O dia seguinte
Ena, ena, ena. Hoje é a segunda vez que concordo com os vossos postos. Vejo que as vitórias vos fizeram bem. Parabéns a todos.
Publicado por Luís Aguiar-Conraria em fevereiro 22, 2005 12:40 AM
Pedro Oliveira não perdes uma até pareces o professor Martelo dizes bem do Bloco no principio para depois opinares no fim desta maneira.
Então a derrota de Santana de de Portas para ti não deveria ser um motivo de contentamento, desculpa mas eu só me lembro de me sentir assim na noite em que Soares derrotou por uma unha negra o Freitas.
Quanto aos excessos de que falas eu não os vi mas se calhar como em tudo eu sou do Bloco e tu és do P.S. e a visão da mesma realidade é diferente.
Certamente não teras visto na TVI o Miguel Portas a falar da dignidade da demissão do Irmão.
Mas já agora umas achas para a fogueira a falta de contentamento ou explosão de euforia da parte dos apoiantes do P.S. só pode ser explicada por uma frase ( deixa-me ver o que vai sair dali).
É o que se chama SIM ....MAS
Publicado por a.pacheco em fevereiro 22, 2005 12:46 AM
É verdade. Quando o BE levar as primeiras derrotas, os vencedores não o pouparão.
excepto, claro, se se refugiarem em locais comuns, como o PCP, do tipo "tivemos os votos que os leitores entenderam dar-nos, logo ganhou a democracia e ganhamos nós", ou "a direita não teve um grande avanço".
Publicado por João Pedro em fevereiro 22, 2005 12:48 AM
Boa, lúcida e profunda análise.
Acrescento, discordando, que, quem viu esta campanha, é capaz de duvidar dessa maturidade democrática que rejeita o folclore.
Gostaria bastante que a sua crítica à falta de fair-play do Bloco de Esquerda fosse sucedida de uma maior fé no mesmo. Se ele não existe, eu prefiro mil vezes que não seja hipocritamente utilizado.
Também me parece que "umas cervejas a mais" não será propriamente uma desculpa razoável para o comportamento de militantes dentro das suas sedes partidárias.
Publicado por Cirilo Marinho em fevereiro 22, 2005 01:02 AM
Meu caro Pedro falemos com substancia: o que mais defraudou, os que como eu, militante e incondicional, desde sempre, militante do Partido Socialista, votaram Bloco de esquerda, não foi seguramente a reacção, com um copo a mais a bordo, dos dirigentes e militantes do Bloco, que com justificado regozijo, celebravam o adeus ao mais primário e retrógado populismo da política portuguesa protagonizado por Portas e Santana.
O que, e por mim falo, mais desiludiu quem votou Bloco, na dúvida dos benefícios da maioria absoluta socialista e com a esperança e a expectativa de ver o Bloco ter poder e capacidade para influenciar decisivamente políticas centrais e estruturantes da vida portuguesa, foi o discurso de Francisco Louçã e as duas bandeiras fundamentais que optou colocar na linha da frente das exigências.
Se aplaudo a primeira: a luta pelo emprego, a luta contra a exclusão e a pobreza; já não concebo que Francisco Louçã, o mais brilhante e capaz político português da sua geração tenha, poucas horas após o histórico e triunfal resultado obtido, desperdiçado esta histórica oportunidade para erguer a bandeira contra a privatização da saúde, ou pela revisão, se não revogação do código laboral, ou pela adopção crianças por casais homossexuais, ou pelo combate à fraude fiscal, etc, etc, etc. Francisco Louçã ao definir como bandeira e prioridade do Bloco para a legislatura a proposta de projecto-lei para o referendo ao aborto, comete um erro do tamanho do estrondoso resultado obtido. Um erro que são dois. Por um lado elege como prioridade um tema e um assunto que neste momento é quase consensual na sociedade portuguesa, que até o PS de José Sócrates assume como prioritário. Por outro lado, ver o Bloco de esquerda propor a alteração da Lei através de referendo assume o impensável: que num tema de liberdade individual de escolha seja a maioria a ditar o que uma mulher pode ou deve fazer relativamente ao seu corpo.
Depois do sacrifício de, pela primeira vez não ter votado PS e da esperança que representava o voto no Bloco, nunca esperei, que passadas escassas duas ou três horas após o fecho das urnas, já me estivesse a lamentar e a mal-dizer a ousadia de ter cagado fora do meu penico habitual.
Spry
Publicado por Spry em fevereiro 22, 2005 01:07 AM
Pedro Oliveira, acredita mesmo que a malta do bloco, ou sem ser do bloco, necessitou de umas cervejolas para descomprimir estes anos todos de pouca-vergonha? Viveu no mesmo país que eu estes anos?
O meu filho (que não é dado a actividade política, mas que participou desta vez na campanha do bloco) contou-me que ele e outros jovens do bloco acenaram lenços brancos enquanto Portas se despedia. Sabe quantos empregos precários que acabaram em despedimento sem direito a subsídio de desemprego ele já teve? Quantos "lenços brancos" já lhe acenaram na cara?
Falta de fair play? Teria razão se se tratasse de um jogo de futebol, mas não foi.
Por um momento, um breve momento, ele ganhou alguma coisa. Foi o 25 de Abril dele, por uma noite. Deixe-o(s) festejar.
Publicado por Espectro em fevereiro 22, 2005 01:40 AM
E que dizer do debate de hoje na TV, quando O Miguel Portas se referiu várias vezes ao Santana Lopes como "o artista"? Não bastava que o pobre tivesse levado aqueles chapadões todos dos irmãos na incubadora, como ainda foi necessário que, já após o K.O. de ontem, o Miguel lhe viesse agora dar mais um murro na tola. Não se trata de "fair play". Trata-se de "atitude política" face a quem vota!
Publicado por ams em fevereiro 22, 2005 02:36 AM
ó camarada pedro o psr/udp é um partido jovem ?
hehehehehehehehhehehehehehehe
Publicado por fidel em fevereiro 22, 2005 08:32 AM
Desculpe lá, Pedro.
Eu vi ir-se embora um homem que me chamou assassina milhares de vezes sem nada saber de mim nem da minha vida.
Eu vi ir embora um Governo que criou um código de Trabalho que permite a precarização permanente, que retira aos trabalhadores a majoração em dias de férias ( uma das bandeiras do Bagão sobre as vantagens para os trabalhadores do novo Código).
se lhe falecer um pai, uma mãe, um filho, no ano anterior.Ou se fizer uma greve.Ou se esteve de baixa. Ou se teve um filho doente.
Eu vi sair um Governo que criou 200.000 novos desempregados ( 122.000 dos de longa duração,já sem direito a fundo de desemprego, segundo o INE).
Eu vi um Primeiro Ministro que acumulou disparates, arrogâncias, mentiras, trapalhices nos 4 meses que esteve no Governo.
Pedro, eu vi tudo isto, e tinha que me conter quando o Povo Português os manda embora? Você acha mesmo que alguém precisa de uma cervejas a mais para se regozijar quendo terminam este três anos de desgraça nacional?
E em nome de quê, os dirigentes do Bloco se têm que conter? E o que é conter? Chorar lágrimas de crocodilo, por alguém que na própria noite eleitoral, apesar de toda a dignidade que se lhe possa atribuir pela atitude,não resiste a apelidar de irresponsável ( faltam-me agora mais 2 ou 3 adjectivos...) o Povo Português, o "único na Europa, que apenas dá mais 1% à democracia cristã que ao trotskismo?".
Publicado por isabel sousa em fevereiro 22, 2005 09:32 AM
Espectro, fiquei sensibilizado com o seu post e com a situação do seu filho, mas pergunto, pensa que essa situação tem de facto muito a ver com quem ocupa a cadeira do poder? Pensa que o seu filho teria tido menos empregos precários, e um emprego estável, se os governantes tivessem sido outros? A mim, isso parece-me tudo menos certo.
Em Portugal, há a obsessão estatista. O Estado faz todo o mal ou todo o bem. A culpa, para o bem ou para o mal, é sempre dos políticos.
Penso tratar-se de um ponto de vista errado.
Publicado por Luis Lavoura em fevereiro 22, 2005 10:00 AM
Surpreendente seria o Bloco não ser arrogante.
Publicado por Pedro Sá em fevereiro 22, 2005 10:05 AM
Relativamente ao BE, ouvi outro dia na rádio alguém (penso que o Carlos Magno) que existe um problema que o BE tem de saber ultrapassar que é o facto de ser um partido de se afirmou contra o sistema mas que neste momento já está dentro do sistema. Isso pode justificar um pouco a forma menos conseguida de festejar a vitória.
Publicado por jotakapa em fevereiro 22, 2005 10:22 AM
como diz um amigo meu, fair play é para os derrotados.
Publicado por pfig em fevereiro 22, 2005 10:44 AM
- O PS que se prepare... Sempre que se justificar, nós (BE) seremos o vosso pesadelo.
- A Luta Continua!
Publicado por s-o-v-i-e-t em fevereiro 22, 2005 11:00 AM
"as manifestações de “fair play” são importantes para manter uma certa decência na vida política. Mas se calhar isto é mais um aspecto da “moralidade burguesa” que o Bloco faz gala em rejeitar"
Sonora gargalhada para a anedota do dia!
Publicado por Pedro Vaz em fevereiro 22, 2005 11:14 AM
Mais uns quantos comentários do que é a tentativa canhestra de mais uma vez denegrir o BLOCO, tenham calma já não estamos em campanha.
Alguns queriam que o Bloco colocá-se em cima da mesa todo o programa do Bloco a saude o ensino a reforma da fiscalidade bandeiras de que não abdicamos, sem perceberem que bastaram dois dos objectivos a LUTA CONTRA O DESEMPREGO e a LUTA CONTRA A PRISÂO DE MULHERES POR ABORTO, para demarcarem bem que o bloco não baixa nenhuma das suas bandeiras, comparado com o discurso do SOCRATES ....
Quanto ao estado não ser culpado do trabalho precário e a luta contra o desemprego, é logico que ao contrario da Madeira o Estado não pode ser o principal empregador mas alem de fazer cumprir as leis no que ao trabalho precario diz respeito poderá com incentivos e politicas expansionistas realizaveis dar CLAROS SINAIS A INICIATIVA PRIVADA QUE QUER COMBATER O DESEMPREGO .
Volto a dizer o Pedro Oliveira deve ter visto esses excessos ou no hotel Altis ou no Largo do Rato eu na caixa economica operaria NÂO VI.
Publicado por a.pacheco em fevereiro 22, 2005 11:41 AM
Maioria de esquerda vs maioria absoluta
Prefiro de longe uma maioria absoluta do PS a uma maioria absoluta de direita.
Esta maioria de esquerda não é a primeira, desde o 25 de Abril, como alguém anda a querer dizer, já no tempo do Guterres a direita estava em minoria. Apesar de ser conhecido pela sua abertura ao diálogo, não quis apoiar-se nos partidos à sua esquera para governar, mas preferiu a chantagem de Daniel Campelo. As políticas erradas conduziram-no ao pântano, que se tornaria, pelas mãos de Durão e Santana, num imenso pantanal.
É sim a primeira maioria absoluta do PS, mas pouco se conhece das medidas concretas que irá propôr, apenas alguns chavões. Já recuou no que respeita ao código do trabalho, aos benefícios fiscais à poupança, teima na co-incenaração, tem uma posição errada sobre a idade para a reforma, etc.
Espero que tenha aprendido alguma coisa com os seus próprios erros. Continua aqui
Publicado por vermelhofaial em fevereiro 22, 2005 12:18 PM
Festa! Qual festa?
Escreve Pedro Oliveira “A festa do PS na noite de ontem foi pouco participada”. Ora, ora logo o povo português que não gosta nada de festarolas e festejos …. Um povo não se transforma em termos de maturidade política em três anos e em contra partida a festa da vitória de Durão Barrosso fez-se com muito povo na rua, principalmente em Lisboa. A verdade nua e crua por muito que custe é que a maioria das pessoas votou contra um sistema, contra uma maneira de estar na politica, contra contenções salariais, contra medidas restritivas, mas não votou a favor do PS por varias razões entre as quais, a primeira é que as diferenças em governação são muito poucas a segunda porque o PS não apresentou um líder com uma imagem de competência forte.
Os Portugueses apenas votaram no mal menor, chamemos-lhe assim. E é essa a razão porque as pessoas ficaram em casa sem muita vontade de festejar ….
Publicado por AJFerrão em fevereiro 22, 2005 01:13 PM
O Bloco e a sua subida.
Concordo com o Pedro Oliveira no que diz respeito ao bom resultado do BE e ainda ao cimentar de uma posição por parte deste na vida politica portuguesa, no entanto não chegaria tão longe ao ponto de dizer que veio para ficar, fico-me com um veio para ficar durante os próximos quatro anos e dependendo dos níveis de insatisfação do povo português logo veremos até que ponto o bloco conseguirá no futuro manter estes valores percentuais. Acho ainda que para esta consolidação ser efectiva o BE teria que se constituir como um partido autárquico e passar a ter representações concelhias só assim conseguiria efectivamente cimentar a sua posição, tarefa que se advinha difícil pois conquistar simpatias sem ser nas grandes metrópoles não parece ser o ponto forte do BE.
Em relação à imprensa é de todo descabida a opinião do P.O., em primeiro lugar porque a imprensa na sua generalidade tem dado cobertura a um modo muito peculiar de estar na politica por parte do B.E. em segundo porque a mesma ainda não quis forçar o Bloco nas questões essenciais que são aquelas que dizem respeito às suas ideologias.
Em suma, o Bloco não pode por um segundo que seja queixar-se e por fim por maior que seja a subida foi dos cinco partidos o menos votado sendo que muito dificilmente se venha a proporcionar no futuro uma conjectura tão favorável.
Publicado por AJFerrão em fevereiro 22, 2005 01:16 PM
Se três bloquistas incomodam muito 8(9) vão incomodar muito mais =D (9 porque soube que em Braga os votos do Bloco vão ser recontados e quem sabe não elegemos mais um deputado para a assembleia)
Força Bloco!É A hora!
Publicado por BLOCO ESQUERDA SEMPRE em fevereiro 22, 2005 01:33 PM
Mais uma vez, Pedro, estamos de acordo (não sei se isso te assusta) em relação ao estilo do Bloco e à sua rudimentar cultura democrática. Apenas acrescento que o tal fair play eleitoral não é só uma aspecto "ritualístico" da democracia, mas uma das suas componentes políticas essenciais. É uma forma de dizer: vencemos hoje, mas sabemos que podemos vir a ser derrotados amanhã; vencemos adversários e não inimigos; vencemos ideias e não pessoas; vencemos um combate que nos dá o direito de falar mais alto, mas não o de silenciar as vozes do outro lado; vencemos uma batalha por um projecto alternativo, imperfeito e que terá necessariamente de ser negociado, e não a guerra por um projecto definitivo, perfeito e que não admite qualquer tipo de negociação. Em suma, é uma forma de dizer várias coisas estranhas à cultura revolucionária dos partidos que estão na origem do Bloco, que defendiam (defendem?)o triunfo da revolução (leia-se: o fim da sociedade em que vivemos), através da violência se necessário. Para eles, a democracia dita "burguesa" (ou seja, representativa e parlamentar) e as suas regras, entre as quais a regra não escrita do fair play eleitoral, são apenas instrumentais, meras etapas a caminho de um futuro mais higiénico em que essas formalidades serão dispensadas - juntamente com os reaccionários que hoje as invocam. Quando alguém dizia lá atrás que o fair play é para os vencidos, estava dizer muito mais do que talvez quisesse: os militantes do Bloco acreditam piamente que estão do lado certo da história, do lado que acabará por triunfar assim que esta democracia incompleta se desembaraçar de pesos mortos (desculpa-me a ironia). É por isso que fazem cartazes proclamando que "a Revolução ainda é uma criança". É por isso que falam, não como se tivessem razão, mas como se tivessem o exclusivo da razão. É por isso que são tão moralistas, apesar de se declararem tolerantes. É por isso que vêem todos os empresários, pela sua ligação intrínseca ao lucro,como fatalmente desonestos (a visão económica do Bloco está muito mais perto da teologia medieval do que a do César das Neves). É por isso que não cumprimentam o Manuel Monteiro quando se cruzam com ele na rua ou querem calar um padre que sai da cartilha do politicamente correcto. É por isso, como já disse e repito, que têm uma mal disfarçada simpatia pelos terrorismos avulsos e "libertadores" das Brigadas Vermelhas, da ETA, do IRA, da OLP, do Sendero Luminoso e entre nós (convém não esquecer)das FP 25. É por isso que vibram com as jornadas de destruição da propriedade em que se tornaram as manifestações antiglobalização (que são sempre mais anti do que alter). E é por tudo isso que o Bloco não é um partido verdadeiramente democrático, como o não são os seus militantes. Afinal, se o futuro lhes poupará o incómodo de conviver com reaccionários, porque não começar já?
Publicado por Pedro Picoito em fevereiro 22, 2005 02:11 PM
Também não me agradou nada a defesa imediata do referendo. Eu sei que a ideia terá sido marcar a agenda política desde logo, sem dar tempo ao PS de o fazer antes, mas para quem sempre ouviu, concordando, o Bloco dizer que o assunto não era referendável foi um choque um bocado grande.
Enfim, esperemos que o BE faça o trabalho que se espera e que isto tenha sido só um devaneio dericado da euforia da vitória...
Publicado por Sara Figueiredo Costa em fevereiro 22, 2005 03:30 PM
Só mais uma coisa. Quando perguntas por que razão nenhum dirigente do PSD reflecte sobre o falhanço do projecto político que foi claramente derrotado nestas eleições, a resposta é simples: não havia projecto político. Por trás da personagem Santana Lopes, não havia nada. Para além das santanetes e dos santaninhas, claro. Mas não se iludam: "isto" não é o PSD. Poderá sê-lo ainda durante algum tempo, insuportavelmente longo para mim e outros laranjinhas não totalmente contaminados pelo teatro do absurdo santanista, mas tarde ou cedo o encenador vai mudar. E a peça também. Da próxima vez, que tal a Antígona?
Publicado por Pedro Picoito em fevereiro 22, 2005 03:46 PM
Caro Luis Lavoura, não pretendi "sensibilizar" ninguém acerca da situação do meu filho. Quando se apoia um partido como bloco não se está a combater por tachos mas por ideias, porque não há nada a oferecer e espero que continuem desta forma.
Pretendi somente demonstrar que para muita gente a noite das eleições foi dia de festa, justificável na minha opinião de assalariado, de contribuinte líquido da orgia de má governação que tivemos até agora.
Já agora, os candidatos a deputados foram sufragados previamente pelo voto secreto de aderentes do bloco - pelo menos foi o que aconteceu em Setúbal, a cuja assembleia assisti.
Gostaria de saber quantos Curriculum Vitae já surgiram na sede do PS - é óbvio que o PS não tem culpa disso -, só se espera que não alimente a máquina dos salta-pocinhas e oportunistas, estes sim, que vivem à conta do Estado.
Quanto ao direito ao emprego e ao esperar demais do Estado, ponhamos os pontos nos is, quem tem beneficiado mais do Estado, os patrões ou os assalariados?
Quantos subsídios do Estado foram ofertados a empresas que não pagaram impostos dos trabalhadores em formação que acabaram no desemprego depois de se ter acabado a mama, ficando estes com o sabor de que a sua "formação" foi uma forma encapotada de trabalho barato?
Quantos subsídios foram dados para a modernização de empresas que acabaram de portas fechadas?Quantos empresários agrícolas gastam o dinheiro do "apoio à agricultura" no carro da gama alta e reivindicam subsídios se chove e se não chove?
Quantos armadores mandaram queimar o barcos, com apoio do Estado, e quantos pescadores ficaram a ver navios e sem fundo de desemprego?
Vamos falar do dinheiro entregue a ONG e IPSS, que têm directores pagos acima da média, sem se fazer uma avaliação efectiva do bem-fazer dessas organizações?
Que é que sobra do Estado para quem paga efectivamente os seus impostos?
Privatização da saúde? Pagamento de propinas para manter o filho a estudar (a maioria dos "pobres" que não pagam são sempre os mesmos, os que não têm ou não declaram impostos)enquanto se deixam proliferar cursos da treta nas privadas para engordar o negócio?
Afinal, são os mesmos sectores que têm mamado o Estado até ao tutano que agora acham que o Estado gasta dinheiro a mais - dinheiro com que muitos deles não contribui! Não é inocente: depois de com a sua incompetência propositada terem destruído os serviços, pretendem geri-los novamante fora do Estado e a dar lucro.
É verdade que este Estado, que tem estado a funcionar ao serviço de quem tem vindo a destruir as suas funções mais nobres a favor do negócio, está a funcionar mal. Temos de o nacionalizar, digo eu.
Publicado por Espectro em fevereiro 22, 2005 04:45 PM
Gostei da "Luta Continua" Faz-me lembrar o Samora Machel, apos a Independencia de Moçambique.
Publicado por rui aguiar silva em fevereiro 22, 2005 05:32 PM
FELIZMENTE o BE falhou no principal motivo da campanha eleitoral, retirar a maioria ao PS.Foi uma atitude irresponsavel que iria benificiar a direita já que era mais que provável o falhanço desse governo maioritário.A minha opinião mantem-se: os extremos tocam-se...até na politica! Mas o povo mais uma vez foi inteligente!
Publicado por RODOLFO RIBEIRO em fevereiro 22, 2005 06:34 PM
Para bem do País o BE falhou no principal pedido ao Povo, evitar a maioria do PS, votando neles.Bem avisado andou o Povo em não ir na conversa. Um governo de minoria "apoiado" no BE era caminho andado para o desastre e nova queda do mesmo por obstrução tanto do BE como dos partidos de direita. Era uma espécie de repetição do PRD...que provocou a maioria do prof Cavaco.Neste caso os extremos tocam-se e o BE estava a fazer o jogo da direita...nitidamente.Mas o povo inteligente actuou em conformidade.
Publicado por RODOLFO RIBEIRO em fevereiro 22, 2005 06:40 PM
O BE fez o jogo da direita em pedir que o PS não obtive-se a maioria. Se isso sucede-se tinhamos grave crise novamente passados uns meses...com a direita a rir.Os extremos por vezes tocam-se...como foi o caso.Mas o Povo sabe o que faz e não foi na conversa duns srs bem pensantes mas de enorme insconsciência.O BE é F.Rosas e Louçã.Os restantes são folclore a ganhar umas boas massas na Assembleia.
Publicado por RODOLFO RIBEIRO em fevereiro 22, 2005 06:47 PM
O BE fez o jogo da direita em pedir que o PS não obtive-se a maioria. Se isso sucedesse tinhamos grave crise novamente passados uns meses...com a direita a rir.Os extremos por vezes tocam-se...como foi o caso.Mas o Povo sabe o que faz e não foi na conversa duns srs bem pensantes mas de enorme inconsciência.O BE é F.Rosas e Louçã.Os restantes são folclore a ganhar umas boas massas na Assembleia.
Publicado por RODOLFO RIBEIRO em fevereiro 22, 2005 06:49 PM
Pedro Picoito:
"... Bloco não é um partido verdadeiramente democrático, como o não são os seus militantes..."
- A "sua" democracia (exemplo: comparar os militantes do BE com terroristas) é o ponto de vista, de um burro retrógado, com palas!!!
Comentadores de direita:
- Os resultados das eleições, vos diz claramente: Cresçam e apareçam!!!
Publicado por s-o-v-i-e-t em fevereiro 22, 2005 07:20 PM
Foi pouca gente ao Altis? Isso é o que o meu amigo diz!
Certamente se a vitória tivesse sorrido a Santana Lopes, a máquina do PSD faria deslocar autocarros cheios de gente de outras zonas do país! Agora dizer que esteve pouca gente em frente ao Altis e no Largo do Rato, é escamotear a verdade!
Tenham juízo!
Publicado por canzoada em fevereiro 22, 2005 07:35 PM
Não se esquecem, de como dizia "Alvaro Cunhal", de que os trotskista, não passam de radicais pequeno burgueses...
Publicado por Fatman em fevereiro 22, 2005 08:30 PM
Depois de ouvir todos estes comentários, dou ainda mais graças a Deus pelo PS ter obtido maioria absoluta.
Os 8 deputados do BE dirão o que quiserem, que em nada incomodarão o novo governo.
E esclareço desde já o Spry que a questão do aborto merece referendo exactamente porque está longe de ser consensual. Não se trata da despenalização, mas sim da legalização.Nem apenas e só do corpo da mulher, mas de algo mais que ela transporta.
Publicado por João Pedro em fevereiro 22, 2005 08:43 PM
Fatman o Bloco não é nem nunca será um partido trotskista,
De Esquerda consequente concerteza , tudo o resto faz parte de um apelo primário ao desconhecimento dos portugueses.
Louçã foi trotskista Durão Barroso e José Lamego do MRPP Luis Fazenda e Jorge Coelho da UDP Santana Lopes de extrema-direita, Mota Amaral e Balsemão da ANP marcelista,Miguel Portas Pina Moura Zita Seabra do P.C.P.
Como vê se cada partido politico fosse rotulado pelas ideologias que em determinada fase da sua vida um determinado dirigente professou, que epiteto para o P.S. ou para o P.S.D..
E não falo aqui do P.P. e do P.C.P. não porque não tenham exemplos engraçados mas porque penso que os exemplos são suficientes acima provam a incapacidade de certas pessoas de discutir IDEIAS.
Publicado por a.pacheco em fevereiro 23, 2005 12:09 AM
Caro soviet (desculpe-me a confiança, mas acho que não posso chamar-lhe camarada):
Eu não comparei os bloquistas com terroristas. Limitei-me a dizer que aqueles têm uma mal disfarçada simpatia por estes, desde que estes sejam obviamente os terroristas certos. A sua conclusão apressada mostra, contudo, que acertei em cheio. Se não, porque é que entre todas as críticas que faço, esta é a única que o enfurece?
A sua fúria evidencia também outra coisa que eu disse: o Bloco não sabe ganhar porque não sabe competir democraticamente. Isso implica reconhecer aos adversários, que por definição estão do lado errado, o mesmo direito de participar no combate político e de usar as mesmas armas, entre as quais a liberdade de expressão, que nós usamos. Ora, bem lá no fundo, o Bloco só aceita este imperativo democrático com uma reserva mental que raia a hipocrisia. A prova é que frequentemente desvaloriza as opiniões dos adversários com ataques pessoais. Foi o que o Louçã fez com o Portas. Ou a crítica com o insulto. É o que o meu caro soviet faz comigo. A expressão "burro retrógrado com palas" será outra frase "infeliz" que deve ser "colocada no contexto" do "calor do debate"? Não, não será. Tal como a do Louçã não foi. Pelo contrário, é aquilo que sinceramente pensam.
Õutra prova disso mesmo: a sua invectiva de que nova maioria de esquerda constitui um aviso aos comentadores de direita para que "cresçam e apareçam". Por outras palavras, para que nos reduzamos à insignificância a que a actual conjuntura política reduziu o PSD e o PP. Tomo nota do conselho, mas também a liberdade de recordar-lhe alguns princípios democráticos. Em primeiro lugar, que a opinião não se reduz aos partidos. Em segundo lugar, que todas as opiniões têm a mesma legitimidade, mesmo que não tenham a mesma representatividade. Em terceiro lugar, que isto não muda com as maiorias. Em resumo: por muito que lhe custe, a minha opinião tem hoje exactamente os mesmíssimos direitos que tinha antes das 20 horas de 20 de Fevereiro, e vai continuar a ter nos próximos quatro anos. Goste ou não goste, é assim que as coisas funcionam em democracia. Não gosta, já sei. Em alternativa, sempre pode chamar-me caranguejo com lentes de contacto.
Publicado por Pedro Picoito em fevereiro 23, 2005 12:19 AM
Pedro Picoito:
- Se o caro se desse ao trabalho de lêr/acompanhar os meus comentários neste blog, certamente que "engolia", todos esses argumentos que usou.
- Voçê fala do que/quem não conheçe.
- A mim "enfurece-me", que voçê argumente como se a democracia fosse um exclusivo da vossa verdade (de direita).
- Se voçê ler bem aquilo que escreveu, vai chegar à conclusão que aqui, o incomodado, é simplesmente voçê. Voçê é que está a "jogar democraticamente" à (sua) defesa.
- E por isso, reafirmo tudo o que disse: A "sua" democracia é um ponto de vista de um burro retrógado, com palas!!!
Publicado por s-o-v-i-e-t em fevereiro 23, 2005 01:36 AM
Caro soviet:
Insulte-me à vontade, mas, por favor, escreva "retrógrado" como deve ser.
Publicado por Pedro Picoito em fevereiro 23, 2005 11:44 AM
"Você" com cedilha?! E tem a lata de chamar burro a outra pessoa? Ainda por cima assina como SOVIET... Será a marca de jeans?
O facto de os líderes do psd não falarem de reflexão parece-me perfeitamente normal na política. O bloco mudou alguma coisa desde que se juntaram os partidos fundadores? Não. Esperaram pelo dia em que os cidadão votassem neles, dizendo sempre as mesmas coisas. O ps mudou alguma coisa quando perdeu? Não. Esperou que chegasse a sua vez. É assim na política e quem hipocritamente ataca uns, esquecendo que os outros são exactamente iguais não é sério. A não ser que se defenda masi um ritual que é o da derrota-retórica: sempre que um partido é derrotado tem que dizer para os media que é tempo de reflectir sobre o seu programa político, acabando sempre tudo por ficar na mesma.
Quando o Não ao aborto ganhou os partidos que apoiaram o Sim decidiram reflectir sobre a sua posição? Não. Vão continuar a berrar até que consigam o que querem. O psd é igual. Acha que o seu programa está certo e que apenas estava a pessoa errada a mostrá-lo. Agora vão esperar pelas próximas eleições para atacar o governo e começar a ganhar votos para daqui a 4 anos serem eles a ganhar. Simples.
Publicado por Zangalamanga em fevereiro 23, 2005 11:48 AM
Pedro Picoito:
- Obrigado pelo reparo do "retrógrado".
Zangalamanga:
- Bolaz, agura è que eu fequei xateadado e emfurexido!!!... Por mumemtus, penxei istar a dìscotir xobre urtografia da linguiça purtoguesa!!!
- ja agura, quandu un borru falha, un uotro baxa as calxas, digo, oreilhas!!!
Publicado por s-o-v-i-e-t em fevereiro 23, 2005 01:38 PM
Soviet, quase que conseguiu melhorar o seu português. Aviso-o que está no caminho certo. Quanto ao seu nick, ainda não me explicou: jeans ou social fascismo?
Publicado por Zangalamanga em fevereiro 23, 2005 03:58 PM
Zangalamanga:
- Tava ah ber que na rispondias!!! Xempre prexebes destas coijas!!!
Publicado por s-o-v-i-e-t em fevereiro 23, 2005 04:26 PM
Decente? Decente era que não existissem partidos como o PP ou o PSD (ou que não existissem partidos, pronto). Falas em "fair play", mas a política não é um jogo nem questão de decência. É uma queatão de destinos colectivos. A derrota dos que defendem o egoísmo dos interesses individuais e a sujeição ao que existe só pode alegrar os verdadeiros democratas.
Publicado por Bruno Peixe em fevereiro 24, 2005 01:32 AM
Seria dos copos, ou passou completamente despercebida a falha gramatical de Ana Drago anunciando uma "virança" (!!!!!!!!!!!!) ????
Publicado por ana em fevereiro 24, 2005 12:21 PM
oh ana, "a virança à esquerda não passou despercebida a ninguém", só que
1. os apoiantes, habituados a desculpar qualquer gralha nos seus ídolos, nunca a iriam comentar
2. os dos PS tão satisfeitos e ao mesmo tempo tão indecisos relativamente ao carro novo que vão comprar com o "tacho" também não ligavam nada.
3. os do PSD e do PP tinham os ouvidos tapados, porque estavam com a cabeça entre as mãos a tentar evitar as lágrimas....
4. os jornalistas ouviram tanta burrice nessa noite que mais uma ninguém reparou....
Publicado por cparis em fevereiro 24, 2005 03:38 PM
Acho muita piada ao discurso triunfalista da esquerda. Principalmente do Bloco de Esquerda. Só Francisco Louçã, com a sua atitude de padreco é completamente cinzento e aborrecido.
Ainda mais engraçado é Mário Soares, nuna atitude proprietára, a comentar sobre o 'povo da esquerda'. A morte cerebral é de facto uma coisa muito triste... O PS não ganhou com os votos do 'povo da esquerda', camarada. O 'povo da esquerda' só vota em partidos totalitários, tipo PCP ou BE. O PS ganhou com os votos do centrão, e nas próximas eleições está sujeito a que estes vão para outras paragens.
Já agora, o que dizem dos zombies - vindos directamente do cemitério guterrista - que aplaudiram o vento com que Socrates saudou a vitória?
Publicado por Pedro Oliveira em fevereiro 25, 2005 02:45 PM
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