Vale a pena ler a entrevista de David Justino ao “Expresso”. A prova de que a vergonha na cara é, cada vez mais, um bem escasso. Sabemos que nunca mandou no Ministério e que, mesmo assim, nunca se quis demitir.
Publicado por danieloliveira em | TrackBackAs tristes notícias nascem a uma velocidade vertiginosa.
Tantas e tão más. E ainda faltam 2 anos.
As maçãs podres podem aparecer em qualquer cesto.
Afixado por: Carlos em setembro 27, 2004 02:08 PMPelo que vi ontem na RTP2, a atitude do David Justino em Maio pareceu-me de uma sensatez não muito comum em Portugal.
Em vez de começar a cortar cabeças a torto e a direito decidiu concentrar-se em resolver os problemas. É que quer os responsaveis do projecto do lado do governo quer do lado da compta já tinham um conhecimento minimo do problema e assim já não tinham de começar do zero para o resolver.
Pelo contrário, se o ministro em Maio tivesse despedido secretários de estado, directores gerais, a Compta e a ele próprio aconteceriam duas coisas:
-perder-se-ia tempo num novo concurso para selecção de uma nova empresa de informática
-perder-se-ia tempo para os intervenientes (quer do gover quer do fornecedor externo) aprenderem as subtilezas do problema.
Em suma, quando chegassemos a Setembeo não teriamos nada... muito menos do que temos na situação actual.
Por isso é que eu acho que estas bocas foleiras de "cortar cabeças" e "achar os responsáveis" é um bocadinho idiota e demagógica. O ministro em Maio concentrou-se na resolução de um problema: a colocação dos professores. A decapitação dos responsaveis é um problema secundário.
Penso que toda a gente, até as simples mentes barnabeticas, entende isto.
Afixado por: Rui Silva em setembro 27, 2004 02:11 PMEu acho lamentavel a forma como pessoas serias e capazes passam pela frente das pessoas, e ninguem repara. E depois queixam-se que os politicos sao o que sao... O ex-ministro veio pedir desculpa (nao percebo a acusacao de falta de vergonha), e veio explicar o que, do ponto de vista dele, correu mal (pratica rara nos dias de hoje).
Do que estavam a espera do comportamento de uma pessoa seria? Que se tivesse demitido a meio do processo (como se demitiu Guterres, por exemplo)? Depois nao o acusariam de fugir??
Ainda acreditam no pai natal, em que basta murros na mesa (mandar no ministerio) para resolver os problemas (depois na acusariam de autoritarismo?)
As vezes parece que quem esteve os posts, ou nao pensa no que escreve, ou nao tem dois dedos de testa para pensar! Mas faço a justica de nao acreditar em nenhuma destas duas possibilidades: acho que e' puro bota-abaixismo, na boa tradicao anarquica do bloco de esqueda... sao assim os partidos que temos...
ora vejam isto:
http://terrasdonunca.blogspot.com/2004/09/mudar_26.html
e isto:
http://terrasdonunca.blogspot.com/2004/09/david-o-refm.html
não andam a brincar aos países?
ou é aos politicos?
ou é aos reformados?
ou às escolinhas?
ou é às empresas?
diz pá í esse rui silva (deve ser funcionário da Compta)que o ministro anda desde maio a colocar professores. tá-se a ver...
Só lhe pergunto é quanto custa a prestação de serviços à Compta? e por quantos anos foi assinado o contrato?
coitadinhos somos todos nós que pagamos balúrdios de impostos por mês para alimentar essa canalhiçe de directores gerais e afins que nada fazem e são premiados com idas para a CGD.
P q P
Riu Silva,
Você está a brincar, não está? Ao contrário do que diz, o Justino não "decidiu concentrar-se em resolver os problemas" em Maio, decidiu transpô-los para o início do ano lectivo. Foi esse o preço da sua inacção, o ano lectivo completamente comprometido.
P, tu deves trabalhar para o Bloco de Esquerda. Pelas tuas pelavras acho que é possivel deduzir isso...
Pedro Sales,
O que é que tu sabes acerca de desenvolvimento de software? A resolução destes problemas demora tempo e o tempo que demorou foi todo o Verão. Se se tivesse procedido à decapitação do ministério e à substituição da empresa fornecedora de serviços estariamos neste momento muito mais atrasados. Se calhar nem em Dezembro os professores seriam colocados.
Isto tem muito pouco a ver com politica e tudo a ver com o mais elementar bom senso. É óbvio que a coisa correu mal mas quando as coisas correm mal a solução não é matar os responsaveis é fazer os possiveis para resolver os problemas.
Se a resolução do problema passar pelo despedimento das pessoas (nunca passa) então despeçam-se as pessoas. Mas parece-me que este não era o caso.
Afixado por: Rui Silva em setembro 27, 2004 02:53 PMRui Silva devolvo-te a pergunta o que percebes tu de desenvolvimento de software?
Um verão inteiro 3 meses, 91 dias para resolver um erro... diz-me em que empresa trabalhas para nunca te contratar... se a um cliente meu (privado) ao fim de 3 meses, lhe fosse apresentado um resultado como o que todos vimos, uma coisa podes ter a certeza não me seriam pagos 987.325,00 mais provável é que fosse eu a pagar.
Mas tu é que percebes de desenvolvimento!
Já agora, antes que percas tempo a dizê-lo não sou do BE. Ao contrário de ti, não gosto é que me mandem areia prós olhos!
Rui Silva,
Não percebo nada de desenvolvimento de software, nem isso importa neste caso. O que se sabe é que, desde setembro de 2003, com o famoso "apagão" do sistema de colocação do ano transacto, que o Ministério não acertava uma em termos informáticos. E o que sei, e é pouco, é que nunca se avança para uma solução desta dimensão sem a ter testado anteriormente num ambiente mais reduzido e sem ter uma solução de contingência. Um problema de software nunca pode ser o responsável pela sério comprometimento do ano lectivo de centenas de milhares de alunos. O responsável é quem tutela a pasta e o govern, que são quem presta contas perante os portugueses, e não uma qualquer empresa informática - a compta ou qualquer outra.
Foi David Justino, e mais ninguém, quem concebeu um sistema tão complexo que até agora ninguém consegiu pôr a funcionar informaticamente - se é que é possível. E o que sei, pelo que ouvi do director informático da SIC e o da revista Bit,é que este problema só pode ser resolvido decompondo-o em pequenos grupos de variáveis. Nunca com um sistema nacional que tem que analisar a situação profissional de milhares de professores ,do pré-escolar ao secundário, e conjugar as suas preferências com as vagas existentes - que, por isso mesmo, são dinâmicas.
O problema em causa, conhecido como o do "caixeiro viajante", não tem solução conhecida a partir de 7 variáveis. Ora, o que sei de informática ainda é o suficiente para saber que sem algoritmo não há programa. Logo...
Porque continuam a atacar o ex-ministro David Justino?
Primeiro, essa é a táctica da actual equipa governativa, atirar as culpas para o anterior ministro.
Segundo, o David Justino exige uma comissão de inquérito parlamentar, não é isso que a esquerda pretende também?
Por que razão atacá-lo e não mostrar, usando-o também, que os actuais dirigentes querem esconder algo?
Terceiro, os principais erros foram, como foi dito, não haver um plano de contingência de substituição e mais grave ainda tentar-se iludir as pessoas não adiando, desde logo, o início das actividades lectivas.
Estes pontos são os grandes problemas prementes e são da responsabilidade da actual equipa ministerial.
Volto a referir o que já disse em post's anteriores. este modelo de concursos é aceite por todos os professores como o melhor até à data.
Todos os sindicatos o afirmaram e é a ideia comum entre os professores, não nos esqueçamos que é um diploma de contratação de docentes, talvez seja boa ideia saber o qque eles pensam...
Portanto, o que está aqui em causa é como implementar esse modelo sem erros e não mudar-se para um modelo de contratação que agrada a dois ou três, isto só porque surgiram falhas na aplicação do programa, pretendem atirar soluções que não são apoiadas pelos professores.
Quanto a impossíveis informáticos parece-me um argumento completamente "coxo". Existem programas com muitos mais variáveis do que as necessárias para a colocação de professores. Deixem de pensar pequeno.
Afixado por: Pedro Vitória em setembro 27, 2004 04:40 PMTexto retirado do forum do jornal Expresso:"Trata-se da Compta, cujo presidente é o meu amigo Vitor Magalhães,pelo que sei o que se passa.Em primeiro lugar o Vitor é padrinho dofilho mais velho do Bagão Felix.Em segundo lugar, o anterior ministroencomendou o programa e testou-o, tendo verificado que funcionavamuito bem.Em terceiro lugar, a nova ministra resolveu mudar a matrizinicial 3 dias antes do arranque do concurso, sabem o que ela quisalterar? Criou um código especial, que desde o momento que fosseanexado a um professor, automáticamente ser-lhe-ia atribuida a escolada 1ª preferência. Um espécie de cunha informática, percebem? Só que aalteração à última hora deu cabo do algorritmo central e bye,byeprograma.Os comentadores deste forúm apelaram para que eu dissesse algo maisacerca da negociata Compta/PSDPP, mas pouco mais se pode acrescentar,excepto:- Verifiquem as colocações da Escola EB 2+3 da Murtosa.-Verifiquem as colocações da Escola Secundária Rodrigues de Freitas noPorto.- Verifiquem as colocações na escola Renato Amorim em Setubal.Ouentão, verifiquem os pagamento no valor de 325.652,00 à Compta em Maiode 2004, mais um pagamento de 658.321,00 em Julho de 2004, e maisaberrante ainda, o pagamento da última tranche do contrato dedesenvolvimento de 987.325,00 no dia 20 (VINTE) de Setembro de 2004.Mais informo que o contrato de assitência no valor de 250.000,00 eurosanuais tem a duração de 15 anos.Para terminar, informo V. Exªs que oDavid Justino tem uma participação de 30 por cento na Compta atravésda holding 'International financial investiments PLC' com sede nasilhas Cayman."grande baralhada...Bela República das Bananas em que vivemos.
Afixado por: Idiota Lusitano em setembro 27, 2004 09:07 PM