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Preocupados com a saúde de quem se despista a 300 kms


Julgo que não se tratará, apenas, duma questão de saúde mas, também, de "imagem".É, no entanto, estranho que a recomendação tenha partido da Agência Mundial Antidopagem. Enfim, tal como os futebolistas vão de fato e gravata para os jogos e isso não os impede de andar à cotevelada dentro do campo, também não será a ausência de "piercings" que impedirá os condutores de baterem uns nos outros.

Publicado por afonso salgueiro em abril 1, 2005 12:09 AM


TAMBÉM ESTÁ NO ODIGO DA eSTRADA nOVO?

Publicado por INCAUTO em abril 1, 2005 12:41 AM


Pedro, para começar as velocidades não se medem em km, medem-se em km/h. E é km, não "kms"; unidades de medida não têm "plural" - está lá o "300" antes.
Sobre o teu texto: quem te garante que a FIA não terá as suas razões para esta proibição? O desporto automóvel é perigoso, naturalmente, mas pode ser que o piercing o torne ainda mais perigoso. Foste averiguar o efeito dos piercings nos acidentes de automóveis? Deve haver alguma fundamentação científica para a FIA ter tomado esta decisão; sabes qual é? Espero que sim, para teres escrito este texto.

Publicado por Filipe Moura em abril 1, 2005 12:59 AM


Boa medida!

Publicado por canzoada em abril 1, 2005 01:00 AM


Sabe-se lá. Para azar dos azares o piercing ainda causa para lá algum estrago e depois falam nas probalidades de tal acontecer.

Publicado por Diesel em abril 1, 2005 01:25 AM


Parece que ainda não encontraram um brinco do Ayrton Sena, daí as preocupações. Mais vale não levar nada.

Publicado por maria dirceu em abril 1, 2005 12:50 PM


Uma medida de elementar bom senso.

Publicado por Roberto Reis em abril 1, 2005 02:55 PM


Que raio de medida mias estúpida! E têm eles medo que o schumacher acabe com a Formula 1! Só gostava de saber os argumentos usados para esta nova "regra".

Publicado por ricardo silva em abril 1, 2005 03:55 PM


300 X 1Km/h. Bravo Filipe Moura. Bela demonstração de pedantice intelectual.

Porque é que não fazem um estudo de como um condutor cheio de publicidade no fato e no carro pode afectar o condutor e os outros? Sei lá, pode afectar a concentração? Distúrbios cromáticos? Os fatos seriam mais resistentes se não estivessem "encharcados" de publicidade?

O que eles querem sei eu.

Publicado por João Dias em abril 1, 2005 05:55 PM


Curiosa essa "hipócrita" preocupação com a "imagem" dos pilotos por parte da FIA.
A proibição diz respeito a "piercings" e joalharia pesada, e é obviamente apenas DURANTE as corridas. Foi decretada pelo COMITÉ MÉDICO da FIA. Julgará o Pedro que os médicos especialistas do comité são uns "hipócritas" e uns "vendidos" ao malandro do sr. Mosley?
No desporto automóvel a única preocupação com a imagem que se pode ter é o design dos capacetes e dos fatos. A menos que o Pedro, em nome da "imagem" (e provavelmente da "liberdade individual"), seja contra os capacetes e os fatos no desporto automóvel.
O post, ou o seu título (como é hábito no Pedro, o texto é o título) é um disparate completo. Obviamente, tem de haver uma preocupação ESPECIAL com a saúde e a segurança de quem está sujeito a despistar-se a 300 km/h.
Deixo ainda a reacção do piloto David Coulthard a esta medida, com votos para que, no futuro, o Pedro em vez de vir para aqui expor os SEUS preconceitos, investigue um pouco mais antes de escrever, de forma a fazer posts mais honestos:

"My understanding was that there was always a danger associated with wearing jewellery in the car and that's why I don't do it," he said.

" If you ever catch on fire, even underneath your fire proof overalls the heat can radiate through and burn into the skin."

http://www.itv-f1.com/News_Article.aspx?PO_ID=32423

Finalmente, o plural de rally é rallies. Esta, bem como a dos km/h, até o Santana sabe.

Publicado por Filipe Moura em abril 1, 2005 06:14 PM


João Dias, é a primeira vez que leio essa. Não me parece que quem vai a 300 km/h (vezes 1, se quiser) vá a olhar para a publicidade no carro do parceiro (muito menos na do fato!).
O que é que "eles" querem (comentário tão português), diga lá? O que é que você sabe?

Publicado por Filipe Moura em abril 1, 2005 06:19 PM


Não percebo onde é que foi parar o comentário assinado pelo Pedro Sales, que estava aqui em cima ainda há dez minutos, e que entre outros mimos me comparava ao Santana Lopes.

Publicado por Filipe Moura em abril 1, 2005 06:21 PM


Quando eu usei o 300 X 1Km/h, estava a sugerir a explicação matemática que explica a sua correcção de português.

Se não se dá bem com os meus comentários sarcásticos, então não lhe posso fazer nada. Estava a usar a retórica, que pode ser usada para defender que não se use piercings, mas através da retórica podemos esconder a verdadeira intenção: que é a de uniformizar a imagem do piloto, ou simplesmente evitar aquela imagem em particular.

Publicado por João Dias em abril 1, 2005 07:20 PM


Agradeço a precisão e a preocupação com o rigor do Filipe Moura. Em todo o caso não me parece que seja necessário um estudo científico para perceber que por detrás desta decisão está uma algo hipócrita preocupação com a imagem, da entidade que, já agora, mais tem feito para matar, através do tédio, a Fórmula 1.

Não vem de hoje, em todo o caso, a comovente preocupação do Filipe com os estudos científicos. Pena é que essa preocupação não seja extensível ao próprio, e a sua preocupação com o rigor não o demova de expressar os seus mais desastrados preconceitos sobre assuntos que domina com o mesmo à-vontade que o Santana Lopes tem sobre Machado de Assis ou Chopin, como acontece aqui: http://bde.weblog.com.pt/arquivo/059773.html


p.s: este comentário foi, de facto, retirado porque não consegui colocar o link correctamente. Estava à espera de o conseguir fazer com o link integrado no texto, mas, dada a pressa do Filipe, aqui fica o comentário com o link como o consigo colocar.

Publicado por pedro sales em abril 1, 2005 09:18 PM


João Dias, não é caso para veres isto como uma embirração pessoal, ou com os teus comentários (de que até costumo gostar)! Agora eu apresentei-te argumentos, factos, e tu não. Falas numa "verdadeira intenção" que fica por demonstrar. Acho que estás a ver chifres em cabeça de cavalo, como costuma dizer-se.

Pedro, impressiona-me que te recordes assim de posts meus com mais de dois meses. Eu assim de repente não me recordo de nenhum post teu; no futuro, talvez me lembre deste.
O que eu não percebo é o que os meus "preconceitos" e o Edgar Pera têm a ver com esta questão. Eu apresentei-te factos e argumentos que demonstram a fragilidade - chamemos-lhe assim - deste post (a declaração do Coulthard explica bem as razões da decisão da FIA). Tu não apresentas factos ou argumentos nenhuns e pelos vistos preferes desconversar. Sendo assim ficas a falar sozinho.

Publicado por Filipe Moura em abril 2, 2005 12:21 AM


Eu não falei em embirração, mas como me perguntou pela questão da publicidade, eu depreendi que não tivesse tido em conta o tom sarcástico, que eu, por palavras escritas, não consigo transmitir tão bem como quando falo.

A única razão plausível apresentada para se retirar os piercings, é o das elevadas temperaturas conduzirem calor através dos piercings, mesmo através do fato (que penso ser de amianto?). Mas isso verifica-se para temperaturas elevadíssimas, ou seja em situações em que os piercings serão uma preocupação menor. Os condutores de fórmula 1, estão sujeitos a perigos tão grandes, que esta medida parece uma gota num oceano, e como tal, eu suspeitei do porquê desta medida e não de outra qualquer mais relevante.

As forças G que sofre um condutor, nomeadamente no pescoço, deviam constituir uma prioridade para a FIA, aliás eu penso que o irmão do Schumacher (o Ralph) tem um problema muito sério devido a isso. Isto apesar da rigorosa preparação física que eles têm.

Resumindo: esta medida parece-me suspeita pela sua pequenez, mesmo sabendo que, na F1, os pequenos pormenores contam. Eu só posso suspeitar das verdadeiras intenções, por mais convencido que eu esteja de quais elas sejam, só posso suspeitar.

Publicado por João Dias em abril 2, 2005 02:01 AM


Filipe,

Apesar de o considerar saudável, parece-me estranho que não te lembres de nenhum dos meus posts quando até já decretas regras sobre o seu (escasso) tamanho.

Não me preocupo em dar argumentos sobre o caso da F1 porque, sinceramente, há anos que essa competição não me tira 5 segundos de atenção - basicamente desde o tempo em que ver uma ultrapassagem passou a ser mais difícil do que chover em São Tomé e Príncipe.

Mas já que falas em investigar antes de escrever, continuo sem saber em que estudos é que te baseias para declarar que não pode haver arte de pesquisa. Pela minha parte sempre pensei que, a literatura, para apenas dar um exemplo, mais não é do que uma pesquisa para contornar e forçar os limites da própria linguagem. Mesmo quando não apresenta "relatório" ou "seminário". É por isso mesmo que me lembro desse teu post. Leva uma grande vantagem: a imagem da ignorância é sempre das mais perenes.

Publicado por pedro sales em abril 2, 2005 04:46 AM


João, de facto a primeira vez que li aquele teu texto dos "distúrbios cromáticos", julguei que estavas maluco. :)
Peloas razões que expus, não concordo nada que, em temperaturas elevadíssimas, os piercings sejam uma "preocupação menor". Já os problemas no pescoço devido às forças centrífugas podem causar danos na coluna, como causam o ciclismo e o remo, mas não são uma situação de emergência, que ponha em risco a vida dos pilotos durante a corrida. Parece-me que estás a pôr a segurança dos pilotos para trás relativamente à vontade de protestar por protestar... Não me parece que venhamos a chegar a acordo neste assunto.

Pedro, quando disse que não me "lembrava dos teus textos", queria dizer que não sou rancoroso, como tu demonstras ser ao desenterrares assim a despropósito o texto sobre o Pera. Estavas há mês e meio à minha espera para isto, não? Quanto tempo esperarias mais, um ano? Vamos por partes:
- Encerrando de vez a questão da fórmula 1: eu escrevi que o teu post era um disparate, e não vi argumentos da tua parte que me levem a retirar o que disse. Tu pelos vistos não queres discutir o que escreveste. Era isso que era suposto aqui. A questão do Pera era para ter sido discutida no BdE, no meu post. É isso que eu quero dizer com o "não me lembro" dos teus posts. Eu não me lembro dos teus posts de há um mês. No futuro talvez me venha a lembrar deste, mas eu procuro apagar rapidamente da minha memória o que não interessa (refiro-me a posts como este e não aos teus posts em geral). Sugeria que guardasses mais na memória imagens de sabedoria, e não de ignorância. Essa atitude não me parece muito construtiva;
- O post sobre o Pera não era apresentado como uma "verdade definitiva", e deu origem a uma questão que para mim, pelo menos, foi muito gratificante e enriquecedora com o ZeroAesquerda, que ainda está disponível nos comentários. A questão da "pesquisa" era, e é, essencialmente semântica. A grande questão é: é a arte conhecimento? Creio ter direito à minha opinião, mesmo diferente da tua;
- Há uma diferença fundamental entre nós, no entanto: logo no texto original do post do Pera eu afirmo que não sou especialista naquelas questões. Não vi nenhuma referência à tua sapiência sobre questões de segurança, particularmente no desporto automóvel, no teu post. Quem é que não tem "preocupação com o rigor"?
- Para encerrar o caso Pera, e para efeitos de clareza e transparência, talvez te ficasse bem referires que o Edgar Pera filmava os tempos de antena do Bloco de Esquerda, de cuja equipa tu também fazias parte. Tu, que és acessor de imprensa do BE. Não julgues que me enganas com essa do "bloquista anónimo que "saltou" dos comentários", como te apresentas aqui. Essa fidelidade "canina" (desculpa a expressão - é em sentido figurado) do sector bloquista militante do Barnabé ao partido é uma coisa com que sempre embirrei, principalmente por ser tão dissimulada. A meu ver este facto explica muito. E agora não vou dar mais explicações sobre um post com dois meses e meio.

Finalmente, eu repito que não te guardo rancor nenhum. Sempre quero ver se eu, se voltar a comentar um dos teus posts, volto a levar com a história do Pera...

Publicado por Filipe Moura em abril 2, 2005 06:48 PM


Filipe,

Não escrevi, na altura, o que pensava sobre o teu post sobre o Edgar Pêra e a arte como forma de investigação porque escreves no BdE, e não tenho o mínimo interesse em entrar em polémica com quem aí escreve.

Já vi que não é esse o teu entendimento, ao vires apontar erros em questões que marcam o canône da língua portuguesa como rallies ser o futuro de rally - e não rallys como eu erradamente escrevi. Foi isso, mais uma vez salientares a necessidade de estudos científicos que fundamentem as posições, que me levou a responder-te. Por mim, tanto a F1 com o "caso Pêra", ficam por aqui.

Publicado por pedro sales em abril 2, 2005 11:24 PM


Ok, não vamos chegar a um acordo, mas queria só dizer que as forças que sente um condutor de F1, são imensuravelmente maiores do que as que sente um remador ou ciclista. E desculpa, mas vou mais uma vez afirmar, que este assunto é vital, as lesões cervicais podem acabar com a carreira de um piloto, em casos mais sérios ser mortais. E, ao falar neste assunto, parece-me algo injusta a acusação de que estou mais preocupado em prostestar, do que com a segurança dos pilotos.
E reforço a ideia de que tenho muitas suspeitas, e poucas certezas.

Publicado por João Dias em abril 3, 2005 02:14 AM

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