outubro 06, 2004

Emissário

Para quem tinha dúvidas sobre as razões porque saiu Marcelo da TVI, aqui está: «penso que esta saída resulta de pressões inaceitáveis do governo sobre um órgão de comunicação social». Quem o disse foi o porta-voz oficioso de Marcelo Rebelo de Sousa, Marques Mendes.

Publicado por danieloliveira em | TrackBack
Comentários

O Marques Mendes não abre a boca sem pedir licença ao Marcelo. Portanto, é verdade.

Afixado por: Atento em outubro 6, 2004 09:14 PM

É curioso como, durante 4 anos e meio, ao PSD e ao PSL não fez falta o contraditório na "missa dominical"...

Afixado por: Jorge Moniz em outubro 6, 2004 09:22 PM

À medida da conveniência, o Daniel já vai citando com agrado vozes como as de Pacheco Pereira, Marcelo, Marques Mendes...cada vez mais à direita...qualquer dia até Paulo Portas está na boca do Daniel (não literalmente, claro!). Já faltou mais!

Afixado por: Nelson Santos em outubro 6, 2004 09:32 PM

Este Nelson Santos é para rir ou para chorar!?

Mas o menino ainda não percebeu que a malta aqui é toda de direita!?

O menino é que é de esquerda!

Mas isso não é culpa nossa... Nem da Rainha de Copas!

Afixado por: Alice through the looking-glass em outubro 6, 2004 09:40 PM

Sr. Nelson Santos sejamos claros por uma vez, qual è a sua opinião sobre a suspensão da arenga semanal do Sr. Marcelo. Està de acordo? ou acha que è censura encapotada.

Afixado por: a.pacheco em outubro 6, 2004 09:43 PM

O Marcelo não precisa de se sujeitar a certas coisas e pode assim bater com a porta à censura!
Síliva

Afixado por: Jornablogar em outubro 6, 2004 09:46 PM

O que virá a seguir? Um hacker maroto a destruir o Abrupto? O J. Pacheco Pereira que se cuide! Começam por silenciar os do próprio partido, e daqui por algum tempo passam para fora dele. Não pude deixar de reparar que hoje no noticiário da TVI, depois de aparecer a notícia do silenciamento de Marcelo, aparece a notícia dos "boys" de Santana. Parece que em menos de 3 meses Santana Lopes nomeou 1000 "boys" para cargos diversos. Esta notícia é também bastante grave, mas não pode deixar de me parecer uma atitude do género "estão a ver como também dizemos mal. Não estamos controlados"! E a última pergunta... dos 1000 cargos quantos foram nomeados para cargos e orgão de comunicação social? A Máquina de Propaganda de Santana está em marcha.

Afixado por: blue velvet em outubro 6, 2004 09:55 PM

A piada, é que o desfecho deste assunto fez (fará) mais mossa que mil Domingos de Marcelo Rebelo de Sousa.

Afixado por: Chefe em outubro 6, 2004 10:01 PM

QUE SAUDADES !!!!!

.........

Cortaram-te o bico ó rouxinol
Cortaram-te o bico ó rouxinol
Rouxinol sem bico não pode viver
Rouxinol sem bico não pode viver
....

Padre Fanhais - Abril de 1974

Afixado por: jose antónio em outubro 6, 2004 10:13 PM

Sr. a.pacheco, sou muito claro. Achei uma idiotice tão grande as declarações do Gomes da Silva como a maior parte dos comentários do (claramente sobrevalorizado das aparições dominicais) Prof. Marcelo. Por alguma razão não assisto nem assistia ao Jornal da Noite da TVI. Quanto à história da censura, penso que Paes do Amaral mostrou mais uma vez ser um covarde (não é a 1ª vez). Penso que não foi preciso dizer nada de mais, bastaram as declarações de um governante para o "colombiano", com medo de perder a corrida à TV Digital, pedir ao Marcelo para ter calma. Este, inteligentemente, e com a popularidade nos píncaros, mandou-o passear...
Simple as that! Se preferem teorias da conspiração, estejam à vontade! A sorte que uma pessoa tem de a Carlysle não ser accionista da TVi senão...

Afixado por: Nelson Santos em outubro 6, 2004 10:19 PM

O que mais me custa a engolir nesta história é a inépcia de Santana. A rivalidade entre o primeiro-ministro e o ex-comentador da TVI, como todos bem sabemos, não é de agora. O que é de agora é que Santana chegou, enfim, a um cargo de poder onde pode, discricionariamente (porque a democracia é uma fantochada e só não vê quem não quer ver), ordenar a lacaios como Gomes da Silva para despoletar um processo de censura. Mas é claro que isto é um erro de quem não tem a mínima preparação para o desígnio que o Vovô Sampaio lhe colocou nas mãos. E é um erro, porque, não só não basta afastar Marcelo da TVI para calar as vozes incómodas, como é demasiado evidente para não ser notado pela opinião pública. Ou seja, Santana, além de ser um mafioso, é um mau mafioso. Um mafioso incompetente. Junte-se-lhe a incompetência enquanto primeiro-ministro, presidente de câmara e presidente de um clube desportivo e veja-se o que sobra. A única coisa em que Santana tem algum jeito é na comunicação, mas mesmo neste campo tem cometido erros assinaláveis, nomeadamente por excessiva impulsividade e consequente precipitação.

Ora, perante um adversário de respeito como Sócrates, que tão bem conhece os artifícios comunicativos, mas que tem, no seu passado político, nomeadamente governativo, episódios em que foram evidentes maior seriedade, firmeza e sentido de estado, Santana, neste processo, mais não fez do que tirar mais uma pazada de terra do que será a sua sepultura política. Porque, se Santana tiver uma derrota rotunda nas próximas eleições, todos os amigos que agora lhe surgiram dentro do PSD (e que nunca nos congressos se ouviam), se afastarão sem piedade. Santana deixará de ter mel, para ter fel.

Por isso, concluo: Há males que vêm por bem. Se a censura num estado democrático é profundamente condenável, neste caso, porventura ela terá efeitos benéficos a médio prazo. Que ela sirva, pelo menos, para desmascarar a inépcia, a estupidez, a imbecilidade, a desfaçatez, a ignorância, a prepotência e todas as deficiências intelectuais de que padece o nosso pseudo-primeiro-ministro.

Só mais uma nota: Não votei em Santana (nem para a CML), mas votei em Sampaio, pelo que, por portas travessas, também tenho a minha quota-parte de responsabilidade na actual perversão da democracia. Tenho, todavia, uma atenuante (como muitos milhões de portugueses). Fui enganado. Porque, se Santana é o pior primeiro-ministro desde 74, Sampaio é o pior presidente. E nada o fazia prever. Agora só me resta desejar que ambos definhem politicamente, até que não mais nos lembremos deles do que enquanto anedotas da nossa história democrática.

Afixado por: Mário Cunha em outubro 6, 2004 10:20 PM

Nelson Santos: Quem defendeu teorias da conspiração!?

Isso é fácil dizer!

Concordo consigo, creio que foi mesmo isso que disse que aconteceu, e até pela ordem que estabelece!

Mas isso não lhe parece suficientemente GRAVE!?

Não!? Parece-lhe natural!?

Estou pasmado!

Eu e a Rainha de Copas!

Afixado por: Alice through the looking-glass em outubro 6, 2004 10:25 PM

Sr Nelson Santos, mesmo que não tenha havido um movimento maior que as graves declarações do ministros dos assuntos parlamentares, e eu até acredito que possa não ter havido, esse acto isolado já é por si só uma pressão inaceitável sobre um orgão privado. Principalmente atendendo ao facto da corrida à TV digital que será um objectivo muito claro da Media Capital depender largamente de empresas estatais.

Depois, só o facto de as declarações, num turbilhão de acontecimentos terem levado à interrupção das crónicas de Marcelo agravam seriamente a sua gravidade.

Se calhar até correu mal, pois Marcelo ter saído pode ser bem mais incómodo do que ter ficado. Este governo começa a entrar em desespero e a disparar em todos os lados, não admira por isso que dê tiros constantes no próprio pé.

Afixado por: blue velvet em outubro 6, 2004 10:43 PM

Eu até concordo consigo blue velvet, e é aí que a porca torce o rabo...é que Marcelo não é tonto nenhum e Cavaco está cada vez mais ausente. Será que em vez da SIC, o Professor vai voltar num boletim de voto? Eu, para já, espero para ver...se Marcelo Rebelo de Sousa desaparecer por uns meses, aterra como candidato presidencial, vai uma aposta?

Afixado por: Nelson Santos em outubro 6, 2004 11:22 PM

Muito bem visto, Daniel!

Afixado por: Rui Silva em outubro 6, 2004 11:43 PM

lê-se no site do bloco
"O site do Bloco de Esquerda foi desenvolvido em ambiente de OpenSource, livre de Bill Gates."
como prova de incoerência e de mero radicalismo verbal atente-se na secção multimedia em que é possivel sacar videos em (imaginem lá) .wmv (Windows Media Video) que como devem imaginar n tem nada a ver com a Microsoft muito menos com o Bill Gates. No comments.

Afixado por: Race em outubro 6, 2004 11:45 PM

Como candidato presidencial do PS?
É que o Marcelo não é nenhum tonto, o Governo só sai mais cretino disto tudo, o Governo é do PSD e do PP, o PS também ainda não tem candidato.O Guterres duvido que resulte.Ainda vamos ver o Marcelo a ser apoiado pelo Sócrates...
São 23.41h já tou a cair de sono e a delirar...já estou a delirar????

Afixado por: isabel sousa em outubro 6, 2004 11:49 PM

Uma das coisas mais engraçadas deste triste "Marcelogate" foi ver Luís Marques Mendes arvorado em paladino da liberdade de imprensa. Como as coisas mudam. Na fase final do cavaquismo, Mendes tinha a fama (e se calhar o proveito - prefiro não fazer juízos de valor) de fazer o alinhamento do Telejornal. Hoje surge como um moderado no meio dos fundamentalistas que tomaram conta do PSD e do Governo.
Mendes será sempre um dos beneficiários desta desastrada manobra do Governo para silenciar o ex-presidente do PSD. Desde o célebre congresso de Viseu que o país sabe que Marques Mendes sonha com a presidência do PSD. Na primeira tentativa para chegar ao cargo não teve mais de 11 por cento dos votos, e assistiu depois ao afastamento metódico dos "mendistas" levado a cabo pelos jovens turcos que rodeavam Durão Barroso. Beneficiou a seguir da vontade de Barroso de mostrar ao país um partido unido e desempenhou sem mácula um cargo feito à sua medida, o de Ministro dos Assuntos Parlamentares, depois de ter recusado a pasta da Saúde. Durante esse tempo foi recompondo discretamente a base do "mendismo" chamando para o seu lado os fiéis habituais, ou distribuindo-os estrategicamente na estrutura do partido. Ao mesmo tempo foi-se distanciando de Marcelo Rebelo de Sousa, visto por muita gente como o seu mentor, mas sem nunca cortar definitivamente os laços com o professor de Direito.
A partida súbita de Durão Barroso para Bruxelas veio perturbar a sua estratégia de afirmação, colocando-o à margem das decisões no partido e no Governo. Sem Barroso, a sua saída do executivo era inevitável. Ainda esbracejou, pediu um congresso, criticou a solução dinástica, mas sem sucesso. Nos últimos dois meses andou calado, à espreita de uma oportunidade séria para fazer uma prova de vida. PSL, Portas e Rui Gomes da Silva ofereceram-lha de bandeja. E Mendes não hesitou. Ainda por cima, surge aos olhos da opinião pública como tendo feito "the right thing" ao sair em defesa de Marcelo e ao criticar o comportamento do Governo.
Ao contrário de Pacheco Pereira, que será sempre um "outsider" e cujo "poder" assenta numa espécie de calvinismo partidário e mediático, Mendes deve ser levado a sério como alternativa no PSD. Conhece bem o aparelho, tem uma boa relação com as bases, pensa bem e depressa, construiu uma teia sólida de relações dentro e fora do PSD (deve ser o social-democrata com mais amigos importantes no PS) e não se lhe conhecem deslealdades públicas em relação aos chefes de circunstância. E anseia pelo poder, o que não é despiciendo. Para que a pose de estadista esteja completa só lhe falta convencer a malta do Contra-Informação a trocar-lhe o boneco. Enquanto for visto simplesmente como o "ganda nóia" será difícil chegar "lá", por muitas posições arrojadas que tome à hora dos telejornais.
Rui Baptista

Afixado por: Rui Baptista em outubro 7, 2004 02:45 AM
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