[Publicidade da responsabilidade e de apoio à weblog.com.pt. Mais informações aqui.]

25 de Abril Hoje (ou seja, ontem)


Filho dessa madrugada??? Eu??!!
Só me faltava!...
Eu sou filho da Pátria Portuguesa! Isso sim!
Também não gramo o 24 de Abril, porque nele estava tudo podre e desfigurado. Não gramo o Marcello.
Para eu ser filho de alguma coisa, então é do espírito do Estado Novo e da Revolução Nacional.
O 25-A da traição assinala o começo do fim de Portugal: uma vergonha!

Publicado por jav em abril 26, 2005 07:50 PM


Filho da Patria Portuguesa e da revoluçao nacional

DONDE É QUE SURGIU ESTE CADAVER PUTREFACTO

Nem com litros de eaux de javel sai este fedor a cadaver

Publicado por a.pacheco em abril 26, 2005 09:18 PM


Eu ia comentar o excelente texto do Bruno, mas este comentário anterior, lixou-me a inspiração.
Obviamente o comentador não é filho da madrugada.

Publicado por Luísa Franco em abril 26, 2005 09:53 PM


"Somos filhos da madrugada (...)", da canção de José Afonso, premiada em 1º lugar no "Mundo da Canção", aí por 1971, se não me engano, a par de outra a nível internacional, "Street Bridge Song" (ou outro nome), de Simon e Garfunkel.
E dessa concretizada depois madrugada somos filhos, sim, queiramos ou não, filhos mesmo ou enteados.
Mas isto de louvarinheira se calha não fica bem.
"Há poucas datas mais importantes na História (com H grande) Portuguesa." Que este post (ou lá como se diz, sei pouco disso) é um monumento de equilíbrio e louvor merecido ao dia de ontem, presente para muito tempo, com R de revolução autêntica e diferente, sim, que ainda em Angola ouvi muitas vezes rememorar com afecto verdadeiro a Italianos e Ingleses que por lá deram em aportar antes de eu dar o fora só vários anos mais tarde.
Para referir o que diziam, que há poucas mais datas na História tão bonitas, oportunas e bem sucedidas, um marco talvez único na universalidade das nações a atestar a cultura exemplar de um povo.
E mais não nos faltasse, que essa glória, como Fernando Pessoa, se encarregam estrangeiros de encarecer, lá fora, mais do que nós, adentro e ingratos, muitas vezes.

Publicado por daimon em abril 26, 2005 10:37 PM


excelente post,Bruno. ajuda a calibrar algumas cabeças pseudo liberais que perderam a balança e qualquer noção de escala nos argumentos que utilizam.

Publicado por celsomartins em abril 26, 2005 11:15 PM


Uma dúvida: algum dos barnabitas é retornado?

Publicado por Rui Martins em abril 26, 2005 11:59 PM


O golpe militar do 25 de Abril, foi isso mesmo.
Os capitães do Quadro estavam cansados da guera (que praticamente já estava acabada) mas sobretudo preocupados com os oficiais milicianos
que os ultrapassavm ou apenas igualavam nas promoções.
Foi assim que nasceu o MFA.
O golpe das Caldas foi abortado porque os comunas não estavam dentro da marcha.
No 25 de Abril tomaram conta do golpe e foi o que se viu. Desgraças atrás de desgraças.
Foi a bagunça total. O abandono de cerca de 1 milhão de portugueses das colónias. Foi a ocupação de terras. Foi o controlo da banca, das fábricas, das empresas, etc. etc.

Claro que Melo Antunes foi um homem importante mas, felizmente, outros o acompanharam. Recordo o Documento dos 9 que foi o gerador do Portugal Democrático com o 25 de Novembro.
Esta data, sim, foi a porta para a democracia em Portugal.
Demos um VIVA bem alto ao 25 de Novembro e deixemo-nos de complexos estúpidos e envergonhados.

Publicado por maneldomoinho em abril 27, 2005 12:30 AM


"- Liberdade, que estais no céu...
Rezava o padre nosso que sabia (...)
- Liberdade, que estais na terra...
E a minha voz crescia
De emoção (...)

Até que um dia, corajosamente,
Olhei noutro sentido, e pude, deslumbrado,
Saborear, enfim,
O pão da minha fome.
- Liberdade que estais em mim,
Santificado seja o vosso nome." Miguel Torga
Liberdade que estais em nós. Obrigado aos capitães de Abril por não terem fugido de si próprios. Se todos tivessem ido para Argel, para Paris, para Moscovo, para ... quem faria a Revolução?

Publicado por afonso salgueiro em abril 27, 2005 12:34 AM


Eu nasci em Moçambique, Rui Martins, porquê?

Publicado por celsomartins em abril 27, 2005 01:30 AM


"Eu nasci em Moçambique, Rui Martins, porquê?"
celsomartins
Então não é retornado...não é? Retornar, significa voltar ao lugar de onde se partiu. Sente-se um português nascido de uma pátria que ia do Minho a Timor? Ou um moçambicano que foi "obrigado" a emigrar para um país que não é o seu?

Publicado por afonso salgueiro em abril 27, 2005 01:58 AM


Sinto-me um português que nasceu em áfrica por razões políticas, ou seja, porque um ditador acossado pela pressão internacional achou que se começasse a fazer uma colonização tardia conservaria territórios que nunca pensou em desenvolver, beneficiando da ideia paternalista, pseudo-humanista, pseudo-cristã da colonização enquanto conversão à civilização e que com isso arrastou uma boa parte de uma geração para uma ilusão, coisa que aliás boa parte dessa geração ainda hoje não percebeu. mas os traidores são quase sempre dissimulados, como deve saber. Serve-lhe o retrato, caro Rui?

Publicado por celsomartins em abril 27, 2005 02:45 AM


Amigo Celso, aconselho-o a ler uns livros de História para clarificar alguns dos conceitos que utiliza. Se percebi aquilo que disse (não tenho a certeza) foram pressões externas que "empurraram" Salazar para a guerra. Melhor seria colocar a questão ao contrário foram essas forças que desencadearam os movimentos de libertação das então províncias ultramarinas. A esquerda (alguma esquerda) sempre tão disponível para atirar pedras à Igreja católica seria bom que recordasse o papel que o Vaticano teve ao receber os auto-proclamados líderes (não foram eleitos democraticamente) dos movimentos de libertação. A pressão dos EUA e da URSS para a "descolonização". O Celso terá nascido em África por uma destas duas circunstâncias: ou o se pai era militar ou era "colono" coloquei esta última palavra entre aspas, pois, na verdade até 1975 ano da indepência de Moçambique não podemos falar em colonos mas em migrantes (pessoas que se deslocavam dentro do mesmo país uno e indivisível). A História não se reescreve, interpreta-se. Não podemos falar em desenvolvimento, ou tentativa de desenvolvimento, a palavra significa: "deixar de envolver" ora não se pode desenvolver aquilo que nunca se envolveu, a falta de envolvimento foi, na minha opinião, a razão maior do fracasso da República Portuguesa como potência administrativa dos territórios ultramarinos. Isso nunca foi percebido nem antes, nem durante nem depois. Essa foi (é) a falha que todos devemos lamentar.

Publicado por afonso salgueiro em abril 27, 2005 03:32 AM


Passados trinta e um anos sobre a data em que vi o Pide do liceu a falar baixinho com os bufos locais - todos eles procurando saber "o que se passava", passados trinta e um anos e dias da malta ter vindo para a rua gritar "nem mais um soldado para as colónias"…
Dão-me vontade de rir as desculpas dos "excessos" e dos abusos". Já agora, pessoal da esquerda-desculpe-lá-qualquer-coisita, peçam desculpa por não termos continuado a guerra para defender a "África Minha" onde, é sabido, todos nos dávamos bem com os “pretinhos”- e o camarão, a gasolina e a crica de uma miúda eram ao preço da uva mijona.
Pois é, “a malta abusou”, não quis ir à guerra morrer por um pedaço de terra que não a horta de Trá-os-Montes. E teve juízo porra!

Publicado por espectro em abril 27, 2005 03:46 AM


sou português, porque nasci em portugal.
sinceramente não percebo o que é o tal sentimento especialmente português.

portugal de minho a timor?
isso é uma ilusão e sempre foi, alguem ainda realmente acredita no que o antonio salazar dizia? alguem se identifica?

pois eu não, antes de portugues sou um Homem e como todos os Homens não tenho "patria", sou universal.

o que define um português realmente?

a lingua? há muita gente que aprende a falar ou fala português e não o é.
os costumes? muito bem devem ser preservados como parte de uma cultura.(excepto as famosas tradições sanguinarias: touros de morte)
os descobrimentos? não me parece, eu pelo menos não me movo pelos mesmos sentimentos (gloria a patria, riqueza e fama) que levaram os nossos antepassados a rumar por mares nunca antes navegados.
pelo facto de estarmos aqui hoje a beira mar plantados? acho que a isto nem preciso de responder...
pelos "nossos" artistas? a arte é algo universal, tanto gosto de luis de camões como de victor hugo.

sou tão português como ramaldense como da rua em que nasci como da primeira cama em que pela primeira vez me deitei, de resto nada mais me identifica como português.

e depois aparecem-me na rua cartazes a dizer: portugal para os portugueses.
ok, então sendo assim, vamos expulsar os 150 000 imigrantes e trazer os milhoes de portugueses espalhados pelo mundo.

oscar wild disse: "o patriotismo é a virtude dos preversos."

Publicado por oscar pinto em abril 27, 2005 04:58 AM


Cada vez acho mais graça , á medida que a crise cresce , que o desemprego e a fome se instalam , que cada vez mais a identidade nacional se dilui , a sociedade se amestiça e a insegurança dispara , ás tentativas que a esquerda dita intelectual leva a cabo para tapar o sol com a peneira , tentando desculpar o indesculpavel , tentando "vender" aos incredulos e aos desencantados os benefícios de uma revolução que apenas serviu para destruir a nação , promover a incompetencia , mas acima de tudo dar poder e possíbilidade de governar a uma minoria pseudo-esquerdista de parasitas e traidores da Nação que felizmente está a morrer consumida pela idade e engolida pela história .

Publicado por Nuno Alvares em abril 27, 2005 09:39 AM


"uma pátria que ia do Minho a Timor"?? e isto alguma vez existiu?

Publicado por Shyznogud em abril 27, 2005 09:46 AM


Muito bom post, Bruno.
Mutio boa (sóbria) resposta, Celso.

Publicado por Eric Blair em abril 27, 2005 10:37 AM


O maior disparate do Bruno é não perceber uma coisa: na invasão do Iraque, os espoliados não eram do lado da América.... no 25 de Abril, os espoliados foram Portugueses.... e isso não há esponja comunista que apague.....

celso, lê uns livros de história: dizer que pressões externas levaram Salazar à colonização é uma idiotice pegada.... e um branqueamento brutal das pressões externas que levaram, essas sim, à guerra...

Publicado por cparis em abril 27, 2005 11:13 AM


só tenho pena que o vosso 25 de abril tenha durado tão pouco (até ao 25 de novembro). em cuba como os camaradas bem sabem a revolução ainda está em movimento e como é linda a nossa democracia.

Publicado por fidel em abril 27, 2005 11:59 AM


excelente texto, Bruno. É pena que alguns pseudo-saudosistas do 24 de Abril não percebam que o 25 de novembro não existiria sem o 25 de abril. Tanto a direita cavernosa do 24 de Abril, que acha que ao Estado Novo seguiu-se a desgraça (ou seja, o fim da PIDE, da Censura, da Guerra e das injustiças sociais vigentes), como a esquerda dos camaradas Vasco e Otelo, que queriam impôr o Homem Novo (e liquidar o Velho no Campo Pequeno)são grotescos marginais da vontade do povo português, que destruiu as ilusões ditatoriais de uns e outros.

Publicado por João Pedro em abril 27, 2005 04:27 PM


Obrigado aos que se deram ao trabalho de elogiar.

Quanto as criticas também as agradeço. Afinal a grande herança dessa madrugada de que todos somos filhos é precisamente a liberdade de crítica. A tal que não existia a 24 de Abril. Claro que o 25 de Abril e o PREC também podem e devem ser criticados. Sobretudo se se tratar de critica histórica, que trata de aprofundar a análise, e em que tudo pode e deve ser questionado. Mas igualmente legítima é a crítica da crítica, que muitas vezes me parece primária e sem qualquer sentido das proporções ou realidades da época.

As críticas da descolonização provam precisamente isso. Claro que os retornados foram vítimas de um processo histórico que não controlaram. Claro que houve opções questionáveis. Mas o exército português já tinha aguentado a situação durante treze anos, sem que o anterior regime fosse capaz de dar uma resposta política à situação. Ninguem queria continuar a guerra a partir de Abril de 1974.

E não fomos só nós a desistir de guerras deste tipo. Lembram-se do país mais poderoso militarmente, os EUA, que foram forçados a retirar e abandonaram o Vietname à sua sorte, precisamente há trinta anos atrás? Ou da orgulhosa Rússia, que também o fez mais recentemente no Afeganistão e numa série de outros sítios? Ou da França forçada a sair Argélia em verdadeira guerra com os colonos franceses, que regressaram e se integraram em condições muito piores que os nossos retornados? Mesmo os exemplares ingleses foram forçados a dar a independência ao Quénia depois de vencerem uma guerra de guerrilha! E a maioria dos colonos optou por não ficar. No Zimbabwe todos sabemos o desfecho da questão.

O 25 de Abril foi o resultado de uma crise colonial (e económica) muito grave. Claro que a confusão da revolução as agravou mas não as criou! E, repito, todas as revoluções têm custos. A revolução portuguesa foi das que teve custos menores e ganhos maiores.

Publicado por bruno cardoso reis em abril 30, 2005 01:24 AM

Para comentar no Barnabé, registe-se aqui acima no sistema typekey. O registo é rápido, simples, confidencial e permite comentar, com o seu nome ou um pseudónimo à escolha, nos milhares de blogues que usam o mesmo sistema.
O Barnabé não é responsável pelas opiniões emitidas nestes comentários.