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E eu hoje almocei assim...


boa digestão Rui, mas hoje não devia ter comido peixe?... vai ver que ainda aí vem a brigada da urticária...

Publicado por pinto ribeiro em março 25, 2005 03:44 PM


o copo de vinho bem podia ter sido em homenagem aos grandes mestrea sufis...Rumi,Attar, Nizami ou o nosso poeta Al'Mutamid. sempre dá um toque mais...

Publicado por pinto ribeiro em março 25, 2005 03:52 PM


Que te faça bom proveito. estrelinha ajuizada

Publicado por vermelhofaial em março 25, 2005 04:55 PM


Ai ai o pecado da gula!!!!
"Anyway" , Votos duma Pascoa de Renovação!

Publicado por vasleria em março 25, 2005 05:08 PM


Mas o que é que isso tem de interessante?! é algum tipo de provocação por hoje a maior parte das pessoas comer peixe..

Mas tenha atenção pois isso não diz nada se é de esquerda ou direita... eu considero-me de extrema esquerda e hoje comi peixe... como bom trotskista tb posso ser um bom crente.. ou existe alguma regra que me proiba!

Publicado por Nuno Ferreira em março 25, 2005 06:52 PM


Pelos vistos a boa mesa reconcilia os contrários.
Só não compreendo a paranónia (da esquerda e direita) com o vinho tinto.
Bolas, o vinho branco também tem direitos!
Abaixo o racismo contra o vinho branco!e viva Portugal!

Publicado por loureiro em março 25, 2005 07:13 PM


Isto é (tchã tchã tchã tchã) um desbloqueador de conversa!

Publicado por SB em março 25, 2005 07:57 PM


sinceramente, sou anti clerical, não sou anti religião, mas penso que a religião é algo de muito pessoal e cada um a compreende de maneira diferente de outra pessoa, logo não deve estar ligada aos ditames de uma instituição, dizer o que é um bom ou mau crente.

caso se tenham esquecido a igreja catolica já disse tudo e mais alguma coisa contra o socialismo.

não vejo nenhuma contradição entre socialismo e cristianismo, mas pelos vistos alguem viu, sabe se lá como...

Publicado por oscar pinto em março 25, 2005 08:30 PM


Então e o jejum e abstinência???

Boa Páscoa a todos!!!

Publicado por Catarina em março 25, 2005 08:36 PM


Malandro! Por aqui so mesmo comidinha para a alma, para o corpo mais vale esperar por Portugal...

PS Caro Oscar contra o comunismo ate conheco alguma coisa (mas mesmo isso com ressalvas sobre a sinceridade de muitos no combate as injusticas etc), mas contra o socialismo nada. Ate do que mais se fala e em doutrina social crista.

Publicado por bruno cardoso reis em março 25, 2005 10:18 PM


foi como eu disse não há nada que entre em contradição com ser socialista e cristão.
não fui eu que proferi as seguintes frases:

LEÃO XIII:

"Não ajudar o socialismo - 34. Tomai ademais sumo cuidado para que os filhos da Igreja Católica não dêem seu nome nem façam favor nenhum a essa detestável seita" (Quod Apostolici Muneris, no. 34).

"Porque enquanto os socialistas, apresentando o direito de propriedade como invenção humana contrária a igualdade natural entre os homens; enquanto, proclamando a comunidade de bens, declaram que não pode tratar-se com paciência a pobreza e que impunemente se pode violar a propriedade e os direitos dos ricos, a Igreja reconhece muito mais sabia e utilmente que a desigualdade existe entre os homens, naturalmente dissemelhantes pelas forças do corpo e do espírito, e que essa desigualdade existe até na posse dos bens. 29. Ordena, ademais, que o direito de propriedade e de domínio, procedente da própria natureza, se mantenha intacto e inviolado nas mãos de quem o possui, porque sabe que o roubo e a rapina foram condenados pela lei natural de Deus" (Quod Apostolici Muneris, - Encíclica contra as seitas socialistas, no. 28/29).

"Entretanto, embora os socialistas, abusando do próprio Evangelho para enganar mais facilmente os incautos, costumem torcer seu ditame, contudo, há tão grande diferença entre seus perversos dogmas e a puríssima doutrina de Cristo, que não poderia ser maior" (Quod Apostolici Muneris, 14).

"25. Daquela heresia (protestantismo) nasceu no século passado o filosofismo, o chamado direito novo, a soberania popular, e recentemente uma licença, incipiente e ignara, que muitos qualificam apenas de liberdade; tudo isso trouxe essas pragas que não longe exercem seus estragos, que se chamam comunismo, socialismo e nihilismo, tremendos monstros da sociedade civil" (Diuturnum, Encíclica sobre a origem do poder- n° 25).

"A Igreja, pregando aos homens que eles são todos filhos do mesmo Pai celeste, reconhece como uma condição providencial da sociedade humana a distinção das classes; por esta razão Ela ensina que apenas o respeito recíproco dos direitos e deveres, e a caridade mútua darão o segredo do justo equilíbrio, do bem estar honesto, da verdadeira paz e prosperidade dos povos. (...) "Mais uma vez Nós o declaramos: o remédio para esses males [da sociedade] não será jamais a igualdade subversiva das ordens sociais" ( Alocução de 24/01/1903 ao Patriarcado e à Nobreza Romana).

" Importa, por conseqüência que nada lhe seja à democracia cristã mais sagrado do que a justiça que prescreve a manutenção integral do direito de propriedade e de posse; que defenda a distinção de classes que sem contradição são próprias de um Estado bem constituído". ( Leão XIII, Graves de Communi Re n° 4).

"A sociedade humana, tal qual Deus a estabeleceu, é formada de elementos desiguais, como desiguais são os membros do corpo humano; torná-los todos iguais é impossível: resultaria disso a própria destruição da sociedade humana."

"A igualdade dos diversos membros sociais consiste somente no fato de todos os homens terem a sua origem em Deus Criador; foram resgatados por Jesus Cristo e devem, segundo a regra exata dos seus méritos, serem julgados por Deus e por Ele recompensados ou punidos."

"Disso resulta que, segundo a ordem estabelecida por Deus, deve haver na sociedade príncipes e vassalos, patrões e proletários, ricos e pobres, sábios e ignorantes, nobres e plebeus, os quais todos, unidos por um laço comum de amor, se ajudam mutuamente para alcançarem o seu fim último no Céu e o seu bem-estar moral e material na terra." (extraída da Encíclica Quod Apostolici Muneris)

S. PIO X:

"Se [Cristo] chamou junto de si, para os consolar, os aflitos e os sofredores, não foi para lhes pregar o anseio de uma igualdade quimérica" (Notre Charge Apostolique n. 38).

PIO XI:

Não é verdade que na sociedade civil todos temos direitos iguais, e que não exista hierarquia legítima (Divini Redemptoris n° 33).

"A fim de pôr termo às controvérsias que acerca do domínio e deveres a ele inerentes começam a agitar-se, note-se em primeiro lugar o fundamento assente por Leão XIII, de que o direito de propriedade é distinto do seu uso (Encíclica Rerum Novarum, n°35). Com efeito, a chamada justiça comutativa obriga a conservar inviolável a divisão dos bens e a não invadir o direito alheio, excedendo os limites do próprio domínio; mas que os proprietários não usem do que é seu, senão honestamente, é da alçada não da justiça, mas de outras virtudes, cujo cumprimento não pode urgir-se por vias jurídicas (cfr. Rerum Novarum, n° 36)" - Encíclica Quadragesimo Anno.

"Sem razão afirmam alguns que o domínio e o seu uso são uma e a mesma coisa; e muito mais ainda é alheio à verdade dizer que se extingue ou se perde o direito de propriedade com o não uso ou abuso dele" -Encíclica Quadragesimo Anno."

"E se o socialismo estiver tão moderado no tocante a luta de classes e a propriedade particular, que já não mereça nisto a mínima censura? Terá renunciado por isso a sua natureza essencialmente anticristã? (...)Para lhes respondermos, como pede a Nossa paterna solicitude, declaramos: o socialismo, quer se considere como doutrina, quer como fato histórico, ou como 'ação', se é verdadeiro socialismo, mesmo depois de se aproximar da verdade e da justiça nos pontos sobreditos, não pode conciliar-se com a doutrina católica, pois concebe a sociedade de modo completamente avesso a verdade cristã. (...) " (Quadragesimo Anno, nos. 117 e 120)

"Socialismo religioso, socialismo cristão, são termos contraditórios: ninguém pode ao mesmo tempo ser bom católico e socialista verdadeiro" (Quadragesimo Anno, no. 119)

"Estas doutrinas, que Nós de novo com a nossa suprema autoridade solenemente declaramos e confirmamos (...)" (Quadragesimo Anno, no. 120)

PIO XII:

"Pois bem, os irmãos não nascem nem permanecem todos iguais: uns são fortes, outros débeis; uns inteligentes, outros incapazes; talvez algum seja anormal, e também pode acontecer que se torne indigno. É pois inevitável uma certa desigualdade material, intelectual, moral, numa mesma família (...) Pretender a igualdade absoluta de todos seria o mesmo que pretender idênticas funções a membros diversos do mesmo organismo" (Discurso de 4/4/1953 a católicos de paróquias de S. Marciano)

JOÃO XXIII:

"Da natureza humana origina-se ainda o direito à propriedade privada, mesmo sobre os bens de produção" (Pacem in Terris, n°. 21).

PAULO VI:

Em 1965 durante o Concílio Vaticano II, Paulo VI recebeu o Conselho Episcopal Latino-Americano e na sua alocução ele atenta para o "Ateísmo marxista". Ele o apresenta como uma força perigosa, largamente difundido e extremamente nociva, que se infiltra na vida econômica e social da América Latina e pregando a "Revolução violenta como único meio de resolver os problemas" (Extraído do livro "Le Rhin se jette dans le tibre", pág 273. Ralph Wiltgen. Ed Editions du Cédre 1974, 5a tiragem)

JOÃO PAULO II:

"Nesta luta contra um tal sistema (o Papa está falando do capitalismo selvagem) não se veja, como modelo alternativo, o sistema socialista, que, de fato, não passa de um capitalismo de estado, mas uma sociedade do trabalho livre, da empresa e da participação" (no. 35) "A Igreja reconhece a justa função do lucro, como indicador do bom funcionamento da empresa" (no. 35) "Aquele Pontífice (Leão XIII), com efeito, previa as conseqüências negativas, sob todos os aspectos - político, social e econômico - de uma organização da sociedade, tal como a propunha o 'socialismo', e que então estava ainda no estado de filosofia social e de movimento mais ou menos estruturado. Alguém poderia admirar-se do fato de que o Papa começasse pelo 'socialismo' a crítica das soluções que se davam à 'questão operária', quando ele ainda não se apresentava - como depois aconteceu - sob a forma de um Estado forte e poderoso, com todos os recursos à disposição. Todavia Leão XIII mediu bem o perigo que representava, para as massas, a apresentação atraente de uma solução tão simples quão radical da 'questão operária'. (n°. 12).

" Aprofundando agora a reflexão delineada (...) é preciso acrescentar que o erro fundamental do socialismo é de caráter antropológico. De fato, ele considera cada homem simplesmente como um elemento e uma molécula do organismo social, de tal modo que o bem do indivíduo aparece totalmente subordinado ao funcionamento do mecanismo econômico-social, enquanto, por outro lado, defende que esse mesmo bem se pode realizar prescindindo da livre opção, da sua única e exclusiva decisão responsável em face do bem e do mal. O homem é reduzido a uma série de relações sociais, e desaparece o conceito de pessoa como sujeito autônomo de decisão moral, que constrói, através dessa decisão, o ordenamento social. Desta errada concepção da pessoa deriva a distorção do direito, que define o âmbito do exercício da liberdade, bem como a oposição à propriedade privada". (no. 13).

"Na Rerum Novarum, Leão XIII com diversos argumentos, insistia fortemente, contra o socialismo de seu tempo, no caráter natural do direito de propriedade privada. Este direito, fundamental para a autonomia e desenvolvimento da pessoa, foi sempre defendido pela Igreja ate nossos dias" (Enc. Centesimus Annus, tópico 30 da ed. Paulinas)

em algumas frases fala-se do estalinismo (não comunismo), noutras foi usada a expressão socialismo para tudo e para todos.

mais uma coisa a doutrina social cristã tem alguma coisa a haver com socialismo?(saquei isto dum site, eles referem-se como:

"Oposta, como já se disse, ao liberalismo e ao socialismo, a democracia cristã inspira os seus partidos para uma terceira via..."

A democracia cristã, esse sinuoso conceito
Desde que escrevi aqui o meu apoio à afirmação do CDS como um partido liberal, que tenho recebido várias mensagens de amigos e conhecidos, instando-me a justificar o porquê do abandono da democracia cristã. Isso seria matéria para muitos posts, e tenciono ir desenvolvendo o tema aos poucos, mas como os meus posts estão demasiadamente “para militante do CDS ler”, vou abrir e generalizar, e tentar descrever o que entendo por democracia cristã enquanto movimento partidário. Para outros dias fica o resto, nomeadamente o facto de eu discordar que seja a democracia cristã a origem doutrinal do CDS.

A democracia cristã começou por ser entendida como um movimento em que militavam os cristãos, já fora da hierarquia da Igreja e, por isso por sua conta e risco, com o intuito de encontrar soluções para os problemas políticos, económicos e sociais à luz dos princípios cristãos e destes deduzindo uma prática[1]. Esta definição, necessariamente ampla, evoca a democracia cristã como uma escola de pensamento e, como tal, não a define ainda como um movimento político verdadeiramente organizado o que, na realidade, só veio a acontecer posteriormente.

Habitualmente localiza-se o nascimento deste movimento social na segunda metade do século XIX[2], considerando-o como uma manifestação de combate ao liberalismo e capitalismo exacerbados por um lado e ao movimento proletário inspirado no marxismo, por outro[3]. Este movimento social, profundamente inspirado pela acção de Leão XII, assente sobretudo na Aeterni Patris e na Rerum Novarum[4], procurava colocar em prática os ensinamentos provindos desta nova doutrina social da Igreja.

A democracia cristã, enquanto movimento, nasceu pois de algum beneplácito da Santa Sé[5]. Foi definida em 1901 na encíclica Graves de Comuni, como um movimento relacionado com os problemas da classe trabalhadora, que procurava melhorar as condições de vida dos trabalhadores e pugnava pelo reconhecimento da dignidade da pessoa humana[6]. Desta definição se infere que a democracia cristã, enquanto movimento político, não contou com a total compreensão e boa vontade da hierarquia da Igreja[7]. A Igreja Católica estava apenas interessada em reconhecer a existência de um movimento assistencial, numa primeira fase e de um movimento socioprofissional de forte componente sindical, numa segunda fase[8], tendo alguma dificuldade em nela encontrar um movimento político, já numa terceira fase[9].

A definição da Graves de Comuni pretendeu assim funcionar como uma limitação eclesiástica[10], que não conseguiu todavia evitar o aparecimento de alguns partidos políticos[11] [12] oriundos desta nova faceta da democracia cristã[13], que abriram caminho a uma autonomia da democracia cristã enquanto fenómeno político. O aparecimento destes partidos inicia a democracia cristã como fenómeno partidário, numa esfera já independente da própria acção da Igreja.

Apesar de terem desempenhado um papel importante na vida política de então, estes partidos eram menos determinantes para a difusão da democracia cristã do que os movimentos sociais e sindicais que então já se haviam formado[14]. Só depois da II Grande Guerra se veio a assistir ao forte surgimento da democracia cristã enquanto fenómeno político-partidário[15], naquilo que podemos considerar uma segunda fase da democracia cristã.

Estes novos partidos, alguns deles resultantes das transformações dos anteriores partidos católicos[16], eram clara e expressamente inspirados na doutrina social da Igreja, na exegese de textos eclesiais, nomeadamente pastorais e textos emitidos com nihil obstat, nos autores que sobre esses textos se debruçaram e inspiraram, como o personalismo humanista de autores como Jaques Maritain ou Emmanuel Mounier[17], na contribuição das Igrejas protestantes para a elaboração da doutrina[18] e também, mas não só, nas reflexões produzidas por organizações de leigos eclesialmente dependentes. Mas a democracia cristã enquanto fenómeno político-partidário não se esgota aí, antes continua na prática política dos partidos que a assumem como património ideológico e na sua prática de governo[19].

Aliás, a prática governativa é determinante na tentativa de perceber e definir esta nova fase da democracia cristã porque, paradoxalmente, apesar da riqueza ideológica que existe na doutrina social da Igreja em que se baseiam, os partidos democratas cristãos têm-se caracterizado por uma certa elasticidade ideológica, mercê sobretudo da sua condição de partidos interclassistas, que reflectem a composição social dos cristãos.

Da sua heterogeneidade social resultou também uma forte heterogeneidade ideológica, que caracteriza os partidos democratas cristãos como sendo partidos que juntam várias sensibilidades. Este facto normalmente localiza estes partidos no centro político, pendendo para a direita ou para a esquerda consoante a liderança dos mesmos esteja mais próxima de uma ou de outra área, embora tradicionalmente se localizem no centro-direita[20].

O facto de a nova geração de partidos democratas cristãos ter ocupado o governo no período pós-guerra, sobretudo nos países com fortes comunidades cristãs[21], orientou estes partidos para a resolução dos problemas económicos e sociais da época, incentivando uma cultura política mais assente no pragmatismo político[22], ainda que alicerçada em princípios axiológicos muito firmes[23].

Assim sendo, de uma forma geral, podemos considerar os partidos democratas cristãos como sendo partidos que, partindo do especial conceito de dignidade da pessoa humana que adoptam (a qual consideram como realidade básica e anterior a qualquer outra), procuram criar as condições necessárias para que o Homem possa cumprir e realizar essa dignidade de forma plena e integral, nela afirmando a sua dimensão espiritual e transcendente[24] e não, apenas, o aspecto económico, social ou cultural[25].

Partindo desta realidade, os partidos democratas cristãos acreditam que a democracia representativa e pluralista[26], organizada de acordo com o respeito pelos corpos intermédios da sociedade[27] é essencial para realizar essa tarefa. Integrado numa comunidade internacional, à qual pertence e à qual o une a solidariedade[28], o Estado é apenas mais um corpo intermédio, que deve ter a seu cargo apenas aquilo que efectivamente não puder ser assegurado, de forma mais eficaz, pelos corpos intermédios inferiores, como veremos, de forma mais detida, adiante.

Oposta, como já se disse, ao liberalismo e ao socialismo, a democracia cristã inspira os seus partidos para uma terceira via de modelo económico, a economia social de mercado[29], na qual se conjuga a liberdade de iniciativa e a propriedade privada com amplas preocupações sociais.

Da relativa elasticidade ideológica dos partidos democratas cristãos resulta que a democracia cristã tenha surgido como uma família de partidos com princípios idênticos, mas com programas políticos distintos[30] [31].

--

[1] Cfr. MICHAEL P. FOGARTY, Historia e Ideologia de la Democracia Cristiana, Madrid, 1964, pág. 54.
[2] Nomeadamente no seguimento das revoluções de 1848, cfr. JEAN MARIE MAYEUR, Des Partis Catholiques à la Democracia Chrétienne, Paris, 1980, pág. 161 e ss.
[3] Cfr. ROBERTO PAPINI, Os Fundamentos da Democracia Cristã in Democracia e Liberdade, n.º39, Lisboa, 1986, pág. 9, e The Blackwell Encyclopaedia Of Political Science, Londres, 1991, pág. 89. Sobre as primeiras origens da democracia cristã, v. também, MICHAEL P. FOGARTY, ob. cit.,pág. 259 e ss, e CATHERINE BRICE, Essay d’Une Politique Chrétienne en Europe Jusqu’en 1914, in Nouvelle Histoire des Idées Politiques, Paris, 1997, pág. 444-454.
[4] Mas também na Diuturnum Illud, Immortale Dei e Libertas Praestrantissimum, v. MANUEL BRAGA DA CRUZ, A Igreja e o Estado Democrático in Nova Cidadania, n.º 6, São João do Estoril, 2000, pág. 26.
[5] Cfr. MANUEL BRAGA DA CRUZ, As Origens da Democracia Cristã e o Salazarismo, Lisboa, 1978, pág. 20.
[6] Cfr. MICHAEL P. FOGARTY, ob. cit., pág. 51.
[7] A este respeito, v. MARCEL PRÉLOT, As Doutrinas Políticas, vol. IV, Lisboa, 1974, pág. 196-197.
[8] Que ainda hoje tem forte tradição em países como a Bélgica, a Alemanha ou a Itália, In The Blackwell Encyclopaedia Of Political Science, Londres, 1991, pág. 89.
[9] Cfr. MANUEL BRAGA DA CRUZ, As Origens…, pág. 21-22.
[10] Cfr. JOSÉ LUÍS DA CRUZ VILAÇA, O Contributo da Democracia-Cristã para a União Europeia, in Democracia e Liberdade, n.º 34, Lisboa, 1985, pág. 8.
[11] Não só na Europa, mas também na América Latina, como no Chile, no Brasil, no Uruguai ou no Paraguai.
[12] Partidos esses que, no entanto, têm sido classificados como partidos católicos, cfr. JEAN MARIE MAYEUR, ob. cit., pág. 6-9.
[13] Estes partidos excluíam estrategicamente as referências confessionais nas suas designações. Era o caso do partido alemão, Zentrum, do Partito Populare Italiano, da Unión Civica de Uruguay, ou do chileno Falanje Nacional.
[14] Cfr. PERCY ALLUM, State and Society in Western Europe, Cambridge, 1995, pág. 208.
[15] Cfr. ROBERTO PAPINI, ob. cit., pág.9
[16] Foi o que aconteceu, nomeadamente, na Itália e na Alemanha, cfr. RAFAEL CALDERA, A Revolução da Democracia Cristã, Lisboa, 1974, pág. 53.
[17] Ainda que estes se tivessem, de alguma forma, distanciado da democracia cristã enquanto ideologia fundadora de um partido político, v. JEAN TOUCHARD, História das Ideias Políticas, vol. IV, Mem Martins, 1991, pág. 188-180, JEAN MARIE MAYEUR, ob. cit, pág. 152-155, e JOÃO BÉNARD DA COSTA, Nós, Os Vencidos do Catolicismo, Coimbra, 2003, pág. 77.
[18] Cfr. ROBERTO PAPINI, ob. cit., pág.12.
[19] No caso dos partidos democratas cristãos, a prática de governo foi fundamental para a definição do que é a democracia cristã enquanto fenómeno político-partidário, já que estes partidos formaram, em muitos casos, governo, chegando mesmo, em alguns países, a ser partidos hegemónicos, v. a este respeito, JEAN MARIE MAYEUR, ob. cit, pág. 161 e ss.
[20] De facto, estes partidos constituem, na maioria dos sistemas de partidos em que se encontram, uma alternativa ao socialismo, cfr. The Oxford Companion to Politics of the World, New York, 1993, pág. 136.
[21] Por exemplo, Áustria, Alemanha, Holanda, Bélgica, Itália ou Suiça, cfr. AREND LIJPHART, Dimensions of Ideology in The West European Party System, New York, 1989, pág. 259.
[22] Que favorecerá, por isso, o complexo jogo de coligações e alianças governativas em que os partidos democratas cristãos se tornarão pródigos.
[23] De facto, a elasticidade ideológica da prática política dos partidos democratas cristãos é compensada pela existência de alguns princípios meta-políticos bastante fortes e arreigados, que pressupõem toda a actuação política destes partidos e que encontra na dignidade da pessoa humana o cerne axiológico basilar da sua actuação. Mas estes princípios, teorizados em termos filosóficos e meta-políticos, afastam a democracia cristã da doutrina política e aproximam-na, neste aspecto, da filosofia.
[24] Cfr. JOSÉ LUÍS DA CRUZ VILAÇA, ob. cit., pág. 9.
[25] A este respeito, o pequeno estudo publicado em IDL, Democracia e Liberdade, n.º 1, Lisboa, 1976, pág. 92-93.
[26] Cfr, RAFAEL CALDERA, ob. cit., pág. 55 e ss, MICHAEL P. FOGARTY, ob. cit., pág. 101 e ss e o citado estudo IDL, Democracia e Liberdade, n.º 1, Lisboa, 1976, pág. 89-90.
[27] Cfr. JOSÉ LUÍS DA CRUZ VILAÇA, ob. cit., pág. 9.
[28] Cfr. JOSÉ LUÍS DA CRUZ VILAÇA, ob. cit., pág. 9-10.
[29] Cfr. JOSÉ LUÍS DA CRUZ VILAÇA, ob. cit., pág. 9.
[30] Cfr. JOSÉ LUÍS DA CRUZ VILAÇA, ob. cit., pág. 9-10.
[31] Para uma breve explicação e descrição dessas diferenças programáticas, v. UNION EUROPEENE DEMOCRATE CHRÉTIENNE, La Démocractie Chrétienne en Europe, Roma, 1979, pág. 28 e ss.
tema por AMN em 16:18

Publicado por oscar pinto em março 26, 2005 12:35 AM


Rojões à minhota, num prato "design", com ameijoas e acompanhado com vinho tinto. Ò Rui! pelo amor de Deus, os rojões comem-se num prato de barro e empurram-se com verde tinto bebido por uma malga de loiça branca que deverá ficar manchada.

Publicado por afonso salgueiro em março 26, 2005 10:40 AM


Eu comi um grande bife bem acompanhado por um arrozinho branco, uma tijela de sopa e o tal copinho de vinho tinto...Antes comi aínda um pão com uma grande fatia de FIAMBRE! Conclusão, estou-me completamente nas tintas para as supostas leis ditadas por uns senhores que nesta altura vestem túnicas de tecido roxo e que pedem ao povo sacrificios (como se fossem necessários mais!)... Não sou contra nenhum tipo de crença religiosa... Sou contra as Instituições religiosas que usam escrituras antigas para ditarem as regras que mais convêm em determinado momento. Desculpem-me mas a Igreja, nomeadamente a católica, nunca andou de mão dada com a igualdade nem com a liberdade.
"A sociedade humana, tal qual Deus a estabeleceu, é formada de elementos desiguais, como desiguais são os membros do corpo humano; torná-los todos iguais é impossível: resultaria disso a própria destruição da sociedade humana."
Esta mensagem que retirei do texto do oscar pinto ilustra o que a igreja pensava (e continua a pensar). Vamos ter pobrezinhos para que possamos exercer a nossa caridade... que bonzinhos que eles são!

Publicado por ricardo silva em março 26, 2005 11:54 AM


eu só fico perturbado quando ouço na rtp2 um sacerdote num programa sobre a fé a dizer que estamos num tempo de ADORAÇÃO da cruz...soa um bocado pagão e sempre pensei que se devia adorar só a Deus. que se coma e beba, portanto. já agora. deixem de confundir crentes com os partidários da seita cristã, apostólica, romana. Deus é Deus, para quem acredita. igreja é igreja.

Publicado por pinto ribeiro em março 26, 2005 12:53 PM


Quando alguém aponta para a lua, os estúpidos olham para o dedo.

(provérbio chinês)

Publicado por João Gundersen em março 27, 2005 02:01 AM


concordo plenamente contigo pinto ribeiro, mas quem faz parte da "autoridade" religiosa devia ter mais cuidado com o que diz...

Publicado por oscar pinto em março 28, 2005 12:08 AM


quando li esse proverbio chines até ouvi musica de fundo...

Publicado por oscar pinto em março 28, 2005 01:23 AM


" é algum tipo de provocação por hoje a maior parte das pessoas comer peixe.. " (Nuno Ferreira) - AHahahahHAHAHHAhahahAHAHAHh - esta só pode ser para rir !!!!!!!

Publicado por João em março 28, 2005 01:36 AM


Nã. Isso é carne de porco à Alentejana. Rojões à moda do Minho é outra coisa.
Ai, esta falta de rigor...

Publicado por apupo dourado em março 28, 2005 11:07 AM


Engraçado... Os Barnabés sem duvida que têm qualquer coisa, mas não são diferentes dos outros...

Então agora dedicamo-nos às provocações baratas. Cuidado com as fogueiras da inquisição, Rui. Tem muito, muito cuidado!

Publicado por Pedro Oliveira em março 28, 2005 03:50 PM


Eu não me lembro o que é que comi...

Publicado por Portuga em março 28, 2005 05:16 PM


Eu lembro-me. Como me levantei tarde, não almocei. Para o jantar foi lombo de porco assado.

Publicado por Pedro Oliveira em março 28, 2005 06:03 PM


Caro Oscar, so e pena que nas mesmas enciclicas (de doutrina social da igreja) nao tenha incluido tambem as passangens de critica ao capitalismo. Por exemplo, Leao XIII na Rerum Novarum defendeu a propriedade privada, como todos esperavam, mas para escandalo de muitos no final do seculo XIX, defendeu igualmente o direito dos trabalhadores a organizarem-se em sindicatos como um direito natural.

Na maior parte das citacoes recentes o termo socialismo nao aparece ou quando aparece (como em 'sistema socialista') refere-se claramente ao comunismo (o estalinismo e, afinal, uma forma particularmente nefasta da de comunismo). E no final do seculo XIX, de facto, o termo socialismo designava indistintamente marxistas, leninistas e outros socialistas que eram de um mode geral anti-clericais e contra a propriedade natural. Mas de facto devia ter deixado claro que a frase so se aplicava plenamente as ultimas decadas. E ha algum socialista hoje que condene toda a forma de propriedade privada ou defenda a igualdade como principio absoluto?

Ha referencias explicitas na documentacao catolica ao comunismo. Mas a linguagem oficial do Vaticano ate ha alguns anos era no minimo indirecta, ate porque originalmente em latim, onde termos como comunismo, nazismo ou socialismo nao ocorrem "naturalmente".

Mas obrigado pelo seu impressionante comentario a minha pequena achega, fico parcialmente corrigo, mas nao inteiramente convencido.

Publicado por bruno cardoso reis em março 28, 2005 08:18 PM


tem afirmações contra o capitalismo,não o escondi.

em relação a segunda parte do comentario eu proprio o reconheci...

posso estar errado, mas marx não condenava toda a forma de propriedade privada... rosseau e outros sim...

antes de mais aviso já que sou socialista libertário...
eu sou contra a propriedade privada dos meios de produção...sou a favor da socialização dos meios de produção, não estatização.
em relação á igualdade defendo-a não só perante a lei, mas tambem, como poder real de decisão e intervenção activa.

agora se me perguntares se acredito que um dia o ser humano dará um salto civilizacional em direção a uma sociedade sem classes, respondo te que sim.

o homem não nasceu para trabalhar, mas sim para criar.


Publicado por oscar pinto em março 28, 2005 11:06 PM


Gostava de saber, Oscar, como é que separas a propriedade privada de alguns bens, da propriedade privada de meios de produção. Esse embroglio nem Marx conseguiu desembrulhar. E na nossa sociedade terciarizada de hoje isso é ainda mais difícil. Senão vejamos: supõe que és um jornalista - como a propriedade dos meios de produção é interdita, não podes possuir nem máquina de escrever, nem computador. Afinal de contas, são meios de produção para um jornalista. De acordo com a mesma lógica, não deviamos possuir ferramentas em casa: nem chaves de parafusos, nem martelos, nem alicates, são tudo meios de produção.

Marx, afinal de contas, foi tão só e apenas um homem do seu tempo, embora seja considerado por muitos como um profeta: São Marx. Apesar de se ter apercebido de que a cantiga de Rousseau «ó tempo volta pra trás» era claramente irrealista, não conseguiu por de parte o mito do «bom selvagem»: o fim da história marxista é claramente o desejo do regresso a uma utopia que nunca existiu. Basta olhar para as comunidades dos outros primatas sociais: mesmo sem as influencias «corruptoras» de religião, dinheiro, etc. assumem uma estrutura hierarquica.

Já sei que os apologistas do socialismo me vão dizer que somos homens e portanto superiores aos outros primatas. Seremos então formigas?

Publicado por Pedro Oliveira em março 29, 2005 09:25 AM


por amor de deus, e sou ateu, então não é facil de distinguir? acho que confundir meios de produção como fabricas, campos para fins agricolas, de produção em grande escala.
agora confundir ferramentas caseiras para arranjar um cano ou substituir uma lampada, isso é ridiculo, e não percebo a confusão.
meio de produção interdita? o que tem isso a haver com a socialização, a socialização não interdita ninguem, se um jornalista quiser trabalhar a sociedade deve dar lhe meios para isso, não estou a ver o problema.
afinal você vive em que século?nós vivemos na era das grandes areas industriais da produção em massa.
primeiro não vejo marx como um profeta, vejo-o sim o que ele é na realidade um critico do sistema capitalista e fomentador de uma alternativa para este sistema.
bem, se o pensamento de uma sociedade diferente nunca existiu, você lá sabe...
claro que somos superiores.

ah o mito de que seremos todos formigas...há muito tempo que não ouvia isso.
nada mais é do que isso, um mito, se acha que hoje estamos longe de ser formigas,então porque vivemos para trabalhar e não trabalhamos para viver? nas comunidades de formigas as trabalhadoras e os soldados trabalham com um unico objectivo abastecer a rainha nem que issso lhes signifique a morte. o que não é muito diferente de hoje se tivermos em conta que hoje trabalhamos para enriquecer meia duzia de gajos, nem que isso signifique o desemprego e a miseria.

essa teoria de que trabalhar para os outros transforma-nos em formigas, não tem pes nem cabeça, para existir uma sociedade o trabalho em prol dos outros é lógico, só assim é que é possivel que ela exista, não só como forma de melhorar a qualidade de vida em geral, mas tambem optimizar a qualidade vida do individuo em particular.
a visão do capitalismo mostra-se incapaz de resolver isto...por um lado, o outro é visto como um meio para atingir um fim particular, descurando do seu direito a usufruir do que realmente produz.
por outro lado, a negação do outro como parte importante da sociedade, criando despotismo sem eira nem beira e desigualdades grotescas.

no capitalismo, o outro já não é produtor de riqueza para o individuo usufruir, é antes uma peça, retirando ao outro a dimensão de individuo.

caso não se lembre, há um frase que simplifica o que é socialismo...
"De cada um, segundo sua capacidade, a cada um segundo seu trabalho" - não vejo o que tem de mal ou injusto esta afirmação.

Publicado por oscar pinto em março 29, 2005 02:24 PM


Oscar,

«De cada um, segundo sua capacidade, a cada um segundo seu trabalho.» De acordo. Chamo capitalismo a isso. Pensava que socialismo tinha que ver com redistribuir a riqueza de acordo com as necessidades de cada um. Mas enfim, cada dia aprende-se uma coisa nova...

Depois do interlúdio irónico, gostaria de te lembrar, que, embora isto vá contra os santos dogmas marxistas, o capitalismo limita-se a ser uma forma de organização económica, não um sistema completo, abrangendo todos os aspectos da actividade humana. Quanto a viver para trabalhar, enfim, cada um fala por si. Eu, pessoalmente, trabalho para viver. Claro que um sistema que não inclua mecanismos que obriguem ao trabalho, terá algumas dificuldades a lidar com os parasitas.

Publicado por Pedro Oliveira em março 29, 2005 04:27 PM


na segunda parte, o salto civilizacional, vai ocorrer quando o conhecimento já não se limita ao exercicio das profissoes, mas antes como forma de cumprimento em pleno de todas as potencialidades de cada individuo (o instinto individual de diligencia, crescimento, aspirações e realização pessoal). o homem não se limita, nem é limitado a sua vida profissional, como tecnico ou borucrata, já não é isso que o define.
a sociedade já não é uma mera relação de trabalho, ultrapassa isso.

o individuo é o coração da sociedade, conservando a essencia da vida social, o bem estar e a prosperidade, a sociedade são os pulmões que distribuem o elemento que mantem a essencia da vida, a satisfação das necessidades e dos instintos do individuo, o individuo orgulhoso e altivo. não se deixando enterrar na mediocridade e de viver apenas para o trabalho.

alias a definição de trabalho como coisa em si acaba.

daí eu ter escrito no outro comentario:
o homem não nasceu para trabalhar, mas para criar.

e voces dizem-me o rapaz está maluco, ele não diz coisa com coisa, andei a esforçar me a estudar para quê?
essa noção do estudo como coisa chata, a divinização da preguiça,(eu estudo eu sei como isso é, a maior parte dos meus colegas querem sair da faculdade para mandar) ou como coisa para pessoas superiores, é estupida.
esta noção é resultado da mentalidade da sociedade, não algo intrinseco aos homens.
o conhecimento é a unica e verdadeira forma de liberdade, liberta-nos da ignorancia e da barbaridade, das necessidades de deus ou policia para nos constrangir os movimentos e para não nos "portarmos mal"...
a violação dos direitos humanos, o crime, a violencia, são nada mais nada menos do que reflexos de ignorancia e mediocridade, não sinais de esperteza ou oportunismo.

o homem não é mau por natureza, o homem não tem natureza (essencia), ele está condenado a ser livre.

Publicado por oscar pinto em março 29, 2005 04:39 PM


isso tambem envolve o gene do egoismo?( lembra-se do que disse noutro comentario)
ok ok já percebi que não vale a pena, cada um tem uma visão diferente do mundo, e o socialismo permite o parasitismo...obrigado pelo esclarecimento.
o problema do capitalismo é que faz isso mesmo, abrange todos os aspectos da vida humana, e toda a vida humana depende da organização economica.
a organização economica nada mais é do que as relações sociais.

socialismo
De cada um, segundo sua capacidade, a cada um segundo seu trabalho.

comunismo
De cada um, segundo sua capacidade, a cada um segundo suas necessidades.

não confunda...

Publicado por oscar pinto em março 29, 2005 05:15 PM


Bem, bem, Oscar, então vamos lá a defender a extinção dessa medida comunista que é o Rendimento Mínimo Garantido, OK?

Publicado por Pedro Oliveira em março 29, 2005 07:05 PM


lol medida comunista... esta bem, mas primeiro vamos acabar com a exploração, essa medida capitalista.

temos visões totalmente opostas, não há volta a dar...

o capitalismo da oportunidades na vida, o anarquismo é vida.

Publicado por oscar pinto em março 29, 2005 07:14 PM

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