Listas de professores vão ser feitas à mão.
Publicado por ruitavares em | TrackBackPena é que vão rolar as cabeças erradas na Compta. O Chaby deve estar pra ter um enfarte ...
UM OUTRO MUNDO É POSSÍVEL!
Em meados de Julho, ia numa estrada rural quando os meus companheiros de viagem resolveram fazer uma paragem. Uns foram ao WC, outros até ao balcão do pequeno bar de serviço e um mais curioso subiu um pequeno morro para apreciar a paisagem, e às tantas começou a chamar-nos.
Intrigado – porque a paisagem não era nada de especial, umas tantas árvores, um “barracão” com telhado de zinco de duas águas à frente do qual uma “velhota” varria o chão de terra batida – aproximei-me.
Quando lá cheguei já o meu amigo falava com a senhora. Naquela paisagem de nada, o tal “barracão” era uma escola rural e a senhora era a professora primária, que apesar de estar de férias, ia lá à escola todos os dias regar as plantas e manter o local asseado.
Tinha 13 alunos – o máximo de alunos por professor até ao novo ano em qualquer escola são 15, explicou-nos. Ali, naquela escola só se lecciona até ao quarto ano e a professora acompanha-os nesses quatros primeiros anos de escolaridade.
Convidou-nos a ver a escola: tinha uma salinha com mesas e cadeiras pequenas, quadro de ardósia, mapas, biblioteca, o normal em qualquer escola primária da nossa infância. Tinha outra salinha, com dois computadores com ligação à Internet, duas impressoras, um televisor e um vídeo, mais as mesas e cadeirinhas baixinhas. Isto no meio do campo e era o equipamento mínimo obrigatório de qualquer escola primária em qualquer canto do país. Reparámos, quando saímos, que de facto, no telhado lá estava a antena de TV e no “jardim” o busto do José Marti, o teórico da libertação nacional e que é um “must” à frente de todas as escolas.
Explicou-nos a senhora que naquele país há 14 províncias, que cada província tem o seu complexo universitário, e que no país há 14 complexos universitários e 14 complexos de ensino das ciências da saúde – medicina, enfermagem, etc. E que os cursos dos 14 complexos universitários são variadíssimos, mas que cada aluno de qualquer parte do país, se na sua província não tiver o curso que quer seguir, vai a custas do Estado estudar para o sítio onde há esse curso.
Explicou-nos ainda que o Estado fornece os livros, os cadernos, os lápis, as esferográficas. Mostrou-nos os livros já preparados para o início das aulas. Velhinhos de tanto uso mas sem folhas rasgadas ou escritas. Desde a 1ª classe é explicado aos alunos o respeito que devem ter por eles para poderem passar aos que vierem a seguir. Este é o segredo para o Estado poder “emprestar” os livros da 1ª classe da primária ao final do curso universitário. A excepção são os livros dos cursos de medicina – aí os livros são dos alunos porque vão precisar deles na sua vida profissional.
Ouvimos lá entretanto na Televisão que o Governo tinha celebrado um protocolo com o Governo do México para receber no início do ano lectivo 300 alunos mexicanos para cursos de medicina, à semelhança doutros protocolos celebrados em anos anteriores com outros Governos da região.
Quando cá cheguei li num jornal que num relatório da UNICEF, esse país, juntamente com a Dinamarca, eram os que tinham a menor relação professor/aluno de todo o mundo. Esse país é Cuba onde apesar do Ivan não consta que as aulas começaram atrasadas e muito menos por não ter colocado os professores.
Rídiculo...é um espanto.A emprensa de Couto dos Santos afinal está na falência.E o problema foi técnico...?Mais uma derrota do nosso 1ºMinistro,nosso?Foram os incêndios,os acidentes de viação e agora a abertura das aulas...Venham daí os comentaristas da direita mentecapta.E agora?A tecnologia moderna substítuida pelo trabalho manual medieval,eheheheheheheheh!!!!!!! Viva o Homem-Máquina!!!!!!!!!!!!!!!!
Afixado por: Joao em setembro 21, 2004 10:29 PMA lista de prof. foi escondida por terroristas suicidas, como moeda de troca pedem a cabeça da ministra da educação.
Afixado por: Chinelo de trazer por casa em setembro 21, 2004 10:54 PMFace à ineficácia do sistema informático até me parece a melhor solução possível... e depois a ministra deve-se demitir.
A verdade é que deveria ser o ministro anterior a assumir as responsabilidades pelas opções tomadas sem que tenham sido devidamente preparadas. Mas a fuga do Durão e o conceito de estabilidade de Sampaio (isto aliás anda muito estável) fizeram com que a responsável actual até não seja a principal responsável.
Afixado por: Pedro Farinha em setembro 21, 2004 11:12 PMCambada de onanistas!
Afixado por: Ouietnon em setembro 21, 2004 11:13 PMFaz jus ao dito célebre que diz que no mundo inteiro os computadores têm memória, mas em Portugal têm apenas uma leve ideia
Afixado por: GIN em setembro 21, 2004 11:21 PMSerá incompetência? Ou coragem política? Ainda não sei...
Afixado por: Nonio em setembro 21, 2004 11:25 PMSerá incompetência? Ou coragem política? Ainda não sei... http://nonioblog.blogspot.com/
Afixado por: Nonio em setembro 21, 2004 11:26 PMSerá incompetência? Ou coragem política? Ainda não sei... http://nonioblog.blogspot.com/
Afixado por: Nonio em setembro 21, 2004 11:26 PMDepois do orgasmo mais rápido da net (as listas vieram mas foram-se logo) vai começar o trabalho manual. Nem digo como isso se chama. LOLOLOL
Ah, também vai começar, pela 1ª vez, no 9º ano, uma disciplina chamada Tecnologias da Informação e da Comunicação. Acho que vai ser tudo feito à mão porque muitas escolas não foram equipadas e nem foram colocados os professores dessa área.
...bode expiatório precisa-se !
...dão-se alvíssaras a quem encontrar competentes...
(possiveis anuncios do ME no proximo expresso...
ou então nas páginas de publicidade...
Já reparou que o meu governo está cada vez mais trapalhão ?!?
Se eram para serem feitas à mão, deveriam ter dito! Aliás, quem deve estar contente deve ser a maluca do Portas! Tanto professor para ser "tratado à mão"!!! melhor, melhor seria ele tratar dos professores de boca! eu explico: chamava um a um e lá lhe dizia, ora de mão ora de boca! Uma festa!!! As professora, bem... as professoras seriam postas a 12 milhas! Não sei porquê, mas ele lá arranjará uma 546ª conferência de imprensa, para explicar que não volta a falar do assunto encerrado! Porque é que neste reinado as mulheres são todas feias como as casas?! hem?! Lembro-me da ferreira leite, tou a ver esta da educação! Querem fazer de nós eunucos! Tá mesmo a dizer "olhem para mim, até comprei uma cremalheira nova"! Tola!
Mudando de assunto... e qual era? colocar professores à mão! pois... É pena que os professores estejam a assumir isto, como de um rebalho de cabras se tratasse. 50 000 professores ou 10 000 no Terreiro do Paço, não seria suficiente para mudar qualquer coisa? Nem numa reunião de professores dentro de uma escola eles se entendem quanto mais a nível nacional! Até aposto que 50% dos manifestantes que foram a Lisboa no dia 16, estavam a passear no Parque das Nações ou algures entre a loja 34 e 78 do El corte Espanhol! enfim... são as heranças pós 25 de abril, o povo saíu todo à rua nesse dia, que se fartou de lá estar. A ver vamos... o que importa é que apartir de agora se faça tudo à mão, que circule o escudo novamente, que se cante o hino sempre que se veja o Sampaio a assobiar para o ar quando hà crise e que o povo se distraia com qualquer coisa! A bem da nação.
Afixado por: Braga em setembro 21, 2004 11:58 PMRecebi por mail...e diz assim..."A propósito da genialidade de Eça de Queirós, da inesquecível beleza da sua escrita, e, já agora do facto de a cada passo, se falar da situação do novo Governo, relembro uma frase que Eça põe na voz de um deputado da Nação em plena Assembleia (cito de memória):
"Este governo não cairá porque não é um edifício, sairá com benzina porque é uma nódoa".
As listas dos professores vão passar a ser feitas à mão.
Até agora eram feitas com os pés...
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Saiba tudo sobre o projecto «Testicles On Waves », liderado por Zézé Camarinha, no CARICAS.
http://ocaricas.blogspot.com/
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AGORA SIM! A velha brigada de controleiros sindicais vai mostrar como é que se colocam os professores certos nos lugares certos! A esta hora muitos horários supervenientes estão a ser guardados nas gavetas, muitos presidentes dos conselhos executivos esfregam as mãos... Tudo como dantes,ou antes, muito pior: A educação em Portugal está a saque! É fartar vilanagem!
Afixado por: KafkaTuga em setembro 22, 2004 12:10 AME demoraram 2 meses para chegar a essa brilhante decisão!
Cambada de inúteis!
VIVA O CDS/PP-PPD/PSD!! VIVAAAA!!!
estas merdas todas são só pa distrair...
Afixado por: AJJ em setembro 22, 2004 01:29 AMAJJ
ganha mas é juízo.
já viste quanto é que a Compta vai receber de indemnização pela rescisão do contrato?
Afixado por: p em setembro 22, 2004 01:41 AMAlguém anda a fazer pouco de nós!
Se afinal se consegue colocar manualmente 50 mil professores numa semana, porque raio se gastaram milhões em sistemas informáticos que demoram 4 meses a fazer o mesmo?
E, se é assim, porque não saem as listas de colocação dos professores logo em princípios de Junho, já que os concursos são em Maio?
Há necessidade de se perderem, pelos vistos por capricho ou estupidez, 4 meses - de Maio a Setembro - quando os professores afinal podiam saber logo em Junho para onde irão ser colocados no ano seguinte ?
Andam ou não a fazer pouco da gente?
Para o Luís Simões:
Sabes que muitos médicos cubanos depois de sairem do hospital vão guiar táxis para completarem um seu miserável salário?
Olha procura por aí um blog que se denomina : cegos, surdos e mudos. É que eles para além de procurarem camaradas cegos, surdos e mudos estão a precisar de parvos.
Antes com a mão do que com o pé....
Afixado por: Mabor em setembro 22, 2004 09:53 AMSe é possível, em 10 dias de trabalho, colocar todos os professores à mão, porque é que contrataram uma empresa para fazer o trabalho informaticamente em muitos meses?
Não seria mais fácil, mais rápido, mais eficiente, terem desde o princípio feito todo o trabalho à mão?
Em física, sempre que um trabalho pode ser feito à mão, por métodos analíticos, faz-se, quanto mais não seja para verificar e compreender os resultados numéricos obtidos pelo computador. Nunca se deixa de fazer um trabalho à mão lá porque ele pode ser feito pelo computador. Os dois métodos complementam-se e esclarecem-se mutuamente.
Afixado por: Luís Lavoura em setembro 22, 2004 09:58 AMLuis Lavoura,
Tás a pôr o dedo na ferida!
:-O
Espero que depois de apuradas as "responsabilidades politicas" sejam apuradas as responsabilidades técnicas no Ministério (a culpa não é só da Compta!).
A imagem de caos resultante deste processo mancha profundamente muitos funcionários públicos que são profissionais e dedicados. Os funcionários incompetentes devem ser identificados e punidos.
Afixado por: Marco em setembro 22, 2004 11:11 AMComo escrevi aqui...
Se o processamento vai ser feito "à mão" para 50.000 professores, então verifica-se uma de três situações:
a) qualquer programador competente consegue em um ou dois dias fazer um programa que execute automaticamente aquilo que agora vai ser feito manualmente ou
b) esse processamento manual implica "interpretações" caso a caso de uma lei que estará eventualmente mal feita (e que portanto não permitirá extrair um conjunto inequívoco de regras de colocação susceptível de ser traduzido fielmente em software) ou
c) as regras a utilizar serão uma "versão simplificada" das que estão previstas na lei, que portanto não seria integralmente cumprida.
É _muito_ importante perceber o que se passa, afinal.
Concordando com o comentário do Tiago Azevedo Fernandes, faço notar que, a verificarem-se os casos b) ou c) por ele previstos, então o resultado do processo de colocação de professores "a mão" será inevitavelmente alvo de impugnação por parte dos professores preteridos e/ou dos sindicatos, o que pode ser muito chato - especialmente para o cidadão contribuinte, como eu, que é quem paga toda esta incompetência e má gestão.
Afixado por: Luís Lavoura em setembro 22, 2004 11:36 AMCaro Tiago Fernandes,
por coincidência já no meu BLOG eu enumerava exactamente as hipóteses que aqui coloca, fazendo um link ao seu 1º post sobre o assunto.
Tendo havido da sua parte, toda aquela experiencia de colocação de professores em anos anteriores, acho que deveria tornar pública a estória (uma carta para os jornais diários), para desmistificar as dificuldades que são colocadas neste concurso e ajudar ao apuramento de responsabilidades.
Este processo foi boicotado internamente, para poderem voltar às colocações manuais. Era muito poder que estava a "fugir" à mafia interna.
Afixado por: Carlos em setembro 22, 2004 12:20 PM"especialmente para o cidadão contribuinte"?! Eu acho que é especialmente chato é para os professores. De resto, cidadãos contribuintes somos todos (uns mais do que os outros), incluíndo os professores, que são igualmente pais, mães, tios, etc, etc.
Afixado por: antonio em setembro 22, 2004 12:22 PMQuem, para além da ministra da educação, é que disse que as colocações, feitas manualmente, estarão prontas numa semana?
A ministra não é propriamente de confiança quanto a prazos!....
Relembro que, antes da informatização total (privada) do processo dos concursos, as funcionárias que durante décadas os processaram manualmente foram reformadas ou "despachadas" para outos serviços ou mesmo escolas.
Quem vai processar manualmente os dados?
Que garantias existem concretamente para que o novo prazo, 30 de setembro, seja possível ou exequível?
Com a responsável máxima (directora geral dos recursos humanos da educação) de baixa quem vai assegurar o controlo?
Por outro lado, talvez por isso mesmo existam mais condições....
Só um pequeno esclarecimento técnico, que não pretende defender nem o Ministério, nem a Compta.
A questão não se trata de saber se, e porquê, o trabalho pode ser feito à mão e é finalmente feito pela informática, com maior custo e mais tempo.
É verdade que a programação duma actividade de gestão pode demorar muito mais tempo do que fazer uma vez à mão. Ela deve contudo vantajosamente ser feita automaticamente quando existe repetitividade da tarefa, como é o caso da colocação dos professores.
Em resumo, no primeiro ano, pode demorar meses em vez de semanas, mas nos anos seguintes, em vez de semanas demora apenas algumas horas.
O problema é que neste caso, por incompetência, desinteresse ou, pura e simplesmente, é para o Estado!... temos tempo!, em vez de alguns meses para programar, foi preciso mais de um ano, e finalmente não funcionou.
O estado tem 800.000 funcionarios publicos , e mesmo assim não consegue abrir as aulas a tempo.
Contratem-se mais 800.000 para acabar com os problemas
Carlos, o seu comentário, especialmente no último parágrafo, contém acusações muito graves aos funcionários do ministério. Apercebeu-se disso? Tem provas concretas do que está a dizer, ou isso é só um feeling?
Afixado por: antonio em setembro 22, 2004 02:21 PMCitando o poeta Melo e Castro (não me lembro se na obra "Caralhíadas"): "quem máquina não tem, à mão se vem".
Afixado por: balzaquianas atentas em setembro 22, 2004 02:29 PMCitando o poeta Melo e Castro (não me lembro se na obra "Caralhíadas"): "quem máquina não tem, à mão se vem".
Afixado por: balzaquianas atentas em setembro 22, 2004 02:29 PM
COMO A VERDADE DÓI...não é “moinho de palavras”? A sua resposta é a melhor confirmação da verdade do que escrevi. Pois...
Resta-me pedir-lhe que me esclareça f.f., como é que médicos que têm salários miseráveis conseguem comprar táxis. È que, em Cuba quem tiver carro pode registá-lo como táxi, - e trabalhar como taxista, pagando o imposto respectivo, of course – mas em Cuba não há empresas privadas de exploração de taxistas. Isto é, o próprio taxista pode trabalhar como tal mas não pode empregar outros.
Explique-me pois, f.f., como é que médicos com salários miseráveis podem comprar carros?