
O Barnabé associa-se à homenagem a Sir Winston Churchill, insigne maçon britânico, que terá lugar no Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica no dia 13 de Setembro.
A oração de sapiência, integrada nas palestras anuais Alexis de Tocqueville, será proferida pelo hagiógrafo, perdão biógrafo, de Sir Winston, Sir Martin Gilbert. Como brinde poderão assistir à entrega ao vivo de “diplomas e prémios aos melhores alunos e aos alunos em Intercâmbio académico”. Ah, e não se esqueçam: entrada livre, fato escuro.
Talvez convenha o Opus Dei pôr-se a pau. Estes namoros entre maçons e católicos (que vão da Basílica da Estrela à Universidade da Palma de Baixo...) não auguram nada de bom para os seguidores do Beato Escrivá. O João Carlos é que a sabe toda...
Afixado por: atento em setembro 11, 2004 12:16 PMDesculpem, meus amigos, mas vou deixar de consultar o vosso blog. Julgava que o "Barnabé" era um blog de esquerda. Mas estava enganado. Há uns dois dias, alguém escrevia aqui loas ao Kerry, assumindo-se seu apoiante e pretendendo a sua vitória face ao mentecapto do Bush. E agora é a associação a uma homenagem ao assasssino de chapéu de côco, que deu pelo nome de Churchill, apoiante dos exércitos brancos contra o jovem regime soviético, anti-comunista primário (e secundário), impulsionador da guerra fria, admirador de Hitler (antes da II Guerra Mundial), etc. Ó Barnabé, assim já não tens nada do que é diferente dos outros!
Afixado por: Militão Ribeiro em setembro 11, 2004 12:34 PMApesar de muitos e muitos defeitos meu caro Militão, não nos podemos esquecer que o Churchill foi um político excepcional e marcou indelevelmente a história da humanidade. Como tal merece a nossa homenagem, quanto mais não seja pelo que fez durante a 2ª Guerra.
Afixado por: André em setembro 11, 2004 03:31 PMMaçons deviam ser todos mortos, principalmente o Presidente da COFAC (Universidade Lusofona), que vive de receitas ilícitas de diamantes sangrentos...
Afixado por: polittikus em setembro 11, 2004 03:32 PMCaro André,
Não se trata de considerar se o Churchill teve muitos ou poucos defeitos (todos têm). A avaliação, de fundo, que se deve fazer a esta personagem histórica é a que ao longo de toda a sua vida ele defendeu, apoiou. lutou pela vitória dos seus interesses de classe, contra o proletariado e os mais nobres princípios que então estavam associados às causas que este defendia. Churchill esteve sempre do lado do conservadorismo mais retrógado, da reacção mais criminosa, com exceção do período da 2ª Guerra Mundial, quando se viu obrigado a aliar-se à União Soviética, para que o 3º Reich não se implantasse em toda a Europa. Mesmo durante esse período, tentou sabotar a unidade anti-nazi, demorando a desencadear acções combinadas com o Stalin (nomeadamente a abertura da 2ª frente na Europa, para retirar a pressão sobre o exército Vermelho), tentando lançar os nazis "para cima" dos soviéticos, ou seja, dividir para reinar. Depois da Guerra, foi o que se viu. Como o André diz, ele "marcou indelevelmente a história da humanidade", mas ao serviço da reacção internacional contra o progresso dos povos. Há quem o admire. Eu não.
Apesar de muitos e muitos defeitos meu caro Militão, não nos podemos esquecer que o Churchill foi um político excepcional e marcou indelevelmente a história da humanidade. Como tal merece a nossa homenagem, quanto mais não seja pelo que fez durante a 2ª Guerra.
Só algumas questões ao Militão Ribeiro:
-ser de esquerda é sinónimo de ser pro-sovietco?
-criticas o Churchillpor ter gostado do Hitler antes da guerra... mas o regime soviético (que tu consideras de esquerda) não fez tratados com Hitler e não partilhou a Polonia com ele?
-achas que a acção de resistência no ocidente ao comunismo pos-guerra pode ser descrita como "conservadorismo mais retrógado, da reacção mais criminosa,"?
-achas que a entrada do Exercito Vermelho sem restrições na Europa deveria ter sido permitida?
-o Churchill era anti-semita mas não o era Estaline, por exemplo? Ou mesmo uma boa parte da esquerda actual?
-o Churchill era a favor da eugenia mas não foram tamb+em feitas experiências eugénicas na Suecia social-democrata ou na América liberal de Roosevelt nos anos 30?
O Churcill não era perfeito (pelo contrário) mas não é monstro que tu pintas... o Lenine,o Estaline, o Hitler,isso são monstros. Mas o Churchill era apenas um homem com defeitos. Big deal!!!
Afixado por: Rui Silva em setembro 11, 2004 04:24 PMVênho agora mêsmo de vêr,talvês voçês amanha Augusto Pinochet sente uma profunda tristêsa,por aquilo que fês.A questâo??Sendo ele um ferveroso catolico vai o papa nomear um santo?
Militâo Ribeiro, tens tôda rasâo!Mas havia outra forma de sair dêsse pesadêlo? Creio que nâo vai sêr por causa d'um desacordo sobre a personalidade de alguem que nâo gostamos,que pomos um fim a uma forma de trocar ideias livremente, e que serâo uteis num proximo futuro,antes de tomar uma decisâo brusca,fala contigo mesmo,tu vais te apercebêr que resulta,é um vélhote que esprimentou as mesmas reacçôes que te diz, um abraço
Afixado por: calhordus em setembro 11, 2004 05:11 PMCaro Rui Silva,
Finalmente algumas questões interessantes. Só é pana que este formato não seja o mais adequado para expor a argumentação. Mas tentemos fazer por isso.
Respondendo às questões:
1ª "ser de esquerda é sinónimo de ser pro-sovietco?"
Resposta: Nem sempre. Mas durante a 2ª Guerra Mundial, era-o de certeza absoluta.
2ª "criticas o Churchill por ter gostado do Hitler antes da guerra... mas o regime soviético (que tu consideras de esquerda) não fez tratados com Hitler e não partilhou a Polonia com ele?"
Resposta: O regime soviético fez um Pacto com o Hitler, antes da 2`Guerra. Foi VITAL para assegurar, mais tarde, a vitória dos Aliados. As potências "democráticas" como a França e, principalmente a Grã-Bretanha, estavam a "empurrar" o Hitler contra a URSS. Se o Stalin não fizess o Pacto, a URSS seria invadida a curto prazo e liquidada qualquer hipótese de resistir aos nazis. O problema é que não era apenas a URSS. Os exércitos nazis conquistariam a URSS (ainda deficientemente armada) e depois ajustariam contas com oa França e a Grã-Bretanha. Foin essa cegueira que o Churchill, o Dedalier e o Chamberlaim, pelos interesses de classe que defendiam (e um anti-comunismo vesgo) estavam dispostos a embarcar. O Pacto Germano-Soviético permitiu ganhar tempo, conseguir o rearmamento da URSS para defrontar a (inevitável) agressão nazi. Stalingrado aí está para o demonstrar. Quem não compreende a importância estratégica do Pacto Germano-Soviético, lamento, mas dedique-se a outra actividade que não a análise histórica. Este tema (que, aliás, causa ainda grandes pruridos aos membros do PCP - de que nunca fiz parte), aos trotskistas, e outros - ainda mantém toda a actualidade. Quem quizer aprofundar o tema sugiro-lhe um livro de um insuspeito académico canadiano: Michel Jabara Carley, 1939: The alliance that never was and the coming of world war II, Chicago, Ed. Ivan R. Dee, 1999.
3ª "achas que a acção de resistência no ocidente ao comunismo pos-guerra pode ser descrita como "conservadorismo mais retrógado, da reacção mais criminosa,"?
Resposta: Acho. Ninguém tem o direito de interferência nos assuntos internos de um país, muito menos para tentar derrubar o seu regime. Cometeram-se muitos erros nas chamadas "democracias populares" e na URSS após a 2ª Guerra. Esses erros, alguns deles autênticos crimes, têm de ser analisados, compreendidos e extripados do legado histórico que a Esquerda hoje deve reivindicar. É esse um dos problemas do PCP. Não fez o balanço do fracasso da construção do socialismo na URSS, e por isso não irá a lado nenhum. Por isso é que nas recentes teses para o Congresso defendem essa aberração que é a Coreia do Norte, Cuba, etc.
4ª "achas que a entrada do Exercito Vermelho sem restrições na Europa deveria ter sido permitida?"
Resposta: qual era a alternativa ? Não nos esqueçamos que se estava EM GUERRA! E a entrada dos exérctos americano e britânico na Grécia e na Itália, onde havia uma guerra de guerrilhas anti-nazi, em que os comunistas tinham a preponderância ?
5ª "o Churchill era anti-semita mas não o era Estaline, por exemplo? Ou mesmo uma boa parte da esquerda actual?"
6ª "o Churchill era a favor da eugenia mas não foram também feitas experiências eugénicas na Suecia social-democrata ou na América liberal de Roosevelt nos anos 30?"
Respostas: estas questões já ultrapassam a problemática inicial; responderei noutra altura, se se proporcionar.
7ª "O Churcill não era perfeito (pelo contrário) mas não é monstro que tu pintas... o Lenine,o Estaline, o Hitler,isso são monstros. Mas o Churchill era apenas um homem com defeitos. Big deal!!!"
Resposta: Infelizmente também não posso responder; não disponho de um "monstrómetro" para avaliar a dimensão das monstruosidades de cada um.
O Churchill ao contrário do que propagandeiam os meios de comunicação do grande capital, não foi mais do que um representante político das coroporações de interesses britânicas. É preciso não esquecer que esse senhor além de outras malfeitorias, ainda tentou depois da guerra, impedir a descolonizção.
Não me admira que os escribas do Louça se associem à homenagem ao personagem. Há muito que sabemos que os barnabés são a esquerda da social democracia, uma esquerda cansada e canalha, que afronta os ideais libertadores e revolucionários, em troca de um prato de lentillhas oferecido pelos patrões de Portugal.
Militão Ribeiro serás de esquerda?
Eu conheço pessoas de esquerda quer possuem o dom de discordar respeitando os outros. A esquerda deve ter vergonha de ter pessoas como V.Exª. Não sabem distinguir que todos os homens não são perfeitos. Criticar a actuação do Churchill, como de outros grandes estadistas que a Europa teve. O que fizeram os ex governates da extinta União Soviética, não poderão ter tido uma actuação igual ao do Hitler - o assassino - não invadiram outros Paises? Não assassinaram milhares de pessoas? Não travaram os seus opositores através da morte, da prisão?
Gostaria de saber a tua opinião sincera, e tenta ser humilde aceitar que nem todos são iguais.
Churchill admirador de Hitler? Churchill foi a primeira voz audível (e por isso ridicularizada) na Grã-Bretanha e na Europa crítica de Hitler e da sua política nacional socialista (NAZI). Penso que alguns de voçês confundem o apreço pela pompa nazi (mas Churchill já apreciava essa característica alemã, veja-se o repúdio que tinha pela Alemanha nas vésperas da I Guerra Mundial, mas também o respeito pela organização militar que eles mostravam) com uma mítica afinidade ideológica e/ou pessoal.
Não devemos confundir essa "simpatia" por certas características do culto alemão por uma simpatia quer por Hitler, quer pelo Nazismo. A sua crítica diária dos Nazis valeu-lhe o desprezo por parte dos seus companheiros (de Parlamento e de Partido) e foi por sempre ter avisado do perigo nazi que foi nomeado Lorde do Almirantado após o inicío do conflito.
Quanto ao pacto soviético-alemão, foi uma das maiores demonstrações da prepotência de dois regimes imperialistas, colonizadores e totalitários, arrogantes ao ponto de dividir a europa de leste entre os dois.
A URSS, quando se virou para os Aliados após ter sido atraiçoada pela Alemanha Nazi, ficou inteiramente dependente das boas graças (ainda que de todo desinteressadas) do Reino Unido de Churchill, bem como dos constantes abastecimentos de víveres e armas - estava bem longe de estar preparada para uma guerra, esperava sim escapar à ganância dos NAZI's.
Churchill, no seu repúdio pelo comunismo expressa um dos seus mais antigos credos: a crença na democracia liberal. Churchill abandonou o partido conservador na sua juventude por ser um liberal daqueles tempos; criou políticas de concertação social na Inglaterra; sentou pela 1ª vez sindicatos e patrões à mesma mesa; copiou as bolsas de emprego alemãs (rudemente comparáveis aos nossos centros de emprego); bem como se empenhou na redução da carga de trabalho semanal. Desprezava o comunismo de então como o era: um ensaio totalitário que asfixiava as massas!
Churchill está, por isso, longe de ser um reaccionário bacoco - leiam a sua biografia. E já agora, leiam a biografia de Karl Marx, que preferia passar necessidades mas colocar as suas filhas nos melhores colégios de Londres (para que elas fossem escolhas dignas dos melhores rapazes da sociedade londrina), bem como preferia aplicar os seus ganhos em alugueres temporários de casas em zonas de Londres que não podia sustentar a médio prazo, por entender que uma pessoa como ele deveria morar em zonas nobres da cidade. Curioso como apelidamos de reaccionário Churchill ou progressista Marx, quando um tem trabalho no campo social e outro tem escritos cheios de boas intenções!
Afixado por: Nélson Faria em setembro 12, 2004 10:24 PMCaros "hufe " e Nelson Faria,
Primeiro, o "hufe":
Se se der ao trabalho de ler o meu primeiro "post" reparará que, em relação ao Churchill", sublinhei que em matéria de defeitos, todos os têm, ninguém é "perfeito". E, já agora, onde é que não foi respeitada a opinião dos outros? Disse, inclusivamente, que alguns admiravam o Churchill como personagem histórica; eu não, pelas razões que apresentei, principalmente para quem (como o Barnabé), se pretende colocar numa posição de esquerda). Respeito a opinião dos outros, sou apologista do debate, avanço argumentos e factos históricos, mas mantenho a minha opinião. Quanto à sinistra tarefa de avaliar a "contabilidade" dos mortos – "desporto" que não me entusiasma –, não me parece que seja a melhor via para desenvolver o debate. Se estiver interessado poderei enviar-lhe a referência de uma das últimas versões de quem se entretém a elaborar esses dados, publicado na insuspeita revista norte-americana "American Historical Review". Irá, seguramente, ficar surpreendido. Voltando uma vez mais ao que escrevi anteriormente, reparará que afirmei terem-se cometido crimes nas chamadas democracias populares e na URSS, em várias ocasiões. Mas, na minha opinião, esse é um balanço histórico que a Esquerda tem de fazer, analisando as suas causas, compreendê-las para que nunca mais essas aberrações possam ser associadas a uma prática de esquerda, a qual, desse modo, deixa de ser de esquerda e passa a ser de direita.
Quanto ao Nelson Faria,
Entre tudo o que escreveu, o mais importante parece-me ser a sua posição (e de muitos, mesmo muitos, até comunistas) perante o Pacto Germano-Soviético. Sem querer ser pretensioso aconselho uma vez mais a leitura do livro do Michel Jabara Carley, 1939: The alliance that never was and the coming of world war II, Chicago, Ed. Ivan R. Dee, 1999, que pode encomendar facilmente através da Internet. Assim como a bibliografia nele incluída. Mas, para além de tudo, a experiência histórica da evolução da II Guerra Mundial prova, à evidência, a correcção da política externa da então URSS, não apenas para se resguardar da barbárie nazi, mas também para defender todos os países do mundo amantes da paz do (então) avassalador avanço nazi. Lembremo-nos da atitude que a França então tomou. Uma vergonha. E está também comprovado que o esforço de guerra na Europa recaíu - em armamento e homens, militares e civis – na União Soviética. Os números são conhecidos e aceites por todos. Aliás, até o próprio Churchill elogiou esse esforço.
Caro Nelson Faria,
Há pouco esqueci-me de lhe fazer uma pergunta. Disse, no seu texto, que "Quanto ao pacto soviético-alemão, foi uma das maiores demonstrações da prepotência de dois regimes imperialistas, colonizadores". Diga-me, por favor, qual era o império da então URSS e, já agora, quais as suas colónias. E também se, então, a URSS tinha algum soldado fora das suas fronteiras territoriais, herdadas da Rússia dos czares.
Em contrapartida, posso indicar-lhe as dimensões do então Império Britânico, e também algumas das suas colónias e interesses coloniais. Por acaso, na questão da descolobização no pós II Guerra Mundial, o Churchill portou-se particularmente mal.
Na polémica, é indispensável atermo-nos à verdade histórica.
Caro Militão ribeiro: embora não ponha em causa algumas coisas que disse sobre Churchill, respondo-lhe já que a URSS tinha colónias sim, como a Geórgia, a Arménia e a Finlândia, ocupadas militarmente, bem como as Repúblicas Bálticas, durante a 2ª Guerra.E se ninguém tem interferência nos assuntos internos de outros países, nesse capítulo, e sem contar com os EUA, ninguém levou a palma aos soviéticos: além dos exemplos descritos poderiíamos ainda falar do que depois se tornou o Pacto de Varsóvia (lembrando as invasões à Hungria e Checoslováquia), Cuba, Mongólia, Afeganistão, etc.
Quanto à França e À Inglaterra, esses "cobardes", foram tão simplesmente os 1ºs a declarar guerra à Alemanha nazi, enquanto a URSS se mantinha quieta no seu canto; e não me esqueço também de actos infames como a do abandono por parte do exército soviético dos resistentes do Guetto de Varsóvia, ou do massacre de Kathyn.
Por último, não me quero intrometer na sua vida familiar, mas julgo que sei qual a influência para essa sua defesa intransigente da esquerda comunista; Militão Ribeiro não era exactemente um dos principais companheiros de Álvaro Cunhal?
Oiiiiiiiiiii people , tudo bom ??
Eu não tenho razão quando digo que a esquerda está podre e é perigosa ?????
Quem é melhor ??
neville chamberlain ??? ou George W. Bush e Winston Churchil ???
É preciso olhar a floresta para além da árvore!!!
O neville chamberlain ( e escrevo nome dele sem as iniciais em maiusculas de proposito) foi primeiro ministro inglês !!!
Era muito cordial !!!para ele todos os problemas podiam ser resolvidos pela diplomacia.
Fazia lembrar o chirac ( os franceses andam sempre atrás )ou o schroeder,ou jo jo fisher ou.....marocas, ou guteres, ou a maioria dos leitores deste blog. ( Por isso é que verborreio aqui , porque aqui é que é necessária a conversão !! ( nossa !! acho que me escancarei demais !! ) ( será que me vão começar a censurar lol ? cuf !! )). É uma missão dura eu sei , porque essencialmente vocês são duros também , de ouvido !! Podecê que pelos olhos o coiso penetre.O Belmirinho ( o das mercearias gigantes ) dizia há uns tempos que para a mensagem passar era necessário falar a linguagem do interlocutor , ou seja se ele for chinês fala-se chinês , se for malcriado ...,, se for surdo !! ou duro de ouvido usa-se a mimica e de preferência para manter um bom ambiente com umas macacadas pelo meio porque é assim como dar a papa a um bébé , distrai-se ..e depois a papa entra sem ele dar por ela.
Claro aqui é diferente , porque voçês já não são bébés são mais bebes !! Bebes ?? vai mais um cópito ???
Voltando á pregação ( não abuses Afonso !! ( ups !!desculpa queria dizer cruxificação !! ) )
porque é que o neville chamberlain não fez como George W. Bush ou não seguiu os conselhos de Churchil ??? PORRA ????????
Acredito que haja gente que não saiba ou não entenda o que quero dizer ? essa gente está hoje contra George W. Bush .. A História é muito importante , ela repete-se continuamente , eu sei porque já de lá venho.
Agora vou fazer um picolo intervalo porque vou tentar descobrir umas pacientes do Freud umas tais NU VIRGOS .É que apesar da idade sinto-me vigoroso como sempre. Vi um videoclip delas e passei-me ( a música é ligeira mas ali não é a musica que importa !!)
Pronto já me vim !!! ( fala o anjinho no ouvido do lado direito:Ó Afonso isso não se diz !!
fala o diabinho no ouvido do lado esquerdo e a espreitar para o anjinho : Ó anjinho ele queria dizer , que já veio !! ele não percebe é nada de ortografia! )
Rais parta estes animais que atazanam os meus ouvidos !! deixem-me em paz !! se vocês tivessem sexo entretinham-se mais !!
o neville chamberlain fez em 37 o que o chirac e o shroeder e toda a esquerda macarrónica estão a fazer agora ( exactamente a mesma coisa , rigorosamente !).
Fez de conta que não viu o hitler armar-se até aos dentes e recusou-se a intervir apesar de N avisos que recebeu.
Laissez faire laisser passer.
Viu-se o que foi.
Se o chamberlain tivesse agido preventivamente a tempo quanto sofrimento teria sido evitado?
Hoje , vivemos tempos diferentes , vivemos na época da miniaturização. Quem pode garantir que o bin laden não faça explodir uma bomba atómica em Londres ?? O objectivo dele é destruir a nossa civilização !!!
Então vamos lá deixá-los a trabalhar em paz !!!?? como fez o neville chamberlain , que preferiu não ter chatices!!, e como bateu a caçoleta em 1940 não pode vêr que o seu próprio país ia perdendo a própria independência !!!!
O ataque ás torres foi um tomar de pulso, para todo o mundo.
O erro de bin laden foi ter feito o ataque aos USA . Porque se ele tinha atacado por exemplo Londres , ainda hoje estava no afeganistão a curtir as papoila dormideiras e os haréns !!com a proteção dos "intelectuais " porque jamais os ingleses por si só teriam capacidade de resposta adequada, depois os outros europeus iam chorar muito sempre a olhar para o umbigo mas mais nada.
O bin laden poderia então nas calmas arranjar armas mais poderosas.
Por outro lado o escuteiro sadam se a iniciativa de Bush não tivesse sido a que foi ,iria começar a pensar hum !! Até que o Bin não é mau de ideias , que giro !! estas ideias até me estão a dar outras !! em vez de esconder bem escondidinhas as wmd até posso , humm , hum bem deixa cá ver ...
Será que este pessoal vê a floresta para além da arvore ??
Caro João Pedro,
É evidente que em 1939 (e mesmo depois) a URSS não tinha quaisquer colónias nem ambições de as ter, nem era essa a sua orientação. Após a I Guerra, e perante o deflagrar da Revolução de Outubro, as potências vitoriosas estableceram um "cordão sanitário" em redor de todo o território da URSS, para evitar "contaminações ideológicas". O problema é que esse "cordão sanitário" foi estabelecido à custa da concessão da independência a territórios que historicamente integravam a antiga Rússia. Por isso, é que depois da 2ª Guerra, a URSS aproveitou para reintegrar esses territórios que lhe tinham sido abusivamente retirados.
Estas considerações vieram a propósito de uma observação do Nelson Faria, que considerava a URSS imperialista e colonialista. É evidente que em 1939 não o era. Nem em 1945. Não tinha sequer condições materiais para o ser. No entanto, parece-me também evidente que já na década de 1960, com Brejnev, a política externa da URSS sofre uma alteração. É a época das suas superpotências rivalizando pelo controlo mundial. E. em várias zonas do globo, já na décasa de 1970, assistimos a uma política externa imperialista por parte da URSS, e também colonialista, não propriamente com colónias "à maneira ocidental", mas com fortes interesses económicos, militares e geo-estratégicos.
Oi militinho ribeireco snowball ( porco espertalhão do animal farm )
Então tu ainda consegues defender a urss ???
De certeza és daqueles que nem te podes lembrar do trio, Reagan , João Paulo II e Gorbachov .
Os três conseguiram fazer desaparecer a urss, e deram liberdade a todos aqueles povos!!!
Agora ...,aquelas feridas deixadas pelo caminhar para o socialismo , levam a múltiplos fenómenos negativos dos quais mais um se levanta agora.
Na Eslovénia a cada 40 segundos suicida-se uma pessoa. Aquele país está com o mórbido recorde de suicídios na Europa. Porque será ??? Excessos de socialismos ???
Caríssimo "Nuvem Negra",
Desculpa não começar a mensagem da mesma forma que tu, com essa simpárica expressão "Oi", mas não estou familiarizado com a linguagem de suínos.
Por falar em suínos admiro muito o trio que referes. Particularmemte a sua inteligência e pose de estadistas de craveira mundial, como o Reagan, por exemplo. Ainda só foi ultrapassado pelo Bush, filho, outro exemplo de elevado e profundo pensamento, e sentido de estadista mundial.
Por falar em elevadas taxas de suicídios, quem era (ou ainda são) os campeões da modalidade, eram as avançadas sociais-democracias nórdicas. Excessos de social-democracia?
ó militinho snow ball ,
Duas coisas :Os porcos como tu sabes lá da animal farm fazem oinc e não oi , mas tu és duro de ouvido e estás percebido.
A segunda coisa é que a Eslovénia está com um índice de suicídio nunca visto.
Ó "Nuvem Negra",
É necessário repetir ? Já sublinhei que não estou familiarizado com a linguagem de suínos: nem "oi", nem "oinc", nem qualquer outro som proferido pela dita espécie. Nem imagino. Mas quem está familiarizado, como é o teu caso, não perde a oportunidade para prestar um esclarecimento / demonstração: "oinc" ? ! Obrigado.
P. S. (não é partido socialista) - Vê lá se aprendes a escrever português. Custa um bocado, mas com esforço tudo é possível.
Afixado por: Militão Ribeiro em setembro 14, 2004 12:16 AMPortanto, a expansão da URSS nada tem a ver com política colonial? As colónias só o são se as denominarmos como tal? Cedo, então a URSS não tinha uma política colonial, era sim uma potência ocupante, ou em piores casos, camuflava-se por trás de governos fantoches (apesar de esta referência ser a um período de guerra-fria, logo tentem não deslocalizá-la).
A grande questão é que estou a discutir com um "camarada" que entende que o regime da URSS e seus satélites não era totalitário, mas sim uma democracia popular, plena de liberdades. Defender desta forma a URSS já não se concebe, tem, para mim, o paralelismo de defender um Pinochet, um Mussolini, um Salazar, um Mao Tsé Tsung, todos uns homicidas, uns em maior, outros em menor escala (isto sem colocar em causa as ensinações filosóficas de Mao, ou as políticas bem sucedidas a nível económico na década de 30 de Salazar). Hoje só se pode viver em democracia acreditando nela, vivendo-a e rejeitando tudo o que colocar em causa o valor democrático da sociedade, o que não deve, contudo, enjeitar a discussão; a discussão é sempre possível (afinal estamos em democracia), mas por vezes temos de ver os mundos que nos separam: eu enjeito qualquer totalitarismo, e estou longe de debater com alguém qual é o mal menor... mas factos são factos, Churchill deu o peito às balas, a URSS negociou com os NAZI's, e a "vantagem" dessa negociação, a almofada oriental dos NAZI's, fez com que a guerra durasse mais, fez com que as atrocidades se extendessem a maior número de países. Churchill sempre foi, numa expressão simplista, "anti-comunista", mas ameaçado pelo regime NAZI colocou as divergências de lado, ele viu qual era a ameaça maior aos valores da democracia; Estaline não, e por isso a Europa sofreu mais; o povo americano, no seu isolacionismo, também se recusou a ver (não obstante os esforços de outra grande figura do século XX Franklin D. Roosevelt, que sempre apoiou o esforço de guerra do Reino Unido), e por isso o Mundo sofreu mais
O esforço de guerra da URSS foi alimentado pela Grã-Bretanha, e indirectamente numa primeira fase pelos EUA; a URSS não tinha os meios para combater os NAZI's (em grande medida), e isto é história, não conjunturas - leia-se, por exemplo,a biografia de Churchill, em que se vai ao detalhe do tipo de negociatas realizadas com a URSS, ou melhor ainda, por muito pavor (que tenho quase a certeza) que lhe cause, leia o maior tratado de política internacional na parte concernente à II Guerra Mundial: Diplomacia, de Henry Kissinger. Os agradecimentos de Churchill ao esforço soviético são fidedignos: a URSS, quando em perigo, quando atacada, vá lá, viu que o nazismo era mau, e por isso juntou-se aos aliados, e perdeu nacionais seus, mas não por um valor como a liberdade individual, a independência da Europa, mas sim como factor de sobrevivência. Churchill previu a ameaça NAZI e não se conteve até ao dia em que estala a guerra e todo o Reino Unido, depois de o ridicularizar por dizerem que "o velho tonto tinha a mania da perseguição e só queria guerra", o chamar para Lorde do Almirantado porque a Alemanha invadiu a Pólónia. Há uma abismal diferença entre uma tomada de posição como princípio ou como factor de sobrevivência, e aí a História não deixa dúvidas sobre quem foi o Líder que defrontou Hitler: Winston Churchill.
Afixado por: Nélson Faria em setembro 14, 2004 04:53 AMSei, de certo, que isto fará muitos de voçês bradar aos céus, mas devemos, antes de criticar por estigmas, conhecer o trabalho das pessoas,e Quanto a Kissinger, sei que esta referência fez muitos de voçês bradar aos céus, mas devemos, antes de criticar por estigmas, conhecer o trabalho das pessoas, é um cientista político de primeira craveira, concordemos ou não com a sua condução da política externa dos EUA na década de 70.
Quanto aos que comparam o "vilão" Churchill com George W. Bush (?), acho que há uma grande diferença entre combater a ameaça NAZI (enquanto a URSS se remeteu a negociar com os genocidas, e foi bem lembrado por um dos interlocutores o abandono do getto de Varsóvia, uma página vergonhosa da nossa história) e invadir o Iraque. Não há como comparar! Larguemos os estigmas, conheçamos primeiro o trabalho das pessoas! Eu sou um crítico de Karl Marx porque me dei ao trabalho de ler os seus escritos e a sua biografia, não porque entendo que "os comunistas comem crianças ao pequeno almoço". E é desta forma que se faz o debate em democracia!
Afixado por: Nélson Faria em setembro 14, 2004 04:55 AM
Caro Nelson Faria,
A primeira observação que gostaria de lhe fazer é que para se analisarem os acontecimentos passados temos de os contextualizar historicamente. É básico e indispensável. A sua interpretação do período da II Guerra Mundial é feita numa perspectiva actual, do sec. XXI, não tebdo em consideração o contexto da época.
Essa falta de contextualização leva-o a encarar a URSS como algo de imutável, de 1917 a 1991. Por isso é que utiliza a expressão “expansão da URSS”, como se tal fosse um dado adquirido desde 1917. Se se der ao trabalho de ler o que escrevi em anteriores “posts”, verá que interpreto de maneira diferente – porque tal me parece justificável – os sucessivos períodos em que se divide a história da URSS. E, começando pelo início, há que recordar que a vitória da Revolução de Outubro e a constituição de um Estado socialista foi algo que os poderes políticos dominantes nunca “perdoaram” e alguns nem sequer queriam admitir. Por isso, a inadmissível ingerência nos assuntos internos da jovem URSS, o apoio aos exércitos brancos, tarefa na qual a democrática Grã-Bretanha se destacou. Durante o verão de 1918, SOB O IMPULSO DE CHURCHILL, a Inglaterra, a França, os EUA, a Itália e o Japão intervieram militarmente contra a URSS. Era a guerra fria “avant la lettre”. Por isso, a sua expressão “expansão da URSS”, aplicada a esse período (e mesmo posteriores) é completamente inadequada e não tem qualquer fundamento histórico. A incongruência histórica surge também nas suas expressões “política colonial”, “potência ocupante” (?!), ou que “se camuflava por trás de governos fantoches”. Quais ? Quando ? Mesmo no contexto da II Guerra Mundial, as ocupações a que o Exército Vermelho se viu obrigado a recorrer, têm de ser entendidas no contexto excepcional que o conflito mundial tinha imposto na Europa. Não nos esqueçamos que nessa época havia uma política anglo-franco-nortemaericana de estímulo da agressão nazi contra a URSS. A URSS defendia uma política de paz, desenvolveu esforços no sentido de criação de uma frente única das potências amantes da paz contra os agressores nazis, mas o “ocidente” sonhava e estimulava o ataque nazi á URSS para que ambos se enfraquecessem. A prática da URSS no seio da Liga das Nações, desde 1934, foi no sentido de que esta adoptasse medidas eficazes em defesa da paz e da segurança internacional; debalde. A Liga não ajudou a Etiópia, nem a Espanha Republicana, nem as outras vítimas da agressão fascista. Na Conferência de Munique de 1938 Chamberlain e Daladier aceitaram as imposições de Hitler e Mussolini de entregar à Alemanha as regiões ocidentais da Checoslováquia. O objectivo dessa capitulação era claro: conduzir a agressão alemã na direcção do Oriente, contra a URSS. Em Março de 1939 a URSS propõe à Grã-Bretanha e França um pacto de ajuda mútua, mas durante as negociações os representantes daquelas potencias tentaram impor à URSS obrigações que redundariam em descarregar sobre ela todo o peso da luta contra a agressão nazi, ao mesmo tempo que não demonstravam o menor desejo de assumir a obrigação de prestar qualquer ajuda à URSS. Perante estas circunstâncias, a URSS viu-se forçada a aceitar a proposta alemã de firmar um pacto de não agressão. Este pacto assestou um golpe nos planos de isolar a URSS e assegurou a esta um ano e meio de paz, durante o qual iniciou a produção acelerada de armamento para se defender da agressão que, mais cedo ou mais tarde, chegaria. O Pacto Germano-soviético foi VITAL não só para defender a URSS, MAS TAMBÉM os Aliados e a sua futura vitória, pois a experiência histórica comprovou que se não fosse o esforço de guerra soviético (e batalhas como Stalinegrado) a evolução da II Guerra não teria sido a que foi.
Mas, como referi, a politica externa da URSS alterou-se ao longo dos tempos. Até à década de 1950, não falando já na reconstrução do pós-guerra, a URSS não tinha condições materiais para desenvolver uma política externa ofensiva. E também não era essa, sequer, a sua orientação. A alteração, quanto a mim, sucede já nos finais da década de 1960 – com a invasão da Checoslováquia –, ou seja, no tempo de Brejnev. Agravou-se na década seguinte, quando incrementou a sua rivalidade com os EUA. Foi a época das duas superpotências. Embora a URSS não dispusesse então de colónias “à maneira ocidental” exercia um controlo politico directo ou indirecto em vários países (retirando vantagens económicas) e, acima de tudo, mantinha interesses geo-estratégicos em várias áreas do globo. E os países do bloco de leste, evoluíram no sentido de se transformarem países dependentes da URSS. A própria divisão de tarefas no seio do COMECON e do Pacto de Varsóvia
Desculpe-ma a observação, mas é também um autêntico disparate misturar Pinochet, Mussolini, Salazar, Mao Tsé Tsung, ou quaisquer outros políticos que viveram em épocas históricas diferentes e protagonizaram experiências diferentes. Essa misturada não se compadece com uma análise séria. Desculpe-me novamente, mas um pouco mais de conhecimento histórico sobre os processos políticos que envolveram todos estes personagens ajudá-lo-ia a compreender o respectivo papel que cada um desempenhou. Por exemplo, que dizer da atitude de Churchill, em Potsdam, ao pressionar os americanos para que estes utilizassem a bomba atómica como um meio de pressão politica contra os soviéticos ? Qual é a verdadeira natureza desta politica. Totalitária ?
Por último, este recente revivalismo de Churchill só surgiu após Bush ter decidido inaugurar um busto do dito cujo na Sala Oval (de grandes tradições…), e ter inaugurado uma grande exposição sobre a sua vida e obra. Foi a “mola” que impulsionou todo este “culto” recente de Churchill, logo aproveitado (para fazer dinheiro) pelas editoras e publicações desse outro “progressista”, Robert Murdoch de seu nome, que de imediato publicaram mais de uma centena de artigos enaltecendo Churchill. E isto é compreensível Os neo-conservadores norte-americanos, á falta de valores e exemplos com impacto mediático, resolveram desenterrar Churchill, com esse objectivo. É que o Churchill, não obstante o seu papel historicamente retrógado, era um homem inteligente, que tinha valores, concordemos ou não com eles. Mas quanto aos mentecaptos neo-conservadores – a começar pelo Bush – os seus únicos valores são os das empresas petrolíferas, e outras.
Finalmente, e a propósito da sua observação sob o Kissinguer, é “apenas” um criminoso de guerra. Por isso é que nos últimos tempos não tem viajado. Tem medo que um qualquer juiz Garçon lhe faça o mesmo que fez ao Pinochet.