Isto promete
Ya podes crer. Eu fiquei muito satisfeito com a vitória do Ratzinger, vai ser um fartote, só nao esperava que começasse tão cedo :)
É pena o tipo ser já velhote e não durar para aí uns 30 anos ou mais, para ver se leva de uma vez por todas a igreja à ruína...
Agora, com ratzinger, sempre que vejo uma gaja com um crucifixo dá-me vontade de rir... (só pode ser ornamentação)
Publicado por roy em abril 23, 2005 05:19 PM
Ninguém acredita em mim.......BShell
Publicado por blueshell em abril 23, 2005 05:21 PM
Caro Rui, pois alguns "liberais" (estranhos liberais estes) ainda te acusam de jacobinismo (que também já se tornou um termo de abuso)e de intolerância. O que estes "liberais" não percebem é que a tolerância e a neutralidade (indiferença?) qe apregoam ou é vazia ou subdetermina a resolução dos conflitos que eles pretendem evitar. A ideia que a Igreja católica é uma organização privada e, como tal, deveria ser indiferente a um liberal, é absurda. Nenhum Estado pode ser completamente neutral, pois há diferentes concepções de como é que o espaço público deve estar organizado, e este é tudo menos neutro. O conflito é inevitável e a Igreja Católica expressa as suas opiniões com liberdade(legitimamente, pois existe liberdade de expressão)o que ela não pode é pretender que elas se sobreponham à lei. Têm todo o direito de protestar e sugerir o que lhes apetecer, mas não podem pretender escapar à censura pública (não estatal) e à eventualidade, mesmo fieis à sua consicência e na estrita obediência da sua crença, de serem sujeitos a punições (eventual despedimento). Entre legitimidade da exortação e o direito de pôr em prática os preceitos da sua fé, sem intergerências do Estado, existe uma diferença significativa. Enquanto que um Estado liberal permite a primeira, não pode nunca garantir a segunda. E neste caso é o direito ao casamento que se tem de sobrepor ás crenças do funcionário.
Publicado por joao galamba em abril 23, 2005 05:31 PM
Engana-se, Rui Tavares. Como o leitor em questão, parece não concordar com o direito à objecção de consciência. Se ele é válido para certas situações em que manifestamente as pessoas tenham razões para se recusarem a prestar determinada tarefa, não se pode vir agora negar esse mesmo direito, fazendo-o suplantar por outro. O problema deste post é que nem sequer se admite a colisão de direitos: faz-se simplesmente tábua rasa de um para impôr o outro. E se o Rui ler atentamente a discussão no Blasfémias verá que não se trata simplesmente de "desobediência civil". Podia quando muito pegar na parte onde diz que não é facultativo, em que de facto se está a tentar impôr moralmente ao crente a obrigatoriedade de uma acção (ou omissão, neste caso). Não se pode é negar o direito à recusa do funcionário, se esta decorrer de sérias convicções morais. Presumo que o mesmo se aplique À questão do aborto livre.
Ao Roy vou tenta-lo sossegar um pouco: não vai ter a sorte de ver a Igreja ir À ruína, por isso pode ficar sossegado. Tem muito tempo para pensar.
Publicado por João Pedro em abril 23, 2005 05:31 PM
João Pedro:
"Que a ICAR seja contra o casamento homossexual, que se recuse a prestar o sagrado matrimónio a crentes homosexuais, e que garanta que as relações homossexuais são um pecado com direito ao Inferno, é legítimo.
Claro que é uma posição homofóbica, triste, intolerante. Mas se acreditam realmente nisso, estão no seu direito de tomar aquela posição.
Mas que a ICAR seja contra que o Estado case homossexuais, sejam estes católicos ou não, faz tanto sentido como quererem obrigar os cidadãos a ir à missa! Sem tirar nem pôr! Eles acreditam que os homosexuais casados vivem em pecado, tal como acreditam que um crente que não vá à missa comete um pecado. Mas não têm nada que procurar alterar as leis para evitar que os cidadãos não tomem as decisões por si."
Também a si lhe escapou esse aspecto.
As "sólidas convicções morais de um funcionário" não o podem permitir obrigar um cidadão a ir à missa sobre ameaça de violência. Faça a analogia...
O Juiz é bem capaz de a fazer...
Publicado por João Vasco em abril 23, 2005 06:15 PM
Rui Tavares, isto de ler post depressa demais induz em erro...
Se quer perceber bem qual é a questão, leia a resposta que dei ao CAA depois do comentário dele à minha pergunta, aqui:
«O "casamento" dos homossexuais.»
Publicado por Tiago Azevedo Fernandes em abril 23, 2005 06:21 PM
Este TAF (tentativa de aborto frustrada?) vem para aqui escrever casamento entre aspas, na obediência ao seu novo todo-poderoso Ratzi, mas é indiferente os disparates que diga e as aspas insultuosas que use. Vai mesmo haver casamento homossexual em Espanha, e os funcionários católico-fanáticos o suficiente para se recusarem a fazer o trabalho para que são pagos, deverão naturalmente ser despedidos. O TAF pode discursar horas e horas, e tentar dar um ar de civilidade às suas bacoradas (sim, de bácoros) ultra-homófobas, mas nunca esconderá o que é, mais um reles e nojento homófobo. Não há pachorra para mentes tão tacanhas.. livra!
Publicado por Miguel Cabo em abril 23, 2005 08:02 PM
O Papa Ratzinger e Cardeal Trujillo mais a sua equipa não vai parar de nos surpreender.
Todos os dias haverá anedotas para minha alegria e os demais coleccionadores de anedotas para já não mecionar os milhares de horistas por esse mundo fora... venham mais... estou ancioso pelos próximos capítulos.
Amen
Publicado por zé povinho em abril 23, 2005 08:15 PM
miguel cabo; nao ha falta de pachorra que justifique essa violencia. o taf e um comentador leal. modere-se.
Publicado por rui tavares em abril 23, 2005 09:59 PM
A Igreja afinal tem uma importância enorme para o barnabé.
Também eu não gostei que a hierarquia católica invocasse objecção de consciência para este caso. E não gostei porque sou católico. E não tenho reservas mentais no que a este Papa diz respeito, apesar de tanta patetice que aqui se tem escrito sobre ele.
Não gostei porque julgo não se tratar de uma questão de consciência. Duas pessoas casam-se a si próprias. O funcionário limita-se a registar o facto. Não é responsável por ele. Logo não há questões de consciência neste caso, mesmo que não concorde.
Agora julgo é que se perde muito tempo a discutir o casamento dos homosexuais em Espanha, quando se devia discutir o casamento em Portugal. Neste caso dos heterosexuais, que são prejudicados pelo facto de serem casados. Conheço pessoas que estão casadas há anos e vêm-se obrigadas contra as suas mais profundas convicções, e contra a sua vontade, a terem de pedir o divórcio, porque são pobres e o Estado nega o direito a um dos conjuges de ter uma pensão| Isto é o que se devia discutir. E os homosexuais se querem o casamento deveriam de pensar se valerá a pena!...
Publicado por TA em abril 23, 2005 10:38 PM
Se 2 cidadãos ou duas cidadãs na plenitude dos seus direitos cívicos decidirem juntar os trapinhos, o que é que Eu , o João Pedro ou o Tiago Azevedo Teixeira temos a ver com isso.
Podemos estranhar, a minha geração tinha outro tipo de mentalidade, mas isso não é motivo para se repudiar.
Falam em questões morais, mas esse argumento é do que há de mais fluido, a seita católica tem como moral a hipocrisia , do FAZ O QUE EU DIGO NÂO FAÇAS O QUE EU FAÇO, mas depois aparece muito ofendida como se na sua história e nos seus exemplos fosse impoluta.
Depois por vezes esta troca de opiniões cai ao nível de uma discussão de comadres, vulgo bisbilhotice, pessoas que só têm como objectivo meter o nariz na vida alheia, mas a esses e a essas o desprezo é o melhor argumento.
Devemos encarar estes novos costumes, como uma tentativa de o ser humano procurar ser mais justo com o seu semelhante, não excluindo ninguém e procurando acima de tudo compreender que os novos tempos têm necessidade de novos caminhos.
Como diz o Solnado
Façam o favor de ser felizes.
Publicado por a.pacheco em abril 23, 2005 11:04 PM
João Vasco: não me parece que ninguém obrigue nunguém ao que quer que seja. Quando muito o obrigado será o funcionário, ainda que não concorde com o acto. A diferença entre a obrigatoriedade imposta pelo Estado e a da Igreja (com que, note-se, não concordo), é a da coercibilidade que resulta da primeira. E a recusa de um funcionário não implica, além do mais, ameaças de nenhum tipo de violência, por isso o exemplo que dá no seu comentário não é adequado.
Publicado por João Pedro em abril 23, 2005 11:48 PM
Rui: mas se fosse uma qualquer organização de direitos humanos a apelar aos mancebos espanhois para desobidiência civil e se recusarem a ser incorporados no imperialista exercito Espanhol (que até já esteve no Iraque) a tua opinião, se calhar era outra: Uma nobre e corajosa atitude de resistencia anti-imperialista!
Publicado por Paulo em abril 24, 2005 12:01 AM
Penso que é de mau gosto mas, Roy usar o terço com o crucifixo "pendurado ao pescoço" é moda este ano, por isso um adorno nada quer dizer.
Uma hipótese: trabalho numa instituição do Estado sou funcionária, tenho a minha ideologia que não posso demonstrar, entretanto entra um fulano/fulana com um emblema de outro partido diferente do meu, ou manifesta que o é,(segundo Tiago A.Fernandes)eu não o devo atender, não dou vacinas;não faço o registo de nascimento do filho,etc.!
Onde mora igualdade dos direitos e a equidade?
Tão religiosos/católicos e falham no Princípio PRINCIPAL do CATOLICISMO, a LIBERDADE DE DECISÃO, ACTUAÇÃO,etc
A não ser que tivessemos regressado à Idade Média!
Publicado por Ariann em abril 24, 2005 12:08 AM
Caro Rui, a violência é equivalente, essa "pessoa" (sim, com aspas) é bastante mais agressiva, simplesmente usa um tom soft.. Mas a mensagem que passa é de puro ódio.
Publicado por Miguel Cabo em abril 24, 2005 04:35 AM
Outra forma de falar de literatura: http://www.icicom.up.pt/blog/muitaletra/
Publicado por andreia em abril 24, 2005 12:09 PM
como dizia jack o estripador: vamos por partes.
não sei como funciona o estatuto dos funcionarios publicos em espanha, mas em portugal nenhum funcionario publico pode, independentemente dos seus valores morais, recusar-se a prestar um serviço.
o meu pai é funcionario publico conhece os estatutos e um funcionario tem de, no cargo da sua função, abster-se e seguir as leis da republica.
se o funcionario não concorda é outra coisa e isto não é um conflito de direitos, é antes, um conflito entre as leis e os principios morais do funcionario. e perante a lei da republica, nenhum funcionario pode descriminar outro cidadão dentro do exercicio das suas funções.
isto é nada mais nada menos que um caso de descriminação, e nenhum funcionario pode descriminar outro individuo por razões raciais, ideologicas, orientação sexual, religiosa...
tal como o facto do individuo que requer o serviço ser "homem-sexual", e portanto ser da sua esfera privada, o funcionario publico que presta o serviço, os seus valores morais de indole religiosa serem tambem da sua esfera privada.
portanto o funcionarismo publico é um espaço NEUTRO.
um exemplo tipico desta neutralidade é o caso de uma testemunha de jeova, segundo as suas convicções morais de indole religiosa, não poder fazer uma transfusão sanguinea, e o medico (contra os seus principios) não faz a transfusão, nem pode obrigar a fazer a transfusão.
é triste mas é assim, todos os casos que eu conheço o medico fez a transfusão e foi a tribunal responder...o pior é quando envolve menores.
Publicado por oscar pinto em abril 24, 2005 03:17 PM
oscar pinto: a situação em causa não é um funcionário recusar-se a atender uma pessoa por ela ser homossexual! Se um homossexual quiser reconhecer uma assinatura ou comprar uma cerveja não lhe pode nem deve ser recusado o serviço. O funcionário não tem qualquer razão de consciência contra os homossexuais beberem um copo ou assinarem documentos.
A situação em causa é quando se pretende que o funcionário execute um procedimento que leva à aceitação do "casamento" homossexual como equivalente a um casamento normal. Não se trata portanto de um acto puramente privado, mas sim do reconhecimento público por parte do Estado de uma equivalência que o funcionário considera completamente inaceitável.
Publicado por Tiago Azevedo Fernandes em abril 24, 2005 03:40 PM
Ou seja, não é aos homossexuais que o funcionário recusa o serviço, mas sim ao Estado.
Publicado por Tiago Azevedo Fernandes em abril 24, 2005 03:42 PM
TAF: não há volta a dar-lhe. Se a você lhe for recusado um serviço do estado a que você tem direito, e se esse serviço lhe foi recusado não pelo estado no seu conjunto mas por um funcionário incumpridor, você pode processar esse funcionário por danos morais. se você se quiser casar com uma pessoa que ama muito e um funcionário lhe recusar esse direito, pode ter a certeza que o funcionário vai ter de o ressarcir e com uma indemnização elevada, ainda por cima se tivermos em conta o investimento emocional e a importância social que o casamento tem.
Já vi gente em pânico por o bolo não chegar a horas, quanto mais se houver um pateta qualquer do registo civil que decida não celebrar o casamento.
Esqueça isso das objecções, da desobediência civil ou quejandos. Se os religiosos forem por esse caminho só têm o ridículo à espera deles.
Quanto ao resto, o comentário do Oscar Pinto está basicamente correcto.
Publicado por rui tavares em abril 24, 2005 03:49 PM
O melhor post que vi até ao momento sobre esta matéria:
http://www.escolar.net/MT/archives/2005/04/espana_y_la_hom_1.html
Estoy hasta las puntas de los pelos de los huevos de escuchar gilipolleces.
1. Que si no es natural pq en la Naturaleza no se ven comportamientos homosexuales, como si la japuta de la Botella fuera a cambiar de opinión si me presento en su casa y le muestro a dos cefalópodos hembra comiéndose el cefalopotorro.
Asumíos coño. Miraos al espejo y repetid "soy un homófobo" y punto. Os vais a sentir mucho mejor y el Papa Ratza Aria os dará un bono de 10 opusitos. Los 100 puntos son canjeables por un cilicio marca Opus Acme firmado por el mismísimo Escrivá!!!!! Venga tías a coleccionarlos!!!!!
2. Lo de la complementariedad de los sexos.
SodoTeorema: "La complementariedad de un pene y un esfínter (CPE) es perfectamente medible por la siguiente fórmula: CPE: [gP/(cdA*cKY)] + gApp + Ln(cMP) - (KKK * gcPP)"
gP: grosor del Pene.
cdA: coeficiente de dilatación Anal.
cKY: cantidad de lubrificante.
gApp: grado de Amor de los sujetos penetrante y penetrado.
cMP: cantidad de Manzanas y Peras ingeridas en las últimas 24h.
KKK: tiempo q dedicó a ver en TV la coronación del Papa Nosferatu.
gcPP: grado de consanguineidad con un votante del PP.
3. Pq si a la unión de sodomitas lo llamamos matrimonio, el verdadero matrimonio se va a desnaturalizar.
Ya lo estoy viendo. Yo diciéndole el "sí, quiero" a mi maromo y los matrimonios bendecidos por la Iglesia perdiendo oligoelementos... Jate tú si tendrán razón que se acaba de publicar el informe científico ese q dice q el hombre español está perdiendo espermatozoides. Y claro, esto está directamente relacionado con la legalización de los matrimonios gays. Que se empieza perdiendo espermatozoides y se continúa con la alopecia y los l-casei inmunitas.
Me pregunto qué porcentaje de los q pierden espermatozoides, votan al PP. Y tb me pregunto si esa pérdida no tendrá q ver con sus cilicios mentales.
Paciente Borja (votante del PP y miembro del Opus) "Doctor, unos vecinos míos acaban de contraer... eso..."
Psi: "¿matrimonio?"
Borja: "NO DIGA LA SAGRADA PALABRA!!!!!!!.... GÑÑÑÑÑÑ....
(pastillita)
B: "Sí doctor, eso. Y siento como me desnaturalizo por momentos y como la gomina ya no me mantiene fija el pelo como antes... ¡si hasta he llegado a pedir "El País" cuando yo llevo 37 años comprando el ABC!!!!!!"
3. "Pq yo no soy homófoba, de hecho algunos de mis mejores amigos son gays", dijo ella mientras se atusaba su rubia melena y miraba distraida sus manoletinas finamente decoradas con dos bellas gaviotas azules.
Muy bien María de las Mercedes, y ahora Borja y tú tenéis q añadir a vuestro discursito hipócrita un "... de hecho algunos de mis mejores amigos son musulmanes" q es lo q se lleva ahora para presumir de estar más centrado que el Km0.
Amamarla.
Publicado por: micockringnomedejapensar a las Abril 22, 2005 07:49 PM
http://www.escolar.net/MT/archives/2005/04/espana_y_la_hom_1.html
Publicado por map em abril 24, 2005 03:59 PM
meu amigo tiago azevedo fernandes,
aí está, mas não leu a parte em que eu disse que o funcionarismo publico é NEUTRO.
o funcionario não tem de reconhecer a assinatura, a republica sim.
meu amigo quando falo de neutro, significa que o funcinario tem de se abster, pois faz parte da sua indole privada.
por outro lado, meu amigo o facto de serem homossexuais e o funcionario se recusar nesse facto, ou seja recusar o casamento (sem aspas) entre pessoas do mesmo sexo está a descriminar.
não sejamos ingenuos é sobre isto que o tema se desenrola.
meu amigo estou na mesma, para esse funcionario é inadmissivel, e donde vem esse pensamento? de indole religiosa, logo privada.
ao recusar o serviço ao estado está a recusar o serviço aos homossexuais (se eles não o fossem ele não se recusava, isto é descriminação), pois trata-se de um acto publico reconhecido pela republica, logo o funcionario não deve introduzir a sua indole privada.
e como eu disse não é um conflito de direitos, mas antes um conflito entre a republica e o funcionario, da qual estamos os dois de acordo, no entanto descora o facto de que isto se baseia no problema que o funcionario tem de encarar a homossexualidade e o casamento homossexual.
Publicado por oscar pinto em abril 24, 2005 04:09 PM
Rui Tavares: se o Estado não reconhecer o direito de objecção de consciência neste caso, é o Estado, como patrão, que pode processar o funcionário que recusa prestar esse serviço, e não o utente.
O funcionário não recusou atender homossexuais! O mesmo funcionário ter-lhes-ia passado cópia de escrituras, reconhecido assinaturas, etc. Mas esse funcionário não aceita prestar um determinado serviço ao seu patrão, que é o Estado.
Publicado por Tiago Azevedo Fernandes em abril 24, 2005 04:16 PM
Rui Tavares, veja isto desta maneira: o mesmo funcionário, se trabalhasse na INCM, teria recusado trabalhar na publicação no Diário da República dessa lei. Não se trata portanto de recusar prestar serviços a homossexuais por eles serem homossexuais, mas de não ajudar o Estado na impantação de uma determinada lei.
Publicado por Tiago Azevedo Fernandes em abril 24, 2005 04:23 PM
Ah, os homossexuais em causa poderiam naturalmente processar o Estado se o Estado não lhes garantisse a prestação desse serviço que estava previsto na lei.
Publicado por Tiago Azevedo Fernandes em abril 24, 2005 04:34 PM
"Casamento normal"!?! Confirma-se, este TAF estava bem era abortado...
Quero ver quantos TAF's em Espanha se recusarão a fazer o trabalho para que são pagos..
Publicado por Miguel Cabo em abril 24, 2005 05:00 PM
E para acabar com a conversa, um funcionário recusar-se a casar dois homens ou duas mulheres é tão legítimo que um funcionário recusar-se a carimbar outro documento qualquer, já que é isso que ele faz, o casamento é feito por quem se casa. Em qualquer dos casos o despedimento é a consequência natural, é pago para fazer trabalho burocrático, recusa-se a fazer esse trabalho: RUA!
A objecção de consciência é válida para outras situações, muito poucas aliás. Alguém recusa-se a ir para o exército porque não quer matar outra pessoa seja em que circustância for, ou um médico recusa-se a praticar um aborto porque entende que isso não fz parte do seu trabalho, que consiste em tratar doenças, sendo que a gravidez, mesmo que indesejada, não é por si só uma doença. Ambos os casos são completamente diferentes do anteriormente referido. Isto é bastante óbvio, menos aos talibãs de serviço claro.. Não é com "pessoas" assim que o país anda para a frente, ignoremo-los!
Publicado por Miguel Cabo em abril 24, 2005 05:06 PM
Parece-me tudo muito bem resumido num post do Diário Ateísta.
É só perceber a diferença entre casamento religioso e casamento civil.
Não percebo por que o casamento civil há de perturbar a igreja e os seus crentes. Trata-se de um contrato apenas entre dois cidadãos e o seu estado.
A partir daí, a recusa (que não é objecção de consciência, como está explicado no Blasfémias) é uma violação dos direitos dos cidadãos homossexuais.
Publicado por santosga em abril 24, 2005 05:41 PM
Tanta coisa por causa disto, senhores...
O casamento entre homossexuais, do ponto de vista da razão e racionalidade, deve ser legalizado. Afinal, trata-se apenas de um contrato jurídico entre duas pessoas. Como tal, o Estado não pode negar a duas pessoas pessoas do mesmo sexo que gostem uma da outra e queiram casar-se, esse direito. Fazê-lo, é discriminar essas pessoas pelas suas opções sexuais.
Quanto a essa "objecção de consciência" só tenho a dizer que se encontra ao nível da Igreja católica. Primeiro porque não se trata de verdadeira objecção de consciência, já que é realizada a pedido da Igreja católica e não da própria consciência do indivíduo que a pratica. Segundo, para se fazer uma objecção de consciência é necessário fundamentar a nossa posição, não basta apresentar dogmas irracionais. E por último, seguindo a lógica dos idiotas comentadeiros que apoiam esta violação dos princípios da democracia, a Igreja poderia pedir aos funcionários públicos espanhóis que não autorizassem casamentos interraciais, ou melhor, casamentos entre pessoas não católicas!
Finalmente, gostava de saber que razões de natureza não religiosa e dogmática se opõem à aprovação desta lei. Aliás, o problema é mais grave, trata-se de um desrespeito total pela democracia - não que a Igreja alguma vez o tenha tido, claro -, a Igreja católica e alguns fanáticos estão a tentar sobrepor os seus dogmas e valores morais ao direito de igualdade dos cidadãos espanhóis homossexuais. Trata-se de uma ignomínia, é pura discriminação!
Publicado por Ãndré Militão em abril 24, 2005 05:42 PM
André, se está mesmo interessado em perceber quem tem opinião diferente é preciso ler os outros comentários que aparecem aqui ou no Blasfémias...
Experimente isto:
O "casamento" dos homossexuais
Publicado por Tiago Azevedo Fernandes em abril 24, 2005 06:09 PM
É preciso ter lata. No seu blog o talibã TAF não aceita comentários, mas no Barnabé sente-se à vontade para estar sempre a repetir os seus links numa clara estratégia de SPAM. Só este comportamento mesquinho diz muito do carácter de uma pessoa, ou no caso, da falta dele...
Publicado por Miguel Cabo em abril 24, 2005 08:56 PM
Um funcionário público, no exercício das suas funções, só pode recusar o cumprimento de uma ordem e a prática de um acto administrativo se o mesmo constituir crime.
Caso contrário está sujeito a procedimento disciplinar e criminal, para além da responsabilidade civil do Estado e dele próprio, funcionário.
Em Portugal (e na Espanha) vigora, a este nível, e entre outros, o príncípio da legalidade.A objecção de consciência(salvo raríssimas excepções, que não se enquadram no caso do post) NÃO CONSTITUI CAUSA LEGAL DE RECUSA DO CUMPRIMENTO DE ORDENS OU ACTOS, por parte de qualquer funcionário público, no âmbito das funções que lhe estão atríbuidas.
Num sistema destes,e no caso concreto da Espanha, a recusa por parte de um funcionário de celebrar um casamento entre duas pessoas do mesmo sexo, não viola simplesmente "os direitos dos cidadãos homossexuais ", como acima foi dito, mas viola a LEI e faz incorrer o funcionário em responsabilidade disciplinar, que o poderá levar ao despedimento e responsabilidade criminal pela eventual prática de um crime de desobediência.
A Igreja Católica,nos termos da lei, a nível dos direitos fundamentais e constitucionais dos cidadãos/ãs, não entra. Pura e simplesmente fica à porta.
Publicado por Fernando Isidoro em abril 24, 2005 10:14 PM
A Espanha deu um passo em frente, nós tb podíamos dar uns passitos, desde que não seja em direcção ao abismo.
Um casal de homossexuais deve ter, no mínimo, direito a um casamento civil, pois já ouvi falar de casos de homossexuais que foram recusados pela família, e que na altura da morte saltaram para cima da sua herança que não podia ser reclamada pelo seu parceiro de vida, pois não estava legalmente habilitado (não era casado) para tal. A Igreja tem o direito de proibir os casamentos religiosos entre homossexuais, mas, para mim, isso será um passo para o abismo na visão dos que, como eu, acreditam numa equidade de direitos.
Oh André Militão, "dogmas irracionais" até podia ser um pleonasmo? Atenção, estou de acordo consigo, simplesmente quis insultar os dogmas.
Publicado por João Dias em abril 24, 2005 10:55 PM
Casamento - contrato celebrado entre homem e mulher, etc. etc.
Sublinho 2 seres de sexo diferente.
2 homens ou 2 mulheres juntarem os trapinhos e dizerem que se vão casar é já um abuso.
Juntam-se, podem até celebrar um outro contrato qualquer para viverem juntos... fazem uma sociedade... etc.etc.
Agor, modernices, vemos aqui e ali legislar sobre "o casamento" de pederastas e lésbicas, e o mais grave com a concordância de pessoas que não têm essas tendências, e isto já é um bocado dificil de explicar.
Porque será?
Espero não ver este ruitavares e tantos outros ruistavares que por aí andam, subir à Conservatória para "casar" com um machorro qualquer.
E se calhar de flor de laranjeira na lapela.
Publicado por viramilho em abril 25, 2005 09:55 AM
Acha mesmo que algum padre,ou algum católico minimamente coerente,vai aceitar o casamento entre homossexuais?
NUNCA!E espero que assim continue..ao contrário do que muita gente diz,não considero que Espanha tenha dado um passo em frente,muito pelo contrário...e os homossexuais portugueses que se acham cidadãos de segunda por não se poderem casar,deviam era ficar calados!Não se podem casar em Portugal,algo que acho que está muito bem,que se vão casar em Espanha ou noutro país qualquer,mas deixem Portugal livre das suas manifestações!
É mais uma das portas que Abril abriu...felizmente esta não ficou escancarada e ainda vai a tempo de ser fechada...com fortes cadeados!
Publicado por portvgvesa em abril 25, 2005 03:07 PM
Eu ia comentar o comentário da(?) portvgvesa, mas fui ver o blog da mesma e vi lá um belo elogio ao Hitler. Logo, é altamente improvável que alguma coisa lhe chegue aos ouvidos. Seria uma perda de tempo, aliás parece que a própria se perdeu no tempo. Se por acaso ocorreu-lhe a ideia que sou homossexual está redondamente enganada, eu defendo os direitos dos mais pobres e não sou pobre, eu sei que é um conceito difícil de assimilar, este de não ignorar realidades "alheias" à nossa.
Publicado por João Dias em abril 25, 2005 05:39 PM
Ui, tanta tolerância neste ultimo comentário ...
Publicado por Gabriel Gonçalves em abril 26, 2005 12:15 AM
portvgvesa e Gabriel Gonçalves: fascistas e nazis. Deviamos expurgar Portugal de gente como esta, são um perigo para a democracia.
Publicado por Acosta em abril 26, 2005 03:10 PM
Acosta
Tentei ser irónico com o comentário da portvguesa, e quando submeti o comentário não estava lá o do João Dias, pelo que o meu comentário refere-se ao da portvguesa.
Agradeço que não me volte a meter na companhia desse tipo de gente porque representam tudo o que eu detesto.
Cumprimentos
Cumprimentos
Publicado por Gabriel Gonçalves em abril 26, 2005 11:57 PM
É engraçado como os senhores defensores da democracia são tão anti-democráticos quando se deparam com comentários que não vão de encontro aos seus pensamentos!
Publicado por portvgvesa em abril 28, 2005 11:23 PM
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