







Hoje, as escolas de obediência às quais, nos últimos tempos, já só iam os pobres sem cunhas, acabaram. Agora, vão os que, por motivos que desconheço mas que não discuto, querem mesmo ser militares. Eu, que fiz, como muitos, a tropa e que fui forçado pelo Estado, por um ano, a obedecer a ordens inúteis dadas por tipos quase sempre tão inúteis como as ordens que davam, acho que hoje é um dia a celebrar.
Publicado por danieloliveira em | TrackBackE AGORA, MIGUEL? QUEM É QUE AFINAL SOLTOU OS CÃES?
A seguinte notícia está no Pravda.ru, de 17/09/04:
“Ahamil Basayev, o senhor da guerra checheno, reivindicou a responsabilidade em explosões em Moscovo, incluindo o ataque recente perto da estação de metro Rizhskaya, as quedas dos aviões Tu-154 and Tu-134 e a crise de reféns em Beslan, de acordo com um website dos terroristas chechenos.
“O grupo Riyadus-Salikhin conduziu uma série de operações com sucesso no território da Rússia. As explosões na Kashirskoye Highway e perto da estação de Metro Rizhskaya foram organizadas pela divisão regional de Moscovo da Shakhids. Os dois ataques aos aviões foram organizados pelo departamento de operações especiais. A operação Norte-Oeste na cidade de Beslan foi conduzida pelo segundo batalhão de Shakhids, sob o comando do Coronel Orstkhoev,” diz a declaração de Basayev.
Foi o terrorista checheno Shamil Basayev, que organizou o batalhão islâmico de Shakhids, Riyadus-Salikhin. Segundo os serviços de informação russos, Basayev organizou actos terroristas em Budennovsk em 1995 (quando os terroristas fizeram centenas de reféns num hospital local) e em Moscovo em 2002 (a crise de reféns no teatro de Moscovo).
Em meados de Julho, Basayev anunciou que novas operações estavam a ser preparadas para causar prejuízos sérios às forças federais, tanto sob o ponto de vista militar como político.
A mensagem de Basayev continha também as exigências dos terroristas para a libertação dos reféns na escola de Beslan. Pediam o fim da guerra na Chechénia e a retirada das tropas da República. “Se Putin não quer a paz, nós exigimos que Putin deve resignar do posto de Presidente imediatamente” disse o terrorista. Em nome dos reféns os terroristas anunciaram uma greve de fome. “Se Putin decretar o fim da guerra e o início da retirada das tropas, daremos água aos reféns”. (...)
Shamil Basayev também disse que se a retirada real das tropas russas da Chechénia começasse, seria dada comida aos reféns. “Assim que começasse a retirada das tropas dos distritos montanhosos libertaremos as crianças com menos de 10 anos de idade. As restantes crianças serão libertadas quando a retirada acabar. Se Putin anunciar a resignação, libertaremos o resto das crianças e retirar-nos-emos para a Chechénia” escreveu o terrorista na carta (...).
A declaração de Basayev diz que os terroristas não pediram a libertação de nenhum prisioneiro (...).
“Mais ninguém a não ser nós, esteve envolvido nas quedas dos aviões e na explosão perto da estação de metro em Moscovo” diz Basayev na declaração. Segundo os terroristas os ataques estavam calendarizados para coincidir com a eleição presidencial na Chechénia. (...)
“Trinta e três mujahideens tomaram parte na operação Norte-Oeste em Belsan, incluindo duas mulheres. De facto treinámos quatro mulheres, mas mandei duas delas para Moscovo em 24 de Agosto para mandar abaixo os aviões” (...) escreveu Basayev na sua declaração. (...)”
Afixado por: João Lopes em setembro 18, 2004 08:44 AMOi squealer ( porco espertalhão e bem falante do animal farm ou dani d'oliviera salazar? )
Vês como já concordas com o PP ? Aos poucos vais lá !!
Conheces as lutas do vale tudo brasileiro ? São impressionantes …Tem uma mistura de boxe (com luvas pequenas e os dedos livres) , Mai tai , Jiu Jitsu, Judo ( com luta no chão ) . Com rounds de 10 !!! minutos !!!......
……Há gente que gosta de andar à porrada…, adora!!!!! Dar e levar , adoram ...e ainda por cima ganham moneytron .
Ora esses tipos se bem disciplinados dão um belo exercito.
E os exercitos são bem precisos , não basta democracia , a democracia tem que ser forte . Tem que estar em forma não só psíquica mas também física.
Uma nota ao Barnabé , realmente é incrível a quantidade de smiths ( clones dos inventores do two legs good , four legs bad ) que pululam neste pucksickblog.
Pensar que se pode ir a algum lado neste país para encontrar um pouco de espaço para crescer é só para espertalhões. Gente séria , honesta , com visão , não vai a lado nenhum . Sabes porquê ? Porque o caminho está todo minado !!! E sabes o que são as minas ??
São a falta de valores !! Queres um exemplo ?????
Hoje ocorre em Lisboa ( outrora formosa , hoje gorda e velha ) uma manifestação anti tourada no parque Eduardo VII . O Napoleon ( s.paio ) vai lá ??????????????????????????
Queres mais exemplos ? São há patada !! paulo pedroso ( a proposito deste squealer andam por aqui uns smiths que dizem que eu o ataco no anonimato !!! castiços !!!, eu ?? então sr. (?) tão importante vai preso tanto tempo e depois prepara-se para nem ir a julgamento ???? Mas alguém se acredita em semelhante patranha????? É só totós este pessoal de esquerda . Confirma-se agora a boca que corria a seguir ao choque revolucionário do 25 04 74 de que os comunistas comiam criancinhas ao pequeno almoço, entretanto o vermelho desbotou e estes crápulas agora fazem-no a toda a hora )
Sabes qual foi a fórmula encontrada para justificar o "trabalho" dos porcos no animal farm ? Foi a burocracia !!!! E os porcos multiplicaram-se ,,, multiplicaram-se…. E hoje em Portugal são 800.000, um terço da população activa, que cena fora ……
Perde-se no tempo a esperança daqueles que são simples ,confiam nos outros…. Esses sofrem num silêncio ensurdecedor…..
Sabes , eu até gostava de te tratar pelo nome direito Daniel Oliveira … mas se olhar para ti como se deve olhar para tudo na vida , como se fosses um estereograma , vejo o teu real ser . Não a capa que mostras , (bem falante , inteligente , atento) , mas um porco a babujar-se na compota trocada pelo corpo e pela alma dos teus contemporâneos. Sabes porquê ?? porque vocês falam de democracia mas os vossos modelos são tudo ditaduras, vocês não compreendem que ouvir os comunistas a falar de democracia é a mesma coisa que ouvir nazis a falar de democracia ??????
A capa que tapou todos este criminosos está rota , cheia de buracos , já só restam tiras , vê-se tudo !!! O rei vai nu …………… completamente nu !! Completamente nuuuuuuuuuuuuuuu.
Como vocês são patéticos ……..mas espertalhões !! fazem de conta que não se passa nada ……….ainda continuam com o hino two legs good , four legs bad …
Afixado por: Afonso Henriques em setembro 18, 2004 10:37 AMEu guardo as celebrações para quando acabarem com as forças armadas:
Afixado por: Márcio Augusto em setembro 18, 2004 11:29 AMFazemos assim, senhor Afonso Henriques. Da próxima vez que, pela 347ª vez se dirigir a mim usando nomes de fauna variada (mesmo que a ela esteja relacionada qualquer referência literária), eu apago-lhe esse comentário e todos os que escreva depois, desde que assinados por si. Pouco me interessa se acha que isto é censura. Estou em minha casa e o senhor há mais de um mês que ultrapassou todos os limites na forma como se refere a mim. Eu sei que pode paracer estranho, mas incomoda-me que venha ao meu blogue chamar-me de porco. Que me desculpem os porcos... Estamos então entendidos?
Afixado por: Daniel Oliveira em setembro 18, 2004 11:40 AMhttp://ultimahora.publico.pt/shownews.asp?id=1203800&idCanal=78
"Daniel Campelo diz que Ponte de Lima foi esquecida pelo Governo"
Depois do negócio do Queijo, o negócio da Ponte Limiana
Afixado por: noiseformind em setembro 18, 2004 12:48 PMDepois da de Político, a profissão que mais respeito, a muito curta distância, é a de Militar. Pareceu-me ver, nas palavras do Daniel, um certo desdém pela classe... à burguesia instalada e vetusta, amamentada pelo sucesso economico do liberalismo, faz sempre muita confusão a lama que ainda salta das bermas para as estradas e os passeios. Prferem ignorar a existencia dos homens do lixo e dar a cara ao mundo apenas como se eles não fossem necessários. A vaidade de querer, à força, parecer o bonzinho... são os beatos de igreja do sec XXI.
Afixado por: maradona em setembro 18, 2004 01:01 PMSalvarguardando o facto de discordar 99% das opiniões plasmadas pelo Daniel Oliveira neste blog, não posso deixar de concordar com a as observações que faz sobre a "tropa" portuguesa. Não quero chamar inúteis aos militares portugueses, mas há muito tempo que a sua profissionalização era necessária.
Afixado por: Pedro Silva em setembro 18, 2004 01:19 PMEnfias-te a carapuça e revelaste-te no teu esplendor autoritário , é nos momentos difíceis que se mostra o verdadeiro carácter das pessoas.
Serve para confirmar a regra.
Ok , não queres ser porco , então o cavalo ou o burro, escolhe tu ( advirto-te que nem um nem outro são os mais adequados , mas escolhe tu em consciência )!! Não passa de uma metáfora ou uma alegoria . Não é um ataque pessoal mas a toda a esquerda, a todos os que caminham para socialismos saloios e caipiras.
Queres um exemplo ? mais um ??? agora não tenho tempo , mas mais logo ....
Não precisas censurar , é como aquelas músicas que os djs fazem , tá tudo cortadinho.
Oi dani salazar ( este era o humano corrupto, que os porcos ( como vasco gonçalves, cunhal , loucinha ) foram substituir)
Então não gostas de chamar os bois pelos nomes ???
Não concordas com a moral da história do animal farm ( triunfo dos porcos )?
Olha podes mudar de animal , o nuvem negra falou-te no cavalo e no burro , acho mal. Entre porco e rotte(n)weiller, é o que eu recomendava , mas também podes escolher galinha ( quando os porcos aprenderam a andar em pé puseram as galinhas a cantar ...two legs gooooooood four legs baaaaaad).
Aqui há uns dias no vosso dia de ânus ( eheh) apareceste como o coyote estouvado suicida , eheh
preferes coyote rotten ?
olho´comprimido dani
Afixado por: Afonso Henriques em setembro 18, 2004 01:41 PMO Daniel Oliveira parece muito ressentido com a classe militar, talvez tenha passado por alguma situação desagradável. Mas olhe que o meio militar é como qualquer meio, no meu tempo de tropa dizia-se: à tropa vão filhos de todas as mães. Portanto, há o bom e o mal, não generalize!
Quanto ao SMO, nos tempos de hoje faz todo o sentido a sua extinção.
O Daniel só tem que falar sobre aquilo que entender, mas aqueles que-como nós- se riram e mandaram piadas quando Nobre Guedes foi nomeado devem-lhe agora uma palavra de justiça.
Eu próprio achei que ele era um beto que ia para ali fazer fretes. Agora vejo que não, porque uma coisa sei desde há muito: a sacanice topa-se num gesto, mas a seriedade também.
Era só isto.
I love my job---- it's my passion.And i'm good at it but thy fired me because i'm a lesbian.
Afonso isto é no pais que adoras tanto,e que chamas grande democracia.A Mae foi com a foto do filho morto ao combate, quando a esposa do mister Bush falava num meeting! ESPULSARAM-NA MANU MILITARI. A democracia que adoras tanto,tem um medo terrevil da teoria dos dominos..nâo importa quais sejam eles. Com respeito a tua lingua,SO MOSTRAS QUE QUALIDADE DE GÉNOMAS ÉLA CONTEM
Afixado por: Erasmo em setembro 18, 2004 02:56 PMBeslan: a conexão internacional real
Por: Brendan O’Neill, 08/09/03
(...)
O elo que falta nestes debates sobre terrorismo, sobre a mudança da violência do passado mais orientada políticamente e os ataques brutais de hoje é a intervenção estrangeira do Ocidente nos anos 90. Só podemos começar a compreender o que nos parece ser este terrorismo sem explicação de hoje se estudarmos aquela. Tais intervenções, particularmente nos Balcâs, fizeram muito para criar as condições para o desenvolvimento de novos grupos apátridas, que são tão diferentes dos movimentos nacionalistas de estilo antigo.
O fim da guerra fria nos finais dos anos 80 e inícios dos anos 90 possibilitaram novos surtos de intervenções do Ocidente no terceiro mundo – intervenções que eram justificadas para a defesa dos povos contra cruéis ditadores e para promover os direitos humanos no mundo, em vez dos interesses egoístas e nacionais das elites Ocidentais.
Desde a Operação Restaurar a Esperança na Somália em 1993, ao despejar das bombas para trazer a paz aos Balcâs no meio dos anos 90, até à guerra de Bill Clinton e Tony Blair no Kosovo em 1999, as batalhas sobre territórios e influência que definiram o período da Guerra Fria, foram substituídas com novas batalhas que – como nos contaram – libertariam os povos da tirania.
Pese embora os objectivos proclamados, a intervenção humanitária desestabilizou profundamente a ordem mundial, minando as instituições que tinham coordenado a ordem internacional no período pós-II Guerra Mundial.
No coração do novo humanitarismo há uma definida hostilidade à soberania do estado-nação, que fora a pedra angular das relações internacionais durante quase 50 anos.
A Administração Clinton, expoente máximo da geração humanitária, deixou claro o seu desdém pela velha ideia de não-intervenção nos negócios dos Estados soberanos.
Nos inicíos de 1990, Strobe Tailbott, conselheiro de Clinton, definiu a visão escolhida para as relações internacionais “A noção de nação como a conhecemos será obsoleta. Todos os Estados reconhecerão uma única autoridade global ...Uma frase que foi moda no meio do século vinte – cidadão do mundo – terá assumido significado real no fim do século vinte”
Em 1994, o Alto Comissário para os Direitos Humanos da ONU declarou que “A Missão das Nações Unidas para proteger a dignidade e os direitos humanos globalmente transcende as fornteiras nacionais”.
Na nova ordem mundial autoridades estatais locais estão out e intervencionismo global está in.
Ao minar a autoridade do Estado, o humanitarismo criou o espaço para o crescimento dos actores não-estatais – e encorajou a sua movimentação através das fronteiras. Este duplo impacto do intervencionismo Ocidental atingiu o seu zénite nos Balcãs.
Desde o início dos anos 90, a intervenção exterior nos Balcãs internacionalizou tensões locais. O reconhecimento alemão das repúblicas da Croácia e da Eslovénia em 1991, o reconhecimento americano da República da Bósnia-Herzegovina em 1992 e o seu apoio aos mulçumanos bósnios – tudo isso transformou as diferenças políticas internas em esquentadas questões internacionais, abrindo o caminho a uma guerra prolongada.
A ingerência Ocidental fracturou as estruturas internas ao mesmo tempo que permitia que pressões externas aumentassem na região. Como parte deste processo de desestabilização, os USA permitiram que forças do movimento dos Mujihadeen do Médio Oriente e da Ásia Central lutassem ao lado dos muçulmanos bósnios contra os sérvios.
Em 1993, o Presidente Clinton deu luz verde ao armamento dos muçuçmanos bósnios pelo Irão e pela Arábia Saudita, apesar disto desafiar o embargo da ONU que impedia o armamento de qualquer dos lados no conflito Jugoslavo.
De 1993 a 1996 houve um fluxo de armas e de conselheiros militares na Bósnia, organizado por oficiais do Irão e da Arábia Saudita.. Isto abriu os portões para a chegada de gurrrilheiros Mujihadeen do Afeganistão, Arábia Saudita, Yemen, Algéria e de todo o lado para lutar com os muçulmanos bósnios. Tudo isto se passou debaixo da observação da política clintoniana de “não interferir” – em resumo, não se devia interferir com tais movimentos que, se possível, deviam ser encorajados com luz verde.
Não se sabe quantos Mujihadeen estiveram activos na Bósnia. As estimativas variam de 600 a 4.000. De acordo com o US House Republican policy committee, numa declaração crítica da Administração de Clinton, emitido em 26 de Abril de 1996 “oito voos por mês carregados com milhares de toneladas de armas e munições ou originários do Irão ou comprados e enviados com apoio do Irão chegaram a Zagreb para os bósnios muçulmanos e também para os croatas; e o Irão estacionou 3.000 a 4.000 guardas revolucionários (Mujihadeen) na Bósnia”.
A abertura da Jugoslávia às forças Mujihadeen foi o guião para futuras movimentações na Chechénia. Na verdade, oficiais de serviços de informação europeus defendem que a Bósnia, onde algumas forças Mujihadeen montaram campos de treino após o fim das hostilidades em 1996, se tornou “uma loja não-stop para militantes islâmicos”, tanto para os que se iam para a Chechénia como para os que vinham de lá.
Conforme se documenta no livro de Loretta Napoleoni “Modern Jihadi”, na Chechénia no início dos anos 90 “a insurgência islâmica apoiava-se principalmente em sponsores estrangeiros e contrabando doméstico”.
Em 1995, depois da experiência bósnia, as forças chechenas eram assistidas e armadas pela International Islamic Relief Organization, uma organização caritativa baseada na Arábia Saudita, fundada por mesquitas e dadores ricos do Golfo e do Paquistão.
Durante este período, a Arábia Saudita, o Líbano e o Irão também jogaram um papel no “financiamento e expansão de grupos armados islâmicos na região”. Os oficiais do Irão e da Arábia Saudita interpretaram a luz verde dos USA como significando que a sponderização das forças Mujihadeen através das fronteiras dos estados era tão legítima na Chechénia como era nos Balcãs.
O Ocidente continuou a permitir o crescimento e a movimentação das forças Mujihadeen na Europa até ao fim dos anos 90. Nos finais dos anos 90, nos preparativos para a guerra de Clinton e Blair no Kosovo em 1999, os USA apoiaram a KLA contra a Sérvia. De acordo com o Jerusalem Post em 1998, a KLA tinha sido “provida com apoio financeiro e militar de países islâmicos” e tinha sido “alargada com centenas de Mujihadeen”...alguns dos quais tinham sido treinados nos campos de treino de Osamas bin Laden no Afeganistão”. Havia também ligações entre a KLA apoiada pelo Ocidente e os separatistas chechecos.
Os desenvolvimentos dos anos 90 – de afastamento dum mundo organizado em redor da soberania estatal e de encorajamento de movimentações tanto de forças estatais como de forças não-estatais através das fronteiras – fizeram muito para o aparecimento dos peculiares movimentos de hoje sem-raízes e inter-fronteiriços.
Desde o 11 de Setembro, oficiais europeus e do Departamento de Estado dos USA têm-se interrogado sobre as consequências da movimentação das forças Mujihadeen para dentro da Europa. O Departamento de Estado está preocupado que a Bósnia-Herzegovina se tenha tornado “um palco e uma zona de abrigo para terroristas”, incluindo “extremistas com ligações a Bin Laden”.
Alguns pode estar agora a olhar para a Rússia depois do cerco à escola de Beslan e a perguntarem-se sobre o inferno que desencadearam. Sem dúvida apoiarão a condenação do governo russo ao extremismo estrangeiro e árabe na Chechénia. Contudo, a perseguição a indivíduos árabes e a tentativa de dominar as forças despoletadas nos anos 90 pouco farão para pacificar essas regiões. O problema subjacente é a intervenção Ocidental contemporânea e o seu impacto corrosivo, mais do que uma mão-cheia de árabes doidos.
Oficiais Ocidentais torcem as mãos sobre as atrocidades em Beslan, praticadas por um grupo terrorista que parece irracional, e sem limites.
Contudo tais teias terroristas são o produto do Ocidente ter minado a sua própria ordem internacional durante a era humanitária. Os velhos movimentos nacionalistas e de libertação nacional reflectiam um mundo organizado à volta dos princípios de igualdade da soberania e da autoridade do Estado. Hoje as teias terroristas espelham o assalto auto-destrutivo do Ocidente à soberania do Estado e à integridade das fronteiras no mundo pós-guerra fria.
Onde a velha ordem mundial, apesar de todos os seus defeitos, deu origem a movimentos que tentavam criar os seus próprios Estados, a nova ordem mundial tem encorajado a emergência de distintos grupos apátridos, desligados de qualquer comunidade específica ou de qualquer objectivo político.
Isto explica também porque é que o terrorismo de hoje parece muito mais desordenado e brutal do que a violência política antiga. Livre da responsabilidade com uma comunidade específica, com poucas ligações a territórios nacionais e a princípios políticos, o terrorismo errante tem menos limitações nas suas acções – como testemunhámos tão devastadoramente em Beslan.
Isso acontece porque esses grupos são agentes de livre-flutuação em vez de actores políticos com raízes, que reflectem o tipo de intervenção Ocidental que fez a sua fortuna nos anos 90, que eles podem executar o que parecem actos impensáveis.
Sem estruturas políticas convencionais que possam definir e orientar uma campanha violenta, os novos terroristas têm pouca restrição sobre matar e magoar.. Como Jonathan Tucker do Instituto Monterey de Negócios Estrangeiros defendeu, porque estes terroristas “não são motivados por ideologia política da extrema direita ou da esquerda”, eles podem ser mais provavelmente “extremistas...com um pensamento apocaliptico”
Os Mujihadeen foram criados e financiados pela Administração Carter em meados de 1979, suportados depois pela direita nos anos 80, pela Administração Reagan e pelo Governo de Thatcher, para atacarem os soviéticos na guerra do Afeganistão de 1979 a 1992 – o último combate da Guerra Fria. Nos anos 90, o “pau” passou para a social-democracia; as forças Mujihadeen tornaram-se de facto o braço armado da opinião liberal do Ocidente, movendo-se através das fronteiras para combater o que os políticos e os comentadores liberais do Ocidente consideravam ser as “guerras boas”, da Bósnia ao Kosovo e também na Chechénia.
Foi a internacionalização de conflitos locais por governos Ocidentais que encorajou a internacionalização dos Mujihadeen, transformando o que tinha sido um fenómeno específico baseado no Afeganistão numa força efectivamente global.
Os mesmos políticos e comentadores que aplaudiram as intervenções nos anos 90 – alguns dos quais escreveram crónicas apologéticas dos bravos e “cool” Mujihadeen nos jornais ocidentais durante as guerras da Jugoslávia e do Kosovo – estão tão chocados como qualquer pessoa pelo cerco da escola de Beslan. Mas talvez, tanto quanto condenarem os que atacaram crianças inocentes e os seus pais, deviam também interrogar o seu apoio anterior a “intervenções humanitárias” e o seu continuado apoio à interferência do Ocidente noutros países.”
Admiro a sua paciência, Daniel. Mas, julgo que seria um favor que faria a todos os visitantes do Barnabé (à esquerda e à direita) que acreditam num debate democrático civilizado e adulto (ainda que, muitas vezes, aceso), se eliminasse os comentários da pessoa que, sob diferentes pseudónimos, vem salpicando de intolerância (ignorância?) este espaço. Eu não chamaria a isso censura, mas higiene.
Decerto que o indivíduo em questão encontraria noutro lado algum lodaçal onde pudesse exprimir a sua brilhante linha de raciocínio, tão escrupulosamente sustentada por um cuidado domínio do português escrito e uma mui diversificada bibliografia (ou será filmografia?) de apoio.
Por outro lado, se preferir abordar a questão por uma perspectiva científica, pode sempre deixá-lo continuar a participar. Não se perde tudo. Há até quem ganhe a vida a estudar e a tratar casos destes.
Resumindo, não lhe deixo conselho nenhum a si, Daniel, mas uma sugestão de debate a todos os frequentadores do Barnabé. Deve o tipo de comentários em questão continuar a aparecer, ou deve-se barrá-lo?
Barnabés está a faltar um post sobre a marcha anti-tourada. Obrigado.
É errado ablolir o SMO, que representa os cidadãos em armas. Um exército de mercenários, de pobres e de desempregados é menos democrático. Além de que o SMO será restaurado quando a Europa começar a criar a sério umas FA à altura das suas responsabilidades e dos perigos actuais na cena internacional (militarismo americano-sionista). Juventude que não gosta de uniformes e de defender a Pátria é uma juventude doente e amarica(na)da. Se os palestinianos e iraquianos fossem assim, estavam bem f******... Uma coisa é recusar legitimamente guerras injustas e de agressão, outra é ser cobarde e recusar mesmo a defesa da Pátria...
Para o Mário Cunha:
Mande endereço postal para lhe enviar lápis azul e uma tesoura.
Já vi que a sua vocação é cortar os que têm opinião contrária pelo que lhe quero facilitar o trabalho enviando-lhe as respectivas ferramentas.
George W. Bush não é estúpido nem idiota. Sofre apenas de um principio de demência pré-senil, uma patologia que prefigura a doença de Alzheimer. Quem o afirma é o médico do Michigan, Joseph Price que estudou os célebres lapsos do presidente americano. A notícia foi dada, esta semana, pelo jornal do Massachusetts The Boston Globe.
Ler o resto em :
http://briteiros.blogspot.com/2004/09/os-bushismos-enfim-explicados.html
Afixado por: JAM em setembro 18, 2004 04:48 PMJá assisti a este tipo de situação num outro blog, apesar de menos agressivo (mas o nível de imbecilidade é o mesmo), com os autores a optarem pelo mesmo procedimento. Já escrevi um longo post sobre o assunto. Por mim, corte-se! E venham atirar boquinhas sobre a esquerda anti-democrática à vontade! A esquerda e a direita andam tão baralhadas ultimamente, não é? Vejam lá, que a direita já nem consegue manter o mito de ser boa a pôr ordem "na casa", como se vê pela bela merda que estão a fazer nos concursos de professores... Realmente... A tradição já não é o que era...
Afixado por: Tiago em setembro 18, 2004 04:52 PMCorto ou não corto , eis a questão !!! Patéticos ....
Vroammmmmmmm
Agradeço o cuidado, maneldomoinho, mas permita-me que lhe diga que muitas das opiniões aqui expressas, incluindo a generalidade das suas, são contrárias às minhas e nunca leu uma palavra minha, sugerindo a sua supressão.
Para mim, e aproveito para o esclarecer, não está em causa o pluralismo das opiniões. Está em causa, isso sim, a forma como se manifestam. Permitir que o insulto gratuito e injustificado se apodere da discussão democrática é minar a própria democracia, a qual subentende a existência de opiniões diversas e a tolerância por cada uma delas, bem como por quem as profere. A democracia pressupõe discussão e polémica, mas se ao invés de discutirmos ideias, enveredarmos pela sistemática e despropositada agressão verbal sobre o outro, o mais certo será acabarmos todos à batatada. Será para isso que serve a democracia?
Eu, francamente, julgo que não. E acrescento:
Se esse «método» de discussão é, já por si, uma perversão da democracia, usá-lo sob o escudo do anonimato não passa de uma ignomínia. Daí que eu falasse, não de censura, mas de higiene.
O desejo do Márcio Augusto seria o fim da civilização tal qual a conhecemos, amar a paz é uma coisa, ser um idiota cego e pacifista é outra totalmente diferente. Admiro o comentário do Saladino, é pena a posição dele e a minha serem altamente minoritárias nesta sociedade doente e efeminada.
Afixado por: Rui Pereira em setembro 18, 2004 06:01 PM`Daniel(z) inho, deves ter sido um bom soldado.
Estou daqui a ver-te a marcar passo, como fazes agora. Devia ser um fartote. Com a hablidade demonstrada.
E chegaste a Cabo Miliciano ou ficaste em soldado raso, como manda a boa tradição canhestra?
Se vires o nosso sargento "abegão" dá-lhe cumprimentos. O gajo já não precisa dos teus escritos. Ele é oposição a ele mesmo. O idiota poupa-te o trabalho.
"a obedecer a ordens inúteis dadas por tipos quase sempre tão inúteis como as ordens que davam"
Qual é a admiração Daniel, afinal não estavas já habituado ?
Afixado por: Real em setembro 18, 2004 06:16 PMO fim das forças armadas é, evidentemente, uma utopia. Mas compreendo o desejo do Márcio Augusto. Quem não gostaria que as forças armadas fossem desnecessárias? Porventura, apenas os que não encontrem outras formas de afirmarem a sua masculinidade.
E, já agora, quem nos garante que um homem homossexual não pode ser um bom militar? Ou uma mulher? Não percebo os argumentos que se referem aos amaricados e à sociedade efeminada.
Quanto ao fim do SMO, não lhe vejo, à partida, nenhum inconveniente. Antes pelo contrário. Cada um deve (se o desejar, evidentemente) servir o seu país de acordo com os seus talentos. Um bom gestor público é tão ou mais importante que um bom soldado. Por falar nisso, onde é que eles (os bons gestores públicos) andam? Será que foram todos para a guerra?
meus senhores:
a glória deste blog e da ppia internet está no anonimato e na liberdade de expressão. em todo o lado haverá imbecis, mas deixem-nos falar tb. recorrer à censura para tapar vozes irritantes não me parece democrático. decidir o que é uma ideia certa ou errada ou quantos palavrões se podem dioer por metro quadrado, tb não. democrático será que cada um expresse a sua opinião, da maneira q melhor entender. desde que faça sentido (e para isso o censor tem que ter um QI médio) e não seja publicidade a despropósito, eu acho que depois cada um faz o seu ppio zaping (eu tenho daqueles ratos com scroll que dão mto jeito para essas coisas). Democracia na internet é um rato com scroll, não é um moderador irrritado!
Para Mário Cunha (2)
Também eu já sugeri, aqui no Barnabé, que os insultos gratuitos deveriam ser cortados. Um blogue deve ter (tanto a nível do emissor como do receptor) um mínimo de correção, educação e civismo.
O autor do post que refere tem realmente ultrapassado a fasquia. Neste caso e depois de reler o comentário, penso que o mesmo está na fronteira.
Daí, aceite as minhas desculpas por ter sido algo sarcástico.
Desculpas que também estendo ao Sr. Daniel Oliveira, porque embora em campos bem diferentes, tem sabido manter a liberdade de expressão, mesmo quando é ofendido gratuitamente.
No hard feelings, maneldomoinho. Talvez quem tenha razão seja a(o) cinanina. Mas, infelizmente, eu não tenho um rato com scroll...
Afixado por: Mário Cunha em setembro 18, 2004 07:33 PMÉ melhor trabalhar nesta tropa de esquerda que comandas com tanto orgulho e brio, não é Daniel?? Ai ai...a transcendência do ego...
Afixado por: TiagoMateus em setembro 18, 2004 07:46 PMmanueldomoinho,
Já viu? Se tivesse tentado ler bem o comentário do MC da primeira vez, em vez de ler já com a predisposição de dizer mal, teria percebido. Assim, foi agressivo e ofensivo. E inconsequente, no fim de contas. Uma "afonsohenricada" sua. E o pior é que neste blog já toda a gente está habituada a isso, e nem leva a mal.
Tem tudo a ver com educação: há os que conseguem apresentar os seus pontos de vista de uma maneira educada, e aprender qualquer coisa com a discussão, e há os que não conseguem ou nem querem.
O Afonso Henriques e as suas múltiplas personalidades nunca quiseram. E o estilo tem piorado desde o Anti-Comuna. Há uma hora em que as pessoas se fartam. Eu já teria até bloqueado o ip do sujeito, mas o barnabé tem demasiados pruridos.
Por mim, faço como a cinanina...
Afixado por: Agostinho em setembro 18, 2004 07:54 PMJá agora perguntem-se: O que é que tem o Barnabé que é diferente dos outros?
Afixado por: cinanina em setembro 18, 2004 08:27 PMEu sei que é o Afonso Henriques: Vive em Aveiro, é um tarado por armas, extrema-direita, ligado ao prn e trabalha para a netual.pt em aveiro como sysadmin. Têm mania que é hacker.
Já fodi com ele e é um impotente.
A unica coisa que lhe faz levantar o coiso é ouvir o hino nacional e gritar: às armas! às armas!
Afixado por: Padeira de Aljubarrota em setembro 19, 2004 01:08 AMPassei quatro anos e quatro dias na tropa, sendo 26 meses na guerra colonial em Moçambique. O facto de ter sido vítima da ditadura fascista e de uma guerra ignóbil não me faz perder o sentido crítico do que devem ser as Forças Armadas em democracia.
Preferia o Serviço Militar Obrigatório à guarda pretoriana que aí vem, de pessoas que adoram armas e gostam de disparar.
Tenho pouca confiança em forças armadas de voluntários.
Sempre imaginei que o D. Afonso Henriques tivesse um complexo de édipo mal resolvido. No entanto, nunca pensei que se agravasse tanto com a passagem dos séculos.
Daniel, acho que ao retirares esses comentários insultuosos, fazes um favor a todos. Esse tipo de comentários não tem outro sentido senão o de desvirtuar o princípio que preside à criação deste espaço. Tratam-se de comentários que não apresentam argumentos e que apenas ofuscam alguma possibilidade de debate, uma vez que os outros comentários (a favor ou contra) acabam por ser ofuscados por essas baboseiras.
Tens toda a legitimidade para apagá-los. Como dizes, estás em tua casa. Não te deixes intimidar por parvoíces lançadas para o ar como "lápis azuis", etc.
Ainda assim, folgo perceber que o D. Afonso Henriques, velhinho como é, não perdeu o gosto pela contemporaneidade. Gosta de Orwell. Dá para ver que viu aquela versão de desenhos animados do livro "Animal Farm".
P.S. - Por favor não digam ao D. Afonso Henriques que o Orwell era trotskista. As consequências podem ser imprevisíveis...
Afixado por: Dona Urraca em setembro 19, 2004 02:14 AMóh Afonso Henriques, basta seres um bocadinho mais comedido nas palavras...
Afixado por: AJJ em setembro 19, 2004 02:29 AMIrra! Demorou, mas chegou!
Afixado por: mfc em setembro 19, 2004 02:44 AMDona Urraca,a senhora esta cheia de rasâo so que a senhora nâo fas erros ortograficos eu sim.PS eu éra o calhordus,estava farto de tanta demagogia, e snobismo vergonhoso,eu deria mesmo xénofovo,tentaram mesmo com virus as leis aqui sâo sevéras com isso ,senâo numca mais teriam computers na vida d'eles..nâo interéssa pensei que podiamos trocar ideias no interesse de todos,40 anos depois realiso que infelismente a vulgaridade nâo perdeu os seus titulos de nobresa..é pena .
Afixado por: Erasmo em setembro 19, 2004 05:42 AMEm relação ao tema, fui objector de consciência ao serviço militar obrigatório. Tinha na altura mais anos de "serviço cívico" do que o tempo de muitos daqueles que iam para um ano de vida no lado não. Quando me declarei objector não havia estatuto de Objector. O que quer dizer que fiquei seis anos com a espada em suspenso, sem saber como iria acabar este folhetim. Por isso comungo fortemente da felicidade daqueles que entendem a natureza impositiva deste serviço como um empobrecimento do contributo daqueles que nunca o escolheriam como opção. E quanto ao afonso hernriques, depois de ter esvaziado as suas ideias, faz-lhe o que ele quer,pede: apaga-o. Não é censura, é, sem corvetas, SAÚDE PÚBLICA.
Afixado por: jpn em setembro 19, 2004 10:20 AM
Ilustres banabecos ( os bananas a caminho de um beco ).
Como diz o belmirinho ( o merceeiro gigante) para a mensagem passar tem que se falar a linguagem do interlocutor.
Estes smiths ( gostam mais do que porcos ?) de esquerda minam a nossa sociedade com falta de valores.
Não vi ninguém conhecido na reportagem fugaz sobre a manifestação anti tourada, mas vi imensas sobre o barco do desamor , dos mal amados .
Vejo uma sociedade entorpecida, entupida de smiths que se aproveitam dos mais pobres , porque quantos mais pobres mais votos na esquerda !!! que abominável descoberta!!
Havia alguém aqui em cima que dizia que eu devia ser um bocadinho mais comedido nas palavras !!! mas depois a formula do belmirinho não funciona !!
Estes smiths realmente sabem escrever,( até o calhordao , este finge que não sabe ) dizem-se educadíssimos , mas se víssemos todos juntos aquele filme que é citado aqui em cima ( o triunfo dos porcos ) viriam ao de cima os seus verdadeiros alter egos .
Iria precisar de ser mais rápido que o Neo ( do matrix )com a quantidade de smiths a tentarem trinchar-me com aquele sorriso seguro mas patético de quem tem um bug .Ehehehe
Vocês smiths ,sabem no fundo que não têm razão , por isso vocês não escrevem com paixão, com alma.
Limitam-se a repetir gestos pré estudados ( tipo aqueles exercícios que é preciso saber no karaté para subir de cinto, os katares).
O triunfo dos porcos é uma alegoria apenas !!!
Mas que alegoria ..., é forte não é ?
Há um outro smith que diz que sou de Aveiro , que sou de extrema direita . Para mim os gajos de extrema direita são tão porcos como os de extrema esquerda !!!
Agora eu acho que com radicais tem que haver tratamentos radicais .Ponto final .Parágrafo. Travessão.
- O problema surge com os lobos ( os tais rotte(n)weillers ) em pele de cordeiro.
Como identificá-los ??
Temos uma fórmula segura , arriscada mas segura .Os obreiros conhecem-se pelas obras.
É obvio que se os deixarmos fazer muitas obras depois fiquemos com a paisagem urbana que temos. Vai ser preciso um século para mudar isto.
Eu digo que quem vê caras não vê corações , por isso recomendo o método dos óculos estereograma ( ehe ).
Lembram-se daquele efeito no matrix em que o Neo consegue ver o programa no próprio smith ?
É uma coisa do género , mas o estereograma serve perfeitamente, basta desfocar os olhos da superfície , e observar mais fundo.
Aí meus caros e ilustríssimos banana becos é possível ver o verdadeiro ser !! O que está no coração.
E no coração dos smiths quer sejam de extrema direita ou de extrema esquerda são só 0 e 1 .
Concordo com o "saladino" quando diz
"É errado ablolir o SMO, que representa os cidadãos em armas. Um exército de mercenários, de pobres e de desempregados é menos democrático."
Chomsky afirmou por diversas vezes que um dos grandes erros dos EUA na guerra contra o Vietname foi terem-na feito usando soldados não-profissionais. Esses soldados, que estavam lá por mera obrigação, e que representavam a generalidade do povo americano, denunciaram aquilo que era a guerra perante a opinião pública americana.
Hoje, a guerra contra o Iraque é feita por soldados profissionais, que não se revoltam, não fogem às suas obrigações, nem denunciam nada. A América pode fazer todas as sujeiras sem que elas saltem (tanto) para a opinião pública.
Nada mais odioso do que as guerras feitas por mercenários. A profissionalização das forças armadas representa a sua mercenarização.
Um dia destes, os "voluntários" para as forças armadas até deixarão de ter que ser cidadãos portugueses. Veremos.
Afixado por: Luís Lavoura em setembro 19, 2004 10:49 AMSempre que um dos posters se lembra de colocar alguma sanidade mental neste blogue logo aparecem os advogados das pessoas que usam este blogue como descarga sanitária dos seus cérebros. Compreendo que no ardor de uma discussão se passe das marcas, mas estas pessoas caracterizam-se por darem as suas opiniões iniciais ao nível do lixo radioactivo. Espero que seja desta que algo seja feito pra libertar este blogue dos " seguidores de PIPI"
Abraço pra todos os barnabitas
Afixado por: noiseformind em setembro 19, 2004 11:23 AMReal, se te referes ao PCP, apesar das minhas discordâncias públicas, foi talvez o lugar onde menos inúteis conheci. Não queres que te diga onde conheço mais, pois não? Tu sabes.
Afixado por: Daniel Oliveira em setembro 19, 2004 12:11 PMMiguel Soares, eu não apoio a marcha anti-tourada nem as suas reivindicações. Pelo contrário. Noutra ocasião poderei explicar porquê. Seja como for, por mim, não terá post.
Afixado por: Daniel Oliveira em setembro 19, 2004 12:19 PMO Afonso Henriques é um tipo de extrema-direita que, bizarramente, é contra as touradas. O Daniel Oliveira é um tipo de extrema-esquerda que, bizarramente, gosta de touradas. Parece, de facto, que estão condenados a não se entenderem.
Afixado por: André Murteira em setembro 19, 2004 12:35 PMO Afonso Henriques abomina tanto a extrema direita como a extrema esquerda
Afixado por: Afonso Henriques em setembro 19, 2004 12:52 PMÓ Afonso Henriques, mas já reparou que vivemos em neoliberalismo e neoconservadorismo!? Já reparou que a direita está no poder em quase todo o mundo, muitas vezes mesmo quando se chama esquerda!? Já reparou que o pensamento e a ideologia dominante, disseminada por quase todas as mentes, é de direita e mesmo de extrema-direita!? Já reparou que as pessoas não conseguem ver, imaginar, sequer desejar uma alternativa ao capitalismo galopante e à economia de mercado!? Do que é que o meu amigo se queixa!? O comunismo está morto, o socialismo está morto, a esquerda está morta, a utopia ou está morta, ou no caso da neoliberal está realizada ou em vias de realização. Dê-nos ao menos o direito de existir. Custa assim tanto!? Afinal tem o mundo todo para si!
E fico a saber que o Afonso Henriques abomina todas e todos aqueles que se opõem ao sistema dominante, pois é só e apenas isso que a palavra “extrema” significa, se isto não é radicalismo e extremismo, então não sei o que seja!
Afixado por: jctp em setembro 19, 2004 01:26 PMCerto Daniel, as ordens eram tão úteis tão úteis que se calhar acabaram por ficar
Afixado por: Real em setembro 19, 2004 06:21 PM
Daniel,
coloco-te directamente a mesma questão que coloquei à discussão no Afixe: consideras que o 25 de Abril teria sido possível se as Forças Armadas Portuguesas se encontrassem então reduzidas - como será daqui para o futuro -a um mero destacamento pretoriano de tropas profissionais? Sinceramente, estou convencido de que tal seria impossível.
Daniel, far-me-ás o favor de explicar porque és "anti-marcha anti-touradas"?
Estou com uma curiosidade enorme em conhecer os teus argumentos.
Abraço.
Caro jctp,
O pedido que fazes de deixar os extremos à vontade , é muito arriscado.
Repara o que aconteceu ontem na Alemanha ( antiga de leste ou comunista ) , um partido nazi e um outro de extrema esquerda tiveram votações significativas, muito maiores do que o esperado . Há muito se sabe que quem semeia ventos colhe tempestades...este partido nazi é o principio de mais um furacão????
Por mais que te custe os extremos minam permanentemente o trabalho do mainstream.
Minar e destruir é fácil, construir é que é difícil.
Eu não gosto do salazar ou do manuel monteiro como não gosto do cunhal ou do louça. Mas atenção, a extrema esquerda em Portugal tem muito mais pujança que a extrema direita daí que precisa de muito mais vigilância. E a melhor maneira de a controlar é o continuo desmascarar . É um trabalho sistemático.
Vejo N gente de esquerda e de direita que abominam os USA , o expoente da economia de mercado e de democracia.
Mas eu vejo cada exemplo nos USA que me deixam de boca aberta e não os vejo nem por sombras em mais parte nenhuma do mundo.
Falo por exemplo do caso daquela empresa financeira que "desapareceu " nas torres gémeas de Nova Iorque.
Eram 700 empregados que morreram e deixaram 700 famílias desamparadas.
Felizmente o Ceo daquela empresa naquele dia , como era o primeiro dia de aulas foi levar o filho a escola e atrasou-se....
Pois ele, graças ao seu espírito de profunda solidariedade e vontade de fazer coisas, conseguiu refazer a empresa e distribui todos os anos 25 % dos lucros pelas 700 famílias dos seus antigos empregados.
Falo do sonho americano, falo de iniciativa , falo de espírito positivo , cometido e sério.
Falo de um exemplo de uma empresa que viveu primeiro lançada pelo Sr. Cantor Fitzgerald ( lá não se usa esta caipirice de tratar as pessoas por doutor!! Doutor para mim só os médicos !! ), e que depois da sua morte, aquela empresa ( tal era o seu prestígio )transforma-se numa instituição , vive por si própria.
No 11 de Setembro 2001 foi totalmente destruída com a excepção do seu líder , hoje está outra vez de pé mais pujante do que nunca , e dá 25 % dos seus lucros às famílias dos seus antigos colaboradores.
Onde se vê no resto do mundo semelhante exemplo de solidariedade ,???
Porque é que nos USA não há esquerda ?? É… lá ela não pega !! não liga com sonhos !!
Afixado por: Afonso Henriques em setembro 20, 2004 11:38 AMA minha experiência, mostrou-me que no meio dos tipos inúteis (a que o Daniel se refere) existem também militares conscientes da sua função de serviço; sabem que os tempos mudaram e que as necessidades de Portugal em termos militares são diferentes. Após 18 meses de tropa, fiquei a admirar estes gajos, tal como fiquei com pó aos gajos inuteis.
Para algumas pessoas a tropa é um "empata vidas": tipos casados, tipos que eram amparo de família.
Para outros, era uma oportunidade para arrebitar as orelhas ou para as baixar.
Hoje acredito que toda a gente deve ir à tropa; o importante é ir lá e aprender as VERDADEIRAS razões pelas quais não se deve gostar da tropa.
Destesta va
Estive lá e não gostei de todos, mas lá conheci o verdadeiro significado de amizade.
Mas fico feliz por nao ter que sujeitar o meu filho e isso.
Afixado por: euqrop em setembro 20, 2004 02:42 PMAcerca desta matéria, assim escrevi a semana passada:
"Tenho dúvidas, tenho sérias dúvidas que Portugal beneficie com o fim do Serviço Militar Obrigatório [SMO]. Não falo em termos de custos, como é evidente. Falo em termos de futuro.
Neste momento, é natural que os voluntários sejam em número suficiente: a crise ainda se reflecte, está difícil arranjar emprego, o abandono escolar é alto. Neste momento até é possível que seja financeiramente interessante terminar com o SMO: são menos despesas, menos custos.
Uma coisa é certa: como funcionava o SMO, não dava para continuar. Era um incómodo; não era remunerado; acabava por se tornar num atraso de vida. Aliás, pela nossa história militar, principalmente a mais recente, o SMO nunca foi algo em que houvesse grande investimento ou preocupação. Pelo contrário: foi sempre, mais ou menos, desprezado.
Acredito que nos dias de hoje, a defesa de um SMO seja anacrónica. Mesmo de um SMO que se integrasse nos direitos e deveres de cidadania, que fizesse parte dos laços que se criam entre o individuo e a sociedade, entre o cidadão e a nação. Mas mesmo assim, preocupa-me que os nossos militares sejam apenas profissionais, que se perca a ligação entre as Forças Armadas e a sociedade civil [aqui sim, deve-se falar de sociedade civil, e não no âmbito da política ou da linguagem partidária].
Oxalá, a história futura [conceito sui generis, bem sei] não traga motivos graves de reflexão."
Daí que compreenda a opinião de Daniel Oliveira, mas não é por isso que a separação entre as Forças Armadas e a sociedade deixa de preocupar. Como sempre, é mais fácil acabar, abolir, do que reformular. A questão é se é mais seguro.
Afixado por: J. Mário Teixeira em setembro 20, 2004 03:03 PMHá uma d.urraca que escreve aqui em cima que Orwell era trotskista ! eheheheheh
Ele combateu em espanha pelo Franco e era trotskista !! ehehehehe.
Esta d.urraca não é verdadeira !! É bastarda...
Afixado por: Nuvem Negra em setembro 20, 2004 03:03 PMBom, há limites para tudo! Dizer que Eric Arthur Blair combateu em Espanha pelo Franco, seria para rir se não fosse para chorar! Parece provar-se que muitos do que o citam abundantemente, ou fingem citar, afinal não conhecem nem o homem nem a obra.
Afixado por: jctp em setembro 20, 2004 03:27 PMErrata: Para não me atacarem pelos erros, onde se lê: "Parece provar-se que muitos do que o citam abundantemente", deve ler-se: "Parece provar-se que muitos dos que o citam abundantemente"
Afonso Henriques: deixe-se de baboseiras sobre os EEUU. O que quase toda a gente aqui critica no Império é o seu militarismo criminoso, o seu desprezo pelo direito internacional, que ameça arrastar o mundo para o holocausto. Não o liberalismo, a economia de mercado, o capitalismo ! A não ser alguns (poucos) náufragos do marxismo...
Mas o liberalismo chegou aos EEUU da Europa, da nossa Europa, onde nasceu ! E exemplos de espírito empreendedor há em maior quantidade na Europa ! Você falou da empresa com 700 mortos no 11/9... Pois eu falo-lhe de um país, a Alemanha, que teve não 700, mas 7 milhões de mortos na II Guerra, que ficou TODA arrasada (não apenas duas torres) e que hoje já é a locomotiva da Europa...
Como vê, se você fosse patriota, e não um deslumbrado, não precisava de sair da Europa, para encontar motivos de admiração...
Afixado por: saladino em setembro 20, 2004 03:51 PM
Sobre o SMO: queixam-se alguns que este era "chato". Talvez, se foram cozinheiros, condutores, escriturários ou mesmo juristas na tropa. Não são ocupações estritamente militares e poderão ser eventualmente "chatas". Deviam ser deixadas para civis ou para mulheres militares (há FA's em que assim acontece, reservando os homens para o combate).
Eu fui voluntário nos Rangers (Operações Especiais) de Lamego e não tive um segundo de aborrecimento. Bem pelo contrário ! E considero que as novas gerações vão ter um handicap intolerável ao ficarem privadas da possibilidade de terem uma experiência como eu tive... Anda tudo amaricado, é o que é. Uma chatice...
Afixado por: Saladino em setembro 20, 2004 04:01 PM
Sobre o SMO: queixam-se alguns que este era "chato". Talvez, se foram cozinheiros, condutores, escriturários ou mesmo juristas na tropa. Não são ocupações estritamente militares e poderão ser eventualmente "chatas". Deviam ser deixadas para civis ou para mulheres militares (há FA's em que assim acontece, reservando os homens para o combate).
Eu fui voluntário nos Rangers (Operações Especiais) de Lamego e não tive um segundo de aborrecimento. Bem pelo contrário ! E considero que as novas gerações vão ter um handicap intolerável ao ficarem privadas da possibilidade de terem uma experiência como eu tive... Anda tudo amaricado, é o que é. Uma chatice...
Afixado por: Saladino em setembro 20, 2004 04:02 PM
Sobre o SMO: queixam-se alguns que este era "chato". Talvez, se foram cozinheiros, condutores, escriturários ou mesmo juristas na tropa. Não são ocupações estritamente militares e poderão ser eventualmente "chatas". Deviam ser deixadas para civis ou para mulheres militares (há FA's em que assim acontece, reservando os homens para o combate).
Eu fui voluntário nos Rangers (Operações Especiais) de Lamego e não tive um segundo de aborrecimento. Bem pelo contrário ! E considero que as novas gerações vão ter um handicap intolerável ao ficarem privadas da possibilidade de terem uma experiência como eu tive... Anda tudo amaricado, é o que é. Uma chatice...
Afixado por: Saladino em setembro 20, 2004 04:02 PMSenhores: perdoem-me o teor levemente insultuoso mas civilizado das minhas palavras, mas só para dizer que fiquei um bocado pró horrorizado depois de ler o comentário do Afonso Henriques. Ó jovem: falta-lhe, por certo, um parafuso. Pior fiquei depois de visitar o seu site: essa cabeça deve ser cá uma confusão! Permita-me um único conselho: treine essa gramática. Para isso ainda deve ir a tempo. Há professores excelentes e ainda por cima a necessitar de trabalho.
Daniel: corte á vontade. Corte. Corte.