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Não te segures. Podes mesmo dizer que, no teu caso, até depois do nascimento.


esta é nova...

Publicado por oscar pinto em março 31, 2005 05:00 PM


O homem tem é medo que a lei venha com efeito retroactivo...

Publicado por O Vermelho da Esperança em março 31, 2005 05:06 PM


Sim senhor, Daniel. Mais um pequeno e brilhante exemplo da concepção de respeito pelos adversários que anima o Bloco de Esquerda. E que mostra aquilo que só não vê quem não quer: o Bloco não é um partido democrático porque, em vez de argumentos, usa sistematicamente o insulto no debate político. Lá nisso, só o Alberto João lhes leva a palma. Em Portugal, claro. Porque, lá fora, estão no campeonato do Le Pen e do Jirinovsky.

Publicado por Pedro Picoito em março 31, 2005 05:17 PM


É sabido que as dez semanas é tático, é até onde, agora, se pode ir. Mas gostava de saber qual é, para o BE, o prazo limite para o aborto. Qundo uma feminista do BE diz "a barriga é minha!" que é que se pode concluir?

Publicado por Ansiosa em março 31, 2005 05:24 PM


Isto é ou não verdade?

Publicado por Tiago Azevedo Fernandes em março 31, 2005 05:36 PM


não me digam que agora vão dizer o que é que o pcp ou o be defendem ou pensam...as suas ideias são claras como a água e baseadas em conceitos cientificos...
estar a jogar o jogo do disse que disse, isso sim é demagogia.
quem não sabe porque existem prazos para a ivg, sugiro que se informem sobre o assunto e não andem aqui a dizer coisas sem sentido nem nexo...

Publicado por oscar pinto em março 31, 2005 05:59 PM


esta conversa já cansa. despenalize-se. descriminalize-se. e deixe-se a questão à consciência da cada um. parece cada vez mais que dois lados da 'barricada' o aborto é cada vez mais um mero pretexto de combate político quando a questão parece MAS NÃO É de esquerda versus direita. isso é o que eles querem. os dos dois lados. as pretensas 'bandeiras' dão muito jeito.

Publicado por pinto ribeiro em março 31, 2005 06:02 PM


bem visto camarada daniel temos que lhes mostar quem é o be (udp/psr).
nos gloriosos tempos da abrilada também se tentou abortar uns gajos no campo pequeno, falhou foi pena.

Publicado por fidel em março 31, 2005 06:07 PM


Pergunto de novo: aquilo é ou não verdade?

Publicado por Tiago Azevedo Fernandes em março 31, 2005 06:13 PM


cari tiago,

as razões que justificam a despenalização estão longe de ser essas.
quero dizer, não é essa isoladamente, há todo um raciocinio, que envolve conceitos e realidades, por detras dessa frase...compreende?

Publicado por oscar pinto em março 31, 2005 06:20 PM


Tiago Azevedo Fernandes, relativamente à pergunta que fez, só posso responder por mim: eu defendo a liberalização do aborto até um prazo certamente mais dilatado do que 10 semanas, mas certamente que não até às 40 semanas que é o total de uma gravidez. Penso que 15 semanas seria um limite razoável. 10 semanas parece-me pouco, mas é melhor do que nada. 12 semanas já seria mais tragável.

De forma nenhuma concordo com o argumento "na minha barriga mando eu" que traz implícito, como Você muito bem afirmou, que o aborto deve ser permitido até ao fim da gravidez. Eu não concordo com isso, e penso que a maioria dos defensores da despenalização também não concorda. Penso que o aborto realizado para além de um certo prazo (talvez 15 semanas, qualquer coisa desse género) deve efetivamente ser criminalizado, isto é, quem o realiza deve ser julgado e punido por isso.

10 semanas é um prazo muito curto, e explico porquê. Tenho dois filhos, e em ambos eles a minha mulher só se apercebeu de que estava grávida à oitava semana de gravidez, porque lhe deram uns enjôos horríveis e ela decidiu fazer uma ecografia. Se não fossem os enjôos e as ecografias, ela não se teria apercebido da gravidez se não muito mais tarde. Ou seja, mesmo que quisesse, não teria tido hipótese de abortar.

Publicado por Luis Lavoura em março 31, 2005 06:29 PM


Pedro Picoito,

Quem não respeita os adversários, e é demagógico, pouco sério e desonesto, é o Lobo Xavier que tem a obrigação de saber que o PCP e o BE apresentaram projectos de lei onde defendem a despenalização até às 12 semanas. A única diferença nas posições destes dois partidos e a do PS - pela qual Lobo Xavier diz ter "simpatia" - é o prazo: o PS defende 10 e não 12 semanas.

Publicado por pedro sales em março 31, 2005 06:53 PM


Mais um argumento desonesto de um político medíocre. Já começa a ser cansativa esta tática do: eu jogo sozinho.

Ele diz o que é que os outros pensam (sem ouvir da boca deles), e depois, heroicamente, deita abaixo aquilo que ele disse que os outros disseram. É assim que tendo sido feita a oposição ao actual governo, e é também assim que os políticos perdem credibilidade.

Publicado por João Dias em março 31, 2005 06:53 PM


Os bloquistas entregaram no Parlamento um projecto de lei que prevê a alteração do Código Penal de forma a que deixe de ser punível o aborto «efectuado por um médico, ou sob a sua orientação, em estabelecimento de saúde oficial ou oficialmente reconhecido» nas primeiras 12 semanas de gravidez, a pedido da mulher, e em prazos mais alargados em caso de situações como violação, malformações, risco de vida ou de toxicodependência da mãe.
O Lobo Xavier, efectivamente, tem é medo da retroactividade da lei. estrelinha ajuizada

Publicado por vermelhofaial em março 31, 2005 07:08 PM


Saude-se o regresso do daniel do azeite.
A rapaziada tem sentio a tua falta e alguns diziam que tinhas sido trucidado pelo eixo do mal.
Coisa em que eu não acreditei. E cá está a prova.
Quanto mais alargado for o prazo melhor... abortos já temos demais...

Publicado por fazdeconta em março 31, 2005 07:15 PM


Então quer dizer que quem abortar à 12ª semana + 1 dia arrisca-se a ir a julgamento, Verdade?
Então quer dizer que quem abortar à 12ª semana + 2 dias arrisca-se a ir a julgamento, Verdade?
Então quer dizer que quem abortar à 12ª semana + 3 dias arrisca-se a ir a julgamento, Verdade?
Então quer dizer que quem abortar à 12ª semana + 4 dias arrisca-se a ir a julgamento, Verdade?
....
....
....
Então quer dizer que quem abortar à 12ª semana + 25 dias arrisca-se a ir a julgamento, Verdade?
....
....
....
Então quer dizer que quem abortar à 12ª semana + 45 dias arrisca-se a ir a julgamento, Verdade?
....
....
....
Então quer dizer que quem abortar à 12ª semana + 80 dias arrisca-se a ir a julgamento, Verdade?

Publicado por diogenes em março 31, 2005 07:25 PM


10 semanas, 12 semanas, 15 semanas (ou seja, 2 meses e meio, 3 meses, ou quase quatro), que diferença faz ? Em que é que se baseiam para estabelecer estes prazos ?
Porque, se é uma questão de semanas, ou meses, realmente, até podem ir até aos 9 meses. E porque não mais ? Até podem esperar que a "coisa" saia cá para fora, e depois, traz !
Mas, o que os defensores da alteração da lei (que já existe, e prevê as situações em que se pode recorrer ao aborto) querem, não é apenas uma alteração de prazos, pois não ? O que querem é o aborto "à la carte", ou seja, a pedido. Com ou sem razões.
Aos que dizem: a "barriga é minha" (ou "é delas", conforme o caso), eu contraponho: a barriga até pode ser delas, o que não é, é o ser humano que está lá dentro. E isto, até prova em contrário, acontece desde o momento da concepção.
Ah, e é verdade: para a concepção, são precisos dois. A barriga também é deles ?

Publicado por Isabel Coutinho em março 31, 2005 07:37 PM


À parte Lobo e suas elocubrações argumentativas, se alguma coisa há-de o homem dizer, a contrario que seja e ad libitum, desde que se note, temos de concordar que o daniel acerta bué na mouche.

Mas, também, que adianta, se só por azar a quadratura calha de nos passar nos comandos, sem mais memória que a de furtivo relance?!

Adianta, que assim logo se reconhece o retrato, sem mais perda de tempo nem os remorsos de o ter visto.

Publicado por digeu em março 31, 2005 08:15 PM


cara isabel coutinho,

li o seu comentario e apesar do tom quase esquizofrenico das suas argumentações, não pude deixar reparar na sua insensibilidade perante este assunto.

só lhe tenho uma coisa a dizer...


ó mulher tenha juizo...

Publicado por oscar pinto em março 31, 2005 08:26 PM


esta discussão do aborto dá vontade de rir, o pior é que é caso para chorar. Oh homens de Deus (mas sabem o que é ou quem é Deus?) vocês jah abortaram...

Publicado por Manuel Baptista em março 31, 2005 09:22 PM


Caro Daniel,

Passe a habitual elegância com os BE trata os adversários políticos, ALX levanta um problema interessante; Quando uma mulher for julgada por abortar às vinte semanas, os senhores vão ou não vão lá estar aos gritos e apitos?.. Se querem ver o problema resolvido façam uma campanha equilibrada e sensata (seria óptimo o mesmo do outro lado, mas...). Aprendam com o passado para não fazer as mesmas asneiras...

Publicado por João Gundersen em março 31, 2005 09:52 PM


Daniel, se a tua Mãezinha tivesse recorrido à interrupção voluntária da tua gravidez ...

Publicado por gaspar sousa em março 31, 2005 10:17 PM


Afinal percebi que aqui em França, entre as pessoas com quem tenho comentado este assunto, há uma reacção: é absurdo. A nossa lei é absurda, não cabe na cabeça de ninguém! Não há quem se lembrasse de tal coisa!


E já agora, Tiago. Tivemos em Outubro ou Novembro aqui mesmo no Barnabé uma longa discussão sobre este assunto. Na altura, dei continuidade ao debate porque me pareceu inteligente. Deixe-se de provocações absurdas. Não são muito abonatórias para si, parece mal informado, ou simplesmente um daqueles jovens de que falava a Sra. Nogueira Pinto há dias. Os tais que não percebem o que vêem e lêem.

Com sinceridade, diga: conhece algum país onde o aborto seja permitido até à véspera da gravidez? E sinceramente: acha que algum ser humano, independentemente de credos, opiniões políticas, origens, etc, poderia pensar em tal coisa?

Ao insinuar tal coisa, está afinal a revelar uma enorme insensibilidade e ignorância sobre o que é uma gravidez.

Publicado por Helena Romao em março 31, 2005 10:28 PM


Parece que o Dr. Sampaio está a ser entalado pelo PS e pelo PSD (sobretudo estes) na questão da marcação de data do referendo ao aborto.

Será que vai tomar uma atitude "masculinocêntrica"??

Vocês sabem do que é que eu estou a falar!!!!!!

Publicado por gaspar sousa em março 31, 2005 10:34 PM


What a wasted argument. Such effort, such passion...


How many man-hours spent arguing life and death, instead of using the same effort to force our politicians into giving waman the opportunity to be mothers (since one of the biggest arguments pro-abort is that the waman doesn't have the neccessary conditions to have a child)? Why not spend this effort support our portuguese families, inverting the negative population growth, etc.?



IS THE ABORTION LEGISLATION THE BIGGEST PROBLEM FACED BY PORTUGAL TODAY?

Publicado por DemonPoet em março 31, 2005 10:57 PM


Helena Romão,

Sim. Nos Estados Unidos pode-se abortar até ao final da gravidez. Precisamente porque não há qualquer evidencia cientifica que permita estabelecer uma linha clara entre o nascituro que não tem direitos e o que tem. Ele desenvolve-se de forma continua.

Creio que na Russia e em muitos países do ex-bloco soviético também se pode abortar bastante tarde.

Publicado por Agualuza em março 31, 2005 11:13 PM


"Com sinceridade, diga: conhece algum país onde o aborto seja permitido até à véspera da gravidez? E sinceramente: acha que algum ser humano, independentemente de credos, opiniões políticas, origens, etc, poderia pensar em tal coisa?"

Algures ao longo dos 9 meses, os defensores da despenalização do aborto estabelecem uma fronteira, a montante o aborto é OK, a jusante o aborto é NOK e passível de ser considerado crime e implicar julgamento. É apenas uma questão de fronteira!

Publicado por diogenes em março 31, 2005 11:39 PM


Cara Helena

Foi aqui já defendido que "era defensável" o aborto até ao nascimento. Há quem o faça, isto não é propriamente uma novidade para ninguém. Basta ver alguns comentários por essa net fora. Não percebo como é que alguém minimamente civilizado o pode fazer, mas isso é outro assunto.

Mas o meu ponto não é esse.
Quando se diz que se quer "acabar com os julgamentos", isso pura e simplesmente é mentira, pois deverá haver sempre julgamento para quem abortar depois do prazo previsto na lei. Ou então quem coloca as coisas nestes termos é porque quer mesmo o aborto totalmente livre.
Mas, pergunto: nunca ouviu ninguém defender o aborto totalmente livre? Isso é que me deixa espantado, pois são posições perfeitamente públicas!

Publicado por Tiago Azevedo Fernandes em março 31, 2005 11:43 PM


Não, Tiago, nunca ouvi ninguém defender isso.
Quanto aos comentários da Ana Gomes, terá que lhe perguntar a ela, mas parece-me que se percebe que há um contexto subentendido.

Publicado por Helena Romao em março 31, 2005 11:59 PM


Para começar seria bom que quem legitimamente defende "a vida" na barriga da mãe, embora se esteja borrifando para o que ela seja, depois que saia, é que, por exemplo na atrasada Inglaterra, nesse país de ignorantes e assassinos o aborto pode ser feito, legalmente até às 30 semanas, OK? Daqui, eu também pensar que grande maioria dos que não aceitam o aborto em qualquer altura, são aqueles que pensam que se não fosse assim, talvez não andassem por aí. Iguais ao deputado do CDS que aqui há uns bons anos atrás, creio que na 1ª vez que de tal se falou, apelidou de verdadeiros assassinos quem o defendia e, ele, tinha ido com a mulher a Londres, poucos meses antes fazer o que condenava. Não tremam, vocês já cá andam, isto não pode ser rectroactivo.

Publicado por Luis Martins em abril 1, 2005 12:04 AM


já? onde?

não estou a ver uma mulher que recorra ao aborto esperar ate ao limite do prazo...
isto não é como quando os portugueses se lembram que tem de pagar impostos e vão a ultima da hora faze-lo...
quem pensa dessa maneira não percebe o dilema que a mulher enfrenta...
sinceramente nunca ouvi ninguem defender isso, e eu discordo com quem defenda...
"...acabar com os julgamentos..."(reparem nas reticencias pois esta frase nunca vem só)
quem põe as coisas nesses termos vê a injustiça e a hipocrisia que assola portugal...uma mulher com dinheiro vai a espanha e faz aborto nada acontece. quando uma mulher pobre não tem dinheiro sujeita-se aos cabos de vassoura, produtos agricolas, todo e mais algum processo usado por pessoas sem escrupulos, pondo em risco a sua vida e quando corre mal um bébé com graves problemas.(isto quando não aparece morto)

"acabar os julgamentos" dando lhes a possibilidade de optar legalmente dentro de um prazo (considerado eticamente permissivel)... resolvendo o problema de abortos clandestinos, perigos de saude que isso representa.

segundo o que eu conheço das propostas do PS e do PCP, elas implicam o acompanhamento de especialistas de varias areas, relacionado com o planeamento familiar.

Publicado por oscar pinto em abril 1, 2005 12:37 AM


Helena, aqui fica um apontador (em português e tudo!) para quem defende o aborto livre:
http://www.criticanarede.com/aborto.html

Foi fornecido por Palmira nesta discussão aqui no Barnabé:
http://barnabe.weblog.com.pt/arquivo/144169.html
onde ela, apesar de não ser a favor do aborto livre, se refere à data do aborto como "minundências"...

Se for ao Google e procurar "free abortion" não faltam links... :-(
Pergunte também a quem diz "na minha barriga mando eu" se é ou não a favor do aborto livre.

Publicado por Tiago Azevedo Fernandes em abril 1, 2005 01:35 AM


Em França a visão deve ficar deturpada, talvez qualquer coisa no ar, embora eu nunca tenha dado por isso. O que me diz a Helena Romão da luta dos activistas pró-escolha (nos Estados Unidos, onde o aborto é permitido) relativamente ao 'parcial birth abortion'? Já agora, para quem não saiba, trata-se do método civilizado de 'aborto' de levar a gravidez até ao fim, e no momento do nascimento perfurar o crânio do feto(?) provocando a sua morte, método muito em uso em bastiões da civilização como a República Popular da China, por exemplo.

Já agora, para que não fiquem dúvidas sobre a minha posição no assunto, apesar de ser um crítico do aborto, penso que é uma escolha que deve ser deixada à decisão de cada uma: ou seja, apesar de achar que é um acto desprezível, não deve ser criminalizado.

Publicado por Pedro Oliveira em abril 1, 2005 09:23 AM


O aborto até ao fim da gravidez, isto é até ao nono mês, é permitido e praticado (embora raramente) nos Estados Unidos e, segundo julgo, também em Inglaterra.

Eu discordo de que tal seja permitido, mas é claro que há alguns defensores dessa posição. A qual é perfeitamente realista, como se vê pelos exemplos acima...

Publicado por Luis Lavoura em abril 1, 2005 09:38 AM


Aqui ficam uns links sobre o "Partial Birth Abortion":

http://www.nrlc.org/abortion/pba/
(http://www.nrlc.org/abortion/pba/diagram.html)

http://www.priestsforlife.org/partialbirth.html
(http://www.priestsforlife.org/partialbirth.html#showit)

http://members.aol.com/abtrbng/pbal.htm

http://www.abortionfacts.com/partial_birth/partial_birth.asp

http://paginasvida.no.sapo.pt/infanticidionosusa.htm

Publicado por cesardecarvalho em abril 1, 2005 11:30 AM


O “Partial Birth Abortion” que é praticado nos EUA (estima-se que sejam vários milhares por ano) é uma técnica cuja prática raia o cúmulo do cinismo. A maior parte dos Estados Unidos permite o aborto no terceiro trimestre de gravidez (embora na sua maioria sob fortes restrições). Obviamente que a melhor forma de “sacar” um nascituro viável, com mais de seis meses, com o mínimo risco para a saúde da “mãe” seria simplesmente fazer uma cesariana. Mas se os médicos praticassem tal acto teriam que matar a criança depois de nascida, o que, sendo ela então pessoa com personalidade jurídica (ou seja, com os mesmos direitos que qualquer outra) é homicídio. Vai daí, inventaram o “Partial Birth Abortion” que consiste em provocar o parto, mas, quando a criança está parcialmente fora (embora ainda não nascida), é morta por sangramento através do corte do cordão umbilical e (se se tratar de um menino) pelo decepamento do pénis (desculpem lá o terror destas palavras. Até tremo ao escrever isto!). Depois de morta, o crânio da criança é perfurado e é aspirado o conteúdo encefálico de forma a fazer colapsar a cabeça e assim se facilitar a sua extracção.

Este método tem sido violentamente discutido nos EUA e é curioso constatar que os argumentos pró e contra usados lá são semelhantes aos actualmente usados nesta lusitana terra. Um exemplo de que o aborto será sempre uma questão em debate, independentemente das “conquistas” que os defensores venham a conseguir no futuro.

Publicado por Agualuza em abril 1, 2005 01:02 PM


Ao que parece, o que eu escrevi lá em cima irritou o suficiente o sultão Daniel Oliveira para ele mandar o grão-vizir Pedro Sales responder-me. É uma táctica velha, mas que eu julgava não ter uso no Barnabé. Assim sendo, rectifico: o Daniel só parece o Alberto João porque há quem faça de Jaime Ramos. E ainda dizem alguns que o Bloco ataca os valores tradicionais. Qual quê! A fidelidade deles é como a das famílias sicilianas...

Publicado por Pedro Picoito em abril 1, 2005 02:03 PM


Daniel Oliveira com a sua tolerância habitual...
Tolerância "à la Louçã"...

Publicado por Drake_1588 em abril 1, 2005 03:01 PM


Os que são a favor da penalização do aborto,curiosamente são a favor da pena de morte,da opção zero mortes(para os americanos) mas,que se lixe e usem à vontade as clusters bombs,as munições com uranio 'emprobecido',isso são minudencias nas cabeças atrasadas desses revanchistas.Contudo,a lei da IVG,Não OBRIGA quem não quer fazer aborto(é óbvio e justo),Mas tal como está OBRIGA as mulheres que querem fazê-lo,a irem para a clandestinidade.Por convicções fantasiosas de outros-ora isto,não é razoável!

Publicado por ezer em abril 1, 2005 04:33 PM


Ao contrário de algumas visões caricaturais, tão do agrado dos dogmáticos, muito existem que são a favor da despenalização do aborto e a favor da pena de morte.

Obviamente que a despenalização do aborto não obriga ninguém a realizar, tal como o ensino obrigatório (já vai em 9 anos) também não obriga ninguém a escrever E-M-P-O-B-R-E-C-I-D-O correctamente. Enfim, guardadas as devidas proporções, apesar de tudo é bem mais desprezível abortar do que ser analfabeto.

Publicado por Pedro Oliveira em abril 1, 2005 05:03 PM


Convém salientar que quando existiam leis esclavagistas ninguém era por isso obrigado a escravizar. Pode ser irónico, mas esse era um dos argumentos que os esclavagistas usavam nesses tempos, felizmente, idos.

Publicado por Agualuza em abril 1, 2005 05:40 PM


Mas que confusão, a diferença fundamental entre um julgamento duma mulher que aborta com a lei actual e uma outra que aborta com uma lei que o permite, mesmo que o faça fora do prazo legalmente estabelecido, é que a segunda teve uma oportunidade de o fazer enquanto a primeira não.


Assim sendo é legítimo julgar-se a segunda, pois esta não usou um direito que lhe assistia no período definido, e isso merece julgamento para saber as razões da não utilização dessa OPORTUNIDADE.


Ou seja, é tudo uma questão de se ter ou não a dita hipótese de se abortar, agora quem a não saiba usar, que seja julgado... (julgado não implica condenado)


Ficou claro???

Publicado por Gente Séria em abril 1, 2005 08:12 PM


VIVA A MASTURBAÇÃO
ASSIM, SEM DISCUSSÃO E NO PRIVADO
EVITA-SE TANTA GUERRA
E TAMBÉM A REPRODUÇÃO DE MUITA TOLICE

VIVA A EDUCAÇÃO E O RESPEITO PELA CAPACIDADE DE DECIDIR DAS MULHERES - DE CADA MULHER

E O SERVIÇO NACIONAL DE SAÚDE EFICAZ
POIS A PARTIR DAS 12 SEMANAS ALÉM DO RISCO PARA O FETO AUMENTA AO RISCO PARA A MÃE

MESMO ASSIM HAVERÁ SEMPRE DILEMAS DIFÍCEIS
AS MÃES EM COMA, OS FETOS CRESCENDO
AS MÃES EM DOR, OS FETOS MIRRANDO

AS COISAS DO CORPO E DA VIDA NÃO SÃO SÓ IDEOLOGIA
SÃO CARNE E SANGUE E TANTAS VEZE AGONIA
TAMBÉM ALEGRIA, E ESSA É A MAIOR SEMENTEIRA A FAZER

A DAS CONDIÇÕES DA ALEGRIA
QUE NÃO PASSAM SÓ PELA LEI, LEIS COMO O DO ABORTO E A DO DESEMPREGO/PRECATIEDADE/MEDO/MEDO
MAS TAMBÉM PASSAM POR AÍ

DIGNIDADE, MEUS AMORES, NUNCA É DE UM COLECTIVO
MAS DE CADA 1 EM SI

(viva a Suécia, que quer decidir alargar o serviço público de saúde a cidadãs europeias; E PRONTO, LÁ FICÁMOS ATRÁS DA POLÓNIA!)

Publicado por Bicho em abril 1, 2005 08:40 PM


O Lobo Xavier se viesse ao país real para ver a realidade do aborto clandestino talvez se pudesse fazer com ele um debate sério assim....

São as Marias do bairro da Boavista em Setubal as Manuelas do bairro do Aleixo no Porto as Isabeis do bairro de Chelas em Lisboa que recorrem ao aborto clandestino e sofrem o vexame de serem levadas a tribunal como criminosas.

A Mitó da Lapa que é engravidada pelo Martim , é rapidamente enviada para o solar da tia em Ponte de Lima, sem antes deixar de passar por uma clinica de Luxo na Póvoa onde um médico amigo da familia resolve o PROBLEMA, e após alguns dias de descanso a Mitó regressa como nova a Lisboa, se calhar para participar em manifestações contra a despenalização do aborto.

As Mitós os Martims os médicos das clinicas de luxo da Póvoa NUNCA SERÂO LEVADOS A TRIBUNAL o respeitinho é muito bonito....


HIPÓCRITAS....

Publicado por a.pacheco em abril 1, 2005 08:48 PM


Ficou por esclarecer se a tradução correcta do inglês "free abortion" não será antes no sentido de "aborto gratuito", ou seja, em Portugal, num Hospital do SNS.


Posto isto, parece-me que o Óscar Pinto disse o que eu tinha a dizer. Assino por baixo.

Publicado por Helena Romao em abril 1, 2005 08:52 PM


é óbvio que a estipulação de um prazo legal para a realização de um aborto levanta questões sensíveis e nada consensuais..mas vejamos: as situações hipotéticas (mas perfeitamente verosímeis, diga-se!) de mulheres que praticaram o aborto dias após expirar a data limite, e que, por esse motivo, se vêem acusadas de um crime, reflectem um problema essencialmente jurídico, que é, infelizmente, representativo da imperfeição das leis humanas - ainda assim, é dada aos responsáveis judiciais margem de manobra para compensarem a cegueira da lei com sensibilidade e sensatez, pelo que é legítimo admitir que haveria alguma tolerância face a determinados casos; quanto à escolha do prazo, esta prende-se fundamentalmente com dados científicos - sabe-se que pela 12ªsemana se começam a formar as fibras álgicas, que constituem as vias nervosas aferentes da dor..se entendermos, portanto, que é importante evitar o sofrimento do feto, as 10 semanas serão o limite mais razoável, e as 12 semanas o limite tolerável..perante estes factos, é absurdo argumentar que, para os defensores do aborto, o estabelecimento de limites legais é puramente táctico - não é! parte, isso sim, de um princípio irredutível: o de que o sofrimento deve ser minorado tanto quanto possível..

Publicado por apolo em abril 2, 2005 01:53 AM


é óbvio que a estipulação de um prazo legal para a realização de um aborto levanta questões sensíveis e nada consensuais..mas vejamos: as situações hipotéticas (mas perfeitamente verosímeis, diga-se!) de mulheres que praticaram o aborto dias após expirar a data limite, e que, por esse motivo, se vêem acusadas de um crime, reflectem um problema essencialmente jurídico, que é, infelizmente, representativo da imperfeição das leis humanas - ainda assim, é dada aos responsáveis judiciais margem de manobra para compensarem a cegueira da lei com sensibilidade e sensatez, pelo que é legítimo admitir que haveria alguma tolerância face a determinados casos; quanto à escolha do prazo, esta prende-se fundamentalmente com dados científicos - sabe-se que pela 12ªsemana se começam a formar as fibras álgicas, que constituem as vias nervosas aferentes da dor..se entendermos, portanto, que é importante evitar o sofrimento do feto, as 10 semanas serão o limite mais razoável, e as 12 semanas o limite tolerável..perante estes factos, é absurdo argumentar que, para os defensores do aborto, o estabelecimento de limites legais é puramente táctico - não é! parte, isso sim, de um princípio irredutível: o de que o sofrimento deve ser minorado tanto quanto possível..

Publicado por apolo em abril 2, 2005 01:59 AM


A legalização da pedofilia não obriga ninguem a enrabar meninos. Vamos legaliza-la?

Cada argumento mais parvo!

Publicado por onça em abril 2, 2005 02:23 AM


Onça como dizia o outro, se a estupidez pagasse imposto estavas todo carimbado....

Publicado por a.pacheco em abril 2, 2005 03:22 PM

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