há espera ou não??Ainda ia criar empregos com novos sinaleiros virtuais a controlar as camaras e os semáforos via internet !!
A coisa mais irritante que existe é ver o vermelho e ninguem a passar do outro lado !!!!
Porra , que linguagem ( naõ falo do benfica , falo do Be ehehehe )!!!
Ao menos dou ideias, desde há long time !!!
Outra coisa ó dani já que estamos na época das touradas vê lá se pões um post sobre maus tratos a animais porque a mim apetece-me barafustar sobre esse assunto .... e se não o fizeres , barafusto na mesma.
O novo ministro do Ambiente ainda não teve tempo de se ambientar, mas era bom que entrasse à matador e acabasse de uma vez por todas com esse flagelo medieval . O Marques de Pombal proibiu!!!
Eu apoio e ajudo a chinar quem for do contra.
( ó Afonso foste falar de um assunto que não é politicamente correcto , se acabam as touradas como é que certos " senhores" vão justificar certas saídas !!!! )
Rui Tavares,
Não costumo participar em discussões da blogosfera mas achei o tema do artigo “O que se passa com “artificial?” muito sumarento e por isso decidi contribuir com alguns comentários.
Todas as cidades são artificiais no sentido que foram construídas pelo Homem, acrescentando algo à realidade que não existia anteriormente. Umas desenvolveram-se ao longo de muitos anos, como resposta aos problemas e necessidades imediatos criados por uma série de teias e relações já existentes. Outras foram planeadas e pretenderam induzir relações, muitas vezes com o nobre propósito de evitar atempadamente os problemas gerados, e entretanto observados e estudados, nas cidades de crescimento casual. Não tenho nada nem contra umas nem contra outras. Acredito que os problemas quer de umas quer de outras podem ser resolvidos através dos homens que nelas vivem, sendo que a perfeição não existe. Acredito sobretudo na noção de projecto e na capacidade humana de o construir, de o concretizar, experimentando. A partir daqui poderíamos entrar na discussão política sobre a noção de projecto e suas infinitas capacidades mobilizadoras e transformadoras...Mas agora não tenho tempo. Ficará talvez para uma outra discussão, se acharem oportuno.... Deixo-te no entanto algumas reflexões linguísticas sobre a palavra artificial.....
Artificial é um adjectivo muito rico porque é profundamente contraditório. Aliás, todas as palavras que lhe são próximas ou aparentadas têm essa característica.
Arte, por exemplo, tem dezenas de significados. Geralmente está associada à criatividade, ao talento, ao dom, ao prazer, à estética. Neste sentido, e em última instância, toda as formas de arte são uma mentira, uma abstracção ou representação da realidade, nunca a realidade. Isto no entanto, não confere à palavra um valor negativo, (muitos embora, ao longo da história, muitos artistas tenham sido perseguidos, considerados malditos e suas obras socialmente banidas).
Mas arte pode significar também técnica, palavra vulgarmente utilizada como o seu oposto. Noutros casos significa construção: pontes, viadutos, aquedutos, túneis, por exemplo, intitulam-se obras de arte, no vocabulário das obras públicas.
Uma coisa é certa. Atrás do substantivo arte existe sempre a ideia de uma actividade que acrescentou algo à natureza e esse tipo de actividades são próprias do Homem. Porque se vulgarizou a ideia de que as qualidades humanas não são naturais e até nocivas à natureza, não sei. Certamente terá a ver com diversos disparates levados a cabo pelo Homem durante os último cem anos.... Isso não invalida o facto de a oposição Homem/Natureza ser um pouco básica e artificial...
Novamente o significado de artificial se impõe. É que artificial tanto pode significar aquilo que se faz por arte ou indústria como aquilo que é fingido, postiço, não natural. Da mesma forma, artifício, outro parente linguístico, tanto pode significar habilidade, astúcia, como imitação da realidade ou dolo. Já artificialidade tanto pode ser a qualidade do que é artificial como “estado de espírito da criança que crê que todos os objectos e fenómenos naturais são obra do Homem”, estado de espírito muito próximo, aliás, da ideia de Deus nos adultos....
O mundo das palavras é engraçado não é? Fomos nós que o inventámos. É absolutamente artifical.
Até qualquer dia!
Também a Coreia do Sul terá uma capital "artificial":
http://www.informativos.telecinco.es/dn_12439.htm
Seúl dejará de ser la capital de Corea del Sur
Miércoles 11/8/2004
Corea del Sur cambiará de capital
El Gobierno surcoreano designó a la región que comprende a las ciudades de Yongi y Kongju como futura sede de la nueva capital de Corea del Sur en sustitución de Seúl, cuya reubicación será completada en 2030
En una rueda de presa, el primer ministro, Lee Hae Chan, anunció que la región de Yongi-Gongju, que comprende a las localidades de esos nombres en la provincia de Chungchong, a unos 160 kilómetros de Seúl, fue elegida para albergar la nueva capital del país.
"La región elegida está ubicada en el centro del país, lo que ayudará a promover el desarrollo equilibrado del país y a elevar la unidad del pueblo", indicó el primer ministro. El anuncio se produjo en medio de una fuerte polémica abierta entre los partidos políticos y con una opinión pública fuertemente dividida.
El presidente surcoreano, Roh Moo Hyun, había hecho de la recolocación de la capital administrativa de Corea una de las promesas de su campaña para su elección, con el objetivo de "lograr un desarrollo más equilibrado del país".
El primer grupo de la oposición, el Gran Partido Nacional (GPN), declaró inválida la designación y criticó al Gobierno por llevar a cabo el traslado sin consenso político.
En cambio, el Gobierno argumentó que la ley de la reubicación fue aprobada con mayoría amplia el pasado año cuando el Parlamento estaba controlado por la oposición del GPN.
El Gobierno tiene programado iniciar en 2007 la construcción de la nueva capital para el traslado del Palacio Presidencial y otras 72 instituciones del Estado, aunque otras organizaciones, como la Asamblea Nacional -Parlamento surcoreano- y el Tribunal Supremo, decidirán en los próximos años su traslado.
El coste aproximado del cambio de capital rondará los 94.000 millones de dólares.
É ..., se Seoul faz uma nova capital ( em 12 anos !!!! aqui demorava 12 séculos!! se não fosse eu a fazer esta !!! que também digo-vos já ,não é nada como era .Até me inspira para um verso:
Lisboa outrora formosa, é hoje gorda e velha ....)mas dizia eu ,que se a Coreia ( do Sul ) faz uma nova capital porque o jovem Santana não pode mudar uns ministérios ????
Atenção lisboa já foi minha amante , por ela me bati galhardamente, mas quanto mais idade mais se aprecia o prado tenro , por isso venha de lá essa nova beleza exótica oriental ( aproveito e ainda vareio !!hic , vais mais um vodka ?? )
Afixado por: Afonso Henriques em agosto 11, 2004 07:41 PMRui Tavares,
Se te assumes como libertário faria sentido pôr uma ligação no barnabé para o indymedia português, falta que já notei há algum tempo.
O indymedia pt não é propriamente libertário mas a associação é evidente a ver pela forma de organização e pelas pessoas que geralmente costumam frequentar e comentar esse serviço informativo.
http://pt.indymedia.org/
Afixado por: Pantagruel em agosto 13, 2004 01:03 AM