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A Ximenes o que é de Ximenes, a Alkatiri o que é de Alkatiri


Felizmente tenho montes de amigos por testemunhas de que nunca fui com a cara deste bispo.
Debaixo da capa de humildade, simplicidade e simpatia, sempre me pareceu ver um "vaidozão" de merda, arrogante e intolerante.
Já tinha dado alguns sinais (tipo a expulsão de jornalistas) e agora aí está!
Neste caso detesto ter razão! O povo de Timor merecia melhor do que ser colonizado, agora pelo Vaticano.

Publicado por cantigueiro em abril 25, 2005 11:08 PM


Ou seja, que faz lembrar a voz coitada, lastimosa, do "sinhora", com as ruas de lisboa apinhadas dos guterrianos igualmente fatimosos.
Pois foi o que legámos às vidas dessa gente já pobre que bastava sem mais a ilusão agreste de um tal terrorismo católico.

Publicado por daimon em abril 25, 2005 11:12 PM


Daniel é sempre dificil pessoas que admiramos tornarem-se fanáticos, Ximenes e o Bispo de Baucau são cidadãos timorenses que me habituei a respeitar pelo denodo com que lutaram pela indepência do seu povo, é triste vê-los tomar este tipo de posições.

Depois dos vexames que Ximenes Belo sofreu no Vaticano quer de Ratzinger quer de Karol que entendiam que a Igreja de Timor tinha de ser cautelosa pois não podia pôr em perigo as relações do Vaticano com a Indonésia.

Tendo Ratzinger chegado a surgerir a aceitação da integração pois era a única solução viável , e que não se podiam pôr em causa os católicos indonésios, depois disto tudo a Igreja Católica Timorense com estas atitudes para onde quer levar aquele povo já tão martirizado.

Conquistar a independência foi dificíl parece que conquistar a democracia não o será menos, esperemos que os democratas portugueses estejam de novo na primeira fila ao lado dos democratas timorenses

Publicado por a.pacheco em abril 25, 2005 11:55 PM


Confesso que eu não esperava essa atitude de Ximenes, pensava que sendo um homem de fé, também teria fé que o povo timorense permanecesse católico mesmo sem obrigatoriedades escolares.

No resto, eu não sou crente, não acredito em seres perfeitos, e estou habituado a aplaudir pessoas por certas posições e depois não concordar noutras.

Publicado por Pedro Farinha em abril 25, 2005 11:58 PM


Julgo saber que D. Ximenes não é já Bispo de Dili e, julgo tger ouvido na rádio, que de Moçambique (?) terá lamentado os acontecimentos.

A Ximenes o que é de Ximenes!.
amf

Publicado por antonio fernandes em abril 26, 2005 12:13 AM


Tal como quando eramos putos para nos safarmos à seca da matricula e lá vinha a pergunta "prescinde ou não prescinde das aulas de religião e moral", com as pressas ainda me ludibriaram e quase reprovei por faltas aquela disciplina, a qual levava ao chumbo do ano lectivo.
Obrigação? Não, obrigado!

Publicado por k7pirata em abril 26, 2005 12:37 AM


Que eu saiba D. Ximenes Belo actualmente não é bispo em Timor, reside actualmente em Moçambique.

Publicado por Gabriel em abril 26, 2005 12:40 AM


Por enquanto, é imprevisível o desenlace do confronto entre o poder político e o religioso, desencadeado há quase dois meses na sequência da decisão governamental de tornar a educação religiosa uma disciplina facultativa no ensino público. Nas ruas de Díli, mais de três mil pessoas entoaram ontem cânticos e rezaram o terço, pedindo o regresso da religião às escolas. O segundo dia consecutivo de protestos foi, no entanto, mais pacífico, uma vez que as palavras de ordem contra o primeiro-ministro foram praticamente inexistentes. Isso não impediu a FRETILIM, o partido no poder, de criticar o protesto organizado pelo bispo de Díli, D. Alberto Ricardo da Silva.

As acusações não desencorajam, porém, o clero timorense que promete continuar os protestos enquanto o Governo não aceder a dialogar com a Igreja. "Queremos que o catolicismo, o protestantismo e o islão sejam introduzidos nas escolas públicas", exigiu Domingos "Maubere", porta-voz da Diocese de Díli.

Enquanto isso, o Presidente Xanana Gusmão recusa pronunciar-se sobre as manifestações na capital de Timor-Leste. Segundo Agio Pereira, porta-voz do chefe de Estado timorense, Xanana considera que a "resolução do que está em discussão cabe ao Governo". As manifestações decorrem a quatro dias da conferência de doadores, em Díli. O encontro servirá para os parceiros discutirem a concessão de novas ajudas.

http://dn.sapo.pt/2005/04/21/internacional/dili_ameaca_usar_a_forca_contra_igre.html

Um pouco de rigor nos posts não ficava mal. Timor tem ainda outro bispo, o de Baucau, D. Basilio, salvo o erro.
Tambem não sabemos pormenores das propostas dos bispos, ou do bispo. Talvez defendam a escolha entre uma disciplina de religião e uma de etica/formação civica. Uma disciplina obrigatoria em que os alunos optassem entre a formação civica e etica ou entre uma disciplina de religião em nada comprometia a laicidade do estado.

Publicado por gabriel em abril 26, 2005 01:29 AM


Interessante é que Alkatiri, que lutou de armas na mão, diga agora, ao assistir a manifestações de rua como no tempo da ocupação indonésia, que ninguém tem o direito de tomar o poder pela força. A velha superioridade moral da esquerda.
Azurara

Publicado por azurara em abril 26, 2005 01:44 AM


Mais uma vez Daniel, no melhor pano (da intenção) cai a nódoa (da in-verdade): os bispos de Timor-Leste são D.Alberto Ricardo da Silva, de Díli, e D.Basílio do Nascimento, de Baucau. Mas "a Alberto o que é de Alberto"... não dava um título tão forte!

Publicado por Marujo em abril 26, 2005 02:17 AM


Interessante porquê? Será que Alkatiri tomou o poder pela força? Onde está a contradição?
Não percebo.

Publicado por map em abril 26, 2005 02:22 AM


Tenho algumas fotografias da manifestação na minha chafanica.
Toda a situação atinge contornos absurdos, principalmente ontem, com os dois bispos de Timor-Leste a exigirem a demissão do primeiro-ministro. A manifestação, organizada pelo aparelho da igreja, conta sobretudo com gente trazida do interior, com seminaristas, madres, padres e crianças e jovens das escolas católicas. A população de Díli, ao contrário do que eventualmente esperaria a igreja não está a aderir em massa ao protesto e continua o seu dia-a-dia, agora mais conturbado pelos vários bloqueios policiais.
Até agora não têm sido apresentadas reivindicações concretas para além da exigência de substituição do primeiro-ministro que a igreja acusa de ser um ditador.
E para clarificar, o D. Ximenes Belo é Bispo Emérito de Díli, actualmente missionário em Moçambique.

Publicado por guictx em abril 26, 2005 02:49 AM


Falaste tudo. A defese de um estado laico é primordial. Dá medo ver uma país que sofreu tanto pela sua liberdade, religiosa e política, ter agora mais um obstáculo - o de tornar sua liberdade democrática e correta. Esperançoso fico à espera de um país realmente democrático e saudável. Religião e política não se misturam.

Publicado por Bruno Freitas em abril 26, 2005 05:59 AM


"[...]a defesa de um Estado laico é uma das principais garantias de um Estado democrático." Como se sabe o Reino Unido, que não é um estado laico, é a Ditadura mais antiga do mundo enquanto que a Síria ou a Coreia do Norte, que são estados laicos, são democracias exemplares. Ninguém cala a profunda ignorância do Daniel Oliveira?

Publicado por Fernando Martins em abril 26, 2005 07:15 AM


«Desde o início da concentração, cuja intenção era marchar sobre o Palácio do Governo, ocupando-o até que o primeiro-ministro se demitisse, os manifestantes mantêm entre si e o cordão policial que há uma semana os impede de se aproximarem do edifício,»

http://noticiaslusofonas.com/view.php?load=arcview&article=9887&catogory=Timor%20Lorosae

Rui Araújo leu um comunicado de imprensa em que recordou que hoje de manhã se realizou um encontro entre delegações da igreja e do governo.

"Ainda que o executivo, mais uma vez tenha demonstrado franqueza para o diálogo, os representantes da hierarquia da Igreja Católica quiseram apenas exigir a demissão do governo", assinalou.

"Infelizmente, a atitude dos representantes da hierarquia da Igreja Católica revelou pouca seriedade: antes de iniciarem o diálogo com o governo, fizeram chegar ao Parlamento Nacional uma carta dirigida ao presidente daquele órgão de soberania e da FRETILIN apelando à remoção do primeiro-ministro e do seu executivo", acrescentou.

http://www.noticiaslusofonas.com/view.php?load=arcview&article=9883&catogory=Timor%20Lorosae

mais notícias sobre o assunto:

http://www.noticiaslusofonas.com/view.php?catogory=Timor%20Lorosae

Publicado por palmira em abril 26, 2005 08:36 AM


Já agora a notícia do DN está incorrecta. O governo decidiu apenas fazer uma experiência em apenas 32 escolas. E a grande questão aqui é que esta experiência implica que o Estado timorense não paga aos professores de Religião. Ou seja, pode existir a disciplina de Religião mas os professores não são pagos do erário público. Em apenas 32 escolas...

«O pano de fundo desta "guerra verbal" entre a Igreja Católica timorense e o executivo de Mari Alkatiri assenta no anunciado propósito governamental em remeter para as várias confissões religiosas o ónus do ensino da até agora disciplina obrigatória de Religião, pagando aos professores que a leccionem.

Com esta medida, de carácter experimental e a aplicar em 32 escolas espalhadas pelo país, o governo pretende ainda retirar à disciplina de Religião o peso curricular das restantes cadeiras para a avaliação do estudante no final de cada ano lectivo.»

http://www.noticiaslusofonas.com/view.php?load=arcview&article=9673&catogory=Timor%20Lorosae

Ou seja, a grande questão é monetária: a Igreja Católica acha-se no direito de proselitar às custas do erário (paupérrimo) público....

Suponho que o primeiro ministro considere que existem questões prioritárias, como a saúde, etc... em que aplicar o pouco dinheiro que tem para actuar!

Publicado por palmira em abril 26, 2005 08:45 AM


E já agora para o Gabriel que consegue, não sei como, ver boas intenções nas exigências dos bispos que tentaram um golpe de Estado em Timor, que não se concretizou porque conseguiram arregimentar apenas 5 mil fanáticos (quiçá a restante população, como o governo, considere que a Igreja de Roma tem dinheiro suficiente para pagar aos professores e que o pouco dinheiro do erário público é melhor aplicado em questões fundamentais que de facto melhorem a vida dos timorenses)

«A igreja pela voz do vigário-geral de Díli, padre Apolinário Guterres, divulgou um comunicado em que se reafirma que a concentração de católicos na capital timorense, que hoje entrou no sétimo dia, "não é simplesmente sobre religião".

"A essência do problema reside no modelo de sociedade que está a ser imposto sobre este povo", refere o comunicado da igreja, frisando que "o povo perdeu a confiança neste governo" pelo que, "em consequência o povo exige ao partido FRETILIN a remoção deste governo".

A exigência consta ainda de uma carta, anexada ao comunicado de imprensa distribuído pela igreja católica, em que os dois bispos instam o presidente do Parlamento Nacional e da FRETILIN (Francisco Guterres "Lu-Olo) a demitir Mari Alkatiri e a indigitar um novo primeiro-ministro.»

http://noticiaslusofonas.com/view.php?load=arcview&article=9884&catogory=Timor%20Lorosae

Ou seja, a Igreja católica não concorda com um modelo de sociedade em que a religião não é a prioridade absoluta do Governo e tentou impôr um governo teocrático, na »boa» linha dos talibans.

Mas a nossa imprensa, que nos últimos tempos se tem mostrado um porta-voz uníssono do Vaticano, com honrosas, mas poucas, excepções (a Capital e pouco mais) não só fala pouco sobre o assunto como o menoriza e transmite apenas parcialmente (de forma a não dar uma imagem negativa da Igreja) o que de facto se está a passar em Timor.

«A Fretilin pela voz do seu presidente, Francisco Guterres «Lu-Olo», que já na semana passada tinha acusado a Igreja Católica de estar a criar um «clima pré-insurreccional», disse aos jornalistas que o partido maioritário em Timor-Leste «nunca aceitará que alguém tente tomar o poder pela força».

«A FRETILIN nunca há-de aceitar um golpe de estado. Nunca aceitará que alguém tente tomar o poder pela força. A experiência de 1975 bastou.»

Num comunicado de imprensa apresentado depois da reunião do Secretariado Político Permanente do Comité Central, realizada hoje em Díli, é exigido à hierarquia da Igreja Católica que respeite a Constituição e que que não se repita a experiência de 1975, uma guerra civil que colocou timorenses contra timorenses.»

http://www.ateismo.net/diario/

Publicado por palmira em abril 26, 2005 09:04 AM


Esta atitude de Ximenes Belo não me espanta. Ele já se tinha oposto à educação sexual e à distribuição de
preservativos ao povo de Timor. Esqueceram?...

Publicado por João Norte em abril 26, 2005 09:46 AM


São daqueles erros que só não comete quem não escreve ou fala de ouvido.
Caro Daniel Oliveira,
Que tal de vez em quado pensar e informar-se antes de escrever ?

Publicado por António da Costa em abril 26, 2005 10:25 AM


Nem o post scriptum te safou, mas ainda bem que sucedeu, que é para tu ires mostrando a tua verdadeira natureza.

Publicado por Monty em abril 26, 2005 12:01 PM


Estão mais uma vez a denegrir-se, pois estão a dotar de intolerância uma instituição que supostamente preconiza esses valores.
Há povos que parecem estar "condenados" à opressão. Mais quem sai de opressões tb sai mais forte.

Publicado por João Dias em abril 26, 2005 12:45 PM


Está visto que D. Ximenes não faz parte da contenda, se está em Moçambique e outro tomou o lugar dele. Não vamos é subverter os factos e culpar Mari Alkatiri mais o Daniel da pobreza e superstição que lavra em Timor, quando em causa está o terrorismo católico que, numa situação a resolver com dignidade, não se coibe de encostar a autoridade do país a um canto.

Publicado por daimon em abril 26, 2005 12:57 PM


balelas e tretas. quem foi e é solidário com o povo de timor só pode condenar a acção TERRORISTA da igreja católica. não há desculpas. timor tem um governo legítimo. o resto é terrorismo. com maior ou menor conivência de quem devia estar na PRIMEIRA LINHA DE DENÚNCIA. ONDE ESTÁ A OPINIÃO PÚBLICA? A RTP? A IMPRENSA INDEPENDENTE E DE 'REFERÊNCIA?. SOLIDARIEDADE COM O POVO DE TIMOR. geralmente enfiam-se os golpistas na cadeia. porque não?

Publicado por pinto ribeiro em abril 26, 2005 02:48 PM


Daniel, eu gostaria de fazer uma análise a estes tristes acontecimentos de uma forma mais larga. Para mim, acusar os bispos A ou B, é ver as árvores e não olhar para a floresta. O que este caso mostra é que a religião católica a exemplo de todas as outras, QUANDO SENTE QUE TEM PODER, actua da forma que sempre o fez, durante a sua longa história, de mártires e muitos mais, mas mesmo muitos mais crimes. Aqui, vemos a igreja a manipular gente que acredita no que ela vende e, usando-os, a querer anular um poder legítimo, resultante de eleições livres. Ali vemos outro bispo ou cardeal aldrabão a exigir que os funcionários dos registos civis espanhois, não registem casamentos, legais porque a lei os permite, entre pessoas do mesmo sexo, mesmo que isso lhes custe o desemprego. Este oportunista de barriga cheia não adianta é se o erário do Vaticano, a maior parte dele roubado a diversos povos, paga depois os salários. Virão os crentes honestos agora dizer, "Vocês são extremistas. Estas são posições de homens da igreja não da igreja", mas o que fica claro é só isto: Estavamos bem tramados se esta corja voltasse a ter poder. Nós, porque somos democratas, permitimos-lhes espaço próprio, eles se fossem poder ofereciam-nos a fogueira.

Publicado por Luis Martins em abril 26, 2005 02:51 PM


Fernando Martins e se falar-mos da Italia de Mussolini da Espanha de Franco do Portugal de Salazar e Caetano todos grandes católicos todos unha com carne com a Igreja Católica e todos ditadores, e se falar-mos dos estados do Golfo ou do Paquistão do Sudão países muçulmanos onde impera a religião de estado.

A Igreja em Inglaterra é mais laica que religiosa a chefe é a rainha e o seu papel no aparelho de estado é pouco mais que nulo.

Publicado por a.pacheco em abril 26, 2005 03:10 PM


No plano dos principios, é obviamente chocante o que se está a passar em Timor-Leste. Mas este país não fica na Europa e muito menos no Ocidente! Tem muitas particularidades que só vivendo lá se podem avaliar. Mesmo historicamente, não nos podemos esquecer que foi a Igreja Católica quem sempre apoiou a guerrilha. Qualquer problema que eles tivessem, refugiavam-se nas igrejas e na casa dos padres. Isto é inquestionável. Ao contrário, o grupo que está actualmente no Governo é o grupo da diáspora de Moçambique. Eles nunca estiveram em Timor durante a ocupação e só chegaram depois da retirada dos indonésios. O povo verdadeiramente nunca os conheceu, nem eles conhecem a realidade do país. Para mais, este grupo é altamente corrupto. O que se está a viver em Dili mais do que o apoio á igreja são manifestações de desagrado por um grupo da diáspora que ocupou o poder e que se serve dele de forma evidente.

Publicado por josé F. em abril 26, 2005 03:24 PM


E evidente que seja qual for a posição do Vaticano em relação a esta confusão, ela nunca sairá cá para fora. Mas não é bom prenuncio as coisas terem chegado a este ponto.

Não admissível que se aceite nos países desenvolvidos como um bom principio democrático que o estado deve ser laico mas depois e se faça vista grossa quando alguém num resolve guerrear contra esse mesmo principio porque o país é do terceiro mundo.

Não me espantava nada que Alkatiri se demitisse – porque que o combatente idealista que a não anda anos e anos a lutar por um povo e uma ideia justa para depois ter que aturar acusações injustas e quiçá o tornar-se vilão para esse mesmo povo - mas espero que não o faça. Porque é a democracia de Timor que está em causa. Se necessário que lidere mais uma vez a resistência. Porque se Alkatiri lhes der esse dedo, È Timor que poderá nunca mais recuperar o braço da democracia.

Publicado por Sacha em abril 26, 2005 04:10 PM


José F. até estou de acordo com a visão que tem de Timor, mas não é isso que está em causa neste momento, houve eleições livres ganhou a Fretilin e é ela que governa, pedir a demissão do governo como o estão a fazer os Bispos de Timor revela falta de bom senso.

O governo não põe em causa o papel da Igreja na sociedade nem lhe limita os movimentos, limita-se a discutir a situação das aulas de Religião e moral nas escolas públicas, porquê então todo este sururu.

Ou será que Basilio do Nascimento bispo de Baucau quer ser o novo primeiro-ministro ?

Publicado por a.pacheco em abril 26, 2005 04:19 PM


José F. até estou de acordo com a visão que tem de Timor, mas não é isso que está em causa neste momento, houve eleições livres ganhou a Fretilin e é ela que governa, pedir a demissão do governo como o estão a fazer os Bispos de Timor revela falta de bom senso.

O governo não põe em causa o papel da Igreja na sociedade nem lhe limita os movimentos, limita-se a discutir a situação das aulas de Religião e moral nas escolas públicas, porquê então todo este sururu.

Ou será que Basilio do Nascimento bispo de Baucau quer ser o novo primeiro-ministro ?

Publicado por a.pacheco em abril 26, 2005 04:19 PM


Jose F.. PRECISAMENTE POR CAUSA DE PRINCIPIOS o que se passa não tem discussão. nem justificação. quanto muito estás a dizer que a igreja está a utilizar e a instrumentalizar os sentimentos do povo a favor dos seus interesses. e xanana que já falou, mesmo xanana, não esteve na diáspora. não inventem. factos são factos.

Publicado por Pinto ribeiro em abril 26, 2005 04:35 PM


Monty e António Costa,

Corrige quem tem respeito por si próprio. Aliás, só depois de sair no jornal me corrigiram aqui. Digamos que a saida de Ximenes não foi muito badalada e todos os jornais se referiram sempre ao Bispo de Dili sem dizer o seu nome. Para o caso, é indiferente. É a Igreja que está em causa. Ximenes era o seu representante e era nesse sentido que usei o seu nome.

Monty: corrijo sempre os erros e injustiças que cometo. Sim, é da minha natureza.

Publicado por danieloliveira em abril 26, 2005 04:50 PM


Detesto dizer isto, mas em 1999 já havia quem avisasse que a ICAR não combatia pela liberdade, mas sim pela teocracia...

Publicado por Ricardo Alves em abril 26, 2005 05:03 PM


Escreve alguém que é agnóstico.
Conheço muito bem o povo de Timor Lorosai.
Sei a influência que tem a religião católica sobre esse povo,(um simples padre, "habelulic", é um pequeno Deus para qualquer comunidade timorense) e o quanto lhe serviu de alento para se tornar independente da Indonésia.
Noventa e tal por cento cultiva a RC, é uma realidade, que qualquer governo tem de ter na devida conta, e não deve usar expedientes políticos por muito legais que sejam, para afrontar a sensibilidade do povo.
Deve sim, quanto a mim, procurar através da negociação e da perseverança, obter "passo" a "passo" essa desejável separação de poderes.
Recorra-se à inteligência, e não à hostilização, para resolver os problemas.
Desejo, e prevejo, um bom entendimento.

Publicado por E.Oliveira em abril 26, 2005 06:21 PM


Diós nos libre, que já nós fomos baptizados e crismados quase à nascença e assim se dá na infância dos países com as seitas dominantes a medirem o pulso dos governantes. E se entre nós ainda hoje é o que é, pior seria, não fosse D. Afonso Henriques bater o pé a um papa do seu tempo.

Publicado por daimon em abril 26, 2005 06:26 PM


meus amigos, vamos ser sinceros, a igreja tem sempre na ideia, por isso é igreja (seja ela qual for), que tem a verdade na mão.
alias, a religião é um conjunto de alegadas verdades, que vão desde a visão teologica até à politica, prova disto é a famosa doutrina social.

por isto e muito mais, todas elas advogam a resolução de todos os problemas, mesmo que isso signifique por em causa a republica laica e mesmo a europa laica.

sinceramente penso que a religião não soluciona tudo, por alguma razão existem cristão de todos os quadrantes politicos.

a laicidade da republica é e sempre será uma necessidade democratica, em nome de algo que se chama pluralidade.

muitos querem que as pessoas aceitem os ditames deste ou daquele movimento, seja religioso ou politico, no entanto a democracia tem por base fazer pensar as pessoas e deixa-las escolher livremente tudo o que essa pessoa é ou quer ser, e mais importante, naquilo em que acredita.

a democracia não é só escolher um governante de 5 em 5 anos ou de 4 em 4 anos. e muito menos a religião é sinonimo, por si só, de democracia.

uma sociedade humana só deve ser regida por leis e principios humanos, e jamais por leis divinas ou que algumas pessoas dizem ser divinas. isto foi algo conquistado pelo liberalismo e por outros movimentos filosoficos, não se deve menosprezar a sua importancia ou a sua mais-valia.

meus amigos muita gente não compreende isto e como foi dito num post há uns tempos que falava sobre hitler, não foi um acidente e muito menos de origem transcendente, pode voltar a acontecer.
as teocracias islamicas são um exemplo disso.

escrevi este comentario, pois o fundamentalismo tem muitas faces tanto violenta como não violenta.

Publicado por oscar pinto em abril 26, 2005 08:21 PM


Uma tristeza esta postura da Igreja timorense em relação ao Governo Timorense. Felizmente as manisfestações por cá têm sido pacíficas sem qualquer tipo de problemas.
Isto numa semana em que se realizou a conferência de doadores.
Porventura toda esta questão estará relacionada com a religião do Alkatiri...

Publicado por Hugo em abril 27, 2005 01:00 AM


A. Pacheco, efectivamente houve eleições livres, mas foi para eleger a assembleia constituinte. A partir daí, nunca mais houve eleições. Não coloco em causa a legitimidade da FRETLIN para governar neste contexto, mas parece-me que houve uma inabilidade muito grande da UN para tratar este caso. Ela deveria forçar a convocação de eleições legislativas.
Acresce o facto de que não houve ainda eleições para o poder local.
A democracia timorense não é propriamente a que nós estamos habituados no Ocidente. Ainda há pouco tempo um jornal diário foi impedido de circular porque "dizia mentiras" (leia-se falava mal do governo. Mas no sudoeste asiático eu não conheço nemnhuma democracia (Malásia, Indonésia, Papua Nova Guiné, Brunei, Singapura, Coreias, )...

Publicado por josé f. em abril 27, 2005 04:01 PM


José F., uma correcção e um esclarecimento:
1. As eleições locais estão a decorrer lentamente e sequencialmente nos vários distritos.
2. Timor-Leste tem 4 diários e 3 semanários e parece-me ter uma liberdade de imprensa apreciável para uma democracia tão recente. Não estou a encontrar informação sobre o caso que menciona. De que jornal se tratou?

Publicado por guictx em abril 28, 2005 01:13 AM


Por razões que não vêm ao caso, só agora revisitei o Barnabé, parecendo, talvez, extemporâneo, comentar toda a senda “igreja/Governo de Timor-Leste”, acrescente-se, eleito democraticamente! No entanto, não posso deixar de fazer notar:

Ponto nº 1:
A não perder de vista como Belo ascendeu à categoria de Bispo Apostólico da Diocese de Dili: para o efeito, o Vaticano "abateu", sim, destituiu, D. MARTINHO DA COSTA LOPES, porque foi um homem que, desde o momento da vergonhosa invasão indonésia de Timor-Leste, (com o miserável aval dos EUA, Austrália, etc.etc.) sempre denunciou ao Mundo, inclusivamente na qualidade de Peticionário em sede da ONU, as atrocidades cometidas pelo invasor. ELE gritou que estava a assistir a UM GENOCÍDIO e que era urgente a intervenção da comunidade internacional. Para o efeito, enviou, para o exterior, e exibiu, documentação escrita e fotográfica… demasiado elucidativa, de facto, do GENOCIDIO que estava a ser perpetrado pelo inimigo invasor!!! Fazia-se silêncio, e, pouco antes de ser destituído do cargo, disse e escreveu: “Vamos morrer todos, mas ao menos morremos de pé!!!”
E à voz incómoda de Martinho da Costa Lopes o Vaticano ripostou com Ximenes Belo, a cuja tomada de posse o prelado timorense se recusou assistir, com carta escrita….!!! É bom não esquecer os “pequenos” pormenores” da História… já agora!!!
XB, só muito depois de ver muito sangue derramado, fome extrema (que à data se comparava com a tragédia do Biafra) e as “suas” imagenzinhas” vandalizadas pelo invasor tomou partido! Até lá, XB entrou em guerra aberta com XANANA GUSMÂO!!! Através de correspondência que não deixa dúvidas!!! Claro, XB que estava no extremo conforto do seu Paço Episcopal…. Sabia lá ele o que eram as MONTANHAS…!!! A LUTA EFECTIVA E SOFRIMENTO DUM POVO….!!!
E… o NOBEL, claro que ERA PARA XANANA! Como todos sabemos, só a hipocrisia diplomática exigia a conveniência de o atribuir a Belo!!!! Claro que não podia ser para um prisioneiro político, “debilitado”, naturalmente, à luz das Convenções Internacionais.


Ponto nº 2:
Caro Azurara, para seu esclarecimento, Alkatiri nunca lutou com armas! Foi sempre, na verdadeira acepção do termo, um Quadro da Frente Externa (ou Diplomática- se assim o entender). E se tivesse lutado? Está a condenar, por acaso, XANANA GUSMÂO OU OUTROS ELEMENTOS DA RESISTÊNCIA ARMADA QUE PEGARAM EM ARMAS – TÃO ESCASSAS, MEU CARO – para RESISTIR HEROICA, E EM FORÇA ABSOLUTAMENTE DESPROPORCIONAL, Á COVARDE INVASÃO??? E isto, creia, nada tem que ver com esquerda ou direita, apenas com o conhecimento dos factos e alguma sensatez. E, não é pedir muito, não entre em contradição primária. É a mesma coisa lutar contra o OCUPANTE (o que fez a Guerrilha Timorense) e querer derrubar um Governo Democrático, a de Timor-Leste, legitimado pelo voto (é o que está a querer fazer a Igreja)?


Ponto nº 3:
“…foi a Igreja Católica quem sempre apoiou a guerrilha.”??? Não, não foi a Igreja Católica quem sempre apoiou a Guerrilha!!! Como acima referi, muitas ocasiões houve em que a GUERRILHA esteve entregue às suas próprias forças! E, claro, apoiada por uma FRENTE CLANDESTINA que, aos poucos, se ia desenhando! Até à queda das BASES de RESISTÊNCIA, o Povo de Timor-Leste apenas contava com a Resistência Armada, e com a Frente Externa (ONDE, NATURALMENTE, ESTAVA O GRUPO DE MOÇAMBIQUE) e com as Populações!!! qual igreja qual quê!!! Informe-se se faz favor!!!
Já agora, porque é que é um “grupo altamente corrupto”??? Importa-se de objectivar?

Os leitores, para uma correcta, ou aproximada, leitura da realidade, agradecem-lhe factos. Afirmações sem fundamento, logo levianas, são fraudulentas! Está a tempo de fundamentar.


Ponto 4: “ inabilidade muito grande da UN”?!!! Só faltava uma defesa panegírica da missão “abutresca” desta entidade neo-colonizadora…. Aquando da transição para a República Democrática de Timor-Leste, a ONU consumou a prática de saque que pôs no terreno desde que chegou: cortou ligações com o território, (sim, não havia a possibilidade de comunicar, via telefone, via net, ou outros que tais, com o exterior!!!) levou (para onde ainda ninguém sabe) equipamento de base e … imagine-se, as infraestruturas que deixou eram exactamente as mesmas que encontrou quando chegou a um território queimado e devastado; não deixou telecomunicações, não deixou rede viária, não deixou rede sanitária, não deixou rede electrificada… NÃO DEIXOU NADA!!! A NÃO SER O RASTO DOS MILHÕES EM SALÁRIOS QUE EXTORQUIU, LITERALMENTE, SAQUEOU, EM NOME DO POVO DE TIMOR-LESTE!!!Foi esta a missão da ONU!!!!

Por último, recorde-se, e sublinhe-se, que D. Basílio, no auge do extermínio do Povo Timorense, e estávamos a mais de meados dos anos 90, não acreditava na independência de Timor-Leste! Fazia coro com o ex-governador ao serviço da Indonésia ocupante, Mário Carrascalão, ao afirmar peremptoriamente: “ O Povo de Timor-Leste não está em condições de ser independente” – dixit Basílio do Nascimento!!!! Documentam-no sobejamente os documentos da época… e são abundantes!

PS: Tudo o que afirmei não invalida o importante papel que a Igreja (a timorense, note-se!!!) teve na Luta do Povo de Timor-Leste pela autodeterminação. O Padre Maubere, como poucos outros do aparelho, assumiram gestos ímpares. Mas, e em rigor, então façamos justiça à RESISTÊNCIA CLANDESTINA (sim, porque a FRENTE ARMADA FOI A LOCUMOTIVA DA HISTÓRIA).

Só um apontamento das palavras de ordem dos cerca de 20 anos de opressão:
“PÁTRIA OU MORTE,
RESISTIR É VENCER
VIVA AS GLORIOSAS FALINTIL,
VIVA AOS IRMÃOS TOMBADOS EM COMBATE
VIVA O POVO DE TIMOR-LESTE

VIVA XANANA”

Saudações

Txipi Rauvun

Publicado por Florbela Marante em abril 28, 2005 04:27 AM


Achei piada aos comentários. uns parecem conhecer o país, Outros, naturalmente, baseiam-se no conhecimento teórico e sem considerar as particularidades do país.
Ensino religioso falcultativo: porque não? Mas teria de ser já? Não teria sido melhor ouvir o povo, debater a questão e decidir depois?
Não poderia ter havido mais cuidado e sensibilidade? Afinal, entre os católicos estão muitos militantes da FRETILIN!
Quanto a eleições, efectivamente houve-as para a Assembleia Constituinte...
O jornal acusado de mentiroso é o Suara Timor Lorosae.

Publicado por sandra em abril 28, 2005 07:54 AM


Sandra, acho que tem razão. As suas palavras vêm pôr alguma ordem na discussão.
Não nos podemos esquecer que o massacre do cemitério de Santa Cruz (que internacionalizou o problema de Timor) foi feito na sequência de uma romagem (católica) ao túmulo do jovem Sebastião, morto na sequência de um ataque indonésio a uma igreja de Dili.

Publicado por josé f. em abril 28, 2005 01:06 PM


Por princípio (e até ao fim) sou contra a miscelânea entre Estado e Igreja. Neste caso, parece claro quem detém a razão! O meu medo é se não se estará a preparar a simples substituição do catolicismo por outro (muçulmano). Não esquecer que cerca de 90% da Indonésia é muçulmana. Mas quero acreditar que tudo se baseia na laicização do Estado.

Publicado por AMAFAS em abril 28, 2005 06:45 PM


lol sem comentarios...

Publicado por oscar pinto em abril 28, 2005 07:22 PM


«Romagem (católica)»?!!! meu caro josé f.? Em boa verdade, e não escamoteando os factos, a Resistência Timorenses tinha-se organizado para um “levantamento nacional “ aquando da abortada visita da Delegação Parlamentar Portuguesa (DPP) ao Território de Timor-Leste! As directivas do Comando da Luta eram muito claras: mostrar ao Mundo a opressão do ocupante, porque, claro, estavam jornalistas estrangeiros! A DPP falhou em toda a linha, não compareceu, mas a Resistência percebeu (é óbvio) que ainda assim era momento para denunciar as atrocidades do invasor. Para o efeito, na «romagem (católica) ao túmulo do jovem Sebastião» a Resistência exibiu inúmeros cartazes cuidadosa e atempadamente elaborados, com palavras de ordem anti-indonésias, com vivas à Juventude Timorense, com vivas ao Povo Maubere, com Vivas à Independência de Timor-Leste, com Vivas a Xanana Gusmão e exigindo a libertação imediata de todos os presos políticos!!!… enfim, cartazes de Resistência, tão só! E, então, que tem isto de católico? Assim tão simplista? A morte de Sebastião Salgado foi um pretexto habilmente utilizado pela Resistência Juvenil (RJ) para marchar pelas ruas de Dili… (já agora, esclareça-se que a RJ estava na estreita e directa dependência hierárquica do Comando da Luta, o mesmo é dizer Resistência Armada) …pois sabiam que ainda lá estavam jornalistas estrangeiros!!! A génese deste movimento de Resistência é conceptualmente católica? Sejamos sérios!!!
E já agora, cara srª sandra, «mais cuidado e sensibilidade?» para «com os católicos»? A filosofia duma República é debater, e já agora referendar, questões da instituição/máquina Igreja?!!!
Acresce que, e na questão presente, no Povo de Timor-Leste para além de católicos, há muçulmanos, animistas...etc. etc.. Não lhe ficava mal perguntar por que razão, e a mero título de exemplo, não se ouve o povo muçulmano timorense, ou animista, quanto à possibilidade da sua disciplina ser optativa ou facultativa!!!
O “Ocidentalismo” é, de facto, uma arrogância inculta - neo-colonialista – porque, tão só discriminatória.

.

Publicado por Florbela Marante em abril 29, 2005 12:04 AM


O Suara Timor Lorosae não foi exactamente impedido de circular. De qualquer forma continua a circular por aqui em papel e na internet.

Publicado por guictx em abril 29, 2005 01:41 AM


Florbela Marante,

Estamos de acordo: ouvir é importante. Ouvir os católicos, os muçulmanos, os protestantes, os budistas, os animistas, enfim, ouvir o povo timorense que, "por acaso" (veja lá!) é, na sua esmagadora maioria, católica!!!
Continuo a achar que era essencial "mais cuidado e sensibilidade" para tratar de questões que dizem respeito a todo um povo! Mas claro, isso penso eu que vivo em Díli e sou timorense!
Quanto aos laços entre a Resistência e a Igreja, já se terão esquecido que uma das figuras-chave na Convenção de Peniche (em 1998 e onde nasceu o CNRT) era justamente o Padre Domingos Soares "Maubere",porta-voz da Igreja nesta manifestação e um dos mais activos membros da Igreja Católica junto da Resistência no interior do país, tendo sido por isso escolhido para a coordenação da Convenção (bem como o Padre jesuíta Filomeno Jacob)?
E terminarei, perguntando : o desenvolvimento económico-social , a estabilidade e a consolidação da Democracia em Timor-Leste estavam reféns desta experiência, já, agora, urgentemente? Sem ouvir ninguém? ´

Publicado por Sandra em abril 29, 2005 04:04 AM


Sandra
Continuo a concordar consigo. Este não é concerteza um problema prioritário para Timor. É aliás um pontapé para o lado, e uma afronta desnecesária à igreja.
Outros problemas maiores deveriam mobilizar a povo, quais sejam:
a definição das fronteiras terrestres (o caso de Oecusse pode ser preocupante) e marítimas (A Austrália é uma potência dificil de vencer);
a luta pela saúde (continua muita gente a morrer de malária e dengue)
a educação (o português ainda não é uma lingua de ligação de um povo que fala mais de 30 dialectos) pela democracia

Publicado por josé f. em abril 29, 2005 12:25 PM

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