
Então por que raio está um ridículo écran afixado mesmo em frente do painel, impedindo a visão total do mesmo? Não havia outro lugar para pôr o maldito écran – que ainda por cima passa o seu tempo apagado?
O Instituto Camões restaurou um belíssimo edifício na esquina entre a Avenida da Liberdade e o Marquês, ao lado do edifício do DN. Esplêndido. Parece que era para ser a "Casa da Lusofonia", mas não sei se já entrou em funcionamento. Muito bem. Foi construído um discreto elevador lateral, decerto para facilitar o acesso. Excelente.
Então por que raio se acrescentaram ao elevador três enormes placas revestidas a mármore, incongruentes e pouco discretas? É que essas placas tapam o painel "Diário de Notícias", de Almada Negreiros, na parede do prédio ao lado – aquele dos telégrafos e jornais. Neste momento só se consegue ver o painel de esguelha.
Caramba! São um Vieira da Silva e um Almada Negreiros, pessoal. Corrijam lá isso, por favor.
Publicado por ruitavares em | TrackBackÉ, parece que a memória e a História do País não têm a mais pequena réstia de valor. Peço desculpa, vou abordar um tema que talvez não esteja directamente relacionado, mas que já há tempos me tem indignado.
Estes "pequenos pormenores" são graves atentados à cultura e à história nacional. Tal como a o que acontece com as placas memoriais de acontecimentos ou pessoas que é importante lembrar. Na freguesia de Alcântara, na Rua José Dias Coelho havia uma placa no prédio em frente ao qual o pintor foi assassinado. O prédio fez obras, foi recuperado (o que é de louvar), e a placa foi retirada, pensei eu, para ser limpa e recuperada. Enganei-me, a placa não voltou ao sítio, alegadamente porque o dono do prédio se opõe, não quer lá comunistas no prédio, nem os mortos. O dono do prédio? Mas que raio tem o dono do prédio a ver com a História do País? Como é que um proprietário tem o direito de opôr à memória do País? Ao direito fundamental dos Portugueses à sua História e à sua Memória????
O mesmo já se tinha passado com a placa que referenciava a casa de Isabel Aboim Inglês, também em Alcântara, na Rua dos Lusíadas. Esta placa está afixada à entrada da Junta de Freguesia com a referência da morada onde deveria estar. Deveria estar, mas não está, porque mais uma vez os moradores não querem. E eu volto a perguntar, que raio tem meia dúzia de gente a ver com a História Nacional, com a Memória do Povo Português?
Afixado por: Helena Romão em novembro 12, 2004 09:08 PMPois é...
Mas agora está na moda saber mais dos Estados Unidos!
Como aquele tal senhor rato "vaidoso, enfatuado e arrongante" (como alguém o classificou), verborreico snob e pesporrento, acrescentarei eu!
Esse rato histérico que ontem mais uma vez me provocou certa repulsa quando, num programa de TV, na ânsia de justificar o boicote da convenção de Quioto pelos seus amigos, apresentou o caso de um país europeu (já não sei qual) que para cumprir o programa teria de gastar "uns 600 milhões de contos, ou de euros, não sei bem" (sic).
Belíssimo exemplo de rigor!
E estamos em risco de ver exemplares desta espécie proliferarem rapidamente, como é de sua natureza, numa perigosa invasão portadora de todo o tipo de peçonhentas maleitas!...
Pois é. E já que falamos de atropelos ao nosso património histórico e cultural, porque razão é que os CTT, quando renovaram a estação dos Restauradores, destruiram - isso mesmo, destruiram - um painel do Almada Negreiros que tinha sido feito para a inauguração dessa mesma estação. Que tenha sido permitido, isso então, diz mais sobre o nosso país do que sobre a incompetência e analfabetismo da gestão dos CTT.
Afixado por: Pedro Sales em novembro 13, 2004 01:10 AMcafé sical, praça filipa de lencastre, ao lado do hotel infante santo, no porto: um painel de júlio resende,com homens de chapéu sentados ao balcão e um mulher roliça nop canto supeiro esquerdo, a dominar o desenho.para quem gosta de coisas bonitas.
parabéns pelo barnabé.
limoeiro
afadigadaladeira.blogspot.com
Rui,
100% de acordo!
Andamos a tratar mal o nosso próprio património artístico e cultural.
Não sei precisar a data, mas há uns bons 3 ou 4 anos fui a uma exposição que inaugurou a Casa da Lusofonia, nesse edifício. As obras ainda decorriam, em vários pontos do prédio. Desse dia até hoje nada mais ouvi dizer. Será que fechou?
Afixado por: JTF em novembro 15, 2004 05:02 PM