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Melhor nem falar disso...


Para os que têm medo da China e não percebem nada de economia (nem do resto) e por isso votam "não"...

Andam por aí uns sujeitinhos assustados com a China e a concorrência internacional, proclamando a necessidade de acabar com a liberdade de comércio ... Quanta ignorância ! A vantagem do comércio livre é das questões mais estudadas e comprovadas em economia, desde Smith e Ricardo...A China tem milhões de camisas e soutiens para vender ? Pois tem, e depois ? Nós temos biliões de euros de Airbus, de centrais electricas, de automóveis, de armamento, etc... para vender à China. Querem impedir a entrada dos texteis chineses, para ganhar 100, para perderem 1000 em vendas à China ? Por que não reconhecem que são ignorantes e se calam ? Além de que mais de metade das exportações chinesas são na verdade ocidentais, através de empresas que investiram na China... E depois, estes "revolucionários" querem matar à fome os chineses, já que se não venderem... e depois que faríamos às centenas de milhões de chineses que "nadariam" até às nossas costas para fugir à miséria ? No mundo global, as soluções têm de ser globais... e agitar medos fascistas e xenófobos não é a melhor solução. Sobretudo na Europa que , se se unir, será certamente a maior potência mundial ! Já hoje somos os maiores exportadores mundiais. Vejam as estatísticas. E deixem os outros povos também vender alguma coisa e melhorar o seu nível de vida !O movimento do "Não" é um movimento de ignorantes, xenófobos e antidemocratas (fascistas ou comunistas). A Europa vai vencer esses inimigos internos. Vai esmagá-los nas urnas...VIVA A GRANDE EUROPA !

Publicado por euroliberal em maio 27, 2005 07:10 PM


E tu, Bruno... o q é que esperas?

Publicado por Paulo em maio 27, 2005 07:55 PM


"Vai esmagá-los nas urnas...VIVA A GRANDE EUROPA !"

Depois desta tirada final, estava à espera dos grandes vivas da multidão, do agitar entusiástico das bandeirolas azuis com montes de estrelinhas, tudo em pé, tudo a cantar... e nada!
Assim é muito triste...

Publicado por cantigueiro em maio 27, 2005 11:49 PM


O chefe euroliberal mistura tudo. Não por ser estúpido mas por ser euroliberal, ou seja, po querer "fazer" da Europa uma grande potência usando a globalização para, com uma política cínica, se sobrepor aos outros, dando-lhes, não esquecer, a oportunidade de "também venderem alguma coisa"!. E quem não estiver nessa é fascista ou comunista (por acaso, levando a coisa a sério são antagónicos, por mais que se escrevam livros negros); para o Bush, quem não estiver disponível para se vergar à grande América (EUA) é terrorista ou aparentado. É no que dá o espírito da grande potência: vai dar nos pagãos, nos infiéis e nas cruzadas e inquisições.
Mas o pessoal está preocupado com o emprego, a idade da reforma, os salários, as pensões e os seus fundos, o ambiente, a cultura e sua diversiadde, etc. E claro que a gestão disso em articulação com a necessária competitividade e os direitos sociais e laborais e de cidadania , também na China, exige um programa político vasto que não é contemplado pelo tratado constitucional, que é determinado muito simples e radicalmente pela finança contra a própria economia. O primarismo glorioso do G-8 que vai reunir na Escócia para, entre outras coisas, ver onde será a próxima guerra ou a próxima intervenção humanitária, que na linguagem deles vai dar no mesmo.
A Europa do Não é diversa. Mas a vitória do Não vai permitir que se redefina, com a polémica instalada, o caminho da Europa: uma Europa que conte com os cidadãos e cidadãs da Europa.
O sim ao tratado constitucional é uma condenação pois como se sabe (?) depois só pode ser alterada por consenso dos 25!!!
A gente ouve-os aqui, a solução é sempre amesma: mais tempo de trabalho, reforma mais tarde, salários congelados, emprego precário. E isto quando a tecnologia permitiria ter horários de trabalho reduzidos a dois terços ou menos, dando mais emprego e antecipando a idade da reforma. A segurança social tem de, nos diss de hoje deixar de ser encarada como há cem anos - o seu financiamento assegurado pelas contribuições em função do valor acrescentado das empresas (a alta tecnologigia exige isso) e não em função do número de traballhadores) Como se pode aceitar sequer em teoria, quanto mais aceitar a imposição, que a tecnologia não confere antes reduz a capacidade de dispor de mais e melhor tempo? mas é isso que a Europa do SIM quer impor. Empregando todos os meios: a chantagem, a ameaça, a arrogância, a ignorância. O medo, o grande operador do neoliberalismo e do poder do império. E a invocação de paradigmas medievais que se têm mantido, à outrance, nos meios dominantes, (apesar de desacreditados pelo pensamento científico e filosófico do último século): vamos ser uma grande potência e mandar no mundo. Isto quando o "mundo" anda há pelo menos um século a procurar o caminho da harmonia, da solidariedade e da convivência. A disputa económica e financeira tidas como paradigma conduzem ao apagamento destes valores fundamentais que têm guiado a humanidade por entre o emaranhado de genocídios, massacres,apocalipses e holocaustos, pois a isto se tem reduzido a realpolitik da disputa, da hegemonia, da grandeza, de ser a maior potência, etc.
O Não é uma esperança não só para a Europa como para o mundo que em vez de contar com mais um contendor pode vir a contar com um espaço amigo,
capaz de pôr o seu potencial humano, cultural, científico, económico e tecnológico, civilizacional, ao serviço do entendimento e da paz e não da disputa entre potências predadoras.
Mas isto não entra na tola dos euro(neo)liberais.

Publicado por mário tomé em maio 28, 2005 01:45 AM


O chefe euroliberal mistura tudo. Não por ser estúpido mas por ser euroliberal, ou seja, po querer "fazer" da Europa uma grande potência usando a globalização para, com uma política cínica, se sobrepor aos outros, dando-lhes, não esquecer, a oportunidade de "também venderem alguma coisa"!. E quem não estiver nessa é fascista ou comunista (por acaso, levando a coisa a sério são antagónicos, por mais que se escrevam livros negros); para o Bush, quem não estiver disponível para se vergar à grande América (EUA) é terrorista ou aparentado. É no que dá o espírito da grande potência: vai dar nos pagãos, nos infiéis e nas cruzadas e inquisições.
Mas o pessoal está preocupado com o emprego, a idade da reforma, os salários, as pensões e os seus fundos, o ambiente, a cultura e sua diversiadde, etc. E claro que a gestão disso em articulação com a necessária competitividade e os direitos sociais e laborais e de cidadania , também na China, exige um programa político vasto que não é contemplado pelo tratado constitucional, que é determinado muito simples e radicalmente pela finança contra a própria economia. O primarismo glorioso do G-8 que vai reunir na Escócia para, entre outras coisas, ver onde será a próxima guerra ou a próxima intervenção humanitária, que na linguagem deles vai dar no mesmo.
A Europa do Não é diversa. Mas a vitória do Não vai permitir que se redefina, com a polémica instalada, o caminho da Europa: uma Europa que conte com os cidadãos e cidadãs da Europa.
O sim ao tratado constitucional é uma condenação pois como se sabe (?) depois só pode ser alterada por consenso dos 25!!!
A gente ouve-os aqui, a solução é sempre amesma: mais tempo de trabalho, reforma mais tarde, salários congelados, emprego precário. E isto quando a tecnologia permitiria ter horários de trabalho reduzidos a dois terços ou menos, dando mais emprego e antecipando a idade da reforma. A segurança social tem de, nos diss de hoje deixar de ser encarada como há cem anos - o seu financiamento assegurado pelas contribuições em função do valor acrescentado das empresas (a alta tecnologigia exige isso) e não em função do número de traballhadores) Como se pode aceitar sequer em teoria, quanto mais aceitar a imposição, que a tecnologia não confere antes reduz a capacidade de dispor de mais e melhor tempo? mas é isso que a Europa do SIM quer impor. Empregando todos os meios: a chantagem, a ameaça, a arrogância, a ignorância. O medo, o grande operador do neoliberalismo e do poder do império. E a invocação de paradigmas medievais que se têm mantido, à outrance, nos meios dominantes, (apesar de desacreditados pelo pensamento científico e filosófico do último século): vamos ser uma grande potência e mandar no mundo. Isto quando o "mundo" anda há pelo menos um século a procurar o caminho da harmonia, da solidariedade e da convivência. A disputa económica e financeira tidas como paradigma conduzem ao apagamento destes valores fundamentais que têm guiado a humanidade por entre o emaranhado de genocídios, massacres,apocalipses e holocaustos, pois a isto se tem reduzido a realpolitik da disputa, da hegemonia, da grandeza, de ser a maior potência, etc.
O Não é uma esperança não só para a Europa como para o mundo que em vez de contar com mais um contendor pode vir a contar com um espaço amigo,
capaz de pôr o seu potencial humano, cultural, científico, económico e tecnológico, civilizacional, ao serviço do entendimento e da paz e não da disputa entre potências predadoras.
Mas isto não entra na tola dos euro(neo)liberais MT.

Publicado por mário tomé em maio 28, 2005 01:45 AM


Ou muito me engano, ou pela fresca manhã de segunda-feira descobriremos que afinal havia um plano B, algures guardado numa gaveta empoeirada na casa de campo de Delors. Com um bocadinho de sorte, redigido em papel timbrado do Espírito Santo (no Ratzinger pun intended)

Publicado por tiago báltico em maio 28, 2005 03:59 PM


"O sim ao tratado constitucional... depois só pode ser alterado por consenso dos 25"
Tenho andado a ler cuidadosamente o texto do tratado (devagar, devagarinho...)e ainda estava a balançar entre o sim e o não.
Mas este facto, que desconhecia, tirou-me todas as dúvidas: consenso e não maioria?!!
O resto do texto que ainda me falta ler vai ter mesmo de ser muuuuito convincente...

Publicado por lucrecia em maio 29, 2005 03:27 AM


Lucrecia,
maioria de 4/5 dos estados e ratificação por todos.

Publicado por ICM em maio 29, 2005 03:04 PM

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