Uma no cravo
e vão dois, Rui...
Publicado por pinto ribeiro em maio 25, 2005 04:26 PM
De facto podia ser para rendimentos mais baixos, se não me engano isto é para indivíduos com rendimentos mensais na ordem dos 5000 euros. A meu ver podia ser para rednimentos apartir de 2500 euros/mês.
Publicado por João Dias em maio 25, 2005 04:33 PM
PRESO POR TER CÃO, PRESO POR NÃO O TER.
Publicado por jose ferreira em maio 25, 2005 07:16 PM
Esta medida é positiva, pode ser assemelhada a uma espécie de imposto sobre as grandes fortunas. Mas...:
1 - o resto das medidas tomadas, como a subida do IVA (sendo que a lista de produtos que paga IVA máximo engloba produtos de primeira necessidade); a reforma dos funcionários públicos (nota positiva para o facto de ser aplicável ao longo de alguns anos e não de imediato; vi uma referência a esta medida ontem, mas não vi confirmação hoje... alguém sabe alguma coisa?);
2 - quanto à fuga fiscal, espero para ver! É que os que não pagavam antes, não passam a pagar com a mudança da taxa! Ou seja, a taxa aumenta, mas sem medidas efectivas para combater a fraude fiscal, a receita não aumenta significativamente.
Publicado por Helena Romao em maio 25, 2005 07:53 PM
É um belo truque de ilusionismo.
Faz-se de conta que se vai "ser mau" para meia dúzia de endinheirados que declaram mais de 60000€ enquanto se está a quilhar a vida a milhões que lá vão ficando sem metade da boa merda que ganham. Este sócrates, com aquela cara de xóninha que põe para disfarçar a arrogância é uma bela prenda.
Como estou bastante disponível, não haverá na GALP um lugarito de assessor do novo administrador, mesmo a ganhar metade do que ele? É que assim já posso contribuir com os 42% e fico assaz feliz... Pode ser? Hã? Tou? Tá lá? MERDA!!!
Publicado por cantigueiro em maio 25, 2005 09:15 PM
A questão está mal colocada Rui. Na minha opinião seria assim: eu não quero nada do estado e o estado não queira nada de mim. Tipo já chegam os impostos indirectos: comida, bebida tabaco, charros (ah! pois...estes são isentos taxa IVA 0%) gasolina...Quanto aos rendimentos do trabalho poderíamos optar, os que queriam benefícios sociais e os que queriam pagar tudo aquilo que consumissem, tipo baixas etc. ... simples,não? Apesar de ser a falência do estado paizinho e mãezinha onde os remediados sustentam tanto os muito ricos como os muito pobres.
Publicado por afonso salgueiro em maio 25, 2005 09:44 PM
Estes 42% são o cheiro de esquerdismoa, e mais não serve que para entreter os papalvos.
E pelos vistos resulta.
Veja-se que as promessas não cumpridas não merecem um único comentário deste senhor rui tavares.
É a atitude típica do boy a caminho do job.
Publicado por zedopipo em maio 25, 2005 11:27 PM
Bom... Rui e alguns comentadores, foces são parvos ou não sabem fazer contas. Que eu saiba o calculo de IRS não se faz por individuos mas sim por agregado familiar. Ou a coisa está mal explicada, ou o eslão máximo será para agregados familiares com rendimentos brutos superiores a 60.000 €/ano, o que dá, mais ou menos, esses tais 2.500 €/mês... ora aqui está uma grande fortuna, sim senhor!! Olha rui, aconselhote a ires fazer contas não vás mesmo cair dentro deste escalão... e lá se vai o sorriso dos lábios!
Qt ao senhor das grandes fortunas: se calhar até é electricista numa qq empresa marreta - talvez até do estado - e ganha o SMN ou coisa parecida e está isento ou paga uma ninharia de IRS... mas, se calhar, faz uns ganchos largados por fora e compõe a coisa, sem recibos... claro! E se calhar, até chega quase aos 2.500€/mes...
Se querem taxar os ricos, os verdeiramente ricos não é pelo IRS, seus tarolos... os ricos não têm redimentos do trabalho, isso é coisa de remediados e gente pobre. Para taxar os verdeiramente ricos existem os impostos sobre o património... mas aí já doi, e mt gente guincha!!!
Publicado por Paulo em maio 26, 2005 01:56 AM
O GRUPO MELLO QUADRIPLICOU OS LUCROS......
Publicado por condor em maio 26, 2005 02:31 AM
A EDP nos primeiros 3 messes deste ano já conseguiu um lucro de 216 milhões de euros +11,5%, comparado com o mesmo periodo de 2004
Crise onde está a crise....
Publicado por condor em maio 26, 2005 03:17 AM
É extraordinário o que por aqui se diz. O que é uma grande fortuna? Onde é que está definida? Ou é o “senso comum” que a define? O Engº Belmiro é possuidor de uma grande fortuna? E se houver um crash bolsista continua a sê-lo? E um funcionário público que receba, de um tio rico, uns valentes hectares de vinhedo no Douro avaliados em 50 € (como acontece com os prédios rústicos) não possui uma grande fortuna? Ou vai alguém do Barnabé avaliar o que vale o quê?
PS 1: Era melhor estudarem as regras do IRS antes de se entusiasmarem com uma medida que se vai traduzir em nada, só demagogia.
PS 2: Haverá por aí alguém que me explique como se aplicaria a chamada taxa Tobin (a propósito é interessante ver o que o próprio Tobin disse acerca do uso que tem sido dado à sua teoria) aos chamados derivados financeiros. E não me digam que se acabava com os derivados por que isso é ignorância.
Publicado por altc em maio 26, 2005 11:36 AM
Nada a Acrescentar.
Publicado por catarina em maio 26, 2005 01:21 PM
cortem nos impostos, cortem no Estado, cortem MUITO na função pública. e não perdoem na fiscalização e criminilização da fuga fiscal. as scuts ficam de fora e sobe o IVA? NÃO ME F**AM...
Publicado por pinto ribeiro em maio 26, 2005 01:56 PM
Justiça é todos pagarem a mesma percentagem do seu rendimento.
Ganhas pouco, pagas pouco. Ganhas muito, pagas muito.
Mas na mesma percentagem.
Percentagem diferencial é discriminação sobre o mérito, excepto quando envolve a minoria endinheirada sem mérito, que nesse caso não se sente injustiçada com o assalto aos seus rendimentos (que não lhes custou obter).
Próprio de um país que não há de passar da cepa torta. Só faltava um IVA diferenciado....
Publicado por Alfredo Vieira em maio 27, 2005 01:44 AM
60.000€ é quanto ganha um casal de professores a partir do 9º escalão. Querem convencer-nos que os professores são ricos? Cambada de doidos. Já viram bem o balúrdio de imposto que isso representa?
Publicado por azurara em maio 27, 2005 03:06 AM
não. 60.000 euros são trocados e os nossos professores não são os mais bem pagos da europa. não. para um sistema de ensino exemplar, com a minha filha na 3ªa classe a já ter um explicador, estou disponivel a pagar mais e mais impostos para ajudar os casais de professores. eu que trabalho por conta própria e não ganho nada disso. mas hoje é 6ª feira e eu já estou a trabalhar. outros, os dos trocados, já estão em mini férias no algarve ou no brasil. tenham juízo.
Publicado por pinto ribeiro em maio 27, 2005 08:36 AM
Ora cá temos uma bela medida demagógica e com resultados nulos no deficit... Mas de certeza que as sopeiras e motoristas de taxi vão adorar...
Publicado por Pedro Oliveira em maio 27, 2005 11:26 AM
não é a subir o IVA que se cria riqueza. ou controlo do défice. taxar os rendimentos altos faz sentido se não houver fuga. as heranças. as mais valias. os sinais exteriores de riqueza. os lucros fabulosos. mas as scut também. e ter coragem de despedir na função pública. nos jobs dos boys. tudo isto que se está a passar é demagogia. e remendos.
Publicado por pinto ribeiro em maio 27, 2005 12:26 PM
Há uma medida que tem sido pouco falada, mas que julgo socialmente justa: o subsídio de doença dos funcionários públicos vai passar a ser de 65% em vez dos 100%.
Claro que, teoricamente, o subsídio não era de 100%, mas devem contar-se pelos dedos as situações de recusa de pagamento da quantia para perfazer os 100%.
É uma boa medida, que vai desincentivar o absentismo e combater o "ai queres por-me a trabalhar? vou meter baixa" ou "acho que vai doer-me a cabeça, amanhã não venho".
Publicado por Nuno SS em maio 27, 2005 12:37 PM
Versão intelectual do linguarejar habitual do homem do taxi, " política ? a minha política é o trabalho "
Publicado por Real em maio 27, 2005 02:45 PM
Caro Pinto Ribeiro, permite-me discordar dum post ali mais pra cima: de facto esta tem sido uma ponte muito útil para tirar conclusões. Aqui no burgo tudo o que é repartição pública, escola, infantário público, etc, está tudo aberto; no entanto, de manhã havia uma aparente calma na cidade, muito parecida com um domingo de manhã. Apesar de estar a chover, coisa que já não acontecia há umas semanas, não havia trânsito. Na rua onde moro, a totalidade das empresas privadas estão de portas fechadas.
Tirem as conclusões que quiserem.
Publicado por Eric Blair em maio 27, 2005 02:59 PM
ACREDITO plenamente Blair. só que a má, péssima classe empresarial que temos, sendo um factor de não desenvolvimento para o país, preocupando-me, não me afecta tão directamente como uma função pública inoperante, sobre-bem paga, excessiva e um Estado muito muito gordo. e na escola da minha filha, que está aberta, disse-mo ela, faltam muitos professores. mas isso nem é importante. o problema é saber que Estado queremos e será possível enfrentar neste país esse outro monstro, a função pública. como a fuga ao fisco. a corrupção. o desenrasca. o controlo sobre o poder autárquico. os lucros de alguns. a madeira. tudo, menos o IVA. isso é um disparate. é preciso baixar impostos. e não o contrário. penso eu, claro.
Publicado por pinto ribeiro em maio 27, 2005 03:33 PM
ACREDITO plenamente Blair. só que a má, péssima classe empresarial que temos, sendo um factor de não desenvolvimento para o país, preocupando-me, não me afecta tão directamente como uma função pública inoperante, sobre-bem paga, excessiva e um Estado muito muito gordo. e na escola da minha filha, que está aberta, disse-mo ela, faltam muitos professores. mas isso nem é importante. o problema é saber que Estado queremos e se será possível enfrentar neste país esse outro monstro, a função pública. como a fuga ao fisco. a corrupção. o desenrasca. o controlo sobre o poder autárquico. os lucros de alguns. a madeira. tudo, menos o IVA. isso é um disparate. é preciso baixar impostos. e não o contrário. penso eu, claro.
Publicado por pinto ribeiro em maio 27, 2005 03:33 PM
ACREDITO plenamente Blair. só que a má, péssima classe empresarial que temos, sendo um factor de não desenvolvimento para o país, preocupando-me, não me afecta tão directamente como uma função pública inoperante, sobre-bem paga, excessiva e um Estado muito muito gordo. e na escola da minha filha, que está aberta, disse-mo ela, faltam muitos professores. mas isso nem é importante. o problema é saber que Estado queremos e se será possível enfrentar neste país esse outro monstro, a função pública. como a fuga ao fisco. a corrupção. o desenrasca. o controlo sobre o poder autárquico. os lucros de alguns. a madeira. tudo, menos o IVA. isso é um disparate. é preciso baixar impostos. e não o contrário. penso eu, claro.
Publicado por pinto ribeiro em maio 27, 2005 03:33 PM
Concordo que se se tiver como objectivo de vida ser um inútil é mais sê-lo na função pública do que no privado, o que não faz do funcionário público um incompetente.
Se os políticos portugueses têm sido competentes nos últimos anos em Portugal tem sido na missão de convencer os portugas de que a causa de todos os males está na função pública. Esquecem-se é de dizer que a pirâmide está invertida, porque é lá que eles colocam sazonalmente um carregamento de tachos, completamente desfasados das realidades e apenas interessados no carreirismo.
Os tachos vão e vem, rodam e rodopiam; e os funcionários – que assistem lá de baixo a todo este ballet – revoltados, desincentivados, impotentes, desencantados e por fim igualmente desinteressados não fazem mais do que tentar sobreviver no meio desta frustrante balbúrdia.
Publicado por Eric Blair em maio 27, 2005 04:09 PM
Concordo que se se tiver como objectivo de vida ser um inútil é mais fácil sê-lo na função pública do que no privado, o que não faz do funcionário público um incompetente.
Se os políticos portugueses têm sido competentes nos últimos anos em Portugal tem sido na missão de convencer os portugas de que a causa de todos os males está na função pública. Esquecem-se é de dizer que a pirâmide está invertida, porque é lá que eles colocam sazonalmente um carregamento de tachos, completamente desfasados das realidades e apenas interessados no carreirismo.
Os tachos vão e vem, rodam e rodopiam; e os funcionários – que assistem lá de baixo a todo este ballet – revoltados, desincentivados, impotentes, desencantados e por fim igualmente desinteressados não fazem mais do que tentar sobreviver no meio desta frustrante balbúrdia.
Publicado por Eric Blair em maio 27, 2005 04:09 PM
"60.000€ é quanto ganha um casal de professores a partir do 9º escalão. Querem convencer-nos que os professores são ricos? Cambada de doidos. Já viram bem o balúrdio de imposto que isso representa?"
Um casal de professores do 9ª escalão não chega a ganhar 60000 € anuais líquidos, um professor do 9º escalão ganha 1700 € líquidos (cerca 2500 € ilíquidos), ou seja um casal do 9º escalão recebe 3400 € líquidos. Os 60000€ correspondem a 1 indíviduo que aufere cerca 4200 € mensais. Ou seja esta taxa não se aplica por casal mas per capita e qualquer professor público não aufere salários deste nível( per capita), nem os do décimo escalão.
Já agora, para os mais críticos da função pública fica o registo, no caso de funcionários como os professores (engraçado ninguém fala dos médicos, que acumulam salário público e privado e usam horas do seu horário público para atender no gabinete privado) que lhes é impossível fugir aos impostos porque eles recebem-nos líquidos, ou seja já com o desconto dos impostos. Portanto a fuga ao fisco não é propriamente património dos funcionários públicos, é nas profissões mais liberais que isso é bastante mais frequente e mais fácil.
Quem ouve falar parece que é só benefícios em ser funcionário do estado, espertos são os grandes empresários que no meio da tanguice põe a classe média e baixa a atirar acusações uns aos outros de quem é que gasta mais. Enquanto os grandes empresários riem silenciosamente não vá alguém ouvir.
Para haver uma convergência entre público e privado é preciso retirar tb regalias do privado, para haver uma convergência real.
Publicado por João Dias em maio 27, 2005 04:48 PM
Tem toda a razão, João Dias.
Vou só acrescentar um esclarecimento: um professor quando chega ao 9º escalão está quase em fim de carreira. (E pelo andar da carruagem, que é como quem diz, da idade de reforma, fica no 10º escalão eternamente.) Ou seja, o tal casal não recebe este salário quando está a criar os filhos. Recebe-o quando os filhos estão já também a trabalhar, ou quase!!!
Além disso, convergência nas pensões, estamos todos de acordo. Mas... não é suposto caminharmos para o desenvolvimento? Então a convergência não devia fazer-se antes no sentido de aumentar as dos privados para 100%?
Publicado por Helena Romao em maio 27, 2005 04:57 PM
'Mas... não é suposto caminharmos para o desenvolvimento? Então a convergência não devia fazer-se antes no sentido de aumentar as dos privados para 100%?'
E quem paga esses 100% Helena? A Segurança Social, que já está de tanga?
Publicado por Pedro Oliveira em maio 27, 2005 05:03 PM
Eu falo desta situação porque os meus pais são professores.
Mas se quiser posso gozar com eles, é que quase de certeza vou exercer uma professão liberal.
E enquanto eu vir as pessoas a apontar baterias para o sector público vou-me rindo e, porque não, agradecendo.
Publicado por João Dias em maio 27, 2005 05:04 PM
"Além disso, convergência nas pensões, estamos todos de acordo. Mas... não é suposto caminharmos para o desenvolvimento? Então a convergência não devia fazer-se antes no sentido de aumentar as dos privados para 100%? "
Faz todo o sentido, mas para isso era preciso que os políticos quisessem de facto terem políticas sociais e combatessem o défice começando pelos infractores. Ou seja apostou-se na função pública, porque não começar pelas autarquias, pela corrupção, pela evasão fiscal, pelos clubes de futebol...enfim começou-se por baixo.
Publicado por João Dias em maio 27, 2005 05:09 PM
Pedro Oliveira,
o PM declarou claramente que vai subir o IRS máximo. De acordo, neste ponto. Mas quando falou no combate à evasão fiscal, disse apenas que ía "tomar medidas". Isto quer dizer tudo e nada.
Se de facto fossem tomadas medidas VERDADEIRAS de combate à evsnao fiscal no IRS, no IRC e no IVA, já teria meios para começar a convergência.
Além das negociatas de futebóis, corrupções, etc. Como vê, é só dinheiro deitado à rua, perdão... aos bolsos de alguém que há-de estar a aproveitar. Esse dinheiro está a ser roubado aos bolsos dos funcionários públicos e privados.
É pena é que as pessoas só se indignem quando o dinheiro lhes é roubado efectivamente na rua por algum carteirista, e ñao percebam que estes roubos são a mesmíssima coisa, só que em escala exponencial!
Publicado por Helena Romao em maio 27, 2005 05:24 PM
o factoJOÃO Dias é que temos excesso de funcionários públicos, excessivamente bem pagos quando em comparação com a de outros países europeus, onde, por acaso, as políticas sociais EXISTEM. temos Estado a mais. é outra das heranças. agora, claro que subscrevo quase tudo o que escreves. e isso torna a situação ainda mais trágica. está mesmo tudo a funcionar mal e não temos um sólido e sério sector privado. a questão das autarquias é exemplar...
Publicado por pinto ribeiro em maio 27, 2005 05:30 PM
Olha, Helena, já me indigno o suficiente quando o Estado, em nome de uma 'solidariadade social' que não me diz pevide, me rouba mensalmente perto de 40% do meu ordenado. Sinceramente, já nem sequer costumo olhar para o recibo de vencimento. Cada vez que olho para as rúbricas IRS e Segurança Social até me sinto mal ao pensar nos serviços miseráveis que tenho em troca de um pagamento principesco...
Quanto à maioria das negociatas, corrupção, etc. de que falas, trata-se de casos de tribunal. Assim existam orgãos judiciais que não estejam minados de clientelas partidárias e que levem esses mesmos casos à justiça.
De qualquer modo, tivesse eu essa opção, e dispensaria completamente a famosa 'Segurança Social'. O meu dinheiro - e aquele que a minha entidade patronal também paga: mais 21% - estaria muito mais bem aplicado. Pelo menos não teria que alimentar, para além de pensionistas, trabalhadores em baixa e desempregados os maioritariamente inúteis burocratas que populam na Segurança Social.
Eu, tal como qualquer outro português, posso perder o meu emprego. Porque é que não acontece o mesmo com os funcionários públicos?
Publicado por Pedro Oliveira em maio 27, 2005 06:46 PM
Pinto Ribeiro:
A função pública é bem paga, estou parcialmente de acordo. Os funcionários públicos não são só médicos e professores...existem funcionários de secretarias, até mesmo os indivíduos que limpam as ruas que auferem salários baixos. Mas se calhar essa "gordura" de estado está ligada a uma má relação com o sector privado, permita-me que exemplifique:
- o anterior governo nomeou consultores que auferiam salários muito elevados, quando podia recorrer ao diálogo com os funcionários do Estado, e recorrendo aos mesmos para fazer essa análise. Eu não tenha nada contra consultores, mas se os outros apertam o cinto o estado tem tb de ser mais racional nos seus gastos.
- o sector privado tem bons e maus exemplos, mas os maus exemplos leva a que as pessoas queiram apostar no sector público pela segurança que confere.
- em muitos países europeus de que fala existe uma articulação bem mais positiva entre privado e público, o público oferece mão de obra formada, e depois o privado (empresas. fábricas) dá a formação especializada final que permita a adpatação do indívudo à empresa. Em Portugal as empresas esperam que saia um bolo do forno, e nem sequer querem por a cereja. E depois queixam-se que os foramdos são todos uns teóricos.
Publicado por João Dias em maio 27, 2005 06:55 PM
Indigno é morrer à porta de um hospital por não poder pagar o seguro de saúde. Mas isso... é preciso ser humano para perceber. Pelos vistos não é para todos.
Não desejo, nem a si, Pedro Oliveira, que isso lhe aconteça. Também não desejo, nem sequer a si, que os seus filhos tenham que sair da universidade por não poderem pagar as propinas.
Publicado por Helena Romao em maio 27, 2005 07:31 PM
ò ´João Dias... desde quendo é q o IRS se aplica per capita e não por agrgado familiar... e dede quando é que não contam, para os escalões, o rendimento iliquido e não o liquido. a não ser que o filósofo diga claramente. o que ele afirmou é que um agregado familiar que ganhe + que 60.000€ ano, pass a apgar escalão máximo (42%) o que corresponde a 2.500 € (iliquidos) per capita mes, mais ou menos 1.800 € liquidos mês...
tu pagas algum imposto? já alguma vez fizeste as contas???? ou, afinal, és um puto???
Publicado por Paulo em maio 27, 2005 08:06 PM
Oh Paulo...tem calma jovem.
Segundo a Sic Notícias os 60000€ eram respectivos a rendimentos individuais, sendo que um agregado marido/mulher seria o dobro 120000€. Portanto quando o Sócrates fez a declaração não seria para os agregados familiares mas para rendimentos individuais.
Eu não disse (se leres outra vez vais reparar nisso) que os rendimentos ilíquidos não contavam para os escalões do IRS, quis apenas lembrar que o rendimento efectivo (líquido) era de 1700 euros, e depois lembrar que no sector público o que ganhas é mesmo o ordenado líquido porque não foges aos impostos eles já vêm descontados.
Tb não disse que o IRS se exerce per capita, falei no caso específico dos 60000€ que eram anuais per capita, se fizeres as contas de UM funcionário público com um ordenado ilíquido de 2500 euros/mês ilíquidos verás que o rendimento anual não chega aos 60000€ anuais per capita.
Concluindo: sou um puto que vejo noticiários, caso a noticía seja desmentida admito o erro de bom grado, baseiei-me nessa informação para fazer as contas.
Publicado por João Dias em maio 27, 2005 08:51 PM
Isso q tu dizes e o que se pode inferir do q disse o filósofo não tem lógica nenhuma: rendimento iliquido per cápita??
Se num casal, uma ganha 80.000€ ano e o outro 30.000€/ano, que taxa de IRS vão ter??
Publicado por Paulo em maio 29, 2005 11:20 PM
Eu penso (n tenho a certeza) que o casal não pagaria a taxa de 42%, porque sendo casal o IRS seria aplicado sobre o agregado. Agora se quem auferisse 80000€ não vivesse em agregado, teria de pagar a taxa de 42%. Quando existe agregado familiar a taxa é aplicada sobre o agregado, quando não existe será aplicada sobre o rendimento do indivíduo.
http://www.bes.pt/iipl.asp?srv=1100&ctxnav=5263
"Como é calculado?
[...]
Note-se, ainda, que no apuramento da colecta deverá ser ponderada a aplicação do quociente conjugal por via do qual, e apenas no que respeita aos contribuintes casados e não separados judicialmente de pessoas e bens e unidos de facto, tal como definido na lei, é permitida a divisão do rendimento colectável por 2 para efeitos de determinação da taxa.
Aplicada a taxa do imposto ao valor resultante da operação antes referida, o resultado obtido será depois multiplicado por dois para efeitos do apuramento da colecta de IRS."
Publicado por João Dias em maio 30, 2005 07:52 PM
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