agosto 09, 2004

Coisas que eu não entendo

Como é que os jornalistas divulgam as fontes de um outro jornalista? Pouco interessa saber se o jornalista do “Correio da Manhã” devia ou não gravar as suas conversas com as suas fontes. Pouco interessa saber se os jornalistas conseguiram essas conversas através de um furto levado a cabo por um anónimo. O que interessa é que os jornalistas devem proteger as suas fontes e, por maioria de razão, não têm o direito de divulgar as fontes dos outros. Não deviam solidariedade para com o jornalista do “Correio da Manhã”. Mas as fontes desse jornalista é que não têm culpa nenhuma da sua falta de cuidado. Para a próxima vez que cada um dos jornalistas garantir anonimato a uma fonte, ela lembrar-se-á que ele pode estar a gravar a conversa, que a gravação pode ser roubada e que os restantes jornalistas não hesitarão em divulgar a sua identidade. Quem afecta assim a confiança das fontes em toda a classe, afecta o seu próprio trabalho. O que eu acho extraordinário é que ninguém tenha pensado nisto.

PS: Um dia ainda hei de entender porque é que a Maria José sente sempre todas as dores de todos os jornalistas de cada vez que eu resolvo tocar em algum. Se calhar ela até pensou em tudo o que eu escrevi aqui em cima, mas como não o escreveu em lado nenhum, nem ela nem nenhum camarada dela, e eu não sou medium... A solidariedade corporativa tem destas coisas: paga o calado pelo pecador.

Publicado por danieloliveira em | TrackBack
Comentários


Assunto: Referendo Revogatório


Muito boa tarde,

É com alguma tristeza e após ter constatado a indiferença como se têm tratado a delicada situação da Venezuela que gostaria de apenas levantar algumas questões;

Será que a situação que vive já há algum tempo a Venezuela (3 anos) não será suficientemente interessante para merecer uma linhas neste espaço, por mais breves que sejam?

Nem mesmo pelo facto de estarmos a escassos 6 dias de um Referendo que decidirá a continuação ou não do homem que "conduz" os destinos daquele País, sendo que a possibilidade dum cenário de guerra civil está cada vez mais próximo.

Será que o facto de lá viverem "apenas" 500.000 Portugueses (1º e 2ª geração) não é razão de peso suficiente para merecer a tão solicitada publicidade dos media?

Nem a deslocação do ex. primeiro ministro Eng.º António Guterres à Venezuela no seu carácter de observador anima a curiosidade jornalística da nossa praça ! ?

Compreendemos que as noticias do Iraque nos dizem muito mais, até pelos fortes e Históricos laços que nos unem aquele País; sem referir o facto de estas não exigirem grande dedicação pelo facto de serem noticias já mastigadas e digeridas pelos seus pares estrangeiros...

Apenas queria fazer uma pequena reflexão sobre a notória indiferença, algum desprezo até, com que é encarada a frágil e delicada situação em que vivem todos os venezuelanos em geral e os portugueses em particular.

Agradecendo desde já a sua atenção, apresento-lho os meus sinceros cumprimentos,

Veneco

Afixado por: Veneco em agosto 9, 2004 04:38 PM

Vamos mas é saber quem quebra o sigilo. Há uma lei para cumprir. O resto é conversa! E então o Correio da Manhã, autentica vergonha do jornalismo em Portugal.

Afixado por: jose antónio em agosto 9, 2004 05:34 PM

O Código Deontlógico dos Jornalistas não pode ser "conversa".

Afixado por: Daniel Oliveira em agosto 9, 2004 05:37 PM

Mas o "jornalista" num taba a grabar. Duas, três vezes, lhe perguntaram e ele repetiu que não. Agora, se um concidadão perde uma porrada de notas, aquele que as acha não costuma logo ir entregá-las, mais se foi extorquido com dolo e é sujo, de qualquer maneira. Pena eu tenho do dito do "Correio da Manhã" ou de outro que assim procede para fazer brilharetes! Guardasse ao menos a sujeira!

Afixado por: jao em agosto 9, 2004 05:57 PM

Mas o "jornalista" num taba a grabar. Duas, três vezes, lhe perguntaram e ele repetiu que não. Agora, se um concidadão perde uma porrada de notas, aquele que as acha não costuma logo ir entregá-las, mais se o dinheiro foi extorquido com dolo e é sujo, de qualquer maneira. Pena eu tenho do dito do "Correio da Manhã" ou de outro que assim procede para fazer brilharetes! Guardasse ao menos a sujeira!

Afixado por: jao em agosto 9, 2004 05:57 PM

Mas o "jornalista" num taba a grabar. Duas, três vezes, lhe perguntaram e ele repetiu que não. Agora, se um concidadão perde uma porrada de notas, aquele que as acha não costuma logo ir entregá-las, mais se o dinheiro foi extorquido com dolo e é sujo, de qualquer maneira. Pena eu tenho do dito do "Correio da Manhã" ou de outro que assim procede para fazer brilharetes! Guardasse ao menos a sujeira!

Afixado por: jao em agosto 9, 2004 05:57 PM

Mas o "jornalista" num taba a grabar. Duas, três vezes, lhe perguntaram e ele repetiu que não. Agora, se um concidadão perde uma porrada de notas, aquele que as acha não costuma logo ir entregá-las, mais se a "massa" foi extorquida com dolo. Pena eu tenho do dito do "Correio da Manhã" ou de outro que assim procede para fazer brilharetes! Guardasse ao menos a sujeira!

Afixado por: jao em agosto 9, 2004 05:59 PM

Mas o "jornalista" num taba a grabar. Duas, três vezes, lhe perguntaram e ele repetiu que não. Agora, se um concidadão perde uma porrada de notas, aquele que as acha não costuma logo ir entregá-las, mais se a "massa" foi extorquida com dolo. Pena eu tenho do dito do "Correio da Manhã" ou de outro que assim procede para fazer brilharetes! Guardasse ao menos a sujeira!

Afixado por: jao em agosto 9, 2004 05:59 PM

Mas o "jornalista" num taba a grabar. Duas, três vezes, lhe perguntaram e ele repetiu que não. Agora, se um concidadão perde uma porrada de notas, aquele que as acha não costuma logo ir entregá-las, mais se a "massa" foi extorquida com dolo. Pena que eu tenho do dito do "Correio da Manhã" ou de outro que assim procede para fazer brilharetes! Guardasse ao menos a sujeira!

Afixado por: jao em agosto 9, 2004 05:59 PM

Mas o "jornalista" num taba a grabar. Duas, três vezes, lhe perguntaram e ele repetiu que não. Agora, se um concidadão perde uma porrada de notas, aquele que as acha não costuma logo ir entregá-las, mais se a "massa" foi extorquida com dolo. Pena que eu tenho do dito do "Correio da Manhã" ou de outro que assim procede para fazer brilharetes! Guardasse ao menos a sujeira!

Afixado por: jao em agosto 9, 2004 05:59 PM

para o Vaneco,

o barnabé não sei se se terá debruçado sobre o referendo na Venezuela, mas afianço-lhe que vários blogs o fizeram.
O "o uno e o multiplo" fê-lo, com uma crítica a uma entrevista de Perez e o "grão de areia" também. O site "resistir.info" também tem noticiado a situação.
Do "mainstream" nada se pode esperar.

abraços blogueiros

o uno e o multiplo

Afixado por: o uno e o multiplo em agosto 9, 2004 07:10 PM

Tens muita razão Daniel Oliveira, um dos inumeros problemas que os jornalistas apresentam hoje é o coorporativismo cego.

Afixado por: BP em agosto 9, 2004 07:16 PM

O teu post parece-me surreal.
1.Achas que os jornalistas não devem investigar que o Director Nacional da PJ viole o segredo de justiça e dê informações sobre o, alegado, envolvimento de Ferro Rodrigues no Caso Casa Pia e acrescente, gostosamente, algumas considerações de ordem política do tipo:"este gajo está liquidado"?
2.Achas curial que o jornalista Octávio Lopes faça um arquivo de gravações de conversas das suas fontes, sem pedir autorização para o efeito, e até mentindo sobre o caso?

A solidariedade com a classe não pode perdoar determinados comportamentos, sobre o risco de ninguém acreditar nos jornalistas.

Afixado por: Nuno Ramos de Almeida em agosto 9, 2004 08:18 PM

Ouvi, agora mesmo na tv, que a revista 'Focus' (de que por sinal não gosto)acaba de receber uma providência cautelar que a impede de publicar o que quer que seja sobre o assunto e ainda de se referir ao 'jornalista' Octávio Lopes. Ké isto?

Afixado por: Ardelua em agosto 9, 2004 09:11 PM

Código deontológico ? Comem-se uns aos outros, mais os que estão nas prateleiras !! Adelino demitiu-se por causa dos "media" ? Sim ? E o assunto ? A substância ? Não se pode saber ? Os jornalistas não deixam...Os advogados não deixam... Os juízes não deixam .... E os corporativistas do povo português não tem direito a saber ?

Afixado por: jose antónio em agosto 9, 2004 10:56 PM

Um patife foi vítima de uma patifaria dos seus colegas de profissão, obviamente tão patifes como ele. Há alguma justiça poética no caso, mas o que ele mostra, sobretudo, é o absurdo da expressão "código deontológico dos jornalistas" - um contra-senso evidente que não pode senão fazer sorrir. Faz lembrar a expressão "lei da selva", que também fala de uma coisa que não existe.

Afixado por: André Murteira em agosto 10, 2004 12:02 AM

A minha opinião sobre isto nos artigos "As inacreditáveis afirmações de Óscar Mascarenhas sujam o nome do jornalismo" e "A fonte jornalística, o Off-the-record e a cassete pirada do Correio da Manhã" publicados no http://nonio.blogs.sapo.pt/

Afixado por: Nonio em agosto 10, 2004 01:40 AM

Nuno,
O problema não é o jornalista, para o qual me estou nas tintas. O problema são as suas fontes que foram as únicas que se lixaram com isto. E os jornalistas, não tendo nada que se proteger uns aos outros, têm de proteger as fontes e a sua confiança nos jornalistas.

Afixado por: Daniel Oliveira em agosto 10, 2004 11:32 AM

Mais um escândalo de corrupção na PJ de Adelino Salvado e o interesse superior é que as fontes não percam a confiança nos jornalistas? O caso Casa Pia é um enorme escândalo judicial em que as "fontes oficiais" fartaram-se de violar o segredo de justiça para massacrar mediaticamente um partido político, e os jornalistas portugueses, como sempre,cumpriram rigorosamente o que essas fontes oficiais pretendiam. Agora que o processo já não está sob segredo de justiça, misteriosamente estão todos calados como ratos. Pois basta uma consulta ao processo para perceber exactamente o que se passou -- mas isso não parece interessar em nada os "jornalistas" portugueses, muito menos descobrir quem está por trás de tudo isso.

Afixado por: ana cristina moreira em agosto 10, 2004 11:50 AM

A protecção das fontes não é um pormenor, é a base da liberdade de imprensa, fundamental em democracia.

Afixado por: Daniel Oliveira em agosto 10, 2004 11:58 AM

Oiiiiiiiiiiiiiii,

(Eu pelo menos cumprimento sempre o povo.)

Eheheheh!!

É assim ,SE houvesse JORNALISMO em Portugal isto jamais aconteceria !!!! como só há Pascaços ( empregados de PASQUINS !!!!!Não me admira nada.

ABSOLUTAMENTE NADA !!!!!

Quanto á substância !!! que o José António realmente pergunta , e bem !!! como é ?????

Hã ?????`É o costume não é ???? Palhaços , Pascaços ( até é parecido).

E a já esquecida substância daquela carta que incriminava o s.paio no caso da pedófilia ??? também nunca se vai saber ?????

É isto senhores a imagem do nosso Jornalismo.

Eu à uns dias atrás referia como deve ser o jornalismo .

Porque será que os jornalistas em Portugal falham quando se trata de política ???

Será que vivem do medo multiplo ?
Dizem eles de uns para os outros : Ética ????
Mas tu queres comer ? ou não ????

Porque temos pouca massa critica nas diferentes actividades económicas ( provocada pela absorção de um numero desproporcinal de população para a função publica , criando uma ilusão de desemprego baixo) temos pouco consumo.

Para os jornalistas isto é mau porque tira-lhes independência ( Há pouco consumo , logo há poucos OCS (orgãos comunicação social), logo há escassez de emprego, logo há pouca independência ).

Se se venderem poucos produtos jornalisticos ,é criada uma pressão negativa sobre este sector ,que tende para se autoagredir ( e isso nota-se muito bem nestes blogs )num circulo vicioso ( sem no entanto se aperceber , porque o circulo é muito longo ).
O problema desta actividade é que é extremamente sensível. Sente a mais infima vibração.

Tanta sensibilidade traz muitos problemas, porque da mesma forma que um corruptor corrompe um alto funcionário da administração pública ,tem sempre outro tanto para corromper quem o pode denunciar.

Daí a importância da independência.

Em Portugal passou-se do 8 para o 80. Antes do 25 04 74 a comunicação social estava amordaçada.
Depois tiraram-lhe a mordaça ,( pareceu a entrada do Afonso Henriques neste blog , um furacãosinho desnorteado a aprender a fazer Kite surf com um vento de 30 nós!!) e virou toda á esquerda .
A partir daí é como ter um pomar e plantar silvas no meio das arvores .
É que os jornalistas fazem coisas que são inaceitáveis.
O jornalista tem uma profissão especial , tem que ser como um médico, tem que ser como um juiz,como um padre ,ou como um arbitro de futebol, deve responder em suma apenas a si próprio, jamais deve aceitar pressões , e mais do que tudo deve e tem que ser isento, custe o que custar.
O jornalista se não fizer isto inicia um processo de autoagressão sem o perceber .
Se não for isento pode manipular a opinião publica e quase pode brincar ora desmoralizando ora distraindo , raramente por manipulação se gera algo de positivo.

A isenção é fundamental . É a pedra basilar .

Para dar um exemplo li uma entrevista feita ao actual director do público em que ele dizia muito naturalmente que era socialista.
Isto é como um padre dizer muito naturalmente que tem uma amante.
Ou que um juiz dizer muito naturalmente que tem um caso com um réu.
Ou como um médico dizer muito naturalmente que faz uma cirurgia desnecessária porque lhe paga um fim de semana en las vegas.

Os jornalistas têm que ser isentos ..como as fotografias do Henry. Só isso nada mais.Parece simples.

O exemplo mais recente e mais gritante de falta de insenção premeditada é a palavra usada para os terroristas que estão a tentar desestabilizar o Iraque . Aqui em Portugal chamam-lhes " resistência" , para gente tão erudita e sensivel como a nata do jornalismo portugues a palavra "insurgente " será sinónimo ???

O jornalismo é como um megafone gigante, amplifica .Se amplificar as coisas erradas na áreas politicas como tem acontecido nos ultimos 70 anos ,jamais teremos a tão desejada massa critica, capaz de gerar consumo suficiente ,que leve à almejada independencia dos jornalistas.!!!!

Viva o verdadeiro Jornalismo !!!!!!

Afixado por: Afonso Henriques em agosto 10, 2004 03:26 PM

Não é um pormenor mas tampouco é um fim em si mesma. A protecção das fontes destina-se a revelar aos cidadãos factos de interesse público cuja divulgação é ilicitamente impedida por poderes sejam quais forem. No caso português, sequer podemos dizer que haja de facto jornalismo no país, pois este implica um trabalho além daquele realizado por qualquer coscuvilheira de aldeia: passar adiante o que lhe sopram ao ouvido. Implica apurar e verificar a VERACIDADE dos factos. O caso da demissão do supercorrupto Salvado é exemplar: o cidadão comum, ou seja, o patrão do sr. Salvado,que lhe paga o ordenado, assiste na TV personalidades várias a comentar que a demissão era inevitável, pois os factos eram suficientemente graves (M. José Morgado, p. ex., hoje na SIC), e não percebe nada do que se passa, e nunca perceberá. Já no episódio do afastamento de Morgado da PJ passou-se o mesmo: ao menos um magistrado mentiu a uma Comissão Parlamentar de Inquérito e a "imprensa" não se dignou a apurar os factos. Caso Moderna, idem: um caso simples, que se pode resumir em meia dúzia de frases, e o cidadão comum até hoje não tem a menor ideia do que se passou. Eu própria fiz uma enquete com conhecidos, todos licenciados e leitores habituais de jornais, e a resposta é sempre a mesma: "Nada ficou provado, não é? Acho que quiseram tramar o Portas". Isso nada tem a ver com a decisão do colectivo de juízes, obviamente, com a qual se pode concordar ou não. Tem a ver com simples factos que o cidadão desconhece porque não tem tempo ou pachorra de ler o processo no Tribunal de Monsanto e porque quem deveria fazê-lo por ele, os jornalistas, não o fazem, simplesmente porque são incapazes de fazer o seu trabalho.

Afixado por: ana cristina moreira em agosto 10, 2004 03:48 PM

(Continuação)
Por tudo isso, caro Daniel Oliveira, quando ouvimos "jornalistas" portugueses a defender solenemente os princípios da "liberdade de imprensa, fundamental em democracia", só podemos dizer que, vindo de quem vem, é completamente ridículo e risível.

Afixado por: ana cristina moreira em agosto 10, 2004 03:54 PM

Daniel,

Lamento, mas o "respeito das fontes" (nossas dos outros, etc...) não é tudo. Houve até deliberações do Conselho Deontológico, vd caso do Celestino Amaral na Madeira que permitiram revelar fontes. Um anterior director Nacional da PJ (Fernando Negrão) foi demitido por se saber, por denuncia dos jornalistas dos próprios DN, ter dado uma notícia, ao jornal, sobre a Moderna que depois desmentiu publicamente.
Neste caso concreto, temos um director nacional da PJ que alimenta um jornal (o "CM") conhecido por "defender" a tese da acusação. Estes diálogos têm implicações legais, políticas e de cidadania. São portanto de interesse público. A defesa deste interesse, ultrapassa, um eventual respeito pelas fontes alheias. Ninguém publicou ou iria publicar, que eu saiba, tais cassetes. O que acontece é que a sua existência e circunstâncias exigem a nossa discussão e informação.

Afixado por: Nuno Ramos de Almeida em agosto 10, 2004 06:38 PM

Nomeie-se uma comissão de "sábios" (como na Galp ?) para pensarem sobre este assunto. Por exemplo: ouvirem as comunicações telefónicas e confrontá-las com os títulos do CM da altura. E têm a certeza que as K7 foram roubadas ? Ou isto é para apagar o fogo com gasolina ......

Afixado por: jose antónio em agosto 11, 2004 10:36 AM

Concordo com o José António

Há já quem diga que as mesmas foram compradas por 85 mil € e truncadas lá para os lados da Lapa.

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Quem tramou o ferrinho?

Afixado por: maneldomoinho em agosto 16, 2004 09:58 AM

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