Na verdade, Bush esteve tão mal que nem a parte dos comentários informais lhe saiu a direito. À blogosfera americana [aqui e aqui, nomeadamente] não escapou o simbolismo do seu comentário bem-humorado acerca das filhas:
"É, tenho de lhes arranjar uma coleira."Publicado por ruitavares em | TrackBack
Eu achei terrível quando o Bush pestanejou. E o pior foi quando levantou a mão esquerda. Mas mau mesmo foi quando franziu o sobrolho.
Eu adorei o Kerry quando fez aquelas covinhas. E o melhor foi quando levantou a mão direita. Mas bom mesmo foi quando fez cara séria.
Parabéns à análise do rui tavares Barnabé: sempre tão incisiva, sempre tão única, sempre tão diferente... Como só diferente sabe ser o Barnabé! Viva o Barnabé!
Afixado por: jacinto correia em outubro 1, 2004 01:43 PMjacinto... não faz beicinho, tá? queriducho.
Afixado por: rui tavares em outubro 1, 2004 01:47 PMTá ruizinho... Eu não faço beicinho!
Meu bichaninho inofensivo
oi?
Afixado por: Mabor em outubro 1, 2004 01:57 PMO quê, mais um post profundo e intelectualmente estimulante sobre o debate de ontem?!
Afixado por: Pedro Silva em outubro 1, 2004 02:43 PMAguardemos, como habitualmente, os comentários sempre objectivos de Luís Delgado. Tenhamos calma.
Afixado por: Conde d'Abranhos em outubro 1, 2004 02:55 PM
Assisti esta madrugada ao confronto telivisivo em directo entre Kerry e Bush, e não gostei do que ouvi.
Tanto de uma parte como de outra, não se perspectivam grandes mudanças na posição dos EUA em relação ao mundo.
Apesar de nada de novo e de ter sidoo um confronto bastante morno,Kerry saiu vencedor no seu primeiro 'frente-a frente' com Bush.
Uma das ideias patentes foi de facto esta: Kerry considerou que o seu opositor teve «um colossal erro de julgamento» ao lançar uma guerra no Iraque em vez de perseguir Osama bin Laden.
No entanto nada de novo!
Kerry - 1 : Bush - 0
Mas a meta ainda está longe...
E como se sabe, para ganhar as eleições não é necessário o maior número de votos... bastam as pessoas certas nos ludares certos !!!
JacPac
http:/touro.blogspot.com
Fui um dos portugueses que ficou a pé até às 4 da manhã para não perder pitada do debate. Ainda bem que o fiz. Se me tivesse fiado exclusivamente no que certos pasquins portugueses e rádios piratas escreveram e disseram ainda podia ter ficado com a ideia que Kerry ganhara o debate...
A inconsistência foi a nota dominante do discurso do senador Kerry. Não se pode querer ser o paladino de uma nova lógica de relações multilaterais no quadro da ONU e ao mesmo tempo dizer que quer perseguir e matar os terroristas onde quer que estejam. Não se pode querer agradar ao melindrado povo americano, dizendo que vai transmitir uma mensagem de confiança aos soldados e ao mesmo tempo criticar a invasão do Iraque. Não se pode querer liderar uma nação em guerra e dizer que ela foi feita pelo motivos errados, na hora errada. Não se pode querer liderar uma coligação quando nem se sabe os países que estão no Iraque. Não pode dizer que defende a guerra preemptiva e depois prometer que vai sempre agir no quadro da ONU? Afinal em que é que ficamos senador?
Bush, goste-se ou não do estilo, manteve a sua doutrina, o seu rumo. Ninguém estava à espera de outra coisa e ele deu aos seus eleitores o que tem para dar. Concorde-se ou não com o estilo de Bush, que eu próprio considero algo buçal. Curiosamente não cometeu nenhuma gaffe o que é inédito nele. Bush foi sólido como uma rocha no que disse e no que pensa. Kerry ingenuamente quis estar bem com Deus e o Diabo. Kerry tem estilo e a sua imagem vende bem, mas isso não chega.
Lamento informar os apoiantes europeus de Kerry e opositores de Bush mas a sua opinião não lhes interessa para nada. Eles disputam eleições na América e ainda bem ou seriamos todos súbditos do grande império.
Tive o cuidado de elaborar um bloco de notas ao longo do debate (Sabe Deus com que sono) e eis algumas coisas que os anti-Bush primários não gostam de ouvir.
1ª Pergunta - John Kerry (JK): "I will hunt down and kill the terrorists where ever they are!"
2º Pergunta - JK: "We should have killed Ossama Bin Laden when we had the chance in Tora Bora Mountains!"
3º Pergunta - George Bush (GWB): "You said senator, in 2002 - No one can be commander in chief of our great nation without knowing that Saddam Hussei is a serious threat"
6º Pergunta - JK deixa bem claro que não tem intenção de retirar do Iraque tão cedo, criticando o exercito por só defender o Ministério do Petróleo Iraquiano e não defendendo por exemplo as fronteiras e as fábricas de armamento. Sei que esta vai custar à Ana Gomes e ao prof. António Hespanha, mas Kerry também se está nas tintas para o Museu e Biblioteca deBagdad...
7ª Pergunta - Are man diyng for a mistake in Iraq like you said when you arrived from Vietnam?
JK - NO
(É verdade Barnabé não era proibido usar a palavra Vietnam nas vossas regras para o debate?)
8º Pergunta - GWB lembra e bem que o senador Kerry votou a favor do Patriotic Act, da Intervenção no Iraque e no Afenganistão.
9º Pergunta, JK repetiu "We must hunt down and kill terrorists where ever they are".
11º Pergunta JK "The president always has the right to preemptive war!"
13º Pergunta JK " I will not allow genocides like the ones in Darfur to take place". Nem Bush foi tão longe e só enviou ajuda humanitária.
Acho que o carácter do senador está bem patente. Para quem tinha esperanças nele lamento mas está aqui o motivo porque John Kerry vai perder as eleições. Entre o original e uma cópia foleira os americanos preferem o original.
Ao comité central do Barnabé:
O geraldo sem pavor mostra que é possível analizar em profundidade o primeiro debate Kerry/Bush, e comunicar de maneira apelativa as próprias opiniões.
Sugestão: não há um lugar para ele, aí no vosso comité - se o Geraldo quiser, é claro -? É que o Geraldo sem pavor faz com eficácia - apesar do sono -, aquilo que o Barnabé (rui tavares e daniel oliveira) esboça infantilmente - apesar de se julgar acordado.
Saudações cordiais. Viva o Barnabé!
Coitado do Geraldo Sem Pavor, ter ficado até tarde distorceu-lhe a precepção.... acontece aos mais empenhados no Partido.... olhe vá ler um apanhado da reacção da imprensa na CNN. Claro, há sempre a possibilidade de eles estarem todos cegos, mesmo os apoiantes de Bush.... mas nunca o Geraldo Sem Pavor! Fé até ao fim no Grande Líder!!
Afixado por: viana em outubro 1, 2004 07:15 PMÉ o que dá debates em "inglês" tão "fechado". Dá para milhares de interpretações.
Para variar mais uma piada "fantástica" de bush.
Dizer que tem de arranjar uma coleira às filhas depois das famosas fotos que correram mundo é mesmo de profundo mau gosto.
Afixado por: cachucho em outubro 1, 2004 07:19 PMVamos fazer a vontade ao pequeno:
dar-lhe-emos uma trela para a filha, mas também um açaimo para o pai!
Os difíceis 90 minutos
Esta madrugada realizou-se o primeiro debate entre Bush e Kerry, a única oportunidade que o democrata tem para mostrar do que é capaz. Vai ser um combate interessante? Não. O modelo do debate americano, tão famoso no exterior, é um verdadeiro falhanço em termos de audiências e de confronto político. Por uma razão simples: ao contrário do que acontece na maioria dos países europeus, os debates presidenciais americanos têm regras muito rigorosas, impostas pelos candidatos, e está organizado de uma forma em que o contraditório não se faça directamente entre os candidatos, mas através dos moderadores, e com tempo definido. Faz-se uma pergunta a um, que responde em dois minutos, e o rival tem depois um minuto para rebater.
Para além dessa dificuldade, o facto de se fazerem os debates em lugares públicos, e não em estúdio, como é nossa tradição, significa que cada um pode preencher a plateia com um determinado número de lugares, que serve de «claque» de apoio para as «tiradas» mais controversas. Não sendo nada interessante, é um acontecimento a não perder, em nenhuma circunstância.
Há, ainda, uma parte não visível desse confronto, e que decorre nos bastidores, onde cada um dos candidatos tem dezenas de spin doctors, em contacto com centenas de jornalistas, dando a opinião e formatando o que vai sair nos jornais, em termos noticiosos e de análise. É a parte mais saborosa, mas não acessível.
Diário de Notícias
Sexta-Feira, 1 de Outubro de 2004
Segundo a sondagem da CNN-USA Today, para 48% dos entrevistados Bush é mais simpático que Kerry.
Eu só vi uma pequena parte do debate e curiosamente estava Bush a dizer que temos que continuar esta guerra contra o terrorismo (parece um disco riscado) pois os terroristas são maus, matam as nossas criancinhas...
Só foi pena Kerry não lhe ter perguntado, de seguida, quantas criancinhas foram já mortas pelas tropas americanas no Iraque. Ou quantas criancinhas o amigo Ariel Sharon já matou na Cisjordânia.
Talvez aí o presidente Bush tivesse perdido de vez o seu ar simpático.
Eu sei que não vem a propósito deste post.Mas já que se fala nos EUA e acabo de ler esta notícia, aqui vai:
"Seis pessoas morreram, hoje, no Iraque, na sequência de um bombardeamento do exército americano. Com as vítimas seguiam os dois jornalistas franceses, reféns no Iraque desde Agosto.
Georges Malbrunot e Christian Chesnot seguiam caminho, em direcção à Síria. Não ficaram feridos no ataque.
A informação foi divulgada, em Damasco, pelo deputado francês Didier Julia.
O promotor da mediação privada garante que as tropas americanas instalaram vinte barreiras na estrada de acesso à Síria, a partir do momento em que se soube que os jornalistas iam ser libertados.
Os dois repórteres continuam assim em mãos dos raptores."
Os malditos fusos horários fazem-me estar em estado quase critico.Se existe capacidade de análises elaboradas está ausente depois da noitada de ontem à frente da TV Cabo.
Mas esta notícia não significa que com esta acção armada os Estados Unidos impediram a libertação dos jornalista franceses?
Para quem estiver interessado sugiro um livro que acaba de sair.
Onde está Bin Laden
O Jogo Duplo dos Americanos
Autor Mohamed Sifaoui
Jornalista argelino refugiado em França
Editora Livros do Brasil
Na Fnac custa a volta de 11e