
[Manifestação de colonos israelitas]
Em Israel, os colonos manifestam-se pelo direito a continuar a roubar aos palestinianos a pouca terra que lhes resta. Estes fanáticos, que são uns dos principais responsáveis pela impossibilidade de qualquer plano de paz no território, só estarão satisfeitos quando nem um palestiniano pisar o solo que os viu nascer, mesmo que nele vivam na mais miserável das condições e numa humilhação quotidiana que só pode gerar violência e intolerância. Felizmente, entre os israelitas, há quem tenha a coragem de se bater pela coabitação pacífica. É para esses israelitas que deve ir toda a nossa solidariedade. Também eles sofrem com os atentados criminosos. Mas nunca se deixaram tomar pelo ódio. Isso sim, é coragem. Outros, do lado de lá do muro de Sharon, vão tentando o mesmo.

[Manifestação dos movimentos pacifistas israelitas]
Daniel
Sou uma crítica feroz de Israel em relação ao genocídio metódico que tem vindo a perpetuar sobre o povo palestino. Contudo, gostaria de dizer o seguinte em relação a este teu post.
Não é fácil para aqueles colonos abandonar as suas casas e terras. Mais do que isso, é para eles incompreensível depois de anos e anos em que foram massacrados com propaganda contra os palestinos. Não sei tb quais são as alternativas que lhes foram dadas. Por isso, parece-me pouco razoável chamar-lhes fanáticos. Fanáticos são os que ali não vivem e se assumem como tendo posições de ultradireita defendendo a permanência dos colonatos. Quanto a estes colonos, penso que eles têm de ser apoiados nesta mudança, tem de se fazer um trabalho de acompanhamento deste processo para tentar minimizar as percas que sofrem com esta medida.
Quero deixar claro que sou a favor do fim dos colonatos, embora saiba que aqui por trás se pretende dar com uma mão aos palestinos para lhes tirar com a outra ...
abraço blogueiro
Os pacifistas israelitas não são gente com quem possamos, em geral, estar de acordo. Na sua maioria são contemporanizadores com os colonatos e com a política de anexação sionista. Querem a paz, mas não estão dispostos a dar nada em troca dela. Veja-se o livro (recentemente publicado cá em Portugal) de Tanja Reinhardt, que denuncia as posições desses pacifistas.
O dramático na sociedade israelita é a sua imensa divisão e o seu imenso extremismo. Trata-se de uma sociedade profundamente dividida e extremada. É um povo que já não consegue escolher um rumo. A economia decai, a imigração de judeus já foi, ao que parece, substituída pela sua emigração. Israel é um país que está, lentamente, a ir pelo cano abaixo. Infelizmente, não vai sozinho: à frente dele vai a Palestina.
É muito triste.
Afixado por: Luís Lavoura em outubro 26, 2004 03:26 PMGin, estes colonos vivem fechados em condomínios por razões políticas e religiosas, não por falta de lugar onde viver em Israel. Representam as franjas mais agressivas da sociedade israelita e foram mutor (e não resultado) da expulsão permanente de palestinianos das suas casas e terras.
Afixado por: Daniel Oliveira em outubro 26, 2004 03:27 PM"motor", claro
Afixado por: Daniel Oliveira em outubro 26, 2004 03:36 PMDaniel,
já alguma vez viste uma manifestação de palestenianos a defender o reconhecimento e direito à existência do estado de Israel e do povo Judeu?
Luís Lavoura:
mostra lá dados dessa economia que está a afundar-se!
sim porque uma afirmação dessas ou é cega ou tem dados bem objectivos.
O ds vem com o argumento do costume... Se houvesse colonatos palestinianos em territorio israelita, esse argumento seria valido.
Afixado por: Filipe Moura em outubro 26, 2004 03:52 PMDaniel:
Estou extremamente de acordo com o conteúdo deste post e com a perspectiva que vem dar.
Não vejo o conflito entre Israelitas e Palestinanos como um confronto entre dois povos, um deles o mau (os mauzões invasores Israelitas ou os horríveis selvagens terroristas palestinianos) e outro o bom (o povo mártir palestiniano ou o civilizado e atacado povo Israelita).
Em vez disso vejo um confronto entre os moderados e pacifistas de ambos os lados, e os extremistas fundamentalistas de ambos os lados.
Sharon e a sua corja asquerosa fazem parte deste grupo de extremistas, e levam Israel para a desgraça. São corruptos, incompetentes, causam sérios danos à economia, às finanças, aos direitos civís, à segurança social, à diplomacia, à segurança de Israel.
Cada vez que dão um passo, o Hamas fica mais forte e os pacifistas Palestinianos mais fracos.
O Hamas, a Jihad Islâmica e outros movimentos similares são indivíduos com valores machistas, homofóbicos, obscurantistas e selvagens. Matam Isralitas indiscrimindamente, muitos deles inocentes. Cada vez que um atentedao deles tem sucesso, Sharon e a sua corja ficam mais fortes, e os pacifistas Israelitas ficam mais fracos.
É isso que é triste em Israel: os fundamentalistas carregados de ódio de ambos os lados estão a ganhar a guerra para que haja guerra. Mas é bom saber que o outro lado, o lado daqueles que querem a paz, ainda não capitulou.
Afixado por: João Vasco em outubro 26, 2004 03:53 PMA Palestina reconhe oficialmente a existência do Estado de Israel, por isso essa pergunta não faz qualquer sentido. Tentar fazer paralelos de justiça é alterar a verdade dos factos. Israel tem hoje Estado, território, forças armadas e direito de circulação. Quem é expulso é o povo palestiniano.
Afixado por: Daniel Oliveira em outubro 26, 2004 03:55 PMQuanto ao teu comentario, GIN: pessoas (os colonos israelitas) que conseguem o que ha algum tempo atras seria para mim impensavel, que e sentir uma minima simpatia por Sharon (nao ser partidario dele!) e inclusive temer pela sua vida, nao merecem a minha menor simpatia. Acresce que fanaticos de extrema direita sao principalmente esses colonos. A maioria da sociedade israelita, felizmente, e pelo desmantelamento dos colonatos.
Afixado por: Filipe Moura em outubro 26, 2004 03:56 PM
Esses fanáticos, não só são responsáveis pelo barril de pólvora, que aumenta de dia para dia no Médio Oriente, mas são igualmente responsáveis pelos ataques anti-semitas de que são alvo os outros judeus que optaram por continuar a viver noutros países.
A França, com duas enormes comunidades árabe e judaica, vive há já algum tempo sob enorme tensão com ataques sucessivos a sinagogas e a cemitérios judeus.
Os judeus franceses, e do resto do mundo, que se revoltam contra os muçulmanos, deveriam também revoltar-se contra os seus irmãos israelitas que, com a sua estratégia de terra queimada, contribuem para o genocídio do povo palestiniano e para o ódio dos povos islâmicos.
Quanto ao comentário do GIN, quanto terá custado aos palestinianos abandonarem as suas casas quando no pós-Guerra, e no pós-Holocausto, viram os colonos judeus invadiram as suas terras e instalaram-se nas suas casas e nas suas vivendas forçando-os a exilarem-se?
Quanto ao comentário do DS... só pode estar a brincar...
Daniel
O que disse foi que a postura da população dos colonatos resulta da política de interessaes do governo de israel. "Eles foram o motor", porque nessa altura a política de israel disso precisou e, por isso, deu-lhes corda fazendo deles fanáticos bem enquadrados por organizações de extrema direita chefiadas por quem não vivem neses colonatos.
Filipe Moura
Também não me move qualquer simpatia pelos colonos. Apenas me refiro ao facto de eles estarem a serem usados como moeda de troca e de ser necessário acompanhar o desmantelamento desses colonatos de forma a que não apareça mais mão de obra para as organizações de assassinos de palestinos que dificulte o seu retorno a essas terras.
JAM
Não sofro de falta de memória, nem utilizo dois pesos e duas medidas na análise que faço das situações. Esse argumento é absurdo e, em última análise, poderia concluir-se que agora vamos vingar-nos à força toda.
Não tenho, também, qualquer dúvida sobre a situação em que ficaram (e continuam a ficar porque eles estão a ser expropriados noutros lados) os palestinos, com as sucessivas expropriações dos seus territórios ... bastante piores que estes colonos que são-lhes dadas alternativas, enquanto os palestinos foram condenados à morte, à miséria e aos campos de refugiados.
Esses colonos são uma escória ultra-nazi (porque nazi, stricto sensu, é Sharon) a precisar de ser exterminada. Não há diálogo possível com bandalhos que se julgam "povo eleito" com direitos divinos à terra dos outros. Andam todos armados e todos já mataram palestinianos, quanto mais não seja por "desporto". Matam pelo ferro e pelo ferro serão mortos.
Quanto à existência do Estado fundamentalista, racista e apartheidesco de Israel (onde só votam 40% dos que tem direito legal de residência), surpreende-me que haja quem reivindique o reconhecimento de tal estado ! O direito de retorno de todos os expoliados, quer vivam na Cisjordânia, Gaza, Líbano, Jordânia, etc. é irrenunciável. Não há factos consumados em matéria de roubo de terras. Nem prescrição: só passaram 50 anos e Saladino reconquistou Jerusalém aos primeiros cruzados 100 anos depois da ocupação.
Quando todos os palestinianos (muçulmanos, cristãos ou judeus)exercerem o direito de regresso às suas terras roubadas, deverá funcionar o "one man, one vote" e o governo será de maioria (provavelmente muçulmana, dada a demografia da região...) num estado democrático, laico e multicultural. Não há lugar para estados fundamentalistas judeus na Terra Santa. O sionismo é crime contra a humanidadade e uma aberração indefensável.
Senão, como poderiamos criticar as leis anti-judaicas dos anos 30/40, que reservavam aos cristãos arianos a nacionalidade e dela privavam os judeus ? É isso precisamente, mas em sentido inverso, que fazem os nazi-sionistas israelitas ! Então onde está a coerência ? Não há lugar para dois estados (nem sequer do ponto de vista geográfico...) na Palestina, um para judeus, outro para cristãos e muçulmanos. So há uma Palestina. Ponto.
Reconhecer aos judeus o direito de viverem em paz não é sinónimo de permirtir-lhes terem um estado religiosamente puro à custa de massacres e limpezas étnicas. Os judeus da Palestina devem submeter-se, como os brancos da Africa do Sul, à regra da maioria. É simples. Não reconhecemos no passado a Africa do Sul "branca e apartheidesca", não devemos também reconhecer hoje a Palestina exclusivamente judaica, fundamentalista e apartheidesca. OS JUDEUS NÃO SÃO UM POVO ELEITO, SÃO UM "POVO" COM OS MESMOS DIREITOS E DEVERES QUE AS OUTRAS COMUNIDADES RELIGIOSAS. SÓ.
Perceberam, seus sionistas imbecilóides ?
O Daniel Oliveira diz que a Palestina reconhece oficialmente a existência do estado de Israel. Refere-se possivelmente à Autoridade Palestiniana. Acontece que essa mesma entidade é a que gere a autonomia quer em Gaza quer na Cisjordânia. E é essa mesma autoridade que preconiza o radicalismo quando por exemplo edita livros escolares onde se nega a existência de Israel e persegue os poucos moderados palestinianos. Pode-se falar então de um verdadeiro reconhecimento ?
Afixado por: Alexandre Monteiro em outubro 26, 2004 05:19 PMPenso que as alternativas que foram dadas aos colonos foi uma indemnização entre os 200 eo so 250 mil Dólares, pelo menos foi o que ouvio no telejornal. Poderia ser mais, mas também não é pouco, sempre dá para iniciar uma vida num outro local qualquer.
Afixado por: Gente Séria em outubro 26, 2004 05:31 PMÓ sionista A. Monteiro, vamos lá a ver uma coisa. Arafat e a Autoridade Palestiniana estão prisioneiros e ameaçados de execução a todo o momento. Por isso, não são livres e há que ler nas entrelinhas das suas declarações. Em direito, declarações obtidas sob coacção são nulas. Logo, o que todos os patriotas palestinianos, sem excepção, pensam é que o direito ao retorno às terras roubadas de todos os que quiserem exercer tal direito é irrenunciável (e por isso a paz é impossível sem o rearmamento maciço da nação árabe) e que se os sionistas consideram tal direito incompatível com a existência de Israel, como estado fundamentalista judeu, racista e apartheidesco, ENTÃO TAL ESTADO NÃO PODE SER RECONHECIDO POR NENHUM PATRIOTA palestiniano, nem por qualquer decente cidadão do mundo.
Um roubo de terras é um roubo de terras e não é eticamente exigível do roubado que aceite branquear tal roubo. A força não é o direito.
O que há é muita hipocrisia de muita gente que ainda não percebeu que aceitar a existência do estado de Israel (não dos judeus...), tal qual existe, é incompatível com o respeito dos direitos mínimos e irrenunciáveis dos palestinianos e logo com a Paz. Mais, que tal existência se traduz num crime contra a humanidade e numa ameaça perigosíssima para a Paz Mundial, porque o mundo islâmico fica constrangido a preparar-se para a guerra total para libertar os palestinianos. É só uma questão de tempo, e milhões morrerão, não tendo eu dúvidas de que o sionismo será esmagado.
Concluindo, todos os palestinianos se opõem à existência do estado nazi-sionista (não da existência de judeus na Palestina, repito). Não há "moderados", nem "extremistas" (fantasias buxistas). Em relação à Pátria ocupada, só há patriotas, que defendem a luta armada, possam ou não afirmá-lo abertamente, e traidores e colaboracionistas (na medida em que não tenham já sido executados). Agora há uns que estão na clandestinidade, que podem falar abertamente (nada mais têm a perder) e outros, como a ANP, que por serem de facto prisioneiros coagidos sob ameaça de morte, são obrigados a mentirem e a ocultarem as suas verdadeiras opiniões. É só isso...
Aliás, seria um disparate exigir à resistência francesa dos anos 40, como penhor da sua credibilidade, que reconhecesse o Estado de Vichy... Mas a "excepção judaica" parece justificar em muitas mentes intoxicadas pela propaganda sionista entorses à lógica e à aplicação igualitária do direito internacional...
Afixado por: Saladino em outubro 26, 2004 06:02 PMSaladino,
eu reconheço o estado de Israel!
não poderei, portanto, aspirar a ser um "decente cidadão do mundo"...
tu, claro, tu e alguma esquerda, é que são "decentes cidadãos do mundo", e ditam as regras e a moralidade, não a moral judaico-cristã, mas outra, a verdadeira, a legitima, a "moral".
fiquem então com ela, bom proveito!
«O que há é muita hipocrisia de muita gente que ainda não percebeu que aceitar a existência do estado de Israel (não dos judeus...), tal qual existe, é incompatível com o respeito dos direitos mínimos e irrenunciáveis dos palestinianos e logo com a Paz. Mais, que tal existência se traduz num crime contra a humanidade e numa ameaça perigosíssima para a Paz Mundial, porque o mundo islâmico fica constrangido a preparar-se para a guerra total para libertar os palestinianos. É só uma questão de tempo, e milhões morrerão, não tendo eu dúvidas de que o sionismo será esmagado.»
Através de si, meu caro Saladinho, Sharon já tem onde se ver ao espelho. É pena. A mais do que justa causa do povo palestiniano merece melhores advogados de defesa.
Afixado por: Daniel Oliveira em outubro 26, 2004 06:12 PMComentários ao acima colocado “Livro de Estilo”
2º - O Barnabé pensa por si. Não se dê ao trabalho de pensar. (continua amanhã)
Pois é, Daniel O., mas o problema é que aquilo que o Saladino disse é a opinião largamente maioritaria dos palestenianos.
Enquanto for assim Israel nunca desarmará até porque se os palestenianos vencerem uma guerra não haverá nenhum pedaço de terra palesteniana que fique na posse de judeus.
O estado de Israel resultou de um erro histórico de palmatória por parte do Reino Unido.
Enquanto todos os países colonizadores regressaram a casa após descolonizações mais ou menos felizes...
Enquanto a França, por exemplo, regressou ao seu hexágono, deixando a independência ao Líbano e à Síria...
os ingleses tiveram a infeliz ideia de enviar os judeus, espalhados pelo mundo, ocupar um país onde já viviam e trabalhavam normalmente os palestinianos.
Que direitos têm a mais os libaneses ou os sírios em relação aos palestinianos?
Não é, pois, de admirar que estes tenham levado tantos anos para reconhecer o estado de Israel.
De admirar sim, é... que o tenham, um dia, reconhecido.
Leiam o resto em
http://Briteiros.blogspot.com.
Ora, ora, Daniel, você não está nos melhores dias... Deixe de fugir com o rabo à seringa e responda directamente a estas questões (se puder, é claro):
1) Por que razão os racistas sul-africanos não tinham o direito (e bem) de criar um estado branco puro e de remeteram a maioria negra para bantustões exíguos rodeados pela força militar esmagadora dos racistas, e os judeo-nazis devem ter tal direito na Palestina, agora segundo um critério fundamentalista e não étnico ? Uns eram racistas e foram boicotados por todo o mundo, tendo sido obrigados a aceitarem o "one man, one vote" e o consequente governo de maioria negra, outros beneficiam aparentemente de uma derrogação escandalosa à proibição de roubos ou anexações territoriais, genocídio e limpeza étnica... Porquê ? Por serem o "povo eleito" ? Mas isso é democrático ? E desde quando é que o livro de uma seita ultra-minoritária no mundo, a Tora, é fonte do direito internacional ?
2) Não se engasgue... E porque é que os Reis Católicos e os regimes nazi-fascistas do séc XX eram racistas ao privarem com base em critérios religiosos e fundamentalistas os judeus da cidadania, da propriedade e da vida e os sionistas já não são racistas quando fazem o mesmo em Israel ? 2 pesos e duas medidas ? Mas isso não é muito feio e bizarro numa esquerda que gosta de presumir a sua hipotética superioridade moral ? Parece que hoje é a direita, a verdadeira, a minha, que dá lições de moral, à direita e à esquerda...
3) Você aceitaria ser expoliado das suas casas terras e país, relegado para campos de refugiados e aí sempre acossado, humilhado e massacrado, com os seus, por um exército de blindados, mísseis e hélis que só têm pela frente pedras ? Nem você, nem ninguém no mundo !Então por que exige aos palestinianos, que não são responsáveis pelo Holocausto, que pereçam no novo e lento holocausto ? A hipocrisia está em aplicar pesos e medidas diferentes aos árabes (os ocupados) e a Israel (o ocupante) e fingir que a existência do Estado racista e nazi de Israel não implica necessariamente um crime contra o povo palestiniano e contra a humanidade ! Finalmente é não ver o perigo de um holocausto nuclear mundial causado pelas anexações do "povo eleito". Quem pensa que os Sharons e a sua política de massacrarem tanto os palestinianos "que a ideia da possibilidade de independência completa fique definitivamente erradicada na mente destes" (sic) pode alguma vez ter sucesso, além de nazi, é irresponsável e burro, pois NUNCA, mas mesmo NUNCA, a Nação árabe aceitará vergar-se a tal diktat. Morrerão milhões, se necessário (há 1500 milhões de muçulmanos...), mas os cruzados sionistas serão varridos da Palestina de forma exemplar. Israel chafurda na ignomínia, envolto numa aura de complacência hipócrita ou de crítica inconsequente e pusilâmine, caminhando de "vitória" em "vitória" até ao aniquilamento final. O sangue dos mártires de hoje será vingado...e com juros elevados. Os sorrisos alarves dos judeo-nazis de hoje, amarelecerão e transformar-se-ão em esgar de terror quando a factura das suas actuais façanhas chegar...
Afixado por: Saladino em outubro 27, 2004 12:09 AME já agora:
Por que é que se branqueia o roubo de terras e a limpeza étnica cometida pela força pelos sionistas (uma violação manifesta do direito internacional passível em teoria do TPI...) e se chama "terroristas" e "extremistas" aos patriotas que pretendem reaver também pela força das armas o que lhes foi roubado, quando esta última actuação, ao contrário da primeira, é legítima defesa à luz do direito internacional ?
Onde está a lógica ? Não será o extraordinário poder de manipulação e de intoxicação de mafia sionista internacional que explica essas cambalhotas e entorses à aplicação dos princípios gerais do direito ? Alguns respondem: os princípios não interessam: Israel tem a força e utiliza-a. Pois, só espero que não mudem de opinião quando a força mudar de campo...nem me venham com choradinhos sobre o holocausto, porque aí a minha resposta (necessariamente cínica) será: os nazis também tinham a força e utilizaram-na. Normal. Perfeitamente normal...
Afixado por: saladino em outubro 27, 2004 12:36 AMD.O., aprendesse todos os dias. Aproveite e leia bem os comentários do Saladino.
É a opinião largamente maioritaria entre os palestinianos.
Depois diga qual deve ser a atitude de Israel perante este posicionamento.
Afixado por: onça em outubro 27, 2004 12:51 AMAprende-se.
Afixado por: onça em outubro 27, 2004 01:23 AMSou ignorante, ou não foi só a Africa do Sul, não se passou o mesmo em Timor, muitos de vós (esquerda/direita) não andaram a gritar, a exigir em manifestações. Exactamente, para quê?
Então, apesar da eloquência hiperbólica, o Saladino diz alguma mentira?
Há algo aqui que é essencial, a natureza apartheidesca de Israel.
Afixado por: Pedro Sá em outubro 27, 2004 09:25 AMColonos ultra-nazis podem matar impunemente palestinianos e impedir ambulâncias de os socorrerem... Um pequeno exemplo tirado do Haaretz de hoje:
"Settlers held up ambulance after Palestinian shot at outpost
By0 Amos Harel, Jonathan Lis and Arnon Regular, Haaretz Correspondents, and Haaretz Service
Settlers at an illegal West Bank outpost on Tuesday prevented an ambulance from reaching a Palestinian teenager shot by the outpost's security officer, Israeli military sources said Wednesday. The teen died before the ambulance arrived."
Caro Saladino, o senhor é verdadeiro Anacleto...por acso não tem uma fotozinha para pôr na galeria de honra deste blog?
Afixado por: Bocas em outubro 27, 2004 10:57 AMÓ caro Bocas (foleiras), a minha foto está nas enciclopédias (Al Saladin), mas não creio que seja correcto colocá-la ao lado das de infieis e comunas judeus...
Afixado por: saladino em outubro 27, 2004 11:20 AMMais uma vez, penso que Saladino tem, na generalidade, razão. Pode ser conveniente rechaçar os seus argumentos, como faz o Daniel Oliveira; mas, no fundo, esses argumentos estão corretos.
Afixado por: Luís Lavoura em outubro 27, 2004 12:58 PMNelson, basta-me olhar para Sharon para saber qual é a posição dos israelitas. Posição e não só: comportamento. E assim se compreende a posição dos palestinianos. Só que nós não somos nem palestinianos nem israelitas e temos obrigação de algum sangue frio. E, como lhe disse, não ponho ao mesmo nível a injustiça que sofrem os palestinianos e os israelitas. Porque ela é incomparável. O que não me impede de querer a coabitação pacífica de dois estados. E é por isto que respeito tanto os que dum lado e do outro se batem pela paz. São os meus verdadeiros heróis. Nada disto me pode permitir branquar o desrepeito permanente e aviltante que o Estado de Israel tem tido pelo povo palestiniano.
Afixado por: Daniel Oliveira em outubro 27, 2004 01:03 PMBem, há que acrescentar um bemol a esta discussão. Estou de acordo com o post do Daniel e com 80% da sua posição sobre o conflito do Médio Oriente. O que não impede que os 20% restantes devam ser discutidos... senão caímos no conto do vigário dos "marchands de tapis" sionistas.
Já roubaram 78% do território da Palestina (fronteiras de 67). Agora preparam-se para abocanhar a maior parte da Cisjordânia e já vão para aí nos 95%. Eis o guião: Sharon faz uma fita imensa declarando solenemente ser a favor da paz e da restituição de 5% do teritório da antiga Palestina (ou seja,um bantustão de +- 1000 Km2 para 7 milhões de palestinianos, incluindo os exilados), e ainda vai ficar como um grande pacifista, um moderado, que fez uma "dolorosa" concessão aos ingratos palestinianos e que estes deviam mostrar-se agradecidos e "moderados" reprimindo (se ainda conseguirem mexer-se lá no guetto em que estão empilhados...) os extremistas-terroristas e desmancha-prazeres que querem recuperar os restantes 95% de teritório pátrio roubado...
Há muita gente, mesmo bem intencionada e crítica de Israel, que cai neste conto do vigário... Talvez porque os vigaristas sionistas sabem explorar magistralmente o complexo de culpa europeu resultante do holocausto (em que os europeus, mas não os árabes que estão a pagar a factura, participaram...)
Afixado por: Saladino em outubro 27, 2004 01:56 PMNeste seu ultimo comentario voce ate tem muita razao, Saladino. Os colonatos que realmente interessam, os da Cisjordania, continuam sob controlo israelita, cercados pelo novo muro da vergonha, um atentado ao direito internacional condenado por todos os paises menos os EUA (do famigerado lobi judeu). Eu nao me iludo a este respeito. Mesmo assim ficou demonstrado que, por incrivel que pareca, Sharon nem e o pior que ha em Israel, e apesar de tudo revelou uma certa coragem.
Dito isto, o que o faz perder a razao toda e falar na "Grande Nacao Arabe" que vai "esmagar os sionistas". O seu sonho de "uma nacao, dois povos" ate seria bonito (o ideal seria que o mundo todo coabitasse assim!), mas e inviavel na conjuntura. Tem de haver dois estados, com as fronteiras originais, declaradas pela ONU.
O seu tipo de discurso e o pior para a causa palestiniana, e o exterminio de Israel que defende e inaceitavel. Repare que o comentador ds e os "sharonettes" da nossa praca (nao estou aqui a afirmar que ds seja um deles), em vez de responderem directamente as criticas que lhe sao feitas, preferem ataca-lo a si.
"O que não me impede de querer a coabitação pacífica de dois estados" Mr. Oliveira
Obrigado, Sr. Daniel Oliveira. Essa foi a política que sempre defendi para a Africa do Sul, que a comunagem internacional sempre apelidou de racista. Não era racista, apenas defendia cada macaco no seu galho. Os brancos com sua Africa do Sul progressivamente limpa de macacos subversivos (como esse tal de Mandela que mandei para a prisão) e os povos bantus com os seus alegres e confortáveis bantustões, verdadeiros estados que incompreensívelmente a comunidade internacional nunca reconheceu, alegando não terem soberania real. É certo que não podiam ter exército (tal como o bantustão Palestina), que as suas fronteiras estavam controladas pelo nosso exército que aí podia entrar a todo o tempo para restabelecer a ordem, já que tinhamos de garantir a nossa segurança e a eliminação de terroristas que continuavam a reivindicar o direito de voto de todos esses macacos bantus nas nossas eleições democráticas (sim, porque tal como Israel nós eramos a única democracia da região !).
Alegra-me agora verificar que o mundo livre (e até o Sr. Oliveira, um esquerdista) já aceitam o nosso ponto de vista. Desgraçadamente, tarde demais para a Africa do Sul branca e imaculada, que já foi entregue à bicharada (aos tais macacos). Mas, vale mais tarde do que nunca. Pelo menos Israel prova hoje que o apartheid é um sistema justo e democrático, em que dois estados podem coabitar e respeitar-se mutuamente, sob a protecção embevecida e orgulhosa do ocidente (ou do que dele resta...).
Poderei até acrescentar em meu abono, que o nosso apartheid era mais benevolente que o de Israel, pois nunca privámos os bantus (os tais macacos) da nacionalidade sul-africana. Bastava não os deixar votar. E também nunca enviamos tanques, aviões e mísseis para os submeter. Os blindados da polícia chegavam... e também construíamos todas as infraestruturas, escolas, hospitais e estradas dos bantus, ao passo que o apartheid israelita apenas contempla a destruição de todas essas infraestruturas e nenhuma construção.
Constitui uma dolorosa ironia da história que o nosso APARTHEID, muito mais cristão, benevolente e humano, tivesse sido boicotado e vilipendiado por todo o mundo, enquanto que o seu remake judeu, bastante mais duro, tenha um acolhimento tão favorável, mesmo de esquerdistas como o Sr. Oliveira...
Viva o apartheid, viva Israel e o viva o Sr. Oliveira ! E viva também eu (mesmo no inferno), o Pai do Apartheid !
Afixado por: Verwoerd, o pai do apartheid em outubro 27, 2004 02:30 PM"Verwoerd", a comparação não faz sentido. Os sul-africanos têm a mesma nacionalidade, coisa que não acontece, hoje, com palestinianos e israelitas.
Afixado por: Daniel Oliveira em outubro 27, 2004 02:40 PMA comparação de Verwoerd faz, lamentavelmente, muitíssimo sentido.
Afixado por: Luís Lavoura em outubro 27, 2004 02:59 PMFilipe:
Na Palestina sempre viveram em paz as três religiões do Livro. À excepção do tempo das primeiras cruzadas (hoje assistimos às segundas...) nunca aí houve fundamentalismos nem estados em que a nacionalidade fosse exlusivamehte atribuída segundo critérios religiosos. Durante o período otomano, os judeus gozavam de liberdade extrema. Aliás, o Imperio Otomano era o principal destino dos judeus fugidos dos vários pogroms europeus. Entre os seus irmãos árabes (também semitas) nunca os judeus foram vítimas de racismo nem perseguições.
Logo, a decisão da ONU de 48 de reservar a maior parte da Palestina a judeus, exactamente a mais minoritária das 3 religiões do Livro, que aí têm os seus lugares santos, é uma decisão de terceiros ilegal que não vincula os palestinianos, pois estes não deram o seu consentimento a tal "doação" da sua terra. A ONU na altura não eram 200 países, mas apenas 30 e tal, quase todos implicados no holocausto e com um grande complexo de culpa... Mas, repito, se A e B acordam entre eles que a minha casa passa a pertencer a B, esse "negócio" é inválido e não me vincula jurídicamente.
Mas mesmo essa decisão da ONU previa o direito de retorno de todos os refugiados expulsos pelo terrorismo da Irgun, Stern e Haganah. Logo, pode constituir uma base para a resolução do conflito, desde que integralmente respeitada. O problema é que os sionistas hoje recusam tal direito de retorno com o "argumento" de que ele seria incompatível com o carácter judeu (fundamentalista, portanto) do estado israelita.
Se todos os palestinianos puderem participar nas eleições na Palestina/Israel (o nome é o que menos interessa), estes submetem-se à democrática regra da maioria, mas exigem que os judeus façam o mesmo. Quem é que tem medo da democracia ? Os sionistas não aceitam tal solução porque são uma minoria (tal como os brancos sul-africanos) e por isso preferem o apartheid. O APARTHEID e não o eufemismo "dois estados", porque o bantustão "palestina", sem exército, sem controlo de fronteiras, sem contiguidade territorial não é, à luz do direito internacional, um "estado" soberano (tal como não o eram os bantustões da Africa do Sul).
Quanto ao facto de um único estado binacional ser "inviável", a história prova que o contrário. Ninguém pensava que os brancos sul-africanos pudessem, depois do que fizeram, continuar a viver em paz sob um goberno de maioria negra... e o exemplo da Alemanha e da França ainda é mais impressionante: de 1870 a 1945 tiveram 3 guerras fraticidas em que morreram MILHÕES de ambos os lados. E hoje são irmãos exemplares e inseparáveis dentro da Pátria Europeia...
Quem deve ser destruído é o sionismo fundamentalista e apartheidesco, não o povo judeu, é o Estado israelita enquanto estado apartheidesco e não democrático, não um eventual estado israelita multicultural, laico e democrático. Sharon, os colonos e as SS Tsahal devem ser aniquilados, porque são nazis, racistas e inimigos da Paz mundial. Mas estes não devem ser confundidos com os judeus em geral.
Tal como em 40/45, o que interessava aniquilar era o militarismo nazi do Herrenvolk (outro povo eleito...), não o povo de Kant, Beethoven e Goethe, hoje a mais formidável locomotiva do combóio Europa.
E só a Nação árabe (re)unida (tal como sob o meu comando em 1178) o pode fazer, dada a passividade do mundo perante o massacre e a humilhação dos palestinianos e do Islão em geral. A Nação árabe deve unir-se sob o comando de um novo Saladino, eliminando todos os traidores e fantoches que a dividem, rearmar-se maciçamente, incluindo o vector nuclear de dissuasão, e depois resolver "comme il faut", ou seja, a bem ou a mal, a questão da Palestina. Porque, repito só eles o podem fazer. As críticas receosas e inconsequentes da maior parte do mundo não salvam os palestinianos. Só as armas...
Sabe, eu não participei no Holocausto e por isso não tenho complexos de culpa. Mais, acho que a melhor forma de permanecer fiel ao combate anti-nazi de ontem é combater os nazis de hoje, o nazi-sionismo. E não é fazendo injustificadas e desnecessárias concessões semânticas ao sionismo, como considerar "terroristas" os patriotas que lutam contra a ocupação, que se serve (melhor) a causa palestiniana...
Afixado por: saladino em outubro 27, 2004 03:45 PMFilipe:
Na Palestina sempre viveram em paz as três religiões do Livro. À excepção do tempo das primeiras cruzadas (hoje assistimos às segundas...) nunca aí houve fundamentalismos nem estados em que a nacionalidade fosse exlusivamente atribuída segundo critérios religiosos. Durante o período otomano, os judeus gozavam de liberdade extrema. Aliás, o Imperio Otomano era o principal destino dos judeus fugidos dos vários pogroms europeus. Entre os seus irmãos árabes (também semitas) nunca os judeus foram vítimas de racismo nem perseguições.
Logo, a decisão da ONU de 48 de reservar a maior parte da Palestina a judeus, exactamente a mais minoritária das 3 religiões do Livro, que aí têm os seus lugares santos, é uma decisão de terceiros ilegal que não vincula os palestinianos, pois estes não deram o seu consentimento a tal "doação" da sua terra. A ONU na altura não eram 200 países, mas apenas 30 e tal, quase todos implicados no holocausto e com um grande complexo de culpa... Mas, repito, se A e B acordam entre eles que a minha casa passa a pertencer a B, esse "negócio" é inválido e não me vincula jurídicamente.
Mas mesmo essa decisão da ONU previa o direito de retorno de todos os refugiados expulsos pelo terrorismo da Irgun, Stern e Haganah. Logo, pode constituir uma base para a resolução do conflito, desde que integralmente respeitada. O problema é que os sionistas hoje recusam tal direito de retorno com o "argumento" de que ele seria incompatível com o carácter judeu (fundamentalista, portanto) do estado israelita.
Se todos os palestinianos puderem participar nas eleições na Palestina/Israel (o nome é o que menos interessa), estes submetem-se à democrática regra da maioria, mas exigem que os judeus façam o mesmo. Quem é que tem medo da democracia ? Os sionistas não aceitam tal solução porque são uma minoria (tal como os brancos sul-africanos) e por isso preferem o apartheid. O APARTHEID e não o eufemismo "dois estados", porque o bantustão "palestina", sem exército, sem controlo de fronteiras, sem contiguidade territorial não é, à luz do direito internacional, um "estado" soberano (tal como não o eram os bantustões da Africa do Sul).
Quanto ao facto de um único estado binacional ser "inviável", a história prova que o contrário. Ninguém pensava que os brancos sul-africanos pudessem, depois do que fizeram, continuar a viver em paz sob um goberno de maioria negra... e o exemplo da Alemanha e da França ainda é mais impressionante: de 1870 a 1945 tiveram 3 guerras fraticidas em que morreram MILHÕES de ambos os lados. E hoje são irmãos exemplares e inseparáveis dentro da Pátria Europeia...
Quem deve ser destruído é o sionismo fundamentalista e apartheidesco, não o povo judeu, é o Estado israelita enquanto estado apartheidesco e não democrático, não um eventual estado israelita multicultural, laico e democrático. Sharon, os colonos e as SS Tsahal devem ser aniquilados, porque são nazis, racistas e inimigos da Paz mundial. Mas estes não devem ser confundidos com os judeus em geral.
Tal como em 40/45, o que interessava aniquilar era o militarismo nazi do Herrenvolk (outro povo eleito...), não o povo de Kant, Beethoven e Goethe, hoje a mais formidável locomotiva do combóio Europa.
E só a Nação árabe (re)unida (tal como sob o meu comando em 1178) o pode fazer, dada a passividade do mundo perante o massacre e a humilhação dos palestinianos e do Islão em geral. A Nação árabe deve unir-se sob o comando de um novo Saladino, eliminando todos os traidores e fantoches que a dividem, rearmar-se maciçamente, incluindo o vector nuclear de dissuasão, e depois resolver "comme il faut", ou seja, a bem ou a mal, a questão da Palestina. Porque, repito só eles o podem fazer. As críticas receosas e inconsequentes da maior parte do mundo não salvam os palestinianos. Só as armas...
Sabe, eu não participei no Holocausto e por isso não tenho complexos de culpa. Mais, acho que a melhor forma de permanecer fiel ao combate anti-nazi de ontem é combater os nazis de hoje, o nazi-sionismo. E não é fazendo injustificadas e desnecessárias concessões semânticas ao sionismo, como considerar "terroristas" os patriotas que lutam contra a ocupação, que se serve (melhor) a causa palestiniana...
Afixado por: saladino em outubro 27, 2004 03:45 PMFilipe:
Na Palestina sempre viveram em paz as três religiões do Livro. À excepção do tempo das primeiras cruzadas (hoje assistimos às segundas...) nunca aí houve fundamentalismos nem estados em que a nacionalidade fosse exlusivamente atribuída segundo critérios religiosos. Durante o período otomano, os judeus gozavam de liberdade extrema. Aliás, o Imperio Otomano era o principal destino dos judeus fugidos dos vários pogroms europeus. Entre os seus irmãos árabes (também semitas) nunca os judeus foram vítimas de racismo nem perseguições.
Logo, a decisão da ONU de 48 de reservar a maior parte da Palestina a judeus, exactamente a mais minoritária das 3 religiões do Livro, que aí têm os seus lugares santos, é uma decisão de terceiros ilegal que não vincula os palestinianos, pois estes não deram o seu consentimento a tal "doação" da sua terra. A ONU na altura não eram 200 países, mas apenas 30 e tal, quase todos implicados no holocausto e com um grande complexo de culpa... Mas, repito, se A e B acordam entre eles que a minha casa passa a pertencer a B, esse "negócio" é inválido e não me vincula jurídicamente.
Mas mesmo essa decisão da ONU previa o direito de retorno de todos os refugiados expulsos pelo terrorismo da Irgun, Stern e Haganah. Logo, pode constituir uma base para a resolução do conflito, desde que integralmente respeitada. O problema é que os sionistas hoje recusam tal direito de retorno com o "argumento" de que ele seria incompatível com o carácter judeu (fundamentalista, portanto) do estado israelita.
Se todos os palestinianos puderem participar nas eleições na Palestina/Israel (o nome é o que menos interessa), estes submetem-se à democrática regra da maioria, mas exigem que os judeus façam o mesmo. Quem é que tem medo da democracia ? Os sionistas não aceitam tal solução porque são uma minoria (tal como os brancos sul-africanos) e por isso preferem o apartheid. O APARTHEID e não o eufemismo "dois estados", porque o bantustão "palestina", sem exército, sem controlo de fronteiras, sem contiguidade territorial não é, à luz do direito internacional, um "estado" soberano (tal como não o eram os bantustões da Africa do Sul).
Quanto ao facto de um único estado binacional ser "inviável", a história prova que o contrário. Ninguém pensava que os brancos sul-africanos pudessem, depois do que fizeram, continuar a viver em paz sob um goberno de maioria negra... e o exemplo da Alemanha e da França ainda é mais impressionante: de 1870 a 1945 tiveram 3 guerras fraticidas em que morreram MILHÕES de ambos os lados. E hoje são irmãos exemplares e inseparáveis dentro da Pátria Europeia...
Quem deve ser destruído é o sionismo fundamentalista e apartheidesco, não o povo judeu, é o Estado israelita enquanto estado apartheidesco e não democrático, não um eventual estado israelita multicultural, laico e democrático. Sharon, os colonos e as SS Tsahal devem ser aniquilados, porque são nazis, racistas e inimigos da Paz mundial. Mas estes não devem ser confundidos com os judeus em geral.
Tal como em 40/45, o que interessava aniquilar era o militarismo nazi do Herrenvolk (outro povo eleito...), não o povo de Kant, Beethoven e Goethe, hoje a mais formidável locomotiva do combóio Europa.
E só a Nação árabe (re)unida (tal como sob o meu comando em 1178) o pode fazer, dada a passividade do mundo perante o massacre e a humilhação dos palestinianos e do Islão em geral. A Nação árabe deve unir-se sob o comando de um novo Saladino, eliminando todos os traidores e fantoches que a dividem, rearmar-se maciçamente, incluindo o vector nuclear de dissuasão, e depois resolver "comme il faut", ou seja, a bem ou a mal, a questão da Palestina. Porque, repito só eles o podem fazer. As críticas receosas e inconsequentes da maior parte do mundo não salvam os palestinianos. Só as armas...
Sabe, eu não participei no Holocausto e por isso não tenho complexos de culpa. Mais, acho que a melhor forma de permanecer fiel ao combate anti-nazi de ontem é combater os nazis de hoje, o nazi-sionismo. E não é fazendo injustificadas e desnecessárias concessões semânticas ao sionismo, como considerar "terroristas" os patriotas que lutam contra a ocupação, que se serve (melhor) a causa palestiniana...
Afixado por: saladino em outubro 27, 2004 03:45 PMAntes de mais, as minhas desculpas por o último lençol ter saído em triplicado (erro de manipulação).
Quanto ao paralelismo assinalado pelo nosso amigo (salvo seja) Verwoerd entre os apartheids sul-africano e israelita, ele existe mesmo, Daniel. Os sul-africanos, brancos e negros, tinham a mesma nacionalidade, porque o projecto da criação de vários estados-bantustões não vingou, por falta de apoio internacional. Senão os "macacos" passariam a ter apenas a nacionalidade do seu bantustão e não a sul-africana, reservada ao "povo eleito" afrikaans (parece que na Biblia deles, a da Igreja Reformada holandesa, aquela terra também lhes tinha sido dada...).
E na Palestina de hoje, a situação é idêntica. Não há Palestina nenhuma (não têm governo, exército, embaixadas, etc.). Há é palestinianos que são apátridas dentro da sua própria terra, dominada pela raça superior, a judaica, a qual não lhes reconhece, ao contrário dos sul-africanos brancos, a nacionalidade do seu estado, nem os deixa estabelecer o seu próprio estado soberano (com exército e controlo de fronteiras próprio, é claro). Isto independentemente da questão de saber de tal estado soberano (que os israelitas não aceitam, repita-se, porque só aceitam um pseudo-estado, o tal bantustão) seria possivel e viável, ou mesmo desejável.
Logo, o apartheid sul-africano era muito superior ao israelita. Os negros não eram apátridas na sua própria terra. Eram apenas cidadãos sem direito de voto, de expressão, etc. E também é verdade que, apesar da intolerável opressão racista, viviam melhor, do ponto de vista material, que a maior parte dos africanos. Em suma, tenho de reconhecer que Verwoerd nisso tem razão. Em matéria de apartheid, mais vale o original que a cópia...
Afixado por: saladino em outubro 27, 2004 04:29 PMJudeo-nazis ...e genocidas de crianças...
"Dozens of Palestinian children
have been killed in recent attacks
Some 23 Palestinian children have been killed since 30 September – the majority receiving bullets in the chest, neck and head.
On 30 September, 15 Palestinian children were killed within hours of each other.
Medics carrying out an autopsy on 13-year-old Iman al-Hams found five bullets in her head and 15 bullets throughout the rest of her body.
-
Shot while walking to school on 5 October, Israeli troops also prevented paramedics from giving her immediate medical attention.
Some five Israeli children have died in the same period. Three were killed in an attack on a hotel in Egypt and two others died in a Qassam rocket attack on an illegal settlement.
Aram's death raises the overall toll since the September 2000 start of the al-Aqsa intifada to 4535 men, women and children.
Around 80% of those killed have been Palestinian."
Al Jazeera
sim, realmente gosto mais de "saladino" do que "euro-liberal".
O discurso é o mesmo, só que agora mais em consonancia com o carácter...
E a seguir à morte de tods os judeus, apregoado por ti, quem mais? Os americanos? E depois, todos aqueles que não se submetam??
ingénuo
Ora com a vossa licença, ou sem ela, que esta é a primeira vez que eu aqui comento alguma coisa... Para pensar, imagine-se isto:
Terça feira, está toda a gente na sua alegre pasmaceira e começa um Hitler ali na Damaia ou na Buraca a matar uns pretinhos. Então, vem o Bush e manda-lhes umas bombas em cima. Depois disso, pegam nos pretinhos e metem-nos a viver em vossas casas. Vocês, como bons portugueses, aguentam-se, que é assim que é costume. Os pretinhos começam a perceber que a casa é grande, passm a viver bem, confinam-vos à arrecadação, e ainda aproveitam para vos bater de quando em vez. Eu não lhes dava beijinhos...
Como dizia um maestro, não muito conhecido, "Hitler exagerou, mas não muito..."
Afixado por: Fábio em outubro 29, 2004 11:29 PM