outubro 25, 2004

As convicções e a democracia

Começo a ficar confuso em relação ao que se anda a escrever sobre Buttiglione. Se as convicções morais (e as convicções morais incluem-se nas convicções políticas) não são importantes para quem vai ocupar um cargo político, o que é então importante? Se as convicções em relação às minorias e às mulheres não são importantes quando se decide quem irá ocupar a pasta da luta contra a desigualdade, o que é importante? Buttiglione é livre de ter as opiniões ultra-minoritárias que entender. E os deputados ao Parlamento Europeu, que foram eleitos por sufrágio directo e universal e representam a diversidade de posições políticas na Europa, são livres de se bater para que a Comissão reflicta as convicções da maioria dos europeus.

Algumas pessoas parecem não ter entendido a principal regra da democracia: todos são livres de ter a sua opinião, a maioria é livre de não dar poder a quem tem determinadas opiniões. E isto aplica-se a todos, mesmo aos que, para insultar milhares de mães solteiras, homossexuais e mulheres em geral, se escudam numa suposta coerência religiosa. É que podia dar-se o caso, natural e bastante louvável, de Buttiglione querer continuar a ser coerente enquanto comissário.

Publicado por danieloliveira em | TrackBack
Comentários

Não me parece linear afirmar-se que as convicções morais são parte das convicções políticas. Um indivíduo pode ter fortes convicções morais e no entanto ser politicamente liberal. Um indivíduo pode ser abstémio e monogâmico e no entanto ter uma posição liberal em relação às drogas ou à sexualidade. Ou seja, não procurar impôr aos outros aquilo que acha bom para si mesmo.

(É claro que isto não se aplica a Buttiglione.)

Há também diferenças entre um liberalismo amoral e um liberalismo moral. O Estado pode, sem impôr regras rígidas, tentar induzir nos seus cidadãos uma certa forma de conduta. Por exemplo, pode fazer-se forte propaganda ao uso do preservativo, mas sem criminalizar o seu não-uso. Ou pode ter-se uma política restritiva à venda de drogas, sem no entanto proibir totalmente o seu consumo e comércio. Isto é um liberalismo moral. Pode, por outro lado, adoptar-se um liberalismo amoral, no qual se considera que todos os procedimentos são legítimos e devem ser encarados de forma neutra pelo Estado.

Afixado por: Luís Lavoura em outubro 25, 2004 05:18 PM

Luís, eu não falei de práticas pessoais, falei de convicções mkorais. E Buttiglione também. São coisas muito diferentes. Nem discute nem quer saber se Buttiglione é odeia, pessoalmente, homossexuais ou bate na mulher. As suas convicções públicas é que estão em debate.

Afixado por: Daniel Oliveira em outubro 25, 2004 05:23 PM

Se nos lembrarmos que Buttiglione é amigo pessoal do papa, segue à risca os ditames da santa Igreja de Roma o documento produzido hoje pelo seu amigo Cardeal Renato Raffaele Martino, responsável máximo do Conselho pela Justiça e pela Paz do Vaticano, o tal que garantia, citando o chumbo no PE de Buttiglione, existir uma nova «Inquisição» anti-católica na Europa, talvez se analisarmos o último documento debitado pelo referido Conselho se perceba porque é insustentável a insistência de Durão Barroso no piedoso Buttiglione:

«Numa síntese sobre a doutrina social da Igreja, redigida pelo Conselho Pontifício para a Justiça e a Paz e apresentada hoje à imprensa, o Vaticano condena o terrorismo, a guerra preventiva e o aborto e reitera o «não» à pena de morte e aos casamentos homossexuais.

O texto inclui todas as declarações da igreja católica sobre casamentos homossexuais produzidas nos últimos 20 anos e recorda «o dever moral dos parlamentares católicos de se oporem de forma clara e incisiva a qualquer tentativa de aprovar leis que legalizem as uniões homossexuais, assim como de lutarem contra as já existentes».

http://online.expresso.clix.pt/1pagina/artigo.asp?id=24747560&wcomm=true#comentarios

Afixado por: palmira em outubro 25, 2004 05:56 PM

Exacto Palmira, aceitar Buttiglione na comissão europeia é aceitar que um micro-estado totalitário, ultra-machista, anti-democrático, homófobo e não pertencente à UE - o Vaticano - tenha um incrível poder de influência na acção de uma União que se quer entre países livres, democráticos e civilizados.

Afixado por: Boss em outubro 25, 2004 06:28 PM

e depois digam que o Zé Manel é burro....

ele sabe é escolher bem.

Assim, com a "americanização" da europa nada como começar já a juntar cromos.

Afixado por: paskas em outubro 25, 2004 06:52 PM

este post deve ser inspirado no artigo de Mário Pinto no Público de hoje, não é?
Confesso que me sinto dividido: por um lado, compreendo que as palavras de Butiglione possam parecer algo moralistas, ou mesmo contrárias ás liberdades que lhe caberia defender. Por outro, custa-me ver a enorme campanha contra o homem, só porque as suas convicções não se encaixam no politicamente correcto. E o facto de ser amigo do Papa é com certeza razão para isso, como facilmente se conclui.
Já agora, Boss, que é isso do Vaticano ser anti-democrático? Se alguém lá sentir os seus direitos fundamentais em perigo, é porque sofre de paranóia anti-clerical. Relembro que o Papa é eleito por todos os Cardeais do mundo, e que a lei italiana também se aplica no micro-estado.

Afixado por: João Pedro em outubro 25, 2004 07:11 PM

VIVA O BUSH, O MAIOR AMIGO DA UNIÃO EUROPEIA

-Euro a 1.2812 USD
-Mendigam 2,2 milhões de vacinas da gripe á França
-Têem que mendigar 850 soldados á Inglaterra
-Gastam o dinheiro todo no Iraque
-As forças armadas N.Am. gastam tanto como as forças armadas de todos os restantes países do planeta...
-...E nem conseguem pôr em ordem uns pastores de cabras.
-A Europa está-se a tornar numa super potência sem disparar um tiro.


4 MORE YEARS! 4 MORE YEARS! 4 MORE YEARS!

Afixado por: VIVA O GW BUSH!!!!! em outubro 25, 2004 07:31 PM

Tem toda a razão João Pedro, as minhas desculpas, o Vaticano é um exemplo perfeito de democracia participativa - fica feito o reparo.

Afixado por: Boss em outubro 25, 2004 07:32 PM

100 dias de Governo não eleito
com o alto patrocínio da Presidência da República

veja o Horror de cada dia
viste a Galeria

GDH

Afixado por: galeriadoshorrores em outubro 25, 2004 08:36 PM

As convicções morais fazem parte necessariamente das convicções políticas, pois são precisamente essas que nos dividem, preconizando diferentes soluções para o mesmo problema.
A moral é um capítulo da ética, que é o máximo denominador comum.
Ético é tudo aquilo que nos une comportamentalmente e nos distancia do caos.
A moral é a visão pessoal que cada um tem do mundo.
Ter-se na sociedade ocidental 2 mulheres não é moralmente aceitável; já numa sociedade islâmica o é!
Este não é um problema da ética, mas da moral.
Fiz-me compreender?

Afixado por: mfc em outubro 25, 2004 09:29 PM

Comentários ao acima colocado “Livro de Estilo”
1º - O Barnabé apaga comentários. Diz que ´”evita ao máximo”, mas apaga. (continua amanhã)

Afixado por: Luis Simões em outubro 25, 2004 09:40 PM

Já não bastava o Afonso Henriques, o obcecado-mor do Barnabé. Agora temos Luis Simões, o vitimizado. E em capítulos!!!

Afixado por: António em outubro 25, 2004 10:24 PM

Buttiglione, humm.

Que teindegege contra este shervo de Deusgege ?
Que teindegege contra este homeim que profesha a lei de Deusgege junto dos heregeeeges ?
Idegege todosge para o inferno se bus opugeregege contra Deusge Nosho Senhor.
Fazhei o que eu digo, ...

Afixado por: Frei Tomás em outubro 25, 2004 10:36 PM

Daniel Oliveira, não entendeste nem o que o Luis Lavoura disse nem sequer o cerne da questão neste assunto. Tambem não vou ser eu a explicar-to.

Tambem não percebeste na altura das eleições europeias que a esquerda tinha sido derrotada. Por isso festejaram. Mas eu disse aqui que estavam a celebrar uma derrota.

Espera por mais durante este mandato de Durão Barroso na presidencia da comissão europeia.

Afixado por: onça em outubro 25, 2004 10:52 PM

Onça,

Primeiro é preciso que a Comissão Europeia seja eleita. Mesmo que o seja, o que ainda é incerto, o caso não começa bem. Ou melhor, não continua bem, que abandonar um cargo electivo a meio porque se arranjou uma melhor proposta diz muito do carácter do senhor José Manuel.

Afixado por: Pedro Sales em outubro 25, 2004 11:48 PM

Caro daniel,
É esse precisamente o problema, escrevi o Mar Salgado no mesmo sentido do seu primeiro parágrafo. Depois há o resto, é mais extenso, não vale a pena ir por aí agora.
Já quanto ao MFC ( que saúdo, pois que nos ajuda com os seus comentários também no Mar Salgado) discordo; tenho uma posição mais kantiana, que foi quem operou a primeira divisão entre ética e moral: a moral como do domínio das prescrições universais, a ética ligada às prescriçoes particulares. Daí as éticas profissionais, que estão incluídas em sistemas morais mais vastos.

Afixado por: fnv em outubro 25, 2004 11:59 PM

A partir de agora, os meus comentários também são rejeitados?

Afixado por: José Barros em outubro 26, 2004 12:12 AM

se por acaso estiverem a pensar apagar algum comentário do luis simões, ou o weblog der erro, faço minha(s) a(s) palavra(s) dele: LAMENTÁVEL!

Afixado por: tchernignobyl em outubro 26, 2004 12:24 AM

à medida que a dimensão politica da UE se acentua as clivagens entre a esquerda e a direita, ou antes esquerdas e direitas, são transpostas dos panoramas nacionais para a UE.
Já com o Mário Soares foi assim.

Afixado por: onça em outubro 26, 2004 12:56 AM

Escrevi dois comentários que foram rejeitados. Gostava de saber o que se passa, pois que o Luís Simões queixa-se de não o deixarem fazer comentários. Gostava de saber se se passou o mesmo comigo. Creio que o weblog não censurará apenas alguns comentaristas.

Afixado por: José Barros em outubro 26, 2004 01:06 AM

Ei-lo o estrénuo paladino dos 'direitos' da 'maioria' abichanada! Quanto não valeu ter lido as badanas das obras imorredoiras do grande camarada Jdanov. Que lucidez!

Afixado por: hipocrita em outubro 26, 2004 01:10 AM

sUBSCREVO tudo no geral!Esse senhor Buttiglione é um filósofo personalista da vellha guarda metafísica e teológica,que sonha ainda com o Teocentrismo Medieval.Não é por acaso que foi indicado pelo fascista Berlusconi.

Afixado por: Joao em outubro 26, 2004 01:20 AM

Ó João volta para a escola. Bem, deixa lá, nesta escola ias ficar a saber o mesmo.

Afixado por: hipocrita em outubro 26, 2004 02:23 AM

Nada!

Afixado por: hipocrita em outubro 26, 2004 02:26 AM

Berlusconi tem uma na manga ao propor Rocco Buttiglione e colocar assim tantos problemas a Durão. A escolha não foi inocente. Há tempos escrevi aqui que achava discriminatória uma reacção apenas baseada nas convicções morais de um homem. Agora já não acho. Depois de responder perante a comissão de inquérito, Rocco reforçou aquilo que tinha dito antes. E o que tinha dito antes é inaceitável. O lugar da mulher em casa? Uma atitude estranhamente conflituosa e desafiadora. Há uma procura de vitimização para ganhos internos e um claro sentimento anti-europeísta em tudo isto. Sucede algo de particular quando alguma direita atinge o poder (Paulo Portas em Portugal ou Berlusconi em Itália). Há um ascendente democraticamente desproporcional de facções extremas dentro dos partidos da direita, ou até vindos de fora deles, como é o caso de Bagão Félix (Opus Dei) ou Butiglione (Vaticano). Isto porque dentro da hierarquia 'secreta' ligado a patriarcado, à Opus Dei ou ao Vaticano estão por vezes acima dos próprios líderes políticos.
Butiglionni é mesmo minoritário como diz Daniel, a sua forma de pensar não se enquadra no sec. XXI. Tem lugar sim, tem voz. O Vaticano já tem um poder respeitável. Mas não tem, nem pode, ter poder de decisão em matérias para as quais não foi eleito. Relembro que por exemplo em Portugal o PS ganhou por larga maioria as eleições Europeias. Recordo que Durão foi eleito presidente da Comissão Europeia numa solução de 'acordo' e como 3ª escolha. Recordo que mesmo dentro da direita liberal europeia há políticos que não se revêem no reaccionário Butiglione.
O que Berlusconi procura é mostrar as fracturas ideológicas dentro da UE quando se discute a adesão da Turquia. Pode muito bem dizer que "isto é só o princípio, discriminam-nos mas vão aceitar a muçulmana Turquia".

Afixado por: O Bom Selvagem em outubro 26, 2004 09:48 AM

Parece q a ilga-portugal n tem mais nada p fazer d q guerrear com as "restantes" associações "gays" dest país (ver posts no Renas e Viados e outros)

só a ilga-p e as restant associações "gays" é q não sabiam (a menos que a opus seja "as outras associações" e nesse caso é verdad, n por culpa nossa decerto...) ou sabiam e n nos disseram nada? se calhar estão a meter o bedelho num guerra q n é vossa para benefício de alguns (e n é difícil ver q é...)

mas está visto, noutros tempos foi o euro notícias o local da difamação e da má língua, agora a peixeirada é n net!
felizmente a ilga-p continua superior a todas estas macacadas!

continuem a divertir-se com o bom nome dos outros que nós cá continuaremos a trabalhar

(alguém tem de o fazer não é?)

jmf
Assoc ILGA-Portugal
Centro Comunitário Gay e Lésbico de Lx

Afixado por: Ilga Portugal em outubro 26, 2004 11:01 AM

"todos são livres de exprimir as suas opiniões", Daniel dixit, ao recordar "os princípios" da democracia.
Meu caro Daniel, terei que te chamar a atenção para um post teu de Junho último no qual instigavas à perseguição de um certo partido político? Onde estava então essa liberdade de expressão?
Mais: então, de acordo com estas tuas palavras, os Fascistas também devem ter direito a exprimir-se, certo? Logo a constituição, entre outras coisas, é anti-democrática devido ao seu artigo 46. É isso, não é?

Afixado por: jav em outubro 26, 2004 01:10 PM

A possível crise europeia na sequência de um provável chumbo de toda a comissão tem dado origem a uma série de artigos na imprensa internacional, inclusive na americana.

Barroso's Blues :-) na Time

http://www.time.com/time/europe/magazine/article/0,13005,901041101-733823,00.html

e até na CNN

http://www.cnn.com/2004/WORLD/europe/10/26/eu.barroso.ap/index.html

Afixado por: palmira em outubro 26, 2004 01:30 PM

Sugestão:
''O jornal britânico The Guardian está a dar aos leitores a oportunidade de ter uma palavra a dizer nas eleições presidenciais norte-americanas. O jornal está a convidar os interessados de todo o mundo a participar de uma campanha única, através da sua página de internet, dando a oportunidade de contactar um norte-americano e influenciar o seu sentido de voto.''
(in Diário Digital)

Talvez o Barnabé possa fazer um link para este site. A Iniciativa do The Guardian parece-me excelente. Já que são os americanos que acabam por determinar a política mundial, o resto do mundo devia, não só ter esta possibilidade de tentar influenciar um eleitor americano, mas também a de votar nas eleições americanas. É que eles não se lixam só a eles. Lixam-nos a todos!!!!

Afixado por: Graça em outubro 26, 2004 01:41 PM

Graça, essa iniciativa já deu mau resultado. É preciso não conhecer os americanos para ter a ideia do Guardian. Esquece isso.

Afixado por: antonio em outubro 26, 2004 01:47 PM

Nunca escrevi aqui, mas 2 pontos de esclarecimento:

1) a João Pedro e a Boss, quanto ao elemento democrático do Vaticano: a) democracia tem que ver com a distribuição regular do poder de autoridade e não com respeito aos direitos fundamentais (é possível a um Estado aristocrático respeitar os direitos fundamentais); b) os cardeais elegem o papa, mas só entre si, e eles próprios são nomeados pelo papa anterior: o único sufrágio que existe é colegial, num colégio não eleito, que só pode sufragar os seus próprios membros; c) o papa não se assume como monarca do Estado, uma vez que não há separação de poderes no Vaticano: ele tem a luz sacral em matéria de dogma e secular. Assim, o Vaticano assemelha-se mais a um Estado SOFIOCRÁTICO, de raiz colegial (aristocrática), respeitante dos direitos fundamentais principais.

2)A FNV, quanto a Kant: é verdade que Kant é o primeiro a distinguir entre moral e ética, mas não o único. Este é um ponto fulcral da moralidade/eticidade da modernidade alemã. Moral, herdada do latino "mos,moris" (costume), é apontada num sentido de generalização; ética, herdada do grego "ethos" (hábito), é apontada num sentido de particularização. A distinção é pertinente e relevante, mas a escolha dos termos para cada sentido apresenta-se completamente arbitrária, perante o equivalente significado dos termos latino e grego. Kant é assim o primeiro a recorrer a um artifício etimológico para explicar algo que pouco tem que ver com a origem dos termos.

Muito obrigado!

Afixado por: André em outubro 26, 2004 04:06 PM

Nunca escrevi aqui, mas 2 pontos de esclarecimento:

1) a João Pedro e a Boss, quanto ao elemento democrático do Vaticano: a) democracia tem que ver com a distribuição regular do poder de autoridade e não com respeito aos direitos fundamentais (é possível a um Estado aristocrático respeitar os direitos fundamentais); b) os cardeais elegem o papa, mas só entre si, e eles próprios são nomeados pelo papa anterior: o único sufrágio que existe é colegial, num colégio não eleito, que só pode sufragar os seus próprios membros; c) o papa não se assume como monarca do Estado, uma vez que não há separação de poderes no Vaticano: ele tem a luz sacral em matéria de dogma e secular. Assim, o Vaticano assemelha-se mais a um Estado SOFIOCRÁTICO, de raiz colegial (aristocrática), respeitante dos direitos fundamentais principais.

2)A FNV, quanto a Kant: é verdade que Kant é o primeiro a distinguir entre moral e ética, mas não o único. Este é um ponto fulcral da moralidade/eticidade da modernidade alemã. Moral, herdada do latino "mos,moris" (costume), é apontada num sentido de generalização; ética, herdada do grego "ethos" (hábito), é apontada num sentido de particularização. A distinção é pertinente e relevante, mas a escolha dos termos para cada sentido apresenta-se completamente arbitrária, perante o equivalente significado dos termos latino e grego. Kant é assim o primeiro a recorrer a um artifício etimológico para explicar algo que pouco tem que ver com a origem dos termos.

Muito obrigado!

Afixado por: André em outubro 26, 2004 04:07 PM

Comentários ao acima colocado “Livro de Estilo”
2º - O Barnabé pensa por si. Não se dê ao trabalho de pensar. (continua amanhã)

Afixado por: Luis Simões em outubro 26, 2004 08:09 PM

Cassete Luis Simões volta a atacar, amanhã continua. Viva o partido dos clones portugueses

Afixado por: a.pacheco em outubro 26, 2004 10:43 PM

Este Luís Simões é um prato!!! Onde é que o arranjaram? Pega-se? :)

Afixado por: O Bom Selvagem em outubro 27, 2004 10:33 AM

Este Roco não é um actor italiano que faz filmes porno??

Afixado por: Isilda em outubro 28, 2004 10:23 AM

As coisas que a Isilda sabe! Saber de experiência feito é o que é.

Afixado por: hipocrita em outubro 28, 2004 12:04 PM
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