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Aprendendo com São Bordalo sobre escrita hieroglífica


Que honra! O último prémio que ganhei foi há 25 anos (da saudosa Gazeta dos Desportos). Está visto que 2005 vai ser o ano da viragem ;-)

Publicado por Tulius Detritus em janeiro 31, 2005 12:50 PM


Ena! A concorrência aumenta! Boa!

Quanto à imagem do dia, consta do seguinte:

A múmia ressuscitada é António de Oliveira Salazar, o ditador que já era cadáver antes de o ser mas que, paradoxalmente, circula hoje em dia, vivinho da Silva (ainda que algo fantasmagírico, como convém a um morto. Paradoxo?), pelos becos onde se acoita uma direita cada vez mais extremada. Paulo Portas, com um ar beatífico e um sorriso, incentiva Bagão Félix, que vai enchendo rolo após rolo de papel de calculadora, requisitado ao Ministério das Finanças para combater o défice, com coloridos epítetos lançados contra os neo-fascistas que se atrevem a contrariá-lo (só é pena, pensa ele, que já se tenha perdido a província ultramarina de Cabo Verde e as belas instalações que aí ficaram abandonadas, na ilha de Santiago). Com um ar chocado, Freitas do Amaral ergue as mãos à cabeça, dizendo "meu deus! Que estão os senhores a fazer?" Foi exactamente na sequência desta cena que Freitas se convenceu de que o voto certo era, afinal de contas, no PS.

Publicado por Jorge em janeiro 31, 2005 10:45 PM


o escriba de Boliqueime arrebimba o malho nas carcassas políticas que lhe sucederam. Anos depois de exercer poder à mão cheia sem ler jornais e a comer bolo rei, no caso bolo faraó, regressa para achincalhar o filho bastardo do CCB, que já reza defronte de si de mãos juntinhas. Os bons escorraçam os maus, os saudáveis cospem os doentes, sobretudo se o deixarem rumar a Belém para ficar deitado nas palhinhas a gozar a reforma da carreira académica e o fim do tabu. A reza do Lopes não o salva da entrada na barca dos cadáveres políticos, sobretudo porque o lavrador do Caldas vem lá de trás para lhe dar o empurrão final. Faz ar de surpreso e ofendido mas normalmente é assim que se põe a jeito para dar a estocada no recém-ex-amigo. O gajo dos óculos grandes que o diga, aquele do "digaaomanel" que nunca é convidado para os debates. Dentro do sarcófago dos consagrados está José Barroso, que fecha os olhinhos à tralha lusitana. Enfaixado nas couves de Bruxelas tenta respirar outros ares, que à patrizinha medíocre já nada o prende, a não ser a alcunha de fauna marinha. Safou-se melhor o delfim de Bicesse do que o mestre guru dos algarves. E assim se vai cantando e rindo enquanto as pirâmides da mediocridade não desaparecem do horizonte.

Publicado por Pedro Vieira em janeiro 31, 2005 11:11 PM

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