Queremos poligamia
Em nome de pretensos valores (cristãos), esta aventesma de sotaina não se conteve nas preces de sacristia e decidiu botar faladura aos microfones da Antena 1, que é paga por católicos e não-católicos.
Quando acabará a promiscuidade entre confissões religiosas e estado ?
Recordando um ministro do gov. Zapatero:
«está excluída qualquer doutrina religiosa como fonte inspiradora do ordenamento jurídico, pois não se pode exigir que as normas jurídicas, que a todos obrigam, sejam ditadas por princípios religiosos que apenas vinculam quem os professa».
Para quando em Portugal ?
Publicado por Frei Tomás em fevereiro 22, 2005 07:17 AM
eh eh eh!Se não fosse pelo trabalho que a poligamia dá...
Publicado por vanessa a. em fevereiro 22, 2005 09:53 AM
virá por aí o choque conjugal? E será em forma de voucher para escolhermos o que quisermos ou teremos um leque limitado de escolhas dividido por sexo, etnia ou situação geográfica?
Publicado por Pedro Vieira em fevereiro 22, 2005 09:55 AM
E a bestialidade do Prof. César das Neves?..
Publicado por João Gundersen em fevereiro 22, 2005 09:55 AM
Para quando? De acordo com a última visão da Nossa Senhora dos Pés Descalços em cima de uma azinheira, essa situação está para chegar a Portugal no dia 53 de ****embro de 3982. Ah, pelas 12h30, caso estejam interessados...
Publicado por Hoka Hei em fevereiro 22, 2005 10:07 AM
Tb acho que devemos ter poligamia em Portugal!!!
www.blocoesquerdaprocaralho.blogspot.com
Publicado por Pantera em fevereiro 22, 2005 10:10 AM
O que choca mais é que a igreja seja afinal tão parecida com o PCP: pode mudar de secretário-geral mas não ajusta as suas ideias e os seus propósitos. E como o disparate não paga imposto...
Publicado por LFV em fevereiro 22, 2005 10:30 AM
Que cambada de hereges.
Porque raios estão os camaradas a malhar num pobre padre quando podiam estar a comentar a morte desse grande democrata cubano que foi Cabrera Infante (não não é o amigo do engº Sousa).
Publicado por fidel em fevereiro 22, 2005 11:23 AM
Pois, também concordo!!!
Mais do que o próprio SAntana Lopes, o maior derrotado foi o Padre Lereno!!!
Publicado por Hera em fevereiro 22, 2005 12:58 PM
eu já sou polígamo: é a minha mulher e os computadores!
lol
e o Padre Lereno? deve ser deus e os microfones!
lol
Publicado por francis em fevereiro 22, 2005 01:03 PM
E os poemas, senhor, porque os tratais assim?
Publicado por alexandre dale em fevereiro 22, 2005 01:21 PM
poligamia versus poligama...anço...d´para alguns é preciso...dinheiro para tudo ,nao é???
Publicado por jluis em fevereiro 22, 2005 01:40 PM
poligamia versus poligama..anço..havendo dinheiro dá para tudo....
Publicado por josé luis em fevereiro 22, 2005 01:45 PM
E saberá o Padre Lereno da poligamia de Santana Lopes?
LFV, a comparação da Igreja com o PCP tem bastante de absurdo...
Publicado por AbLaZe em fevereiro 22, 2005 06:45 PM
O Padre Lereno, por debaixo das saias deve usar lingeri erótica, e assim se vê a força da .... Igreja: é de vir às lágrimas, mas não comove ninguém!
Publicado por troia em fevereiro 22, 2005 06:48 PM
O que é que a divisão entre o Estado e a Igreja tem a ver com o facto do padre Lereno falar ou não à Antena 1? As rádios estão vedadas aos membros do Clero? Não serão os Padres cidadãos como os outros? E se, por exemplo, fosse um membro do Bloco de Esquerda a falar à mesma rádio, poder-se-ia reclamar com o argumento de que 93,6% dos eleitores não professam das ideias do Bloco?
Também não percebo porque é que não pode haver alguma inspiração cristã num ordenamento jurídico num país que é esmagadoramente cristão. todas as leis são influenciadas por razões ideológicas que não são partilhadas por todos.
Aprendam uma coisa, meus senhores: a importância social das religiões é indesmentível.Querer ignorá-las é um erro. Pensar que um regime democrático pode calar certas pessoas só porque estão ao serviço de determinada fé é um paradoxo.
Publicado por João Pedro em fevereiro 22, 2005 08:26 PM
"Pensar que um regime democrático pode calar certas pessoas só porque estão ao serviço de determinada fé é um paradoxo."
A política não está ao serviço da fé. A política construiu-se com base na razão, no intelecto e na diferença. Se fossemos cordeiros de pensamentos uniformes, a política era um desperdício, mas é bastante óbvio que não pensamos de forma uniforme como se de um rebanho fizessemos parte. Os católicos têm a fé, a política tem a razão, o seu a seu dono. Essa mistura de fé e razão tem já grandes executantes: Bush. "We must save the world from terrorists (apelo à razão), we shall kill them in the name of God (apelo à fé)" . A separação entre política e religião faz todo o sentido. A igreja não se auto questiona, a política sim. São campos tão distintos que dizer que um e outro são questões de fé é, esse sim, um paradoxo. Para mim o Padre Lereno pode falar à comunicação social, na boa. Que condene o aborto, na boa (se bem que eu sou a favor da despenalização), mas se ele condena o aborto e faz o apelo para não votar em partidos que o defendam, porque não apelar para não votar nos partidos que apoiaram a guerra... Estou certo que ele condena a guerra, ou não? A coerência fica bem até naqueles que se guiam pela fé.
Publicado por João Dias em fevereiro 23, 2005 02:26 AM
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