Lenine no Barnabé e a vingança do social-fascista
o problema, bruno, e' que ha' pessoas nos blogs de direita a concordarem consigo. e se calhar ate' ha' pessoas que le^em o barnabe' hoje por causa do 'gajo de esquerda realista' e na~o por causa das bocas do daniel. e isto sa~o coisas que ele na~o pode permitir!
Publicado por pfig em junho 25, 2005 08:10 PM
Caro Bruno: penso que há alguns erros na sua análise. O primeiro tem que ver com a inevatibilidade das medidas austeras. O segundo tem que ver com a distribuição do rendimento.
O primeiro implicitamente assume que quando existe uma crise económica, ela significa um desequilíbrio orçamental ou monetário. Se, por outro lado, significar uma retracção da procura por vários motivos, por exemplo, medidas de austeridade, na verdade, vão piorar a situação.
O segundo implicitamente assume que a distribuição da riqueza acontece consoante a protuvidade marginal dos factores. A teoria foi refutada em 1971, e todos os economistas - mesmo os mais ortodoxos dos neoclássicos - admitem que essa teoria é só aplicável num modelo com um só sector, e não se pode estender além disso: por outras palavras, não serve para nada. Na verdade, a distribuição da riqueza tem pouco que ver com a produtividade dos factores, mas tem acima de tudo a ver com o poder de mercado, o poder político, do lado da oferta, e do poder dos sindicatos, e do poder de reivindicação social, por parte dos trabalhadores. Nesse contexto, não é só graças - ou até nem é graças - a uma retoma ou a uma economia sã que os trabalhadores vão receber mais - na verdade, a produtividade média pode subir e a marginal descer, pelo que, mesmo no contexto da falaciosa teoria marginalista isso não se tinha que aplicar.
Publicado por LuÃs em junho 25, 2005 08:47 PM
Começo por me congratular pelo retorno do Bruno Blair, tornando público o meu apoio incondicional à posta por ele escrita. Faço votos para que não partam já para o insulto. Antes de responderem vão ao blog Causa Nossa e leiam a similitude que Vital Moreira estabelece entre uma certa esquerda de hoje e o seu equivalente durante a triste república de Weimar.
Food for thought, I should say.
Publicado por Lisbondude em junho 25, 2005 08:49 PM
É bem observado por Lisbondude, só que o Vital Moreira tem a vantagem de dizer o essencial em meia dúzia de linhas.
Já o "Bruno Blair"...
Ainda por cima tenho a chata mania de pensar que uma coisa que leva taaaaanto teeeeempo a dizer, ou não tem interesse ou é pura e simplesmente séca, a menos que seja algo no género "amor no tempo da cólera", "fado alexandrino", e por aí...
Publicado por cantigueiro em junho 25, 2005 09:28 PM
O Bruno está a dar cabo disto. Agora, anda armado em racional, equilibrado, querendo ver todos os lados das coisas. Perdeu-se um blogue a preto e branco, dogmático, elitistica, moralista, arrogante, enfim, a cara do BE. Vão perder visitas, aviso já.
Publicado por NG em junho 25, 2005 09:56 PM
Entre este bruto e o azeiteiro venha o diabo e escolha.
Prosápia, vaidade e cagança estão bem divididas por ambos e dois.
Publicado por zedopipo em junho 25, 2005 10:36 PM
So comecei a vir aqui ha pouco tempo e pelo menos para mim esta posta parece saida de outro blogue, pensei que eram todos do BE, o nivel subiu imenso. Nao me identifico com esquerdas mas o seu discurso parece-me mais equilibrado e mais convidativo a uma discussao com nexo.
O Daniel nao gosta das suas ideias...tome isso como um grande elogio.
Publicado por FV em junho 25, 2005 11:58 PM
Daniel Oliveira: tudo tem um fim.isto não dá. UM ABRAÇO. Obrigado.
Publicado por abego em junho 26, 2005 12:10 AM
NÃo li o post, mas vai te foder.
Publicado por abego em junho 26, 2005 12:13 AM
IDIOTAS.
Publicado por abego em junho 26, 2005 12:26 AM
Eu quero um blogue de esquerda. Quem não quer , que vá para onde quiser.
Publicado por abego em junho 26, 2005 12:35 AM
Ausente do Barnabé pela manifesta confusão, acedi ao registo para chegar ao balcão.
Encontrei o blog tomado por gente nova, todos com menos de 100 anos, ambiente FNAC, citações bem escolhidas,
textos longos com e sem educação, uns de esquerda, outros não.
Bruno Cardoso Reis compara a Suécia e Cuba, a Dinamarca e a Coreia do Norte, o Canadá e a Jugoslávia dispensando com azedume os argumentos do costume, de que o comunismo ajudou a reformar o capitalismo.
Claro que não.
Só por coincidência, os seus paises de referência (bem escolhidos por sinal) eram vizinhos das ditas raizes do mal.
Publicado por carlos pires em junho 26, 2005 12:38 AM
Ò bcr: para elevar o nível: emigra...
Publicado por abego em junho 26, 2005 12:38 AM
Dá-me a sensação que por certos comentários, há aqui muita gente que lê o Barnabe em diagonal, é que aqui sempre houve vozes discordantes , e ainda bem, agora é bom é que o tipo de discussão seja feitas em moldes que permitam isso mesmo discussão.
O Bruno se ler bem o que escreveu, dá-me mais a sensação que acordou hoje com os pés de fora , do que alguem que queira racionalmente discutir uma visão sobre a esquerda na Europa.
Quanto a si Daniel o pluralismo do Barnabé só fica a ganhar com pessoas que tendo opiniões diferentes das nossas , queira com lisura de processos e INTELIGÊNCIA defender os seus pontos de vista.
O Barnabé pluralista de acordo, o Barnabé nem sim nem não antes pelo contrário é que não.
Bruno Cardoso Reis dou-lhe só uma palavra para debater a esquerda na Europa FOME sabe o que é, em Portugal e durante quase todo o consulado de Salazar era uma constante, a esquerda mobilizou sobre essa coisa tão prosaica o direito de todos a terem com que se alimentar a si e aos filhos, as teorias partem sempre da realidade, e por isso o combate à fome foi a primeira preocupação de muitos partidos de esquerda antes mesmo das liberdades.
Publicado por condor em junho 26, 2005 12:49 AM
Ò MEU CARO: ACÉFALO AGAIN, VAI-TE FODER.
Publicado por abego em junho 26, 2005 12:53 AM
abego, você tem estilo.
Publicado por vermeer em junho 26, 2005 01:53 AM
O Daniel perdeu o protagonismo (em sua própria casa) e faz birrinha. Será assim tão difícil de dizer o óbvio?
Assim de repente encontro-lhe imensas semelhanças com Pedro Santana Lopes...quem diria?
Publicado por Nelson Santos em junho 26, 2005 01:59 AM
o abego não podia liderar aquele governo com o Francisco Louçã e o Jerónimo de Sousa? Eu acho que podia.
Publicado por vermeer em junho 26, 2005 02:00 AM
O Daniel não faz birrinha, o que acontece é que o Daniel é, até agora, quem mais se tem manifestado contra o estado a que chegou este blog e acontece, também, que o Bruno ainda não percebeu que está na altura de se pôr a andar. O Bruno foi dos últimos a entrar para o Barnabé, ora como convidado devia no mínimo respeitar a linha do blog, pois isso é o que se deve fazer quando se é convidado. Atenção! Respeitar não significa dizer amen. Pode, muito bem, ser uma voz discordante como as que há aqui no Barnabé. O que acontece é que o Bruno não tem unhas para esta guitarra e é pena que não veja isso.
Publicado por Cecilia em junho 26, 2005 02:29 AM
o Bruno pode discordar desde que seja só um bocadinho? isso parece muito razoável! ó Cecília, onde é que você estava no Estalinismo?
Publicado por vermeer em junho 26, 2005 02:33 AM
Cecilia desculpa mas estou em desacordo contigo.
Havia aqui um Pedro Oliveira membro do PS e bastante sectário por sinal, que para defender o seu partido utilizou argumentos por vezes aberrantes, ora o Bruno Cardoso Reis tirando a última semana em que se passou, tem feito os seus comentários, com que eu muitas vezes não concordo, mas não é motivo para tamanha animosidade.
Ao Bruno explicar porque de repente começou a comentar desta maneira, não acredito que tenha ensandecido.
Publicado por condor em junho 26, 2005 02:39 AM
Nao terá ensandecido, simplesmente deve ter começado num tom softcore para não dar muito nas vistas e só agora, aproveitando o vazio deixado pelos barnabitas clássicos, começou os seus ajustes de contas com o BE.
Quando ele espuma exigindo explicação para a alternativa económica proposta pelo BE nem reparou que tabém o PSD e o PP criticaram o programa proposto pelo PS! Mas isso não interessa nada, importante afinal é seguir a agenda que esteve bem guardada até agora.
Daniel Oliveira: Sou um leitor do Barnabe ha muito tempo embora nunca tenha postado. Sorrio quando se escreve por aqui que o Daniel tem perdido protagonismo ao mesmo tempo que quase todos os comentários aqui o referem directa ou indirectamente. Peço-lhe que reflicta qual o melhor modelo para o blogue: Poucos posts mas bons de bloggers que aprendemos a respeitar, discordando ou concordando, ou então estes ajustes de contas tresandando a vulgaridade. Não foi isso que atraiu leitores para o Barnabé, para ler lixo deste há muitos outros blogues por aí.
Publicado por RF em junho 26, 2005 09:16 AM
É esta a esquerda que temos, do BE ao PS... O bruninho deve estar na porta de uma qualquer repartição estatal onde irá comer à mesa de um orçamento que teima em mandar emagrecer... O problema ñão é, nem nunca foi, a falta de dinheiro (visão de direita) o problema é, sempre foi, a distribuição... Olhe-se para todos os ps que ja estão colocados, para todas as negociatas preparadas, para todos os psd, que continuam colocados e faz pena que alguem argumente, que, os mesmos de sempre têm que apertar... o bruninho não será acessor daquele que tem uma reforma do Banco de portugal (absolutamente legal) como seria o meu pai ser aumentado para o ano (mas que já não vai ser) apesar do Campos e Cunha continuar a ganhar 50 vezes mais... E quantos campos e cunhas, e quantos sobreiros terão que cair, e quantos pobres terão que ser pobres para cair mais um sobreiro, para um ministro ganhar 130 vez mais que um miserável pobre que, pela sua "produtividade" (pensa o bruninho) não tem direito a mais.
Publicado por 65qymz em junho 26, 2005 10:03 AM
O bruno é um residuo do tempo em que o Daniel acreditou no PS. Longe vai o tempo... Mas o Bruno é tão fraquinho como os do costume avisaram... É um liberal que pensa que os pobres tem direito a umas migalhas que não o deixem morrer de fome...
Grande desilusão, ou sentimento de culpa? Os teu velhinhos camaradas vem te avisaram...
Publicado por 65qymz em junho 26, 2005 12:41 PM
O facto de o Daniel Oliveira perder importância só pode ser positivo porque representa a derrota de uma certa esquerda com um complexo de superioridade que vive da miséria das pessoas usando-as apenas para ganhar protagonismo, e nunca para as ajudar. O BE e o PCP (assim como a igreja) são organizações que, por viverem para defender os miseráveis, têm que prolongar a miséria. Em países em que todas as pessoas vivem bem nunca haverá um BE, um PCP ou uma igreja (ou mesmo um Daniel Oliveira).
Publicado por GM em junho 26, 2005 12:55 PM
Na minha opinião, desde que entraram novas pessoas para o blog, a qualidade dos textos tem vindo a diminuir. Não escondo que venho a este blog essencialmente para ler os textos do Daniel Oliveira e do Rui Tavares (que infelizmente escasseiam), contudo, sempre tive em conta as opiniões do resto dos participantes, apesar de não simpatizar com elas.
Infelizmente, não posso dizer o mesmo deste texto que, no meu entender, é demasiado simplista e não está de acordo com a qualidade a que o Barnabé nos habituou.
Como já foi dito pelo LuÃs, o Sr. Bruno Reis assume erradamente que uma economia saudável garante uma melhor qualidade de vida aos trabalhadores. Se tal fosse o caso, os EUA teriam os trabalhadores mais bem pagos e com mais direitos do mundo.
Por outro lado, é falacioso justificar a queda dos regimes socialistas do século XX com a suposta impraticabilidade de uma economia socialista, isto é, uma economia planificada. É mais correcto asserir que o comunismo falhou, no século XX, devido à incapacidade dos regimes ditos socialistas, garantirem o direito à liberdade dos seus cidadãos.
Uma economia planificada permite um desenvolvimento económico igual ou superior a uma economia de mercado, com a vantagem de distribuir a riqueza e acabar com as crises cíclicas. Tanto que, antes da revolução bolchevique, a Rússia Czarista era um país que vivia à base de uma agricultura rudimentar e, em relativamente pouco tempo, tornou-se uma das maiores potências mundiais.
Não é minha intenção justificar uma ditadura fortemente repressiva, como foi o caso. O que eu pretendo com este exemplo é desmistificar a ideia de que só a economia de mercado funciona.
Quer-me parecer que o Sr. Bruno Reis comete novamente um erro ao apresentar como exemplos a Suécia, a Dinamarca e o Canadá. É certo que estes países conseguiram alcançar um elevado grau de desenvolvimento, quer a nível económico, quer a nível social. No entanto, o Bruno esquece-se que estes países são alguns dos principais responsáveis pela exploração selvagem dos países subdesenvolvidos, ao mesmo tempo que pertencem ao Banco Mundial que, em conjunto com o FMI, é o maior responsável pelo atraso económico e social dos países ditos subdesenvolvidos, graças às suas políticas neoliberais extremistas.
Custa-me ver que a própria União Europeia está, cada vez mais, a aproximar-se das políticas neoliberais norte-americanas. Primeiro foi o frenesim com a redução do défice depois, seguiu-se a "constituição" – que, curiosamente, contém orientações económicas neoliberais – e agora temos Bruxelas à perna, a exigir que o governo corte nas políticas sociais...
A História da humanidade é feita de períodos de transição e de períodos de grande instabilidade económica e social, acompanhados de convulsões sociais, que se traduzem em lutas ideológicas e em revoluções. Hoje vivemos um período de transição, mas é ridículo pensar que nunca voltaremos a passar por um período de grande agitação social. Tal não é possível num sistema em que a riqueza esteja tão mal distribuída e em que, todos os anos, milhões de pessoas morram à fome e outros milhões vivam subnutridas. Pelo menos, esta é a minha opinião...
Por último, gostaria de entender os dois últimos parágrafos do texto do Bruno. Se bem percebi, o Bruno acha que, em tempo de crise económica, o estado tem obrigatoriamente de cortar nas políticas sociais, na saúde, na educação, etc.
Ora, eu não sei de que forma é que isso contribui para a sua tese. Quando muito, isso constitui um argumento a favor do comunismo. Por outras palavras, se as crises cíclicas são inevitáveis num sistema capitalista (e sobre isso não há grandes dúvidas) e se, durante estas crises, os governos são obrigados a cortar nos direitos dos trabalhadores e da população em geral, deixando intactos ou aumentando os direitos dos grandes capitalistas (bancos, multinacionais, grandes corporações, etc.), então, peço desculpa, mas este sistema é insustentável e temos de arranjar uma alternativa de maneira a distribuir de forma mais justa a riqueza.
Mas vamos pôr de parte as discussões ideológicas. O Bruno parece-me um apoiante do actual governo, estou correcto? Se o for, gostava de saber a sua opinião acerca do aumento do IVA. Explique-me, por favor, o cabimento desta medida.
Abraços
P.S. Também gostava de ver aqui discutida a redução das férias judiciais, que me parece ser uma das medidas mais demagógicas (tirando o aumento do IVA) que este governo pensa tomar.
Publicado por André Militão em junho 26, 2005 01:42 PM
"Em países em que todas as pessoas vivem bem nunca haverá um BE, um PCP ou uma igreja (ou mesmo um Daniel Oliveira)."
Nem sabe como estou de acordo GM - tirando a parte do Daniel Oliveira, claro. Mas agora faço-lhe esta pergunta: Quem é que é o sonhador utópico aqui?
Conheço pessoas que acreditam na construção de uma sociedade perfeita de forma gradual, isto é, sem uma revolução.MAS ATINGIR UMA SOCIEDADE ASSIM SEM SEQUER HAVER UM GRUPO ORGANIZADO QUE LUTE POR ISSO É SIMPLESMENTE RIDÍCULO!!!!! SÓ SE FOR POR OBRA E GRAÇA DO ESPÍRITO SANTO, NÃO?
Um pequeno aparte. Deixe-me ver se percebi o seu raciocínio. Portanto, quem defende as pessoas que estão na miséria quer, na realidade, prolongar essa miséria.
Suponho que, por outro lado, o pessoal que defende a exploração neoliberal selvagem quer, na verdade, acabar com a miséria...
Publicado por André Militão em junho 26, 2005 02:05 PM
Ó GM. Então voltou a parar de tomar os comprimidos, homem?
Olhe que isso é perigoso, criatura!
Mais uma ou duas distracções dessas e os danos tornam-se irreversíveis...
Publicado por cantigueiro em junho 26, 2005 02:05 PM
Obrigado aos que acham interessante o que escrevo, e sobretudo aos que não concordam mas apreciam a diversidade.
Quando aos que me recomendam, como a Cecília, boas maneiras como «convidado» tardio neste blogue. Sempre me disseram que aqui havia igualdade e não havia temas tabu. Boas maneiras tenha-as nas maneiras não no pensamento, aí o nome para isso é auto-censura.
Quanto ao Luis e aos que me dizem defensor de dar migalhas ao pobres, só tenho a dizer que não leram com atenção o que escrevi ou tiram implicações que não se justificam. Eu não confundo crise economica com crise financeira - o problema é que em Portugal há as duas neste momento. Nem sequer entrei nos mecanismos de crescimento da economia, por que isso é marginal para o meu argumento. O que penso e escrevi é que é preciso haver uma economia saudável para permitir sustentar o Estado social, um economia em recessão permanente ou recorrente com certeza não permite o aumento ou mesmo manutenção do nível de despesa pública necessária para isso.
O que não significa que ache que crescimento económico automaticamente leve à redistruição da riquesa. Para isso é preciso, como eu deixei claro, haver políticas de esquerda como as que eu defendo e foram praticadas pelos socialistas ou sociais-democratas quando no poder.
Eu não sou a favor de migalhas para os pobres. Agradeço é que me digam onde está o pão inteiro. Claro que o PSD e o CDS também criticaram o governo, mas também não disseram onde é que iam buscar o dinheiro.
Quanto aos que me acusam de ter ideias parecidas a gente de direita, eu respondo que pelos vistos o BE e o PCP também tem a mesma ideia do governo PS que o PSD e o CDS. E mais a sério, que o mais me faltava era ficar à espera que ninguém de direita concordasse comigo para defender um determinada posição.
Publicado por bruno cardoso reis [barnabé] em junho 26, 2005 04:34 PM
Cada vez que o Sr. Bruno Reis escreve, enterra-se mais na fossa da mediocridade...
Será possível que o melhor argumento que arranja contra os que o acusam de ter ideias de direita, é o de que o BE e o PCP têm a mesma opinião que o PSD e o CDS acerca deste governo? Isso é muito básico... Sabe que um dos objectivos da oposição é precisamente... FAZER OPOSIÇÃO!
Adiante... O pão inteiro também não sei onde está, mas garanto-lhe que se tivesse poder para tal, a primeira coisa que fazia era mandar o défice às urtigas, tal como a França e a Alemanha fizeram quando lhes deu jeito.
Esta nova "moda" de acabar com o défice é completamente absurda. O défice, se for bem administrado, é uma coisa positiva pois através da despesa de investimento, o Estado pode fazer aumentar a procura.
O próprio Keynes, que os intelectuais neoliberais tanto gostam de citar, defendia que o défice era absolutamente indispensável para o crescimento da economia, uma vez que o estado é, ao mesmo tempo, o maior comprador e o maior vendedor de bens e serviços.
Como tal, ao incintivarmos a despesa (de investimento) do estado, estamos a aumentar a procura e logo, a incentivar o crescimento da economia.
Ora, isto está fora de questão pois não há partido em Portugal que tenha tomates para dizer NÃO a Bruxelas, caso estivesse no governo.
De qualquer forma, tenho a certeza de que não passaria pela cabeça de qualquer pessoa séria, fosse ela de esquerda ou de direita, aumentar o IVA... EM PLENA RECESSÃO ECONÓMICA!
Mas claro, em Portugal não há gente séria na política. Não!, essa tem mais que fazer. Por isso, temos de nos contentar com "putos" acéfalos do tipo Sócrates e Santana Lopes!
Última sugestão, por que não aumentar o IRC dos Bancos em vez de aumentar o IVA?
Publicado por André Militão em junho 26, 2005 06:39 PM
Uma pequena correcção, não é "incintivarmos" mas incentivarmos.
Publicado por André Militão em junho 26, 2005 06:43 PM
Caro Bruno. Eu não sei a ideia original da génese do Barnabé. Presumo que quisessem fazer um blogue de referência de esquerda. É claro que isto já à partida é "perigoso" pois esquerda é um termo já de si demasiado abrangente. Se o Soares é de esquerda o Louçã deve ser Extra-ultra-extrema-esquerda. Ou não. Se calhar quem se diz de esquerda não pensou que ser de esquerda não é sinónimo de uma vida pacífica. Vejamos um caso, que pode perfeitamente ser o meu. O empregado Z trabalha na Papelaria Fernandes e ganha uns fantásticos 380 euros por mês ou cerca de 76 contos e 180 paus (em luso-old-fashion)e está em regime de "outsourcing" (como é fino agora chamar ao trabalho precário). O seu chefe ganha cerca 900 euros ou 180 contos. O empregado Z faz o que pode e o que não pode para manter o seu mui nobre contrato mensal durante 12 meses. O chefe dá umas bujardas de vez em quando que parece ter saído de um filme Kafkiano. Para a direita isto é uma situação triste porque o chefe devia dar o exemplo e ser competente que é para isso que lhe pagam. Para a esquerda isto é uma situação triste porque a situação precária nos postos de trabalho devia ser uma excepção e é cada vez mais é a regra; devia ser vergonha num país dito Europeu e desenvolvido pagar salários ao nível do 3º mundo; a situação social e familiar principalmente do trabalhador Z é a principal causa de hoje em dia as pessoas se desligarem da política porque quando chegam a casa têm mais que fazer do que saber o que é que se passou hoje no parlamento; a chefia devia ser mudada para o bem tanto de trabalhadores e da empresa. Ser de esquerda não é ser iluminado nem ter do lado dele a razão. Dá trabalho! É saber que as injustiças sociais nunca, mas nunca vão ter fim. Quem votou no PS, é claro que esperava outro tipo de comportamento. E tinha direito a tê-lo por parte de um governo que se diz socialista-democrata. É aqui que o meu caro, a meu ver falha. Eles têm que fazer o que tem de ser feito. Não há outra solução. Os regimes políticos descobriram já há muitos milénios que é mais fácil gerir a indiferença do que dar ideias ao povo. Dá-se-lhes sim "idiais" em que eles acreditem sem questionarem muito, pois a questão é o princípio da incerteza. E nisso o PS tocou na mesma tecla. Não se deram sequer ao trabalho de dar ao país algo de novo. É mais do mesmo. É sobretudo uma imensa desilusão. Eu ganho 75 contos e a CGD por causa de ter visto o seu fundo de pensões "tapar" o défice, fica por isso isenta de pagar cerca de 100 milhões de contos em impostos. Não há aqui qualquer coisa que vos diz que o princípio democrático está perturbado em toda a sua plenitude? É justo eu esperar algo da esquerda e ela dar-me medidas de direita? O povo português não mexe e pouco respira. Os políticos já perceberam e fazem uso disso. Ser de esquerda e ser português é um acto hoje em dia de plena insanidade porque quando críticos, essas pessoas sofrem horrores. Estamos já atrás de 2 dos 10 países que entraram para a União Europeia. E a contagem em direcção ao fundo segue dentro de momentos... No fundo não disse nada. Estou quase sem fé nem esperança. Mas o que interessa a este "governo" é um tal de défice. Não se aposte numa Educação forte. Não se invista num sistema de Saúde eficaz, numa Justiça célere, numa Cultura viva e dinâmica. Entretenhamo-nos todos a pensar que o governo é que sabe o que é bom para o país e que é infinitamente mais importante menos uns 2 ou 3 por cento de défice que o futuro de 10 milhões de habitantes. Às vezes sou obrigado a concordar com um amigo meu que diz que o país era muito mais evoluido social e economicamente se tivesse corrido sangue a valer no 25 de Abril...
Publicado por Zandoris em junho 26, 2005 08:35 PM
Recomendaram-me este blog.
Mas não vejo grande interesse em discussões entre putos mimados cujo problema seria facilmente resolvido se, ao menos por uma vez na vida, tivessem o chamado sexo.
Publicado por Tiago de Albergaria em junho 26, 2005 09:00 PM
Bruno depois do escrito do Daniel feito hoje dia 27, aconcelho-o a ter em conta os versos de uma velha canção do ZECA.
É já tempo de embrulhar a trouxa
E ZARPAR.
Boa viagem BRUNO
Publicado por condor em junho 27, 2005 02:11 PM
Não me estendendo em desacatos, gostava de dizer algumas "bacoradas".
Na verdade o Bruno Reis só terá saido da "linha" se as regras do jogo lhe tiverem sido comunicadas aquando da sua entrada como colaborador do Barnabé.
Quando se faz comparações entre comunistas e "stalinistas" é importante que se tenha noção que são realidades completamente diferentes, como diferente é a realidade e as regras das relações entre as pessoas. Há sempre regras. No trabalho: se não trabalhas és despedido. Nas amizades: se enganas um amigo perdes a amizade; se um amigo te conta um segredo e tu não o guardas é bem provável que ele se aborreça seriamente contigo, etc...
Se se entendesse pedir ao Bruno que se retirasse, assim "de fino", sem que este conhecesse as regras e de "linhas" do blog, seria uma atitude caprichosa. Mas fica sempre no ar uma obrigatoriamente de fazer referência aos comunistas.
Seja pela ofensa (chamar-lhes "stalinistas"), seja por se fechar os olhos à realidade envolvente: v.g.: o PS expulsou 15 militantes de Palmela em 2001 e ninguém jamais comentou essa "purga".
Na vida existem regras. Quando se adere a um grupo, se participa num jogo, definem-se regras no início. Sempre no início!
Neste sentido não concordo com a Cecília, se o Bruno não incumpriu com regras previamente estipuladas. Se as houvesse e se previssem sanções...Só EXIJO que deixem os comunistas fora disto! Não é intelectualmente honesto! Regras existem em todo o lado e muitas vezes estão previstas sanções para quem não as cumpre. Quem conduz e ultrapassa na porra de um traço continuo é sancionado! Será que a polícia e os tribunais são comunistas? Serão todos os nossos amigos comunistas?
Lamento determinado tipo de mentalidades fechadas e vedadas ao obscurantismo do preconceito e da ideia feita, inflexível e imutável, portanto dogmática.
Adiante.Não quero contribuir para estas cispações.
O Post de Bruno Reis é objectivamente mau e sobretudo arcaico. Uma ou outra citação própria de "biblioteca andante", mas vazia de ideias...novas. Uma caracteristica de quem é jovem é questionar a veracidade dos argumentos e a imutabilidade das situações. Pede-se um pouco mais de irreverência!! Achar que só com medidas de austeridade se pode pôr termo ao deficit das contas públicas é não conhecer, ou não querer conhecer a raíz dos problemas. Pese embora se reconheça que o Estado gasta "demais", deve saber-se com quem gasta demais. Uma olhadela pelo OE e é fácil deparmo-nos com os célebres beneficios fiscais, não às PME's, não aos agricultores (mais necessários economicamente do que se julga), mas sim ao capital monopolista e às oligarquias FINANCEIRAS. Até os "desgraçados" dos grandes industriais são discriminados!
Quando se fala de "crise para todos" dá-me um particular ataque gástrico!
Para todos não é! O tanas! Não gozem porra!
Para a maioria acredito! Eu pensava que já ninguém engolia essa.
E ainda:
Gasta-se muito, não é? Pois é!...mas não é.
O Estado divide-se em Sector Público Administrativo (SPA) e Sector Público Empresarial(SPE). Privatizaram todo o SPE (Telecom, EDP, Galp, etc.., etc..) - tudo o que dava dinheiro ao Orçamento de Estado (OE)! Evidentemente que agora fica o que dá "prejuízo": a saúde, a educação. Para quem ainda não percebeu, a ideia é ataca-las. Curiosamente correspondem a funções sociais do Estado, mas se dão prejuízo...ficam para o Sector privado...e deixam de dar! Um pequeno passo de mágica! Tudo tão simples! Num momento dão prejuízo, noutro dão lucro! Corta-se nas despesas, não é? Todavia tudo o que era despesa superfula vai deixar de existir para dar lugar ao LUCRO! Pratos na balança e o resultado é o mesmo: má gestão e desperdicio darão lugar a gestão rigorosa, com a particularidade de esta gestão reverter para os bolsos de alguém que não o Estado. Para quem tiver esquecido: as funções socias deixam de ser do Estado e passam a ser PAGAS!
O que está de facto a acontecer: Discute-se a treta do deficit e esquece-se que a verdadeira intenção é privatizar as funções socias do Estado, depois de se ter privatizado o SPE, que servia de contrapeso em termos de OE. Atacam-se primeiro os trabalhadores, sugerindo que têm privilégios a mais.
Resultado: MENOS ESTADO...para alguns!
Publicado por Gabix em junho 27, 2005 04:54 PM
É triste, quando a esquerda alcança o poder, chegar-se sempre à mesma conclusão de um velho provérbio alentejano: onde não há cabeça, tudo são pés...
Senhores esquerdistas missionários da treta: o vosso grande coração não vos servirá para nada, se nunca desenferrujarem esse outro importante órgão, mais complexo, que devem ter aí um pouco mais acima, equilibrado pelo vosso pescoço.
Ser de Esquerda não pode continuar a ser apenas Querer e Acreditar. Algum dia vai ter de chegar a ser também Saber e Construir. Convosco, se não repensarem o vosso caminho, esse dia nunca há-de chegar. Infelizmente...
Publicado por A. Castanho em julho 5, 2005 08:16 PM
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