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Shame on you


como em tudo o que diga respeito à coisa pública não é preciso ser um morgado para detectar a raiz dos problemas. se ele fez asneira nem por isso deixa de ser verdade que o problema no M.E. são os professores mais bem pagos da europa, a tralha burocrática, o corporativismo, a defesa dos interesses instalados e a incopetência e mediocridade generalizadas...aqui como na restante função pública haja coragem: despedir. mesmo que depois isso custe um não à le pen...

Publicado por pinto ribeiro em maio 31, 2005 09:20 AM


Pinto Ribeiro,

Repare que eu nem me dei ao trabalho de discutir as soluções preconizadas pelo Abílio Morgado. Podía ter ido por aí, mas não.

O que este caso parece revelar tem mais a ver com a necessidade dos políticos conotados de tal forma com um descalabro deste calibre reservarem-se, eles próprios, a um período de nojo que os iniba de falar sobre as matérias a que estiveram ligados.

Guterres, que não teve de perto nem de longe a experiência governativa de Santana, fê-lo. Santana anda por aí, todos os dias, a inventar um novo disparate. Compare e veja a diferença.

Publicado por pedro sales em maio 31, 2005 10:00 AM


Pedro, absolutamente de acordo. mas pessoalmente mais do que dar relevo à triste figura tomada pelo senhor morgado, que não fica certamente para a história, acho bem mais importante, por causa e apesar do morgado, pensar em problemas enunciados que de facto existem. só isso. quanto ao morgado, não fosse o que ele agora, aoesar de tudo, diz, nem merecia ser chamado ao Barnabé. quanto a exemplos, arranje coisa melhor do que guterres.

Publicado por pinto ribeiro em maio 31, 2005 10:23 AM


O problema com alguns destes políticos, é que o seu "período de nojo" acaba sempre muito antes do período de verdadeiro nojo que os cidadãos ficam a sentir por alguns deles.
Por causa destes e outros nojos é que os problemas reais, e o ensino é sem dúvida um dos maiores, ficam para discutir sempre depois...

Publicado por cantigueiro em maio 31, 2005 10:50 AM


Quanto á Manuela Ferreira Leite é bom não esquecer que ela já foi ministra da educação e entre as suas famosas medidas, para além da autorização de tudo o que eram faculdades privadas manhosas, criou o famoso numerus clausus de medecina que tem como resultado 14 anos depois a falta de médicos que se fazem sentir em todo o país.

Quanto á pitonisa -mor da RTP o marcelinho de celorico , é mais uma acha para o seu descrédito.

Publicado por condor em maio 31, 2005 11:38 AM


Gosto mesmo quando o Pedro faz posts sobre educação, sempre com preocupações de eficácia do sistema, avaliação de professores, redução de desperdícios, exigência pedagógica em vez de mordomias sindicais, tudo isso a que se dedica com denodado afinco, para nós discordarmos, mas hoje não, hoje tem razão. - "Sai uma reforma aos 50 anos para a mesa do Pedro Sales".

Publicado por Real em maio 31, 2005 12:05 PM


Real,

Genericamente, concordo com tudo o que enunciaste. Não sei bem o que são isso das mordomias sindicais na educação, talvez por desconhecimento, mas os 2 ou 3 dirigentes sindicais que conheço dão aulas.

Publicado por pedro sales em maio 31, 2005 12:41 PM


e eu conheço quem esteja destacado no ministério e não dê aulas vai para 20 anos...

Publicado por pinto ribeiro em maio 31, 2005 01:02 PM


E eu conheço vários que só dão aulas e deviam ser proibidos de o fazer. É o exército de frustrados, que queriam ser tudo menos professores, acompanhados pelo não menor exército de incompetentes e ignorantes, que o pouco e mal que sabem é exclusivamente "sobre a matéria", não lêem livros para além dos obrigatórios e são incapazes de manter uma conversa interessante sobre o que quer que seja. Isso, por acaso, é uma benção e poupa-nos às avalanches de "fostes", "estudastes", "interviu" e "manteu-se" e por aí fora eternamente... destes últimos, alguns foram para jornalistas e adoram que se saiba que são doutores.

Publicado por cantigueiro em maio 31, 2005 01:26 PM


caro Cantigueiro. dei aulas durante 15 anos, de sítio para sítio, sem vínculo. subscrevo o que dizes. considero a classe dos professores, GENERALIZANDO, de uma mediocridade aterradora. como costumo dizer, SALVO POUCAS HONROSAS EXCEPÇÕES, só já dá aulas quem não sabe fazer mais nada, quem se acomodou à espera da reforma e das mordomias e quem se conformou com a mediocridade reinante. e não fui para jornalista. embora já tenha feito algum jornalismo.

Publicado por pinto ribeiro em maio 31, 2005 01:42 PM


Claro Pedro, claro, agora podias-me indicar o blog onde escreves esses conteúdos ? Ou então vamos às concordâncias:
1 - As escolas são um órgão da administração central e como tal a sua gestão deve ser profissional e não da escolha dos professores (para isso há o concelho pedagógico)
2 - O ponto 1, se concordares, muda 80% dos problemas e do desperdício das escolas;
3 - restantes 10% acabar com os horários zero, acabar com os dispensados da componente lectiva e os regimes de excepção e a reforma dos professores aos 50 anos com vencimentos equiparados a directores gerais;
4 - eliminação das pedagogias não directivas, avaliação de escolas, avaliação de professores e 50% do dinheiro desperdiçado e recuperado nos pontos anteriores para apetrechar laboratórios, bibliotecas e afins.
Concordas Pedro ?

Publicado por Real em maio 31, 2005 02:10 PM


Real,

Quando se propiciar ainda aqui escreverei sobre educação. Vamos aos pontos que levantas.

1. Não concordo por princípio, mas diz-me lá onde é que há 80% de dinheiro desperdiçado nas escolas quando o dinheiro vai quase todo para salários? Podes dizer-me, e aí concordo, que alguém com esperiência de gestão, ou de advocacia, permitiria às escolas concorrer a concursos europeus, que existem, e que a maioria das vezes estas deixam escapar. A solução para isso, Real, é dotar os agrupamentos de escolas (dos quais sou a favor, principalmente dos verticais que tantas resistências encontram nos sindicatos) de técnicos com experiência nessas áreas que acompanhem a gestão financeira das escolas.

2. Continuo sem conhecer nenhum professor com ordenado equiparado a director-geral, mas pode ser erro meu. Quanto ao fim dos dispensados e horários zeros, tudo bem desde que continuem a existir professores nas áreas de acompanhamento de estudo, uma iniciativa do PS que o PSD conseguiu destruir totalmente.

3.Totalmente de acordo quanto à avaliação, integrada, das escolas. Como se fazia, aliás, antes do PSD chegar ao Governo. Também concordamos quanto à avaliação pedagógica dos professores. E ainda vou mais longe, acabar com o actual sistema de formação contínua de professores que não passa de uma caça aos créditos para subir na carreira, sem nenhuma correspondência com acções de valorização profissional.

Aí sim, Real, podes crer que era possível poupar várias dezenas de milhões de euros. Outro campo seria a diminuição do peso que as maiores editoras escolares têm sobre a definição dos currículos. É que, em Portugal, ainda não percebi quem é que define a forma como as aulas são dadas. Se o ME ou se o director da Porto Editora.

Publicado por pedro sales em maio 31, 2005 02:44 PM


perfeito em tudo Pedro. só há um pequeno mas. se se gasta e gasta tanto em salários está na altura de cortar e deixarmos de ter os professores com os salários mais altos da europa com os resultados que se conhecem. mas meter as editoras na linha já ía dar muitas dores de cabeça a muitA gente...e não só na porto editora, se me percebes...

Publicado por pinto ribeiro em maio 31, 2005 03:08 PM


já agora. porque não reduzir o pessoal no ministério, direcções & &tc, em 2 terços?...

Publicado por pinto ribeiro em maio 31, 2005 03:10 PM


ha UM FILHO DA PUTA A ASSINAR COM O MEU NOME COMENTARIOS EM BLOGS. A SER ASSIM, O QUE APARECER A PARTIR DE HOJE, COM O MEU NOME, NÃO É MEU.

Publicado por pinto ribeiro em maio 31, 2005 04:55 PM


Meu caro Pedro

Fica-se sem se saber o que levou o Marcelo e a Manela a caucionarem intelectualmente...etc?
Tu sabes como eu sei.
Então que andaram e andam eles a fazer por cá?
Abraço
MT

Publicado por mário tomé em junho 1, 2005 02:03 AM


Professores incompetentes, desinteressados, chatos e preguiçosos, não tenho dúvidas que deve haver muitos, mas os mais bem pagos da Europa?
-Qual Europa?
Alguém tem dados sérios sobre isso?
Porque essa conversa parece delirante...

Publicado por Budapeste em junho 1, 2005 03:34 AM


comparativamente, os professores ganham mais e têm um estatuto profissional superior aos dos professores no reino unido, por exemplo. estou a falar de ensino secundário.

Publicado por pinto ribeiro em junho 1, 2005 02:10 PM


Podem ser tudo isso (e até acho que muitos o não) mas ó Pinto Ribeiro não os mais bem pagos da Europa (nem sequer mais bem pagos que os britanicos), estão muito longe disso (embora não ganhem a miséria que alegam, pelo menos em termos relativos).

Publicado por Radagast em junho 1, 2005 06:01 PM


COMPARATIVAMENTE. quem tiver tempo apresente sffavor contas. obrigado.

Publicado por pinto ribeiro em junho 1, 2005 06:49 PM


Sou professor há 20 anos, entre os quais 5 em Inglaterra ao serviço do Estado português, e posso afirmar que comparativamente se ganha mais em Portugal do que em Inglaterra, e até mesmo do que em Londres, onde se recebe mais 25% de "London allowance". E acreditem que se trabalha muito mais lá. O que talvez ajude a explicar duas diferenças: 1) há falta de professores em Inglaterra; 2) os professores ao serviço trabalham de forma mais empenhada e apresentam-se mais motivados. Mas admito que esta última característica decorra de estarem inseridos numa cultura que atribui um papel central ao empenho. O que, como se sabe, não é o caso por estas bandas.

Publicado por Lisbondude em junho 4, 2005 02:05 AM

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