outubro 07, 2004

Comentários

Que surpresa, o Daniel também sabe do mundo dos negócios

Afixado por: Real em outubro 7, 2004 10:44 AM

Real, trabalhei em órgãos de comunicação social privados (entre os quais um da Media Capital), toda a vida. Basta estar atento.

Afixado por: Daniel Oliveira em outubro 7, 2004 10:50 AM

Cuidado Daniel. O que acabas de escrever é um excelente argumento para a desregulamentação (e logo a desgovernementalização) dos media.

Afixado por: Miguel em outubro 7, 2004 11:29 AM

"mas falta-lhes aprender alguma coisa sobre o mundo dos negocios em Portugal".

Mas há quem não queira, Daniel, ser ensinado por ti ou pelos teus amigos. Ou melhor: há quem prefira ESTAS consequências às consquências que adviriam de um mundo desenhado pelas vossas ideias.

Porque se o caminho tivesse sido, desde o inicio, o neo-liberal (que fique claro que não sei o significado destas expressões), que era o proposto pelo Freitas do Amaral (sim, «também me custa) lider do CDS quando, no tempo de cavaco, se decidiram as atribuições das frequencias de TV aos privados, agora teriamos não duas televisões privadas, mas todas as que quisessemos, e de certeza que já uma o teria recontratado.

Que fique claro: há quem não goste de como isto está mas que, ao mesmo tempo, goste ainda do sentido dos vossos diagnosticos.

Afixado por: maradona em outubro 7, 2004 11:55 AM

Leiam o meu artigo sobre isto e sobre o comportamento do Presidente da República em relação a isto e digam-me se não tenho razão...
http://nonioblog.blogspot.com/

Afixado por: Nonio em outubro 7, 2004 12:03 PM

Obrigado nónio

Afixado por: ezer em outubro 7, 2004 12:40 PM

Maradona, mas afinal achas bem que se cale uma opinião por meros jogos de mercado ou não? É que acabei por não perceber isso.

Mesmo que tudo não passasse de uma jogada baseada em cristérios de negócio, uma coisa é indesmentivel, que foi a pressão que Rui Gomes da Silva fez para que o Marcelo se calasse. Vi aqui muitas opiniões a dizerem que o Marcelo não é burro nenhum e toda esta situação foi despoletada por segundas intenções... Não sejamos facciosos e não queiramos alterar os factos. O governo quis, e conseguiu, calar Marcelo Rebelo de Sousa. Se os intervenientes tirarão proveito disso ou não, já são contas de outro rosário.

Afixado por: Eu mesmo em outubro 7, 2004 12:47 PM

Maradona, não teriamos as televisões que quisessemos porque o espaço radioelectrico é um bem escasso e não havia condições económicas (há 30, nem técnicas) para o cabo. Como o mercado publicitário também é escasso, ninguém quereria entrar num mercado ilimitado e com mais televisões algumas acabariam por ter de fechar. O investimento inicial é demasiado alto para não ser minimamente seguro o retorno. Não há nenhum país no Mundo onde não haja limitações na televisão da rede hertziana, porque sem limitações esse mercado pura e simplesmente não funciona. Ainda mais num pequeno país como Portugal. O investimento é demasiado alto. A TV CAbo viria mudar isto. Não mudou? Pois não: mais uma vez são os mesmos que estão na rede hertziana que ali investem. E o quase monopólio da PT (resultado da falta de regras definidas pelo Estado) não ajuda.

A verdade é esta: há milhares de rádios e de jornais e grande parte dos mais relevantes acabam sempre nas mãos de um dos quatro grandes grupos, os mesmos que têm as televisões. A tendência para a concentração é natural ao mercado. Por isso, no fim, ficas exactamente na mesma: a ter de escolher entre quatro. Claro, isto se não for no País das Maravilhas onde vivem os neo-liberais optimistas.

Afixado por: Daniel Oliveira em outubro 7, 2004 02:46 PM

O que defendia o Freitas do Amaral era precisamente isso: que fossem aceites todas as candidaturas tecnicamente possiveis; e cito a palavra "tecnicamente", que me lembro como se fosse hoje utilizada por ele. Quanto ao resto, tu não és a pessoa indicada para saber se é economicamente viável ou não a abertura de duas ou seis televisões em portugal; seria bom que se deixasse os privados decidirem isso.

Esbatida esta questão, sobra o essencial, e que vai dar sempre ao mesmo: tu dizes: " grande parte dos mais relevantes acabam sempre nas mãos de um dos quatro grandes grupos".... "mais relevantes" porque as pessoas querem que essas sejam os mais relevantes.... tal como o gajo do psd que deu origem a esta coisa do Marcelo, e citando de raspão o teu post: "quem está mal com as opções que as pessoas livremente fazem, muda de profissão".

a minha mãe, o meu pai, os meus vizinhos, gostam mais da telenovela que as sessões da tv cabo da assembleia da república e a emissora católica portuguesa e as do grupo lusomundo às sessões de esclarecimento dominadas pela camara comunista de almada numa rádio da margem sul que não lembro o nome. É uma chatice.

Afixado por: maradona em outubro 7, 2004 03:36 PM

Para mim privatizava-se tudo, esqueci-me dizer isto: RTP 1, rádios, PT, EDP... o Estado não poderia ficar com um grão que fosse de poder sobre os meios de comunicação social... e os meios de comunicação social, depois, podiam-se comprar todos uns aos outros que eu cá, depois, dicidiria o que fazer; neste momento, não leio um unico jornal cá feito, por exemplo.

(antes do o pedro oliveira me voltar a chamar, e com razão, de pedante, chamo a atenção de que o epidoto de pedante pode não ser assim tão mau....)

Afixado por: maradona em outubro 7, 2004 03:44 PM

Daniel, esclareça-me uma coisa. Qual é a real limitação que impede que existam mais canais por cabo?

Afixado por: Miguel em outubro 7, 2004 04:02 PM

Por cabo? A PT não querer, a SIC não querer, a TVI não querer. Mas nós estávamos a falar de canais que usam o espaço radioeléctrico.

Afixado por: Daniel Oliveira em outubro 7, 2004 05:28 PM

Ou seja o Estado! É uma limitação administrativa.

No espaço hertziano não é muito diferente.

Afixado por: Miguel em outubro 7, 2004 05:58 PM

Gostei da teoria da conspiração e da respectiva notícia que a corroborava. Será que este é um exemplo do poder (não concentrado) da blogosfera sobre os media?

Afixado por: Azelha em outubro 8, 2004 12:31 AM
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