O Filipe Nunes Vicente (FNV), do Mar Salgado, fez um post intitulado "vergonha" a criticar duramente este post de Ana Gomes (AG), no Causa Nossa. Nos comentários do Mar Salgado, reagi ao post de FNV. Ele agora responde-me. Para estarmos em pé de igualdade (os comentários e os posts escrevem-se em níveis de visibilidade distintos), trago a polémica para aqui.
Resumindo: Ana Gomes escreveu um post sobre Nelly Kroes, uma das comissárias da nova comissão de Durão Barroso. Da apreciação ali feita sobre Kroes, FNV retirou que AG fez uma insinuação de cariz racista ou anti-semita (estas palavras uso-as eu, mas é esse claramente o subtexto do post de FNV). Esta insinuação de AG traduzia-se, para FNV, na ligação estabelecida entre o talento empresarial de Kroes e a sua eventual costela judia. Como a insinuação era grave, fui ler o post de AG. Trata-se de um post essencialmente político sobre as ligações de Kroes a diferentes multinacionais e sobre as reservas que tais ligações podem trazer à independência da sua actuação política. No fim, e em P.S., AG escreve: "O "Kroes" da Comissária Nelly, lê-se Cruz. Será que tanto talento empresarial não se explica por costela de antepassado judeu/cristão novo português, como é marca de boa parte da elite holandesa (quem ficou a perder fomos nós!)? (...)". Sobre isto, afirmo: não há aqui nenhuma conotação negativa para com o "talento empresarial" da comissária. A autora até acrescenta à frase um lamento sobre a expulsão dos cristãos-novos pelos portugueses (um "nós" em que AG se inclui) que FNV não cita no seu post.
A isto FNV responde-me com uns mimos simpáticos e diz que não percebe "porque raio vai [AG] buscar a costela judeu/cristão-novo" para falar de Kroes, se não for para estabelecer uma ligação arbitrária entre a eventual costela judia da comissária e a alta finança. Respondo-lhe: como está claro no texto, é porque a senhora se chama Kroes. O facto de a senhora se chamar assim permite pôr legitimamente a hipótese de ela ter uma costela cristã-nova ao abrigo de outras conotações. A interpretação "rácica" da alegação de AG vem toda de FNV e da sua reserva mental sobre AG. A insinuação de AG transforma-se em insinuação de FNV. Os textos devem ser interpretados pelo que dizem, não pelo que não dizem. Repito a sugestão que fiz a FNV: guardemos a palavra "vergonha" para outros casos em que ela se justifique.
P.S. Peço imensa desculpa ao comentador a. pacheco, mas sem querer apaguei uma primeira versão deste post com um comentário seu lá dentro. Por favor volte a escrevê-lo.
Publicado por andrebelo em | TrackBackComo é bonito o amor em Portugal!
Afixado por: Marta Dimas em novembro 21, 2004 03:01 PM
Já estamos todos fartos do "políticamente correcto" made in USA que não permite criticar judeus que apoiam os massacres dos ssharonescos na Palestina, sob pena de "antisemitismo"... mesmo que semitas sejam sobretudo as vítimas do nazi-sionismo...e que anti-semitas sejam por isso os sharonescos...
Caro André,
Digo-o muitas vezes mas desta vez esqueci-me: não tenho acesso à minha própria caixa de comentários ( mas tenho à do Barnabé, que frequento com muito gosto) e por isso respondi sob a forma de post. Espero que não tenha levado a mal.
saudações blogosféricas,
FNV
Este lobby pró-sionista faz-nos passar por tontos.
O Câmara de Oleiros na Galiza (comunista), promoveu uma campanha de solideriedade para com a Palestina, o Embaixador de Israel em Madrid reagiu com uma indignação inusitada, com o argumento que a dita campanha tinha motivações anti-judias.
Meter tudo no mesmo saco, parece ser a técnica engana-tolos dos sionistas.
De facto,
já dizia Francis Bacon
que o mais importante da epístola
vem no P.S. final,
não na sua substância.
Assim Mar Salgado
(quanto de tuas águas)
se basta de encontrar
matéria de "vergonha"
não no corpo do texto
de AG, mas só na sua leve cauda
de significação.
E então é ré de lesa culpa,
a ver se aprende a não trocar
o carro pelos bois.
Creio que há aqui duas questões distintas. Em primeiro lugar, Ana Gomes não mistura multinacionais com costelas: reconhece a óbvia relação entre multinacionais e talento empresarial e sugere uma possível relação entre o talento empresarial da Sra. Kroes e uma sua eventual costela. Ora, o que mais haverá, certamente, nas multinacionais, são talentos empresariais de costelas as mais diversas, e talentos que não são explicados por costelas (a maioria, aposto - e espero não vir a ser acusado de, subrepticiamente, tentar estabelecer uma relação entre multinacionais e invertebrados).
Ana Gomes, em bom rigor, nem sequer sugere uma relação entre judeus e talentos: postula sim que entre os judeus expulsos de Portugal e que se refugiaram na actual Holanda (é só desses que fala) havia muita gente talentosa. (Aliás, se falasse dos judeus em geral, onde F.N.V. vê um ódio sem razão eu acharia um amor sem motivo.)
Mas existe uma segunda questão. F.N.V. refere-se-lhe exemplarmente: "Como se explica fácilmente [sic] que os negros ganham corridas de velocidade porque lhes está no sangue fugirem como escravos dos respectivos donos".
As circunstâncias históricas que levaram os crentes de uma determinada religião a desenvolverem competências em actividades económicas centradas em "activos incorpóreos" "desoxirribonucleizaram-se"?
O ponto é saber do que se fala quando se fala de "costela de antepassado judeu/cristão novo português" (Ana Gomes) ou "costela judia" (André Belo).
(Será que, afinal, as dores que de quando em vez sinto nas costas resultam de um conflito entre a minha posição face à religião e o catolicismo dos meus progenitores?)
Apenas uma pequena precisão: não foram os cristãos-novos que foram expulsos de Portugal. Foram os judeus. E se perdemos alguma coisa com essa expulsão não esqueçamos que foram muitos mais os que cá ficaram dos que se foram embora. A menos que acreditemos que só os bons se foram embora e só os maus cá ficaram, o resultado final não nos deve ter prejudicado muito. (A propósito: eu, tal como 99% dos portugueses, tenho ascendentes cristãos-novos, pelo que nem sei o que é isso de anti-semitismo...)
Afixado por: Albatroz em novembro 21, 2004 05:17 PMTem razão, Albatroz, enganei-me.
FNV: não levei a mal.
Saudações blogsféricas também para si.
Afixado por: André Belo em novembro 21, 2004 05:31 PM
Saladino, fale por si. Temos o politicamente correcto "made in USA" e temos o politicamente correcto "made in Europe" que aprova o extremismo islamico. Engraçado como hoje em dia a esquerda e a extrema-direita possuem o mesmo discurso anti-semita.
Afixado por: Richard LionHeart em novembro 21, 2004 05:35 PMNão há pior racismo que o da descriminação «positiva», é o racismo portuga politicamente correcto, do «Eu até tenho um amigo que é...», NÃO HÁ PIOR RACISMO DO QUE ESTE.
É uma estupidez não se poder criticar um facinora, ou actos condenáveis, só porque são de outra raça ou de outra religião. Não entender isto é estar a confundir alhos com bogalhos.
Agora sou eu que estou a entrar em parafuso com a censura do Weblog. Vou ter que mandar o comentário às pinguinhas, para ver onde é que está a palavra proibida.
Aqui vão os dois primeiros parágrafos:
Portugal está cada vez mais parecido com a França. Não é um elogio. É que a França sempre esteve mais voltada para o seu umbigo do que para o Mundo. E Portugal está a ficar, cada vez mais, assim mesmo.
Há cerca de um mês que se fala das ligações da senhora Cruz ao mundo dos negócios e como essas ligações podem ser perigosas para alguém a quem foi atribuída a pasta da Concorrência na nova Comissão Europeia.
Afixado por: JAM em novembro 21, 2004 05:56 PMPassou?
Porreiro!!!
Agora o link
(clique aqui)
O que faltou no postxe de Rui Tavares sobre a minha banda. Não énténdo por que é qui nunca se faz linki para o qui réalmentxe intéréssa, no caso concréto a minha música propriamentxe dita. Força rapaziada, lévantxe o pó do chão!
http://radio.terra.com.br/includes/internas_albuns/1/1810.html
até aqui, tudo bem!
Vamos ao penúltimo parágrafo:
Agora assistimos a outra luta de galos na blogosfera portuguesa a propósito de algo que, de tão evidente, já tinha sido digerida por todos, incluindo os próprios depu- tados europeus.
Afixado por: JAM em novembro 21, 2004 06:06 PMAhAhAhAhAhAhAhAhAhAhAh!!!!!!!!!
Não é possível!!!!
A palavra depu-tados também é proibida!!!
é porque são derivados de p-u-t-a???
Chamem o Marcelo Rebelo de Sousa!!!!!!
Afixado por: JAM em novembro 21, 2004 06:10 PM
Agora que resolvemos o problema da p-u-t-a dos depu-tados, aqui vai o meu comentário completo:
Portugal está cada vez mais parecido com a França. Não é um elogio. É que a França sempre esteve mais voltada para o seu umbigo do que para o Mundo. E Portugal está a ficar, cada vez mais, assim mesmo.
Há cerca de um mês que se fala das ligações da senhora Cruz (Kroes) ao mundo dos negócios e como essas ligações podem ser perigosas para alguém a quem foi atribuída a pasta da Concorrência na nova Comissão Europeia.
Falámos nisso (clique aqui) também há cerca de um mês.
Agora assistimos a outra luta de galos na blogosfera portuguesa a propósito de algo que, de tão evidente, já tinha sido digerida por todos, incluindo os próprios senhores do Parlamento Europeu (antes eram só depu-tados).
Não há dúvida que o Mar Salgado, perdeu uma boa ocasião de estar calado…
Plenamente de acordo, André. Não sei o que deu no autor do Mar Salgado para sair com uma palhaçada destas! Fizeste bem em trazer o assunto para aqui, porque brincar com estas coisas e injuriar alguém gratuitamente como ele fez com Ana Gomes não deve passar em claro.
Richard LionHeart:
Presumo que já nos encontramos há uns 800 e tal anos... e que lhe acertei então com umas cimatarradas...
Bom, a Europa não apoia extremismos islâmicos (que são extremamente minoritários) mas as resistências islâmicas contra o terrorismo dos ocupantes busho-sharonescos, o que é diferente. Porque a Europa é anti-terrorista e anti-bushista.
Quanto ao termo "anti-semitismo", enquanto referido exclusivamente a judeus, esse sim, é políticamente incorrecto, porque 95% dos semitas são árabes e porque individualizar um particular tipo racismo (judeofobia) e colocá-lo ao lado do género comum (p. exº, na frase "denunciar o racismo e o antisemitismo")é uma discriminação positiva racista, que pressupõe uma "excepção judaica" do "povo eleito".
Pessoalmente, neste domínio, nem me dou ao trabalho de responder a acusações idiotas de "antisemitismo" e prefiro o políticamente incorrecto, sem rodeios e salutarmente provocatório, como:
Antisemitismo é crime de guerra: Sharon e Oberkommando das SS Tsahal ao Tribunal de Haia...
Bush, Blair e Sharon, procuram-se vivos ou mortos por terrorismo antisemita, crimes de guerra e pirataria internacional!
Afixado por: SALADINO em novembro 21, 2004 06:50 PMNa blogosfera já passei por fascista, por fanático pró-gay , por relativista desvergonhado e por defensor do aborto. Confesso que a filiação no "lobie pró-sionista" é uma novidade.
É por isto que eu adoro esta caixa de comentários.
Abraços a todos,
FNV
"Para entender a ascensão e queda dos impérios, deve sempre ter-se em atenção tanto as forças e circunstância internas da metrópole como as condições em que se processou esse domínio além fronteiras. Quando os Portugueses conquistaram o Atlântico sul, estavam na vanguarda da técnica de navegação. Um empenho em aprender com cientistas estrangeiros, muitos deles judeus, fizera que os conhecimentos adquiridos fossem directamente traduzidos em aplicações práticas; e, quando, em 1492, os Espanhóis decidiram compelir os seus judeus a professar o cristianismo ou abandonar o país, muitos encontraram refúgio em Portugal, nessa época mais complacente quanto aos seus sentimentos antijudaicos. Ma em 1497, pressões da igreja católica e de Espanha levaram a coroa portuguesa a abandonar essa tolerância. Cerca de 70000 jdeus foram forçados a um baptismo espúrio, embora válido como sacramento. Em 1506, Lisboa viu o seu primeiro progrom, que deixou um saldo de 2000 «cristãos-novos» mortos. (...) Desde então, a vida intelectual e científica de Portugal desceu a um abismo de intolerância, fanatismo e pureza de sangue. (...) Foi uma perda, mas em questões de intolerância a maior perda é a que o perseguidor inflige a si próprio. (...) Em 1513, Portugal precisava de astrónomos; na década de 1520 a liderança científica tinha acabado." DAVID S. LANDES - A Riqueza e a Pobreza das Nações
Afixado por: Tiago Mateus em novembro 21, 2004 07:34 PMAí acima um tal Ricardo coração de leão mistura anti-semitismo com anti-sionismo, se o sr não percebe a diferença, o melhor é procurar informar-se, em vez de vir dizer balelas.
Andre Belo o meu comentário tinha algo de ofensivo?
Afixado por: a.pacheco em novembro 21, 2004 08:19 PMBravo, Tiago Mateus!
Eu sei que se limitou a transcrever, mas essa transcrição veio mesmo a propósito.
Sempre pensei - e comigo muita gente - que o início do declínio de Portugal se ficou a dever à expulsão dos judeus, que daqui foram fazer a riquesa da Flandres.
Só dois reparos:
1. Quem nos impeliu, e até chantageou para a perseguição aos judeus, não foi - pelo menos directamente - a Igreja Católica. Foram os espanhóis.
2. A nossa ciência nautica ficou bem mais a dever-se aos conhecientos árabes, que aos judeus. Estes últimos contrubuiram sobretudo ao nível do financiamento dos empreendimentos ...
Foi o fraquinho de D. Manuel I pelas espanholas que tramou os judeus. Por isso se diz que "de Espanha nem bom vento nem bom casamento..." O que continua a ser verdade, pelo menos no que diz respeito ao casamento forçado pela adesão à CEE / UE...
Afixado por: Albatroz em novembro 21, 2004 11:10 PMFNV, tu também não és nada inocente a lançar injúrias.
Afixado por: Filipe Moura em novembro 21, 2004 11:20 PMPacheco, eu percebo bem a diferença. Mas enfim, o argumento típico da esquerda é chamar de ignorantes e mandar estudar todos aqueles que nao pensam como eles. Bons argumentos, sim sr! O Saladino, tiro-lhe o chapéu, soube argumentar, agora o Pacheco mais valia estar quieto se era para vir com essa argumentaçao tao fundamentada e intelectual. E, Saladino, idiota será voce!
Afixado por: Richard LionHeart em novembro 22, 2004 01:27 AMA. Pacheco,
não tinha. Apaguei o post sem querer. Quando se apaga um post, os comentários que estão lá dentro vão também.
Afixado por: André Belo em novembro 22, 2004 08:41 AMO FNV é um esforçado aprendiz de Daniel Oliveira.
Afixado por: Real em novembro 22, 2004 09:01 AMDECLARAÇÃO
Em Virtude dos actuais Chefes Militares Portugueses serem uns Cobardes e uns Lambe Cus, iremos tomar medidas breves.
O Velho Esclerosado que pisou a Bandeira em Londres (conforme confissão do filho)irá ser punido.
O Velho Esclerosado é marido de uma falsa dra. (não tem licenciatura nenhuma)e pai de um traficante de marfim.
O Filho encornou a mulher com uma brasileira pirosa e o Pai gostava muito de ir a Belém comer uns franguitos.
O Velho é por este meio avisado de recolher à Fundação que criou com o dinheiro gamado ao Povo. Caso não o faça irá para a Fogueira!
R.I.A.P.A.
Afixado por: João da Quinta 4 em novembro 22, 2004 09:12 AMRicardo Coração de Leão: você não ficou bom... depois da cimatarrada que lhe dei há 800 anos no alto da cornadura só protegida pelo elmo quando você foi meter o nariz onde (Palestina) não era chamado... Nota-se...
Afixado por: Saladino em novembro 22, 2004 09:28 AMjá agora uma adenda. Apesar de "Kroes" se ler de forma semelhante a "cruz" (não é exactamente igual, há uma pequena inflexão no "u" e no "z/s"), a sua origem não vem só daí. "Kroes", em holandês, também pode significar "caneca", "vaso", "taça", etc. Embora eu creia que não é o significado mais comum. Também pode significar simplesmente "Kroes", sem mais.
Penso que AG apenas fez uma pequena piada, sem juízos de valor sobre as origens da senhora, e que FNV fez uma pequenat empestade numa chaveninha de água. e o André Belo foi atrás. Temos o caso encerrado meus senhores?
Afixado por: João André em novembro 22, 2004 09:41 AMSr. Ricardo C.L. para fugir às questões argumenta-se com nada, anti-semtismo é uma coisa anti-sionismo é outra totalmente diferente, este assenta em bases politicas na criação do estado de Israel e na politica de terror que este estado tem levado a cabo contra os palestinianos.
A maioiria dos sionistas nem sequwer eram nem são semitas.
Se percisar de nais informações é só pedir.
Afixado por: a.pacheco em novembro 22, 2004 11:02 AMA tradução mais comum da palavra holandesa "kroes" é cadinho. É perfeitamente possível, como diz João André, que o nome nada tenha de português. Até seria estranho que um judeu fugido de Portugal tivesse como apelido Cruz...
Afixado por: Albatroz em novembro 22, 2004 01:31 PMObrigado pela precisão Albatroz, o meu holandês não é (ainda) suficiente para tanta especificidade. É caso para se dizer que se faz uma tempestade num "cadinho de água" (sim, eu sei, não tem piada, mas que querem, não resisti).
Afixado por: João André em novembro 22, 2004 02:17 PMSó agora me lembrei: o antigo Presidente da Câmara de Lisboa, Abecassis, chamava-se Krus Abecassis. E era de ascendência judaica. Afinal de contas, quem sabe se a comissária holandesa não terá alguma relação ou connosco ou com judeus portugueses?...
Afixado por: Albatroz em novembro 22, 2004 07:03 PMD. Manuel I e o seu fraquinho pelas espanholas, não tramou só os judeus. Tramou os portugueses todos, porque a única coisa que este fraquinho nos deu foi o peor rei que jamais existiu em Portugal: D. João III (O Pio) que, da obtenção da Bula da Inquisição (1536) ao abandono das Praças de África e à política de uma intrincada teia de ligações familiares aos Habsburgo, abriu o caminho à perda da independência.
Coitado do D. Sebastião que tem as costas bem largas ...
Sim, tem razão o Albatroz: o nosso casamento forçado com essa prostituta chamada Óropa consegue ser peor que os 3 de D.Manuel.
Mas não haverá por aí homens (e mulheres) "de um só parecer, um só rosto, uma só fé", daqueles de "antes quebrar que torcer" que nos valham nesta aflição ?
Se não for isso, só se for a "santinha da Ladeira" ...
Afixado por: Isabel Coutinho em novembro 22, 2004 07:33 PMPercebe-se perfeitamente a preocupação do “Barnabé” pela ala esquerdista do PS.
Com o pseudo-operário à frente do PC, o caminho começa a estar aberto...
Vejam lá se, de tanto piscarem o olho, não são para aí acusados de assédio político.
Portugal é parte integrante da Pátria Europeia pela vontade (reiterada durante 30 anos) dos portugueses que sempre votaram deliberadamente em partidos europeiístas (PS+PSD). Tal como acontece com 3/4 dos europeus. Quem nega a identidade europeia é parolo "periférico", pouco cosmopolita e desconhece a realidade sociológica dos europeus de hoje.
E, além do mais, é cão que morde a mão do dono, ou ingrato que cospe na sopa, quando em 18 anos de adesão à Europa desenvolvemo-nos mais que em toda a história anterior (PIB per capita em 1985: 2000 dólares. Hoje: cerca de 12.000...) e recebemos biliões de euros de subsídios que marcam a solidariedade federal da Pátria Europeia para com os peuropeus portugueses. Velhos do Restelo sempre houve...mas ficaram a ver as caravelas no horizonte...
VIVA A GRANDE EUROPA !
Afixado por: Saladino em novembro 22, 2004 10:54 PMNão compreendo como pode haver dúvidas que suscitem uma polémica sobre este assunto!
Então não está clara, na parte final do "PS" de Ana Gomes, a sua verdadeira intenção (dando razão ao FNV do Mar Salgado)?!
"...
Alguém quer investigar? "After all", é só mais uma investigação entre as muitas a que a Senhora vai desencadear. Porque, ninguém duvide, ela já é uma bomba-relógio a fazer tique-taque na Comissão”.